sábado, 23 de setembro de 2017

Conto de Falhas no Canal Leitor Beta!

Oi, pessoinhas! Eu estou aqui por um motivo super especial, é que meu livro Conto de Falhas acabou de receber uma crítica do canal Leitor Beta, pra quem não conhece, o Leitor Beta, do Hadou, é um canal literário voltado para fanfics! Sim, fanfics! Você pode inscrever sua história através das redes sociais do Hadou e quando ele lê, analisa sua história em vídeo. Além disso, ainda tem muitas dicas de escrita dadas de um jeito irreverente e super leve! Vale a pena conhecer o canal! Vou deixar todos os links no fim do post.
Então, eu conversei com ele para introduzir a história mesmo e ele, super gentil, aceitou ler e analisar. O vídeo saiu ontem e ele leu super rápido (só perdeu mesmo pra menina que leu as 620 páginas do Protetor em dois dias) e quis compartilhar o vídeo aqui com vocês. São três fanfics analisadas, a minha é a segunda, mas vejam as outras duas também que vale super a pena, além do mais tem sorteio no canal, então já aproveita, se inscreve e participa!

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

[Chinês] A Vida no Vermelho


Tradicionalmente as noivas chinesas têm usado exuberantes vestidos 红色 (hóngsè) "vermelhos" durante suas cerimônias de casamento, isso porque o vermelho simboliza a felicidade e a prosperidade. Ao contrário de muitos de nós, ocidentais, que usamos a expressão para denotar algo negativo, no mercado acionário chinês está "no vermelho" significa crescimento, enquanto estar "no verde" denota perdas. Ao contrário do que muitos devem imaginar, a adoração pela cor vermelha não está associada ao comunismo, os chineses simplesmente consideram uma cor auspiciosa. Ainda assim, como a influência internacional tem crescido na China, as noivas têm cada vez mais usado o branco 白色 (báisè), além de vestidos típicos de muitos países ocidentais. O que é uma pena, na minha opinião, pois a riqueza cultural da tradição milenar chinesa e a exuberância de suas vestes tradicionais é algo fora de qualquer elogio existente, mesmo para mim que detesto vermelho.

Um exemplo de vestido de noiva tradicional chinês
Eu ando meio atarefada com algumas coisas da faculdade para entregar, mas vou me organizar para voltar a minha rotina de leitura e ver se completo alguma série ou anime. Peço a paciencia de vocês. Segunda feira tem nova lição de Chinês!
Até! 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Fated To Love You - Thai Version: Primeiras Impressões

Olá, pessoas!

Há eras me recomendam dramas Tailandeses, inclusive, eu já tinha tentado ver alguns, mas não consegui avançar muito. A primeira vez que mudei do Japonês para o Coreano estranhei um pouco, mas talvez pelo fato da "música" da língua ser agradável, não demorou muito para que me acostumasse e passasse de K-Drama para o outro, quanto ao Japonês, talvez o fato de ter começado a ver animes mais cedo, não tenha sido um impacto tão grande, ajudou também o fato de gostar muito de inglês. Quando passei do Coreano para o Chinês eu já estava bem habituada às línguas asiáticas, o EXO, inclusive, facilitou muito essa transição para os C-Dramas, eu gostava muito de ouvir o EXO-M então o meu primeiro C-Drama (My Amazing Boyfriend) não foi estranho. Contudo, nunca antes havia visto nada em Tailandês, ouvia muito as pessoas falando sobre os doramas, mas nunca tinha tido curiosidade real em procurar, talvez por não ser um idioma que eu quisesse aprender ao contrário das outras três. 
O primeiro drama que tentei ver foi Ugly Duckling, mas desisti no episódio quatro acho, não lembro. Quando surgiu, através de uma amiga, a notícia da versão Thai de Fated to Love You, exatamente três anos depois da produção coreana e dez anos depois da versão Taiwanesa, percebi que era hora de quebrar a resistência e dar uma chance. A primeira vez que ouvi Tailandês (em Ugly Duckling), me soou como uma mistura de Russo e Alemão, e é exatamente essa impressão que eu tenho quando assisto esse drama, mas acredito que com o costume melhore.
Na resenha que eu fiz de Fated To Love You comentei que não tinha gostado da versão coreana do drama, a versão Taiwanesa realmente era a melhor e até então - com três episódios legendados dessa versão nova - não mudei de opinião. You're My Destiny como foi "batizada" a versão Tailandesa para os demais países, não é muito diferente da versão coreana não, há, na verdade, algumas pouquíssimas semelhanças com a versão Taiwanesa, o que me leva a crer que eles vão se espelhar mais na adaptação coreana. Os personagens tem traços bem semelhantes de personalidade e as mudanças de enredo foram bem sutis. Senti falta da alegria da avó de Cun Xi, a avó de Pawut (não vou conseguir pegar esses nomes fácil não kkkkk) é muito calma e quieta, até a avó da versão coreana era um pouco mais efusiva. As atuações estão boas, embora eu não tenha achado que houve uma boa química entre os protagonistas, é suportável uma vez que a personalidade do Pawut se equipara mais a do Cun Xi que a do Lee Gun, ou seja, ele não é inicialmente um quase pateta grande, embora a risada dele soe bem forçada também. O assistente dele não tem graça como o da versão Taiwanesa, mas estou levando em conta que podem ser realmente as questões culturais, não conheço muito da Tailândia para opinar sobre isso.
Até agora, não me impactou muito não. E aproveito para fazer uma observação, logo nos primeiros episódios há a cena do cassino, uma cena em que o personagem principal leva a protagonista para se vingar do namorado idiota. Das três versões eu digo com toda convicção que a da versão coreana foi a melhor, não apenas pela atuação deles e o modo como o Lee Gun conduziu as coisas, mas pelos diálogos super elaborados da cena. Minha favorita das três versões. A versão TW foi boa, mas ainda não se comparou à Coreana e a versão Tailandesa achei muito rasa.
É isso. O drama vi contar com 19 episódios de uma hora. Se for comparar, acho que vão cortar bastante da versão TW que teve 39 e, apesar de não ter visto completa, da coreana que teve 24, o que me leva a crer que eles devem mudar algumas coisas. A carga cômica praticamente desapareceu (é isso ou eu realmente tenho um humor difícil, porque não ri até agora), vou esperar os demais episódios para ter uma noção geral das coisas! Então, nos vemos daqui ha um bom tempo kkkkk

P.S.: Para quem se interessar em ver, o Mahal Dramas está legendando.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

[Música] Últimos Lançamentos

Fazia tempo que eu não atualizava os CDs lançados pelos artistas que eu curto, é simplesmente porque não acompanhei os lançamentos, conforme ia vendo as prévias e até mesmo os vídeos oficiais lançados a minha vontade de ouvir o CD ia diminuindo muito. Acabei deixando passar os lançamentos e fui ouvir tudo de uma vez só. Fiquei bem decepcionada com alguns, verdade seja dita, vou passar só um comentário bem breve sobre eles, até porque são muitos se não o post vai ficar muito grande. Vamos lá...

BTS - Love Yourself

18.09.2017

“Serendipity,” 
“DNA,” 
“Best of Me” 
“Dimple”, 
“Pied Piper,” 
“skit: Billboard Music Awards Speech,” 
“MIC Drop,” 
“Rather than Worry, Go” 
“Outro: Her.” 

Quando eles lançaram o single Come Back Home foi anunciado que a banda mudaria o logo e o estilo, não seriam mais os garotos a prova de balas e pegariam uma vibe mais "madura" por assim dizer. Mesmo assim, Come Back Home foi grudenta o bastante para se equiparar a Blood Sweat and Tears e por isso criei certas expectativas para esse trabalho do BTS, até então os albuns deles tinham sido um "tiro" atrás do outro. Contudo, quando saiu o clipe de DNA, música de trabalho do Love Yourself, eu fiquei meio decepcionada, era como se eu estivesse vendo um vídeo do GOT 7 (eu amo todas as músicas do G7, mas os vídeos não dá, não sei porque.) o álbum é realmente bom, mas não parece muito o BTS sabe? Em alguns momentos parece que to ouvindo o Day 6 em outros o próprio G7 e até mesmo o Seventeen. A mudança de estilo foi muito brusca, ao ponto de ser quase inacreditável e, mesmo que tenha ficado um álbum muito bom, acho que vou levar um tempo para me acostumar com essa nova cara dos meninos. Best of me, Dimple e Pied Piper são as melhores músicas do álbum na minha opinião, mas nenhuma vai emplacar tanto quanto BSAT ou CBH.




BAP - Blue (single)

05.09.2017

01. HONEYMOON
02. ALL THE WAY UP
03. REWIND

Está aí uma banda que só tem me surpreendido para melhor! Quando vi o vídeo de Honeymoon fiquei tão apaixonada quanto com Wake me Up, para mim esta última é sem dúvida a melhor música da banda, mas o single novo não deixa em nada a desejar. A identidade da banda ao longo do tempo continua forte, totalmente Best Absolute Perfect, a única coisa não perfeita é essa nova moda da Coreia de imitar o cabelo Chitãozinho e Xororó, manos, só parem, é sério. Esse CD tem uma pegada mais light, acho que para desanuviar um pouco do Rose que tem aquela vibe um pouco mais séria, mais pesada, mais reflexiva, eu gostei muito disso, ficou muito equilibrado e as músicas são muito grudentas, dá pra ficar ouvindo o dia todo sem se cansar. Vale a pena conferir!



