sexta-feira, 20 de março de 2020

[Drama] Love By Chance - O BL Quase Perfeito! (Alerta SPOILER)

Original: บังเอิญรัก
País: Tailândia
Episódios: 14
Gênero: vomitando arco-íris pelo Ae e o Pete
Ano: 2018
Diretor: New Siwaj Sawatmaneekul
Roteiro: MAME12938
Elenco: Tanapon Sukumpantanasan (Perth), Suppapong Udomkaewkanjana (Saint), Phiravich Attachitsataporn (Mean), Rathavit Kijworalak.

Sinopse: Pete é um rico e bonito estudante da universidade e incrivelmente tímido. Sua timidez é causada pelo fato de que ele tenta esconder que secretamente é gay. Por acaso, Pete é atingido por um garoto de bom coração em uma bicicleta. O garoto, chamado Ae, pede desculpas e o ajuda a se levantar. Sempre que Pete confia em alguém, eles usam o usam para benefício próprio. Enquanto ele era abusado por dinheiro, Ae o salva. Ao longo do tempo, Pete protege Pete do mundo: cuida. Mas em algum lugar entre a proximidade intensa e toques suaves, Ae começa a sentir mais do que como um amigo faria. No entanto, Pete não quer que Ae conheça a dor de ser ridicularizado por namorar um homem. Assim, ele ignora seus sentimentos por Ae. Mas Pete se apaixona cada vez mais pelo garoto de bom coração na bicicleta que uma vez o acertou, por acaso.

Não é por acaso que todo mundo recomenda Love By Chance não impota qual tipo de lista de BL os fãs do gênero façam. Esse foi meu quinto BL e eu comecei a ver por causa do Saint, vi o primeiro episódio de Why R U? e gostei tanto da atuação dele que queria conhecer outros trabalhos e por Why R U? ainda não estar completa (e vocês sabem que eu não vejo dramas em andamento se puder evitar) então fui ver esse draminha e já no primeiro episódio fiquei completamente caída por ele.

Há muitos méritos em Love By Chance, contudo, algumas coisas mancharam o que poderia ter sido o BL perfeito e logo vou contar a vocês o que. Mas vamos de enredo antes. Aqui a gente acompanha quatro casais, porém o foco principal é Ae e Pete, além deles vemos o progresso de Tin e Can e também de Tum e Tar que eram personagens em TharnType The Series, meu primeiro BL e uma side history desse drama. Mesmo que a "história" de Kla e No seja mostrada eu tive um problema sério com ela e não shippei os dois de jeito nenhum.

Pois bem, Pete é um garoto muito bonito (e põe bonito nesse negócio, pessoas!) e rico, mas sofre bullying por ser gay. Ele é cobiçado por todas as meninas, contudo não tem muitos amigos. Sempre que confia em alguém, logo descobre que essa pessoa estava interessada só no seu dinheiro. Ele é amigo de Tin, um garoto tão rico quanto que também é conhecido por sua beleza, ainda que não seja tão bonito como Pete e por sua personalidade péssima é chamado de Príncipe do Gelo. Um dia, enquanto sai da faculdade ele é quase atropelado por um carro que também quase pega um garoto numa bicicleta e nesse acidente esse garoto cai em cima de Pete.

Ao contrário do que Pete esperava, o rapaz é muito cordial com ele, além de ser dono de uma beleza singular (e como raios o povo desse drama diz que Perth é feio é algo que nunca vou conseguir entender!), ele se oferece para levar Pete ao hospital e a partir nasce no coração desse gentil e inocente rapaz um sentimento forte. Claro que ele não pode, nem diz, nada para Ae, o garoto que o ajudou, pois sabe que ele não é gay. Pete, inclusive, nem imaginava encontrar Ae novamente até um dia ser encurralado por Trump, um garoto cruel que estava atrás dele por dinheiro, Ae chega bem no momento que Trump bate em Pete e, indignado, defende o garoto.

Nesse momento, além de contar para Ae que é gay, Pete pede que ele se afaste para que as pessoas não pensem que eles estão juntos, mas Ae diz a ele que não se importa com o que as outras pessoas pensam e que nunca deixaria ele sozinho naquele estado. Uma amizade linda nasce entre eles e Ae se prontifica a proteger Pete de Trump e de todas as pessoas que tentarem machucá-lo. Enquanto Pete fica cada vez mais apaixonado e encantado pelo jeito direto, justo e forte de Ae, este se encanta pela fragilidade, doçura e inocência de Pete. Antes de Pete aparecer, Ae não se interessava em relacionamentos e mesmo tendo um amigo de quarto que só pensava com a cabeça de baixo (sério, aquele guri vê pornô como bebe água!) ele nunca tinha se sentido excitado ou se apaixonado por alguém.

Conforme a proximidade entre Ae e Pete se torna cada vez mais intensa, ele percebe que talvez veja Pete mais do que como um simples amigo e é bem sincero quando diz isso a ele (direto como uma bala kkkkk) deixando claro que gosta dele mesmo que ainda não entenda aqueles sentimentos por nunca ter se apaixonado antes. Contudo, Pete não tem a mesma coragem de se declarar para ele na hora e, mesmo apaixonado por ele, teme que Ae sofra tudo que ele sofreu por sua orientação sexual. Então, Chompoo acontece, mesmo que Ae não demonstre qualquer sentimento ou intenção de ficar com ela, Pete vê naquilo uma oportunidade de afastar Ae e "salvá-lo" de perder sua reputação e se tornar um cara mal falado por ser gay.

Só que seu plano não sai bem como ele esperava porque Ae não apenas se recusa a aceitar a decisão como reforça com todas as letras que gosta dele por ele ser ele sem importar se é menino ou menina. E que quer ficar com ele e não com Chompoo. Assim, a relação dos dois sobe mais um degrau e juntos eles vão desvendando as dificuldades e as belezas do primeiro amor, Pete vai descobrindo-se mais forte ao lado de Ae enquanto este aprende e ensina uma vida totalmente nova para o rico garoto que vivia num mundo solitário.

Paralelo a história central de Pete e Ae, acompanhamos o lento desenvolvimento da relação conturbada de Tin, o príncipe do gelo, e Can, amigo de Ae. O primeiro, um rico preconceituoso que acredita que ninguém se aproximaria dele por nada além de interesse, por causa de problemas na família, Tin não confia em ninguém e é sempre indiferente, cortante e rude com pessoas que ele não julga estarem à sua altura. Até Can aparecer e começar a enfrentá-lo mostrando que ele não está acima de ninguém só por ter dinheiro. Também acompanhamos o progresso lento da relação de Tum e Tar, irmãos sem relação de sangue que estão apaixonados, mas se veem impedidos de ficar juntos tanto pela relação familiar quanto pelo fato de Tar, que passou por um trauma muito pesado, não conseguir se abrir para o amor por temer ser machucado.

Confesso que eu não shippei em nada Tin e Can, o fato de eles não terem fechado como um casal no drama, apesar de sabermos que acontece por causa de TharnType, não me afetou em nada. Já Tar e Tum eu torci realmente para rolar, não apenas pelo fato de curtir incesto entre irmãos nesse tipo de mídia, mas por realmente desejar que Tar superasse o trauma horrível que sofreu e tendo acompanhado a história dele em TharnType me senti realmente solidária com o personagem, Earth, que interpreta Tar aqui, deu um banho de atuação e eu queria muito que ele tivesse reprisado esse papel em TharnType porque ele ficaria perfeito naquelas cenas mais dramáticas ao lado daquele guri. Dá a entender que eles fecham como casal, mas não é certo.

Houveram algumas razões que não me deixaram totalmente satisfeita com Love By Chance e impediram este de ser o BL perfeito, ele tinha todas as ferramentas para ser o drama Boys Love mais perfeito já criado, mas esses fatores atrapalharam ao meu ver:

1. O final: Eu realmente esperava um final melhor para o drama. Só o fato de Ae e Pete terminarem cada um num canto já me deixou muito irritada. Tipo, que eles terminassem se olhando numa praça e dizendo que um amava o outro, mas fazer aquela conversa por telefone e o "imagine que eu to aqui" não desceu não! Além do mais, o drama terminou e Ae não viu o caderno do Pete, velho, eu sonhei com esse momento, ia ser fofo demais!
2. Estupro: E eu não estou falando do estupro do Tar. No último capítulo Techno é abusado por Kla quando está bêbado, não foi consentido e no outro dia o puto do Kla ainda faz pose de vítima. Não que eu queira problematizar a coisa, mas também não deu pra engolir isso não. O cara era totalmente obcecado pelo Thecno ao ponto de se tornar esse doente! Foi indigesto de assistir e eu achei bem desnecessário. Muito melhor ele ter só se declarado pro cara e ponto, Techno é tão bobão que era capaz de aceitar namorar ele sem nem perceber.
3. Ae não se assume pra família: O drama termina e Ae não conta para a família que namora Pete. Isso me deixou bem chateada. Apesar dele ter dito a Pete que estava pronto para contar e este dizendo que estava feliz como estava, não achei justo. Até porque a mãe de Pete sabe que os dois namoram, mesmo que ele não tenha dito (e tava bem na cara que eles se gostavam). Queria toda a cena constrangedora e a cara fofa do Pete com vergonha ao ouvir Ae chamá-lo de namorado na frente dos pais. Infelizmente não rolou.
4. Trump não é preso: Esse cara deve ter ido com tripa e tudo pro inferno porque depois de roubar Pete e dar aquela surra nele, sumiu. Tin puxa a ficha criminal dele, mas acaba nisso mesmo. A gente não sabe se ele foi assassinado, preso, se mudou, nada. E o mais frustrante é que ele apronta o que quer e não recebe a punição, ponto.

Esses quatro aspectos impediram que Love By Chance fosse o drama perfeito (Isso na minha opinião, claro). E eu nem estou entrando na questão da possessividade porque ela parece ser comum em todos os dramas desse tipo, por um lado, eu acho chato ficar problematizando ficção, sério, mas tem algumas coisas que a gente realmente precisa olhar sob uma ótica mais crítica, alguns temas vão além da simples cultura entendem? Por exemplo, não é bacana mostrar um estupro como algo "normal" por causa da cultura daquele país e tudo bem. O que aconteceu com Techno foi péssimo isso pra dizer o mínimo. No casso da possessividade dos personagens, quando a gente pensa pelo ângulo que é um faz de contas em algumas ocasiões pode até parecer bonitinho como ocorre em algumas vezes nesse drama, mas quando se para para refletir sobre essas atitudes a gente olha que é perigoso, é tolher a individualidade e a liberdade do outro. Por trás do "você é meu" ou do "não quero você perto de fulano" pode se criar um ambiente de repressão e coação e isso não é bacana e muito menos normal. Dentre os BL's que eu vi até agora, Until We Meet Again foi o mais suave nesse sentido, Dean e Pharm não eram doentes um com o outro, tanto que quando Pharm pediu um tempo, Dean respeitou a vontade dele. Acho que é válido a gente conversar sobre essas questões e refletir sobre isso. Não estou aqui dizendo que BL é ruim ou que por causa disso ninguém devia ver mais, até porque esse lance da possessividade tem em muitas das produções asiáticas independente do gênero, pode até soar mais sutil em alguns dramas héteros, mas está lá.

