segunda-feira, 30 de abril de 2018

[Anime] Gosick


Informações:

Título Original: ゴシック rr: Goshikku lit. gótico
Genero: Drama , Mistério , Romance
Autor: Kazuki Sakuraba
Direção: Hitoshi Nanba
Estudio: Bones
Episódios: 24
Status do Anime: Completo
Ano: 2011

Sinopse: A história de GOSICK acontece no ano de 1924 em uma pequena nação européia, a fantasiosa Saubure. O anime se concentra em Kazuya Kujo, o terceiro filho de um Soldado Imperial Japonês, que está estudando por intercâmbio na Academia Santa Margarida, onde as lendas urbanas e histórias de terror são assunto comum. Lá ele conhece a Victorique, uma garota linda e misteriosa que nunca aparece nas aulas e passa todo o seu tempo na biblioteca, devorando todos os livros ou resolvendo mistérios que os detetives não conseguem resolver. Acompanhem Kujo e Victorique enquanto eles se esforçam para resolverem todo o tipo de mistério assustador.

Se você é fã de Agatha Christie e Sherlock Holmes então esse anime é super recomendado para você! Eu vejo muito pouca gente falando sobre Gosick mesmo sendo um anime tão foda. Não sei quanto ao mangá porque todo canto que eu procuro tá em andamento (e eu só leio mangá finalizado, sou ansiosa demais pra esperar) nem mesmo as novels achei pra ler.

Basicamente, a história se passa numa academia chamada Santa Margarida localizada em um país europeu imaginário que fica ali ao lado da França, chamado Saubure, uma das coisas interessantes desse anime é que ele se passa um tempo depois da primeira guerra mundial - que é mencionada - e antecede a segunda que viria acontecer em 1939 até 1945 e ele é cheio de referências políticas sobre isso, a mais escrachada, inclusive, é o discurso do Marquês de Blois que é claramente uma crítica ao nazismo que viria com o nascer da guerra alemã.

A história gira em torno de Kujo, um garoto japonês que é intercambista nessa academia e não tem amigos porque todo mundo tem "medo" dele, por causa de uma antiga história de terror, chamam ele de ceifador negro e ninguém quer se aproximar dele. Ainda assim, apesar de se sentir solitário, ele tenta não ligar para o que pensam dele, sua vida muda totalmente quando ele é levado para a biblioteca da academia e conhece Victorique, uma jovem de 16 anos que parece uma criança de 12, linda e absurdamente sagaz que o impressiona com sua aura misteriosa e sua inteligencia refinada.

Ao lado dela, Kujo vai se ver no meio das mais sombrias investigações envolvendo mortes chocantes e misteriosas em um quebra-cabeças que, inicialmente, parece totalmente sem qualquer ligação, com peças soltas que não parecem ter qualquer significado além de se ligarem às histórias de terror que rondam a história e o próprio país de Saubure, mas logo as peças vão se conectando entre si ligadas a um assassinato brutal envolvendo a monarquia do país e envolvendo o pai de Victorique e sua própria existência enquanto filha dele. Quanto mais se aproximam da verdade, mais perigosas as coisas se tornam e Kujo vai precisar de toda a sua força e coragem para conseguir sobreviver às provações e salvar a garota geniosa que aprendera a amar.

O anime tem uma história um pouco complexa que vai fazendo sentido bem devagar conforme a trama se desenrola e Victorique vai "resolvendo o caos" como ela mesma diz, envolve, inclusive, um pouco de misticismo e não entendi direito se há um apelo sobrenatural real ou não (pode ser apenas um acréscimo da crença em si). Principalmente porque apesar de serem considerados "lobos" apenas Victorique parece ser ultra inteligente e com o poderoso poder de dedução mesmo que a comunidade de sua mãe seja feita de um só povo. Os mistérios nos quais ela se envolve não perdem em nada para as tramas sombrias de Edgar Alan Poe, Agatha Christie e Arthur Conan Doyle, inclusive nada me tira da cabeça que o cachimbo que ela usa o anime inteiro é uma referência a Holmes.

Não apenas uma trama interessantíssima, mas Gosick conta com personagens muito carismáticos que fazem com que a gente se prenda completamente à narrativa e ver a evolução de Victorique (uma tsudere nítida) é muito gostoso e interessante, não apenas isso, mas as reflexões que o anime traz também são muito válidas. Fanatismo religioso, tortura psicológica, ideologias segregacionistas, sede de poder sem limites são apenas alguns dos temas, sem contar nas inúmeras referências maravilhosas que ele tem e uma trilha sonora incrível! Inclusive, a ending dos 12 primeiros episódios se tornou meu vício, fazia muito tempo que eu não ficava tão louca pela OST de um anime (que eu assisti todo), acho que a última vez foi Guilty Crown. Vou deixar o vídeo com ela aí embaixo e fica aqui minha mais que recomendação para ver esse anime maravilhoso e conhecer essa obra incrível que é Gosick!


domingo, 29 de abril de 2018

[Chinês] Mudança de estado com 了

Neste contexto, 了(le) é usado no final de uma oração para expressar uma mudança de estado. Sua estrutura é a seguinte: Uma nova situação + 了. Por exemplo, 下雨了。(Xià yǔ le.) significa "está chovendo", implica que não estava chovendo antes deste momento. 我有钱了。significa "eu tenho dinheiro" agora, e implica que ha poucos instantes não tinha dinheiro algum. Nesse caso, a mudança de estado ocorre quando uma mudança acontece no momento em que se fala em relação ao momento anterior.

Vocabulário

刮风 (Guā fēng) - ventando, ventar
外边 (Wàibian) - fora, lado de fora
了(le)  - partícula modal

Ideogramas da lição
fēng - vento

wài - fora

le

Frases para fixação:

刮风了。guā fēngle.
外边下雪了。Wàibian xià xuěle.
现在外边刮风了。Xiànzài wàibian guā fēngle.
Está nublado lá fora.
外边天气怎么样?Wàibian tiānqì zěnme yàng?
现在晴天了。Xiànzài qíngtiānle.
como está o tempo lá fora? (nublado)
como está o tempo agora? (ensolarado)
está chovendo lá fora agora.

Desculpem não ter postado na data certa de novo, gente, mas é que acabei ficando doente e não tenho ânimo pra nada além de dormir, sério. Estou tentando com esforço manter as atividades, mas tá difícil, por isso me desculpem.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

[Livro] A Coroa - Kiera Cass

Título Original: The Crown
Série: Seleção #5
Gênero: Distopia, romance, YA
Ano: 2016
Páginas: 225 (econômica) 310 (normal)

Sinopse: Em A herdeira, o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria Seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil — e importante — do que esperava.

Eadlyn não é de longe a rainha que o povo de Iléa quer no trono e depois da carta de Ahren agora ela sabe disso. Com a saúde de America correndo sérios riscos, ela se vê como regente em meio a um turbilhão de acontecimentos, sendo oprimida pela partida do irmão, a responsabilidade com a Seleção e um país que a rejeita como rainha.

É quando entra em cena Marid Illéa, filho de um ex-amigo de Maxon que se oferece para ajudá-la com a opinião pública, o que Eadlyn não faz ideia são as intenções sombrias por trás da generosa oferta do aspirante a político. Enquanto tenta resolver a questão da aceitação, várias descobertas sobre os meninos da Seleção vêm à tona o que a colocam não apenas em uma boa saia justa, mas dificultam ainda mais sua escolha. Para alguém que estava decidida a ignorar completamente a voz do seu coração, a princesa se vê coroada rainha com uma bomba nas mãos: está apaixonada por uma pessoa que não faz parte da Seleção o que pode vir a parecer uma traição ao seu país e trazer ainda mais problemas para si mesma.