Boyfriend  


Título: Glider / Ashita no Harewataru Sora ni 
Japanese Single
02.06.2016

01. Glider
02. Party People
02. 名もなきlove song
02. 明日の晴れ渡る空に








Título: Never End
Korean mini album
09.08.2017

01. Star *Title
02. Falling
03. 핑 (Never End)
04. 놀러와 (Welcome to My)
05. 비공개 사과 (Sorry)





Esse primeiro single do Boyfriend me passou totalmente despercebido, acho que foi meio pela quebra de expectativa que o Jackpot me trouxe, pela música tema eu esperava algo mais forte e o single album foi meio fraquinho. Mas o Glider combina bem essa troca de energia combinada com as tão características baladinhas do Boyfriend. Eu gosto muito das versões japonesas das bandas coreanas, principalmente quando são versões de músicas que eu gosto muito, agradeço até hoje ao B.A.P por ter me presentado com a versão japonesa de Wake Me Up. Os singles japoneses normalmente carregam mais a cara do estilo pop do Japão mesmo, pode prestar atenção que tem um estilo diferente do Kpop que ouvimos habitualmente. O glider é um single bom, os vocais dos meninos estão cada vez melhores, principalmente do Daehyung, ele tem me surpreendido muito desde I Miss You. Party People é minha eleita do álbum.
Já o single lançado esse ano me pegou de jeito no kokoro. O MV de Star está simplesmente lindo e de partir o coração. Foi amor a primeira ouvida/vista tal qual I Miss You que foi definitivamente um single matador do grupo. As músicas são bem equilibradas entre o lento e o mais dance, o estilo deles mudou um pouco conforme eles foram crescendo, mas a identidade musical permanece coisa que eu gosto muito, não é algo brusco, é gradativo, eles evoluem. Super recomendo. Gostei de todas as músicas desse mini album! Muito amorzinho!

EXO - The War


8.07.2017

01. 전야 (前夜) (The Eve)
02. Ko Ko Bop *Title
03. What U do?
04. Forever
05. 다이아몬드 (Diamond)
06. 너의 손짓 (Touch It)
07. 소름 (Chill)
08. 기억을 걷는 밤 (Walk On Memories)
09. 내가 미쳐 (Going Crazy)

O EXO foi a primeira banda de Kpop que eu ouvi e não havia como resistir a MAMA depois de ouvir pela primeira vez. Acompanhei CD atrás de CD, os singles que não tinha ouvido, graças a eles me interessei de descobrir outras bandas do gênero e fui afundando cada vez mais no mundo da música asiática. Quando eles lançaram o EXODUS o estilo já estava em transição, mas aquele álbum foi um ápice da perfeição, mesmo chateada com a questão dos membros chineses, o que me fez mudar um pouco a visão dos membros coreanos, continuei acompanhando o trabalho deles. Aí veio o LOTTO, eu já fiquei meio assim... não curti tanto as músicas do álbum, mas ainda era um cd bom, os vídeos não tinham mais a mesma emoção, mas tudo bem, era o EXO e Monster era tão foda quanto. Depois veio o CBX, a essa altura eu já tava com um pé meio atrás com a banda, dessa subunit do EXO eu até curti algumas músicas, estava aguardando o tão falado album Japonês e a espera valeu a pena, as músicas eram muito boas, principalmente Tac Tix minha favorita. Então veio o For Life, como álbum de natal ele não chega aos pés do primeiro, não curti nenhuma das músicas e por aí, só piorou. Por um tempo eles só promoveram o CBX, algumas músicas eu curti bastante, Ka-chin foi uma delas, achei a música bem viciante apesar da qualidade da letra não ser daquelas. Mas quando saiu o MV de Ko Ko Bop eu desisti do EXO de vez. Não teve uma só música nesse álbum que eu tenha gostado. É como se toda aquela energia do MAMA tivesse desaparecido totalmente. Aí eles lançaram um reckpage (ainda me pergunto a utilidade desses álbuns) chamado The Power of Music, escutei a música (que é a única diferente do outro cd) e curti menos ainda. O vídeo é sem graça e a música pior ainda. Tá difícil acompanhar o EXO ultimamente, eles pararam de fazer a música que eu e minha irmã gostamos de ouvir.

CNBLUE


20.03.2017

01. 헷갈리게 (Between Us)
02. It`s You
03. 끊지마 (Calling You)
04. When I Was Young
05. 마니또 (Manito)
06. Royal Rumble





10.05.2017

01. SHAKE
02. Someone Else
03. Was So Perfect


Desde o lançamento do single japonês Euphoria eu estava bem animada com o lançamento do CNBlue, que é uma banda que eu gosto muito de ouvir, em março eles lançaram o 7º inclusive com a versão coreana de Royal Rumble minha favorita do single japonês. O estilo do CNBlue não muda, é uma das coisas que eu mais gosto da banda, eles trazem elementos novos para sua música, mas sem mudar a identidade musical o que é algo muito positivo. Acho que de todos os CDs deles que ouvi até hoje não tem nenhum que não tenha gostado. Muito ao contrário da carreira solo do vocalista principal, Jung Yong Hwa, cujo último CD não teve uma só música que eu tenha gostado.

FTISLAND - Paradise


23.08.2017

01. Paradise
02. Stay what you are
03. What about me?
04. Shadows (FTISLAND Arena Tour 2017 – UNITED SHADOWS – Live at 日本武道館 2017.6.2)

Está aí outra banda que eu gosto muito e conheci recentemente. Paradise não se compara muito a shadows, aquele álbum foi realmente foda, mas ainda assim é um single muito bom, eles tem essa coisa de misturar rock com uma pegada pop em alguns momentos e fica muito legal. E tem a voz do Hong Ki que é inconfundível, grande influencia para vários artistas do ramo. E é também uma das poucas bandas que me faz curtir até as baladinhas coisa que é raríssimo acontecer. Vale a pena conferir!



Epica - The Solace System

01.09.02017

01. The Solace System
02. Fight Your Demons
03. Architect Of Light
04. Wheel Of Destiny
05. Immortal Melancholy
06. Decoded Poetry

Saindo agora da onda Kpop/rock, saiu dia primeiro desse mês o tão aguardado EP do Epica. Você que acompanha o blog sabe que eu sou fã incondicional do Epica, de 2004 (data do primeiro CD, eu conheci a banda em 2009) até 2016 eles não lançaram um único álbum que eu não gostei. Contudo, na vida nada foge da exceção né? O EP The Solace System não superou minhas expectativas.
Quando eles apresentaram o Holographic Principle eu já senti uma mudança no estilo, mas coisa beeem sutil, as músicas daquele álbum são inegavelmente fodas, as letras então nem se fala! Quando eles lançaram a música tema do EP o vídeo já foi uma propaganda ruim, aquele negócio desenhado estilo Break The Ice da Britney Spears já não agradou, pelo visto, ninguém. O Ep está bom, realmente, mas não surtiu aquele efeito louco em mim como acontece cada vez que eles lançam um trabalho novo, a voz da Simone foi a principal mudança, no Quantum Enigma ela veio com um vocal bem suave, ainda que mais forte. Suavizou um pouco no álbum posterior, mas esse último a voz dela está um pouco "sem emoção", como se ela estivesse cantando só por cantar. Pelo menos é essa a impressão que eu tenho ao ouvir, há tecnica e não emoção. Espero que o próximo álbum deles venha melhor. Dessa vez, não conseguiram me atingir, mesmo sendo um bom EP.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

[Chinês] Orações exclamativas com 真

Essa lição encerra o capítulo de aparência, nesta sexta vou postar a introdução do capítulo das cores! 

As orações exclamativas expressam elogio, surpresa, desagrado, etc; com um tom exclamativo. Em mandarim o advérbio 真 (Zhēn) é geralmente usado antes de um adjetivo para intensificá-lo. Vejamos o exemplo abaixo:

今天真冷。(Jīntiān zhēn lěng.)
Hoje está realmente frio .


Vocabulário:


真 (Zhēn) - realmente, verdadeiramente
漂亮 (Piàoliang) - bonito (a), lindo (a)

Ideogramas da lição:


Zhēn - realmente, verdadeiramente

Componentes do ideograma:
十 (shí) - dez
具 (jù) - ferramenta

Piào - elegante
Componentes do ideograma
氵(shuǐ) água
覀 (Yà) oeste
二 (èr) dois
小 (xiǎo) pequeno

Liàng - claro, brilhante, brilhar

Componentes do ideograma
 亠 (tóu) cabeça
口 (kǒu) boca
冖 (mì) cobertura
儿 (ér) filho

Exercício


  1. 我的爸爸很瘦。
  2. 你的爸爸真高。
  3. 她的头发真长。
  4. 他的腿真短。
  5. 你的鼻子真漂亮。
  6. 鸟的嘴真大。
  7. Os olhos dela são realmente lindos.
  8. Você é realmente lindo.
  9. As pernas dela são realmente longas.
  10. Este casaco é realmente bonito.
  11. O seu gato é realmente gordo.


