quarta-feira, 30 de setembro de 2020

[Drama] Gameboys

Título Original: Gameboys

Diretor: Ivan Andrew Payawal

Gêneros: Amizade, Comédia, Romance, Juventude, Drama

País: Filipinas

Episódios: 13

Elenco: Kokoy de Santos, Elijah Canlas, Adrianna So, Kyle Velino, Miggy Jimenez

Sinopse: Uma história sobre um streamer de jogos ao vivo, Cairo, e o jogador e fã Gavreel, que se conheceram depois de competir em um jogo online no qual o jogador desconhecido Angel2000 (Gav) vence o popular jogador Cai.

Eles começam como concorrentes de jogos online, mas será que o relacionamento deles acabará se tornando amizade? ... ou talvez algo mais?

Onde achar: Lianhua Fansubs e Meow Fansub

Meu primeiro drama filipino!

Cairo é um famoso gamer com vários seguidores na internet que, até então, nunca havia sido derrotado. Até que um dia, um usuário chamado Angel2000 o derrota em uma live. Sem acreditar naquilo, Cairo ainda recebe um convite de amizade do usuário que se diz apaixonado por ele, seu nome é Graveel e é fã dele, inclusive, diz que só começou a jogar para se aproximar de Cairo. Claro que o jovem não acredita de cara no garoto apesar de se sentir, de algum modo, mexido com aquilo.

Gav não se intimida com a resistência do crush e investe com todas as armas que tem em conquistá-lo. Uma amizade se estabelece entre eles e Cairo tem a chance de conhecer um pouco mais sobre a vida de Gav que perdeu os pais e a avó, tal como conta a ele sobre a situação do seu pai que está no hospital com o covid-19.

No meio da pandemia, a relação virtual de Gav e Cai começa a evoluir para sentimentos maiores do que eles são capazes de acreditar, tal como a vontade de se ver. Mas o primeiro obstáculo aparece na figura de Terrence, o ex de Gav que está disposto a pegar o namorado de volta. Com ciúmes e sem querer admitir isso, Cai acaba magoando Gav. Com a ajuda de Pearl, melhor amiga de Gav, eles conseguem resolver suas diferenças, mas é só o começo das dificuldades que precisarão enfrentar.

Em pleno isolamento social, Gameboys nos traz não somente um retrato do mundo que o vírus está construindo, mas um vislumbre das relações interpessoais e amorosas, os desafios que, mesmo sendo diminuídos com a tecnologia, não substituem o contato humano. A necessidade de estar perto e sentir aqueles que amamos. Com muita responsabilidade, o drama independente (gravado com um iphone!) conta com um elenco muito competente que não apenas representou muito bem as dificuldades emocionais do momento tenso que vivemos, mas mesclou isso com os obstáculos enfrentados pelo movimento LGBT e de quebra nos deu um romance muito gostosinho de acompanhar.

Para quem nunca viu um drama filipino, é um idioma um pouco estranho sim, mas o drama é tão bom que você se acostuma rápido! Vale muito a pena assistir!

[Relendo&Resenhando] Paixão

 

Original: Passion

Autor: Lauren Kate

Série: Fallen #3

Sinopse: Luce morreria por Daniel. E morreu. Vez ou outra. Ao longo do tempo, Luce e Daniel se conheciam, apenas para serem dolorosamente dilacerados: Luce morta, Daniel ferido e sozinho. Mas talvez ele não precisasse ser assim… Luce está certa que algo— ou alguém —em uma vida passada pode ajudá-la em seu presente. Então ela começa a viagem mais importante desta vida… Indo eternidades de volta para testemunhar em primeira mão seus romances com Daniel… e finalmente descobrir a chave para fazer o seu amor passado. Cam e as legiões de anjos e Párias estão desesperados para pegar Luce, mas nenhum é tão frenético como Daniel. Ele persegue Luce através de seu passado compartilhado, aterrorizado com o que poderia acontecer se ela reescrevesse a história. Porque o seu romance pelas eras podem se transformar em chamas… Para sempre.


Na sequência do Tormenta, Luce embarca em uma viagem sem freios pelos anunciadores em busca da origem de sua maldição — e dessa forma conseguir quebrá-la —, mas sua falta de experiência começa a atrapalhá-la até que conhece um ser chamado Bill, ele assume a forma de uma gárgula de pedra e promete ajudar Luce a viajar pelo passado e vencer a maldição libertando a si mesma e Daniel.

Após hesitar, ela acaba aceitando e começa a aprender mais sobre a viagem em anunciadores e sobre seu passado com Daniel. Revisitando suas vidas anteriores, Luce começa a compreender mais sobre si mesma e sua relação com Daniel, ainda mais, consegue ter uma ideia do que acontece com ela quando ele a beija e as consequências devastadoras que suas mortes causam no anjo que, mesmo passando por todo o sofrimento, não desiste de encontrá-la.

