segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Pântano de Sangue - Pedro Bandeira

Informações:

Autor: Pedro Bandeira
País de Origem: Brasil
Ano de Publicação: 1987
Editora: Moderna
Gênero: Aventura
Série: Karas

Sinopse: Miguel, Crânio, Calu, Magrí e Chumbinho envolvem-se com o crime organizado que está agindo no Pantanal de Mato Grosso, liderado pelo misterioso e implacável Ente. Em um enredo fascinante, repleto de suspense do começo ao fim, discute-se a dramática destruição dos jacarés, dos índios e da natureza em um dos últimos lugares do mundo que ainda poderia ser chamado de Paraíso Terrestre.Crânio, o Geninho dos Karas, é quem terá de arrastar os amigos em sua mais perigosa missão!Esse é mais um trabalho para os Karas: o avesso dos coroas, o contrário dos caretas!

O que eu achei: Para começar, Pedro Bandeira é O Kara! Eu só havia lido A marca de uma lágrima pelo menos umas dez vezes, e quando apareceu a oportunidade de comprar Pântano de Sangue, por conhecer o estilo maravilhoso de narração do autor, eu não pude deixar passar. Com uma trama cheia de suspense, Pedro Bandeira nos leva para o interior do Pantanal Mato-grossense, onde os cinco Karas vão embarcar em uma aventura para desestabilizar o maior comércio ilegal de drogas e pele de jacaré que está sob o comando do cruel "Ente" cuja identidade ninguém conhece. 
Quando o professor Elias é brutalmente assassinado, Crânio encontra uma estranha ligação com uma série de fotos que foram tiradas no Pantanal e sua morte, decidindo assim partir para fazer o mesmo trajeto de seu querido professor e descobrir quem está por trás de sua morte. Os demais Karas não concordam em acompanhá-lo, tomando seu raciocinio por ilógico, mas quando a jaqueta de crânio aparece suja de sangue e com um buraco de bala, o resto dos Karas parte em busca de seu membro desaparecido e acabam entrando em uma teia de mistérios, tensão e morte na pista por um dos homens mais poderosos e perigosos do pantanal, o que eles não imaginam é que seu inimigo está mais próximo deles do que pensam. Uma série de mortes, uma defesa explêndida da vida natural da riqueza pantaneira, cultura indígena e uma narrativa envolta em mistério, tensão e cenas de tirar o fôlego, Pedro Bandeira nos leva a uma aventura que tem a cara do Brasil e nos faz refletir sobre nossas ações sobre o mundo no qual vivemos.
É fascinante! Segunda obra dos Karas depois de A Droga da Obediência (que eu tenho, mas ainda não li) um livro pra você passar bem o domingo, de leitura rápida, trama bem amarrada e com um desfecho digno de Agatha Christie. Pedro Bandeira é o meu modelo de literatura brasileira! Uma inspiração!

sábado, 29 de agosto de 2015

Através do Espelho - Lewis Carroll (Parte II de Alice)

Continuando com a saga de Alice, agora falemos sobre o segundo livro que veio nessa mesma edição, Através do Espelho é uma história tão louca quanto a primeira, se não mais, em que a pequena heroína de Carroll está tranquila no sofá da sala consertando a bagunça de Kitty, uma das crias de sua gata Dinah, quando, de repente, contemplando o espelho envolve-se em uma fantasia que vai comentando com sua gatinha travessa, então somos arremessados para o "mundo ao contrário" do espelho, onde flores metidas falam, onde ovos se transformam em seres animados e resmungões, onde ovelhas cuidam de lojinhas e onde as peças do xadrez tem vida e se movimentam no mundo ainda mais maluco que o país das maravilhas. Na busca de se tornar uma rainha, Alice tem que passar pelas oito casas e vencer os desafios do mundo de ponta cabeça cheio de criaturas com ainda menos juízo que sua primeira aventura e cheio de poesias e músicas.
Particularmente, eu gostei do livro, mas achei o primeiro muito mais engraçado, e esse foi ainda mais sem noção que o outro. De fato, Alice é uma obra muito curiosa e passiva de diversas informações, a mensagem sobre a pureza da infância e a importância da imaginação continuam fortes nesse livro desde o seu início. Não ouve nenhuma quote que realmente me prendesse como aconteceu (até demais) no primeiro livro, embora eu tenha gostado muito de viajar através do espelho. Percebi também que o desenho da Disney é uma mescla entre as duas histórias, há acontecimentos e personagens do primeiro e do segundo livro e que o live action lançado em 2010 tem maior influencia da segunda história, mas com uma fantasia que não está presente no livro e que foge muito do enredo de Carrol.
Alice foi um livro fascinante, cheio de ensinamentos sem sentido que fazem sentido, um mundo de possibilidades da mente de um homem apaixonado pelo onírico que tinha devoção grande pela infância da qual não fazia mais parte, mas cujo coração de menino ainda conseguia viajar tão longe quanto a inocência e a imaginação infante lhe permitiam.  Foram duas viagens realmente maravilhosas e encantadoras e, se você ainda não conhece, eu super recomendo! A edição da Zahar é um luxo! Linda, cheia de ilustrações e com capa dura.
Aqui eu finalizo minha viagem pelo mundo das maravilhas e pelo mundo ao contrário do espelho, a próxima aventura vai ser com a obra francesa O pequeno Príncipe. Então aguardem que pra semana tem resenha nova!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

As Aventuras de Alice No País das Maravilhas - Lewis Carroll (Parte I)

Informações:

Título Original: Alice's Adventures in Wonderland
Autor: Lewis Carroll
Ano de Publicação: 4 de Julho de 1865
Editora: -
País de Origem: Reino Unido
Série: -

Sinopse: O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai numa toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas, revelando uma lógica da absurda característica dos sonhos. Este está repleto de alusões satíricas dirigidas tanto aos amigos como aos inimigos de Carrol, de paródias a poemas populares infantis ingleses ensinados no século XIX e também de referências linguísticas e matemáticas frequentemente através de enigmas que contribuíram para a sua popularidade. É assim uma obra de difícil interpretação pois contém dois livros num só texto: um para crianças e outro para adultos.

O que eu achei: Todo mundo conhece Alice. Quem nunca passou uma hora tentando entender as imagens do desenho da Disney ou amando o Jonny Depp dando uma de chapeleiro maluco? Bem, eu não era a maior fã do clássico, mesmo tendo assistido aos dois filmes, mas nunca havia tido a oportunidade de ler o clássico de Carroll até uma amiga comprar e me emprestar (Obrigada, Sandy!!!). A edição que ela tem (e que eu já comprei um pra mim na maravilhosa promoção do Submarido (seu lindo!) que ainda me deu um cupom de 20% de desconto (aí eu apaixono) ) tem as duas histórias, As aventuras no país das maravilhas e Através do Espelho que é o que eu comecei a ler agora. Então, eu decidi dividir a resenha em duas partes, essa falando sobre o primeiro livro e a segunda sobre o segundo. 
Ao contrário do que podem pensar, o livro não é tão confuso quanto o filme da Disney, embora haja algumas partes que sejam tão loucas quanto. Mas, como sempre, o livro é infinitamente melhor que todas as adaptações que fizeram dele. É um livro bem difícil de entender porque, como explica na própria sinopse, está cheios de mensagens e enigmas sobre a sociedade de Carroll e críticas ao governo da rainha Vitória expressas na rainha de Copas e seu bordão "Cortem-lhe a cabeça". Por essa razão, não posso dizer que compreendi a fundo os dois lados da história, até porque só temos um período de literatura inglesa na faculdade e, infelizmente, não conseguimos "analisar" as obras pelo seu perfil social ou histórico. Então, li o "livro pra crianças", e me diverti muito com a história dessa menina cheia de inocência e com seus pensamentos de dama inglesa. Em vários pontos a trama fica tão sem noção que você começa a pensar que eram os momentos em que Carroll estava "dorgado" com o ópio, ha momentos divertidíssimos e é uma história que conta as aventuras de uma garotinha que precisa passar por várias fases diferentes e, em certo momento, acaba ficando confusa com quem, de fato, realmente é. Isso pode explicar até certo ponto as transições da vida infantil para a adolescência, com um jeito até meio filosófico em perguntas como "Quem é você?" e nessa busca pela curiosidade e pelo caminho que lhe levará de volta para casa, Alice vai passar por muitas confusões, coisas sem o mínimo sentido, momentos hilariantes e, principalmente, a busca por si mesma.
A mensagem que fica quando você termina o livro é que a realidade é insípida e triste, o mundo dos sonhos, onírico e moldado tal qual a nossa vontade, é um lugar melhor para se viver. Talvez fosse a mensagem que Carroll buscava passar quando recorria ao ópio para fugir da realidade que ele odiava, para mergulhar de uma maneira mais profunda no seu mundo irreal. Além disso, também sentimos o apreço dele pela infância, pelo mundo da inocência e a confusão que Alice sente em suas constantes transformações no país das maravilhas pode ser retratada como as transições da infância para a adolescência e, consequentemente vida adulta. É um livro muito gostoso de ler, segue um ritmo de entendimento fácil, uma linguagem leve e, apesar de todas as críticas sociais e satíricas implícitas no texto, você consegue viajar com Alice e suas trapalhadas pelo mundo dos sonhos malucos de Lewis Carroll.