[Mini-Drama] Basuke mo Koi mo, Shiteitai e Master of Devil don't kiss me

Título Original: バスケも恋も、していたい RR: Basuke mo Koi mo, Shiteitai lit. Baskete e Paixão, eu quero fazer
Título em Português: Eu quero jogar basquete e também me apaixonar.
Ano: 2016
País de origem: Japão
Gênero: escolar, esporte, romance
Episódios: 03
Direção:  Michiko Namiki, Yusuke Noda
Roteiro: Ryuhei Akiyama
Elenco: Taisuke Fujigaya (Mars, tada kimi wo aishiteru)
Mizuki Yamamoto (Kinkyori Renai)

Sinopse: Tsuchiya Tomomitsu (Taisuke Fujigaya) é o capitão do time de basquete do ensino médio e também é um formando. Mesmo não sendo tão bom no basquete, ele é selecionado para ficar no banco na rodada classificatória do torneio regional. Os alunos mais novos do time, que jogam melhor do que ele, não ficam satisfeitos com essa seleção. Então Tomomitsu conhece Hatori Sae (Mizuki Yamamoto), que também é uma formanda da mesma escola. Ela sempre fica assistindo Tomomitsu treinar as cestas de 3 pontos. Eles se aproximam e desenvolvem um romance, mas, de repente, Sae muda de escola sem dizer nada.

Como os dois são mini dramas, não dá pra falar muito, principalmente esse que só tem 03 episódios, vou acabar spoilando se falar demais. Basicamente a trama segue Tsuchiya, um formando de ensino médio apaixonado por basquete, com ótimas estratégias, mas que por alguma razão não consegue acertar uma cesta. Sae é também formanda e sempre assiste aos treinos dele enquanto lê Emma de Jane Austen e vai marcando as tentativas de Tsuchiya de fazer cestas. Quando ele é escalado para ser capitão do time de basquete ela o encoraja a tentar dar o seu melhor e, nesse dia, ele consegue fazer uma cesta de três pontos. Mas então, Sae desaparece e ele descobre que ela foi transferida para outra escola durante o verão. Agora, na faculdade, os dois se reencontram de maneira inesperada, poderão os sentimentos sobreviverem a uma nova provação?
Achei esse doraminha muito legal, só dei uma chance na verdade por causa do Taisuki, gosto muito do trabalho dele atuando. Não dá pra esperar algo enorme porque os capítulos são muito curtos então você assiste já sabendo que vai ter pouco desenvolvimento e final aberto. Contudo, achei que o plot foi bem trabalhado dentro da proposta do mini drama, vale a pena conferir!
Onde achar: Kkulbeol Dramas

Título Original: 恶魔少爷别吻我 RR: Èmó shàoyé bié wěn wǒ lit. Mestre demônio não me beije
Ano: 2017
País de origem: China
Gênero: escolar, romance, comédia
Episódios: 23
Temporadas: 2 (até agora)
Elenco: Li Hong Yi - Han Qi Lu
Xing Fair - An Chu Xia
Qie Lu Tong - Meng Xiao Nan
Jason - Jiang Chen Chuan
Zhang Jiong Min - Ling Han Yu

Sinopse: A história segue nossa heroína, An Chu Xia, que depois de perder sua mãe, está sob a custódia de uma família rica de Han Qi Lu. Ela tem permissão para frequentar uma escola de prestígio com ele. Lá, as pessoas o chamam de Mestre Diabo, ele sempre a faz passar por momentos difíceis. Baseado no romance do mesmo nome escrito por Jin Xia Mo.


Você pode perguntar como um mini drama pode ter 23 episódios e duas temporadas? Eu explico, cada episódio não chega a ter 20 minutos! É tão curtinho que quando você menos espera acaba. Menor que um episódio de anime, pra ter noção, acho que precisa de dois episódios desse drama para dar um episódio de anime. A história gira em torno de An Chu Xia, uma garota de 18 anos que acaba de perder a mãe em um acidente de carro, no hospital ela pede a uma rica senhora para que cuide da sua filha uma vez que ela não viverá por muito tempo. Acontece que essa rica senhora é a mãe de Han Qi Lu, um garoto da mesma idade de Chu Xia, frio, egoísta e meio cruel. Eles se conhecem nas piores circunstâncias possíveis e num acidente acabam se beijando, Qi Lu descobre que é a primeira vez que o beijo de uma garota não lhe dá alergia, qual não é sua surpresa ao descobrir que essa mesma garota vai viver na mesma casa que ele.
Os dois acabam fazendo uma espécie de acordo e Chu Xia tem que sair da casa antes do pai dele voltar, mas com a convivência os dois vão se aproximando e ele acaba se apegando a ela. A garota acaba mudando muito o jeito que ele vê o mundo, no passado, Qi Lu foi abandonado pela garota que amava e com quem pretendia se casar, desde então ele se trancou no seu próprio mundo incapaz de confiar em qualquer um. Contudo, Mo Xin Wei, que é também apaixonada por Qi Lu, não vai deixar Chu Xia conseguir o coração do herdeiro mais popular da escola assim tão fácil e começa a armar todas para que a rival se dê muito mal.
No concurso de beleza da escola, Chu Xia é sequestrada e Qi Lu junto com seus amigos vão atrás dela. Cao Gao usa informações do pai dela, que Chu Xia procura desde a morte da mãe, como desculpa para atraí-la. Na verdade ele queria mesmo acertar contas com Qi Lu por ter apaixonado uma menina de quem ele gostava muito (embora não tenha sido culpa dele). Mas quando Mankui, a ex namorada de Qi Lu aparece, Chu Xia se vê entre a oportunidade de ir embora e deixá-lo se resolver com a garota ou lutar por ele, mas enquanto Qi Lu enfrenta os próprios fantasmas do passado aliados aos problemas em sua família, Chu Xia precisa ainda encarar a verdade sobre seu pai. Tudo conspira para que a história dos dois não tenha um final feliz.
A primeira temporada é bem engraçada, teve um encaminhamento muito bom e faz você rapidinho devorar os vinte e três episódios, gostei muito e por isso criei uma expectativa muito alta para a segunda que, infelizmente, não cumpriu com o que eu esperava. Achei que a história se perdeu em muitos sentidos, foi muito enrolada também, mal desenvolvida, vários detalhes não explorados e respostas que acabaram não sendo dadas, ser um mini drama não é desculpa, há alguns mini dramas que são muito bem fechados. Se tiver uma terceira temporada provavelmente não vou assistir. O final é "bom" parcialmente, achei que faltou um pouco mais de emoção, de sei lá, até romantismo mesmo. A segunda temporada foi muito regular se comparada a primeira. Decepcionou.


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

[Chinês] 胖,瘦,高,矮

Como disse na aula passada, a gente vai aprender nessa lição apenas mais alguns adjetivos e fazer um exercício de fixação pra ajudar a relembrar os outros e memorizar os novos. 

Vocabulário:
胖 (pàng) - gordo
瘦 (shòu) - magro
高 ( gāo) - alto
矮 (ǎi) - baixo

Ideogramas novos:


Pàng
Componentes do ideograma:
月(Yuè) - lua
半 (bàn) - metade

gāo

Componentes do ideograma:
亠 (tóu) - cabeça
口 (kǒu) - boca
冂 (jiōng) - arredores, borda, limite

Exercício


  1. 她胖胖的。(Tā pàng pàng de)
  2. A irmã mais velha é bem gorda.
  3. Meu amigo é bem magro.
  4. Meu irmão mais novo é bem baixo.
  5. 弟弟瘦瘦的。(Dìdì shòu shòu de.)
  6. 我的狗瘦瘦的。(Wǒ de gǒu shòu shòu de.)
  7. 他高高的。(Tā gāo gāo de.)
  8. 她矮矮的。(Tā ǎi ǎi de.)
  9. Formule a resposta para as perguntas abaixo de acordo com a dica.