Porém, analisando a situação sobre todas as óticas, Luce começa a se perguntar se seus sentimentos por Daniel são de fato verdadeiros ou submetidos pela maldição que os une. Como ela, Daniel também viaja pelo passado tentando, a partir das outras Luces, descobrir o que é diferente nela agora enquanto luta para provar que seu amor por ela é real, acreditando que sempre a encontraria não importava o que.

Quanto mais mergulha no passado e descobre sobre suas vidas anteriores, Luce, estimulada por Bill, começa a "possuir" o corpo das suas "eu" anteriores para vivenciar de modo mais real seus sentimentos e seu desejo por Daniel (além de suas mortes), contudo, ainda há uma chave escondida que ela não consegue alcançar, a sensação constante de que esqueceu algo importante.

Daniel tenta consertar no passado erros que podem mudar seu destino com Luce, mas alguém pode atrapalhar de vez e para sempre o final feliz dos dois.

Quase todo mundo diz que esse é o livro mais chato do quarteto, já ouvi comentários de que desgostaram mais desse que do Tormenta. Bem, eu discordo, não que a leitura do Paixão seja maravilhosa todo tempo, mas passear pelas vidas anteriores de Luce e conhecer mais um pouco de tempos e espaços diferentes, pelo menos para mim, foi bem legal. Em especial as passagens na China, na antiga tribo maia com seus costumes bárbaros e chocantes, ou ver seu eu detestável na Inglaterra. 

Mesmo que, por vezes, Luce seja insuportável nas suas atitudes imbecis e não tenha desconfiado em nenhum momento de Bill mesmo ele tomando atitudes bem suspeitas o tempo quase todo, ou de como Daniel parecia sempre atrasado, foi bem verossímil não apenas a escolha dela de tentar entender seu presente através do passado, ainda que por vezes isso seja feito da forma errada. Concordo que, no começo, o livro tem um ritmo bem arrastado só vindo a engatar de verdade ali pelo capítulo 10 ou 12, ainda assim, achei a leitura muito mais prazerosa que seu antecessor.

sábado, 26 de setembro de 2020

[Drama] Ugly Duckling - Don't

 

Título original: รักนะเป็ดโง่ Ugly Duckling ตอน DON'T

Diretor: Chatkaew Susiwa

Gêneros: Amizade, Comédia, Romance, Escola, Juventude, Drama

País: Tailândia

Episódios: 7

Ano: 2015

Sinopse: Maewnam (Lapassalan Jiravechsoontornkul) é uma menina que sofria de trauma quando criança, ela confessou a um menino que ela gostava, mas foi rejeitada e chamada feia. Isso iniciou uma cadeia, na qual as outras crianças também a chamavam de feia. Desde o acidente, ela sempre usava uma caixa sobre a cabeça e sempre ficava em casa sem interagir com ninguém. Ela cede a freqüentar a escola depois de muito implorar de seu pai. Na escola, ela faz amizade com Minton (Chatchawit Techarukpong), um menino doce, flirty, genuíno e um bad boy, Zero (Jirakit Thawornwong), que sempre cria problemas. Ela enfrenta novos problemas relacionados à vida social. Mas um belo dia ela é forçada a remover sua caixa e todo mundo vê que ela é bonita. Minton e Zero confessam seu amor a ela, mas quem ela escolherá?

Onde Achar: Banzai Dramas Fansub (todas as temporadas)

Esse foi meu primeiro drama tailandês, quer dizer, o primeiro que eu tentei assistir, mas na época eu não consegui lidar com a estranheza do idioma e o site pelo qual eu estava vendo não ajudava muito com players complicados de carregar. Acabei deixando de lado e, dia desses, acabei lembrando que nunca havia terminado, então peguei minha irmã e baixei ele todo para enfim finalizar.

A história tem uma premissa muito interessante (e foi isso que me chamou atenção na época), Maewnam, ao se declarar para um garoto na escola quando ainda era criança, foi cruelmente rejeitada e chamada de feia na frente de um grande grupo de garotos que começaram a chamá-la de feia também humilhando-a. O impacto daquela palavra na vida da menina foi tão forte que ela começou a esconder o rosto, primeiro em um saco de papel e depois em uma caixa de papelão. 

Por anos, Maewnam ficou presa dentro de casa, terminou o fundamental com professores particulares, recusava-se a mostrar o rosto mesmo para os próprios familiares. Até que, preocupado com o futuro dela, o pai recorre à terapeuta que atendia à menina e pede conselhos, ela o instrui a ser firme e reinserir a filha no convivío social escolar. Assim, ele a matricula no mesmo colégio que Plawan, seu irmão mais novo, e a força a estudar com outros alunos novamente. Claro que uma garota com uma caixa na cabeça é praticamente um chamado para provocação e com Maewnam não seria diferente.

Ela conhece, bem no primeiro dia, Minton, um belo jovem cheio de atitude, com um carisma tão contagiante quanto sua própria autoestima. Ele se aproxima de Maewnam sem invadir o espaço dela, mas ela também acaba esbarrando em Zero, o aluno mais problemático da escola, ele fica intrigado com a atitude dela e tenta forçá-la a tirar a caixa da cabeça, Meawnam acaba tendo um ataque e é ajudada por Minton que entra em uma briga com Zero. Ainda assim, no meio de uma confusão, ele acaba conseguindo tirar a caixa da cabeça dela e vê seu rosto pela primeira vez, se apaixonando por ela.