Mas os prós ainda superam esses contra e vale muito a pena ver o drama, especialmente por ele não ter toda aquela enrolação do casal principal, não que eu seja uma perita em BL, esse é meu quinto, mas eu já percebi que é recorrente ou ter uma menina para atrapalhar tudo ou o cara que geralmente começa sendo hétero se recusar a aceitar que gosta do outro cara. Aqui não rola nada disso, Ae gosta de Pete e não fica tentando arrumar desculpa para fugir disso, ao contrário, ele briga até o fim pra ficar ao lado de quem ele gosta e o resto do mundo que se dane. O próprio Pete, apesar de temer pela felicidade de Ae, quando vê que ele realmente quer ficar ao seu lado não o rechaça mais e se permite viver aquele sentimento com tudo. É uma fofura assistir, muito gostosinho mesmo. Sem contar que Saint tá tão fofinho nesse drama que eu tinha que pausar várias vezes para dar meus gritos de síncope de fofura extrema com ele e o Perth juntos.

Aliás, a química dos dois foi muito boa, mesmo rolando toda a polêmica pelo Perth ainda ser menor de idade e fazendo umas cenas bem quentes na série, achei apenas lindo o modo como ele e o Saint simplesmente combinavam juntos. Inclusive, mesmo tendo visto só um episódio de Why R U? eu ainda gostei mais dele com o Perth que com o Zee. Mesmo sendo um bom ator, Saint deixou um pouquinho a desejar em Love By Chance, principalmente nas cenas mais dramáticas, mas soube compensar sendo extremamente adorável em todo o resto, e quando tava tímido então era pra morrer de fofura! Sério, noventa por cento do tempo eu queria morder as bochechas dele, bem diferente em Why R U que ele está um pouco mais seguro de si, provocador até hahaha. Aqui ele está apenas adorável, sério, fofo demais pra segurança dele. Recomendo fortemente!

segunda-feira, 16 de março de 2020

[Dorama] Addicted Heroin

Título Original: 上瘾 pinyin: Shàngyǐn "viciante"
Ano: 2016
País: China
Episódios: 15 (cancelada)
Gênero: Drama, Romance, Colegial, BL
Roteiro: Chai Jidan
Direção: Ding Wei
Elenco: Xu Weizhou
Huang Jingyu
Ling Fengsong
Chen Wen

Sinopse: A websérie conta a história de dois jovens Bai Luo Yin (Xu Weizhou) e Gu Hai (Huang Jingyu) que se tornam ligados após a união da mãe do jovem Yin e do pai de Hai.

O jovem Bai Luo Yin (Xu Weizhou) de família humilde vive apenas com seu pai, Bai Han Qi (Song Tao), e sua avó. O jovem foi abandonado pela mãe Jiang Yuan (Liu Xiao Ye) que se casou com um oficial militar de alta patente, Gu Wei Ting (Wang Dong). Este fato foi responsável por Yin odiar sua mãe.

Devido a morte de sua mãe, o filho de Gu Wei Ting (Wang Dong), Gu Hai (Huang Jingyu), começa a ter um rancor profundo com seu pai, criando assim um clima tenso entre os dois.

A trama apresenta os problemas pessoais enfrentados pelos dois jovens, porém devido ao destino, a vida dos dois se cruza após ambos, sem saberem do passado um do outro, serem colocados na mesma classe (Sala 27) em uma escola em Pequim. Que começam lentamente desenvolver um sentimento especial, cada um de maneira adversa. 

Eu teria amado se tivesse algum aviso em QUALQUER LUGAR que essa websérie foi cancelada. Eu terminei Addicted em um dia, os capítulos são muito pequenos, do tamanho de um episódio de anime, de modo que, como eu não ia acordar de madrugada no dia seguinte (eu faço caminhada às 5 da matina), acabei maratonando a série que é interessante em alguns aspectos e também pelo fato de nunca ter visto um BL Chinês, na verdade eu nem imaginava que a China possuía esse tipo de conteúdo em audiovisual uma vez que tudo lá é censurado, qual não foi minha surpresa ao descobrir que este foi o primeiro BL da China e foi cancelado justamente pela censura. Ai ai... 

Então, a série acompanha Bai Luo Yin e Gu Hai, o primeiro vive em uma família bem pobre, apenas com o pai e a avó, passam por dificuldades e é com custo que seu pai o mantém na escola, mas Yin o recompensa com uma inteligência de alto nível, tirando notas excelentes e sendo sempre reconhecido pelos seus professores. Enquanto Gu Hai é o filho de uma família muito rica, o pai, um rígido militar, casou-se novamente com uma mulher que Gu Hai acredita fielmente ter sido a causa da morte de sua mãe, na verdade, ele acha que ou o pai a matou ou mandou alguém fazê-lo.

Com os atritos muito grandes em casa, para contrariar o pai, Gu Hai acaba indo embora para um apartamento e mudando para uma escola "pública" (se é que existe isso lá na China, mas é uma escola que não é de elite como a que ele estudava antes), é lá que ele conhece Bai Luo Yin e fica curioso a respeito do garoto que dorme a aula inteira, tem uma inteligência surpreendente e uma caligrafia belíssima. O que ele não sabe, e Yin tampouco, é que a mãe de Yin - que o abandonou há muito tempo por que não queria viver na pobreza - é a nova esposa do seu pai a quem Gu Hai também odeia. Desse modo, no início a relação dos dois não é muito boa, com provocações por parte de ambos que vão progredindo em uma amizade e, logo, em um pseudo romance.

O ritmo da série é bem rápido, em especial devido aos capítulos curtos, teve uma parte que eu fiquei voando porque teve uma passagem brusca de tempo e não dava para entender como a relação deles havia progredido. A versão que eu vi era censurada, mas tem um vídeo no youtube com as cenas deletadas e quando eu vi achei bem desnecessária a censura, principalmente se você descobre séries como Dark Blue and Moonlight que eu vi uns MV's e tem coisa muito pior. Mas okay, não vamos entrar no mérito da política dos outros países, né? A história é até interessante e para uma série de baixo orçamento achei boa e bem atuada também. 

A coisa é que não tem final. Por ter sido cancelada ela meio que apenas parou do nada e a gente fica a ver navios sem saber o que acontece hahahaha. No meu ponto de vista a relação do Gu Hai com o Bai Luo Yin foi meio apressada e meio esquisita, em alguns momentos eu não tinha certeza se eles estavam mesmo juntos, se o Yin gostava ou não do Gu Hai, enfim. Dizem que tem a novel na internet para ler, mas eu não achei. Na verdade, eu quero mesmo uma novel que seja tão boa quanto Mo Dao ZuShi (porque melhor, meus amigos, eu duvido que exista).

E é isso, ficamos aqui com essa não indicação de série se você não quer passar pela mesma frustração que eu. Ouvi boatos que ela continuaria em uma nova temporada, mas gente, a série é de 2016, a gente tá em 2020. Esperança eu não tenho não e se for pra continuar como bromance melhor nem fazer.

[Anime] Mo Dao ZuShi [Temp. 1 e 2]

Original: 魔道祖师
Gênero: xanxia, fantasia, aventura, mistério
Roteiro adaptado: Liang Sha
Direção: Xiong Ke
Ano: 2018 - presente
Episódios: 15 (Temp. 1) 8 (Temp. 2)

Sinopse: O grande mestre que fundou a Seita Demoníaca, Wei WuXian percorreu o mundo de maneira devassa, odiado por milhões pelo caos que criou. No final, ele foi traído por seu querido Shidi e morto pelos poderosos clãs que combinaram seus poderemos para vencê-lo. Ele encarna no corpo de um lunático que foi abandonado por seu clã e mais tarde, foi pego pelo famoso cultivador entre os clãs (Lan WangJi), seu arqui-inimigo. Isso marca o início de uma emocionante e hilariante jornada de ataques de monstros e solução de mistérios.

Comecei a assistir esse anime com esperanças de ver coisas que sabia serem impossíveis serem colocadas no drama por causa de toda a coisa da censura e tals, fui crente que, por ser animação, haveria uma coisa mais liberal. Ledo engano. Parece que o anime foi mais censurado que o próprio drama embora o gore aqui seja muito pior (vá entender!)

Então, vocês devem estar azuis de tanto me ouvir falar do enredo de Mo Dao ZuShi, não é? (hahahaha), vou pular essa parte okay, vamos focar realmente no que eu achei e no que ficou diferente ou semelhante. Eles mantiveram o cadáver desmembrado de Nie Minjue, logo no primeiro episódio a gente já vê o braço maldito na mansão Mo, coisa que mudaram no drama para uma espada (até agora não entendi se porque eles acharam que cadáveres ia ser forte demais ou o que seja). Inclusive, a primeira temporada é a que tem mais similaridades com a novel, embora não sejam muitas.

Rolou umas cenas muito nada a ver que não tinham nos livros, acho que, quando adaptaram o roteiro, decidiram trocar algumas coisas vai saber porque raios de motivo, aquela cena de cadáveres ferozes no recanto das nuvens é um bom exemplo ou mesmo a morte de Wen Chao que aconteceu bem no meio de um acampamento de Gusu com Yumenjiang e eu fiquei: "como é?" A segunda temporada então tem quase nada dos livros, eles inverteram, mudaram ou criaram cenas novas, mexeram na cronologia e nas situações, pra quem queria ver o BL acontecer, esqueça. Nem bromance tem aqui, embora no primeiro episódio mantiveram aquela piadinha suja do Wei Ying dizendo pro Jiang Cheng que Lan Zhan fazia mais o tipo dele, coisa que no drama simplesmente cortaram.

Estava, inclusive, falando com a minha irmã esses dias sobre isso, quando vi o drama, que dos dois é mais fiel à novel que o anime, percebi que muitas das coisas ficaram um pouco sem sentido quando eles tiraram o romance, por exemplo, tiveram algumas cenas como a da caverna do Xuanyu de Abate em que Lan Zhan claramente tá com ciúmes do Wei Ying por causa da Mian Mian, mas tipo, por que se eles são só amigos na série? Entendem? Aqui no anime eu não senti muito disso porque foi tanta coisa diferente que se passou foi de forma muito sutil.

Além do mais, no anime tanto o Lan Zhan quanto o Wei Ying são muito mais poderosos até do que na novel. Gente, o Wei Ying quebra o braço do Wen Zhuliu só levantando Chenquin! Eu fiquei tipo: "Oi?" mas tanto a coreografia de lutas quanto os poderes ficaram fodásticos na animação que, gente, é linda! Fidelidades a parte, pensa num desenho maravilhoso. Os cenários, as personagens, tudo, é uma belezura de se olhar, fiquei apaixonada. Os gráficos superaram inclusive Quan Zhi Gao Shou! Lindo demais. Para quem não leu a novel e está em busca de uma animação bonita, interessante, focada em mistério e fantasia, Mo Dao ZuShi vai agradar demais, mesmo para quem leu a novel e quer ter uma perspectiva diferente vale muito a pena, mas quem espera ver o que leu nas páginas pode se frustrar um pouco.

