Autor: Sêneca
Ano: 49 d.C.
Sinopse: De Brevitate Vitae é um ensaio moral composto por Sêneca, um filósofo estoico da Roma antiga, a seu amigo Paulino. Neste escrito o filósofo levanta vários princípios estoicos sobre a natureza do tempo, como por exemplo, que os seres humanos despendem muito de seu tempo perseguindo objetivos sem valor ou sentido.
Esse foi um dos livros mais difíceis que eu já li. Por não conhecer o movimento estoico e saber muito pouco sobre Sêneca, fiquei meio perdida nas analogias que ele fez e no próprio teor dos ensaios. Nem vou tentar dar uma de inteligente e vir aqui explicar sobre o que o livro fala porque certamente vou falhar, no entanto, vou me ater ao que entendi das três cartas escritas por ele.
Em sua primeira carta, a Paulinus, Sêneca faz um grande discurso sobre a importância da vida simples e do próprio ato de viver em detrimento da própria vida e nao da grandeza. Ele censura aqueles que vivem em prazeres breves e ilusórios, que buscam a grandeza e que vivem imersos em preocupação. Para ele, essas pessoas estão perdendo um precioso tempo de vida. Segundo o autor a vida plena consiste em praticar as virtudes, ter uma mente afiada para os estudos do que e realmente importante, pois ha saberes inúteis, e aproveitar cada minuto com consciência filosófica. Segundo ele, a vida e suficientemente longa para aqueles que sabem de fato vivê-la, estes nao temem a morte. Aqueles, por outro lado, que desperdiçam os dias em prazeres inúteis e preocupações, temem a morte e nubca encontram saciedade em nada.
Na segunda carta, dirigida a sua mãe Helvia, ele apresenta um consolo para ela uma vez que se encontra no exílio, discorrendo sobre sua estada em um lugar distante e encorajando a mãe a não se entregar ao sofrimento da distância, mas manter-se firme com as alegrias que a cercam. Também discorre a respeito do real necessário para a sobrevivência de um homem afirmando que quanto mais forte a mente, mais adaptável é o ser. Sêneca demonstra desprezo por aqueles que se apegam em pequenezas e temas supérfluos enaltecendo os que se dedicam ao estudo, a virtude e a simplicidade.
Na terceira carta, endereçada a seu amigo próximo Serenus, o autor discorre sobre o caminho para se ter uma mente serena. Das três essa foi a carta que eu entendi menos, achei a mais complexa e de linguagem mais difícil, nele Sêneca discorre sobre a importância de viver livre de vícios, no pensamento profundo sobre coisas necessárias, mas na importância igual do lazer para a mente que precisa de descanso tanto quanto o corpo. Ele elabora que uma vida livre de preocupações e com trabalho digno e sério aliado a um descanso necessário é a chave para uma mente forte e tranquila.

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