A coisa é que Zero é noivo de Viviene, a garota mais bonita da escola, um noivado arranjado pelas famílias deles que ele nunca aceitou (mas que ela nutria esperanças de fazê-lo mudar de ideia), e Minton, mesmo deixando-a sempre confortável e respeitando seus limites, esconde um segredo que pode afastá-los para sempre. Contudo, Meawnam é irrevogavelmente atraída por Zero mesmo ele sendo violento e quase sem qualquer trato social. Com os dois garotos lutando pelo seu coração, quem ela vai finalmente escolher?

Como disse, eu gosto muito do plot do drama em si, o mote de lidar com um trauma nesse nível, especialmente causado na infância onde nossa visão de mundo inicial é consolidada, foi muito legal. Também nos leva a perceber o poder das nossas palavras sobre as outras pessoas, contudo, pelo fato do drama ser muito curtinho, isso acaba se perdendo um pouco. as personagens poderiam ter sido melhor desenvolvidas, ainda assim, dentro da proposta e tempo, o trabalho ficou magnífico embora as atuações (ali de início de carreira mesmo) tenham deixado um pouco a desejar.

É aquele tipo de drama bem pipoca, sabe? Pra você que procura uma coisa rápida e bem teen pra assistir. Ele trata de assuntos como bullying e traumas, mas não se aprofunda em nenhum dos dois, o romance é bem açucar e não tem muito mistério, sendo bem franca, achei aquele episódio final bem desnecessário, ainda assim fica aqui a indicação pra quem quer passar o tempo com um drama curtinho.

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

[Livro] A Abadia de Northanger (+Filme)

 

Título Original: Northanger Abbey

Autor: Jane Austen

Ano: 1817

Gêneros: Ficção gótica, Romance, Sátira, Romance de amor

Sinopse: “A Abadia de Northanger” é, sem dúvida, um dos romances mais elaborados da época – uma comédia satírica que aborda questões humanas de maneira sutil, tendo como pano de fundo a cidade de Bath. O enredo gira em torno de Catherine Morland, que deixa a tranquila e, por vezes, tediosa vida na zona rural da Inglaterra para passar uma temporada na agitada e sofisticada Bath do final do século XVIII. Catherine é uma jovem ingênua, cheia de energia e leitora voraz de romances góticos. O livro faz uma espécie de paródia a esses romances, especialmente os escritos por Ann Radcliffe. Jane Austen faz um eloquente contraste entre realidade e imaginação, entre uma vida pacata e as situações sinistras e excitantes que os personagens de um romance podem viver.

Esse era um dos livros de Jane que eu mais queria ler porque, por alguma razão, achava sua adaptação realmente fascinante. Nele conhecemos Catherine Morland, a heroína de Austen nesse romance que contrasta muito com suas demais criações de forma bastante proposital, mas ainda assim não deixa de nos causar alguma estranheza. Em primeiro lugar — e similar às suas companheiras de criação — ela é de renda modesta quando comparada ao seu interesse amoroso, mas diferente de Elizabeth Bennet ou Fanny Price, Catherine não tem qualquer inclinação intelectual, mostrando-se não apenas uma típica e tola adolescente de dezessete anos, mas com claro repúdio à instrução em si. Mesmo Emma, que se achava autossuficiente e perfeita — por vezes até mesmo depreciando a leitura — tinha alguma inteligência firmada e talentos típicos da sociedade da época.

Num primeiro momento, essa diferença já nos aproxima um pouco de Catherine e, com talvez a mesma intensidade, nos faz hesitar com relação a ela. Crescendo numa família de dez irmãos, Catherine não demonstrava interesse por atividades consideradas primordiais para as jovens da época como pintar, desenhar, cozinhar, costurar, não tinha qualquer talento notável e não gostava de estudar. Preferia jogar com os irmãos mais novos e, já no final da adolescência, não tinha nada que realmente a destacasse, fosse no quesito intelectual ou físico já que não era dotada de beleza estonteante, ainda que não se pudesse considera-la feia.

O casal Allen, vizinhos e amigos íntimos da família Morland, e de condições financeiras aceitáveis, vendo que a jovem menina estava em idade de ser apresentada socialmente, levam-na para a temporada em Bath sob sua tutela. Deslumbrada com a cidade comercial e cheia de atividades, Catherine acaba conhecendo Isabella Thorpe que vem a se tornar sua melhor amiga e a coloca no mundo sem volta dos romances góticos. Fascinada pelos Mistérios de Udolfo, Catherine se entrega aos prazeres da imaginação e se deslumbra com o ambiente sombrio dos livros enquanto desperta o interesse de John, o irmão de Isabella e se apaixona por Henry Tilney praticamente à primeira vista.