Separei minhas partes favoritas do livro: 

 “Devo estar chegando perto do centro da Terra. Deixe-me ver: isso seria a uns seis mil e quinhentos quilômetros de profundidade, acho…” (pois, como você vê, Alice aprendera várias coisas desse tipo na escola e, embora essa não fosse uma oportunidade muito boa de exibir seu conhecimento, já que não havia ninguém para escutá-la, era sempre bom repassar) “…sim, a distância certa é mais ou menos essa… mas, além disso, para que Latitude ou Longitude será que estou indo?” (Alice não tinha a menor ideia do que fosse Latitude, nem do que fosse Longitude, mas lhe pareciam palavras imponentes para se dizer.) Logo recomeçou. “Gostaria de saber se vou cair direto através da Terra! Como vai ser engraçado sair no meio daquela gente que anda de cabeça para baixo! Os antipatias, acho…” (desta vez estava muito satisfeita por não haver ninguém escutando, pois aquela não parecia mesmo ser a palavra certa) “…mas vou ter de perguntar a eles o nome do país. Por favor, senhora, aqui é a Nova Zelândia? Ou a Austrália?”
Como porém nessa garrafa não estava escrito “veneno”, Alice se arriscou a provar e, achando o gosto muito bom (na verdade, era uma espécie de sabor misto de torta de cereja, creme, abacaxi, peru assado, puxa-puxa e torrada quente com manteiga), deu cabo dela num instante.
“Oh, meus pobres pezinhos, quem será que vai calçar meias e sapatos em vocês agora, queridos? Com certeza, eu é que não vou conseguir! Vou estar longe demais para me incomodar com vocês: arranjem-se como puderem…Mas preciso ser gentil com eles”, pensou Alice, “ou quem sabe não vão andar no rumo que quero! Deixe-me ver. Vou dar um par de botinas novas para eles todo Natal.” E continuou planejando com seus botões como faria isso.“Vão ter de ir pelo correio”, pensou; “e que engraçado vai ser, mandar presentes para os próprios pés!E como o endereço vai parecer estranho! 

Exmo Sr. Pé Direito da Alice, 
Tapete junto à lareira Perto do guarda-fogo, 
(Com o amor da Alice). 
“Ada com certeza não sou”, disse, “porque o cabelo dela tem cachos bem longos,e o meu não tem cacho nenhum; é claro que não posso ser Mabel, pois sei todo tipo de coisas e ela, oh! sabe tão pouquinho! Além disso, ela é ela, e eu sou eu, e… ai, ai, que confusão é isto tudo! Vou experimentar
para ver se sei tudo que sabia antes. Deixe-me ver: quatro vezes cinco é doze, e quatro vezes seis é treze,e quatro vezes sete é…ai, ai!deste jeito nunca vou chegar a vinte!Mas a Tabuada de Multiplicar não conta; vamos tentar Geografia. Londres é a capital de Paris, e Paris é a capital de Roma, e Roma… não, está tudo errado, eu sei! Devo ter sido trocada pela Mabel!"
“Quem é você?” perguntou a Lagarta. Não era um começo de conversa muito animador. Alice respondeu, meio encabulada: “Eu… eu mal sei, Sir, neste exato momento…pelo menos sei quem eu era quando me levantei esta manhã, mas acho que já passei por várias mudanças desde então.”
“Que quer dizer com isso?” esbravejou a Lagarta. “Explique-se!” “Receio não poder me explicar”, respondeu Alice, “porque não sou eu mesma, entende?” “Não entendo”, disse a Lagarta. “Receio não poder ser mais clara”, Alice respondeu com muita polidez, “pois eu mesma não consigo entender, para começar; e ser de tantos tamanhos diferentes num dia é muito perturbador.” 
“Não é”, disse a Lagarta. “Bem, talvez ainda não tenha descoberto isso”,disse Alice;“mas quando tiver de virar uma crisálida… vai acontecer um dia, sabe… e mais tarde uma borboleta, diria
que vai achar isso um pouco esquisito, não vai?” “Nem um pouquinho”, disse a Lagarta. “Bem, talvez seus sentimentos sejam diferentes”,concordou Alice;“tudo que sei é que para mim isso pareceria muito esquisito.” “Você!” desdenhou a Lagarta. “Quem é você?” 
“Realmente uma história muito plausível!” disse a Pomba num tom do mais profundo desprezo. “Vi muitas menininhas no meu tempo, mas nunca uma com um pescoço desse! Não, não! Você é uma cobra; e não adianta negar. Suponho que agora vai me dizer que nunca provou um ovo!” “Provei ovos, sem dúvida”, disse Alice, que era uma criança muito sincera; “mas meninas comem quase tantos ovos quanto as cobras, sabe.” “Não acredito nisso”, declarou a Pomba; “mas, se comem, então são uma espécie de cobra, é só o que posso dizer.” Era uma ideia tão nova para ela que Alice ficou em silêncio absoluto por um ou dois minutos,o que deu à Pomba oportunidade para acrescentar:“Você está procurando ovos, isso eu sei muito bem; o que me importa se é uma menininha ou uma cobra?” “Pois a mim, me importa muito”, Alice retrucou rápido; “mas não estou procurando ovos; e, se estivesse, não iria querer os seus: não gosto de ovo cru.” 
“Como faço para entrar?” Alice perguntou de novo, mais alto. “Mas, afinal, você deve entrar?” disse o Lacaio. “Esta é a primeira pergunta.” Era,sem dúvida :só que Alice não gostou que lhe dissessem isso. “É realmente espantoso”, murmurou consigo, “como todas as
criaturas brigam. É de levar a gente à loucura!” O Lacaio pareceu ver nisso uma boa oportunidade para repetir seu comentário, com variações. “Vou ficar sentado aqui”, disse, “ora sim, ora não, por dias e dias”. “Mas o que devo fazer?” perguntou Alice. “O que quiser”, respondeu o Lacaio, e começou a assobiar. 
“Bichano de Cheshire”, começou, muito tímida, pois não estava nada certa de que esse nome iria agradá-lo; mas ele só abriu um pouco mais o sorriso. “Bom, até agora ele está satisfeito”,pensou  e continuou:“Poderia me dizer,por favor,que caminho devo tomar para ir embora daqui?” “Depende bastante de para onde quer ir”, respondeu o Gato.
“Não me importa muito para onde”,disse Alice. “Então não importa que caminho tome”, disse o Gato. “Contanto que eu chegue a algum lugar”, Alice acrescentou à guisa de explicação. “Oh,isso você certamente vai conseguir”, afirmou o Gato, “desde que ande o bastante.” 
“Mas não quero me meter com gente louca”, Alice observou.
“Oh! É inevitável”, disse o Gato; “somos todos loucos aqui. Eu sou louco. Você é louca.” “Como sabe que sou louca?” perguntou Alice. “Só pode ser”,respondeu o Gato,“ou não teria vindo parar aqui.”
“Só que mostarda não é ave”, Alice observou. “Certo, como sempre”, disse a Duquesa; “que maneira clara você tem de expressar as coisas!”
“É um mineral, eu acho”, disse Alice. “Mas é claro”,disse a Duquesa,que parecia pronta a concordar com tudo que Alice dizia; “há uma grande mina de mostarda aqui perto.E a moral disso é…‘Quanto mais eu ganho, mais você perde’.” “Oh, eu sei!” exclamou Alice, que não prestara atenção a este último comentário. “É um vegetal. Não parece, mas é.” 
(Eu ri horrorres nessa parte)
Passei pelo seu jardim e notei que atrás da porta 
A Coruja e a Pantera dividiam uma torta. 
A Pantera, bem gulosa, comia massa e recheio, 
Enquanto para a Coruja sobravam os caroços do meio. 
Quando a torta acabou, a Coruja não pôde sequer 
Ter por recompensa uma lambida na colher. 
(Esse versinho também me matou de rir)

Como dá para perceber um pouquinho por esses quotes, Alice é um livro divertidíssimo com algumas reflexões muito interessantes sobre a vida, as pessoas, a realidade e o sonho, além de ser um clássico que merece toda a pompa e atenção que recebeu! Eu amei ter lido esse livro e estou amando ler Através do Espelho, que volta em outra resenha!