O alívio cômico nesse livro é muito melhor que o anterior e, apesar de Eadlyn continuar meio chata, ela está mais suportável que antes. Sendo bem sincera eu achei que os acontecimentos da história foram rápidos demais, como se ela tivesse querido colocar tudo de uma vez porque não teria outro livro depois. A relação de Erik com Eadlyn principalmente, tudo bem que foi sutil e talvez tenha sido até intencional por parte dela pra fazer a gente acreditar que ela ficaria mesmo com Kyle, mas foi tão mal desenvolvida, os momentos dos dois tinham aquela centelha, mas não dava pra sentir com firmeza nas cenas porque a Eadlyn não demonstrava isso no primeiro livro.

Outra coisa foi o tal Marid, de onde ele surgiu? Faz um tempão que eu li A Seleção, então não lembro direito quem são os Iléa ou se eles aparecem nos primeiros livros, mas sei lá, ele pareceu meio perdido no enredo, como se fosse a intenção fazer um vilão de ultima hora, mas como ele não apareceu no outro livro não pode nem ser considerado um personagem de transição. Uma coisa bacana nesse livro foi saber mais sobre Maxon e a sua relação com o pai, gostei muito dessa parte. Algumas perguntas ficaram implícitas no "depois" do final e também não gostei muito disso, creio que daria sim para ter desenvolvido a história um pouco mais, o livro ficou tão curtinho deu aquela ausência de emoção, como se tivesse faltando algo. Ainda assim, gostei mais desse que do anterior. Henri muito fofo foi um dos personagens que mais amei.

[Dorama] Healer


Informações:

Título Original: 힐러; rr: Hilleo
Ano: 2014-2015
Direção: Lee Jung-sub
Kim Jin-woo
Roteiro: Song Ji-na
Gênero: Thriller
Romance
Comédia
Drama
País: Coréia do Sul
Episódios: 20
Elenco: Ji Chang-wook
Park Min-young
Yoo Ji-tae
Onde encontrar: Meteor Dramas
Nota: *****
Sinopse: Kim Moon Ho (Yoo Ji Tae) é um repórter bem-sucedido numa famosa agência de notícias, mas um mistério há muito tempo esquecido o força a se infiltrar numa agência pouco conhecida. Para resolver esse mistério, ele conta com a ajuda de Chae Young Shin (Park Min Young), uma jornalista de tabloides, e do Healer (Ji Chang Wook), um jornalista misterioso e sagaz. Juntos, os três vão colocar em risco sua segurança e enfrentar o passado. (Via: Drama Fever)

Se há algo que aprendi na minha experiência como dorameira é que, se o drama tem o Ji Chang Wook é bom. Apenas. Esse é meu segundo drama com ele e cada cena que ele faz me deixa mais louca de amores, que ator!

Healer é um drama de tirar o fôlego do começo ao fim, se você sofre de ansiedade, não recomendo assistir a menos que goste de suar frio, tremer e roer as unhas de tanto nervoso. A história gira, basicamente, em torno de cinco amigos e seus descendentes. Inicialmente é tudo muito confuso, mas no decorrer da história a gente vai encaixando esses detalhes e montando o quebra-cabeças. Kim Moon Ho é um repórter famoso que cresceu na companhia de cinco amigos muito próximos, dois deles jornalistas, que tinham uma rádio ilegal na juventude que denunciava crimes políticos. Um segredo no seu passado (uma série deles, na verdade) o leva a agir de maneira imprudente em seu trabalho, não importa as ordens de amenizar a notícia, ele sempre diz a verdade do jeito que tem que ser dita.

É ele que contrata o Healer para encontrar uma garota que, aparentemente, teria 28 anos (ou é 25 não lembro). Depois de muitas tentativas frustradas, ele acaba conseguindo uma amostra de DNA de Chae Young Shin que acaba por ser a garota que seu cliente procurava. Contudo, o encontro com ela muda a vida do Healer, cujo nome verdadeiro é Seo Jung Hoo, o jeito corajoso e cheio de vida de Young Shin mexe com ele, além do fato de ela estar claramente correndo perigo. Para ficar perto dela e protegê-la, Jung Hoo se disfarça de jornalista sob o nome de Park Bong Soo e vai trabalhar na mesma revista que ela, é muito fofo ele assumindo uma personalidade toda ingênua e frágil quando, na verdade, é o rei da porra toda.

Ele se torna subordinado de Young Shin que está envolvida na investigação de um escândalo envolvendo o candidato à prefeitura de Seul. Conforme vai se aproximando da verdade, Jung Hoo percebe que esse caso está entrelaçado com o seu próprio passado e a morte do seu pai que está de algum modo ligado à Kim Moon Ho e seu irmão mais velho Kim Moon Sik. Young Shin também faz parte desse passado e quanto mais a identidade do Healer parece próxima das suas mãos, mais ela se vê presa em uma cadeia de mortes e como uma potencial isca para atraí-lo.

Vocês sabem que eu sou muito fraca pra violência, mas esse drama me prendeu de um jeito que nem me importei muito com as cenas mais fortes. Inclusive, uma delas no capítulo sete me fez até bem de tanta raiva que eu tava do fdp. Healer segue um ritmo frenético de pura tensão e ação, mesclando com cenas do passado dos protagonistas o que só enriquece ainda mais a trama e mostra um trabalho magnífico de personagem. A história se liga e se conecta em todos os pontos certos, mas infelizmente o final do drama deixa muitas pontas soltas e perguntas sem resposta, e vou contar, um final tenso desse jeito eu não me lembro de ter visto desde The K2. Também, essa é minha única reclamação com o drama, que é maravilhoso e teria sido perfeito se não tivesse esse final tão inconcluso.

Personagens Centrais

Seo Jung Hoo (Ji Chang Wook) - cresceu sem os pais, a mãe o abandonou assim que seu pai morreu quando ele era muito pequeno acusado do assassinato do melhor amigo. Ficou aos cuidados da avó, mas logo foi separado dela para ficar num centro juvenil por causa do seu comportamento violento. Ao sair, foi treinado pelo melhor amigo do seu pai e um dos três remanescentes dos 5 amigos.

Com a ajuda de uma hacker poderosa e ex-detetive, ele iniciou seu trabalho como Healer, cresceu sem qualquer afeto, não se importava com coisa alguma além do seu trabalho e não compreendia a dimensão dos sentimentos até entrar no caminho de Chae Young Shin e descobrir o desejo insano de proteger alguém. Além de ser altamente inteligente, é mestre em artes marciais, excelente estrategista e muito responsável quando se trata dos seus deveres.

Se junta a Kim Moon Ho para salvar Chae Young Shin e provar a inocência do seu pai.

Chae Young Shin (Park Min Young) - Foi adotada quando era muito pequena (uns 5 ou 6 anos mais ou menos) por um advogado. Não tem qualquer lembrança da sua infância até o momento de ter sido deixada em uma rodovia. Acha que os pais a abandonaram quando, na verdade, seu pai foi assassinado e sua mãe está viva.

É uma jornalista de tabloide que sonha em se tornar reconhecida pelo seu trabalho. Apaixona-se pelo Healer quando ele salva sua vida em um beco onde ela estava prestes a ser sequestrada. Idolatra Kim Moon Ho e sonha seguir seus passos, juntando-se a ele para provar um escândalo de escravidão sexual envolvendo o prefeito de Seul, sem saber que, na verdade, ela é sobrinha de Moon Ho e a garota pesquisada pelo Healer por quem está apaixonada. Tem uma personalidade brilhante e carismática, sofre ataques de pânico quando presencia violência por causa de um trauma de infância.

Kim Moon Ho (Yoo Ji Tae) - É um renomado repórter investigativo com grande influência na mídia. Conhecido por ir direto na fonte das matérias que faz e sempre revelar a verdade não importando quem se prejudique com isso, ele sofre silencioso por se culpar pelo desaparecimento de Oh Ji Ahn, a filha de sua cunhada Ming Jae. 