Em uma teia de mal entendidos e com sua inocência misturando realidade com ficção, Catherine Morland vai lutar pelo coração do homem que ama ao mesmo tempo em que aprenderá que a confiança é um tesouro que não deve ser distribuído sem precauções.

Desde que vi a adaptação cinematográfica da obra muitos anos atrás, tinha em mente que era uma espécie de sátira, embora no filme as críticas de Jane não sejam tão expressas de maneira tão escrachada como são no livro. E essa foi uma das coisas que mais gostei, o olhar afiado da autora que, mesmo enquanto critica os clichês e a previsibilidade do gênero que explodira na época, não desencoraja seu consumo ao afirmar, através de seu personagem Henry Tilney que “qualquer pessoa, seja homem ou mulher, que não souber apreciar um bom romance deve ser insuportavelmente estúpida” e ela reafirma essa certeza em seu personagem Jonh Thorpe, irmão de Isabella, que despreza o gênero e é desprovido não apenas de bom senso, mas de sagacidade e inteligência.

O antagonismo da obra fica por parte de Isabella Thorpe e do general Tilney, pai de Henry. A primeira é a típica personagem falsa e hipócrita muito comum nos livros de Jane como a irritante Lucy Steel em Razão e Sensibilidade, por vezes me via irritada com a cegueira de Catherine em relação a essa personagem quando ficava bem na cara que ela era uma cobra, ainda mais quando Henry tentou alertá-la disso e ela simplesmente se recusou a acreditar. Sério, era muito irritante. No caso do General Tilney, tão hipócrita quanto Isabella, seu papel de antagonista é menor, ainda que não menos incômodo, ao contrário de outros “vilões” de Jane, bem mais no calibre de Willoughby, o general se encaixa na categoria de personagens duas caras que figuram no papel de bom patriarca, mas na verdade esconde um gênio opressor.

A língua afiada de Jane é bem mais aberta nessa obra, talvez por não ter sido editada por ela — já que é um livro póstumo —, que morreu antes de conseguir revisá-lo, nos damos conta de todas as liberdades que ela tomava nas suas opiniões de forma mais “crua” na falta de uma palavra melhor, mas em nada isso diminui a beleza ou a forma como esse livro é gostosinho de ler. Além de que ela dá uma cara menos editada da sociedade da época e ressalva sem rodeios e licenças poéticas a realidade de sua personagem imperfeita o que só aumenta nosso prazer enquanto acompanhamos o crescimento pessoal de Catherine.

Em relação ao mocinho da obra, Henry Tilney não é tão doce quanto Edmund, ardente como Darcy ou tímido quanto Edward, mas não deixa a desejar sendo um adorável personagem sensato no meio de uma teia de maluquices e insensatez. Gostava muito da forma como ele era protetor com a irmã sem ser machista, do modo como ele enfrenta o pai pelo que quer e, sobretudo, da maneira bem humorada com que ele procurava agir mesmo quando ia censurar a conduta de alguém. É impossível não se apaixonar por esse personagem, equipara-se, inclusive, a Edmund um dos meus favoritos de Jane (e Henry ganha ao se salvar de agir como um babaca cego por um rabo de saia).

Mesmo que Razão e Sensibilidade continue ganhando como minha obra favorita de Jane, A Abadia de Northanger figura no meu top 3 não apenas por seu humor ácido, mas por seus personagens adoráveis ou repulsivos. E poucos autores conseguem criar tão bem personagens como Jane. Mais que recomendado.

Adaptações


Direção: Jon Jones

Ano: 2007

Elenco: 

Felicity Jones

JJ Feild

Carey Mulligan

Como era de se esperar de uma adaptação literária, o filme tem sua glória como todas as excelentes adaptações da BBC, mas apela para os cortes muito significativos na trama do livro tirando alguns momentos importantes e pontuando outros de forma diferente do material original, claro que isso é compreensível em uma produção de pouco mais de uma hora e, mesmo o livro sendo curto se comparado aos demais, achei que o filme é sim fiel ao texto de Jane e abarca os principais pontos da obra.

O destaque, contudo, fica por conta das excelentes atuações de JJ Field que dá vida ao adorável e sensato Henry Tilney e Felicity Jones que foi maravilhosa como a ingênua (e por vezes desmiolada) Catherine, além de Carey Mullingan como a detestável e falsa Isabella. Eles conseguem não apenas representar de forma fiel suas personagens como as fazem soar naturais aumentando a verossimilhança com o leitor da obra.

Uma coisa que eu acho válido destacar são os "acréscimos" que o longa oferece e não são mostrados no livro como os devaneios de Catherine, que apesar de escritos pela autora são breves e não muito aprofundados e o plano de fundo de Isabella que fica apenas subtendido nas entrelinhas e no filme se torna bem mais claro o fato da sua ruína completa.