Obrigada por acompanharem o blog! Beijinhos pessoas!

domingo, 23 de agosto de 2015

As Crônicas de Bane - Cassandra Clare

Informações:

Título Original: The Bane Chronicles
Título no Brasil: As Crônicas de Bane
Autor: Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan, Maureen Johnson
Lançamento: 21 de maio de 2013
Editora: Galera Record
País de Origem: EUA
Série: Os Instrumentos Mortais

Sinopse: A vida do feiticeiro Magnus Bane é um dos maiores mistérios de Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais. Quem acompanha a saga dos Caçadores de Sombras, que chegou aos cinemas em super produção da Sony, já caiu pelos encantos do imortal, que agora ganha sua própria série. Em As Crônicas de Bane, Cassandra Clare se une a Maureen Johnson e Sarah Rees Brennan para revelar, em dez histórias, o mistério de seu passado — ainda mais nebuloso que seu presente.

O que eu achei: Quando eu estava lendo a saga TMI lembro que fiquei muito intrigada com Magnus, no livro além de ser um personagem muito misterioso ele é altamente exótico e engraçado e é bem difícil não se apegar a ele, mas nós não temos uma dimensão total do que ele sente em relação ao mundo do qual faz parte, diga-se de passagem, a tempo  mais que suficiente. Ainda não peguei na trilogia de As Peças Infernais, mas quando comecei a ler As Crônicas de Bane pude conhecer melhor um personagem cativante com uma vida muito difícil e um passado bem doloroso e isso só fez com que a empatia que eu sentia por Magnus aumentasse ainda mais. Vou falar um pouco das histórias por parte, sem spoilar. 1. O que realmente aconteceu no Peru - Somos levados por Magnus e seus amigos Ragnor Fell e Catarina Loss para uma viagem antiga pelo Peru, envolvendo piratas e corações partidos. Lembro que uma das cenas que me divertiram foi uma em que Ragnor olha pra água e diz: "Esses golfinhos são cor-de-rosa?" "- Já eram assim quando cheguei! - Magnus se defende. - Eu acho." A briga constante entre ele e Ragnor deixa tudo muito divertido e só faz crescer a tristeza pela perda dele em Cidade do Fogo Celestial (ou é Cidade de vidro, não lembro mais). Passamos por diversas e divertidíssimas aventuras com o feiticeiro mais engraçado e glamuroso da história da literatura. 2. A Rainha Fugitiva - Aqui temos o encontro nada convencional de Magnus com Maria Antonieta. Gente, a genialidade de Clare é tamanha que temos até aula de história indireta. A pedido de um estranho a serviço da família real que está presa por rebeldes, Magnus usa seus dons para salvar a rainha da França de seus inimigos e qual não é sua surpresa quando a mulher vai acabar no covil do vampiro mais perigoso do país? Para salvá-la, Magnus arrisca a própria vida e isso envolve balões invisíveis e uma mulher histérica. E mais uma vez, um coração partido. 3. - Vampiros, bolinhos e Edmund Herondale - Nesse capítulo vemos como Magnus e Camille se conheceram e temos a apresentação de Edmund Herondale, um dos ancestrais de Jace. Um rapaz que se apaixona por uma mundana a quem, com a ajuda de Magnus, salva de um demônio. Uma das cenas que mais me mataram de rir nesse capítulo foi: "- Afinal - falou Magnus em voz alta para si mesmo, balançando a bengala cuja extremidade era uma cabeça de macaco esculpida -, pessoas atraentes e interessantes simplesmente não caem do céu." Foi então que o caçador de sombras de cabelos louros que Magnus viu no Instituto deu um salto-mortal do alto de um muro e aterrissou com graça na rua na frente dele. "-Roupas maravilhosas feitas na Bond Street com coletes de brocado vermelho simplesmente não caem do céu! - proclamou Magnus aos céus em mais uma tentativa." O jovem franziu a testa. "-Como?" "-Ah, nada. Nada mesmo - disse Magnus [...]" aqui também temos uma visão diferente dos caçadores de sombras, o que eu achei mais legal no livro, ver os nossos "heróis" pelos olhos de um membro do submundo e temos assim um conhecimento mais sincero de como foi a trajetória deles até a geração de Jace, Alec, Clary e Isabelle como passamos a conhecer em Cidade dos Ossos. Nesse capítulo vemos quão implacável é a lei Nephilim quando Edmund é submetido a ela. 4. O Herdeiro da Meia Noite - Nesse conto conhecemos James Herondale, filho de Will e Tessa, como eu não li As Peças infernais ainda fiquei meio voando em algumas partes, mas temos uma trágica história de um garoto revoltado da vida por causa de seu coração condenado a um amor assassino. Mesmo no meio de todo drama e morte que o capítulo traz, ainda tem espaço para gargalhadas como na parte: "- Magnus - falou - o que aconteceu com James?" "- O que aconteceu? - perguntou o feiticeiro, pensativo. - Bem, deixe-me ver. Ele roubou uma bicicleta e pedalou sem usar as mãos, pela Trafalgar Square. Tentou subir coluna de Nelson e lutar com ele. Então o perdi por um breve período de tempo, e, quando o alcancei novamente, ele tinha andado até o Hyde Park, entrado no lago Serpentine, aberto os braços e gritava 'Patos, reconheçam-me como seu rei!'" gente, eu ri tão alto nessa parte que chorei. 5. A Ascensão do Hotel Dumort - O mais legal nesse conto foi conhecer a história do lugar onde os vampiros de Nova Iorque escolheram viver, O hotel, originalmente chamado Dumont, foi palco de uma das mais devastadoras cenas de horror e onde quase foi aberto o buraco negro que engoliria o mundo. Vemos como Magnus ajudou os caçadores de sombras a salvar a humanidade e como o hotel teve, em seus dias de glória, o prestígio e o palco de glamour e  sofisticação, berço do Jazz. 6. Salvando Raphael Santiago - Finalmente conhecemos a história de como Magnus e o líder do clã de vampiros se conheceram, em uma história repleta de perseverança e tristeza, acompanhamos um lado do feiticeiro que nos toca ainda mais profundamente. Quando ajuda Raphael em sua transição para vampiro e os passos necessários para levá-lo de volta para sua família sem que eles descubram o que ele é somos arrebatados por uma história emocionante e, ainda mais, conhecemos um pouco melhor o vampiro e entendemos suas razões para ser e agir como tal nos livros da saga. 7. A Queda do Hotel Dumort. Assim como o tópico 5, neste Magnus observa a decadência do hotel palco de um dos eventos mais chocantes do passado de Nova Iorque e como foi selado para apropriação dos vampiros. 8. O que Comprar para um Caçador de Sombras que já tem tudo? - Esse foi um dos contos mais fofos do livro, Magnus vai passar o primeiro aniversário de Alec e não sabe o que dar de presente para ele, damos boas risadas enquanto o feiticeiro incomoda seus amigos em busca de um conselho sobre o que escolher e se é certo ou não presenteá-lo. O que ele escolhe dar a Alec é a coisa mais fofa do mundo e percebemos quão forte e sincero é o sentimento de Magnus, um homem que teve o coração partido tantas e tantas vezes, mas que nunca se deixou fechar para o amor. 9. A Última Batalha no Instituto de Nova Iorque - Aqui vemos o encontro de Magnus com o Círculo de Valentim, tempos perigosos para todos os membros do submundo, temos uma dimensão clara do horror que o pai de Clary impunha aos membros do submundo sob as leis dos nephilim e em como a clave ficou cega para as atitudes deles. Assim como vemos o embate entre o feiticeiro e Valentim que quase causou a morte de Magnus e um verdadeiro massacre da família de caçadores de sombras que liderava o instituto de Nova Iorque. Assim como também podemos acompanhar o primeiro encontro entre Jocelyn, a pequena Clary de dois anos e Magnus no momento em que ela foi lhe fazer o pedido de bloqueio. 10. O Curso do Verdadeiro Amor - O primeiro encontro de Alec e Magnus não podia ter sido pior nem mais engraçado. Temos aqui as primeiras impressões do feiticeiro ao filho mais velho dos Lightwood e em como o tímido e inexperiente Alec convidou Magnus para sair, um encontro cheio de conflitos e que rende boas risadas. Mas também temos o momento fofo de um lado de Alec que não conhecemos nos livros e foi legal, nos aproximou um pouco mais do personagem, além de ns dar uma ideia bem clara do motivo de Magnus ter se apaixonado por ele. Capítulo Bônus - Não vou falar muito sobre ele para ser surpresa, mas é um capítulo divertidíssimo que explica claramente a raiva de Magnus em Cidade do Fogo Celestial quando rompeu com Alec.
O livro é muito bom, assim como todos da série. Amei cada página e valeu muito a pena, 5 estrelinhas! Pra quem se apaixonou por Magnus como eu vai adorar conhecer um pouco mais da vida dele, não dá pra saber tudo, algumas coisas ainda ficam meio abertas, pelo menos pra mim, mas a gente tem uma ideia bem legal de como pensa um dos personagens mais marcantes e engraçados de Os Instrumentos Mortais.