Sabe que seu irmão, Moon Sik, está ligado de alguma forma não apenas ao desaparecimento da menina a quem ele procura desesperadamente, mas também à morte do pai dela e seu melhor amigo. Mesmo sob toda pressão do irmão para que ele vá trabalhar em sua emissora, recusa terminantemente demitindo-se de seu trabalho e comprando o pequeno jornal tabloide onde Young Shin trabalha para não apenas poder ficar perto dela, mas também ir contra o irmão e a corporação corrupta da qual ele faz parte.

Jo Min Ja (Kim Mi‑kyung) é uma ex-detetive investigativa especializada em crimes virtuais e uma poderosíssima hacker. Amiga muito próxima de Ki Young-jae, mentor de Jung Hoo e melhor amigo de Seo Joon-seok e Oh Kil-han respectivamente pai de Jung Hoo e Young Shin.

É a mente por trás do Healer, atua como hacker, pega os pagamentos e os trabalhos que ele terá de fazer. Nunca conseguiu ser descoberta e está sempre um passo à frente da polícia e dos inimigos. Inteligente e engraçada é uma das personagens mais icônicas do drama, mesmo tendo um passado muito difícil.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

[Escrita] Os 7 Passos da Construção do Romance

A tag escrita andou desaparecida do blog, né? É porque não me acho tão competente para falar sobre o assunto, escrever é uma coisa tão pessoal e eu não sou velha ou experiente o bastante no ramo para ficar dando pitaco em como vocês devem ou não conduzir suas histórias.

Essa semana passada eu participei de uma palestra online bem legal sobre escrita criativa com o autor e professor Tiago Novaes, não é um nome que eu conheça muito no meio literário embora ele tenha ganhado vários prêmios pelas suas histórias. A palestra foi bem legal e ele listava sete passos para a construção do romance, como era online e com vídeo eu fiz umas anotações meio rabiscadas e incrementei com o conhecimento que adquiri ao longo do tempo nas leituras sobre o assunto e decidi dividir isso com vocês. Lembrando que esse post também estará disponível no Leitor Beta onde eu sou "organizadora".

Os 7 Passos da Construção do Romance

Escrever um livro, como um todo, é um processo completamente exigente e o romance, talvez, seja o caminho mais exigente da jornada do escritor. É uma "maratona" que exige não apenas dedicação, mas um plano metódico e uma preparação espiritual que sejam constantes e impeçam que o escritor perca a si mesmo e a sua ideia no processo.

Vale ressaltar que romance não é falado aqui como a ideia de uma história de amor entre um casal, mas como uma narrativa longa. Segundo o dicionário:

1. Narração histórica em versos simples.
2. Língua ou conjunto de línguas derivadas do latim.
3. Gênero narrativo em prosa, geralmente longo, de aventuras imaginárias ou reproduzidas da realidade.
4. Relação amorosa.
5. Fantasia.
Fonte: Priberam.

Dito isso, continuemos. Pensemos na escrita do romance como uma viagem que se fará. Antes de viajar, precisamos preparar uma sorte de coisas e fazer um planejamento cuidadoso para que cheguemos onde precisamos e, sobretudo, aproveitemos cada minuto. Do mesmo modo a escrita de um romance — e acredito que de qualquer gênero — pede essa preparação. Por isso, apresentar-se-á 7 passos que podem guiar escritores nessa jornada. Vale lembrar que esses passos não são uma receita pronta e acabada, mas um caminho para que cada autor encontre seu próprio método.

1. FESTINA LENTE

É provável que poucos tenham ouvido este termo antes. Esta é uma expressão em latim que significa apressa-te devagar, uma metáfora muito válida na construção do romance que é feito de pequenos passos que pedem proatividade.

Em média, um romance tem a partir de 35 mil palavras, imagine que a sua disponibilidade diária te permite escrever 200 palavras por dia, com dedicação você finalizará o romance em mais ou menos cinco meses. Tenha em mente que, nem sempre, agilidade e qualidade caminham lado a lado, o processo de escrita é muito subordinado à dedicação de cada pessoa. Há quem escreva 2.000 palavras por dia, mas não quer dizer que seu trabalho é melhor do que aquele que escreve 150. Encontre seu próprio tempo e, com o exercício constante, vai encontrar seu ritmo.

Estabeleça uma meta diária e force-se a cumpri-la diariamente!

2. ESTRUTURE SUA OBRA

A estrutura do romance é um processo criativo importante que vai agir como um auxiliar do autor para o desenvolvimento da obra, não como uma "coleira", mas um caminho, de modo que a história não se perca, para que se saiba onde se quer chegar e que percurso fazer para alcançar esse resultado. Estudar sobre a estrutura do romance é como buscar a compreensão da disposição dos tijolos na construção de um prédio.

2.1. CAPÍTULOS

Dentro da estrutura do romance é relevante discorrer sobre o papel dos capítulos dentro de uma obra, eles não estão ali de maneira aleatória, mas são parte de um planejamento que da ao autor uma visualização do percurso do seu enredo. Na hora de estruturar uma obra você precisa ter em mente que se um capítulo, diálogo ou cena não representam um avanço para a narrativa, para contribuir que ela "caminhe", que contribua ao desenvolvimento do personagem ou ao grande questionamento da história, então talvez seja o caso de eliminá-lo.

Veja, o propósito de um romance não é "encher linguiça" para ocupar páginas, você está contando uma história, seu leitor precisa ter a sensação de que, a cada capítulo, ele está caminhando com o seu personagem, está indo a algum lugar, dessa forma, cada capítulo é como uma vértebra que liga a espinha dorsal do caminho do seu enredo. Basicamente, dentro de um romance, o capítulo vem com 3 finalidades:

1. Propósito
Cada capítulo tem que ter um motivo para estar ali, pergunte-se por que esse capítulo existe? ou ele revela algo novo da narrativa ou da personagem, se esse capítulo não tem nada relevante sobre nenhum dos dois então avalie se ele realmente precisa estar ali. O autor deve ser capaz de mapear sua história através dos capítulos.

2. Molde de Personagem

Outra função recorrente do capítulo é reiterar o caráter do personagem. Por exemplo, o autor elege uma característica que seja predominante no personagem e faz essa retomada sutilmente em cada capítulo através das ações e pensamentos dessa personagem.

3. Revelação

Como dito antes, os capítulos também funcionam como "movimento" do enredo, revelando algo do passado da personagem ou dando indicações do futuro da história.

3. APROPRIAR-SE DA LÍNGUA

Essa é uma regra unânime entre todos os autores: ler. Pode parecer batido tocar nessa mesma tecla, mas não tem como escapar, para escrever precisa de repertório e esse repertório é conquistado pela leitura, quanto mais lê, mais tem. Simples assim.

Ler é um processo criativo, enquanto lê é preciso questionar-se como se chegou àquele resultado, que recursos foram usados, como foi feito?

Traduza a leitura em repertório de escrita. Cada livro é uma verdadeira aula de técnica, boa ou ruim, mais que ler, comece a ler como um autor.

Dentro dessa ideia de ler, Tiago abordou um decálogo com os direitos do leitor criados por um escritor que eu esqueci o nome agora, mas é um decálogo muito interessante que eu printei e quero mostrar para vocês:

clique nas imagens pra ampliar.

Só explicando a parte do bovarismo, esse termo vem da obra Madame Bovary do Flaubert (um livro muito bom, por sinal), ela é a versão feminina de Don Quixote (outro livro muito bom), é o fato de você se entregar de tal modo a uma obra e imergir ao ponto de não conseguir discernir a realidade ou apropriar-se das personagens como si mesmo, entrar numa espécie de realidade paralela. Mais ou menos isso.
Em termos psicológicos, o bovarismo consiste em uma alteração do sentido da realidade, na qual uma pessoa possui uma deturpada autoimagem, na qual se considera outra (de características grandiosas e admiráveis), que não é. (Via Wikipédia)

4. COMPREENDA O PROCESSO

Mantenha uma espécie de "diário do romance", como um tipo de "bastidores da história", quando estiver desanimado e sem querer escrever, abra e leia esse diário, revisite os locais e as personagens, converse com eles, fale sobre as coisas que acham que estão faltando no livro, descreva a angústia e dificuldades de abordar certos assuntos.