Uma coisa que eu achei, em parte boa e em parte ruim, foi o ritmo da narrativa. Em duas temporadas eles não cobrem nem dois livros direito, a terceira temporada vai contar com a chegada na Cidade Yi! Ou seja, vai demorar pra caramba para completar a novel inteira se eles forem lançando temporadas com tão poucos episódios. Acho que seria mais bacana 4 temporadas, uma para cada livro. Mas, vamos esperar, com todo o perrengue que a China passou e está se recuperando por causa do coronavírus, nos resta esperar por novidades. Acompanhem o Mo Dao ZuShi Brasil para atualizações. Também estou esperando completarem as legendas da Edição Especial de The Untamed (são 20 episódios e tá empacado no 7 em Meow Fansub). Quando finalizar e eu assistir trago pra vocês.

Mesmo assim, super indico Mo Dao ZhuShi e já deixo panfletado aqui a versão dele de WangXian (忘羡), que se chama XianYun (羡云)e é interpretada pela maravilhosa HITA, essa voz de anjo! A música é linda, tem uma letra apaixonante e é bem facinha de aprender, pra quem quer treinar pronúncia está aí uma indicação tão boa quanto 大鱼 tema de Big Fish and Begonia.


Por hora é isso, pessoinhas, até a próxima!

sábado, 14 de março de 2020

[Livro] Proibido

Original: Forbidden
Autor: Tabitha Suzuma
Ano: 2014
Páginas: 304
Gênero: Romance, Família, Incesto

Sinopse: Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.
Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.
Eles são irmão e irmã.
Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.

Não sei como começar a falar desse livro sem parecer uma psicopata. A primeira coisa que quero deixar bem clara é que eu não gostei. Quem me acompanha sabe que eu gosto muito de histórias envolvendo a temática de incesto entre irmãos, já fiz um post no blog falando sobre minhas obras japonesas favoritas do gênero tanto mangás quanto animes e filmes. Foi por gostar do tema que eu fiquei curiosa com esse livro, mas no fim o produto saiu bem diferente do que imaginei, mas vamos por partes.

A história é narrada pelos irmãos Lochan e Maya. Eles são os mais velhos de cinco irmãos. O pai deles foi embora quando eles eram crianças por causa da mãe deles que é uma daquelas mulheres que nunca devia ter sido dotada de fetilidade. Além de alcoólatra, quer viver em plenos 45 anos a adolescência perdida por ter engravidado cedo. Em resumo da ópera: ela é uma péssima mãe. Na verdade, eu nem chamaria ela de mãe, é um insulto à palavra. Assim, é de responsabilidade de Maya e Lochan desde cedo criar os três irmãos mais novos: Kit, Wiffin e Willa.

Dentre as mil coisas que eles tem que se preocupar além da escola, é o fato de Lochan ter um grave caso de fobia social, algo que chama atenção dos professores na escola, mesmo ele sendo um aluno brilhante e suas notas serem invejáveis, o fato de não se enturmar com outras pessoas e nunca participar das aulas preocupa seus tutores, mesmo quando precisa resolver algum problema envolvendo os irmãos menores ele sofre muito para conseguir falar com professores ou médicos. Ao contrário dele, Maya é sociável e tem alguns amigos, entre eles Francie que é sua melhor amiga.

Por não quererem ser separados pelo Serviço Social, todos eles tentam com todo afinco esconder das autoridades que sua mãe é uma bêbada irresponsável que dá dinheiro para as despesas sob ameaça de fazerem um escândalo na casa do namorado dela e nunca para em casa. Enquanto vão vivendo os exaustivos dias entre cuidar das crianças, lidar com a rebeldia sem causa de Kit e as atividades escolares, Maya e Lochan tem ainda que lidar com o fato de estarem apaixonados um pelo outro. Um amor completamente proibido não somente pelo fato de compartilharem o mesmo sangue, mas por ser crime, um que pode levá-los à cadeia e os irmãos a lares adotivos.

Enquanto lutam contra (e depois com) esse sentimento, os dois vão tentando encontrar uma solução para a difícil vida enquanto esperam Lochan se tornar maior de idade para ser responsável pela família e também para viver o amor que sentem sem riscos para ninguém. Claro, que este último não tem como dar certo.

Não sei se é verdade, mas ouvi muita gente falando que esse livro era inspirado na obra de uma autora americana chamada V.C. Andrews. O livro em questão seria O Jardim dos Esquecidos (Flowers in the Attic se não me engano no original), mas eu não tenho certeza, até porque não li esse livro ainda. Contudo, pelo pouco que achei sobre ele, há sim algumas similaridades na história dos dois, ainda que, ao contrário do "original", Proibido enverede por um caminho que foge um pouco da... como direi? Lógica relacional na falta de uma expressão melhor.

Enquanto em Pétalas ao Vento os irmãos não tem relação com outras pessoas uma vez que ficam trancados no sótão da casa dos avós e, aos poucos, se tornam tudo um do outro, em Proibido Maya e Lochan levam uma vida quase normal. Vão à escola, tem amigos, saem de casa, enfim, não é apenas uma falta de opção. Não que eu queira dizer que há lógica para o amor (eu nem acredito nele, na verdade), mas realmente não fez muito sentido eles se apaixonarem um pelo outro e aquela historinha de "ele é tudo pra mim desde criança" colou não. Pelo menos não comigo. Acredito que, em grande parte, isso se deve pelo modo como a autora tratou o tabu, o desenvolvimento da história, ao meu ver, não contribuiu nem um pouco para me causar aquela empatia pelo casal.

Contudo, se há algo que eu realmente gostei nesse livro foi o modo como a fobia social é retratada. É muito cru e muito real e diversas vezes me vi na pele de Lochan no meu próprio dia-a-dia. Um tormento sem descrição estar no meio de pessoas. Achei um absurdo o pai dessas criaturas não pagar pensão aos filhos menores, não sei como funciona a legislação do Reino Unido, mas na boa, é chocante. A parte do tabu em si ficou meio nublada, não que a autora tenha se posicionado contra ou a favor, mas os próprios personagens ficavam o livro todo naquele "Deus me livre, mas quem me dera" que, sinceramente, me tirava do sério e o fato do problema não tratado do Lochan fechá-lo para novas experiências não ajudava nem um pouco. Ao contrário de Maya que teve uma oportunidade e apenas virou as costas.

O final me deixou dividida. Foi crível e até encaixou na proposta que, no meio do livro, a autora finalmente mostrou, mas, ainda assim, me vi imaginando vertentes um pouco menos pesadas para o desfecho. Quer dizer, não precisava ser daquele jeito. Mas, enfim, não cabe a mim dizer como os outros devem finalizar seus livros e nada do que estou escrevendo aqui é uma verdade absoluta, há quem goste da história e eu respeito. Vi um anime com uma temática semelhante em que os irmãos, no anime gêmeos, se apaixonam e embora não haja mais similaridades entre as histórias além dessa, o modo de abordagem do tema foi o que fez a diferença, ainda que eu também não tenha visto sentido nos gêmeos se apaixonarem conseguiu ser mais crível do que Proibido.

Dito isso, vou tentar ler Jardim dos Esquecidos para tirar minhas próprias conclusões sobre ele também, até porque é um livro que as pessoas que acompanho recomendam muito. E vou finalizar essa resenha com alguns quotes que me representam muito.

"É horrível sentir vergonha de alguém que você ama; é uma coisa que rói por dentro. E, se você deixar que te afete, se desistir da luta e se entregar, a vergonha acaba por se transformar em ódio."

"Eu me vejo configurado em seus olhos: o cara que sempre se esconde nos fundos da sala, que nunca diz nada, que sempre senta sozinho numa das escadas no pátio durante o recreio, curvado sobre um livro. O cara que não sabe falar com as pessoas, que balança a cabeça quando zoam dele, que falta à aula sempre que há algum tipo de apresentação para fazer."

"Me pergunto como é possível sofrer tanto quando nada está errado. Um desespero crescente no cetro do meu peito pressiona como se quisesse sair, ameaçando estilhaçar as costelas."

"Minha solidão, sempre minha solidão - aquela bolha irrespirável de desespero que pouco a pouco me sufoca."

 "Mesmo a noite, quando abraço o travesseiro e olho por entre as cortinas abertas não me permito ceder - porque se fizesse isso, eu não me levantaria mais. Eu me fragmentaria em mil pedaços como vidro estilhaçado. As pessoas estão sempre me perguntando qual é o problema e isso me dá vontade de gritar."

"Mas a noite não consigo dormir, a cabeça atormentada por mil medos."

terça-feira, 10 de março de 2020

[Dorama] He's Coming To Me

Original: เขามาเชงเม้งข้างๆหลุมผมครับ
Ano: 2019
País: Tailândia
Episódios: 8
Direção:  Backaof Aof Noppharnach
Gênero: Romance, BL, Sobrenatural, comédia, Mistério, fantasia
PG: 15+
Elenco: Singto Prachaya Ruangroj, Ohm Pawat Chittsawangdee

Sinopse: Após sua morte, Mes é um fantasma consumido pela solidão. Isso é até que ele conhece um garoto estranho que pode vê-lo. Os dois se unem em um estado de felicidade e alegria à medida que se tornam amigos. Mas o que acontece quando Mes se apaixona pelo garoto que está vivo?

Onde encontrar: P'tieris Fansub

Não sei porque, no meio dos BL's, não vejo ninguém falando desse draminha, que gente, na boa, é tão amorzinho que cês não tem ideia!

Como ele é muito pequenininho não posso falar muita coisa do enredo pra não acabar soltando spoiler aqui sem querer hahaha. Então, a história gira em torno de Mes, um jovem rapaz que, vinte anos atrás, morreu de um ataque cardíaco. Pelo menos é o que ele pensa. Contudo, ao contrário de todas as pessoas no cemitério, ele não recebe qualquer visita da família, seu túmulo está abandonado. Ainda assim, ele espera todos os anos alguém aparecer. Além do fato de se chamar Mes e acreditar que morreu de um infarto, ele não se lembra de nada da sua vida.

Até que, um dia, num dos festivais Qingming (清明节 - festival chinês realizado no início de abril em homenagem aos mortos) um garotinho para diante do túmulo dele com o pai e questiona porque, ao contrário dos outros túmulos, aquele parece tão abandonado. Diante da resposta do genitor, ele se dedica a todo ano, acender um incenso e oferecer algo a Mes. O fantasma está certo de que o menino o escuta, mas embora desconfie não pode provar que ele o vê.

Mes fica mais que feliz e espera todos os anos a visita do garotinho. Quando em um ano ele aparece chorando, Mes fica surpreso quando, do nada, o menino consegue abraçá-lo e lhe explica que o pai falecera. O fantasma o consola e por fim os dois se apresentam, tendo confirmado que o menino, de nome Than, realmente consegue vê-lo. O garotinho promete que voltará para vê-lo no ano seguinte, mas dois anos se passam sem que ele apareça e Mes começa a perder as esperanças.

