Ano: 1844 a 1846
Gênero: romance de aventura
Sinopse: Um dos maiores clássicos da literatura francesa há mais de 150 anos, “O conde de Monte-Cristo” gira em torno de Edmond Dantè, que é preso por um crime que não cometeu. Ao sair da prisão, Edmond vai à busca de vingança contra seus inimigos. Uma trama repleta de reviravoltas dignas de um jogo de xadrez.
É aqui que a vingança começa de verdade.
O terceiro tomo continua a partir do final do segundo e vemos os primeiros movimentos de Edmond contra seus inimigos. Ele ataca onde dói mais e é meticuloso ao ponto de mal percebermos que é ele que está movimentando o jogo em torno dos personagens. O primeiro a pagar a sentença é Caderouse, que é traído pelo colega de cela, Benedetto, e acaba indo roubar a casa do conde, mas é pego por ele sob o disfarce de Abade Busoni. O julgamento de Caderouse é rápido e certeiro e o conde ainda usa isso como ponte para atingir seu próximo alvo: Villefort. Enquanto isso não acontece, ele lida com Danglars e com Morcef. O primeiro a cair é Morcef que tem seu passado exposto no jornal e, quando tenta provar na câmara dos pares que é inocente, Haydee aparece para destruí-lo por completo. O segundo a cair é Danglars, o auge do banqueiro declina por completo com uma sucessão de falhas que o leva a falência. Monte Cristo o segue até sua rota de fuga e o deixa completamente depenado.
O último a cair é Villefort. Com esse a sucessão de tragédias é mais lenta e encadeada. Em especial porque envolve Valentine, uma das subtramas do romance. A queda dele é lenta, gradual e tão cruel quanto as outras, se bem que achei o fim dele muito fácil. Dos três Danglars foi o único que eu achei que se safou de certa forma, ele faliu, mas ainda saiu até que bem no fim das contas e essa foi uma das coisas que me deixou desapontada no livro. A segunda coisa foi o final, eu esperava bem mais, confesso, depois de toda a vingança ver Monte Cristo no topo era o mínimo, até pensei que ele podia dar outra chance pra Mercedes, mas depois do que aconteceu compreendo que não daria mais certo. Mas a impressão que eu tive foi que ele perdeu o rumo depois de se vingar, como se nada mais fizesse sentido pra ele, isso me deixou frustrada.
Ainda assim foi um dos melhores livros que já li, ele merece a fama que tem. Há várias subtramas que são fechadas, embora o futuro de alguns não fique claro e seja deixado a cargo da nossa imaginação. O narrador é um caso a parte, esse livro inteiro é uma aula de narrativa. Eu gostei demais.
