5. ACHE TEMPO

A primeira desculpa da maioria das pessoas é não ter tempo, mas avalie-se com sinceridade: quantas horas você passa por dia na Netflix? Ou ainda, no Whatsapp?

Um romance leva tempo. É uma atividade de longa duração, uma "maratona" e é preciso estar disponível para percorrê-la.

O tempo da escrita é como o tempo do amor: é um tempo roubado.
— Tiago Novaes


No começo é preciso estabelecer uma rotina e criar condições para que isso aconteça, se há dificuldade de concentração o uso de aplicativos de tempo como o "Pomodoro timer" e seus derivados é muito recomendado. A escrita precisa ser prazerosa, sim, mas deve também ser levada a sério. Problemas para acordar cedo e se concentrar? Veja essas dicas do Tiago:

6. REALIZE INTERLOCUÇÃO ESPECIALIZADA

Escrever é um processo intimista, mas não precisa ser individualista e ao dizer isso não estou sugerindo que você escreva à quatro mãos, mas que estabeleça contato com outros autores, trocar experiências e angústias do processo, até mesmo leitores teste são muito bons para o amadurecimento do romance.
  • Busque ajuda - se você pode procurar um leitor beta ou um leitor teste converse sobre suas dificuldades e troque ideias.
  • Procure companhia - trocar figurinhas com outros autores é mais que válido.
  • Leitores teste - Se há alguém em que você confia plenamente e é uma pessoa que gosta de ler faça essa experiência de entregar sua obra como leitura teste para essa pessoa. O feedback dos leitores é muito bom. As plataformas online como Nyah, Sweek e Wattpad também são muito válidas.
  • Aceite críticas - desde que seja algo que contribua para o crescimento do seu romance e seu com escritor elas são muito bem vindas!
  • Troque análises com outros autores - troquem textos e façam uma análise do trabalho um do outro vendo em que a narrativa ou o enredo podem melhorar.
  • Olhar especializado - se você puder pagar, críticos e revisores também são muito bem vindos.

7. APRENDA A REVISAR

Dedique tempo a lapidar sua obra e aprenda a gostar disso! Esse é, provavelmente, o passo mais importante e mais ignorado. O autor precisa aprender a observar o seu trabalho com olhos de leitor, cortar cenas, mudar coisas, observar estrutura, cadência, ritmo da prosa, etc. Muito mais que a correção gramatical é preciso desenvolver a prática de observar o seu trabalho com o crivo e a exigência do público ao qual se dirige. O Tiago deu 4 ficas bem bacanas para começar os trabalhos de revisão:
[Clique nas imagens pra ampliar!]




Entenda que escrever não é fácil, é um processo que mobiliza sentimentos e, muitas vezes, nos traz sensações angustiantes e desafiadoras. Mas, sobretudo, escrita é trabalho e como tal exige do artífice método, aplicação e prática. Certamente há quem escreva muito bem sem fazer qualquer projeto de texto, mas são casos raros. Se você não se enquadra nessa minoria, planejar bem como vai ser o texto ainda é a melhor alternativa.

Em outro momento, se eu achar ou participar de algum minicurso legal, trago para vocês algumas ideias de planejamento de texto! Por hora é isso, gente! Espero que tenham gostado, até o próximo post!

^-^'

domingo, 22 de abril de 2018

[Chinês] Clima

Eu juro pra vocês que não postei a aula na sexta porque eu esqueci! Como eu mudei o dia de faxina pra sexta acabei não fazendo agenda pro dia e tem acontecido umas coisas muito chatas aqui em casa, no meio da loucura acabei esquecendo e só tive tempo de passar a aula pra cá hoje.
Neste capítulo vamos começar a falar sobre clima, como perguntar como está o clima, etc. Inicialmente não há gramática em destaque, é basicamente as estruturas que vimos até agora, então, vamos ver um vocabulário novo e a aplicação em uso, okay?

Vocabulário:
晴天 (Qíngtiān) - ensolarado
阴天 (yīn tiān) - nublado
下雨 (xià yǔ) - chovendo
下雪 (xià xuě) - nevando
天气 (tiānqì) - tempo (climático)

Então, basicamente para dizer como o tempo está nós usamos Tempo + Clima, por exemplo: 今天晴天。(jīntiān qíngtiān) Hoje faz sol ou hoje está ensolarado. Para perguntar como o clima está a gente vai usar uma palavrinha interrogativa que já aprendemos: 怎么样 (zěnme yàng) lembram dela, né? Então, para saber como o tempo está a lógica é a mesma: tempo + 天气 (tiānqì)  +怎么样? Por exemplo: 昨天天气怎么样? (Zuótiān tiānqì zěnme yàng?) Como estava o tempo ontem? Facinho, né? Com base nisso, tentem então traduzir as sentenças abaixo:

  1. amanhã estará nublado.
  2. 明天天气怎么样? (Míngtiān tiānqì zěnme yàng?)
  3. 明天下雨。(Míngtiān xià yǔ)
  4. hoje neva.
  5. 昨天天气怎么样? (Zuótiān tiānqì zěnme yàng?) (ensolarado)
  6. como estará o tempo segunda feira?
  7. 昨天天气怎么样? (Zuótiān tiānqì zěnme yàng?)(nublado)
  8. 明天下雨吗? (不)(míngtiān xià yǔ ma?)
  9. hoje está ensolarado.
  10. Como está o tempo hoje? 

Ideogramas da lição:
xuě - neve

qì - gás, clima, ar, odor, irritar-se

yǔ - chover, chuva

sábado, 21 de abril de 2018

TWILIGHTER #BOOKTAG | Pra quem amou Crepúsculo

A linda da Beatriz Paludetto, minha booktuber favorita, criou essa tag da Saga Crepúsculo e eu, como uma fã da saga também não podia ficar de fora e deixar de responder, né?

1- Qual foi seu primeiro contato com a saga?
Foi na locadora (sim, pra vocês verem como faz tempo), minha irmã e eu estávamos procurando filmes pra assistir e esse era um dos lançamentos, nós alugamos, vimos, eu me apaixonei e vi umas 4 vezes por dia durante a semana toda, no fim acabou que até Lua Nova sair eu vi Crepúsculo 249 vezes.

2- Qual o livro e filme preferido e porquê?
Meu filme favorito é Amanhecer parte II porque eu gosto da Bella vampira fodona e linda, mas por muito tempo meu filme favorito era Lua Nova porque eu me identificava com a depressão da Bella. Mas meu livro favorito é Eclipse porque é o livro que acho mais engraçado, embora eu tenha uma quedinha por Crepúsculo.

3- Personagem preferido e personagem mais odiado
Meu personagem favorito é o Edward, eu gosto muito da Bella também, mas o Ed é meu favorito porque ele é muito imperfeito, tipo muito e essa imperfeição dele, essa coisa sombria e taciturna que ele tem me faz gostar muito dele.
Não tem um personagem que eu odeie, mas a que gosto menos é a Jane, raivinha quando ela aparece e também não vou muito com a cara da Rosalie não.

4- Qual musica da trilha preferida?
Rivers Flows in You do Yruma no primeiro filme, eu amo essa música, além da Canção de Ninar da Bella. E Decode também, logicamente. A trilha do primeiro filme é minha favorita.

5- O que a saga representou para você na sua vida literária?
Eu já lia muito na escola, principalmente Agatha Christie e aquelas séries Bianca e Julia, mas mesmo tendo começado a ler muito cedo, Crepúsculo me despertou de verdade pra literatura, eu descobri a literatura jovem, a fantasia, eu me descobri leitora de verdade com essa saga.

6-  Team Edward ou Team Jacob?
Edward sempre hahahaha.