  • 你的哥哥高吗?
  • DICA (是)
  • 你的猫胖吗?
  • DICA (非常)

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

[Dorama] Fated to Love You (TW)

Título Original: 命中注定我愛你 pinyin: Mìng zhòng zhù dìng wǒ ài nǐ lit. Estou destinado a te amar
AKA: You're My Destiny, Sticky Note Girl or Destiny Love
País de Origem: Taiwan
Ano: 2008
Gênero: Romance; comédia
Roteiro: Pan Yiqun
Chen Xin Yi
Du Xinyi
Direção: Chen Mingzhang
Elenco: Joe Chen
Ethan Juan
Baron Chen
Bianca Bai
Episódios: 39 (completo) 24 (cortado)

Sinopse: Ethan Ruan (My Queen) estrela como Ji Cun Xi, um herdeiro astuto e ilustre que pretende propor casamento para a sua namorada e primeira bailarina Anna (Bianca Bai) num cruzeiro romântico noturno. Mas aí aparece Chen Xin Yi (Joe Chen), uma afetuosa e fora da moda trabalhadora de escritório que numa tentativa desesperada de manter seu namorado planeja perder sua virgindade com ele nesse mesmo cruzeiro! Numa estranha virada da vida, Ji e Chen acabam passando juntos uma noite íntima. Mas é só com a claridade da manhã que eles percebem que não estão com os seus namorados! É possível dizer que uma nova história de amor foi gerada naquela noite fatal. (Via DramaFever)

Finalmente consegui completar um drama, estou com bem cinco em andamento, mas sempre chega uma hora que eles "morgam", sem contar que estou tentando priorizar os chineses e taiwaneses porque isso ajuda o meu listening no mandarim. Contudo, são bem maiores se comparados aos japoneses e coreanos (apesar de os coreanos terem uma hora por ep). Há a versão coreana desse dorama, lançada em 2014 e foi ela que comecei a assistir, mas não consegui passar do capítulo três porque não gostei mesmo, apesar de curtir muito o trabalho daquela atriz. Decidi ver a Taiwanesa e gostei bem mais, as personagens são bem melhor construídas e o humor não parece forçado como na coreana.
A história acompanha Ji Cun Xi, o último herdeiro da família Ji e presidente da indústria química Mo Fa Ling, ele embarca em um cruzeiro com a expectativa de encontrar sua namorada Shi Anna e ter a oportunidade de pedi-la em casamento após uma noite romântica. Nesse mesmo cruzeiro está Chen Xin Yi, uma garota post-it no seu escritório (a funcionária que é feita de empregada pelos outros, mas nunca considerada por eles) que planeja finalmente se firmar com seu namorado. Os dois não tinham qualquer pretensão de se encontrar, pertenciam a mundos completamente diferentes ainda que estivessem relacionados de algum modo, pois Cun Xi pretendia vender a ilha Jian Mu, casa da família de Xin Yi, para um homem conhecido por destruir recursos ambientais.
Quando o cunhado de Xin Yi embarca com um amigo no cruzeiro a fim de se vingar de Cun Xi, tudo começa a desandar. Ela acaba ficando gripada e toma um remédio forte que lhe causa sonolência, enquanto seu namorado está ficando com outra mulher nas suas costas. Em contrapartida, ele acaba sendo drogado pelo cunhado dela e ficando um pouco "alto", batendo na porta que vira o número 9 para baixo transformando-o num 6, número do quarto de Xin Yi. O plano do cunhado dela era colocar uma garota de programa na cama com ele e filmar, para usar a divulgação na imprensa como chantagem, dissuadindo-o de vender a ilha. Mas quem entra no quarto é Xin Yi, as luzes todas apagadas e pensando que é o namorado ela não se importa quando Cun Xi a abraça, ele, crente que Anna estava sob os lençóis, aproveita a chance de tomá-la. Assim, os dois passam a noite juntos.
No acender das luzes tem-se a confirmação do engano, Xin Yi acaba descobrindo a traição do namorado que a humilha na frente de Cun Xi com a amante. Ele, por sua vez, descobre que Anna não embarcou no cruzeiro, mas foi para Nova Iorque pegar a chance de ser Odette no lago dos cisnes de uma importante companhia de dança recusando assim o pedido de casamento dele (pela 13ª vez!). Magoado e frustrado por ter passado a noite com outra mulher, Cun Xi decide ajudar Xin Yi como uma forma também de sentir-se melhor, afinal, quando saíssem do barco suas vidas nunca mais se cruzariam (ele achava pelo menos). Assim, ele a veste como uma rainha e a ajuda a dar o troco no seu namorado traidor, devolvendo a humilhação pela qual ele a fez passar. O pouco tempo que passa ao lado dela, consegue perceber que Xin Yi tem um coração bondoso.
Os dois se separam e seguem suas vidas, até Xin Yi descobrir que está grávida de Cun Xi. Em uma confusão sem tamanho ela acaba aparecendo na televisão e sua gravidez é exposta na mídia, no caminho ainda topa com Dylan, um colecionador de arte e dono de uma galeria que ela confunde com um padre em sua visita ao orfanato que ajuda. De volta à sua ilha, enfrenta a fúria da mãe ao descobrir que a filha ficou grávida após uma noite errada num cruzeiro, a avó de Cun Xi toma conhecimento da gravidez da menina e obriga o neto a casar-se com ela uma vez que sua família precisa de descendentes. O coração bondoso de Xin Yi, mesmo sabendo que Cun Xi ama Anna, aceita se passar por falsa esposa dele até a criança nascer sob duras condições de um contrato de divórcio que ele a obriga a assinar antes do casamento. 
Enquanto convive com ela, Cun Xi é tocado pelo coração bom e a doçura de Xin Yi, mas como lidar com a confusão dos seus sentimentos por Anna? Ele não aceita que está se apaixonando por aquela garota apagada que aceita todas as suas maldades calada. Anna acaba voltando para Taiwan e ele faz Xin Yi se passar pela babá da cadelinha de Anna que ficara com a avó dele quando Anna viajou pela última vez. Mas fica ainda mais evidente com a volta de Anna que Cun Xi está apaixonado por Xin Yi, a mãe do seu filho ainda que ele se recuse a aceitar aquilo. Porém, algo acontece e ela vai embora no dia que ela seria apresentada como nora da família dele,  quando vai atrás dela, Xin Yi acaba sofrendo um acidente e abortando o bebê que esperava. Devastada pela perda, ela recebe o apoio de Dylan (que descobre não ser padre) e vai embora com ele para Xangai desaparecendo da vida de Cun Xi a quem culpa pela morte do seu bebê.
Ele passa a procurá-la por toda parte, recebendo o ódio da família dela e a mágoa da avó dele. Anna, com cada vez mais medo de perder o namorado, usa todas as suas armas para não perdê-lo, mas o que acontecerá quando, em uma viagem para Xangai, ele descobre que a peça que comprou em um museu pertence a Xin Yi que ele procurou por tanto tempo, mas agora se chama Elaine e não é nada como ele conheceu. Ainda mais, está em um relacionamento com Dylan e Anna ainda mais disposta a manter o noivo separado da ex-esposa para sempre?
Cara, esse drama é muito amor, bem previsível em algumas coisas se você já é vacinado no mundo dos doramas, mas vale muito a pena ver. Cun Xi não é como nós costumamos ver em protagonistas de drama, ele é muito engraçado e tem um bilhão de defeitos, chega a ser meio louco também. A história segue um ritmo que prende a gente até o final e não achei que tem aquelas partes de dramas que você tem vontade de simplesmente parar porque sabe que vai entrar no momento chato (que dependendo do tamanho do drama dura de cinco a dez episódios).  Vale muito a pena assistir. Não vi a versão coreana toda e nem vou, realmente não vou conseguir porque não gostei no começo e a probabilidade de gostar do resto depois de ver a original (no caso essa que veio antes) é quase nula. Mesma coisa que aconteceu com Mars, não curti a versão japonesa que fizeram depois da Taiwanesa.

Personagens Principais


Chen Xin Yi - A nossa protagonista é a mulher post it. Solidária e sempre disposta a ajudar todo mundo é feita de chacota e usada de empregada por todos no escritório de advocacia onde trabalha. Quando descobre que está grávida de Cun Xi, um poderoso herdeiro de Taiwan, sua vida muda completamente (e no começo não para a melhor). Tem um coração muito bondoso, é romântica, sua autoestima é muito baixa por não ter recebido apoio de ninguém, nem mesmo da mãe, durante a vida e por seu pai, único que demonstrava e lhe dava afeto e consideração, ter morrido quando era muito pequena. Xin Yi só deseja ser amada de verdade e importante para alguém, começa a apaixonar-se por Cun Xi mesmo ele lhe tratando com indiferença e as vezes crueldade.

Ji Cun Xi - É o herdeiro de uma das maiores indústrias químicas de Taiwan. Apaixonado quase à obsessão por Anna, uma bailarina que namora ha pelo menos dez anos e de quem já levou 12 foras como resposta a pedidos de casamento. Meio bobalhão e infantil, é carinhoso e um pouco carente também, mas sempre muito fiel à memória de Anna a quem venera. Começa a apaixonar-se por Xin Yi conforme convivem e ele vai percebendo o coração puro e inocente dela, a despretensão e os sentimentos sinceros que ela sente por ele. Apesar de não dar valor a isso no início, faz de tudo para conquistar o coração dela de novo.


Shi Anna - Uma bailarina de sucesso que representa Taiwan no exterior. Cresceu em um orfanato onde se separou do irmão em um incidente e acabou sendo adotada por uma bailarina obcecada que ficou paralítica e a moldou para ser uma máquina de dança, obrigando-a a treinar até seus pés sangrarem tudo para que ela realizasse o que ela não conseguiu por causa do acidente. É apaixonada por Cun Xi a quem se agarra como objetivo para levar sua vida adiante uma vez que a mãe lhe oferece mais crítica que apoio. Quando perde a chance de estrear no Lincoln Center - sonho da mãe adotiva - ela a desconsidera de vez como filha. Trama cruelmente uma separação definitiva para Xin Yi e Cun Xi, ainda que não tivesse intenção real de magoar a primeira.