Gostei, inclusive, do fato do roteirista ter tirado as partes com o General Tilney que era quem acompanhava Catherine a maior parte da visita à abadia, eu achava ele um personagem muito incômodo. E a relação dele com a falecida esposa também foi modificada no filme, no livro Henry chega a afirmar que ele a amava, apesar de fazê-lo do jeito dele. Uma coisa de que senti falta e, dada as licenças que o longa tomou, poderia ter sido aproveitada era o plano de fundo de Eleonor, que fica um pouco mais aberto que o livro (no qual só é explicado de fato no final), mas que poderia ter ganhado alguns minutinhos de espaço aqui.

Ainda assim, nada tira a beleza e a delicadeza desse filme maravilhoso e tão gostosinho quanto seu livro. Fica a super recomendação para quem não viu.

Há um outro filme mais antigo desse livro, de 1986, contudo, não consegui encontrar para assistir então não posso tomar notas das minhas impressões.


quarta-feira, 23 de setembro de 2020

[Drama] Love me If You Dare

Título Original: 他来了,请闭眼 [Ta Lai Le Qing Bi Yan]

País: China

Direção: Zhang Kaizhou

Gênero: Crime, suspense, romance

Ano: 2015-2016

Episódios: 24

Elenco: Wallace Huo

Sandra Ma

Zhang Luyi

Wang Kai

Yin Zheng

Sinopse: Ficar dentro da cabeça de um criminoso violento não é fácil. Mas Simon Bo (Wallace Huo), um brilhante psicólogo criminal, tem a habilidade de entrar nas mentes dos criminosos mais misteriosos e violentos. Ele era um professor na Universidade de Maryland (USA) e agora na china, ele trabalha como analista e consultor do departamento de polícia, nos casos mais violentos e difíceis. Com a ajuda da sua jovem assistente, Jenny Jian (Ma Si Chun), Simon investiga os pensamentos e intenções de mentes criminosas. Sendo filha de um investigador de polícia e com um profundo senso de justiça, pode Jenny ajudar Simon a se abrir emocionalmente? Como eles irão trabalhar juntos para solucionar os crimes?

Baseado na novel When He Comes, Close Your Eyes por Ding Mo

Onde Achar: Banzai Dramas e Subarashii Dramas

A China me trolando mais uma vez, aff! ¬¬'

Quando volta para a China, Jian Yao consegue um emprego temporário como tradutora para Bo Jin Yan, um excêntrico psicólogo criminal que tem problemas com relações interpessoais e seu único amigo — e portão com o mundo exterior — é Fu Zi Yu um brilhante desenvolvedor de sistemas e hacker. Jian Yao não demora muito para compreender o jeito de seu novo chefe e suas esqisitices, além de ter uma espécie de ligação com ele — do tipo entender e saber lidar — conforme vai traduzindo e convivendo (se é que dá pra falar assim) com Jin Yan, ela acaba se tornando sua parceira na solução de um caso de serial killer envolendo garotos da sua cidade natal.

Percebendo o talento dela para desvendar a mente criminosa e, sobretudo, sua atenção com detalhes, Bo Jin Yan decide contratá-la permanentemente como sua assistente — além do claro fato de se sentir bem ao lado dela, algo realmente difícil para alguém como ele. Só que ele não contava com a negativa de Jian Yao, ela não deseja um trabalho tão perigoso, para ela a rotina de um escritório dentro da sua área de atuação é mais que suficiente, ou pelo menos era o que ela pensava.

Com a ajuda de Zi Yu, Jin Yan recorre a estratégias para amolecer o coração da jovem. Inclusive, aceita um caso na empresa da sua irmã — onde Jian Yao está trabalhando — envolvendo tráfico de drogas e que pode ter a ver com o noivo da irmã dele. Apesar de, no começo, Jian Yao se sentir chateada pela perseguição clara dele, logo se dá conta de que a vida pacata para a qual se preparara já não lhe satisfazia, assim, ela acaba aceitando ser assistente do psicólogo e em meio à resolução de casos cada vez mais brutais, uma mente assassina é revelada como a mentora que interconecta todas as mortes sangrentas que eles desvendaram até então.

Bo Jin Yan vai precisar de toda sua inteligência e força para proteger Jian Yao e provar ao FBI que ele não é quem o assassino diz. Sempre precisando estar um passo à frente o jogo final vai decidir quem é a mente mais brilhante no jogo de vida e morte tramado pelo psicopata.

Confesso que, quando comecei esse drama, não estava dando muito nele, apesar de ter gostado muito do primeiro episódio. Logo, comecei a ver com a minha irmã e nossa empolgação ficou clara, era uma mistura de Agatha Christie com Arthur Conan Doyle, sem contar em Wallace Huo no elenco só isso já é uma baita recomendação. E a trama se desenrola bem, Jin Yan, mesmo brilhante, tem um problema sério em se relacionar com as pessoas, ele geralmente é frio, sarcástico, por vezes cruel por nunca esconder sua bruta sinceridade — ou não saber socialmente como aplicá-la — e seu entrosamento com Jian Yao lhe permite aprender as nuances das relações interpessoais.

