Original: She Is a Haunting
Autor: Trang Thanh Tran
Gêneros: Suspense, Suspense psicológico
288 páginas
Sinopse: A CASA DAS FLORES ESCONDE UM APETITE VORAZ, QUE ASSOMBRA E DEVORA AQUELES QUE COLOCAM OS PÉS NELA.
Jade possui apenas um objetivo ao chegar ao Vietnã: sobreviver a cinco semanas ao lado do seu pai ausente, enquanto ele restaura uma antiga casa. A garota sempre mentiu para poder se encaixar socialmente e, desta vez, não será diferente. Basta ela ser heterossexual, vietnamita e americana o suficiente para conseguir a única coisa que deseja da complicada relação que tem com o pai: o dinheiro para a faculdade que ele havia prometido.
Mas a Casa das Flores tem outros planos. Noite após noite, Jade acorda paralisada. As paredes ecoam zumbidos aterrorizantes, enquanto os jardins, outrora cuidados pelos ancestrais de Jade, revelam vestígios de um passado assustador. E dos antigos corredores ressoa um aviso ameaçador: “Não coma”.
Nem o pai da garota nem Lily, sua doce irmã, acreditam que algo estranho está acontecendo. Ela, então, passa a contar com a ajuda de Florence, uma jovem problemática, para expor as entranhas famintas da residência. Afinal, a força de um lar está na vitalidade daqueles que nele residem, mas essa casa está disposta a sugar até os ossos de seus habitantes, para nunca mais ser abandonada novamente...
Para conseguir dinheiro para a faculdade, Jade faz um acordo com seu pai ausente de passar cinco semanas com ele no Vietnã, cuidando da reforma de uma casa histórica que será seu novo negócio e sendo responsável pela montagem do site de reservas e tour da casa. Sua irmã, Lily, vai com ela enquanto o irmão mais novo fica com a mãe na casa dos parentes.
Ela não gosta do pai, guarda um profundo ressentimento por seu abandono anos antes, assim, a tentativa infrutífera de reaproximação vai ser bloqueada com todas as armas que ela tem. Além disso, o fato do pai não aceitar sua orientação sexual é mais um motivo para ela querer distância dele. Para piorar, ele exige que ela trabalhe com Florence, uma vez que o site precisa estar em vietnamita e Jade conhece muito pouco do idioma.
Logo na sua primeira noite, Jade nota algo estranho na casa, como se algo espreitasse pelas frestas e janelas observando-a. A sensação não muda ao longo dos dias até o ponto de ela avistar o fantasma de uma mulher na cozinha, o aviso é claro: não coma. De início, ela não entende o que aquilo significa, mas todos os seus instintos lhe alertam que ela precisa sair dali junto com o pai e a irmã. É claro que, como sempre, o pai não acredita no que ela diz, afirmando ser apenas uma desculpa para ela ir embora mais cedo com o dinheiro da faculdade.
Então, Jade toma a decisão mais sensata dada a sua situação: assombrar a casa assombrada (parece piada, mas não é). Com a ajuda de Florence, ela começa a investigar o passado da casa, construída pelos invasores franceses durante a ocupação entre 1862 e 1893. Quanto mais escava, mais profundas começam a ser as manifestações e seu pai também passa a agir de maneira estranha. Agora, resta a Jade contornar os problemas existentes — e aqueles que ela mesma criou — para salvar o que resta da sua família.
Olha, eu comprei esse livro na BF do ano passado por causa das recomendações que via em todo canto. Pensei que ia ter um pouco mais das lendas do Vietnã e coisa do tipo, de fato a história de fundo é até interessante em certo ponto, mas muito pouco explorada para empolgar. Esse livro me fez refletir que algumas narrativas funcionam melhor em audiovisual que em prosa, como é o caso dessa. Não só pelo tema da casa assombrada, mas pela própria atmosfera da história em si.
Não gostei. Achei a personagem chata, mas relevei pela idade, no meio da crise de hormônios nenhum adolescente age com o mínimo do discernimento, talvez por isso os autores de YA gostem tanto de usar essa faixa etária para compor seus livros, fica claro que eles têm pré-disposição para idiotice e são fáceis de manipular. Jade era insossa, infantil, pagava de forte, mas não sabia sequer o que queria de verdade e o tempo todo só arrumava desculpas para voltar atrás no que tinha dito ou se proposto a fazer. Aliás, outro ponto que me incomodou muito foi a ausência de notas de rodapé, havia muitas expressões e palavras em vietnamita e francês, muitas vezes a tradução vinha no meio do texto e em outras não.
O romance dela com Florence também não colou comigo, a tentativa de slowburn foi bem fraca, além do que eu não sou chegada em GL, então não dava muito mérito pra essa parte do enredo (e tenho todo direito de não gostar, não sou obrigada a nada). Não foi nada do que eu estava esperando e, se algo realmente me pegou de surpresa, foi um detalhe no final que eu não estava esperando, porque todo o resto foi bem fácil de prever. Não quero dizer com isso que o livro é ruim, só não foi pro meu gosto. Talvez eu tenha lido na hora errada, talvez a atmosfera não tenha servido pra mim, não sei. Mas é isso, não curti. Me soou muito como um livro americano ambientado no Vietnã, não senti de verdade aquela raiz vietnamita com cultura, costume e curiosidades, parecia só uma personagem americana de férias no Vietnã.
Talvez daqui um tempo eu leia de novo e quem sabe goste, nessa primeira experiência não fluiu comigo. Feliz por quem gostou.
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