Dylan - Carismático, justo, misterioso e charmoso, ele é um colecionador de arte, estudioso e dono de uma galeria. Cresceu em um orfanato, por isso sempre ajuda crianças desses lugares contando com a ajuda de um detetive para procurar sua irmã separada dele na infância. Simpatiza com Xin Yi e sua situação principalmente por ela ter o mesmo nome da sua irmã, chamada Dai Xin Yi. 
Quando Xin Yi perde o bebê ele a leva consigo para Xangai pronto para lhe dar uma vida nova e já apaixonado por ela pelo tempo que passaram juntos em Taiwan e ele percebeu o modo como Cun Xi a tratava. Faz dela aprendiz de seu ceramista favorito e um sucesso no mundo da arte, torna-a independente e mais confiante em si mesma. Mas mesmo todos os seus esforços não são capazes de apagar o ex-marido do coração dela. 



Onde encontrar: Só tem no Urameshi Downloads para baixar (não achei em outros subs) e tem online no Drama Fever.

Vou ficando por aqui até conseguir zerar outra coisa rsrsrs. Beijinhos, galerinha!

Eleanor e Park - Rainbow Rowell

Título Original: eleanor & park
Ano de Publicação: 2013
Páginas: 286 (versão econômica), 329 (edição normal)
Gênero: romance
ISBN: 1250012570

Sinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo. (Via Skoob)

Então, finalmente terminei de ler o tão recomendado e bem falado eleanor e park (ainda tentando entender por que colocaram os nomes deles em letra minúscula, mas okay). A história se divide entre as vidas dos protagonistas trazendo temas como autoimagem, bullying, fuga, abuso infantil e doméstico. Eleanor é nova na escola e logo no primeiro dia já enfrenta as consequências por causa de sua aparência exótica: cabelos muito vermelhos, pele com sardas e peso muito fora do padrão. Não bastasse tudo isso ainda vem sua escolha de roupas que não ajudava em nada. As pessoas no ônibus fazem dela chacota e o único que parece completamente alheio ou indiferente a isso é Park, o garoto asiático que olha pela janela. Percebendo a situação e irritado com o tumulto, ele apenas manda (não muito gentilmente) ela sentar ao lado dele no banco. Esse é o começo de uma relação baseada em nada mais que o sentimento evolutivo.
A graça de Eleanor e Park é que eles não têm uma relação instantânea, começa com o sentar lado a lado sem nenhuma palavra, depois com a curiosidade dele com relação ao que ela esconde por trás daquela aparência absurda, os interesses em comum que surgem silenciosamente, a vontade de falar e de conhecer o outro que é despertada com ações, tão lentamente quanto a passagem de uma noite no inverno ou de uma estação para outra. Acho que esse diferencial é o que não faz o livro ser totalmente ruim. Mas não é suficiente para fazê-lo totalmente bom.
Eleanor mora com o padrastro, a mãe e os quatro irmãos em um casebre que pertence ao padastro a quem ela odeia. O pai os abandonou quando ela era não muito pequena. Richie, seu padastro, é um homem odioso, alcoólatra,  ele bate na mãe de Eleanor por qualquer motivo (principalmente por alguma coisa que a própria Eleanor fez e ele não gostou), eles vivem em tal miséria que mal tem o que comer, ela veste roupas usadas de qualquer lugar muito barato em que a mãe dela consiga comprar alguma coisa quando acha dinheiro nas roupas do marido alcoólatra.
Park mora com os pais e o irmão mais novo, Josh, que apesar de ser bem mais alto que ele tem apenas vento na cabeça. Seu pai é um veterano de guerra e conheceu a mãe na Coréia. Ele tem uma vida estável apesar de não ter muitos amigos, não bastasse isso ainda é irritado por Steve, seu vizinho que faz bullying com praticamente todo mundo. Ele nunca esperaria se interessar por Eleanor, a garota que se veste como menino e tem cabelo desgrenhado que parece ter sido pintado com sangue ou tinta de caneta. Ela nunca imaginou que o carinha aparentemente perfeito e lindo se interessaria por ela.
Enquanto enfrenta problemas na escola - brincadeiras de mau gosto, apelidos maldosos, alguém riscando obscenidades em seus livros - Eleanor tem a felicidade de compartilhar com Park os poucos momentos no ônibus, as coisas que ele passa a lhe emprestar, as músicas que ele lhe ensina, o mundo que ele lhe abre. Mesmo com o medo constante pelo padrasto e as dificuldades financeiras em casa, ela se sente feliz por simplesmente ter Park na sua vida. Em contrapartida, ele fica dividido inicialmente entre seus sentimentos por ela e o medo que alguém descubra que ele está interessado nela. A questão se resolve quando ela vira alvo de Steve e Park se mete em uma briga para defendê-la. Eleanor não entende por que alguém como Park gosta dela, por que ele não fica com Kim ou Tina que são visualmente bonitas. Park não sabe quando começou a gostar de Eleanor, mas para ele, ela é perfeita.
Contudo, as dificuldades que Eleanor enfrenta podem colocar seu relacionamento com Park em cheque, não apenas por ter de enfrentar a família perfeita dele com seu visual exótico, mas principalmente por causa de Richie, seu padrasto alcoólatra. O livro faz um "caminho de rato" com a relação de Richie e  Eleanor, sabemos que ela o odeia, mas há mais sob isso do que descobrimos até o final. A narração vai oscilando entre os dois, suas primeiras brigas e reconciliações, os primeiros momentos de amor e ódio, a relação sincera que eles constroem apesar dos rótulos que recebem das outras pessoas e que impõem a si mesmos.
Acho válido trabalhar o tema de abuso doméstico, mostra como as mulheres vivem acuadas por maridos violentos, mas acho que a situação da mãe de Eleanor é muito de falta de amor próprio. Ela tinha cinco filhos, era divorciada, caiu na lábia de um homem nojento para dizer o mínimo, mas tinha um irmão a quem recorrer, ela não estava sozinha e desamparada no mundo, tinha opções, a impressão que eu tive é que ela não saía daquela vida porque não queria. O modo como ela sacrificava a vida dos filhos por um homem escroto como Richie  já diz o tipo de mulher que ela é. Eleanor foi outra que me tirou do sério algumas vezes, pesei com cuidado a situação dela em cada momento, melhor que ninguém eu sei que a autoimagem reflete muito no modo como agimos com as pessoas (e eu sou a imagem corporal viva dela, só não sou ruiva), mas ela podia ter sido um pouco mais madura para tomar algumas decisões com relação a Park. A impressão que eu tive, aquém de tudo que li, foi que ela não sabia de verdade se gostava mesmo dele.
Entendi a intenção quanto ao final do livro, mas não sou obrigada a concordar com ela. Havia sim a chance de fazer algo melhor. Uma saída alternativa para a relação dos dois. Pra mim, Eleanor e Park é quele tipo de livro que entra na lista de nem amei, nem odiei. Ele é meio a meio, não totalmente bom e não totalmente ruim. Então não digo se vale ou não a pena ler, deixarem que tirem suas próprias conclusões.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

[Chinês] Uso Duplicado dos Adjetivos

Yang Mi atriz e modelo chinesa
大家好!

Desculpem não ter postado a aula da semana passada, é que meu horário tá uma bagunça e esse fim de semana que passou eu tive que ajudar minha irmã na ornamentação de uma festa, foi um trabalho bem puxado e acabei ficando sem tempo.
Nós vamos entrar em um novo capítulo relacionado a aparência como vocês viram na última postagem. Na aula de hoje vamos aprender o uso duplicado de adjetivos e um vocabulário novo. Preparados?

Em chinês, os adjetivos podem ser repetidos usando o seguinte padrão:

ADJETIVO + ADJETIVO + 的

Esta estrutura é geralmente usada para dar ênfase ao adjetivo. Por exemplo:


我的头发长长的.
Wǒ de tóufǎ cháng cháng de.
Meu cabelo é bem longo.

Uma observação que quero fazer é a respeito do ideograma 长, no curso que eu faço ele é grafado em pinyin como cháng, contudo, também vi a grafia como zhǎng para o mesmo ideograma, mudando, inclusive, pouca coisa nos significados de um para outro. Contudo, é o mesmo ideograma grafado da mesma forma tanto no mandarim tradicional (長) quanto no simplificado que é o que usamos aqui. Como é bem difícil achar material em chinês na internet, não consegui encontrar se há uma real diferença de sentido de uma pronúncia para outra ou se apenas se grafa das duas formas. Então, deixo aqui a ressalva.
Outra observação é que quando se duplica o adjetivo não é obrigatório o uso de algum advérbio como 很.

Vocabulário:


眼睛 (Yǎnjīng) - olho
头发 (tóufǎ) - cabelo
鼻子 (bízi) - nariz
嘴 (zuǐ) - boca
腿 (tuǐ) - perna

Ideogramas novos:

cháng

Yǎn

Componentes do ideograma:
目(mù) - olho
艮 (gèn) - colina

tuǐ

Componentes do ideograma:
目(mù) - olho
艮 (gèn) - colina
辶 (chuò) - caminhar

试试


1. Traduza.
  1. 她的头发很短。(Tā de tóufǎ hěn duǎn.)
  2. Os olhos dela são muito grandes.
  3. 她的眼睛大大的. (Tā de yǎnjīng dàdà de)
  4. 她的头发短短的. (Tā de tóu fǎ duǎn duǎn de)
  5. 他的眼睛小小的。 (tā de yǎnjīng xiǎo xiǎo de.)
  6. 他的鼻子大大的。 (Tā de bízi dàdà de.)
  7. 他的腿长长的。(Tā de tuǐ zhǎng zhǎng de.)
  8. 他的鼻子小小的。(Tā de bízi xiǎo xiǎo de.)
  9. Os olhos dela são bem grandes.
  10. As pernas do cachorro são bem curtas.