Então galera, eu demorei pra caramba para, em fim, postar a resenha, eu sei. Minha vida anda muito bagunçada e eu ainda estou tentando fazer a rotina dar certo, mas não anda resolvendo muito. Vou ver como faço para não abandonar o blog, prometo. Vou arrumar tempo para tudo que preciso fazer, obrigada por continuarem acompanhando e espero que tenha curtido a resenha.
Beijão!

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Conhecendo o Autor: Mariely Oliveira

Perfil:

Idade: 17 Anos
Nascimento: 5 de Fevereiro de 1998
Mora em: Belém do Pará
Livros Publicados: Minha Querida Chefe (Editora Angel)
                                 Princesa Implacável (Amazon)
Livros na Web: Italiano? Espanhol?, Doce Pecado, O Professor.
Plataformas: Wattpad e Nyah!Fanfiction
Blog Pessoal: Segredinhos da Mary

Konnichiwa, blogueiros!!!

Quanto tempo, não? Aos poucos eu vou tentando colocar as coisas em ordem e hoje eu venho com um post super especial para vocês, uma entrevista com a autora Mary Oliveira, uma jovem escritora estreante que anda conquistando corações de leitoras do gênero hot no wattpad. Seu livro Minha Querida Chefe foi um sucesso de acessos no Wattpad e lançado pela Editora Angel, uma editora independente e também nova no mercado. Eu conversei um pouquinho com a Mary sobre livros, sobre seus projetos e sobre a literatura erótica que, para mim, é uma novidade. Ficou muito lega, ela é não apenas a simpatia em pessoa, mas muito solícita e engraçada. E vocês conferem essa entrevista agora aqui no Book Of Days. Vou deixar todos os links dela no final da entrevista, onde achar os livros e o blog pessoal dela onde encontra resenhas de suas leituras e novidades sobre seus livros.

BOD: Quando você começou a escrever?

Mary: Eu tinha quatorze anos, mas nunca concluí a estória (risos). Com quinze anos decidi tentar de novo e conseguir concluir minha primeira estória; ItalianoEspanhol.

BOD: O que te fez se interessar por literatura e que livro te motivou a começar a escrever?

Mary: Eu sempre tive uma curiosidade muito grande de ler os livros de Willian Shakespeare, tanto que os livros dele foram os primeiros que li. Depois de algum tempo, uma amiga me apresentou ao site Nyah Fanfiction e li alguns Fics lá. Depois decidi tentar escrever uma estória. Um original.

BOD: Um autor que te inspira.

Mary: Sidney Sheldon. Sempre. Ever. Amo os livros dele.

BOD: Book of Days quer saber: você tem alguma mania estranha quando está escrevendo?

Mary: Eu repito as falas fazendo as caras e bocas que imagino os personagens fazendo (gargalhada). Meu Deus. Não acredito de contei isso. Que vergonha.

BOD: Você escreve um tipo de literatura adulta, certo? Como sua família e amigos encaram essas cenas de sexo nos seus livros?

Mary: Ótima pergunta! Bem, minha família ficou bem surpresa ao descobrir esse pequeno detalhe (risos). Uma tia que comprou o livro e começou a ler me ligou especialmente para me perguntar de onde eu tirava certas ideias! (fiquei vermelha como tomate e só estava falando com ela por telefone). Mas em nenhum momento minha família me recriminou ou tentou me convencer a parar de escrever. Pelo contrário, até hoje eles me incentivam muito.
Os meus amigos? Alguns não ligam, outros não sabem e poucos me irritam profundamente com comentários que deixam opiniões e alfinetadas subentendidas. Desvalorizam a minha opinião a respeito de sexo e relacionamentos. Como se eu deixasse de ser levada a sério porque escrevo determinado gênero literário.
Só acho que: eu era essa Mary antes de descobrirem sobre minhas estórias. Não vejo motivos para certas coisas mudarem depois que descobrem sobre elas.


BOD: Qual a principal mensagem que você quer passar com as suas histórias?

Mary: Se o amor é verdadeiro, os problemas e empecilhos não serão suficientes para acabar com ele. Por mais que sejam muitos.

BOD: Você tem algum conselho ou dica pra quem deseja escrever um livro?

Mary: Não desista! Nada é fácil nessa vida. Escrever um livro não é diferente. O primeiro passo para conseguir, é não desistir.

BOD: Qual a frequência de escrita do seu dia-a-dia? (Quantas páginas ou palavras você escreve por dia?)

Mary: Isso depende. Tem dias que não escrevo nada. E em outro escrevo até seis mil palavras. Depende muito da inspiração e do meu tempo.

BOD: Você tem um livro favorito?

Mary: Um para cada gênero preferido pode ser? Chick-lit: Fiquei Com Seu Número. Romance Policial: Se Houver Amanhã. Romance de Epóca: Muito Mais Que Uma Princesa. Suspense: O Inocente.

BOD: Você pode falar um pouco dos seus projetos atuais e de algum projeto futuro?

Mary: Atuais: estou tentando desesperadamente concluir duas estórias: Doce Pecado e ItalianoEspanhol – Volume II.

Projetos futuros: Minha Querida Psicóloga (um spin off sobre o irmão do Ian de Minha Querida Chefe). E o livro A Descoberta de Naíma.

BOD: Você trabalha? Se sim, em que?

Mary: Atualmente sou jovem aprendiz, auxiliar administrativa. Sim, sou novinha ainda! Dezessete anos. (risos)

BOD: Qual a coisa que você acha mais difícil em ser uma escritora?

Mary: Lidar com a falta de compreensão, talvez. Algumas pessoas acham que você é escritora e vive daquilo. Por isso é obrigada a escrever dia e noite e estar sempre atualizando suas estórias. Sendo que não é bem assim.

BOD: Por fim, deixe uma mensagem aos leitores desse blog e um convite para comprarem seus livros e onde podemos achá-los.

Mary: Então, pessoas, espero que tenham gostado da entrevista tanto quanto eu gostei de responder as perguntas! (risos). Minhas estórias são de romance, algumas também são eróticas. Então se você gosta do gênero, ou não, pode dar uma olhadinha nelas na plataforma Wattpad.

Eu gostaria de agradecer à Katharynny por me convidar a responder estas perguntas. Beijos gordos a todos. <3

BOD: Mary, muito obrigada pela gentileza e atenção! Foi um prazer enorme entrevistar você!

E aí? Curtiram a entrevista? Eu adorei conversar com ela, é sempre um aprendizado quando você conversa com pessoas da área que você atua ou quer atuar! Desejo super sucesso pra Mary e seus livros divos! Confira os links da gata:

Princesa Implacável: 

Minha Querida Chefe:

Blog Segredinhos da Mary: http://segredinhosdamary1.blogspot.com.br 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Anime-Se! Vampire Knight


Informações:

Título Original: ヴァンパイア騎士 "Vanpaia Naito"
Gênero: Drama, Romance, Fantasia, Sobrenatural, Shounen-ai, Comédia
Autor: Hino Matsuri
Nº de Episódios: 26 
Temporadas: 2 (Vampire Night e Vampire Night Guilty)
Ano: 2008
País: Japão
Nota: *****
Sinopse: A história passa-se no Colégio Cross, um internato de prestígio que divide os alunos em dois grupos: A Day Class (Classe do Dia), cujos alunos são humanos e todos usam uniformes escuros, e a Night Class (Classe da Noite), constituído apenas por vampiros e todos usam uniformes claros. O objetivo do colégio é promover a convivência pacífica entre ambas as espécies. Então a principal regra para a Classe da Noite é que é proibido beber sangue humano dentro dos limites do colégio, em substituição, eles devem tomar pastilhas de sangue. Porém a maior parte da sociedade humana (incluindo a Day Class) não sabe e não pode saber da existência de vampiros, então para guardar esse segredo e fiscalizar se a Classe da Noite está seguindo as regras, foram criados cargos de Monitores que na realidade atuam como os Guardiões do Colégio. Por serem os únicos na Day Class que sabem sobre os Vampiros, Yuuki Kurosu (ou Cross, na versão americana), e Zero Kiryuu ocuparam tais cargos.