É muito bonitinho e até divertido acompanhar esse desenvolvimento dele. Jian Yao, por sua vez, apesar de ser o típico personagem feminino meio estereotipado tem suas qualidades por se mostrar corajosa e inteligente — quando ela quer, pelo menos e considerando o gosto que a China tem por criar personagens femininas meio... né? Ela até que se safa. Contudo, em boa parte do tempo, eu achava a personagem muito chata, sério mesmo. Fu Zi Yu é de longe meu favorito nessa série, ele é engraçado, bem humorado, leal, fofinho, gente, não tem como não se apaixonar por ele.

Só que, mesmo que a trama caminhe bem boa parte do tempo, ali pelo episódio 19 ela começa a desandar. Eu nunca vi um compilado de acontecimentos desnecessários acontecendo ao mesmo tempo num único dorama, sério mesmo. Eu e minha irmã ficávamos só debatendo qual merda viria a seguir e o que foi aquele último episódio que terminou com cara de aberto e ruim? Faltou tão pouco para eu fechar ele com 10, mas desandou tão feio que acabou com um 8,5 e isso ainda foi muito gentil da minha parte. Fiquei triste, era uma história boa, com atuações decentes, mas se perdeu muito.

Quando passar a raiva ainda vou procurar ler a novel pra ver se é igual ou se — como eu acredito — é melhor. Para quem tiver interesse, as meninas do blog Doramas 24 horas traduziram ela inteira.

[Livro] Red Thread


Título Original: ด้ายแดง [Pharm X Dean]

Autor: LazySheep

Ano: 2019

Páginas: 250

Sinopse: Trinta anos atrás, Korn e Intouch eram estudantes universitários em Bangkok. Intouch entrou na vida de Korn apesar de saber que ele era filho de uma das pessoas mais influentes de Bangkok, a máfia. No começo, Korn continuou empurrando Intouch para longe, mas no final, ele não resistiu ao garoto que estava tão cheio de vida, onde ele era exatamente o oposto, e decidiu deixá-lo entrar em seu coração. No entanto, em uma época em que a homossexualidade era inaceitável e com os pais contrários ao relacionamento entre si, o amor de Korn e In estava fardado a ser condenado. No meio do caos, enquanto Intouch continuava lutando pelo futuro, Korn não conseguia lidar com todo o sofrimento que seu amante estava enfrentando e decidiu desistir. Naquele dia, dois sons de tiros soaram no ar.

A história deles terminou com tragédia, mas algo já havia se vinculado entre eles, unindo-os mesmo depois de mortos.

Anos mais tarde, Parm (19), recém-retornado à Tailândia, que é calouro na Universidade T, cresceu sempre sentindo que está esperando por alguém. Sendo crivado de sonhos tristes que sempre o deixavam acordando com o rosto molhado, medo de barulhos altos e uma marca de nascença em sua têmpora, o garoto sempre sentiu que havia alguém que estava perdendo. Dean (21), presidente do terceiro ano do clube de natação da Universidade T, também passou a vida procurando alguém cujos rostos ele não se lembra. O fio vermelho do destino que os uniu em suas vidas passadas mais uma vez puxa os dois meninos de volta um ao outro, amarrando-os um ao outro e um passado que pode não valer a pena lembrar, mas um amor que é inesquecível. Porque o fio vermelho que une os dois corações sempre levará um de volta ao outro.

Pharm é um calouro na universidade da Tailândia. Desde criança, Pharm tem inexplicáveis pesadelos com uma pessoa desconhecida, mas nunca se lembra do nome ou do rosto dessa pessoa. Em seu coração, há uma busca por alguém que ele não sabe quem é, mas sente que precisa encontrar essa pessoa. Em seu primeiro dia na faculdade, ele vê o presidente do clube de natação, Dean, e sente uma estranha atração por ele, como se aquele jovem tivesse as respostas para as perguntas que ele tinha.

Dean, por sua vez, sempre buscou alguém. Retraído, sério e de personalidade taciturna, seus olhos estavam constantemente buscando uma pessoa que ele não sabia quem era, mas sentia que precisava encontrar. Quando seus olhos encontram o rosto de Pharm pela primeira vez a resposta fica clara e o presidente chora sem ao menos perceber. Ele sabe que aquele garoto é a pessoa por quem vem buscando desde que se entende por gente.

Tal como Pharm, Dean também tem pesadelos onde um jovem casal de namorados chamados Korn e Intouch viveram um romance intenso em que seus pais eram contra por serem do mesmo sexo e isso culminou no suicídio de ambos. Dean vê o rosto de alguém e sente uma ligação com essa pessoa, convencendo-se que, em alguma parte de si, há o espírito de Korn. O destino faz com que ele se encontre com Pharm e ele fica cada vez mais certo de que sua procura acabou. Porém, o pequeno menino tem um certo medo quando está próximo de Dean e seu coração sempre dói quando o vê, atormentado por lembranças de um passado que não lhe pertence.

