quinta-feira, 30 de junho de 2016

Tides of Time (Epica Cover)

Nem acredito que consegui gravar essa música, pessoas! Tento há anos! Sério! Mas finalmente acertei as notinhas que não são nada fáceis, é uma das músicas mais difíceis do Epica. Me digam se gostaram!

domingo, 26 de junho de 2016

O Caçador e a Rainha de Gelo [COM SPOILERS!]

Título Original: The Huntsman: Winter's War
Ano: 2016
Direção: Cedric Nicolas-Troyan
Elenco: Chris Hemsworth, Charlize Theron, Jessica Chastain mais
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia
País: EUA
Nota: 8,0

Sinopse: Freya é a irmã boa da toda poderosa Rainha Ravenna. Depois de passar por um trauma, no entanto, ela desperta para os poderes mágicos e se isola. Longe da irmã, ela constrói seu próprio reinado – se torna a Rainha do Gelo –, onde recruta crianças para compor seu exército, sob duas ordens: jurar obediência a ela e que os jovens abdiquem de qualquer forma de amor. Dois dos pequenos mais talentosos para o combate, Erik e Sara, crescem e se apaixonam. Quando Freya percebe que foi “traída”, no entanto, separa os dois. Paralelamente, o poderoso espelho mágico é dado como desaparecido. E será preciso impedir que o objeto caia nas mãos da nova rainha.

Eu estava mais que ansiosa para ver esse filme, pois vocês que acompanham o blog sabem quão maluca eu sou por Branca de Neve e o Caçador, para mim a melhor releitura já feita de um conto de fadas, mas, meus queridos, morar em uma cidade que não tem cinema é dureza. No entanto, O Caçador e a Rainha de Gelo, como eu temia, magoou um pouquinho as minhas fantasias de escritora. O que era para ser a sequencia de Branca de Neve e o Caçador acabou pecando em grande parte no enredo e destruindo fatos levantados no primeiro filme.
Começamos com Freya (amo esse nome) e mais um reino que cai nas mãos de Ravenna, ao contrário da irmã cruel, Freya é humana e boa, apaixonada por um rapaz da nobreza que está prometido para outra mulher e grávida dele. Numa noite, quando sua filhinha já tinha algumas semanas, o rapaz manda um bilhete para ela encontrá-lo no jardim, os dois vão se casar e criar sua filha longe do palácio, mas é tudo uma farsa e nessa mesma noite sua filhinha bebê é queimada viva no berço pelo próprio pai. Desesperada em sua dor, Freya desperta seu poder e mata o homem congelado. Cega pela dor ela decide abandonar Ravenna e ir para o norte onde conquista as terras e recruta todas as crianças para formar um exército do que ela chama de Caçadores, é então que conhecemos Eric e Sara, sua esposa. 
Eu tinha uma esposa, princesa. Sara era o nome dela. E quando eu voltei trazendo comigo o cheiro da morte e a revolta da perda, ela me salvou. 
Com certeza vocês lembram quando Eric disse isso a Branca antes de despertá-la com um beijo, né? Ok, até aí tudo bem, vemos como eles se conheceram ainda criança e como seguiram o preceito do reino de Freya, a única lei suprema do seu reinado: É proibido amar. Ainda assim, isso não impede que Eric e Sara se envolvam - tipo muito - e como era de se esperar a rainha de gelo descobre e separa os dois fazendo Eric acreditar que Freya foi assassinada e fazendo ela acreditar que ele fugiu deixando-a sozinha. Nessa parte, a história do primeiro filme já começa a ser desconstruída e a partir disso eu não gostei.
Lembro-me de todas elas. Principalmente daquelas que resistem... Ela gritou por você, mas não estava lá.
Finn diz isso ao caçador pouco antes de ele matá-lo no primeiro filme, o que nos leva a crer que Sara foi morta a mando de Ravenna e não por causa da rainha do gelo que os criou, esse furo na história me deixou muito chateada. Mas então, ele vai embora achando que Sara está morta - e nós também apesar da disparidade de acontecimentos - e acontece tudo do primeiro filme, aí vem outro soco no estômago: Branca de Neve se casou com Wilham! Sério?! Pensem comigo, o beijo que quebra o encanto só pode ser dado pela pessoa que está no coração da princesa, ou seja, se alguém que ela não ama a beijar não vai funcionar e o encanto não será quebrado. Ah, Katharynny, mas na hierarquia de verdade a rainha não pode se casar com um plebeu. Na hierarquia de verdade também não existem rainhas de gelo u.u e o rei Edward e a rainha Elizabeth I estão aí pra provar que essa coisa de plebeu não funciona porra nenhuma se o monarca quiser. Mas, enfim, Wilham beijou Branca de Neve quantas vezes quando ela mordeu a maça? Deixe-me contar... acho que foram três ou quatro se bem me lembro, quantas funcionou? Nenhuma! O que significa que ela gostava de ERIC e não dele! Então expliquem como cargas d'água ela casou com ele?! Eu fiquei putíssima com isso. 
Sei que depois que rolou aquela bosta toda com a estúpida da Kristen Stewart as coisas desandaram, mas eu além de achar uma completa idiotice tirar ela do filme por causa disso - trabalho é trabalho, idiotices da vida pessoal são idiotices da vida pessoal - achei o jeito que eles "taparam o buraco" da ausência dela no filme muito nada a ver. Esses furos de enredo desconstruíram basicamente toda a história do primeiro filme e eu fiquei muito chateada. Bom, agora que eu já reclamei o que queria, vamos voltar ao filme.
Quando descobriu sobre a morte da irmã, o objetivo de Freya agora é colocar as mãos no espelho. Branca de Neve, sentindo uma energia muito ruim saindo do objeto - que aparentemente estava deixando ela maluca - mandou que o levassem para o santuário, aquela floresta lá dos anões, lembram? Bem, mas algo dá errado no meio do caminho e o objeto some. Eric é convocado para recuperá-lo e levá-lo de volta para o santuário e é aí que o negócio começa a ficar mais puto ainda. Na companhia de um dos seis anões do filme anterior e o irmão dele, um anão irritante que a gente conhece nesse filme, eles embarcam em uma viagem para descobrir o paradeiro do espelho e eis que aparece, sim meus queridos, SARA! A DEFUNTA! Nesse momento eu joguei a bacia de pipoca no chão e dei pausa no filme pra beber uma água com açúcar porque minha revolta já estava level fuck.
Descobrimos que ela não havia morrido, mas assim como Branca, foi mantida refém em um calabouço por 7 anos. É piada, né? Eles partem juntos atrás do espelho, mas Sarah estava do lado de Freya porque achava que Eric a havia traído e descobriu tarde demais que era mentira, assim ela deixa que a rainha de gelo pegue o objeto com a esperança que Eric possa recuperá-lo. Até aí ok, a merda tava feita mesmo. Eles vão até o palácio e eis quem está de volta? Sim, a Evil Queen mais bem construída da história do cinema, Ravenna. Charlize Theron devia ter ganho o Oscar pela atuação nesses filmes, ela é absolutamente maravilhosa! Dessa vez, ela está conectada com o espelho, ou seja, ela é parte do objeto, destrua o objeto e você a destruirá. Quando Freya liberta a irmã - meio que por inocência - o objetivo de Ravenna é usar os caçadores da rainha do gelo para conquistar o reino de Branca de Neve de volta e, claro, arrancar o coração dela. 
Mas no último minuto - como já era de se esperar - Eric consegue convencer os caçadores a ficar do lado dele e de Sarah contra o par de irmãs do mal e Ravenna começa a tocar o terror no palácio de Elsa (piadinha infame), o que deixa Freya furiosa porque está matando os "filhos" dela. É aí que a rainha de gelo descobre tudo, Ravenna na verdade enfeitiçou o amor dela para matar a própria filha, pois a menininha de Freya cresceria e se tornaria mais bela do que ela. E como ela não pode permitir que viva alguém mais bonita que ela na face da terra, incitou o homem a matar a própria filha (a mulher é o satã ou não?). Quando descobre isso, Freya fica furiosa, aí começa a guerra entre as irmãs e o caçador e as irmãs. Mas Ravenna não está pra brincadeira, ela acaba assassinando Freya que, nos últimos momentos, congela o espelho para que ele possa ser quebrado, e Eric termina o trabalho dando uma machadada no objeto e fazendo com que ele - e Ravenna - se desfaçam em pedacinhos. Aí a rainha de gelo morre, e o amor dos caçadores triunfa.
UMA MERDA! Não me conformei com isso nem um pouco! Cadê todo aquele plot incrível do primeiro filme? Tudo pro ralo! Não aceito. As atuações do filme foram maravilhosas, os efeitos especiais fodásticos que nem deu pra sentir a troca de diretor, mas desfazer dessa forma o enredo do primeiro filme pra mim foi o pior. Chateou MUITO! Por isso, dei 8,0 pro filme, e ele ainda chegou nessa nota pelas atuações muito boas e os efeitos especiais, e pela Charlize maravilhosa que divou de novo no pouco tempo que apareceu. Mas se assim como eu você é um fã de Branca de Neve o Caçador, esse filme vai te revoltar muito com essa mudança feroz de enredo.
 

