sábado, 9 de agosto de 2014

Cidades de Papel - John Green - Resenha

Oi blogueiros! Finalmente estou aqui com a resenha de Cidades de Papel, mais um livro do Jonh Green, esse que eu ganhei da minha irmã pelo meu aniversário. (Os outros dois eu ganhei do meu pai. Obrigada solteirice!). Como eu falei para vocês no último post, a demora para terminar de ler esse livro foi única e simplesmente o horário apertado com os livros que eu estou revisando para publicação. Hoje eu passei uma tarde maravilhosa com o João Paulo, o corretor do livro da editora, estávamos vendo e revendo alguns erros e aspectos linguísticos da obra. Então, eu tenho estado com uma agenda bem apertada. Já começamos a montagem de Sleeping Beauty, a Lily está dando uma última revisada nos arquivos (afinal revisar nunca é demais) e estamos consertando alguns erros que passaram despercebidos. Mas enfim, vamos voltar para Jonh Green.

Sinopse:  Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.

Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.
Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.



Enredo: Quentin (Q) e Margo Roth Spiegelman são amigos desde criança, Q ama Margo desde que se entende por gente e certa vez, enquanto os dois estão andando de bicicleta pela rua, encontram um homem morto no parque. A visão deixa Q apavorado, mas tem um efeito contrario em Margo que se vê questionada, fascinada e até mesmo atraída de uma maneira filosófica pelo estranho. É a partir desse conhecimento que se forma o universo de papel.
O tempo passa e eles mudam, Margo é a garota popular, vulgo rainha da escola, que todos adoram, seguem e querem agradar. E Quentin é apenas um adolescente nerd  que tem como melhores amigos dois caras da banda: Radar e Ben. Mundos diferentes, mas um sentimento que transcende o tempo: Quentim ainda ama Margo. Certa noite a garota aparece toda vestida de preto, com o rosto pintado, convidando o garoto para uma missão noturna em onze partes e depois de hesitar um pouco, Q decide ajudá-la e ambos embarcam em uma aventura de vingança e adrenalina, invadem casas e prédios, aprontam com os amigos de Margo e com o "inimigo" de Q, o garoto sente-se livre e feliz como nunca, como se sua antiga amiga de infância tivesse voltado. Mas Margo desaparece no dia seguinte, como das outras vezes, Q pensa que ela logo vai voltar para casa, mas ela não volta. Ele descobre então uma série de pistas que supostamente o levarão a ela. Quentin junta-se a seus amigos Ben e Radar e também à Lacey, uma amiga de Margo com quem Ben começou a sair, para juntar as pistas e tentar decifrar o paradeiro da menina. Em meio a isso tudo, Quentin vai perceber que a ideia que ele tem de Margo não corresponde a quem ela realmente é.

O que eu achei: Como sempre o livro é com um nerd, que encontra a garota perfeita que é tão ou mais nerd que ele. Até ai tudo okay, isso é característico do John Green, eu levei tipo, uns sete capítulos até me envolver de fato com a história. Ela é cheia de palavrões, tem um senso de humor razoável, teve algumas partes que eu ri pra caramba tipo: "Deus, dai-me forças! Sou o único adolescente nos Estados Unidos que sonha em dormir com as garotas, e  dormir.", mas a base do livro mesmo é mais voltada pra filosofia, J.G. é um nerd da escala mais alta né? Não há quem duvide. Uma coisa que eu gostei pra caramba foi como ele envolveu o poema Canção de mim mesmo do Walt Withman no texto, as supostas pistas de Margo também foram muito bem arrumadas e os personagens são envolventes, mas não marcantes. Pelo menos não pra mim. De todos o que eu mais gostei foi Radar. Como eu disse, o livro em si é muito filosófico, abrange desde a essência de sentimentos humanos, até a maneira como idealizamos as pessoas, o que nesse último caso é muito válido, nós visualizamos as pessoas em nossa mente e achamos que a conhecemos, mas nem sempre, por mais tempo de convivência que você tenha, ela se mostra verdadeiramente para você, às vezes nós criamos "versões" de nós mesmos para as pessoas, como máscaras usadas para esconder quem somos, Margo era essa personagem idealizada no livro, o nome Cidades de Papel não é referente apenas ao fato de uma cidade fictícia criada num mapa para preservar o copyright, mas sobre a superficialidade humana, sobre a maneira que as pessoas se acomodam com o papel que representam para os outros e o que fazem com suas vidas.

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