Yuuki não possui memória alguma antes dos seus 5 anos de idade, a sua única lembrança mais antiga é a de 10 anos atrás, quando foi salva por Kaname Kuran de um Vampiro de Nível E (Vampiro Ex-humano que perdeu a sua consciência e é dominado pelos instintos), que a atacara durante uma noite nevosa. Kaname a levou para casa de um velho amigo dos seus pais, Kaien Kurosu, onde foi adotada. Yuuki acredita, assim como o seu pai, que a maioria dos Vampiros são bons e que podem conviver amigavelmente com os humanos, ao contrário do seu parceiro, Zero, que odeia Vampiros e duvida da concretização desse sonho pacifista. Isso porque a sua família foi assassinada por uma vampira, sendo ele o único sobrevivente.

O que eu achei: Vampire Night foge um pouco do costume nos animes e filmes de vampiros que eu já vi, e por ter uma história completamente misteriosa e diferente me prendeu a atenção desde o primeiro episódio. Acompanhamos a história de Yuuki, uma garota que vive em um internato de duplo horário que, ao contrário do que os alunos humanos sabem, é também frequentado por Vampiros. Ela e seu amigo Zero são os monitores, responsáveis por manter os alunos humanos longe do contato com os vampiros e a paz na escola. Yuuki é protegida por Kaname Kuran, um dos vampiros mais fortes e aristocráticos da chamada turma da noite e o líder dos vampiros, ela é grata a ele por tê-la salvo quando era criança de um vampiro nível E. Mesmo sabendo que é impossível um relacionamento entre uma humana e um vampiro, Yuuki não pode resistir a paixão avassaladora que sente por Kaname, sua beleza etérea e irresistível, o que gera o ciume quase doente de Zero, que é apaixonado por ela. Quando seu melhor amigo é transformado em um vampiro, os ânimos da escola ameaçam se abalar, pois além de Zero odiar vampiros, Yuuki fica com medo que ele tente algo contra si mesmo, e contrariando os pedidos de Kaname ela se doa completamente a ajudar Zero nessa nova transição, mesmo que não possa retribuir os sentimentos que ele tem por ela. Os alunos da turma da noite são lindos e atraem a atenção dos alunos humanos da escola, todos eles tem uma habilidade especial e devotam total submissão a Kaname, dando a vida por ele sem pestanejar, a maioria deles sente uma atração misteriosa pelo sangue de Yuuki, especialmente um dos vampiros que tem o mal costume de provocá-la, mas sabem que ela é protegida de Kaname e que o vampiro que se atrever a tocá-la corre sério risco de ser punido com a morte. Mesmo assim, a vida de Yuuki está constantemente em perigo o que leva Zero e Kaname a estarem sempre atentos e, vez ou outra, disputando sua proteção.  Inicialmente, achei Yuuki um pouco irritante, principalmente por ela ficar dividida entre Kaname e Zero, e por contrariar Kaname ajudando e alimentando Zero, sim, eu era team Kaname forever. Mas o final me surpreendeu bastante, quando a partir da segunda temporada tudo é explicado, e mesmo descobrindo o lado meio "defeituoso" do meu vampiro lindo, mesmo assim continuei shippando até a morte. Infelizmente, o anime não pega toda a série de mangá então a gente fica meio sem saber o que vem "depois". O mangá tem 18 volumes e ao que parece (pelo tempo que já passou) uma terceira temporada do anime é impossível. O que me deixou bem triste porque vale muito a pena. A hierarquia vampirica é interessantíssima, o clima de tensão e mistério que rondam a história é instigante e não deixam você parar de assistir! Dei cinco estrelinhas!!!

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

AVISOS!

Oi você que acompanha o blog! Aulas voltaram, TCC terminou, rotina ainda entrando nos eixos e eu sei que estou a um tempinho sem postar resenha nenhuma, não tenho me organizado ainda definitivamente, ainda falta doramas e animes pra terminar, já peguei As Cronicas de Bane ha um tempinho, mas ainda não consegui ler, e até mesmo meu trabalho vai indo devagarinho. Ainda estou tentando colocar as coisas em ordem, gente, desculpem por isso. Mas logo logo volto à frequência normal do blog, prometo.
Uma novidade bem bacana é que Sleeping Beauty, meu primeiro livro da série Princesas Recontadas, já está disponível na Amazon em formato e-book por apenas R$ 7,99! Então não tem mais desculpas para não ler! Mas se você gosta do formato físico, lembro que ele também está disponível no Clube de Autores. E mais, eu vou deixar 5 capítulos de degustação do livro no Wattpad, então, se você quiser conferir um pouco da história para conhecer o universo dessa nova princesa Aurora, não deixe de ir lá na minha página e dar uma olhada! Vou deixar os links no fim do post para vocês conferirem :)
Meu próximo livro, Sombras ao Sol, que está sendo reescrito para sua segunda edição (lembrando que a primeira saiu de circulação) está caminhando muito bem, mesmo devagarinho, novos personagens, novas emoções, e toda a fofura que alguns já viram na primeira versão está de maneira ainda melhor na segunda! Então, assim que estiver disponível eu já trago pra vocês também! Se quiserem acompanhar mais meus livros acompanhem a minha página no facebook, vou deixar o link também no fim do post pra vocês.
E pra quem curte fanfic eu e a Roberta, uma super amiga também autora e cheia de ideias malucas, estamos trabalhando no projeto de uma ficção científica/fantasia que, no momento eu não posso dar muitos detalhes, mas que vai ser muito legal! Vai estar disponível no Nyah!Fanfiction e no Wattpad em breve!
Meu tornozelo ainda está inchado, com a volta pra faculdade minha rotina ainda está um pouco bagunçada (saudade férias), mas vou brigar para pôr tudo em ordem e voltar a atualizar o blog com frequência, okay? Podem esperar. Muito obrigada por acompanhar o Book Of Days!

Beijão blogueiros!

Links:
Sleeping Beauty: Amazon / Clube de Autores /Wattpad

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Participe da Antologia Nove Círculos! - Edital


Ohayou, blogueiros!

O post de hoje traz uma super novidade para vocês que assim como eu amam escrever! A Antologia Nove Círculos! Preparem suas canetas para participar desse projeto de fantasia super bacana organizado de forma independente pelo Maurício Coelho, autor de outras antologias solo como  Fogo Fátuo, sem contar na chance de ver o seu continho no livro e disponível na Amazon! Não vamos deixar essa passar não é? Então, o post é para divulgar o edital de quem quiser participar do concurso, o próprio Maurício me mandou esse edital e eu vou postar para vocês e, desde já, desejo super boa sorte a todos!

Quem organiza a Antologia Nove Círculos?
Maurício Coelho é o organizador desta antologia. Nasceu em Belém, PA, em 1992. Graduado em Licenciatura em Ciências Biológicas, publicou a tradução de The Nursery Alice (A Cuidadosa Alice), de Lewis Carroll. Publicou também um poema na antologia Concurso Novos Poetas 2014, além de um conto na coletânea Horas Sombrias. Também publicou uma antologia solo de histórias chamada Fogo Fátuo e publicou antologias independentes: Maravilhosas Distopias, Seres Amazônicos e Épicos Homéricos. 
Contato com o autor: moccoelho@gmail.com

Então, agora que vocês já conhecem um pouco mais do Maurício e são amantes de fantasia (procurem os livros dele, hein!) e que já leram Inferno de Dante, vamos ao edital da antologia que promete reunir contos incríveis sobre o gênero, além de ter esse incrível autor como contista e organizador!

O EDITAL:

1 DA INSCRIÇÃO.
1.1. A antologia Nove Círculos é promovida de forma independente.
1.2. Poderão participar da antologia todas as pessoas físicas maiores de 18 anos, ou menores com permissão do responsável, residentes legais no Brasil, bem como residentes no exterior.
1.3. Serão selecionados nove contos de nove escritores.
1.4. A participação se dará da seguinte forma:

1º Etapa:
O autor deverá informar, através do email moccoelho@gmail.com , qual o círculo do Inferno de Dante deseja trabalhar. São eles: Primeiro Círculo, o Limbo (virtuosos pagãos), Segundo Círculo, Vale dos Ventos (luxúria), Terceiro Círculo, Lago de Lama (gula), Quarto Círculo, Colinas de Rocha (ganância), Quinto Círculo, Rio Estige (ira), Sexto Círculo, Cemitério de Fogo (heresia), Sétimo círculo, Vale do Flegetonte (violência) – Vales do Sétimo círculo: Primeiro Vale - Vale do rio Flegetonte (violência contra o próximo); Segundo Vale - Vale da Floresta dos Suicidas (violência contra si mesmos); Terceiro Vale - Vale do Deserto Abominável (violência contra Deus); Oitavo círculo, o Malebolge (fraude) e Nono Círculo, lago Cocite (traição);

2º Etapa:
Envio do texto na seguinte formatação: fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento entre linhas 1.5 e texto justificado para o email: moccoelho@gmail.com junto com uma minibiografia de até cinco linhas e contato com o autor do dia 10/08/2015 até 30/11/2015;

3ª         Etapa:
Caso seu texto seja aprovado pelo organizador, o mesmo entrará em contato com o autor.