sábado, 25 de junho de 2016

Anime-Se! - Shinmai Maou no Testament


Informações:

Título Original: 新妹魔王の契約者
Gêneros: Ação , Ecchi , Fantasia , Romance , Shounen, Harem
Estúdio: Diomedea
Lançamento: 2015
Episódios: 22 + 2 OVAS
Temporadas: 2
Nota: ****

Sinopse: Ei, você disse que queria uma irmãzinha, né? O estudante do colegial do 1°ano, Toujo Basara, de repente foi questionado por seu pai e entrou em estado de pânico. Em cima disso, o pai excêntrico disse que ele vai se casar novamente. Então seu pai partiu para o exterior depois de levar para Basara as duas belas irmãzinhas. Mas Mio e Maria não são humanas normais, em suas verdadeiras formas são o novo Lorde Demônio e uma sucumbus! Basara quase foi preso em um contrato de senhor e servo com Mio, mas o contrato formado ficou "invertido" por engano e Basara agora é o mestre. Além disso, Basara está sendo atingido pelas situações eróticas uma após o outra, devido ao contrato, mas a vida de Mio está sendo visada por outras tribos demoníacas e tribos de heróis! Desejo, drama e ação com o mais poderoso contratante começa!

Sim, pessoas, eu estou aproveitando as minhas férias o máximo que posso, embora não tão bem quanto eu gostaria, afinal, quando você termina a faculdade as pressões sobre você só aumentam. Mas, deixando de lado as coisas chatas, vamos falar sobre animes, que é algo que sempre me anima depois de um bom dorama. Ultimamente, fora os livros, eu tenho me dedicado muito a animes, não finalizei nenhum dorama por isso não trouxe mais nenhum, mas já tenho uns baixos que ainda não assisti, então é só esperar. Shinmai Maou no Testament eu peguei em uma lista de animes do Intoxlist que falava sobre animes em que os personagens ficam juntos e chegam nos "finalmentes". Gostei do plot de Shinmau e decidi assistir, logo de cara o anime realmente prende, apesar de nos primeiros minutos você não dar muito nele.
A premissa é basicamente Toujou Basara um jovem com traumas de infância que faz parte de uma tribo de "exorcistas" por assim dizer, uma organização que tem como principal função manter a ordem na terra e controlar o reino dos demônios. Ele foi expulso do clã quando era criança por ter um poder muito forte que acabou desencadeando a morte de muitas pessoas na tentativa de salvá-las de um deus (uma entidade que tinha como objetivo subjugar os humanos e dominar uma poderosa espada demoníaca). Quando venceu, no processo, Basara matou muitos inocentes que queria, na verdade, proteger, assim seu pai Toujou Jin, foi embora do vilarejo com ele dando-lhe uma vida normal desvinculada do clã dos heróis, como é chamado.
Mas as coisas mudam quando Maria e Naruse Mio chegam na vida dele, sob o pretexto falso de que a mãe delas vai se casar com Jin, elas vão para a casa deles e ainda nesta noite o pai de Basara decide ir para uma inesperada viagem ao exterior deixando-o sozinho com as suas irmãs. O que ele não esperava era que as duas mostrassem sua verdadeira identidade, Maria de succubus e Mio de princesa herdeira do reino demoníaco que, por sinal, está sendo perseguida pelo clã dos heróis e pelos poderosos reis demônios que desejam tirar seu poder.
Dessa forma, Basara passa a protegê-la tendo Maria como aliada e também Yuki e Nurumi, duas heroínas do seu antigo clã. Conforme vão avançando os perigos do poder interno de Basara aumentam assim como o poder de Mio que pode tornar-se incontrolável. Shinmao é um ecchi meio pesado, apenas pela parte de que a succubus, como devem conhecer, é uma entidade movida pela luxúria por aí você já tira. No anime, Basara e Mio fazem um contrato de mestre e servo que era para submeter ele ao controle dela, mas a coisa acaba saindo do controle e ele passa a ser mestre de Mio, o que gera uma maldição, sempre que ela pensa mal dele, ele tem que... hum... aliviá-la digamos assim. Assim como acontece com as outras (incluindo Maria), rola uma masturbação coletiva (de Basara nelas) e, nos últimos episódios da segunda temporada, uma orgia subtendida. Apesar de não ser no estilo Yosuga no Sora, e, graças aos céus, nem no de Aki Sora, Shinmao Maou no Testament tem umas cenas bem interessantes então, para quem não curte animes mais quentes, não é uma boa opção. Peitos e gemidos a parte, o anime tem um plot muito bom, uma trilha sonora incrível e batalhas realmente dignas. Vale muito a pena assistir. Sem contar na comédia que também é muito boa. 
Os pontos negativos por parte dele são com relação a aceleração da história na segunda temporada. Ele basicamente deu uma freada busca na coisa e eu não gostei muito disso. Acabou meio que com um "final aberto" que eu detesto! Eu sei que é um ecchi de harém, mas ainda assim senti falta de um desenvolvimento melhor na relação de Basara e Mio que são o casal central apesar de tudo, e dava muita raiva quando eles iam perto e as outras interrompiam. Fora isso, o anime é realmente bem recomendado apesar da apelação sexual, típica do gênero. Recomendo!