Pharm se torna alvo de Alex, um veterano do clube de teatro e estrela famosa da Tailândia, contudo, já irrevogavelmente apaixonado por Dean, ele recusa o garoto que continua insistindo. Quanto mais convive com o presidente de natação, mais Pharm se vê envolvido e seu coração mais dominado por Dean, até que eles descobrem que seus pesadelos se completam e a vontade de estar sempre juntos vai se mesclando com o passado de Korn e Intouch ao ponto que, por vezes, Pharm começa a esquecer a realidade de quem é no presente.

Preocupado, Dean pede a um amigo antigo para pesquisar sobre o jovem casal do passado, agora que está namorando Pharm, ele não quer ter dúvidas ou temer que os dois possam ser separados outra vez como seus eu’s do passado. Não obstante, o destino se mostra mais uma vez cruel quando uma verdade obscura é revelada e o pequeno Pharm se vê tomado pelo espírito magoado e atormentado de Intouch, poderá Dean vencer os fantasmas de suas vidas passadas e enfrentar suas famílias no presente conseguindo no processo o perdão de seu eterno amado?

Quando vi o drama baseado nessa novel me vi apaixonada, não importava o quanto eu assistia, mais queria rever. Sou uma apaixonada por essas histórias de amor que transcendem o tempo, mesmo não acreditando em reencarnação e nada disso, ainda assim acho lindo demais histórias de amor desse tipo. Corri para ler a novel quando achei uma tradução e, apesar da minha leitura ter sido frustrada por uma tradução não muito boa, me apaixonei por essa novel.

No geral é muito bem adaptada, eles mudaram uns poucos detalhes no drama e, como era de se esperar, tiraram a parte erótica que na novel é até bem... “desenvolvida” podemos dizer (risos). A relação de Pharm e Dean é linda, especialmente a forma como Dean vai tentando descontruir o passado e alcançar o perdão pelo seu ato egoísta na vida anterior. O final então me fez quase gritar de tanta fofura, achei uma pena enorme não terem adaptado esse final no drama que acaba ali perto do capítulo 57/58 (a novel tem 60 capítulos). Outra coisa que me deixou um pouco desconcertada foi com relação à história de Korn e In que foi melhor desenvolvida no drama que no livro, teve muita licença poética ali o que agregou muito à história, as passagens do livro são muito rapidinhas (o que pode ser por causa da tradução também, vou tentar procurar uma em inglês pra ver). Espero encontrar uma tradução melhor para poder ler de novo, mas ainda assim agradeço muito à guria que traduziu do espanhol.


[Drama] My Dear Loser – Happy Ever After

Título Original: My Dear Loser รักไม่เอาถ่าน Happy Ever After

País: Tailândia

Ano: 2017-2018

Direção: Chatkaew Susiwa

Gêneros: Amizade, Comédia, Romance, Vida, Drama

Episódios: 12

Sinopse: Um homem e uma mulher casados tiveram um lindo amor, mas, surpreendentemente, decidiram se divorciar. Eles podem encontrar o amor novamente e obterem o seu "feliz para sempre"?

Onde Encontrar: Banzai Dramas (completo) Mahal Dramas (em breve)

Ton era apaixonado por Gorya desde que a viu pela primeira vez na universidade, mas nunca teve coragem de falar com ela. E quando finalmente encontra forças o bastante para dizer sobre seus sentimentos seu melhor amigo Win chega na frente e a chama para sair. Os dois começam a namorar e tudo que resta a Ton é se conformar com a situação e a impossibilidade de ser mais que amigo dela.

            Mas quando inesperadamente Win termina seu relacionamento com ela, é Ton que está a postos para consolá-la e, desse modo, vendo a doçura e inocência dele, Gorya acaba se apaixonando por ele. Contudo, ela é rica enquanto ele é pobre, sua mãe é fazendeira e ele não tem trabalho. Por isso, os pais dela — com preconceito disfarçado de proteção — são contra o relacionamento e proíbem Ton de ver Gorya novamente. Só que, ao contrário de Win, Ton não pretende desistir da mulher que ama e, com a ajuda de seu melhor amigo Jeng ele continua mantendo contato com a namorada.

            Quando Gorya se forma, Ton já está trabalhando como designer gráfico para uma empresa junto com Jeng, os dois decidem então morar juntos já que ela trabalha em uma empresa de publicidade com seu irmão Por — que foi expulso de casa pelo pai quando se assumiu gay. Claro que os pais dela não aceitam de jeito nenhum a decisão da filha e uma briga feia acontece quando Gorya se mostra disposta a continuar com Ton independente do que eles quisessem, assim, ela se afasta dos pais e começa a viver sua vida.

            O casal passa por altos e baixos enquanto luta para fazer sua relação dar certo. De plano de fundo temos Jeng que mantem um relacionamento com a professora de tailandês Jitra, mas que é incapaz de ser fiel a ela. Win, que ainda nutre sentimentos por Gorya, mas que precisa se contentar em ser apenas seu amigo e cuidar dela como tal porque não teve coragem como Ton de insistir no relacionamento dos dois e Por, que é carismático, engraçado e inteligente, mas por se dar tão pouco valor não consegue encontrar um relacionamento de verdade.