7- Já leu ou escreveu uma fanfic de crepúsculo? Indique uma!
Eu já escrevi uma que estou para reescrever e repostar que é Congelada, acho que vocês todos conhecem porque eu falei muito dela aqui no blog. Li uma muito boa chamada A Dama da Água, no Nyah.

8- O que você adquiriu em decorrência da série?
Sempre fui louca pela caixa de jóias da Bella, mas nunca pude comprar. Tenho os livros, o box dos DVDs e alguns amigos incríveis que conquistei em um RPG narrativo da saga.

Link do vídeo da Beatriz respondendo a tag <3

sexta-feira, 20 de abril de 2018

[Mangá] Sensei, Suki

Original: 先生、スキ。
Tipo: One-Shot (04 capítulos)
Status: Completo
Autor: Aikawa Hiro
Categoria(s): escolar, romance, shoujo, slice of life
Ano: 2011
Onde ler: Mangakakalot (inglês), Mangahost (PT de Portugal)

Sinopse: Uma coleção de one-shots centrada em torno de relação professor / aluno. 

1. Ijiwaru na Oni Kyoushi (Meu professor é um demônio malicioso)
2. Geki-Kawa Kyoushi (Professor cava profundo???)
3. Kiken na Hokeni (Um médico perigoso)
4. Onna Kyoushi no Ikenai Koi (Mal exemplo da professora)

Escolhi esse mangá porque ele é pequeno e como vou passar de um livro direto pro outro não podia demorar muito lendo  um mangá, por isso deixei uma obra grande para depois do próximo livro. Sensei, Suki ou Professor, gosto de você, é um mangá de quatro capítulos de contos do tipo aluno x professor, as histórias curtinhas no maior estilo ecchi (erotismo leve) são para aqueles que curtem histórias do gênero, mas não querem demorar muito e passar do gostar direto para a pegação sem muitas preliminares e aqui tem pegação nos cinco contos.

A primeira história conta sobre Ruka que teve que passar as férias de inverno tendo aulas extras porque tirou nota ruim nos exames de matemática. Contudo, seu professor de matemática é tido como um "demônio" por ser muito exigente, impiedoso e frio. Durante as aulas, em meio a todos os intermináveis exercícios nos quais Ruka não consegue se concentrar porque está pensando no seu crush com as amigas na viagem de férias que ela não pôde ir, seu professor está mais que preparado para tornar suas aulas extras mais memoráveis do que ela jamais imaginaria.

Na segunda história conhecemos Kano que ajuda o professor de química a organizar a sala porque, bem, alem de ser bagunceiro ele é muito disputado e assediado por todas as estudantes. Como Kano é considerada "sem graça" as outras garotas não a consideram uma ameça por isso ela consegue ficar perto dele. Enquanto limpam a sala e organizam as coisas, ela lhe sugere que arrume uma namorada para que as outras meninas parem de atacá-lo, mas ele disse que é muito provável, então, inesperadamente, ela deixa uma marca no pescoço dele, mas fica muito envergonhada disso depois e quase incapaz de encará-lo. Porém, o doce e bagunceiro professor de química não pretende deixar passar o carinho especial da sua aluna dedicada.

Em Um médico perigoso Hiragi é o médico da escola de Kokona, ele é gentil e doce, por isso ela é apaixonada por ele, pelo menos era o que ela pensava até ele a "atacar" de supetão certo dia, no que ela descobriria ser sua "verdadeira personalidade" que acontece quando ele acorda, por isso como punição por ter visto e ameaça para não contar a ninguém, ele a força a ir com ele em uma espécie de acampamento de orientação para fazer as vezes de despertador e impedir que os demais alunos conheçam sua personalidade perigosa. Porém, Kokona acaba sendo traída pelos próprios sentimentos e se vê presa em um emaranhado de emoções que vão levá-la direto ao catre mais próximo, sob o sensei que passou a odiar.

Por fim, Mal exemplo da professora, conta a história de Sayaka, uma professora do ensino médio que é constantemente rodeada por Kanade um de seus alunos. Ela rejeita todas as suas investidas, mas começa a perceber que não o vê como um simples aluno, porém está mais certa que não gosta dele e tenta investir em outros encontros, mas o insistente Kanade não sai da sua cabeça, o jeito de tratá-la está em cada parte do corpo dela, será que a professora é capaz de quebrar as regras e se entregar aos sentimentos do seu aluno?


quinta-feira, 19 de abril de 2018

[Livro] A Herdeira - Kiera Cass

Título Original: The Heir
Série: Seleção #4
Gênero: Distopia, romance, YA
Ano: 2015
Páginas: 287 (econômica) 390 (normal)

Sinopse: Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.

Ah, o que dizer desse livro? Bem, minha irmã comprou os dois últimos livros da série na Avon porque só faltava esses dois, mas não tinha muitas expectativas com ele não, principalmente porque eu tinha ouvido muita coisa sobre como a filha de América era altamente insuportável, ainda assim, não sou dessas que deixa os livros mofando na estante sem ler (bom, só os que são realmente ruins ao ponto de não valerem meu tempo, como o James Patterson que eu não leio nunca mais).

Enfim, como só faltavam eles dois, pus na meta desse ano, aí comecei a ler para passar a raiva toda de uma vez, mas não simpatizei muito com a Eadlyn não e, vou dizer, a criatividade da Kiera Cass se concentra principalmente em criar nomes estrambólicos para as personagens, quer dizer, quem no mundo se chamaria Ahren, mas okay. Uma coisa interessante, em favor desse livro, é que a gente vê como seria se a Seleção fosse invertida, aqui são 35 caras pela mão de uma princesa e é interessante observar essa perspectiva, principalmente porque o comportamento deles é diferente. Em outra ótica também nós podemos observar o dia a dia da realeza, uma vez que nos livros de America a gente tinha a perspectiva de como funcionava o lado "plebeu" da seleção e não sabia como era para Maxon o que seria sim um ponto de vista muito bacana.

Muito bem, a história começa com Eadlyn reclamando que só estava "condenada" à coroa porque nasceu sete minutos antes de seu irmão gêmeo Ahren, que na história monárquica que conhecemos seria o herdeiro da coroa por ser homem, contudo, América e Maxon mudaram as leis para que ela, como primogênita, ficasse com o trono. Contudo, apesar de todas as regalias, Eadlyn sente e muito o peso da responsabilidade para a qual foi preparada desde criança para exercer, o problema mora, inclusive, nela mesmo. O que torna esse livro sofrível é a personagem, gente. Não há outra forma de expressar Eadlyn além de chata. Ela é incrivelmente chata! Acredito que a Cass quis criar uma personagem feminina empoderada, toda voltada para a seguradora de espadas e rainha da porra toda, mas ela só conseguiu fazer uma personagem mimada, fútil, intragável que não desperta qualquer sentimento em nós leitores que não seja raiva.

Então, os 35 caras são sorteados de maneira bem democrática ao contrário do que aconteceu com Maxon cujo pai manipulou essa etapa. E por falar em Maxon uma coisa bacana nesse livro é que a gente tende a imaginar nossos personagens sempre jovens, quando A Escolha acabou nós tínhamos um rei jovem, cheio de vida com toda uma vida pela frente, pra mim pelo menos a sensação de ler um livro em que a filha dele descreve cabelos brancos, pés de galinhas e ruga vincada na testa foi muito estranho e, ao mesmo tempo, muito legal. A gente tem um vislumbre, ainda que muito tênue, da vida que os dois levaram e dos quatro filhos que tiveram e essa parte é bem interessante, não somente isso, mas como foi levado adiante o plano de Maxon de excluir as castas e como isso não funcionou tão bem quanto esperado uma vez que o preconceito ainda permaneceu.