Minha OP favorita (porque são 5 versões dessa música):

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Pausa - Colleen Hoover

Informações:
Ano: 2013
Título Original: Point of Retreat
Nº de Páginas: 301
Série: Slammed #2

Sinopse: Destinados um ao outro, Layken e Will superaram os obstáculos que ameaçavam seu amor. Mas estão prestes a aprender, no entanto, que aquilo que os uniu pode se transformar, justamente, na razão de sua separação. O amor pode não ser o bastante.

Depois de testado por tragédias, proibições e desencontros, o relacionamento de Layken e Will enfrenta novos desafios. Talvez a poesia desse casal acabe num verão solitário... Sem direito a rimas ou ritmo. A ex-namorada de Will retorna arrependida de ter deixado o rapaz. E está disposta a tudo para reconquistá-lo. Insegura, Layken começa a ler novas reações no comportamento do rapaz. E na insistência para adiar a "primeira vez" de ambos. 

Presos em uma ironia cruel do destino, eles precisam descobrir se o que sentem é verdadeiro ou fruto da extraordinária situação que os uniu. Será que é amor? Ou apenas compaixão? Layken passa a questionar a base de seu relacionamento com Will. E ele precisa provar seu amor para uma garota que parece não conseguir parar de "esculpir abóboras". Mas quando tudo parece resolvido, o casal se depara com um desafio ainda maior - e que talvez mude não só suas vidas, mas também as vidas de todos que dependem deles.

Tendo em vista o primeiro livro, não era de se esperar que eu  caísse de amores por Pausa, ainda que ele ganhe uns pontos sobre seu antecessor. Por ser narrado por Will temos uma ótica diferente das coisas, ainda que em certas horas Layken tire você do sério. Temos aqui meio que uma conclusão parcial dos eventos do primeiro livro, após a morte da mãe, Lake cuida agora de Kel, seu irmão mais novo e ela e Will estão finalmente a poucas semanas de ter a sua aguardada primeira noite juntos. Por recomendação da mãe de Lake, os dois teriam de esperar um ano antes de dormirem juntos e eles respeitaram esse tempo, mas não podem mais se conter. Will largou o emprego de professor e decidiu viver com o apoio estudantil enquanto voltava para a universidade, ele e Lake estavam levando tudo muito bem juntos e agora Eddie e Gavin eram parte de sua pequena família. Mas quando Vaughn, a ex namorada de Will aparece novamente na vida dele aparentemente arrependida de ter terminado com ele, as coisas começam a se complicar. 
Ela e Will estão na mesma sala, por mais que ele tenha certeza dos seus sentimentos por Lake, não quer ser rude com a ex namorada insistente. Para evitar uma situação ruim nos dias anteriores a sua primeira noite, ele decide não contar nada a Lake e quando Vaughn aparece em sua casa exatamente na noite que vão viajar tudo se complica. Furiosa, Lake se afasta de Will e começa a questionar os sentimentos dele por ela e toda a relação deles até aquele ponto. Aos poucos, ele vai ficando maluco sem saber o que fazer para ter a namorada de volta, Eddie descobre que está grávida e as coisas com Gavin passam a se complicar pela disparidade de opiniões sobre ter ou não a criança. Nesse entremeio, Will passa a inteirar-se de coisas do seu passado que lhe mostram quão cego fora em relação as pessoas que lhe cercavam e quando finalmente consegue demonstrar a Lake o que realmente sente por ela, o destino promete pôr novamente á prova o que sentem deixando sua relação por um fio.
Há algumas partes engraçadas no livro, o que ajuda um pouco a descontrair, ver as coisas pela ótica de Will também é um ponto interessante, pois assim conhecemos mais o personagem. A narração continua como sempre coerente e muito gostosa de ler, mas por algum motivo eu nao fiquei encantada com a história. Acho que tem livros que simplesmente não são para você. Apesar de eu ter curtido muito a leitura, não me cativou a ponto de dizer que leria tudo do começo.
Para fechar, uma das passagens do livro que eu acho que realmente merece destaque:
Escreva mal.
Seja um lixo
Escreva de maneira péssima
Terrível
Assustadora
Não se importe
Desligue seu editor interior
Permita-se escrever
Permita tudo fluir
Permita-se fracassar
Faça alguma coisa maluca
Escreva cinquenta mil palavras no mês de
novembro.
Foi o que fiz.
Foi divertido, foi ensandecedorforam mil e seiscentas
e sessenta e sete palavras por dia.
Foi possível.
Mas você precisa desligar seu crítico interior.
Desligar completamente.
E apenas escrever.
Rapidamente.
Em surtos.
Com alegria.
Se não conseguir escrever, fuja por alguns instantes.
volte.
Escreva novamente.
Escrever é igual a todas as outras coisas.
Você não vai ser bom imediatamente.
É uma habilidade, a pessoa precisa ir melhorando aos poucos.
Você só é aceito em Juilliard se praticar.
Se quiser chegar ao Carnegie Hall, pratique,
pratique, pratique.
... Ou dê um monte de dinheiro a eles.
Como todas as outras coisas, são necessárias dez mil horas para
atingir a excelência.
Assim como Malcolm Gladwell diz.
Então escreva.
Fracasse.
Coloque seus pensamentos no papel.
Deixe-os descansar.
Deixe-os marinar.
Depois edite.
Mas não edite enquanto digita,
isso só faz seu cérebro desacelerar.
Encontre uma prática diária.
Para mim, é escrever no meu blog todos os dias.
E é divertido.
Quando mais você escreve, mais fácil fica. Quanto mais o escrever flui,
menos preocupações. Não é para o colégio, não é para receber
nota, é só para você colocar seus pensamentos para fora.
Você sabe que eles querem sair.
Então persista. Pratique. E escreva mal,
escreva muito mal, escreva sem se preocupar com nada e assim
talvez o seu texto termine sendo
muito
muito
bom.
(Colleen Hoover - Pausa, p.97-98)

sábado, 18 de junho de 2016

Métrica - Colleen Hoover

Ano: 2013
Título Original: Slammed
Páginas: 299
Série: Trilogia Slammed #1

Sinopse: Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor.

