terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Primeira resenha de filme!

Você já viu esse filme? Não? Pois deveria, MESMO ver!
Nessa sensível história, um adolescente vai procurar um hospital psquiátrico por não conseguir mais lidar com as mudanças típicas dessa fase. Quando ele é admitido, redescobre o conceito de loucura e paixão ao conviver diariamente com um grupo de pacientes liderado por Zach Galifianakis.
É bem mais que uma comédia romântica ou algo do gênero, o filme é lindo e inspirador. Craig acha que a sua vida está definhando e decide se matar, mas pensa nas consequencias que isso teria para sua família então decide por si mesmo procurar ajuda em um hospital e é até uma situação engraçada, ele chega dizendo que quer se matar e a recepcionista manda ele preencher um formulário ¬¬' a saúde publica é o cúmulo!
O foco do filme não é exatamente os problemas de Craig, mas sim a maneira como ele aprende a lidar com eles, a partir do momento que ele se vê meio que "obrigado" a permanecer cinco dias no hospital, ele começa a perceber que não é nele que reside a loucura e que há coisas que ele realmente não pode controlar ou mudar... Algumas ele precisa apenas aceitar e outras se adaptar.
Além de ter uma mente brilhante e ser muito talentoso, Craig descobre também que seus problemas são muito pequenos comparados aos de pessoas como Bob ou Noelle por quem ele se apaixona no hospital. Noelle esta internada lá por ter problemas com automutilação, com o passar do tempo o foco de Craig não é apenas se curar das feridas que ele acha que estão abertas dentro dele, mas ajudar as pessoas lá dentro que realmente tem feridas abertas e sangrando. O filme é uma reflexão sobre a vida e as coisas que nos cercam e que na maioria das vezes nós estamos cegos demais com o nosso próprio umbigo para enxergar.
Uma das cenas que eu mais gostei foi essa da foto ao lado, quando ele descobre que o que realmente importa não é aquilo que a pessoa tem por fora e sim onde se esconde a real beleza. A gente sabe que está mesmo apaixonado quando consegue ser a gente mesmo ao lado da pessoa que amamos sem medo ou receio de rejeição assim como sente que isso é recíproco por parte dela. 
Craig achava que era apaixonado pela Liah, namorada do seu melhor amigo (que é uma vadia!) porque ele tinha uma obsessão por ela desde sempre, mas acaba percebendo quando isso magoa Noelle que na verdade o que ele sentia pela Liah não era real, era literalmente uma atração física idiota (que eu não sei daonde ele tirou!) porque quando ele está com ela de certa forma não pode ser ele mesmo, ao contrário de quando ele está com Noelle, que além de poder ser ele mesmo sem medo de ser rejeitado, ele se sente bem, sente que ela também retribui esse sentimento, isso se chama confiança, é respeitar o espaço do outro e ao mesmo tempo fazer parte da vida dele.
O filme é realmente lindo e faz um convite a você perceber, enxergar a vida e repensar os seus problemas, faz você ver que é muito mais forte do que pensa e que a melhor maneira de se livrar do que te assusta é bater de frente. Craig foi para o hospital em busca de respostas para o que ele achava que eram problemas, mas acabou percebendo que ele tinha muita sorte por ter tudo que tinha e por ser como era e no fim de tudo a maneira que ele encontrou de se ajudar foi estender a mão para quem mais precisava de ajuda.
Recomendo galera! Vale a pena ver!

Um comentário:

  1. parece legal... coloquei na lista pra conferir nas férias (que graças ao bom Deus estão chegando) e depois volto aki pra dizer o que achei.. valeuz a dika.. bom fim do mundo pra vc.

    JOPZ

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