Quado Than finalmente volta já é um jovem universitário muito bonito. Vendo a situação de Mes, ele o leva para casa com a promessa de descobrir quem ele era e como realmente morreu. Além da capacidade de ver fantasmas, Than também consegue vê-los sob três tipos de cor: amarelo quando a experiência de vida não terminou, vermelho quando não sabem como morreram e azul quando ninguém organizou um funeral. Bem, ele conta a Mes que seu espírito é vermelho então ele não morreu de infarto.

Com a convivência, os dois acabam se aproximando muito e os sentimentos de inicial amizade podem acabar evoluindo para algo muito mais forte. Mas além do fato de ser um fantasma, as condições da morte de Mes podem não ser tão simples quanto Than pensava inicialmente e acabar envolvendo alguém de quem ele gosta muito. Haverá uma mágica que dê um final feliz para a história dos dois?

Vi esse drama em um livro do wattpad chamado BL Review, no começo eu estava meio apreensiva de assistir acreditando que seria um sad ending nada bom pra combinar com a minha DPL, por sorte eu dei uma chance! Além de ser muito bom, tanto no quesito do roteiro que além de bem montado contou com um elenco muito competente, é um draminha que faz a gente refletir sobre o modo como gastamos nosso tempo em vida, perceber a frugalidade da vida e repensar o que estamos fazendo com nosso tempo. Fui às lágrimas em várias cenas, dei risada em outras e fiquei reflexiva em algumas. Quase cheguei a pensar que ia ser um bromance hahaha, mas é BL mesmo. Super fofo, gente, recomendo!

segunda-feira, 9 de março de 2020

[Dorama] Together With Me (por que todo mundo recomenda esse drama?)

Original: อกหักมารักกับผม
Gênero: Romance, Comédia, BL, Drama
Ano: 2017
Temporadas: 2 (mas só vi 1)
Episódios: 13 (primeira temporada)
País: Tailândia

Sinopse: Korn e Knock são amigos de infância que se reencontram na faculdade e, depois de uma noite de bebedeira, acabam indo pra cama juntos. No dia seguinte, acordam com a responsabilidade de lidar com o fato de terem feito sexo e de como isso afeta sua amizade, sendo que Knock tem uma namorada um tanto quanto ciumenta.

Juro que eu não entendo porque galea indica tanto esse drama. Eu ia vendo, minha paciência ia esgotando e a única pessoa com quem senti um fio de afinidade foi a YiHwa.
Bom, pelo que eu entendi esse é um prequel de outro drama chamado Bad Romance cujo foco é na YiHwa, aqui a gente acompanha Korn e Knock, dois amigos de infância que se reencontram na volta à universidade. Quando criança, Knock se mudou (ou ficou fora não sei direito) e os dois ficaram sem se ver por anos. E justo quando se encontram de novo acabam numa bebedeira feia e dormem juntos. Acho que geral só indica esse drama por que tem umas ceninhas ousadas até demais pro nível da Tailândia, mas ao contrário do que pensam, eu não achei essa química toda entre o Max e o Tul não, na verdade às vezes eu tinha dúvida se eles iam transar ou brigar, mas okay.

Quando acorda com o melhor amigo na cama a reação de Knock não podia ser pior! Ele fica putasso com Korn (como se a culpa fosse só do outro) e a velha amizade vai pelo ralo. Korn, é claro, fica super magoado com o outro, mas tenta o melhor que pode para recuperar a amizade dos dois e pede desculpas a ele (até agora não entendi porque, se os dois estavam bêbados os dois erraram, não é culpa só de um. Mas okay), só que, por mais que tentem fingir que nada aconteceu, nenhum dos dois pode apagar o fato que dormiram juntos e gostaram disso.

A coisa é que Knock tem um projeto de namorada chamada Pleng que é uma espécie de celebridade genérica de internet. Essa galinha de sacrifício pagão é muito ciumentinha e não demora muito a notar que tem algo rolando entre o namorado e o amigo de infância. Enquanto isso, Yihwa tenta descobrir o que há de errado com Korn, seu melhor amigo, e Knock para poder ajudá-lo. Nas subtramas ainda acompanhamos o desenvolvimento dos sentimentos de Phubet pela professora do seu curso - que coincidentemente é irmã mais velha de Korn - e Farm descobrindo sua sexualidade. E é isso. O roteiro se resume praticamente nisso.

Para quem ama esse drama, me desculpe, mas não curti não. Achei a história fraquinha, as personagens bem irritantes (com exceção da Yihwa, claro) e não shippei ninguém. Começando pelo Korn e o Knock, esses me fizeram passar o triplo da raiva o drama inteiro, primeiro pela incapacidade do Knock em reconhecer que a Pleng não prestava, ele sabia disso e fingia que não via, aí ficava jogando o tempo todo a culpa em cima do Korn como se o guri tivesse culpa de ele não querer admitir que era gay. PQP! E essa Pleng então, não é nem o fato da personagem ser nojenta, mas é o papel dela na trama, desde o primeiro momento que ela dá as caras em cena a gente já nota que ela é aquele personagem que serve apenas pra suprir o buraco do antagonista. Gente, a guria tem a profundidade de um pires! Ela é vazia em todos os sentidos, não dá nem pra odiar ela porque a função dela no enredo é tão clara e sem qualquer outra motivação ou contexto que você só fica é irritada com a lentidão do enredo em desmascarar ela.

A mulher quer manter o namorado por causa das curtidas nas redes sociais, para pagar de boa namorada e boa menina, a vá. O Knock percebe de cara que ela passa mais tempo olhando pra própria cara no celular que pra ele e mesmo assim, a culpa de toda desgraça que acontece no mundo é do Korn, sério, me erra. Se tem uma coisa que a gente pode tirar de útil na existência dessa coisinha é a alfinetada social sobre o modo como as pessoas estão virando robôs manipulados pelas curtidas e a necessidade de dar satisfação da sua vida pros outros através das redes sociais, mostrando uma verdade inexistente (ou existente apenas na cabeça da pessoa). Fora isso, ela é só aquela pedrinha no sapato pra dificultar a vida dos protagonistas. Junto a ela tem a Mikki, uma outra personagem inútil e sem qualquer espécie de amor próprio (ao contrário da Pleng que tem amor próprio até demais) que vive pra infernizar a vida do Phubet depois que ele deu um pé na bunda dela. Aí vai tentar melar o avanço dele com a irmã de Korn.

E por fim tem o casal secundário que eu mais detestei nesse drama: o Farm. Eu não consigo entender como alguém pode ter se apegado a esse guri, sério. Ele era o cúmulo da lentidão, uma lesma conseguia ser mais rápida. Parecia que noventa por cento do tempo o guri tava em plutão. Te dana! Ele namorava a Prem, um projeto de vadia que parece viver no cio. Aí acaba conhecendo um médico que é primo de Knock, chamado Bright (a ironia no nome dessa coisa) que nem bonito não é. Aí ele começa a questionar a própria sexualidade enquanto vive um projeto de romance que pra mim era mais tóxico que Chernobyl. Na boa, eu chegava a pular as cenas deles de tanto asco que me dava. O médico era um galinha sem vergonha e sem consideração pelo sentimento de ninguém além do próprio e no fim o roteiro tenta empurrar aquela virada de mesa vagabunda com o Farm se tornando igual a ele e ele apaixonadinho como um besta. Qual é?!

Inclusive, a Pleng, a Mikki e a Prem são três estereótipos ridículos de mulher em drama BL que não serve pra outra coisa além de perseguir e atrapalhar a vida dos outros. Desnecessário. E se o intuito da existência do Farm nesse enredo era representar a perda da inocência e a descoberta da sexualidade, falhou.

Ao meu ver, a coisa com esse drama é um pouco semelhante a quem super recomenda What The Duck, é pra ver umas cenas de sexo mais ousadas ainda que aqui isso role muito pouco se comparado a esta outra. A razão para eu não ver What The Duck, que me despertou interesse por ter o Mew Suppasit como protagonista, é que a história é tóxica. Li algumas resenhas a respeito e na boa, não vale meu tempo por mais que eu goste do Mew atuando. Se comparado com os outros dois dramas do gênero que eu vi, Until We Meet Again e TharnType, achei a química entre Max e Tul bem fraquinha, além da relação deles muito sem sal. O drama tem aquele tom escurecido que mesmo quando tenta ser engraçado soa forçado, um enredo que parece não andar e, excetuando a Yihwa, personagens que não me deram a menor simpatia. Vou nem ver a segunda temporada porque paciência esgotou na primeira.

Então, pessoas, é isso por enquanto. Estou vendo outras coisas aí e enrolando muito pra completar o anime de Mo Dao ZuShi porque não sei o que vou fazer da minha vida quando terminar (provavelmente começar de novo até sair a terceira temporada). As leituras estão indo num ritmo bem lento, DPL ainda tá com tudo... mas logo volto por aqui pra contar o que andei aprontando.

再见! 

sábado, 7 de março de 2020

[Livro] À Sombra da Lua

Autor: Marcos DeBrito
Gêneros: Conto de fadas, Suspense, Terror
Ano: 2013

Sinopse: Durante o dia, Vila Socorro é apenas uma pacata cidade do interior de São Paulo, reduto da imigração italiana no Brasil. Mas, quando o sol se põe, uma criatura desconhecida aterroriza os moradores, que cobram uma solução das autoridades locais, afinal, há décadas o vilarejo sofre com mortes misteriosas, cometidas por um assassino que não deixa rastros e desafia a lógica humana. Estreia do cineasta Marcos de Britto na literatura, À sombra da lua já nasce um forte candidato a clássico do terror nacional ao explorar o mito universal do lobisomem contrapondo, numa narrativa madura e vigorosa, racionalidade e mistério.

Estou partindo do princípio que ainda estou sofrendo com a depressão pós Mo Dao ZuShi para não ter gostado desse livro. Logicamente, não estou aqui para afirmar que a história é ruim ou que tenha algum problema com ele, acredito que a maior parte das pessoas que já passou por uma severa DPL sabe que o primeiro livro que se tenta ler após esse período, mesmo com a pausa de uma semana que me dei, é o mais difícil. Há, de fato, poucas chances de se conseguir imergir na leitura e nem mesmo ainda estar imersa no universo (através do drama e do anime) facilitou a concentração na leitura desse livro. Foi sofrível terminar.

Pois bem, partamos do princípio. A história ambienta-se no Brasil em dois períodos distintos: no século XIX, início da imigração italiana no país, e no início do século XX, por volta dos anos 20. O prólogo refere-se a um rei fictício da Grécia Antiga cuja crueldade incitou a fúria de Zeus que veio à terra disfarçado de humano para investigá-lo. Atestada sua insana crueldade, ele foi castigado na forma de uma besta bebedora de sangue (que saliento, é um lobisomem e não um vampiro).

Então, no século XIX conta sobre a família italiana que desembarcou no Brasil em busca de oportunidades e uma vida digna enquanto no século XX os moradores da fictícia Vila Socorro discutem sobre mortes violentas e sem explicação que estão acontecendo nos arredores. A família do século XIX é a Cesari que alguns capítulos depois descobre-se ter passado por uma tragédia macabra em que o pai, Bastiano, assassinou a esposa e as seis filhas a machadadas tendo o filho Álvaro sido o único sobrevivente, salvo pelo seu padrinho que impediu o crime. No século XX Álvaro é apaixonado por Alana, a filha do médico da vila que está sendo cortejada por seu amigo de infância Vicente.