Há uma grande chance de eu estar me tornando insensível, pois este livro - que haviam me dito, prometia grandes emoções - não me trouxe nenhuma lagriminha sequer.  Na verdade, quando comecei a ler tive a ligeira impressão de ser uma mistura de Disney com Pretty Little Liars. Lake se muda para uma nova cidade após a morte do pai, segundo a mãe as despesas da casa anterior se tornaram impossíveis de arcar. Mesmo muito contrariada, ela aceitou a ideia e logo ao chegar conheceu seu misterioso novo vizinho da frente, Will. Ele parecia ter sido moldado para ela, e logo de cara os dois se apaixonam e saem. Puf! Como a gente vê na Disney mesmo, se viram e se apaixonaram. Fim da história. Até aí tudo bem, e então quando eu acho que nada mais seria tão "clichê" eis que vem o PLL: ele é professor de inglês dela. Aí eu quase peguei o livro e devolvi para estante sem terminar. O que me fez continuar? Will. Por alguma razão, desde que ele apareceu no primeiro capítulo eu senti que aquele personagem tinha algo mais que o bonitão misterioso e é nessa parte que o livro não peca em nenhum momento: a profundidade das personagens.
Lake é uma guria de 18 anos meio "adulta demais" para sua idade e, ao mesmo tempo, uma pirralha de 8 anos gritando para que a mãe coloque chocolate no carrinho de compras. É ela que narra o livro, e enquanto ela é forçada a crescer somos forçados a acompanhar. O irmão mais novo dela, Kel, é uma figura esquipática (roubatilhando Drummond) inicialmente é só um garoto irritante de nove anos, aos poucos a gente vai entendendo a importância dele na trama, assim como de Caulder, irmão de Will, que a gente percebe bem no início.
O livro, de fato, não me surpreendeu como promete e, ainda mais, não foi metade do que imaginei quando comecei a ler. Lá pelo capítulo dez ele começa a virar meio que uma versão mais light de ACEDE. O que eu achei bacana é que ele levanta de uma maneira bem indireta várias reflexões sobre nossas ações diante das dificuldades, e isso também é um ponto a favor. A tradução das poesias, na minha opinião, deveriam ter sido feitas como das músicas, em nota de rodapé, porque elas não ficaram... como direi? "Poéticas". Talvez em inglês a rima e a métrica estejam mais casadas, na tradução ficou aquele misto de poesia moderna com verso branco e rap. Pelo menos foi a impressão que eu tive.
Ah, e tenho que falar ainda sobre a banda que os protagonistas curtem e que tem trechos o livro Te Avett Brothers, acho bacana quando os livros dão aquelas indicações bacanas de música. Conheci mais do Civil Wars graças a entre o agora e o nunca, mas ao contrário da minha paixão com o Civil Wars, o mesmo não aconteceu com essa banda. Eles tem aquela pegada um pouco country com uma mistura de pop e soul eu acho. Não curti muito não. Ouvi algumas músicas citadas no livro, mas não desceu mesmo. Ainda que as letras sejam realmente boas.
Bom, essa foi a minha opinião sobre Métrica. Ainda tem dois livros que vou ler logo, temo não gostar muito também, então vou adiantar.

domingo, 12 de junho de 2016

Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski

Informações:

Título Original: Преступле́ние и наказа́ние (Prestuplênie i nakazánie)
Ano de Publicação: 1866
Série: -
País de Origem: Rússia
Gênero: Suspense, policial, psicológico, romance
Páginas: 561

Sinopse: Um dos maiores romances de todos os tempos, narra a história do estudante Raskólnikov, que, vendo-se na miséria, assassina uma velha usurária e não consegue livrar-se do peso do remorso. Obra da maturidade de Dostoiévski, pela primeira vez traduzida no Brasil diretamente do original russo. 