Acho que o que me fez desgostar um pouco mais dessa seleção de Eadlyn foi o fato de ela ser incrivelmente irritante. Maxon, como ela, não queria a Seleção, mas ele não era um cretino mimado e soube levar a busca pela garota certa a sério, mergulhou de cabeça, deu uma chance. Só que a filha dele não faz isso, ela é estúpida, grossa, frívola, manipuladora e com mania de grandeza "eu vou ser a rainha, ninguém é mais poderoso que eu" e blá blá blá. Gente, é massante. Até mesmo os próprios candidatos  não me cativaram muito com exceção de Henri, que eu amei de paixão, gente ele é muito fofo. O intérprete dele, Erick, também é um amor e eu torci muito por ele mesmo que ele não faça parte da seleção, contudo, há grandes chances de que ela acabe com um outro candidato que eu não queria muito, mas esperemos para ver, já vou começar a ler logo o outro livro (normalmente eu alterno um físico e um ebook, mas vou abrir uma exceção dessa vez).

Ao contrário de Maxon, uma vez que Eadlyn não quer a seleção ela acaba metendo os pés pelas mãos diversas vezes por querer dar uma de espertinha e manipular a mídia e as pessoas. Por causa disso arruma ainda mais problemas para Maxon que já está se desdobrando para controlar as rebeliões que estão se voltando contra a monarquia. Okay, eu até entendo a parte de não acreditar no amor e não querer se casar, é até compreensível principalmente considerando a idade dela, mas se fechar daquele jeito e magoar outras pessoas é errado uma vez que ela concordou com a Seleção para dar tempo ao pai. Eu realmente não gostei dela. 

É isso, povo. Vou ler o próximo livro e já trago resenha. Semana que vem, provavelmente, já tem resenha do drama da vez também! Até o próximo post ^-^' 

segunda-feira, 16 de abril de 2018

#BookTag I DARE YOU



REGRAS:
Você deve ser honesto
Você deve responder todas as perguntas
Você deve marcar pelo menos 4 pessoas

Eu peguei essa tag no vlog da Beatriz Paludetto aquela divíssima, achei legal e decidi fazer. Tem que marcar 4 pessoas, mas essa regrinha eu vou quebrar. Vou marcar apenas a Helaina do Mente Hipercriativa pra responder. Caso goste da tag, sinta-se a vontade pra responder também no seu próprio blog ou nos comentários!

1. Qual livro está na sua prateleira há mais tempo sem ler?
O Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo. Comprei ha mais de três anos e ainda não entrei na vibe pra ler.

2. Qual é a sua leitura atual, sua última leitura e o livro que você lerá a seguir?
Estou lendo A Herdeira, terminei Quando a Bela domou a Fera e o próximo na lista é A Coroa.
3. Que livro todos gostaram, mas você odiou?
Tem um monte! Mas vou responder com Caixa de Pássaros, eu realmente odiei esse livro.
4. Que livro você continua dizendo a si mesmo que vai ler, mas provavelmente não vai?
Filme Noturno. Eu quero ler esse livro e não quero ler hahaha.
5. Que livro você está economizando para a aposentadoria?
It. Eu só vou conseguir comprar e ler esse livro quando me aposentar mesmo.
6. Última página: leia primeiro ou aguarde até o fim?
Depende. Eu prefiro esperar até o fim, por mais que me falte a paciência, mas não tenho problema com spoiler não, se der na telha eu espio a última frase e pronto.
7. Reconhecimento: desperdício de papel e tinta, ou aparte interessante?
Essa é uma pergunta complicada kkkk, pra MIM, A série Imortais INTEIRA foi um desperdício de papel. Eu ODEIO essa série, gente, sério.
8. Com qual personagem do livro você trocaria de lugar?
Sempre me perguntei muito isso... acho que eu queria trocar com a Clary e experimentar a vida dela.
9. Você tem um livro que te lembra algo específico em sua vida? (Lugar, hora, pessoa?)
Alice No País das Maravilhas é a cara da minha irmã.
10. Cite um livro que você adquiriu de uma maneira interessante.
Então, não tem. Hahaha, eu comprei todos os livros da maneira convencional mesmo. Mas, para não deixar a pergunta sem resposta, vou colocar Branca dos Mortos e os 7 Zumbis porque a gente comprou e precisou esperar 5 meses porque o livro estava esgotado e a saraiva não tinha colocado aviso.
11. Você já deu um livro por uma razão especial a uma pessoa especial?
Eu dei O Pianista para minha melhor amiga para que ela refletisse um pouco sobre a humanidade e sobre si mesma.
12. Qual livro tem estado com você na maioria dos lugares?
Não tem um que eu carrego especificamente pra todo canto, eu levo o livro que to lendo quando saio de casa.
13. Qualquer "leitura obrigatória" que você odiava no ensino médio que não era tão ruim dois anos depois?
O Feijão e o Sonho do Origenes Lessa, minha professora passou um trabalho sobre esse livro e eu realmente odiei na época, assim como Vidas Secas do Graciliano Ramo, mas acho que leria de novo hoje e não acharia ruim não.
Acredito que falta um pouco de senso na escolha dos livros a se trabalhar em sala de aula, nem sempre a maturidade dos alunos é bastante para entender obras densas.

14. Usado ou novo?
Não importa. Estando em bom estado e dando pra ler tá feito.
15. Você já leu um livro de Dan Brown?
Não e, sinceramente, não pretendo.
16. Você já viu um filme que gostou mais do que o livro?
Por incrível que pareça eu gosto mais do filme do Castelo Animado que do livro. Isso também acontece com Orgulho e Preconceito e com Mansfield Park.
17. Você já leu um livro que te deixou com fome, incluindo livros de culinária?
Acho que o primeiro livro da Seleção me deixava com muita fome na época. A América comia muito coisas que eu nunca tinha em casa e eu passava vontade kkkk.
18. Quem é a pessoa cujo conselho de livros você sempre levará?
Eu levo muito em consideração a opinião da Beatriz Paludeto, da Tatiana Feltrin e da Isabella Lubrano que são as booktubers que eu acompanho. Fora isso, as únicas pessoas que me deixo permitir indicar livros são minha amiga Sandy (não é a do Junior não kkk) e minha melhor amiga Shirllene.
19. Existe um livro fora de sua zona de conforto (por exemplo, fora do seu gênero de leitura habitual) que você acabou amando?
O Cortiço. Eu não sou muito chegada em literatura clássica porque, confesso, sou fraca em contextualizá-las e dissecá-las. Mas li esse livro na faculdade e gostei muitíssimo dos temas abordados, fiquei um pouco chocada, triste e me peguei presa do começo ao fim. Me surpreendeu.

domingo, 15 de abril de 2018

[Anime] Ishuukan Friends (Anime + filme)

Título Original: 一週間フレンズ RR: Isshūkan Furenzu
Gênero: Romance, comédia, drama
Direção Tarou Iwasaki
Roteiro: Shôtarô Suga
Ano: 2014
Episódios: 12
Nota: ****

Sinopse: A história gira em torno de Yuki, um garoto que quer se tornar amigo de sua colega de classe, Kaori. No entanto, ela rejeita sua amizade dizendo: “Mas… A minha memória sobre meus amigos desaparece após uma semana.”. Mesmo assim, Yuki quer tornar-se seu amigo, e assim os dois se tornam amigos novamente conforme o passar das semanas.

Eu vi o filme desse anime um tempo atrás com a minha irmã e, mesmo sabendo que tinha um anime (que estava na minha grade ha eras) não me importei. Então, decidi pôr o anime para a meta mensal de Abril e terminei-o no fim de semana que são meus dias livres. Uma das coisas que eu mais curti em relembrar essa história foi que ela mexe com um tema que tem sido muito frequente nas minhas pesquisas para a segunda edição de Um Novo Começo: a amnésia anterógrada. Para quem não sabe, essa é uma doença causada tanto por trauma craniano quanto por traumas emocionais violentos que faz com que as pessoas percam a memória passada até um determinado ponto. No caso do anime, a Kaori não só perde a memória até determinado ponto, como esse evento se repete indeterminadamente e não, nada disso é fantasia, é sim muito possível de acontecer.