2. Selecione a tradução para 鼻子:

  • pernas
  • nariz
  • boca
  • olhos


3. Selecione a alternativa que responde a pergunta abaixo:
A: 她的头发长吗? (Tā de tóufǎ zhǎng ma?)
B: ________________________________.


  1. 她的头发长的。
  2. 她的头发很长长的。
  3. 她的头发长长的。
  4. 她的头发长长。


A próxima aula vai ser bem simples. Só teremos um novo vocabulário e um exercício. O capítulo de Aparência tem apenas 3 aulas. Nos vemos semana que vem!
再见!

domingo, 27 de agosto de 2017

Kodaike no Hitobito e Bunny Drop

Título Original: 高台家の人々RR Kodaike no Hitobito lit. Kodai Family's People
Gênero: Romance, comédia
Direção: Masato Hijikata
Ano: 2016
País de Origem: Japão
Elenco: Haruka Ayase como Kie Hirano
Takumi Saitou como Mitsumasa Kodai
Masachiki Ichimura como Shigemasa Jr. (Masao)
Mao Daichi como Yūko Kodai
Shotaro Mamiya como Kazumasa Kodai
Kiko Mizuhara como Shigeko Kodai
Baseado na obra de mesmo nome de Morimoto Kozueko

Sinopse: Kie Hirano é uma funcionaria comum de uma empresa, introvertida e com uma imaginação fértil. Já Kodai Mitsumasa trabalha na mesma empresa, mas ele é um assalariado de elite e bem sucedido. Ele é o filho mais velho da família Kodai e possui uma habilidade especial: ele é capaz de ler a mente de outras pessoas. Mitsumasa se sente atraído pelo coração caloroso de Kie e seu temperamento sonhador. Eles começam a namorar, mas a mãe de Mitsumasa é contra o relacionamento.

Konnichiwa, pessoas!

Eis que hoje lhes trago dois filmes fofíssimos que assisti esse fim de semana e que vale muito a pena compartilhar! Começando com Kodaike no hitobito ou A Família Kodai em português, um filme de romance e comédia baseado em um mangá de mesmo nome, a história gira em torno da família Kodai que começou com Shigemasa, um jovem japonês exilado na Inglaterra que, em uma festa, conhece uma jovem inglesa chamada Anne. Ela tem o dom da telepatia e, com isso, seus três netos nascem com o dom que é desconhecido de sua mãe, uma mulher inflexível e rigorosa. Quando Mitsumasa chega ao Japão para gerenciar a empresa da família, ele conhece Kie, uma mulher de trinta anos com uma capacidade criativa fora do comum, ela se pede nos próprios pensamentos e inventa na sua cabeça situações engraçadíssimas! Situações essas que são vistas e ouvidas claramente pelo telepata. 
Encantado não apenas com a capacidade criativa absurda dela, mas principalmente com seu jeito doce, prestativo e honesto, o poderoso herdeiro e sucessor Kodai se apaixona perdidamente e decide investir em peso na conquista do coração bondoso de Kie que era sempre ignorada pela maioria dos homens. Paralelo a isso temos os dois irmãos telepatas de Mitsumasa, Kazuma, um jovem meio frio e metido a bad guy cujo principal passatempo é infernizar a vida de Jun, uma doce garota que é apaixonada por seu irmão mais velho, e Shigeko, uma jovem inteligente, extrovertida que tem um melhor amigo por quem não percebeu que está apaixonada.
Os dois logo se encantam com Kie e sua capacidade única de criar um mundo dentro da sua cabeça. Mitsumasa, até então conhecido por ser um homem muito sério e que nunca sorri, se vê imerso em uma felicidade sem tamanho quando pede que Kie seja sua esposa, o que ele não podia imaginar é que sua mãe seria contra a união e faria de tudo para fazer com que a jovem desistisse do enlace. E quando seus pensamentos ameaçam a estabilidade dos irmãos telepatas dele ela começa a se perguntar se uma vida inteira tendo seus pensamentos desnudados é uma boa opção.
Pessoas, esse filme é uma gracinha, sério! Eu morri de rir quando assisti porque é super interessante quando o Mitsumasa lê a mente de Kie e vê as coisas que ela faz ou imagina, a gente não pode não rir com ele porque são situações hilárias. Claro tem aquele final beeem clichê que você já espera desde o meio do filme, mas a história é muito original e interessante, pra quem curte uma boa comédia romântica vale muito a pena ver esse filme. Deixando minha opinião pessoal, achei a Kie um pouco covarde em certo momento do filme, claro que eu entendo o lado dela, não é legal você saber que a pessoa que você gosta lê tudo que você pensa ou imagina, mas acho que, uma vez que os sentimentos dela, inicialmente, se mostravam dispostos a aceitá-lo como ele é, ela não devia ter tomado as atitudes que tomou. É o que eu penso. Mas okay, vamos pro próximo!

Título Original: うさぎドロップ RR Usagi Doroppu lit. Queda do coelho 
Gênero: comédia, slice of life
Direção: SABU
Ano: 2011
País de Origem: Japão
Elenco: Ashida Mana como Rin
Matsuyama Kenichi como Daikiti
Karina como Nitani Yukari
Sato Ruiki como Koki, filho de Yukari
Kiritani Mirei como Kazumi, irmã de Daikiti

Sinopse: Quando Kawachi Daikiti (Matsuyama Kenichi) vai ao velório de seu avô, depara com uma garotinha que nunca tinha visto antes. Tratava-se de Rin (Ashida Mana), filha de seu avô que acabara de falecer, cuja existência era desconhecida até então. Sem ter para onde ir (uma vez que ninguém sabia sobre o paradeiro da mãe da menina), todos os parentes presentes discutem quem iria, daqui para frente, criar a pequena Rin. Não suportando mais ver tanta discussão e sentindo pena de Rin, impulsivamente, Daikiti diz a todos que irá levá-la para sua casa, fazendo o papel de “bom homem de atitude” na frente dos parentes.

Gente, vocês não tem noção da overdose de fofura que dá ver esse filme, sério! Eu não sou ver slice of life não, mas esse me pegou desde a abertura! Conta a história de Rin, uma garotinha de seis anos que acaba de perder o pai - um senhor idoso que a criava sozinho - e toda a família dele que não fazia ideia da existência dessa criança, está lá debatendo sobre o que fazer com ela. Daikiti, um homem de trinta anos, solteiro e bem sucedido, acompanha todo esse falatório tratando a menininha com menosprezo, ignorando a dificuldade que ela estava passando e sua tristeza, decide ele mesmo levá-la para casa e cuidar dela.
No início ele apenas imaginava bem por cima as dificuldades que enfrentaria com uma criança pequena para cuidar, apesar disso, Rin se mostra uma menina bem tranquila e acanhada inicialmente e, conforme os dois convivem, ele percebe que ela vai se desprendendo mais, sorrindo mais e confiando mais nele. Inevitavelmente, ele se vê apegando-se mais e mais aquela menininha cheia de vida até o ponto que ela passa a fazer tão naturalmente parte da sua vida que ele deseja adotá-la uma vez que a mãe dela não quer saber da garota.
Contudo, quando sua família inteira começa a querer separá-lo de Rin por achar que ela atrapalhará o futuro dele, o que Daikiti pode fazer para protegê-la?
Pessoas, vocês não estão entendendo, esse filme é muito muito amorzinho! Enquanto eu assistia quase desidratei de tanto chorar! É a coisa mais fofa desse muito, a relação do Daikiti com a Rin é muito linda, o jeito como ela vai se desenvolvendo, criando carinho por ele, mesmo com todo mundo achando que ele não consegue ou que é errado da parte dele assumir essa responsabilidade por ela não ser filha dele, dentre todos ele percebeu que tudo que Rin precisava era carinho e nada deixa ele mais feliz do que ver ela sorrindo, gente é de vomitar arco-íris! É sério!
Descobri que tem um anime desse mangá, procurei nos sites, mas mesmo em inglês o mangá está ativo e eu não gosto de ler mangás ativos (dá agonia esperar), mas vou procurar o anime e quando assistir posto aqui pra vocês! No momento estou quase finalizando um drama, logo vem resenha, prometo! E a aula de chinês fica pra amanhã! 

Até a próxima!