Acho que todo mundo, alguma vez na vida, já disse que queria ler Crime e Castigo, fosse porque havia ouvido falar da história em algum lugar, fosse porque pessoas que leram relataram quão interessante é o enredo. Eu tomei conhecimento do livro muitos anos antes pelo filme A casa do lago, tentei ler em uma biblioteca, mas não consegui, na época, me inteirar do enredo complexo e dos nomes (que são quase palavrões). Só agora, já um pouco mais "lida" eu peguei emprestado com um amigo e me empenhei a me aventurar na mente insana dos personagens de Dostoiévski. Por falar nisso, peço desculpas por estar tão ausente do blog ultimamente, mas vou dar um jeito - agora que estou praticamente livre da faculdade - de organizar e otimizar o meu tempo. Mas, voltando ao livro, acompanhamos a história de Rodion Ramanítch Raskólnikov, o que por si só já vale o livro todo! Ele é um estudante de direito falido que perambula pelas ruas de Petersburgo a meditar sobre fazer ou não aquilo, que se classifica, como percebemos mais tarde, em um crime. Enquanto divaga sobre a possibilidade e se é ou não apto a fazer ele se vê as voltas com a carta da mãe na qual relata-se do noivado de sua irmã mais nova, Avdótia (vou me deter a usar os nomes de forma fácil, porque são muitos e muito ruins de escrever), após um escandaloso incidente envolvendo um homem inescrupuloso. Ao perceber que a irmã estava se sacrificando em nome da vida confortável e da sua ascensão como advogado, Rodion fica indignado e promete a si mesmo fazer o possível para que aquele casamento seja cancelado.
Diante disso, os debates mentais acerca do crime começam a intensificar-se e ele começa a tecer uma cadeia de justificativas e teorias que apoiam que o que ele cometerá e, não menos, que um bem à cidade e um ato em nome do poder de razão e supremacia de alguns seres humanos tidos por ele como extraordinários, cujos atos não podem ser considerados criminosos ou, sequer, repreendidos pela sociedade. A vítima em questão é Aliena Ivanovna, uma velha mulher viúva que penhora coisas de pessoas a juros altíssimos e tem uma péssima fama na cidade não apenas por ser em certos modos desonesta com seus clientes, como por maltratar sua meio irmã Lisavieta a quem todos tratam com carinho. Dessa forma, convencido que está correto em "riscar a velha do mapa" e, dessa forma, conseguir estabilidade financeira a partir disso, ele comete o ato deliberadamente e de uma forma que, apesar de bem calculada, acaba por ser um pouco sem jeito.
Eu aqui querendo me meter numa coisa dessas e com medo de bobagens! - pensou ele, com um sorriso estranho. - Hum... é... tudo está ao alcance do homem e ele deixa isso tudo escapar só por medo... é mesmo um axioma. Curioso: o que será que as pessoas mais temem... Pensando bem, eu ando falando pelos cotovelos. É por não fazer nada que falo pelos cotovelos. Ou pode ser assim também: eu falo pelos cotovelos porque não faço nada. (DOSTOIÉVSKI, p. 19)
Já no primeiro capítulo temos uma prévia de como está a mente de Rodion, os primeiros sinais de desequilíbrio que surgem do seu brilhantismo. Segue-se o ato a uma espécie de torpor psicológico de uma doença que nem Rodion nem as pessoas próximas conseguem identificar a causa, o fato é que ele se torna mentalmente instável depois de cometer o crime e se vê às voltas com a paranoia de não ser pego e de que todos o perseguem. No entanto, em nenhum momento ele se mostra arrependido realmente do que fez. A esse fato, entrelaçam-se outras histórias, a Catierina, uma mulher com câncer que é casada com um bêbado que Rodion acaba conhecendo em um bar e cuja filha tornou-se prostituta apenas para colocar dinheiro nas mãos da esposa do pai. Entra também em cena, Dimitri Razulmikim, amigo de universidade de Rodion que se torna seu principal auxílio permanecendo ao lado dele mesmo apesar de todo o mau gênio e loucura dele. A irmã e mãe de Rodion também aparecem na cidade, tomando parte na trama ainda que de maneira meio secundária, com elas entra em cena Lujin, um homem narcisista e machista que era, até então, noivo de Avdótia, irmã de Rodion, mas que quebra o enlace após testar a verdadeira natureza do homem. E, por fim, como personagens significantes, temos Sófia, filha do bêbado, que virou prostituta, mas que vem a ser a "salvação" de Rodion e Porfiri, um juiz que apesar de todas as reviravoltas no caso acaba conseguindo encurralar Rodion de maneira brilhante.
O livro pode ser descrito como uma constante batalha entre razão e loucura, de fato é um clássico da literatura e creio que um dos principais fatores esteja na complexidade do enredo, o que eu falei aí foi um resumo beeeem enxuto do que rola. É um livro para pessoas realmente atentas, precisa de um pouco de loucura e de psicologia para entender como a mente de Rodion funciona, e confesso que muitas das coisas que ele pensava me levavam a concordar, como na citação anterior. Apesar de seu estado de desequilíbrio, a personagem é idealista, tem princípios e caráter e enquanto caminhamos pelos motivos que o levaram aquele extremo percebemos a tênue linha que separa sua concepção de merecimento e do poder superior daqueles tidos por ele como extraordinários, ainda mais baseado em personagens históricas como César e Napoleão. Se eu tivesse lido este livro dez anos antes teria odiado pelo simples fato de ser incapaz de compreender a sua profundidade e a carga filosófica que ele carrega.
O livro é interessantíssimo pelas reflexões que propõe, pelos seus diálogos e acontecimentos frenéticos que acompanham bem a loucura de Rodion, pela crueldade real da sociedade Russa que é expressa tão perfeitamente na nossa própria, apesar da carga de loucura, Rodion causa uma empatia, não há como não torcer por ele e mesmo apesar de o final do livro não ter nos deixado certezas, mas apenas hipóteses, é uma leitura desafiadora e instigante. Valeu a pena esperar. Li por recomendação a edição da editora 34 direto do Russo para o Português, achei a leitura boa, sem muitas palavras esdrúxulas e as notas de rodapé são excelentes para conhecer um pouco mais da cultura Russa. 
O romance russo é dividido em 6 partes e esta edição tem um epílogo, não sei quanto as outras.  

Quotes:
O que lhe respondeu em Moscou seu professor de história universal quando lhe perguntaram por que falsificava papel moeda? 'Todos estão enriquecendo de várias maneiras, então eu também quis enriquecer o quanto antes.' Não me lembro das palavras exatas, mas o sentido foi o de enriquecer o quanto antes, à custa dos outros, sem esforço! Acostumaram-se a viver recebendo tudo pronto, a caminhar levados por mãos alheias, a comer já mastigado. Bem, chegou o grande momento em que cada um se apresenta com a cara que tem. (Fala de Raskólnikov p. 164/165)
Não sei porque, mas aquém dessa lavagem de dinheiro, me identifiquei nessa parte. Ser superprotegido tem consequencias realmente ruins.
Tu não acreditas, tu nem sequer podes imaginar, Pólienka - dizia ela andando pelo quarto -, o quanto era alegre e esplêndida a nossa vida na casa do meu pai e como esse bêbado arruinou a mim e vai arruinar vocês todos! Papai era coronel no serviço público e já quase chegando a governador; só lhe faltava dar mais um passo qualquer, de sorte que todo mundo ia visitá-lo e dizia 'nós já o consideramos nosso governador, Ivan Mikháilitch'. Quando eu...khe! Quando eu...khe-khe-khe... ô vida trimaldita! - gritou ela, escarrando e agarrando-se ao peito. - Quando eu... ah, quando no último baile... na casa do chefe... a princesinha Biezzemiélnaia - a que depois me abençoou quando eu estava casando com o teu pai, Pólia - me viu de xale do baile de formatura? (Catierina p. 190)
Nesse trecho, quando Catierina se lamenta da sua vida miserável, eu me recordei muito do romance Mansfield Park de Jane Austen, no qual a mãe de Fanni, protagonista, conta-lhe que casou-se por amor e por essa razão vivia aquela vida de privações e miséria. O caso se aplica bem a esse caso de Catierina Ivanovna. Ao que parecia, o casamento arranjado era de um ponto comum em todos os países da antiguidade.
ATENÇÃO, SE VOCÊ NÃO QUISER SABER QUAL CRIME RODION COMETEU, ESSES PRÓXIMOS QUOTES PODEM CONTER UM SPOILERS.
A velhusca foi um absurdo! - pensava com ardor e ímpeto -, a velha vai ver que foi mesmo um erro, mas não é nela que está a questão! A velha foi apenas uma doença... eu queria ultrapassar o limite o quanto antes... eu não matei uma pessoa, eu matei um princípio. (...) Ora veja, eu sou um piolho estético, nada mais - acrescentou súbito, desatando a rir feito um demente. - Sim, eu sou realmente um piolho - continuou ele, agarrando-se com maldade a esse pensamento, escarafunchando nele, brincando e distraindo-se com ele - e já unicamente porque, em primeiro lugar neste momento raciocino sobre o fato de que sou um piolho; porque, em segundo lugar, passei o mês inteiro incomodando a providência em sua excelsa bondade, apelando para que testemunhasse que eu não estaria fazendo aquilo com vistas a vantagens materiais, mas a um objetivo magnífico e agradável - eh-eh! Porque, em terceiro lugar, decidi tomar dele exatamente tanto quanto me era  necessário para o primeiro passo, não mais nem menos (e o restante, portanto, que fosse para os mosteiros, por testamento espiritual - he-he!)... Porque, porque eu sou definitivamente um piolho - acrescentou rangendo os dentes -, porque eu mesmo, é possível, sou ainda pior e mais torpe que o piolho morto, e pressenti de antemão que viria a dizer isso a mim mesmo depois que a matasse! (Raskolnikov p. 284/285)
 Aqui, Rodion entra meio que em um conflito interno, mas apesar de tudo ele não se considera um criminoso, em sua mente, o que ele fez não pode ser punido ou repreendido, foi um bem. Ainda assim, ele se reconhece errado e se chama de piolho por ter falhado em sua teoria de considerar-se uma das pessoas extraordinárias justamente por seu estado após o fato.