A história gira em torno de Hase Yuki, um garoto que quer muito se tornar amigo de Fujimiya Kaori, a menina que não tem amigos, que não fala com ninguém e que é notável pela sua inteligência. Ele tenta se aproximar dela quando, certo dia, ela o agradece por tê-la ajudado a levar os cadernos para a sala dos professores, mas Kaori recusa seu pedido de amizade e ele fica muito triste sem entender o motivo. Conversando com seu melhor amigo Kiryu, ele é encorajado a não desistir do seu objetivo e abordar Kaori devagar para conquistar a confiança dela e assim Yuki acaba conseguindo se aproximar dela.

Contudo, ao saber o que acontece com as memórias de Kaori todas as semanas, para ajudá-la (a se lembrar dele, principalmente) ele dá a ela a ideia de fazer um diário na tentativa de que, ao lê-lo, ela se lembre dos eventos antes de sua memória ser "resetada" e assim os dois possam continuar sendo próximos. Kaori abraça a ideia e a amizade dos dois aos poucos vai se alastrando enquanto mais pessoas vão entrando no até então pequeno círculo que antes era só dos dois e aos poucos ele vê o mundo de Kaori, antes vazio e tomado pelo medo de se relacionar por causa da sua condição, encher-se de brilho e cor. Principalmente quando ela se aproxima de Saki que tem um problema semelhante ao dela.

Porém, com a chegada de Kujo à escola as coisas mudam drasticamente. A memória de Kaori é totalmente resetada e flashes do seu passado começam a retornar dolorosamente até que ela descubra o que realmente aconteceu para que suas memórias fossem bloqueadas. Agora, Hase precisará de todas as suas forças para conseguir manter uma amizade com Kaori independente dos obstáculos cada vez maiores que advém com as descobertas do seu passado.

Achei o anime muito fofo, desde os traços até o modo como as coisas se desenrolam. É um progresso relativamente lento que funciona muito bem para a coerência da trama, o traço é fofíssimo e, gente, dá uma dó quando eles choram! A abordagem da amnésia anterógrada não é feita muito nitidamente, mesmo sendo por uma causa emocional, é muito interessante ver como a nossa mente age para nos proteger. A relação de Hase e Kaori é muito fofa, fiquei meio triste que o anime não é focado em romance porque shippei muito eles. Uma das coisas mais legais é que Hase não é aquele personagem perfeito e impecável cheio de flores, ele é ciumento e isso é até fofo, um pouco possessivo também e egoísta até certo ponto o que é bom, faz a gente se identificar com ele e pensar como agiríamos no seu lugar.

Adaptação Live Action

Em fevereiro do ano passado (2017), saiu o live action dessa obra, vou me limitar a contar apenas as diferenças entre ele e o anime.

Obviamente, por se tratar de um filme os acontecimentos acontecem de maneira mais rápida e com aquelas diferenças que sempre ocorrem para que a coisa fiquem dinâmicas. No filme, a personalidade das personagens foi modificada um pouco e vocês sabem que eu não curto muito quando acontece.

Hase ficou um pouco... entusiástico demais, embora o Kento Yamazaki faça um trabalho excelente para transparecer inocência e doçura. Shogo ficou uma mescla de frieza e ternura que não condizem muito com seu personagem impassível no anime. Sem contar que no anime (não falo do mangá porque não li) Hase não desenha. Trocaram os lugares deles na sala também, no anime Hase senta atrás e Kaori na frente, no filme inverteram isso.

A forma como os dois se conhecem também é diferente, assim como o curso com que alguns acontecimentos se desenrola. Alguns personagens, como Saki, foram completamente modificados no filme. A relação de Kaori com a mãe e o pai (pai esse que nem aparece no anime) foi mudada também assim como o modo como eles interferem nas relações dela. Os acontecimentos se estendem para além da escola e o uso do diário acredito ser a mudança mais brusca. No anime, Kaori escreve o diário na semana e lê às segundas para se lembrar, no filme é Yuuki que escreve o diário (tipo, como assim?).

Em alguns pontos que eu não vou comentar porque vai soar como spoiler, o filme vence o anime porque ficou um pouco mais fofo e, até mais triste em determinada cena. Ainda assim, são quase obras totalmente diferentes que, de alguma forma, se complementam. Eu gosto muito do filme, acho fofo, tem ótimas atuações do Kento e da Kawaguchi de quem conheço o trabalho e gosto muito e, numa média geral, foi bem adaptado porque apesar das mudanças muito grandes, a essência permanece muito presente não nos deixando esquecer o foco da obra. 

[Mangá] Yoru Made Matenai

Título Original: 夜まで待てない (lit. Eu não posso esperar até a noite)
Autor: Oota Saki
Volumes: 8
Ano: 1999 - 2003
Gênero: Comédia, drama, romance, escolar
Onde ler: Mangá Here (inglês)

Sinopse: Haruka é uma doce e inocente garota do ensino médio que está muito animada para conhecer seu novo meio-irmão, Tsukasa. Desde que seu pai trabalha no exterior, Haruka está morando sozinha, mas agora que seu pai se casou novamente, ela terá um irmão postiço seis anos mais jovem para cuidar  enquanto ambos os pais estão fora do país. Quando eles finalmente se encontram, Tsukasa é ainda mais fofo do que Haruka esperava! Ele quer ajudá-la com o dever de casa e dormir na cama dela ... tirar sua roupa e fazer amor com ela! (Tradução livre do inglês de my anime list)

Yo!

Vocês sabem como eu sou doida por mangás e animes de incesto que sejam fofos *-* eu tenho uma real quedinha por obras japonesas que abordam esse tema, infelizmente a maior parte dela é aqueles ecchis pesadões como AkiSora (que ainda estou querendo muito dar na cara de quem me indicou!) ou hentais. Sem contar que é muito difícil achar indicações na internet de mangás que abordem o gênero ou, pior, achar o mangá para ler em algum lugar (né, Ani ni?!).

Acabei encontrando esse mangá sem querer, posso dizer assim. Eu baixei um aplicativo super legal para ler mangá no tablet (porque o tablet que a minha irmã me deu eu só uso pra ler mesmo), sequer li a sinopse quando vi que se tratava de uma obra de incesto e, apesar de muita gente torcer o nariz para esse tipo de história, os japoneses também não aprovam a prática tanto quanto nós, na maior parte das histórias (que não são hentais ou ecchis muito pesados) sempre o casal não é irmão de verdade, um é adotado, os pais se casaram de novo e eles não tem qualquer relação sanguínea, ou seja, o incesto se caracteriza porque eles pensam que são irmãos, mas na realidade não são. O que me faz gostar tanto desse tipo de obra é que a proibição torna o relacionamento deles ainda mais fofo, coisa que já é muito acentuada no processo de relação dos japoneses que é algo bem lento.

Yoru Made Matenai conta a história de Haruka, uma garota ingênua (e põe ingênua nisso!) que está animadíssima porque seu irmão vai finalmente morar com ela. Tsukasa se tornou seu irmão quando o pai de Haruka casou-se com a mãe dele, até então ele morava na América com ela. O pai de Haruka passa mais tempo no exterior do que em casa, o que dará a ela a incumbência de cuidar do seu irmão mais novo e ela mal pode esperar. 

Quando os dois finalmente se conhecem, ela fica encantada com a beleza de Tsukasa, ele parece ter um jeito doce e carinhoso o que ela não imagina é que sob toda a aparência perfeita esconde-se uma personalidade manipuladora e pervertida. Mal seu pai vira as costas, Tsukasa avança sobre ela pronto para tirar suas roupas e desfrutar de todos os segredos do corpo da sua irmã mais velha que apesar de chocada parece não conseguir resistir a ele. Usando todo tipo de truques e oportunidades, Tsukasa não perde a chance de tentar levar Haruka para a cama.