2 DA ACEITAÇÃO DOS CONTOS
2.1. Serão aceitos apenas contos em língua portuguesa, de histórias que se passam em um dos nove círculos do Inferno de Dante Alighieri, com limite de 12 mil caracteres com espaço.
2.2. Não serão aceitos fanfics.
2.3. Os textos devidamente formatados deverão ser enviados para o email: moccoelho@gmail.com com o assunto CONTO PARA NOVE CÍRCULOS, seguido do nome do autor.

3 NÃO SERÃO ACEITOS CONTOS QUE:
(a) possam causar danos a terceiros, seja através de difamação, injúria ou calúnia, danos materiais e/ou danos morais;
(b) ofendam a liberdade de crença e as religiões;
(c) contenham dados ou informações racistas ou discriminatórios;
(d) façam propaganda eleitoral ou divulguem opinião favorável ou contrária a partidos ou candidatos;
(e) tenham sido produzidos por terceiros;
(f) que não venham formatados nas normas estabelecidas por esse regulamento e descritas no item 2.1.

4 DOS CONTOS:
4.1. Os contos inscritos serão analisados e selecionados mediante avaliação do profissional nomeado pela organização da antologia, cujas decisões serão soberanas e irrecorríveis. A avaliação se dará com base nos seguintes critérios:
(a) criatividade e originalidade do enredo;
(b) adequação do enredo ao universo ficcional do livro
(c) impacto do conto e qualidade dos recursos narrativos utilizados.
4.2. Ao se inscrever na Antologia o autor autoriza automaticamente a veiculação de seu conto.

OS NOMES DOS SELECIONADOS DA ANTOLOGIA NOVE CÍRCULOS SERÃO DIVULGADOS NO DIA 1 DE DEZEMBRO POR EMAIL E NA PÁGINA DO FACEBOOK: facebook.com/pages/Maurício-Coelho/443187662505104

4.3. Um determinado conto poderá ter mais de um autor, num número limite de dois. Um determinado autor não poderá participar da mesma antologia com mais de um conto.
4.4. Só serão aceitas inscrições através dos procedimentos previstos neste regulamento. Os dados fornecidos pelos participantes, no momento das inscrições, deverão estar corretos, claros e precisos. É de total responsabilidade dos participantes a veracidade dos dados fornecidos ao organizador.
4.5. Em caso de fraude comprovada, o conto será excluído automaticamente da antologia.

5 DA PUBLICAÇÃO:
5.1 O autor não precisará pagar no ato da inscrição e não precisará pagar para ter o seu conto publicado.
5.2 A antologia será disponibilizada de forma gratuita (e-book) nos sites da internet. (e. g Amazon, Lulu etc.)


6 OUTRAS INFORMAÇÕES
6.1. Dúvidas relacionadas a esta antologia e seu regulamento poderão ser enviados para o e-mail: moccoelho@gmail.com com o assunto DUVIDAS NOVE CÍRCULOS
6.2. Todas as dúvidas e casos omissos neste regulamento serão analisados por uma comissão composta pela equipe organizadora e sua decisão será irrecorrível.
6.3. Para todos os efeitos legais, os participantes da presente antologia, declaram ser os legítimos autores dos contos inscritos e garantem o ineditismo dos mesmos, isentando o organizador de qualquer reclamação ou demanda que porventura venha a ser apresentada em juízo ou fora dele.
6.4. O organizador reserva-se o direito de alterar qualquer item deste Regulamento, bem como interrompê-la, se necessário for, fazendo a comunicação expressa para os participantes.
6.5. A participação nesta antologia implica na aceitação total e irrestrita de todos os itens deste regulamento.

Vão perder essa? Não né? Soltem a imaginação e liberem a caneta! O prazo tá bom demais! 
Boa sorte blogueiros e que a criatividade e inspiração estejam sempre ao seu favor!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

O Livro das Princesas

Oi, oi, povo lindo!! Finalmente terminei de ler O Livro das Princesas, um livro que há muito eu queria e que finalmente, graças a minha amada irmã, consegui pôr as mãos! Confesso que ele não superou totalmente as minhas expectativas, mas foi uma leitura com algumas surpresas. São 4 contos de 4 princesas e, sendo sincera, eu queria mesmo ver a versão de A Bela Adormecida porque eu quero pôr as mãos em todas as versões dessa história, tanto é que escrevi e publiquei uma. Eu demorei para ler o livro e sei disso, mas me dêem um desconto, com o tratamento e a nova rotina eu tenho estado com um tempo bem apertado e estou brigando para colocar todas as minhas atividades nas 10 horas úteis em que fico acordada até a hora de dormir, mas como a faculdade vem aí, a coisa vai ficar mais apertada ainda. Bem, mas vamos aos contos:

A Modelo e o Monstro
Releitura de A Bela e a Fera por Meg Cabot. Belle Morris é uma famosa modelo que odeia o seu trabalho e odeia ser julgada pela sua belíssima aparência. Ela iniciou sua carreira cedo como única saída para pagar as contas altas da família e da internação da mãe que estava morrendo de câncer no cérebro.
Quando seu pai finalmente decidiu se casar de novo, vê a chance de fazê-la tirar férias. Belle ganhara um quarto no camarote VIP de um transatlântico através de sua empresa, dera o quarto de presente de casamento para o pai e a madrasta e ela e sua nova irmã, Penny, ficaram em um quarto comum. Belle achou a ideia ridícula, que tipo de casal leva as filhas para a lua de mel? Mesmo assim, se viu sem alternativas além de aceitar.
A bordo do navio ela percebe que alguém a observa da área mais restrita do cruzeiro, mesmo que não consiga ver seu rosto, ela acaba fantasiando-o, chamando-o de seu “estranho misterioso” e quando ele lhe salva de ser violentada por um dos tripulantes, Belle acaba descobrindo que seu estranho misterioso é muito mais do que sua fantasia é capaz de alcançar.
Particularmente acho que a Meg Cabot deve ter sido uma “filhinha de papai”, desde que eu li A Mediadora (que é ótimo, por sinal!) e vi aquela Suzannah meio fútil, consumista e que só ligava para a aparência, não achei muita diferença na personagem principal desse conto que, mesmo tendo toda a “bondade” da Bela do conto Francês, é rica e tem uma personalidade trabalhada de forma meio superficial (minha opinião). A “fera” foi bem o que eu esperava mesmo, me lembrou um pouco o seriado Beauty and The Beast e a personalidade dele, mesmo tentando ser moldada no padrão “egoísmo da fera” da Disney, não me convenceu muito não.