- Eu sou um piolho como todos, ou um homem? Eu  posso ultrapassar ou não! Eu ouso inclinar-me a tomar ou não! Sou uma besta trêmula ou tenho o direito de... "-Matar? Tem o direito de matar? - Sonia Ergueu os braços."  - Ora, ora, Sonia! - ele soltou um grito irritado, quis objetar alguma coisa, mas calou desdenhosamente. - Não me interrompas, Sonia! Eu só quis demonstrar uma coisa: que naquela ocasião o diabo me arrastou, mas já depois me explicou que eu não tinha o direito de ir lá porque eu sou um piolho exatamente como todos os outros! Ele zombou de mim, e aí eu vim para o teu lado agora! (Diálogo entre Sófia e Raskolnikov, p. 428)
 Como se afirma na citação anterior, aqui prova-se que o único arrependimento de Rodion é perceber que, ao contrário de sua teoria, ele não se encaixava no perfil dos homens extraordinários que, ao seu ponto de vista, tinham sim o direito de decidir quem vivia e quem não, por serem mais esclarecidos.
Bem, o sofrimento também é uma coisa boa. Assuma o sofrimento. Mikolka talvez esteja certo ao desejar sofrer. Sei que não acredita - mas o senhor pare com esse jeito finório de filosofar; entregue-se à vida de forma direta, sem discutir, sem se inquietar - será levado para a margem e colocado de pé. (Porfiri à Rodion, p. 469)
Essa eu só achei interessante. É uma verdade.
- Meu irmão, que coisa estás dizendo? Ora, tu derramaste sangue! - Gritou Dunia em desespero." - Que não param de derramar - emendou quase caindo em fúria -, que continuam derramando e sempre derramaram no mundo como uma cascata, que derramam como champanhe, pelo qual coroam o capitólio e depois chamam o coroado de benfeitor da humanidade. (Avdotia e Rodion, p. 526)
Tapa na cara da sociedade de hoje. Prova que o mundo é uma bosta desde sempre.

- Será que tu, ao assumires o sofrimento, já não pagas metade do teu crime? - gritava ela, apertando-o em seus braços e beijando-o." - Crime? Que crime? - gritou ele subitamente, caindo em repentina fúria. - O fato de eu ter matado um piolho nojento, nocivo, uma velhota usurária, que não faz falta a ninguém? Quem mata esse ladrão tem cem anos de perdão! Que sugava a seiva dos pobres, isso lá é crime? Não penso nele nem em apagá-lo. E que história é essa de ficarem me apontando de todos os lados: "Crime, crime!". Só agora vejo com clareza todo o absurdo da pusilanimidade, agora que me resolvi a assumir essa desnecessária vergonha! Avdótia e Rodion, p. 524)

quarta-feira, 8 de junho de 2016

EXO - EX'ACT (2016)


Finalmente a espera acabou e foi lançado o terceiro álbum inédito do EXO, EX'ACT. Depois do sucesso completo do EXODUS, para mim, o melhor álbum deles, eu criei uma grande expectativa com esse trabalho e acompanhei ansiosa pelas músicas de trabalho. O album brinca com o estilo pop e tem umas pegadas eletrônicas que apesar de se mostrarem em músicas antigas como Overdose, são mais presentes nesse disco. Monster na minha opinião foi a aposta de ouro, tanto o vídeo quanto a música em si, com uma nuance ao mesmo tempo sombria e contagiante e os vocais elaborados foi a melhor faixa do cd. Lucky One foi minha decepção, pelo teaser eu achei que seria melhor do que foi. Não que seja uma música ruim, mas não superou minhas expectativas. Essa pegada mais dance do cd, que ficaram com cara de balada, foi uma novidade bacana no álbum, de primeira ouvida eu gostei bastante e senti falta dos vocais dos antigos integrantes. O tão esperado comeback do EXO valeu sim a espera, e o que me deixa mais ansiosa mesmo é o primeiro full álbum em japonês prometido para ainda esse ano.
Fazendo um comparativo, não que o trabalho do EXO esteja decaindo, de forma nenhuma, mas acho que com todos os problemas com os ex-membros, o trabalho do EX'ACT foi um pouco mais light e eu senti falta da energia do MAMA ou do EXODUS. Atualmente, não é de se estranhar que as Army's estejam ultrapassando as EXO-L, o BTS realmente tem se superado muito. Mesmo a tentativa de resgatar aquela pegada do superpoder do MAMA em Lucky One foi falha.

Segue a tracklist, as músicas em negrito foram minhas favoritas.