Porém, as coisas não são tão simples uma vez que há mais envolvidos na intenção de separá-los do que ele pensa, primeiro sua amiga de infância, Jesse, que é apaixonada por ele desde sempre. Seu pai, Kouki que ele odeia com todas as forças, Teppei que é apaixonado por Haruka desde sempre e Jack, um modelo gay que quer Tsukasa só para ele. Em contrapartida, está Kyoko, a melhor amiga de Haruka que é apaixonada por Teppei.

Eu sinceramente não curti esse mangá.  Primeiro foi a falta de lógica na relação deles, o guri começa a gostar da Haruka do nada, instantaneamente. Ele nunca viu ela antes (acho que só uma foto, não lembro direito) e já chega dando em cima da guria querendo levar ela pra cama, foi muito wtf? Outra coisa, Haruka tem a resistência de um chuchu cozido! Meu Deus, que garota mais lesa, dá agonia. Como diabos ela se mete em tanta encrenca com homens? A menina não reage, gente, parece aquela guria irritante do Diabolick Lovers vontade de dar na cara dela. Tsukasa, por outro lado, é manipulador, mentiroso e, tiro meu chapéu, um jogador nato mesmo pra "pouca idade", o pai cretino dele deve ter sido a escola, por que né?

Achei a história meio vai, mas não vai, não ri apesar de ser classificado como comédia e não simpatizei com nenhuma das personagens. Sinceramente, foi uma obra que não me desceu.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

[Chinês] 来

来 (lái) em mandarim é vir. Nós vimos anteriormente o verbo ir que é o 去 (qù). A ideia de uso é a mesma, nesse gifzinho ai do lado nós temos a frase 我来了. (Wǒ láile) que em tradução livre seria estou vindo ou chegando. É o uso desse verbo que vamos praticar hoje assim como os advérbios cedo 早 (zǎo) e tarde 晚 (wǎn) para frases de rotina. As frases seguem o mesmo padrão de ordem que vimos até agora, por isso não terão dificuldade em formá-las e traduzi-las, vamos lá?

1. 你说英语说得怎么样? (Nǐ shuō yīngyǔ shuō dé zěnme yàng?)
2. Eu não falo inglês bem.
3. 他去办公室去得很早。(tā qù bāngonshì qù dé hěn zǎo.)
4. Eu não vou a escola cedo.
5. 你去机场去得晚吗? (Nǐ qù jīchǎng qù dé wǎn ma?)
6. 你来银行来得很晚。(Nǐ lái yínháng láidé hěn wǎn.)
7. 我来中国来的很早。(Wǒ lái zhōngguó lái de hěn zǎo.)
8. eu aprendi chinês muito tarde.
9. A:你说汉语说得怎么样? (Nǐ shuō hànyǔ shuō dé zěnme yàng? )
B:(差)
9. como você joga futebol?
10. 你打篮球打得怎么样? (Nǐ dǎ lánqiú dǎ dé zěnme yàng?)
(muito bem)
11. tarde
12. você veio à escola tarde.
13. ele veio ao aeroporto muito tarde.
14. Ele veio ao escritório muito cedo.
15. A:
B: 我说英语说得很好。(Wǒ shuō yīngyǔ shuō dé hěn hǎo)
16. Como você fala inglês?

Ideogramas dessa lição:


yīng - Inglaterra, inglês


lái - vir, chegar, aproximar, próximo, desde então


tā - ele

quinta-feira, 12 de abril de 2018

[Livro] Quando a Bela Domou A Fera - Eloisa James

Título original: When Beauty Tamed The Beast
Tradução: Thalita Uba
páginas: 320 (físico) 476 (ebook)
Série: Contos de Fadas #2

Sinopse: Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.

Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.

No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?

Do mesmo modo que aconteceu com o livro Adormecida eu peguei esse livro pensando que era uma releitura de A Bela e a Fera e, no fim das contas, não é exatamente isso. A impressão que tive em boa parte dele é que era uma versão mais simples de um livro da Julia Quinn, não sei se foi a minha versão que veio ruim ou se foi a tradução que teve problemas mesmo, mas esse livro me fez passar boas raivas durante a leitura.

Bem, a história segue Linnet, uma jovem do século XIX (acho, se não for é o XVIII) que está envolvida em um escândalo social, escândalo esse que pode impedi-la de se casar para sempre. A última coisa que Linnet quer é ser como a mãe, durante todo o tempo fez o impossível para ser uma jovem recatada e andar de acordo com as "sacras" regras puritanas da sociedade, mas o problema é que ela era bonita. Bonita demais para o seu próprio bem e fora essa a razão de estar então metida nesse problema para o qual, aparentemente, não havia solução.

A mãe havia falecido anos antes, o pai era um completo "banana" verdade seja dita, nunca vi um homem tão cabeça oca feito esse pai dela, parece que ele respira porque isso não exige esforço, mas ele é daquele tipo de pessoa que enfeita o mundo e apenas. Com o escândalo, a irmã da mãe dela vem para a casa de ambos na tentativa de ver por si mesma se os fatos que circulavam eram ou não verdade e, por mais que Linnet negue veementemente, eles não dão ouvidos para ela.

É então arranjado um casamento entre Linnet e Piers, o filho de um conde. Ele tem a fama de ser cruel e frio, é chamado de monstro por todos que o conhecem por causa da sua personalidade, potencializada pelo fato de ele ter um problema insolúvel na perna e andar mancando com a ajuda de uma bengala. Linnet, contudo, não se importa com isso, àquela altura não está se importando com mais nada, contudo, ao conhecer o impiedoso conde de Marchant, ela fica presa entre a indignação e o fascínio. Piers é quase desumano, fala as coisas sem qualquer tipo de eufemismo e sem pesar o efeito de suas palavras, é mau humorado e mordaz.

Uma coisa fica bem clara entre os dois: eles nunca vão se casar. Piers deixa isso bem claro para ela, ainda que Linnet perceba que ambos são muito parecidos mesmo evocando o pior um do outro. Conforme a convivência os força a se aproximar, uma atração inevitável entre eles começa a crescer de modo avassalador e, incapaz de resistir não apenas aos encantos, mas a inteligência e caráter de Linnet, Piers se vê completamente rendido ao desejo de possuí-la e mantê-la junto a si para sempre, desejo esse que o apavora.

Paralelamente, o drama familiar da familia do conde se desenvolve lentamente, os desafios de uma relação que parece fadada ao fracasso crescem conforme o destino insiste em aproximar irremediavelmente Piers e Linnet, se unem ao conflito do coração do conde que teme destruir a vida daquela que ama inegavelmente, portanto, ela terá que ter o pulso firme se quiser levar adiante o amor que sente pelo conde e ter a chance do felizes para sempre.

O livro no geral é bonzinho, há sim poucas referências à Bela e a Fera, mas são bem poucas mesmo, eu diria que é um romance histórico como qualquer outro. Inclusive, no final, tem uma nota da autora em que a mesma diz ter se inspirado em Dr. House para escrever e não no conto original. Meu ebook veio com uma tradução horrível para dizer o mínimo, não tenho certeza, contudo, se realmente foi a tradução do livro ou foi erro da autora mesmo. Coisas do tipo:

Recordou ele a você próprio - no lugar de recordou ele a si próprio
Aqui até você casares - no lugar de até tu casares.
Estás você - estás tu
Mais uma vez prometeu a você própria - mesma coisa do primeiro, o você no lugar do pronome oblíquo si.
Brilhe - no lugar de brilho e isso foi mais de uma vez.
Você não vais - outra vez o você no lugar do tu.

Isso no livro todo. Foi bem irritante. A impressão que dá é que a autora ou a tradutora não sabe usar os pronomes. Em certos pontos a história dá umas reviravoltas que eu achei bem legais, ainda assim não foi suficiente para me despertar um desejo por mais páginas. Gostei dos conflitos familiares e da realidade crua e nada pomposa da idade média e da nobreza, ainda assim os personagens não foram de nenhum modo marcantes pra mim.