domingo, 26 de abril de 2026

[Drama] I May Love You

 Original: 对你不止是喜欢

Ano: 2023

Gênero: Romance, comédia

Episódios: 24

Sinopse:  Tang Xin é uma roteirista que há anos é apaixonada por seu chefe, Tang Yu. Mas Tang Yu está perseguindo sua melhor amiga, então ela mantém em silêncio seus sentimentos não correspondidos... até que sua amiga o rejeita. Pensando que esta é finalmente sua chance de ser honesta sobre como se sente, Tang Xin confessa. Percebendo que não há possibilidade entre ela e Tang Yu, e magoada com sua rejeição, ela opta por renunciar e seguir em frente. Mas a saída de Tang Xin não agrada Tang Yu; o que acontecerá entre os dois quando ela tentar se afastar dele e ele tentar puxá-la de volta?

 Tang Xin se apaixonou pot Tang Yu a primeira vista quatro anos atrás. Ela se candidatou a uma vaga de roteirista na produtora dele para poder ficar mais perto do seu crush, mas tudo muda quando Tang Yu lhe pede para ajudá-lo a perseguir sua melhor amiga Ming Zhu. Desapontada, ela esconde seus sentimentos, mas o ajuda na direção contrária determinada a não permitir que ele fique com ela e, ao mesmo tempo, se aproximando mais dele enquanto forma um laço de proximidade e amizade. Quando as coisas dão errado e Ming Zhu se casa com outro homem, tudo parece perdido e Tang Yu continua sendo pressionado pela mãe para se casar.

Tang Xin sabe esperar o momento certo para enfim se declarar para ele, mas quando finalmente consegue coragem para isso, é rejeitada e ele diz que eles não são uma boa combinação. Magoada, ela decide largar o emprego na produtora e vender os direitos autorais do seu livro, Um Sonho Para Você, para um renomado diretor de cinema meio "rival" de Tang Yu. Só que quando ela vai embora, Tang Yu começa a perceber os próprios sentimentos e decide ir atrás dela, mas Tang Xin já está magoada e decidida a mantê-lo fora da sua vida. Enquanto isso, Tang Ding Ding, irmã de Tang Yu, se aproxima de Tang Xin e acaba sendo escolhida como protagonista do filme do seu livro é quando Lu Zhi Xing entra no seu caminho e os dois se aproximam.

Determinado a não permitir que ela vá embora, Tang Yu se empenha em perseguir Tang Xin enquanto, nos bastidores, Tang Ding Ding e Lu Zhi Xing  vão descobrindo sentimentos além das páginas do roteiro.

Comecei esse drama sem muita expectativa, nos primeiros episódios ele não me ganhou muito, mas conforme avança vai ficando melhor. Confesso que não shippei muito Tang Yu com Tang Xin nos primeiros episódios, eles só começaram a ganhar minha simpatia ali pelo episódio 7 a 8 em comparação, Lu Zhi Xing e Tang Ding Ding me ganharam desde o primeiro momento, e se teve algo que me deixou desapontada nesse drama foi não ter desenvolvido eles da forma como mereciam. Em matéria de química eu não tenho do que reclamar, os dois casais seguram bem a dinâmica e nos oferece romances consistentes.

Uma das coisas mais legais é ver todo o processo por trás da construção de um filme, apesar do drama não explorar essa parte com detalhes, foi muito gostosinho de assistir. As interação de Ding Ding e Lu Dao eram minhas favoritas, eles tinham aquela química descomplicada que funcionava em olhares, em gestos, em atitudes de um com o outro. E eu ficava meio frustrada porque eles apareciam muito pouco. A cena que ele resgata ela quando o cabo rompe foi minha favorita do drama todo. Shippei muito. Achei uma pena a gente não ter nem um vislumbre do resultado do filme, mas tudo bem, acompanhar o processo foi bem divertido. Num balanço geral eu gostei muito da série, minha nota ficou 7 porque ele passa por uma fase meio chatinha e meu casal aparece muito pouco, não desenvolveram ele direito. Ainda assim é um drama muito bom, recomendo pra quem procura uma história levinha. 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

[Livro] O Conde de Monte Cristo - TOMO 3

 Original: Le Comte de Monte-Cristo

Ano: 1844 a 1846

Gênero:  romance de aventura

Sinopse:  Um dos maiores clássicos da literatura francesa há mais de 150 anos, “O conde de Monte-Cristo” gira em torno de Edmond Dantè, que é preso por um crime que não cometeu. Ao sair da prisão, Edmond vai à busca de vingança contra seus inimigos. Uma trama repleta de reviravoltas dignas de um jogo de xadrez.