1. Lucky One
2. Monster
3. Artificial Love
4. Cloud Nine
5. Heaven
6. 백색소음 (White Noise)
7. 유리어항 (One and Only)
8. They Never Know
9. Stronger
10. Luck One (instr.)
11. Monster (instr.)
Vídeos promocionais

Monster

Lucky One

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Dorama Mars - Versão Taiwanesa e Japonesa


Informações

Título Original: 戰神 (pyning: Zhan Shen)
Título de lançamento mundial: Mars
País de Origem: Taiwan
Gênero: Romance, Drama, Suspense, Ação
Ano de Lançamento: 2004
Episódios: 20
Nota: *****
Elenco: Vic Zhou, Barbie Hsu, Xiu Jie Kai, Megan Lai e An Jun Can

Sinopse: Qi Luo, uma garota muito tímida estuda artes na mesma faculdade de Chen Ling, um cara mulherengo e despreocupado. Eles se conhecem através de um desenho de Qi Luo que tocou Ling. A garota detesta estar perto de garotos, e foge de Ling o quanto pode, pois quando era mais nova foi abusada por um professor. Eles começam a se conhecer melhor, mas antes de aceitar o amor que cresce a cada dia, eles terão que superar seus fantasmas do passado. 

Ah, finalmente um dorama!! Eu demoro a resenhar porque demoro mesmo a terminar, normalmente assisto só nos fins de semana, raramente a noite durante a semana por causa dos livros (lidos e escritos). Mas agora, com a proximidade da formatura, provavelmente ficarei mais tranquila. Mas vamos ao que interessa, Mars foi meu primeiro drama Taiwanes, diga-se então, meu primeiro drama em Chinês, por que é o idioma dele. Eu já tinha tentado ver Fondant Garden, mas não consegui ir muito longe porque dublaram a voz do Park Jung Miin e me dava uma puta agonia, sem contar que eu achava o Chinês muito estranho, foi o mesmo quando eu saí do Japonês para o primeiro drama Coreano.
Então, Mars eu comecei a ver depois que assisti The Witness e comecei a me interessar por Chinês também, embora comparado ao Japonês é uma língua realmente difícil de aprender por ser de caráter tonal e pela diversidade fonética quase impossível de pegar, (sério, Q que se lê como TCH?) e pelas sinopses e indicações de quem entende do assunto, acabei dando uma chance para Mars e não me arrependi, eu não ficava empolgada assim com um drama desde The Moon That Embraces the Sun! Tanto que eu nem sei como começar o post de tanto que há para falar desse drama incrível! Vamos começar pelo enredo, então. Perdoem minha não habilidade com os nomes Chineses rsrs.
É uma onda quando ele encontra ela na escola e fica tentando falar! Ri demais!

Qi Luo (lê-se tchi lô) é uma jovem muito tímida que aparentemente tem medo de homens, ela não fala com ninguém, nunca olha as pessoas nos olhos e só expressa-se realmente na sua pintura, coisa pela qual tem um talento único. Enquanto que Ling, nosso protagonista, é um mulherengo e o maior ídolo da escola, ele é meio que Usui Takumi, bom em basicamente tudo que faz embora ao contrário de Usui (que era quase assustador), ele não é perfeito. Os dois se conhecem no começo do drama quando Ling vai pedir uma informação a Qi Luo e ela, desesperada com a proximidade dele, acaba desenhando um mapa atrás de um dos seus esboços e sai correndo após entregar. Ling fica encantado com o desenho e muito curioso com relação àquela menina fechada que tem medo de ser tocada e nunca fala com ninguém.
Ele decide procurar informações sobre ela com Da Ye, seu melhor amigo, e ao descobrir que ela tem medo de homens passa a ficar ainda mais interessado nela. Ling então se aproxima de Qi Luo que, apesar de não lhe dar muita abertura, parece não ficar muito intimidada na sua presença, mas a proximidade dos dois desperta a ira de Qing Mei, um dos ex-casos de Ling que ainda é apaixonada por ele e não consegue aceitar que Qi Luo esteja recebendo a atenção dele daquela forma. Ela começa então a tentar intimidar Qi Luo fazendo-lhe ameaças e até mesmo a deixá-la quase sem roupa no lugar mais frio da escola, mas todas as tentativas de afastar a tímida garota de Ling só fazem aproximá-lo ainda mais dela. Ele começa a desenvolver um desejo quase cego de protegê-la.
Inicialmente, é difícil entender (mas não suspeitar) o que aconteceu com Qi Luo, embora eu tenha descoberto bem de cara, Ling passa a ficar em volta dela e descobre que ela está sendo assediada pelo professor de inglês, enojado e furioso ele ameaça o homem que tenta matá-lo cortando os freios da sua moto, mas Ling é muito mais esperto e ao ameaça-lo novamente, desta vez de morte, o professor acaba se demitindo. A proximidade dos dois depois disso aumenta e Qi Luo passa a ver Ling de outra forma, conseguindo agir quase naturalmente com ele, mas ainda que seus sentimentos vacilem, ele não se sente livre para gostar dela por causa de Da Ye que é apaixonado por ela desde sempre. Ling então tenta juntar os dois, mas a tentativa se mostra falha quando fica claro para Da Ye que Qi Luo está apaixonada por Ling, fato que acontece quando Qing Mei tenta quebrar a mão de Qi Luo com uma pedra.
Com a convivência, Qi Luo vai descobrindo sobre o passado trágico de Ling, os problemas com o pai, o conturbado relacionamento com o irmão gêmeo e a culpa que carregava pela morte dele. Aos poucos, Qi Luo vai auxiliando Ling a enfrentar os seus fantasmas do passado, fazendo-o encarar a verdade e a si mesmo, e até as lembranças bloqueadas pela mente dele retornam por causa dela, cada vez mais, Ling se vê envolvido com ela, um sentimento que até então ele nunca antes sentiu.
E quando tudo parece estar bem, eis que surge Jiao Zi, diretamente das profundezas do inferno que Ling chama de passado e que Qi Luo vai conhecer como presente, mas nada do que ela faça é capaz de separar nosso casal lindo que se mostra cada vez mais forte e mais unido que nunca. Não bastasse isso, o passado de Qi Luo começa a vir a tona e Ling vai ter que repensar seus ideais e sua força se quiser realmente protegê-la e ter um final feliz.
Eu não vou contar mais, embora eu esteja com os dedinhos coçando pra isso, porque senão vai acabar saindo spoiler e vocês não querem isso, né? Inicialmente, Mars parece ser aquele dorama típico playboy e garota boazinha, mas vai muito mais longe que isso, trazendo temas polêmicos (demais!), reflexões filosóficas até e mexe com uma realidade meio diferente do que a gente costuma ver em dramas, o que é bem legal. O entrosamento do Vic com a Barbie foi incrível, shippei bonito os dois e fiquei muito feliz quando eles finalmente ficaram juntos (isso não é spoiler, é meio óbvio né?). A única queixa que eu tenho do drama é que nos últimos episódios, diz-se 19 e 20, as coisas aconteceram rápido demais e isso meio que quebrou o clima da história, ainda assim, foi um final fofo.