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

[Chinês] Aparência

Donzela de Pele Clara


Na China, a pele clara é considerada característica muito atraente. Muitas meninas não só carregam sombrinhas em dias de sol para evitar bronzeamento como também fazem uso de cremes e loções para o rosto a base de hidroquinona, um agente de branqueamento. Na verdade, a frase frequentemente usada em tom de "brincadeira" entre os mais jovens para se referir a uma garota perfeita é 白富美 (Bái fùměi) que significa "rica, branca e bonita". Ao mesmo tempo é importante ressaltar que segundo os chineses não há nenhum aspecto racial envolvido, apesar do termo soar racista. Referir-se a uma garota chamando-a de 黑 (Hēi, literalmente preta) pode deixá-la um pouco descontente, mas isso significa apenas que sua pele é mais escura em comparação com as demais.
Pelo amor de Deus eu não estou dizendo que os chineses são racistas, isso é entre eles, faz parte da cultura deles serem brancos, como faz parte da cultura dos japoneses serem "amarelos" e dos coreanos serem magérrimos, e digo que os coreanos sim são racistas com essa questão de tom de pele, mas a gente precisa ver que não são todos. É uma questão cultural realmente, na China, pelo que tenho visto até agora, a questão do preconceito de cor não é agravante, você não vai ser discriminado no país por ser negro (como poderia ocorrer na Coréia, por exemplo), mas entre eles as meninas realmente preferem ser pálidas e eles gostam que elas sejam pálidas. Não vamos fazer mimimi, okay? É algo cultural. Você gosta de comer feijão e arroz porque é da sua cultura. no Brasil ter a bunda enorme é considerado bonito, lá é bonito ser branco. Entendido né? 
Até a próxima aula!

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O Conto da Deusa - Natsuo Kirino

Título Original: 女神記 (RR: Joshinki)
Título Inglês: The Goddess Chronicle
Autor: Natsuo Kirino
País de Origem: Japão
Publicação: 2008 (Japonês) 2012 (Inglês)  2014 (Brasil)
Gênero: Mitologia, Fantasia, Romance
Páginas: 288
Editora: Rocco (Brasil)


Sinopse: Nesta releitura de um conto milenar, a aclamada escritora de romances policiais Natsuo Kirino, ganhadora dos mais importantes prêmios do gênero, deixa de lado suas tramas urbanas para recriar um antigo capítulo da mitologia japonesa: a lenda das irmãs Izanagi e Izanami. Ambientada em uma ilha mística em forma de gota de lágrima, O conto da deusa é uma trágica história de amor e vingança, que reconta o mito da criação do Japão, com a marca inconfundível da autora. (Via Skoob)

Oi, povo lindo!
Olha, até que eu estou voltando ao meu ritmo natural de leitura (eu ouvi um amém?), terminei o livro consideravelmente rápido tendo em vista a minha procrastinação com a meta desse ano. Eu me interessei a ler O Conto da Deusa por duas razões básicas: primeiro porque é um livro japonês, segundo por causa dessa capa linda. A Rocco sabe capturar alguém pela capa, tenho que admitir. Na sinopse eu marquei de vermelho o "lenda das irmãs" é que na verdade o livro é construído sobre a lenda da criação do Japão, mas Izanaki e Izanami não são irmãs, eles na verdade são um casal responsáveis pela fidelidade conjugal e incumbidos, na lenda, de criar o Japão. Achei importante ratificar isso, a pessoa que fez essa sinopse deve ter baseado-se na história contada pela autora que é uma construção aquém do mito. Eu vou deixar esse mito pra vocês no final da resenha porque achei ele muito interessante, ta bom? Mas vamos começar pelo enredo.
Namima e Kumikuu são duas irmãs que vivem numa ilha ao sul do Japão medieval, Namima é muito apegada à sua irmã que lhe devota amor e companheirismo, pelo menos até seu aniversário de seis anos quando sua avó Mikura, chama-a de "impura" e diz que a partir daquele momento ela não pode mais tocar em nada de Kumikuu e nem mesmo dirigir-lhe a palavra. Confusa, Namima não entende o que está acontecendo até que sua mãe lhe explica as rígidas leis que regem Umihebi, a ilha onde ela mora. Kumikuu, a irmã mais velha, é yang protetora do sol, enquanto Nimima é yin a impura. 
Quando Mikura leva Namima para reclusão para prepará-la para assumir seu lugar, é dever de Namima, a impura, levar-lhe a melhor comida todos os dias e jogar fora aquilo que a irmã não come uma vez que ela é a impura não pode tocar em nada que Kumikuu toque. A tarefa desgasta a menina porque sua ilha é muito pobre e pessoas morrem de fome enquanto ela tem que jogar fora todos os dias uma comida de alta qualidade e muito rara. Kumikuu dá uma escapadela para falar com a irmã e além de expressar sua tristeza pelo destino de Namima, confidencia também seu amor proibido por Mahito, cuja família - considerada amaldiçoada - é exilada pelos moradores e ele não pode sequer juntar-se aos homens para pescar.
Uma das capas japonesas do livro :o
Namima também é apaixonada por Mahito e quando o encontra furtivamente numa noite em que está indo jogar fora os restos deixados por sua irmã, não consegue negar-lhe a comida que ele lhe pede. Sua mãe está grávida e muito fraca porque ninguém consegue comida suficiente em sua família, que é responsável por oferecer as sacerdotisas auxiliares, como ela não dava a luz a uma menina ha muito tempo consideraram a família amaldiçoada e os exilaram. Ninguém na ilha podia ajudá-los ou mesmo dirigir-lhe a palavra. Com a esperança que dessa vez ela desse a luz a uma menina, Namima aceita ajudá-lo dando-lhe a comida que Kumikuu deixou, mas quando a mulher dá a luz é outro menino.
Atordoado, Mahito incita Namima a comer com ele a comida da sacerdotisa toda noite e, no envolvimento dos dois, eles acabam se entregando ao amor. Namima se preocupa porque infringiu todas as leis supremas da ilha: comeu da comida do oráculo sendo uma impura e teve relações com um homem amaldiçoado, se alguém descobrisse ela seria condenada a morte. Quando Mikura morre deixando para Kumikuu a incumbência da sacerdotisa da ilha, Namima acaba descobrindo seu sombrio destino como sacerdotisa das trevas, ela seria afastada de todos os moradores e confinada a uma cabana no cemitério onde passaria a vida cuidando dos mortos e guiando suas almas para a outra vida.
Assustada, principalmente por saber que estava grávida de Mahito (e a sacerdotisa das trevas tinha de ser virgem) ela implora para que não fizessem isso com ela, mas ninguém, nem mesmo sua família, mostra-lhe qualquer clemência. Não apenas cumprir seu papel com os mortos, mas em virtude da morte de Kumikuu ela também deveria morrer ainda que estivesse bem de saúde. Desesperada, Namima aceita fugir com Mahito para salvar a vida de sua criança e eles ficam por meses a deriva no mar em direção a Yamato, a ilha maior, onde recomeçariam suas vidas. Ela dá a luz a uma menina dentro do barco, mas é surpreendida pelas mãos do marido estrangulando-a e desperta no mundo dos mortos para servir a Izanami, a deusa dos mortos.
A partir daí segue-se um entrelaçar da vida de Namima com a vida da deusa e Izanaki, o deus que a condenou a permanecer no submundo pela eternidade e tirar, todos os dias, mil vidas. Namima se identifica com essa deusa cheia de ódio e amargura, atormentada para descobrir como está sua filha e a razão de Mahito tê-la matado, ela desafiará perigos de uma volta breve ao mundo dos vivos que vai mudar tudo que ela acreditava para sempre. As vidas de Izanaki, Namima e sua filha entrelaçar-se-ão de uma maneira que nem mesmo nós vamos acreditar.
Eu achei o livro muito bom, ele intercala a narração na primeira pessoa, por Namima, e terceira pessoa contando uma passagem de Izanaki como o "mortal" Yukinahiko. Há descrições e, a melhor parte, muito sobre as lendas e costumes do Japão medieval, gente é fascinante. Foi uma experiência única ler uma literatura realmente japonesa, eu tinha tentado ler A Imperatriz do chinês Da Chen, mas não rolou simplesmente, fiquei um pouco traumatizada, vou tentar voltar depois, mas a Natsuo certamente entrou na lista de autores que eu vou querer ler de novo. Em alguns momentos as descrições podem estranhar a nós ocidentais por não fazer parte do nosso cultural monoteísta, eu mesma fiz algumas pesquisas para conseguir entender o que se passava. O final do livro é agridoce, há umas coisas que não explicou direito (ou fui eu que deixei passar algum detalhe, não sei), mas no geral é muito bom! 4 estrelinhas de 5. 

A Lenda de Izanami e Izanaki


O texto a seguir foi retirado do blog Caçadores de Lendas do Japão, o link ficará no final do post.

Dentro da mitologia japonesa, os deuses Izanagi e Izanami foram os encarregados pelos “Deuses Primordiais” de formar uma série de ilhas que converteriam no que hoje é o Japão. Posterior à “Kuniumi” (criação do país), seriam então criadas pelos deuses as “Ilhas”. Para ajudá-los em sua divina tarefa, foi entregue ao casal a “Ame-no-nuboko” (Sagrada Lança) que era toda cravejada de pedras preciosas.

Izanagi e Izanami estavam a postos na ponte flutuante do céu e, com a lança sagrada em punho, agitaram o oceano. Quando eles levantaram a lança, as gotas que caíram de volta a água coagularam e formaram a primeira terra firme, uma ilha chamada Onogoro-shima “Espontaneamente Coagulada”. Logo após a formação desta ilha, ambos os deuses desceram do céu, edificando de maneira espontânea um augusto altar chamado “Yashidono”; uma augusta coluna celeste chamada “Ama-no-me-hashira” e, ao redor desta, uma augusta sala de oito braças. Após estes atos, deram então início a uma intima conversa:

Izanagi: — De que forma teu corpo tem se formado?