A primeira aparição da fera após o prólogo se dá quando, no século XIX, desobedecendo a uma ordem estrita do marido, a esposa grávida de Bastiano, Clemenzia, sai de casa de madrugada em uma lua cheia para usar a casinha e se depara com uma besta devorando um animal. Ela é perseguida e quase ferida pelo monstro, mas consegue escapar. No dia seguinte ela nota algo que lhe dá a suspeita de que a única pessoa em que confia para protegê-la pode ser a mesma que quase lhe matou.

De volta ao século XX, Álvaro e Alana cada vez mais apaixonados são ajudados por Flávia, a melhor amiga de Alana, a se encontrar. Delicadíssimo, ele a leva para o lugar mais romântico da cidade: o cemitério (sim, isso mesmo!) e eles tem uma conversa muito interessante para não dizer o contrário. Resumindo, ela sonda sobre a família dele, ele conta o que se lembra, os dois ão para casa dele onde a tragédia rolou e se pegam. Isso bem depois que Vicente pede permissão a Alana pra cortejá-la e ela aceita como uma babaca mesmo não gostando dele dessa forma.

Em uma caçada ao animal que está matando as pessoas da vila, Vicente mata um enorme lobo que logo é acusado de ser o causador das mortes e a galera da vila fica num climão de euforia tratando o guri como um heroi, mesmo ele próprio, o médico e o velho Valêncio sabendo que aquilo está longe de ser verdade. Negócio é que na próxima lua cheia outra pessoa é assassinada e a vila volta a cair em fúria e medo. Assim, é estabelecido um toque de recolher nas noites de lua cheia como medida de proteção. E enquanto isso, Álvaro e Alana seguem se encontrando escondido enquanto a bestona continua cozinhando Vicente em banho maria e me pergunto por que até agora.

Entretanto, por causa da própria estupidez dessa guria, ela acaba dando a entender ao pai que está apaixonada por Vicente e se vê presa num noivado com o cara que é cego demais pra notar que ela não tá a fim dele (se bem que a culpa disso também é dela em parte) e tem que terminar seu relacionamento com Álvaro porque também não tem boca pra dizer ao pai o que quer ou não. Achado que foi trocado pelo boy rico, Álvaro comete um deslize e acaba assassinando Alana quando se transforma na fera, e violentando ela no processo nessa mesma transformação. 

O pai da guria fica estarrecido com a violência cometida dentro da sua própria casa e exige justiça para a filha. Ele descobre também que ela estava grávida, mas acreditava que o filho era do noivo (jurando!). Uma carta é enviada à capital pedindo por ajuda e vem de lá um cara que até agora eu não sei pra que serve na história inteira além de ocupar espaço e se achar o especialista em criminalística, Ulisses. Ele começa uma pseudo-investigação acerca dos acontecimentos e passa a treinar um pequeno grupo de rapazes "corajosos" pra capturar a coisa. Só que ele acaba testemunhando o bicho e achando que pode ser o próximo personagem de uma epopéia, passa a trabalhar por baixo dos panos para pegá-lo.

Atormentado pelo que fez com a mulher que amava, Álvaro se entrega a uma depressão profunda sem saber que na vila todos estão à sua procura sedentos por sangue, ambicionando a grandeza, Ulisses começa a sondar os moradores a respeito do rapaz e logo a noite mais longa de Vila Socorro vai começar.

Como disse no começo, o livro não é ruim. A história é bem montada, apesar de usar uma linguagem meio machadiana que, ao meu ver, não combinava com o tom do livro, é uma leitura até que bem rápida se tu pegares em um dia bom. Bem, eu não peguei em um dia bom, infelizmente. Não simpatizei com nenhuma das personagens, não torci pelo casal, não senti a morte de ninguém... infelizmente foi um daqueles livros que eu li sem sentir nada. Nadinha. Claro que, se pensar bem, a história está longe de ser rasa. Não é esse o problema. Acredito que foi realmente o momento mesmo, foi sorte eu não ter abandonado.

Creio que o cerne do livro tenha a ver com controle. E ele explora o controle (ou a perda dele) através do mito do lobisomem, de certa forma, até que encaixou bem, o instinto mais primitivo do homem tomando o controle e fazendo-o agir como um animal, acredito que o assustador aqui está no quanto essa alegoria é real. A gente vê quase todo dia homens agindo como animais. No quesito relações humanas, achei meio fraquinho, acredito que pelo fato de não ter me apegado às personagens, achava Alana insuportável e insípida, me irritava como ela apenas não se impunha e deixava os outros tomarem as decisões por ela, mano, nem o contexto histórico salvou essa. Vicente era um chato, apenas. Álvaro era um quase babaca e na boa, nem mesmo o negócio do passado dele me serviu de desculpa pro modo como ele agia algumas vezes. Flávia foi a única que eu não detestei de cara, ela quebrou aquele estereótipo de melhor amiga vaca interessada no carinha que gosta da protagonista e tenta prejudicar ela pra ficar com ele. Achei que ela foi muito justa e jogou limpo o tempo todo.

A questão da corrupção, do abuso de poder, a discussão razão x fé, são abordadas como parte do cenário e, algumas vezes, especialmente esse último tópico, de forma meio exaustiva. Contudo, o autor soube levar a discussão bem, mostrando todos os lados e sendo imparcial sobre se havia um certo ou errado. Mas tinha hora que cansava ler. O mito do lobisomem em si, pelo que eu percebi, bebe de muitas fontes diferentes, mas não é o centro da história, a fera aqui soa mais como a alegoria do controle em si do que como propriamente um antagonista, esse fica por conta de Ulisses que ocupa um espaço de repugnância no enredo. E é isso, não tenho muito o que dizer. Pra quem curte um terror bem gore vale a leitura.

sexta-feira, 6 de março de 2020

[Dorama] The Untamed (o meu coração partido e um monte de spoiler, avisei!)

Original: 醉玲珑, pinyin: Zuì línglóng
Gênero: Xianxia
Direção: Zheng Weiwen, Chen Jialin
Roteiro (as pessoas nas quais eu quero bater!): Yang Xia, Deng Yaoyu, Ma Jing, Guo Guangyun
Elenco: Xiao Zhan
Wang Yibo
Episódios: 50
País: China

Sinopse: O mundo jianghu é governado pela poderosa seita Wen, que domina as seitas menores Lan, Jiang, Nie e Jin. O despreocupado Wei Wuxian se torna rapidamente amigo dos justos Lan Wangji e, durante suas aventuras, o casal descobre que o chefe da seita Wen é o mentor do mal por trás de uma série de conspirações que causariam estragos nas terras.

As tentativas de Wei Wuxian de proteger os membros inocentes da seita Wen da perseguição injusta levam ao desastre, e ele desaparece no processo. Wei Wuxian reaparece dezesseis anos depois, e trabalha junto com Lan Wangji para resolver uma série de mistérios de assassinatos, eventualmente encontrando e derrotando o verdadeiro culpado.

Baseado no romance Mo Dao ZuShi.
Onde encontrar: Lianhua Fansbu (Completo), P'Teris Fansub (em andamento)

Eu não vou me alongar muito falando da história porque quem acompanha o blog deve ter visto a resenha dos livros e é quase a mesma coisa. Então, é no quase que eu vou me ater mais. Dezesseis anos atrás, o mundo do cultivo era comandado pela Seita Wen que dominava e subjugava os outros clãs com mãos de ferro. Seu líder, Wen RuoHan, era possuidor do ferro estígio, um artefato mágico poderoso que manipulava uma poderosa magia maligna. Nessa época, Wei Ying (Wei Wuxian) era um jovem aprendiz da seita Yumenjiang que parte com seus irmãos de cultivo Jiang Cheng e Jiang Yanli para a Seita Gusulan onde seriam instruídos por um ano. Lá, ele conhece o rígido e belo Lan Zhan (Lan Wanji), o prodígio da seita.

Contudo, cadáveres ferozes aparecem pela região e começam a atacar as pessoas e a Seita Wen se torna cada vez mais audaciosa e cruel. Wanji e Wuxian não se davam bem no começo, o primeiro não conseguia conceber quão indisciplinado o outro podia ser, incapaz de seguir as regras da seita ou respeitar os outros. Contudo, a bondade no coração de Wei Ying sempre foi algo que cativou os olhos de Wanji com sua personalidade justa. Quando Wen Chao, filho de Wen RuoHan, "captura" os herdeiros de todos os clãs para usar em seu benefício, Wanji e Wuxian o enfrentam, mas as consequências para suas seitas é muito cara. Yumenjiang é invadida e os pais de Jiang Cheng são assassinados. O irmão de Wanji, Lan XiChen desaparece quando Gusulan é incendiada.

A relação de Wei Ying com Jiang Cheng fica pior quando este culpa o outro pela morte dos seus pais (visto que ele não tem culpa de nada, mas okay), e numa tentativa idiota de recuperar o corpo dos pais e se vingar ele acaba perdendo seu núcleo dourado  e se tornando um inútil comum (antes ele era um inútil cultivador). Com a ajuda de Wen Ning, a quem ajudou antes, Wei Ying consegue salvar Jiang Cheng e os corpos dos pais dele, levando-o até Wen Qing para que ele possa se curar. Sabendo que o futuro do amigo estará comprometido, ele convence Wen Qing a tirar o núcleo dourado dele e implantar em Jiang Cheng. Assim, Wei Ying se torna um mortal comum e é pego pela Seita Wen que, por vingança, o joga para morrer na colina sepultura. Lá ele tem contato com a energia ressentida e aprende o que se chama de "cultivo do mal" que é, nada mais, que usar a energia ressentida de espíritos como arma.

Muita beleza junta num drama só!
Desse modo, Wei Ying consegue se vingar de todos que lhe causaram mal na seita Wen, mas é confrontado por Wanji sobre o novo caminho que escolheu. Todo mundo, ignorante aos motivos que o levaram a seguir aquele caminho, começam a julgá-lo como um cruel homem tal qual Wen RuoHan e vendo quão poderoso ele é, as demais seitas, incluindo Jiang Cheng, armam um cerco contra ele para matá-lo e se apossar de uma ferramenta que ele construiu, o poderoso amuleto do tigre estígio. Só que o tiro sai pela culatra, Wei Ying destroi o amuleto e se suicida, tanto para por um fim ao sofrimento que o afligia quando o mundo estava contra ele sem qualquer razão (embora ele acreditasse que ela culpado) e também para salvar Wanji. 

Dezesseis anos depois, Mo XiangYu faz um ritual proibido e oferece seu corpo para o espírito de Wei Ying que volta no seu corpo para vingá-lo matando clã Mo e seu maior inimigo a quem Wei Ying ainda não sabe quem é. Uma série de eventos o colocam novamente no caminho de Wanji que não apenas o reconhece, mas o salva de Jiang Cheng e juntos os dois começam a investigar uma série de eventos sombrios que podem estar ligado ao novo líder de todas as seitas, Jin GuanYao da seita LaLinJin.