Cinderela Pop (Princesa Pop)
Releitura da Cinderela pela Paula Pimenta. Confesso que me surpreendi com a história, não que eu não goste da Paula, mas Fazendo o meu filme não me convenceu muito e como a primeira impressão é a que fica eu tive meio que um pé atrás quando comecei a ler o conto (que é o maior do livro!). Conta a história de Cintia, uma guria meio “revolts” da vida depois que descobriu que o pai traiu a mãe e os dois se divorciaram. O pai, César, casou com a amante que tinha duas filhas gêmeas e Cintia foi viver com a irmã da mãe, Helena, já que a mãe era arqueóloga e estava trabalhando no Japão onde moraria por três anos.
Quando é obrigada a ir na festa das meio-irmãs ela descobre duas coisas que lhe tiram totalmente do controle: a primeira é que, sem saber, foi contratada para ser Dj na festa e seu pai não sabe sobre o seu trabalho. A segunda é que a banda de Fred Prince, um ídolo pop famosíssimo e que ela detesta, vai tocar na festa. Ajudada pela tia e a melhor amiga ela acaba dando um jeito de ir sem que o pai descubra que ela é a Dj, mas o destino acaba colocando Frederico em seu caminho e, mesmo sem perceber, a garota fica apaixonada por ele, que tem personalidade e excelente gosto musical, mas quando descobre que Frederico e Fred Prince são a mesma pessoa as coisas se mostram ainda mais complicadas do que parecem.
O garoto além de estar apaixonado por ela, faz o maior rebuliço para encontrá-la, uma vez que ambos estavam de máscara na festa. E tudo que ele tem é seu all-star preto pintado com símbolos de copas. Ele a convida através do twitter para uma festa onde sua banda vai tocar e pede que ela leve o outro par. A partir daí sua madrasta vai fazer de tudo para impedir esse amor de dar certo do mesmo modo que destruiu a família de Cintia que precisará de todas as suas armas para não perder seu príncipe.
A história foi fluida e bem condizente com a versão original, só que de uma forma realmente moderna. A coisa foi bem menininha mesmo, tipo Fazendo Meu Filme, só que de um jeito melhor. Assim como a Meg Cabot, eu sei que a Paula Pimenta é uma filhinha de papai, sempre foi, então é até concebível seu ponto de vista meio “materialista” nas histórias que tem como personagem sempre meninas de classe alta. Curti pra caramba o caráter e a personalidade do “príncipe” que é um dos principes mais legais da Disney (Assisti as 3 Cinderellas!) e não curti muito a Cintia, achei ela meio “covarde” ao contrário da verdadeira Cinderella que é sempre batalhadora. Gostei pacas do fato da mãe dela ter feito o papel de “fada” ficou bem bacana, e do roteiro da história como um todo, foi realmente bem surpreendente. Por ser um conto (bem grande por sinal) achei o final um pouquinho “acelerado” (acho que alguém se empolgou enquanto escrevia e passou do limite!) mesmo assim valeu muito a pena ler. Curti mais que o conto da Cabot.
A Princesa e o Unicórnio
Releitura de A Bela Adormecida pela Lauren Kate divosa. Confesso que comprei esse livro principalmente por causa dela, além de amar a Lauren Kate, sério ela tem a melhor narração ever! Eu sou fixada por todas as versões possíveis de A Bela Adormecida.
Em A Princesa e o Unicórnio temos uma visão meio dualística entre presente e passado, o que me lembrou um pouco o conto A Filha da Exterminadora de Meg Cabot no livro Formaturas Infernais (meu conto favorito desse livro), pelo fato de os capítulos levarem os nomes dos personagens, e a escolha, diga-se de passagem, foi bem inusitada: Percy e Talia. Eu não li Percy Jackson, mas me lembrei na hora da série (Isso é uma mensagem pro Riordan, Kate?), então, Percy é um garoto de 17 anos (ou 16) que está com uma viagem programada para Paris e nenhuma vontade de ir em decorrência do seu coração recentemente partido pelo término do namoro com Amber, que o trocou pelo vocalista Hippie de uma banda. Assim, ele não vê sentido em ir para a cidade mais romântica do mundo quando seu coração está solitário e despedaçado, mas como sua mãe já pagara tudo ele se vê obrigado a ir.
Lá chegando, fica um pouco isolado dos outros até que vão finalmente visitar um castelo antigo, entediado, Percy aproveita que se distanciou do grupo e vai por um caminho diferente, em um jardim afastado do castelo que ele imagina ter “cheiro de mofo” e onde o grupo passaria duas horas. Em sua empreitada, acaba entrando em uma história cheia de mistérios que pode mudar sua vida e seu coração partido para sempre.
Eu achei a história bem bolada, com toda a genialidade da Lauren Kate em fazer essa ponte entre passado e futuro, mesmo que o conto tenha sido muito curtinho e me deixado com umas interrogações na cabeça, eu gostei pra caramba. Achei umas coisas meio sem sentido, mas deu pra passar, eu gostei muito a Lauren realmente deu um outro ar pra o clássico Sleeping Beauty e eu realmente adoraria que ela fizesse um livro ou uma versão estendida do conto.
Do Alto da Torre
Essa é uma releitura de Rapunzel pela Patrícia Barboza que eu desconhecia totalmente até começar a ler esse livro. Ela tem uma escrita bem fluída e eu gostei, mas o conto ficou muito songfic, sério, eu sei que a guria é totalmente apaixonada pela Katy Perry. Camila é uma garota que vive no 12º andar de um prédio em um apartamento junto com a madrinha, Laura, depois que seus pais morreram em um acidente de carro. Quando criança, ela ficou doente e a madrinha fez uma promessa de nunca cortar seus cabelos até os quinze anos se ela ficasse boa. Desde então, Camila sonha com o dia em que as longas e pesadas madeixas vão enfim conhecer a tesoura.  Ela sonha em ser cantora, e escondido da madrinha, com a ajuda do amigo Pedro, acabou criando um perfil no youtube com um fake, usando uma peruca e óculos, com piercings falsos, sua voz acabou atraindo muitos fãs inclusive na escola que ela estuda, especialmente Willian, sua versão real de príncipe encantado.
Mas quando Pedro sofre um acidente de carro após uma discussão na casa de Laura, Camila vai acabar descobrindo que muitas vezes você precisa acordar para ver as coisas como realmente são, e que contos de fadas podem acontecer das maneiras mais inusitadas. Eu gostei do conto, achei legal, mas além de ser beem previsível ficou muito songfic mesmo, curti a escolha das músicas da Katy Perry, e o jeito que ela “modernizou” a história ficou muito bacana. Foi legal conhecer a Patrícia, ela tem uma escrita muito gostosa.

domingo, 2 de agosto de 2015

Anime-Se! Nagato Yuki-chan no Shoushitsu

Informações:

Título Original: 長門有希ちゃんの消失 - O desaparecimento de Nagato Yuki
Ano: 2015
Autor: Touko Machida
Número de Episódios: 16
Gênero: Romance, comédia, drama
Nota: ***

Sinopse: Nagato Yuki, a tímida presidente do clube de literatura, nunca conseguiu ser firme próxima aos outros. Mas perto de Kyon, o único garoto no pequeno clube de três pessoas, Yuki se vê mais vacilante que o normal. Por Kyon e seu amado clube, Yuki deve encontrar sua confiança e deixar sua verdadeira personalidade brilhar!

O que eu achei: A sinopse não tem muito a ver com o anime, mas até vale. Somos levados ao mundo de Nagato, uma garota tímida, fofíssima, que é viciada em videogame e tem um clube de literatura, mas não fala sobre livros. Mas perto de Kyon, Nagato mal consegue abrir a boca, ao contrário da sua melhor amiga, Asakura, que cuida dela como se fosse uma mãe. Aos poucos, novas pessoas vão aderindo ao clube de literatura e as aventuras começam, mas quando um estranho acidente faz a personalidade de Nagato ser trocada por uma outra totalmente diferente, mais séria, sombria, que lê muito e é ainda mais fechada, Kyon começa não apenas a perceber, mas a se apaixonar por essa versão tão diferente dela. A guerra entre as personalidades de Nagato começa a conflitar e a antiga Nagato luta para voltar ao seu "normal" enquanto Kyon e Asakura ficam divididos em querer a antiga ou a nova Nagato.
O anime em si é bom, é leve e bem engraçado, ri muitas vezes, o fato da Nagato ser muito fofinha arranca suspiros e ataques de fofura, ela come como um elefante kkkk é muita resenha, e quando ela fica tímida perto do Kyon dá vontade de morder ela de tão fofa! Achei que a transição entre as duas personalidades dela ficou bem estranha, do nada surgiu uma Nagato séria, totalmente oposta a outra fofa e divertida, mesmo que com seu jeitinho introvertido. A busca para saber o que aconteceu e tudo mais, os sentimentos dos amigos dela foram bem explorados e curti isso, mas achei a relação dela com o Kyon muito pouco explorada e de um jeito muito vago, tanto é que o final do anime não me convenceu nem um pouco! Fiquei revoltada na verdade, espero que façam uma segunda temporada pelo menos. Dei nota 3,0 vale a pena porque é um anime curtinho e você se diverte muito.

25 Fatos (Especial Aniversário)

Bom, como alguns de vocês deve saber, dia 31 foi meu aniversário e eu completei 25 anos (uma velha!). Então, como eu não gravo mas vídeos para o canal e essas coisas, decidi fazer escrevendo mesmo um desses posts de N coisas sobre mim, como vocês me conhecem bem pra caramba, vou usar a idade que completei e contar 25 fatos sobre minha nada interessante pessoa. Escolhi 25 fatos bem óbvios, mas que talvez alguns não saibam. Então, vamos lá:

