segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Sinfonia das sete tristezas

Formo portais em volta de minhas tênues defesas
com que distante devo ficar, e com que vontade luto contra.
Meus trépidos sentimentos assolam minha alma
quebrantam meu coração que não muito sobreviverá às sucessões caóticas
do desespero.
Frio... É tudo que consigo sentir. Estou inerte aos meus sentidos
só há dor, escuridão, lágrimas.
O fascinante brilho das estrelas agora pende no abismo do isolável desmoronar de angústias
e como posso eu pertencer a quem me nega?
A palidez corrompe as torrentes 
que formam correntes em meu peito
mas não é o bastante, não sana as feridas que continuam sangrando
e longe tão perto... E perto tão longe...
Distante me encontro em nenhum horizonte.
Porque não fui escolhida
você não me pertence
seu coração é um ponto indomável na equação caótica
do que se confunde na minha mente insana
que busca, deseja, que tenta sonhar;
E quão duro é o adeus... Por quê?
Tenho que longe estar quando perto desejo... Calar quando há tanto a ser dito
fugir do precioso espaço
onde há muito meu coração escolheu habitar.

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