quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Resenha de Filme: A Arte da Conquista

Sinopse: George Zinavoy (Freddie Highmore) é um jovem que acredita que o ser humano nasce e morre sozinho. Para ele, de nada adianta viver de ilusão. Com a mente totalmente ocupada por esta linha de pensamento, ir à escola, participar das tarefas ou fazer os deveres de casa tornam-se algo a ser desprezado. Mergulhado em sua amargura, ele acaba conhecendo a bela Sally Howe (Emma Roberts) e algo de diferente acontece. Com ela, ele faz novas amizades e começa a sentir novas sensações, sem saber ainda ao certo o significado. No meio do caminho, os dois conhecem Dustin (Michael Angarano), um artista de sucesso apresentado pelo professor de arte, dando início a um inesperado triângulo amoroso.


Achei o filme fantástico, a visão de mundo de George é fascinante assim como sua inteligência invejável ele nos transporta para uma linha de pensamento lógica e oposta a tudo com o qual estamos acostumados, eu me identifiquei muito com ele, a maneira como ele enxerga as coisas e em certas partes a forma como ele lida com as situações.

George vivia no seu mundo, e desacreditava no propósito das coisas, achava que a vida era nada mais que uma ilusão passageira até encontrar Sally e finalmente começar a desfrutar de um lado do mundo que até então desconhecia, sensações novas que ele ainda não sabia serem possíveis e assim sentir a vida além de suas próprias percepções. Nessa parte o filme mostra como é importante a gente demonstrar o que sente, muitas vezes acabamos perdendo as pessoas que amamos sem ter falado tudo aquilo que sentíamos. E acho que o filme ainda vai além disso, é uma procura por si mesmo, George busca em Sally algo que ele desconhece sentimentalmente, mas muito mais que isso, ele acaba achando a si mesmo, o filme tem uma passagem principal que eu acho que é o que costura toda a trama, mostra que tudo é possível, quando você realmente se propõe a alguma coisa os obstáculos minimalizam-se, e é isso que ele faz quando consegue executar todas as tarefas do ano que na minha concepção representam tudo o que ele estava escondendo dentro de si mesmo por medo da vida, e quem nao tem? Essa acho que foi a parte que mais me identifiquei no filme:

Isso nos leva a pensar que coisas sobre o qual temos controle assustam mais, há muito mais na vida a se temer com toda a pressão a que somos submetidos constantemente e o mundo cada vez mais cruel no qual vivemos não é da morte que temos que ter medo, é da vida. A gente na verdade nunca sabe ao certo como agir ou o que fazer com a nossa vida e essa questão é clara na hora que George descobre a si mesmo, é o primeiro passo para se chegar ao nosso caminho: Encontrar-se ao mesmo tempo em que se perde.

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