Quando eu comecei a ver The Untamed eu sabia que era um bromance e não um romance porque a China tinha caído com tudo na censura da novel. Certo, até uma parte eu entendo, tinha realmente umas cenas no livro que eles nunca permitiriam ir ao ar (embora eu já tenha visto uns MV's de drama BL chinês que mostram coisa pior, mas okay), e certos diálogos eu não imaginava mesmo o Xiao Zhan repetindo na descarada por mais descarado que o Wuxian fosse no livro. Outro ponto que me fez pensar nessa escolha foi o fato de nem o Xiao Zhan nem o Wang Yibo serem atores de BL, talvez a própria agência de ambos não permitisse que eles gravassem determinadas cenas caso a censura fosse mais branda. Ainda assim, mesmo entendendo tudo isso, eu discordo muito do rumo que as coisas tomaram.

Okay, não precisava gravar as cenas de sexo, seria pedir muito de um país que é tão conservador com suas mídias audiovisuais (embora devido a algumas razões isso seja um pouco hipócrita, mas não convém a discussão aqui), mas cortar o romance de vez foi desnecessário. Ainda assim, eles souberam adaptar a história de um jeito que encaixou numa forte amizade entre os dois, embora isso tenha soado meio sem sentido em algumas cenas. Quem leu a novel vai sentir falta de muitos momentos que são lindos no livro, mas que ficaram bem... como dizer? Frios, na falta de um adjetivo melhor, quando adaptados para o drama ou mesmo que foram cortados de vez. Não to dizendo que era pra fazer os meninos se pegarem nem nada do tipo, como eu disse, sei que eles não são atores de BL, mas sei lá, ao meu ver dava sim para ter adaptado a novel de modo modo mais fiel sem precisar de exageros.

Entretanto, mesmo com a ausência do romance entre os dois, eu gostei muito do drama, achei a adaptação bem enquadrada, os efeitos especiais muito dignos, uma fotografia maravilhosa e um figurino divino! A interação entre as personagens foi fantástica e as atuações, especialmente a de Xiao Zhan e Wang Yibo foram tão perfeitas que não consigo imaginar qualquer outro ator interpretando esses personagens. Vibrei com algumas cenas, dei risada em outras e senti saudades de momentos que li na novel e que foram completamente mudados no drama, gente, o Wanji bêbado era a melhor coisa daquele livro hahahaha, contudo no drama eles fizeram uma versão bem sem sal da bebedeira dele, claro pra tirar o cunho romântico ou sensual da coisa.

Os roteiristas fizeram uma quase bagunça no enredo também. Entendo que eram muitos personagens e muitos acontecimentos para resumir em 50 episódios (e bem que esses 50 podiam ter uma hora cada, né?), por exemplo, eles mudaram o arco da cidade Yi quase todo fazendo Wei Ying e Lan Zhan encontrarem Xiao XinChen e Song Lan ao mesmo tempo que conhecem Xue Yan no clã Chang, contudo, eles só vem a conhecê-lo na própria cidade Yi e Wei Ying só descobre a história do seu ShiShu por causa da empatia com A-Qing. Além disso, uma coisa que ficou bem sem sentido foi o fato de Wei Ying ter voltado com o mesmo rosto de quando morreu. Tudo bem que mantivessem o Xiao Zhan, mas gente, na novel ele volta no corpo de Mo XianYu ninguém o reconhece pelo rosto, essa parte ficou bem ilógica no drama.

Outra coisa diferente é a passagem de tempo. Se passam 16 anos no drama, mas no livro são apenas 13. Entre tantas outras diferenças, algumas das que mais magoaram tem a ver com o romance mesmo, como a cena da fita da testa em que Wanji amarra os pulsos de Wuxian e mostra aos discípulos, no lugar, teve aquela cena da caverna que eu fiquei tipo "Oi?". ou mais doloroso ainda: a cena do templo. Da novel inteira essa é a cena mais linda porque é a declaração dos dois, mas claro que, sendo um bromance, isso seria cortado da adaptação. Ainda assim magoou. Outras coisas foram apenas ignoradas, como o fato de Wen Ning não poder sorrir porque cadáveres não tem mais controle dos músculos faciais, ou mesmo o Wanji que fica sempre sério, mas aqui ele esboça até que muita expressão, embora o Yibo tenha construído o personagem de modo excepcional.

Não sei lidar com a beleza desse bebê! E esse sorriso <3
O conteúdo gore do livro também foi praticamente cortado. Aquém de umas poucas cenas de violência moderada, as cenas mais fortes da novel também sofreram com a censura do governo. Os cadáveres foram trocados por energia negra, o desmembramento de Chi FenZun foi retirado e trocado por uma espada. O ferro estígio que não existia no livro foi criado, a morte de LinJiao foi amenizada para enforcamento uma vez que no livro ela enfia uma madeira afiada garganta abaixo. Enfim, muita coisa saiu diferente do que a gente queria ou esperava ver. A razão para eu ter demorado mais em escrever essa resenha foi exatamente esse sentimento de que faltou alguma coisa. Isso me chateou um pouco.

Mas confessar pra vocês que o final foi o que mais me deixou chateada. Certo que eu não esperava que eles se casassem como na novel, tudo bem, mas poxa, podiam ter feito o negócio decente pelo menos. O que foi aquilo de Lan Zhan virado líder das seitas?! Custava dar um alento pro nosso coração e fazer eles ficarem como Song Lan e Xiao XinChen? Irmãos jurados que vão pra caçada juntos pro resto da vida, isso teria me deixado feliz ainda que em parte. Mas não, inventam aquela cena desnecessária de cada um indo pra um lado e depois Wanji chamando pelo Wei Ying, eu fiquei tipo "é isso?!". Tudo bem, o final foi "feliz", menos mal, mas nossa, era tão difícil ter caprichado um pouco mais? Eu dei dez no drama todo, mas esse último capítulo deu pra salvar não. Magoou. Mas essa é minha opinião, de qualquer forma a experiência foi boa ao longo do drama e foi uma delicinha acompanhar a saga deles dois sob essa ótica da amizade mesmo que em parte a gente sempre ficasse naquela ilusão de concretizar a novel.

Como já tinha mencionado antes, a OST desse drama é MARAVILHOSA! E como eu já panfletei Wuji, que é a versão do drama de WanXian, vou deixar aqui outra música que eu também amo de paixão do CD que super recomendo ouvirem porque é bom de cabo a rabo. Se eu recomendo o drama? Sim. Contudo esteja ciente se leu a novel de que muita coisa você não vai gostar muito ou não vai ver. Ainda assim a experiência é muito válida, principalmente pra ver os meninos dando um banho de beleza e atuação.


É isso, vejo vocês no próximo post! Beijocas!


quinta-feira, 5 de março de 2020

[Dorama] Until We Meet Again

Original:  ด้ายแดงซีรีส์
Diretor: New Siwaj Sawatmaneekul
Gêneros: Comida, Romance, Escola, Juventude, Drama, Família, Fantasia, Tragédia, BL
País: Tailândia
Episódios: 17
Classificação: 15+
Ano: 2019-2020
Elenco: 
Fluke Pongsatorn
Ohm Thitiwat
Earth Katsamonnat
Nine Kao Nopparat
Prem Warut
Boun Noppanut

Sinopse: Trinta anos atrás, Korn e In eram estudantes universitários em Bangkok. In entrou na vida de Korn apesar de saber que ele era filho de uma das pessoas mais influentes de Bangkok, a máfia. No começo, Korn continuou afastando In, mas no final, ele não resistiu ao garoto que era tão cheio de vida, onde ele era exatamente o oposto, e decidiu deixá-lo entrar em seu coração.
No entanto, em uma época em que a homossexualidade era inaceitável e com pais contrários ao relacionamento entre homens, o amor de Korn e In estava fadado a ser condenado. No meio do caos, enquanto In lutava pelo seu futuro, Korn não conseguia lidar com todo o sofrimento que seu amado estava enfrentando e decidiu desistir. Naquele dia, dois sons de tiros soaram no ar.
A história deles terminou com uma tragédia, mas algo já havia se vinculado entre eles, unindo-os mesmo depois de mortos.
Anos mais tarde, Pharm, um calouro na Universidade, cresceu sempre sentindo como se estivesse esperando por alguém. Sendo crivado de pesadelos, com medo de barulhos altos e uma marca de nascença em sua têmpora, o garoto sempre sentiu que havia alguém perdido alguém. Dean, presidente do clube de natação da Universidade, também passou a vida procurando alguém cuja face ele não se lembra. O fio do destino que os uniu em suas vidas passadas mais uma vez puxa os dois meninos de volta um ao outro, amarrando-os e um passado que pode não valer a pena lembrar, mas um amor que é inesquecível. Porque o fio que une os dois corações sempre levará um de volta ao outro. Mesmo que possa emaranhar ou esticar, mas nunca se quebra.

Onde encontrar: Lianhua Fansub, Meow Fansub (recomendo mais a legenda desse segundo)

Comecei a ver essa série logo quando estava no finalzinho de TharnType por causa da sinopse. Eu gosto pra caramba dessas histórias de amor que atravessa o tempo e desse tipo de personagem bem dramático. Fiquei tão empolgada pra assistir que nem vi que estava em andamento (¬¬') e sofri pra caramba esperando o último episódio na apreensão de ser um sad ending. Mas não foi, ainda bem.

Acho que a sinopse já conta a história toda kkkkk, mas vamos lá.  Na década de 60, Korn (Kao) e In  (Earth) se apaixonaram praticamente a primeira vista, o primeiro filho de um homem que tinha negócios ilegais (na legenda dizia que ele era da máfia tailandesa, mas pelo contexto eu acho que ele era mesmo era agiota), introvertido, amante de leitura e escanteado por causa do seu pai, Korn só não levava uma vida realmente solitária por causa dos seus dois irmãos mais novos. Já In (Intouch, sim isso mesmo, galera desse drama tem uns nomes que te dizer) cresceu numa família afetuosa, sua irmã An e sua sobrinha Alin eram suas pessoas favoritas no mundo, ele era um garoto cheio de vida, otimismo e carisma (interpretado de forma maravilhosa pelo Earth!).

Contudo, a sociedade tailandesa conservadora por natureza, naquela época não era aberta a todo tipo de amor (esqueça essa ideia do movimento hippie paz e amor, camaradas). Não sabemos o que aconteceu com a mãe de Korn porque ela não aparece, mas a de In aceita o filho como ele é, assim como a irmã dele, An. Contudo, o mesmo não acontece com os pais dos garotos que se opõem terminantemente ao relacionamento alegando que não vão ter filhos "anormais". Mesmo assim, Korn e In continuam se encontrando (depois do pobre In insistir muito pra se aproximar do Korn kkkkk e te dizer, Earth é adorável! Toda vez que ele tava em cena eu queria apertar as bochechas dele!).