1. Eu sou uma bagunça. - Sério, se você encontrar alguém mais desorganizada que eu mate porque não é gente! Eu sou incapaz de seguir uma rotina, de arrumar meu quarto, a única coisa realmente organizada na minha vida é o meu livreiro. Sou naturalmente indisciplinada e bagunceira.
2. Faço tudo com música. - Eu sou uma inimiga do silêncio. Odeio fazer qualquer coisa sem ter um fone enfiado no ouvido ou tocando no computador, no rádio, em qualquer canto. Mas tem sempre que ter alguma coisa fazendo zoada perto de mim. (Uma zoada boa de preferência). Muita gente não sabe, mas eu sou fã de música clássica e sou apaixonada pela Sinfonia número 9 em Dó menor do Beethowen.
3. Sou maníaca por cadernos e canetas - Pense numa coisa que eu compro compulsivamente mesmo que não precise. Tenho uma pilha de cadernos nunca usados e canetas o bastante pra usar uma por dia sem repetir. É quase a mesma mania que eu tenho de comprar livros.
4. Não gosto de falar no telefone. - Meu telefone só tem a função de mandar mensagem, ouvir música e armazenar vídeos que me tiram de momentos de tédio. Mas não gosto de ligar nem receber ligação nem mesmo no telefone de casa. (Na verdade eu não sou muito sociável né?)
5. Tenho fobia de matemática. - Eu nunca fui boa em matemática, desde que era criança, essa matéria sempre me deu muita dor de cabeça e me rendeu muitos traumas. Sempre que preciso calcular qualquer coisa, mesmo no dia-a-dia, entro em pânico e calculo errado. Tenho que ter uma calculadora sempre à mão.
6. Tenho problemas de concentração. - Por alguma razão eu nunca consigo me concentrar numa coisa só, estou sempre me distraindo com várias coisas ao mesmo tempo. Tenho tentado drenar isso, mas é complicado. Quando estou estudando ou escrevendo divido a atenção com trocentas outras coisas, sou ruim em focar a atenção em um trabalho só.
7. Queria ser poliglota. - Mas devido ao fato 6 é meio difícil. Por isso gosto de cantar em muitos idiomas, me faz sentir algo bom quando falo outra língua mesmo sem entender. Pelo fato de eu ser muito desatenta, preciso estudar com alguém sempre, pra manter o foco e treinar a conversação, dividir dúvidas e essas coisas. Estou apanhando pra aprender Japonês sozinha justamente por isso, não acho nenhum maluco pra quebrar a cabeça comigo.
8. Odeio serviço doméstico. - Uma das razões para eu evitar terminantemente a palavra casamento é o serviço doméstico. Eu não sei cozinhar e ODEIO arrumar casa. Faço por obrigação, mas odeio mesmo. Lavar roupa, limpar cozinha, são atividades que me fazem querer um emprego muito rentável pra contratar uma doméstica.
9. Amo casacos! - Infelizmente, onde eu moro é muito quente, mas eu sou apaixonada por casacos, sobretudos, blusas de manga comprida, roupas de inverno no geral!
10. Não sei lidar com elogios. - Não que eu não goste deles, mas na maioria das vezes ou eu não acredito ou não sei como lidar com eles, então prefiro não recebê-los, principalmente quando se trata da minha aparência (porque eu nunca vou acreditar) ou das minhas habilidades (porque eu sempre vou achar que preciso melhorar MUITO).
11. Tenho "medo" de gente. - Okay, não chega a ser drástico, mas se você me soltar no meio de um monte de gente que eu não conheço e eu estiver sozinha acredite, eu vou ter um surto de nervos. Não sei interagir com pessoas, prefiro sempre passar despercebida e ficar isolada, o problema é que a minha paranóia nunca me deixa em paz na presença de pessoas quando estou sem nenhum conhecido por perto. Um dos maiores problemas com o fato de eu escrever é a divulgação, eu sou muito ruim quando preciso falar com pessoas ou me dirigir à elas por conta própria.
12. Queria ser nerd. - Sério, se tem algo nessa vida que eu acho lindo são pessoas inteligentes! Mas eu sou muito ruim fazendo pesquisas, sou triste em matemática e não sei jogar dama nem videogame. Mesmo sendo muito curiosa (E eu sou curiosa pra caramba!) minha inteligência se resume a 2. E estou sendo generosa. Eu sou incapaz de ficar horas estudando, mesmo em semana de provas.
13. Não gosto de fazer compras. - Quando isso não se resume a livros e cadernos eu detesto fazer compras. Tipo, sou daquelas que entra rapidinho na loja de sapatos escolhe o que gosta prova e leva, sem demora. Se fosse rica levava logo todos os que gostei pra não ter que voltar lá por um bom tempo. Roupa do mesmo jeito, embora seja um pouco chata pra comprar roupa. Se eu pudesse, mandava minha mãe e irmã comprarem isso por mim. Não curto nada ficar andando de loja em loja, provando calça e essas coisas. Acho chato demais. O único lugar que eu gosto de dar muita pernada é livraria, passaria horas dentro de uma desejando um cartão de crédito sem limite pra levar um caminhão de livros pra casa.
14. Sou uma vampira. - Se pudesse passava a noite toda acordada, mas passaria o dia dormindo. Sou mais produtiva de noite que de dia, odeio acordar cedo (mesmo que esteja sendo obrigada agora) e passaria a noite e a madrugada acordada sem problemas, escrevendo e lendo.
15. Sou supersticiosa. - Não que eu acredite em signo e cartomante. Mas já deixei de usar coisas por atribuir a elas má sorte, como por exemplo um colar que eu usava quando recebi a notícia que meu primo morreu, nunca mais o usei. Ou a música que estava ouvindo quando recebi a notícia da morte da minha segunda mãe, nunca mais consegui ouvi-la. E sou supersticiosa com coisas religiosas também, por exemplo, não consigo sair de casa sem a minha medalha de Nossa Senhora das Graças.
16. Coloco as mãos nos bolsos e evito contato visual quando estou nervosa ou com vergonha. -  Isso é a minha irmã quem diz, sempre que estou tímida ou com vergonha coloco as mãos nos bolsos, quando não tenho bolsos cruzo os braços, olho pro lado e começo a rir. Acho que é comum meu, porque nunca reparo nisso, faço naturalmente kkkk.
17. Sempre quis ver um hospício por dentro. - Isso é uma vontade meio bizarra, mas sempre tive curiosidade de ver de perto como funciona e como é o dia a dia em um manicômio, tanto por curiosidade quanto por que queria escrever um livro com uma personagem que tivesse doença mental.
18. Não gosto de música nacional. - Não é o fato de ter preconceito nem nada, é que eu simplesmente não curto músicas em português. Ás vezes escuto algumas, como Sandy e Junior, Marina Elali ou Ana Carolina, mas é muito raro. Prefiro músicas em inglês, coreano, japonês, francês, italiano ou qualquer outro idioma. E os estilos nacionais também não me atraem em nada.
19. Odeio que me atrapalhem quando estou trabalhando - Eu já sou hiperativa, e aí alguém vem me distrair mais ainda, quando estou escrevendo ou aprendendo alguma música, ou mesmo estudando Japonês, fico furiosa! 
20. Tenho uma memória péssima! - Não sei como, mas eu consigo esquecer das coisas tão fácil que me assusto. Uma pessoa me fala o nome hoje e amanhã eu não lembro mais. Isso me leva a, sempre que alguém me pede uma coisa, eu escrever logo num caderno ou na mão para não esquecer depois. Isso vale as vezes até pra coisas que eu aprendo, esqueci como se armazena coisas no cérebro kkkk
21. Enjoo das coisas rápido. - Quando me proponho a fazer algo, vou com toda a energia de uma vez, no calor da empolgação, mas na maioria das vezes com a mesma intensidade eu perco totalmente o interesse. Isso vale até pra pessoas! Quando eu percebo que elas estão começando a gostar de algo só porque eu gosto ou tentando me agradar de forma exagerada, começo a enjoar delas. É uma coisa meio chata, mas é um fato sobre mim.
22. Sou ciumenta com as minhas coisas - Isso poderia se aplicar como egoismo também, ou narcisismo, mas quando tenho algo sou ruim em dividir, é meu e só meu. E quando é com livros eu sou ciumenta E chata (ainda mais), se meu livro vier com um cheiro diferente a pessoa estar propensa a ser assassinada, por isso é raríssimo eu emprestar um livro. Isso vale com as músicas e artistas que eu gosto, filmes e até mesmo amores platônicos ou a minha irmã. Bizarro, mas verdade.
23. Nunca beijei - Na verdade, isso que eu sou BV não é exatamente novidade, é que eu não acho bacana essa coisa de ficar e nunca tive um namorado (e aparentemente nunca vou ter). Então, nunca beijei, e confesso que rola um medinho também kkk.
24. Tenho medo de facas. - Certo, isso não vem a ser uma fobia nem nada, mas eu não gosto de manusear facas e tenho certo receio quando alguém perto de mim está com uma, fico imaginando que vou ser estripada. Por isso, filmes de terror pra mim nem em sonho! Esse medo de facas está diretamente ligado à minha fobia de sangue e gargantas abertas.
25. Meu quarto é minha casa. - Se colocassem um banheiro e uma geladeira no meu quarto eu não sairia de lá nunca mais. Posso passar o dia inteiro dentro dele sem ver a cara de ninguém e mal vou perceber. É o meu lugar favorito no mundo, onde eu escrevo, leio e me sinto confortável. Minha mãe costuma dizer que meu quarto é meu "apartamento" dentro de casa, sempre que alguém vem atrás de mim ela diz logo: "Tá na casa dela". É engraçado.

Bem, e é isso. Algumas coisas aí todo mundo sabe, mas outras nem tanto... São 25 fatos sobre a minha desinteressante e bizarra pessoa.