Izanami: — Meu corpo está completamente formado, mas há uma parte que não tem crescido e está fechada.

Izanagi: — Meu corpo igualmente está totalmente formado, mas tem uma parte que tem crescido demasiadamente. Assim, penso que se introduzir “aí” a parte de meu corpo que tem crescido demasiadamente, procriaremos as Ilhas. O que acha?

Izanami aceitou a proposta de Izanagi e este fez outra proposta, para que ambos girassem ao redor da augusta coluna “Ama-no-me-hashira”. Izanami giraria para a direita e Izanagi para a esquerda. Então, ao se encontrarem realizariam a procriação. No entanto, depois de ter-se encontrado no pilar, Izanami foi a primeira a falar.

Izanami: — Oh, em verdade, és um jovem formoso e amável!

Depois Izanagi: — Oh, que jovem mais formosa e amável!

No entanto, Izanagi repreendeu Izanami dizendo: — Não é correto que seja a mulher quem fale primeiro!

Apesar disso, ambos consumaram o ato da procriação, sendo que mais tarde, de maneira repentina, engendraram um filho chamado Hiruko “Menino sanguessuga”. Este foi posto em uma barca de juncos, sendo arrastado pela corrente. Depois deram nascimento a Ahashima “Ilha de Espuma”. Porém, por sua estranheza, tanto Hiruko como Ahashima não foram considerados filhos legítimos de Izanagi e Izanami.

Mais tarde, Izanagi e Izanami conversaram a respeito do problema de ter engendrado filhos imperfeitos e decidiram ir a “Takamagahara” (Planície dos Céus Elevados) para consultar os Deuses Primordiais. Os deuses, mediante a adivinhação, responderam-lhes que a razão do problema era porque a mulher tinha falado primeiro (Na cultura dos antigos japoneses, a mulher só falava depois do homem e só podia andar atrás do homem, nunca ao seu lado). Assim, o jovem casal de deuses voltou a Onogoro-shima e novamente giraram sobre a augusta coluna de Ama-no-me-hashira e ao se encontrarem, Izanagi foi o primeiro a falar seguido por Izanami. Ao terminar, realizaram a augusta união entre ambos e assim começaram a procriar as Ilhas  para trazerem novas gerações e novas terras a partir da Terra.

A Criação dos Deuses (Kamiumi) 

Izanami logo deu à luz oito adoráveis filhos, que se tornaram as ilhas do Japão. Izanagi e Izanami, então, criaram muitos deuses e deusas para representar as montanhas, vales, cachoeiras, rios, ventos e outros recursos nativos do novo país. Dentro da mitologia japonesa, o episódio da Criação dos Deuses “Kamiumi”, ocorre posterior ao nascimento das ilhas do Japão e referem-se ao nascimento das deidades filhos de Izanagi e Izanami.

No entanto, durante o nascimento de “Kagutsuchi”, o deus do fogo, Izanami teve seu corpo gravemente queimado, ferindo-a mortalmente. Izanagi, ao ver morrer a sua amada esposa, ficou possuído por um ódio insano; Tomou sua espada de dez palmos e assassinou Kagutsuchi, despedaçando-o. Do sangue e dos restos de Kagutsuchi, também nasceram outras variedades de deuses. Mesmo em seu leito de morte Izanami, agonizante, continuou a gerar deuses e deusas, e ao chorar sua morte, ainda outras divindades emergiram das lágrimas do aflito Izanagi.

A descida ao Yomitsu Kuni: O Submundo 

Izanami
Quando Izanami morreu, ela foi enviada ao Yomitsu Kuni (mundo dos mortos). Izanagi desesperado decidiu cruzar as portas do submundo com a missão de trazer sua amada de volta…

Izanami cumprimentou Izanagi das sombras enquanto ele se aproximava da entrada do Yomi. Ao encontrar Izanami, o deus lhe disse: “Os países que tu e eu criamos ainda não foram totalmente terminados. Voltemos”.  Izanami respondeu-lhe: “Meu  senhor e marido, que lástima, por que tua vinda é tão tarde? Eu já comi da comida do Mundo de Yomi!… No entanto, vou me consultar com as deidades daqui. Peço-te que de nenhum modo me olhes”. Dizendo isso, Izanami adentrou no submundo desaparecendo nas trevas.

Não obstante, passava o tempo e Izanami não regressava, Izanagi começou a se desesperar. Angustiado com a demora e determinado a encontrar  a esposa, Izanagi acendeu uma tocha e olhou dentro do Mundo de Yomi. Mas ao olhar mais de perto se surpreendeu com a imagem aterrorizante, viu  que sua amada esposa já não era a mesma,  Izanami agora era um cadáver em decomposição. A deusa de outrora, tão bela, tinha se convertido em um ser cadavérico e parte de seu corpo já estava putrefato e cheio de vermes. Sobre  seu corpo disforme, surgiram ainda outros oito deuses horrendos, e o deus do trovão (Raijin).

Horrorizado com o que viu, Izanagi decidiu regressar, mas a própria Izanami, envergonhada por ter descoberto sua aparência, ordenou as “Yomotsushikome” (espíritos hediondos femininos do submundo) que perseguissem o deus.

Na fuga do mundo dos mortos, Izanagi tirou uma grinalda de sua cabeça e a atirou ao solo convertendo-a em um cacho de uvas. As Yomotsushikome começaram a comê-las dando a Izanagi uma dianteira. Mas logo o alcançaram novamente, de modo que ele rompeu a presilha de sua cabeleira e atirou-a também ao solo, transformando-a em brotos de bambu. Elas pararam e começaram a brigar entre si pelo broto de bambu e assim Izanagi pôde livrar-se das horrendas algozes.

Irada por Izanagi não ter respeitado os seus desejos, Izanami enviou ainda o deus do trovão, e um exército de mil e quinhentos guerreiros ferozes do Yomi para continuar a perseguição. Enquanto corria Izanagi desembainhou sua espada de dez palmos e brandiu com ela, fazendo um barulho ensurdecedor a ponto de fazer cair muito dos guerreiros que o perseguiam. Ao chegar a “Yomotsu-hirasaka” (a ponte que ligava Yomi a terra dos vivos), Izanagi tomou três “melocotones” de uma árvore que tinha crescido naquele lugar e golpeou com eles os seus perseguidores que fugiram.

Izanagi conseguiu escapar, bloqueando com uma gigantesca pedra a passagem entre o mundo dos mortos e o mundo dos vivos. Então, Izanami surge ameaçadora a sua frente… Cruzando seus olhares pela última vez, a deusa  ameaça: “Se continuar a comporta-te deste modo, estrangularei e farei morrer em um único dia, mil homens em tua terra!”. Ao que Izanagi retruca e diz: “Em troca mil e quinhentos homens nascerão!”. Sendo consideradas essas palavras, uma alusão ao ciclo de vida e morte da humanidade.

O Nascimento da Nobre Trindade: Amaterasu, Tsukuyomi e Susanoo

Ao retirar-se do Yomi, Izanagi sentiu-se imundo por causa do seu contato com os mortos, e decidiu tomar um banho para se purificar, realizando o Misogi (Cerimônia Xintoísta da purificação). Enquanto se banhava no rio Ahakihara, em Tachibana-no-Ono, no país de Tsukushi, de suas vestes colocadas no solo, outras divindades nasceram, deuses e deusas, tanto do bem como do mal.

Por fim, de seu último ato de purificação, nasceram os três deuses mais importantes do Xintoísmo: Amaterasu-ōmikami “Augusta Deusa do sol”; Tsukuyomi-no-mikoto “O Deus da lua”; e Takehaya-susanoo-no-mikoto “Deus do mar”.  A deusa do sol Amaterasu nasceu de seu olho esquerdo, o deus da lua Tsukuyomi, apareceu de seu olho direito, e Susanoo surgiu de seu nariz. Orgulhoso com o nascimento de seus três nobres filhos, os três deuses, chamados Mihashira-no-uzu-no-miko “Três filhos ilustres”, Izanagi dividiu seu reino entre eles.

Logo após o nascimento da tríade, Izanagi decidiu atribuir uma tarefa a cada um deles: para Amaterasu ele entregou um colar sagrado que simbolizaria o poder divino, tornando-a deusa do Sol a habitar o céu, enquanto para Tsukuyomi ele atribuiu a Lua, tornando-o deus da noite, a Susanoo, ele entregou o comando dos Oceanos. Por fim Izanagi dá por concluída sua missão da criação, e parte para a ilha de Ahaji, onde passou a viver em total reclusão.


Essa lenda é contada no livro, de maneira mais prática, é claro, mas é contada. Vale muito a pena ler, se você não conhece, como eu, o trabalho dessa autora (se não me engano esse é o terceiro livro dela), é uma boa dica pra começar. E se, como eu, é apaixonado pela cultura oriental e a mitologia japonesa, sem dúvida vai amar esse livro!

Até a próxima, pessoinhas!