Então, no aniversário de In, os dois saem para comemorar, mas o pai de In acaba aparecendo e agredindo o filho tentando levá-lo pra casa, ele se recusa a ir, já muito triste com toda a situação então ele e Korn vão para um apartamento que compraram para viver juntos. Contudo, o pai de Korn os segue e pouco depois o pai de In chega também, não importa o quanto eles afirmem que se amam, os homens estão determinados a separar os dois, sentindo-se cansado em uma atitude egoísta, Korn rouba a arma do pai e atira na própria cabeça bem na frente de In. O garoto entra em desespero (numa cena de partir a gente ao meio de tanta angústia! Earth fez um trabalho dramático irretocável!) sentindo-se sufocado pela dor que lhe consumia, vendo-se incapaz de continuar sem o amado, In atira na própria cabeça também. Gente, nada disso é spoiler, okay? Tá tudo nos primeiros minutos de episódio.

30 anos se passam e Pharm (Fluke) é calouro em economia na universidade da Tailândia. Simpático e delicado, ele acaba fazendo amizade com Team, um dos candidatos ao clube de natação e Manaow uma aspirante a atriz. É nesse primeiro dia que ele vê Dean (Ohm), o presidente do clube de natação, pela primeira vez. Pharm não sabe o motivo, mas vê-lo lhe causa não apenas uma sensação forte, mas uma espécie de medo. Dean, entretanto, passou a vida toda em busca de alguém, mas não fazia ideia de quem fosse até ver Pharm pela primeira vez, contudo, aproxima-se do garoto parecia mais difícil do que parecia. Era como se ele o evitasse de propósito. Mas o destino não vai poupá-los do encontro e Dean se vê cada vez mais empurrado na direção de Pharm a quem deseja ardentemente conhecer.

Pequeno como era In, Pharm cresceu com uma cicatriz na tempora e tem medo de barulhos altos, quando sai da faculdade um dia com os insistentes pedidos de desculpas de Manaow por não poder levá-lo para casa e preocupada porque o carro dele estava quebrado, Dean pensa na possibilidade de se oferecer para levá-lo bem no momento que um gerador explode e Pharm tem um ataque de pânico. Preocupado, Dean o socorre e o leva para o hospital, mas o médico afirma não poder ser de muita ajuda uma vez que não se conhece a causa do trauma. As crises de pânico aumentam assim como os pesadelos, e não apenas Pharm sofre com os sonhos, mas Dean também se vê constantemente assombrado por sonhos onde ele é Korn e sentia um amor profundo por In.

Quando decide investigar o passado dos dois, ele descobre que ambos tiraram a própria vida e que a família dele pela parte da mãe é a mesma da de In, Alin, a sobrinha de In, é a sua mãe. Pharm, que renasceu com a alma de In, faz parte da família de Korn cujo pai é seu avô. Contudo, enquanto Dean consegue lidar muito bem com a dor sabendo separar-se de Korn e reconhece a si mesmo como Dean, o mesmo não acontece com Pharm cuja dor de sua vida anterior foi tão brutal sendo ferido por aquele a quem mais amava que ele não consegue se separar de In e muitas vezes sua personalidade se confunde. Ao descobrir a verdade sobre seus eus do passado, Pharm conseguirá seguir ao lado de Dean sendo quem realmente é? E mais, suas famílias da atualidade serão capazes de aceitar seu relacionamento ou a história está fadada a se repetir?

Me apaixonei por esse drama já no primeiro capítulo, se a sinopse já tinha me deixado maluca quando comecei a assistir tornou-se vício, tanto que continuei mesmo com a tortura de precisar esperar os últimos episódios serem lançados. Como eu sou nova nesse mundo BL não conhecia nenhum dos atores, mesmo galera comentando que tanto o Fluke quanto o Earth já eram nomes no meio. Te dizer que fiquei encantada com o carisma e a verdade que o Earth coloca na atuação dele, ele abraçou o papel e nos convenceu com um personagem cheio de vida que passou por um sofrimento muito profundo, em igual modo o Fluke transmite emoções com uma veracidade surpreendente, mano esse garoto quase me fez secar de tanto chorar! As cenas em que ele é atormentado pelas lembranças ou mesmo quando ele tem um ataque de pânico é tão real que a gente quase esquece que tá vendo uma ficção. Para ser o primeiro drama do Kao ele se saiu muito bem no papel de Korn, bonitão, instrospecto e aprendendo sobre os sentimentos. E quanto ao Ohm não tenho nada do que reclamar, o Dean dele é seguro de si, luta pelo que quer e apesar de guardar um pouco da introspecção do seu antepassado é um pouco mais aberto.

Houveram algumas cenas realmente hilárias apesar de toda a carga pesada da história, eu shippei muito tanto o In com o Korn quanto o Pharm com o Dean, não sabia qual casal era mais amorzinho e o último capítulo foi uma verdadeira avalanche de emoções que deixou a gente à beira das lágrimas e cheia de apreensão, mas foi recompensador o final feliz, apesar de ter sido muito mais curto do que eu desejava sendo bem franca. Super recomendo principalmente para quem procura alguma coisa menos sensual do que TharnType já que em Until We Meet Again a restrição de idade é por causa do gatilho de suicídio. História linda, casais cativantes, ótimo alívio cômico, atuações maravilhosas de um elenco mais que competente e um final fofo. 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Sobre o Relendo&Resenhando de Fevereiro.

Eae, pessoinhas, tudo bem?

Então, esse fim de semana era pra sair o Relendo&Resenhando, né? Coisa, meus coleguinhas, é que a tia que vos fala tá numa PUTA DUMA DPL DO C****** com o perdão da linguagem. Eu sabia que quando terminasse Mo Dao ZuShi não ia conseguir pegar noutro livro nem tão cedo, dito e feito. Simplesmente nem consegui seguir com o livro do clube do livro porque não conseguia parar de ler essa novel e nem consegui pegar em Sussurro porque não me concentrava na leitura, só conseguia pensar na novel. E uma coisa que eu descobri sobre o mundo BL e quero advertir vocês que ainda não caíram nesse poço sem fundo: esse negócio vicia, gente! Sério. Você vai lá ver um só por curiosidade científica e depois não consegue mais parar de ver. Negócio tenso.

Comecei a assistir The Untamed, drama baseado na novel, enquanto não sai o último episódio de Until We Meet Again que vai ser provavelmente a próxima resenha de drama aqui no blog (bafão!) ainda não sei se xingando profundamente ou terminando de perder a água do meu corpo que de 70 deve ter caído pra 20% de tanto que eu chorei nesses 16 capítulos até agora. E dizer uma coisa de antemão pra vocês (sobre The Untamed) eu já tive muito crush asiático nessa vida de dorameira, mas ainda não tinha visto um homem como o Xiao Zhan (que interpreta meu bebê Wuxian), pessoas, esse homem é tão.... UAU! Pra vocês terem uma ideia, ele quase me fez ter - e peço perdão novamente pela expressão, mas é o mais extremo que consigo descrever a sensação - um orgasmo simplesmente abrindo uma porta! (e deixo claro aqui que eu ainda sou virgem). Na moral, eu voltei tanto a cena dele abrindo a porta da mansão do clã Chang que quase dá erro no arquivo. Como pode Deus criar um homem desse e soltar do outro lado do mundo?

Tanto é que The Untamed é o primeiro BL em que eu não shippo os garotos, eu shippo o Xiao Zhan é comigo mesmo! Queria. Com aquele ali eu reconsideraria sem esforço a ideia de casar e ter filhos. Um homem daquele precisa se reproduzir. Nuss! Bem, passado meu surto, só queria deixar avisado que essas postagens (clube do livro e relendo e resenhando) não vão rolar esse mês. Em março eu vou fazer um esforço hercúleo pra continuar lendo a meta do ano, dizer que a ressaca dessa novel tá difícil de curar, viu? To com vontade é de começar a ler de novo, isso sim.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

[Dorama] TharnType The Series (COM SPOILER)

Título original: เกลียดนักมาเป็นที่รักกันซะดีๆ
Gênero: BL, Colegial, Romance
Ano: 2019
País: Tailândia
Episódios: 12 (+2 especiais)

Sinopse: Type é um calouro temperamental, alto e bonito. Embora ele seja um garoto caloroso, ele é homofóbico porque foi molestado por um homem quando criança. Sua vida vira de cabeça para baixo quando o novo ano de faculdade traz uma pessoa muito interessante em sua vida, um colega de quarto gay, Tharn. Tharn, é muito bonito, com pele clara e características mistas. Ele também é abertamente gay. Com um gay e um que odeia gays, que precisam compartilhar um pequeno espaço juntos pelo resto do ano – qual pode ser o resultado de sua história? Ódio? Ou talvez amor?

Onde encontrar: Lianhua Fansub

Nunca escondi de ninguém minha resistência com BL. Na verdade, eu não lia literatura LGBT de jeito nenhum, então, nunca tinha tido qualquer interesse ou curiosidade em dramas do gênero, mesmo muita gente panfletando quase que de forma recorrente nas redes sociais que eu acompanho com certa frequência. Acredito que The Untamed veio para ser o divisor de águas nessa minha relutância (e, admito, até mesmo certo preconceito mesmo) e tirar-me para fora da caixinha. Quando cheguei no segundo volume do quarteto, mais próximo do terceiro, comecei a ver a relação entre Lan Zhan e Wei Ying sob uma nova perspectiva, quanto mais eles se aproximavam, mais eu me via torcendo por eles e, como sabia que o drama baseado na novel era bromance e não romance, acabei me vendo curiosa sobre o romance e fui pesquisar dramas do gênero.

Eu não entendo nada de BL, pessoas, por isso fui lendo sinopses, entrando em fansubs especializados no gênero, vendo MVs de casais para escolher um para assistir. Percebi que boa parte deles é sad ending, não sei porque. Acabei ficando curiosa por ThunrType, os MVs que vi deles me chamaram muito a atenção e foi o primeiro que eu quis ver, então, como não assisti The Untamed ainda, este é meu primeiro BL (e pra quem ainda tá deslocadão como eu no começo, BL é a sigla de Boys Love).

A história gira em torno de Type, um estudante de Educação Física que divide o quarto com o belo Thurn, um talentoso aluno do curso de música. De início a relação deles era muito boa até Techno, o melhor amigo de Type, contar a ele que Thurn é gay. Mesmo sendo um cara legal, Type é extremamente homofóbico e não pode aceitar de forma nenhuma dividir o quarto com um garoto homossexual, mesmo que Tharn, além de uma excelente pessoa, nunca o tenha tratado de nenhuma forma rude ou invasiva (inclusive, se o guri não tivesse dito ele ia se formar sem saber que Tharn era gay!).

Ele então exige que Tharn se mude de quarto ou saia do dormitório uma vez que ele mesmo não pode fazê-lo porque seu pai não deixa. Na verdade, Type é o tipo de pessoa que não sabe expressar seus sentimentos e usa a raiva e por vezes a violência para mascarar os medos que sente. Isso torna o personagem bem complexo e problemático e nos faz ter quase nenhuma simpatia por ele no começo do drama. Ele é bem escroto. Apesar do ódio declarado dele e de todas as tentativas de tirá-lo do dormitório, Tharn não retorna nenhuma das ofensas com outra coisa além de bondade.Ele se defende, é claro, mas não devolve de forma alguma o ódio de Type para ele, ao contrário.  Em uma ocasião que, para tentar irritá-lo, Type decide dar uma festa com os amigos no quarto, ele acaba ficando bem bêbado e deita na cama de Tharn, por mais que Techno tente tirá-lo de lá, não consegue acordar. Por brincadeira, Tharn decide dar uma lição nele (o que eu achei muito bem feito!), mas durante a brincadeira descobre que está mais atraído pelo guri escroto do que imaginava. 