CENAS MARCANTES
Um dos pontos mais fortes de Mars, na minha opinião, foram essas cenas, pode ter spoiler nas legendas, então não leiam.
Os beijos de Ling e Qi Luo são realmente dignos, se todos os TW dramas forem assim, virarei adepta e.e
Nessa cena, Ling já começa a suspeitar que há algo errado com Qi Luo porque ela não quer "avançar" na relação. Foi tensa e ao mesmo tempo meio cômica.
Se antes era uma suspeita, nessa virou confirmação e, sério, a beleza dessa cena apesar de tudo é inegável! Sem comentários para esses beijos divinos! 
Digamos que Ling não escolheu o melhor jeito de confirmar suas suspeitas...
... e apesar de partir o coração, essa cena também foi belíssima, um show de atuação.
Mars foi o primeiro dorama que eu vi que foi "longe" o bastante e isso foi uma coisa muito boa! A cena ficou linda demais e arrancou suspirinhos!
Mars também tem uma dose de comédia, e eu curti muito isso, Qi Luo consegue ser engraçada quando quer, preciso descrever essa cena, porque foi uma das que mais gostei:
- Terminar em um lugar como esse seria uma pena. - Diz Qi Luo.
- Por quê? - Pergunta Ling.
- Por que vou ter que pegar mais de um ônibus para voltar pra casa.
(...)
- Eu havia deixado minha chave cair e você me ajudou. - Conta Qi Luo.
- Espera, eu não flertei com você não é?
- Não, o que você me disse foi 'Me empresta algum dinheiro'.
- Ah, não acredito! - Ling ri.
- Sim, e eu te emprestei 1000 yan. (+/- 30,00)
- Deixa eu adivinhar, eu nunca te devolvi! - Riu.
Velho, eu ri demais e morri de amores nessa mesma cena.

Personagens Principais
Han Qi Luo é a nossa heroína, uma menina tímida que tem um trauma profundo no passado, ela não consegue se aproximar de ninguém, especialmente os meninos. Apaixona-se por Ling apesar de todas as dificuldades e, graças a esse amor, sua vida vai correr um grande perigo.

Chen Ling é o nosso Marte, o deus da guerra. Com uma personalidade forte, um carisma único e um que de misterioso, Ling arranca suspiros por onde quer que passe. É muito protetor e forte, torna seus problemas um escudo e até conhecer Qi Luo nunca havia se permitido apaixonar.

Da Ye é o melhor amigo de Ling, tímido, inteligente, meigo e tranquilo ele é apaixonado por Qi Luo desde o colegial. Apesar de não ser corajoso o suficiente para se aproximar dela ou protegê-la. Para nossa alegria no drama, a friendzone dele dura pouco, já que ele acaba apaixonado pela Qing Mei.
Qing Mei se torna a melhor amiga de Qi Luo, mesmo apesar de odiá-la no começo acaba percebendo que Ling realmente se apaixonou por ela e por gostar dele começa a apoiá-la. Da Ye dá uma forcinha nisso. É geniosa, intensa e protetora.
Tong Dao apesar de eu não tê-lo citado na resenha, propositadamente, posso adiantar que Tong Dao é o antagonista principal de Mars, ele atormenta Ling e Qi Luo o drama todo! É totalmente psicopata e qualquer coisa que eu possa dizer dele será um spoiler.

Onde encontrar: Why Why Dramas Fansub (necessário cadastro no site)


Informações:
Título Original: MARS~ただ, 君を愛してる~ 
(Mars, tada kimi wo aishiteru)
Título Mundial: Mars, but I love you
País de Origem: Japão
Gênero: Romance, Drama
Ano de Lançamento: 2016
Episódios: 10 + filme
Nota: ****
Elenco: Taisuke Fujigaya, Masataka Kubota, Marie Iitoyo e Hirona Yamazaki

E eis que esse ano somos presenteados com o remake Japonês de Mars, mas ao contrário de sua versão original, essa foi condensada em dez episódios e terá seu desfecho em um filme lançado dia 18 deste mês. Então, vocês podem imaginar a minha ansiedade com isso.
Na trama japonesa, assim como na taiwanesa, Asou Kira é uma jovem artista que estuda em um colégio (e não na faculdade) onde Kashino Rei é o school idol. É a partir daí que começam as diferenças, a personalidade de ambos os personagens sofreu variação do original para o remake, na versão japonesa Kira é um pouco mais ativa, fala mais, tem uma personalidade mais aberta. Rei, apesar de parecer muito com Ling, é um pouco menos agressivo (impressão minha) e tem um temperamento mais suave. 
Outra diferença gritante é no que concerne a Tong Dao que na versão japonesa tomou o lugar de Kirishima Makyo, um garoto recém saído de um hospital psiquiátrico que era melhor amigo de Sei, o irmão gêmeo de Rei, que, por sinal, não se parece em nada com ele nessa versão. Confesso que eu fiquei bizarramente chocada com essa mudança brusca de roteiro, na versão japonesa ele me assustou bem mais que na original! Sem contar que tem aquela pegada meio yaoi nessa versão, muito bizarro. 
Na versão japonesa a história não é tão bem desenvolvida quanto a Taiwanesa, senti falta de muitos detalhes e cenas que, mesmo sabendo que ainda há o filme, não acredito que ele vá conseguir suprir, embora eu ainda esteja louca para ver. O drama cobre mais a parte de Rei, acredito que o filme resolverá o problema de Kira, que é creio eu o mesmo que de Qi Luo, ainda que possivelmente em uma situação diferente. A certeza é que Makyo é o antagonista principal, não rolou o melhor amigo de Rei, embora ele tenha um que não tem basicamente significancia na história e, mesmo que você ache que vai rolar um triângulo amoroso entre os três Makyo, Kira e Rei, os dois últimos episódios do dorama vão deixar você de queixo no chão.
No quesito beijos, a versão taiwanesa é superior de longe. Nesse remake você só vê aqueles selinhos de j-drama mesmo. Eu mantive opiniões bem distintas acerca das duas versões, mas continuo achando a original melhor, não apenas por ser original, mas por mostrar a história de maneira mais completa e com uma aura emocional única. O que resta agora é esperar pelo filme e ver se o desfecho vai ser melhor que o original ou pelo menos um pouco menos corrido.

Onde encontrar: Kingdom Funsub (Drama e filme. Necessário cadastro no site)