            Esse drama fecha a trilogia my dear loser e conta a história do crush unilateral da personagem Namking da temporada anterior, monster romance. Fui revisora desse drama, por isso consegui vê-lo até o final, do contrário acho que teria dropado no episódio dois. É aquele tipo slice of life que só vê quem curte o gênero mesmo, não é o meu caso. Contudo, o fato de eu não ter curtido não significa que ele seja ruim, ao contrário, é um drama muito bom e tem suas qualidades.

            O ponto forte sem dúvida é mostrar os relacionamentos sem maquiagem. Ele explora as dificuldades dos casais no dia a dia, a problemática dos diálogos (ou a ausência dele), da infidelidade, dos problemas no trabalho, a importância de se construir a relação dia a dia e se conquistar o parceiro constantemente. Problemas sexuais, dificuldades pela orientação sexual, amor próprio, a importância da amizade entre outros tantos assuntos.

            Apesar de Gorya pertencer a uma família rica, ela não teve vantagens ou mesmo apoio dos pais já que escolheu um parceiro fora da aprovação deles, por isso ela construiu sua carreira e conquistou suas metas ao lado do marido por conta própria, com esforço. Tal como seu irmão Por, que foi rejeitado pelo pai por sua escolha sexual. Ton, por sua vez, apesar de ser talentoso não tem confiança em si mesmo e sempre guarda tudo para si o que gera problemas no seu relacionamento com Gorya que é uma pessoa pragmática e gosta de enfrentar as dificuldades de frente.

            Inclusive, falando da personalidade do Ton, eu achei ela bem fantasiosa. Não que eu queira generalizar e dizer que todos os homens são cafajestes infiéis como Jeng, mas Ton era certinho demais, sério. Tinha momentos que ele desafiava até meus personagens que são descaradamente criados para ser “perfeitos”. E aqui entra o brilhante trabalho de atuação do Push Puttichai que não deixou esses traços do caráter do personagens soarem caricatos ou superficiais, mas de forma natural. É até bacana essa posição escolhida pelo roteiro de tornar Ton o lado retraído e passivo do casal enquanto Gorya é forte, determinada e enfrenta as situações de frente.

            Mesmo diante das dificuldades, chega a ser bonito como Ton nunca desiste dela ao ponto de não olhar para nenhuma outra mulher. Esse tipo de fidelidade é muito rara, vamos ser francos. E o percurso do relacionamento deles, com seus altos e baixos, é o que torna a narrativa fascinante para os amantes do gênero e funciona como um mecanismo de entretenimento para os que não curtem, como eu. O casal secundário, Jeng e Jitra, tratando do assunto da infidelidade não me cativou muito e tanto Win quanto Por, que não tiveram o final merecido — inclusive, cheguei até a shippar os dois — demonstram a importância de se amar e de nunca desistir daquilo que acredita.

            Mesmo que em sua grande parte o plot centre nos relacionamentos de casal, a trama amalgama no tema da amizade e sua importância. O que é outro ponto a favor da narrativa. Ela tem suas falhas como uns pequenos furinhos, algumas inconsistências e mesmo umas atuações meio pastéis na tentativa de fazer comédia. Ainda assim, para quem curte aquelas tramas mais “pé no chão” é uma boa pedida.


segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Resenhas Atrasadas

 Oi, pessoas, espero que todos estejam bem.

Eu sei que andei sumidinha do blog e estou com muitas resenhas atrasadas. Não só minhas leituras, mas até mesmo os dramas que eu tinha planejado assistir foram bem atrapalhados com os últimos acontecimentos da minha vida. O Book Of Days já foi um lugar que eu usei para desabafar, como um diário, mas tem um tempo que decidi não fazer mais isso, contudo, sinto que devo uma explicação para vocês, então sem entrar em pormenores vou contar mais ou menos o que está acontecendo.

No fim do mês passado, meus pais voltaram a ter problemas e minha mãe acabou saindo de casa por um tempo, para renovar as ideias. A coisa é que praticamente estamos enfrentando o fogo cruzado de um "divórcio", tudo está muito complicado e nessas semanas que ela ficou fora eu fiquei sozinha com a minha irmã para lidar com todos os assuntos da casa. Mesmo agora que ela voltou, o clima não está favorável aqui. Eu não tenho certeza de como vai ficar o blog no futuro, estão com conversas de vender a casa, não sei para onde iremos ou como tudo isso vai ficar e confesso para vocês que estou muito chateada e assustada com tudo isso.

Enquanto as coisas permanecerem nessa guerra suspensa, eu vou tentar colocar todas as resenhas em dia, preciso tirar um tempo só para isso, mas preciso, antes de tudo, dormir direito porque já tem um bom tempo que meu sono varia de 4 a 6 horas e eu passo o dia como um zumbi. Eu finalizei alguns livros (menos que o determinado, infelizmente) e alguns outros dramas. Farei a resenha de todos tão logo eu possa, prometo, e peço desde já desculpas por tudo.

Muito obrigada a todos que acompanham o blog e comentam por aqui. 

Kath.