Assim, ele finge que Type dormiu com ele enquanto estava bêbado e deixa umas marcas no corpo dele para provar (mas não faz nada com ele porque ele não é esse tipo de pessoa), só que a reação do menino à brincadeira se mostra muito diferente do que ele esperava, Type parece apavorado e nesse instante Tharn tem certeza que alguma coisa está errada. Porém, em uma discussão que Type desrespeita seu pai, Tharn reage de modo brusco chegando quase a assediá-lo de propósito para ele engolir a língua (achei muito bem pregado), mas novamente a reação de Type é apavorada, ele começa a chorar e implorar que ele não o machuque, nesse momento qualquer dúvida de Tharn a respeito de um trauma foi dissipada e ele confirmou que havia alguma razão muito grave para a homofobia do seu colega de quarto, isso só o torna ainda mais gentil com ele.

Nesse mesmo dia, Type tem um pesadelo com seu trauma, lembrando-se do dia que foi violentado por um homem, Tharn o acalma, mas a reação do garoto não podia ser pior, batendo nele com violência e dizendo coisas cruéis. Apesar de se sentir muito ferido, Tharn não revida. No outro dia, Type fica doente e não vai à aula, ao saber por Techno que o colega de classe está de cama e por isso não levantou quando ele chamou, Tharn, mesmo muito chateado pela noite anterior, volta ao quarto e o ajuda, baixando a febre dele e o abraçando quando novamente os pesadelos o sacodem. A então atração que sentia pelo problemático garoto se intensifica mesmo que Tharn não tenha muita esperança de um dia ser correspondido. Ele pede a Techno que não diga a Type que fora ele quem cuidou dele enquanto esteve doente, mas o garoto acaba contando e Type percebe quão babaca estava sendo com Tharn até então julgando todos os homossexuais como o homem que o agrediu. Ainda que não consiga evitar sentir raiva, ele para de ser tão agressivo com Tharn. 

Essa trégua entre eles, ainda que não os deixe próximos, também não os torna indiferentes e Tharn começa a nutrir um fiozinho de esperança de pelo menos ser amigo de Type. Este último começa a ter problemas com a sua... hum... satisfação pessoal, descobrindo que não consegue parar de pensar em Tharn e na forma como ele o vem tratando, sempre que tenta... hum... se acalmar, Type percebe que não interessa quão bom seja o vídeo que está vendo, ele não consegue. Tharn parece perceber também porque numa aparente brincadeira ele quebra a última barreira que Type ergueu entre eles e o satisfaz (se é que vocês me entendem). Para sua surpresa, a resistência de Type era praticamente a de um pudim quente e o próprio Type se vê, hum... muito satisfeito. Mas é claro que ele não consegue admitir isso para si mesmo e muito menos para Tharn. 

A coisa é que Type ainda não suporta gays. Quando um par de amigos de Techno passa um pouco dos limites com ele, o garoto simplesmente explode e os xinga com brusquidão, o que leva a dupla a difamá-lo por toda a universidade causando um desconforto muito grande para ele, a faculdade fica dividida entre o lado que o odeia (em maioria formada pela comunidade homossexual) e o lado que o usa de desculpa ou incentivo para esbanjar homofobia. Assim, Type se vê deprimido e, para sua surpresa, o único que fica verdadeiramente ao seu lado é Tharn, mesmo que ele o trate com frieza e até indiferença, Tharn não o condena, mas tenta entendê-lo, é quando Type percebe quão escroto ele é e que Tharn não merecia em nada a forma como foi tratado, assim ele conta para ele o que aconteceu quando era criança, assim, Tharn entende a razão por trás de toda a ira do garoto e, sobretudo, da forma como ele mascara seus sentimentos com violência.

De sua parte, Type ainda acredita que Tharn está do lado dos homossexuais e não do dele, mas na verdade, Tharn conversa com a dupla e pede que resolvam o caso e se desculpem. Ele não conta sobre o trauma de Type ao invés disso mente dizendo que deu em cima dele e por isso o garoto é homofóbico. Além do mais, também diz que está apaixonado por ele, assim as coisas se resolvem e a dupla se desculpa, para espanto total de Type que confronta Tharn para saber o que ele disse a eles, então, Tharn se confessa dizendo que acredita estar sim apaixonado por ele. Type não tem exatamente uma reação, mas os dois ficam em um meio bom termo depois disso, contudo, apesar de ter seus sentimentos balançados, Type ainda reluta em admitir o que sente por Tharn porque ele começou a sentir algo, mas a ideia de gostar de um garoto é impossível de assimilar pra ele. Com o que julguei ser uma desculpa bem esfarrapada, ele pede a Tharn que durma com ele e Tharn aceita, devotando todo o seu amor no ato.

Desa forma, o que era para ser uma vez e "nunca mais" se torna constante e Type se vê envolvido com Tharn, mas não admite nem sob ameaça de morte! Além de manter uma barreira firme na relação dos dois (do tipo sexo e nada mais) sem que ninguém saiba o que acontece. Por gostar dele de verdade, mesmo sendo uma situação muito injusta, Tharn aceita e não conta a ninguém o que rola entre eles. Mas cada vez se apaixona mais ao ponto que fica difícil segurar seus sentimentos e ele se vê ansiando em ser correspondido por Type, em todos os seus amigos saberem que ele está apaixonado, e magoa muito a forma como Type só o afasta, cortando seus sonhos de formas muitas vezes cruéis. Nesse ponto eu estava pra dar na cara desse guri, na boa, ele sabia que estava fazendo o outro infeliz e ao mesmo tempo não queria deixar ele em paz, era difícil assistir o Tharn sofrendo sem merecer, na moral.

Pra coroar ainda mais sua escrotice, mesmo tendo uma relação não oficial com Tharn, Type decide tentar namorar uma garota e ainda tem a perfídia de bater em Tharn e dizer que não existe uma relação de verdade entre eles, sempre foi só sexo. O bom da história é que ele engole palavra por palavra quando descobre que não "funciona" mais com meninas, que está apaixonado por Tharn e só consegue dormir com ele. Os dois então começam a namorar, mas ainda não se assumem em público, só para Techno, apesar disso, Type não é um bom namorado, ele é egoísta e não leva em consideração os sentimentos de Tharn ou as coisas que ele gosta. Gente, na moral, Tharn é um bebê que dá vontade de guardar num potinho, na boa, o que ele aguenta em nome do que sente pelo Type não é brincadeira não, no lugar dele eu tinha pulado fora ou de boa nem entrado pra começar.

Ele recusa apresentar Tharn para a família e se recusa a ir pra casa dele no aniversário dele quando foi tudo que ele pediu, e ainda disse que tinha vergonha de assumir que era namorado dele. Olha, sendo bem franca, eu tentei muitas vezes olhar o lado do Type, ele foi hétero a maior parte da vida, passou por aquele trauma horrível quando era muito pequeno e agora se vê apaixonado por um homem, um sentimento intenso que ele não entende direito, okay, até aí dá pra entender o medo que ele sente, mas eu não posso concordar, de forma alguma, a maneira como ele trata o Tharn como se fosse um caso extraconjugal. É injusto com ele. Por sorte, o primeiro relacionamento de Tharn , San, aparece pra dar uma ajudinha a clarear os pensamentos desse babaca que o Type tá sendo e ele é bem ciumento, um pouco possessivo até, mas eu não achei que extrapolou o normal.

Ao ver em que pé estava a relação de Tharn, San decide dar uma sacudida em Type fazendo ele perceber quão babaca estava sendo ao desconsiderar os sentimentos de Tharn e só levar seus próprios em consideração, dessa forma, Type consegue admitir que está com ciúmes e que ainda não conseguiu assimilar a ideia que está namorando um homem. É a partir desse momento que as coisas começam a mudar um pouquinho. Negócio é que Tharn tem um "amigo" chamado Llhong que é secretamente apaixonado por ele e acha que nenhum outro homem no planeta é bom o bastante para Tharn não importa quão apaixonado ele esteja, então, ele usa Tar, um ex-namorado de Tharn, para provocar a ira de Type sabendo que este é muito ciumento e fica inventando um monte de mentiras sobre os dois.

Por sorte, apesar de ciumento Type não é burro (menos mal né?) e percebe de cara que tem alguma coisa muito errada com Llhong, mas ele não pode dizer a Tharn porque eles são amigos há muito tempo e o outro provavelmente não acreditaria dado o histórico de estupidezes que Type já cometeu. Assim, ele escolhe o pior jeito possível de desmascarar Llhong o que implica fazer Tharn sofrer ao terminar com ele. As coisas saem como esperado e Type ainda conta com a ajuda de Thorn, o irmão mais velho de Tharn, quando a máscara de Llhong finalmente cai, o casal mais fofo do mundo enfim fica em paz e assumidão pra todo mundo.

Para ser meu primeiro BL audiovisual (porque meu primeiro BL oficial foi a novel de The Untamed) eu fiquei bem apaixonadinha. Confesso que, no início, achei um pouco estranho, pela falta de costume mesmo (não me condenem ainda), mas não foi tão impactante porque eu já estava lendo a novel e tinha mais ou menos um panorama em mente do que ia ver. Conforme o drama foi avançando eu ia ficando cada vez mais apaixonada pelo Tharn e sua fofura e coomecei odiando o Type, mas fui torcendo por eles no decorrer da história. Uma das coisas que mais curti foi que eles não enrolam muito, eles sentem algo e dizem o que sentem, achei isso muito legal. Além do mais os beijos são muito realistas kkkk, eu fui até pesquisar e descobri que o Mew Suppasit (e eita homem lindo viu?!), o ator que interpreta o Tharn, é realmente homossexual, ao contrário do Gulf que interpreta o Type que dizem as fontes ser hétero.

A química deles nesse drama foi tão boa que não tinha como a gente não shippar gente! Shippei e sofri tanto quanto shippei meus bebês WangXian! O final foi muito fofinho e o extra deles só me fez vomitar mais arco-iris. Eles tinham umas cenas tão fofas juntos que eu ficava só tendo síncopes aqui sem contar que a carga cômica do drama também é muito boa e eu me via gargalhando horrores, mesmo que muitas das piadas fossem de cunho sexual. Negócio que não entendi de jeito nenhum foi o gelo no beijo. Sério, alguém explica? Qual a finalidade daquilo? kkkkk Achei meio "What?" Mas eu não sou versada nas "artes do amor" então vai saber né? Mas gostei muito, não é atoa que esse drama ficou em primeiro lugar no hanking Tailandês como melhor drama, para quem nunca viu um BL eu comecei com o pé mais que direito! Tanto que já fui pesquisar outros pra assistir, negócio é que é complicado porque a maioria deles é sad ending, aí a gente tem que ficar peneirando e corredo atrás de spoiler pra não sofrer. Pra piorar, o que eu comecei a ver sem saber que ainda tava em andamento tá me prometendo ser sad ending também, se for eu venho aqui xingar pra vocês hahaha.

Até a volta, gente!