 É aqui que a vingança começa de verdade. 

O terceiro tomo continua a partir do final do segundo e vemos os primeiros movimentos de Edmond contra seus inimigos. Ele ataca onde dói mais e é meticuloso ao ponto de mal percebermos que é ele que está movimentando o jogo em torno dos personagens. O primeiro a pagar a sentença é Caderouse, que é traído pelo colega de cela, Benedetto, e acaba indo roubar a casa do conde, mas é pego por ele sob o disfarce de Abade Busoni. O julgamento de Caderouse é rápido e certeiro e o conde ainda usa isso como ponte para atingir seu próximo alvo: Villefort. Enquanto isso não acontece, ele lida com Danglars e com Morcef. O primeiro a cair é Morcef que tem seu passado exposto no jornal e, quando tenta provar na câmara dos pares que é inocente, Haydee aparece para destruí-lo por completo. O segundo a cair é Danglars, o auge do banqueiro declina por completo com uma sucessão de falhas que o leva a falência. Monte Cristo o segue até sua rota de fuga e o deixa completamente depenado.

O último a cair é Villefort. Com esse a sucessão de tragédias é mais lenta e encadeada. Em especial porque envolve Valentine, uma das subtramas do romance. A queda dele é lenta, gradual e tão cruel quanto as outras, se bem que achei o fim dele muito fácil. Dos três Danglars foi o único que eu achei que se safou de certa forma, ele faliu, mas ainda saiu até que bem no fim das contas e essa foi uma das coisas que me deixou desapontada no livro. A segunda coisa foi o final, eu esperava bem mais, confesso, depois de toda a vingança ver Monte Cristo no topo era o mínimo, até pensei que ele podia dar outra chance pra Mercedes, mas depois do que aconteceu compreendo que não daria mais certo. Mas a impressão que eu tive foi que ele perdeu o rumo depois de se vingar, como se nada mais fizesse sentido pra ele, isso me deixou frustrada.

Ainda assim foi um dos melhores livros que já li, ele merece a fama que tem. Há várias subtramas que são fechadas, embora o futuro de alguns não fique claro e seja deixado a cargo da nossa imaginação. O narrador é um caso a parte, esse livro inteiro é uma aula de narrativa. Eu gostei demais. 

domingo, 19 de abril de 2026

[Livro] O Conde de Monte Cristo Tomo 2

 Original: Le Comte de Monte-Cristo

Autor: Alexandre Dumas

Ano:  entre 1844 e 1846

Gênero: romance de aventura

Sinopse:  Um dos maiores clássicos da literatura francesa há mais de 150 anos, “O conde de Monte-Cristo” gira em torno de Edmond Dantè, que é preso por um crime que não cometeu. Ao sair da prisão, Edmond vai à busca de vingança contra seus inimigos. Uma trama repleta de reviravoltas dignas de um jogo de xadrez. 

 Instalado em um palacete num bairro nobre de Paris, Monte Cristo finalmente chega à França e vai dar a seu amigo Albert, visconde de Morcef, a alegria de sua promessa feita na Itália meses atrás. Aos poucos, Monte Cristo é inserido na alta sociedade parisiense, revê os amigos de Albert e conhece, pela primeira vez, seus pais de quem recebe eterna gratidão. Revendo seus velhos inimigos, Edmond inicia sua trilha de vingança sutil e pacientemente, sondando seus traidores, se inteirando de suas vidas e de seus segredos e começando os primeiros passos de sua retaliação.

O livro ainda traz subtramas que, de início, não parecem fazer muito sentido, mas depois se encaixam com perfeição, é recheado de voltas no passado de outros personagens e, sinceramente, aconselho a quem for ler que leia os tomos em sequência, não passe muito tempo entre um e outro, eu mesmo levei dois anos de hiatus entre o primeiro e o segundo tomo, tive dificuldade de lembrar todos os personagens e reconhecer todos os inimigos logo de cara. Levou umas duzentas páginas pra me reiterar na história. 

Esse segundo tomo não traz grandes acontecimentos, é um arco mais preparatório, acredito que a vingança em si ocorrerá no terceiro tomo onde Monte Cristo vai começar a atacar efetivamente seus inimigos embora ainda nesse tomo 2 ele tenha causados certos estragos com um segredo de Villefort envolvendo Danglars, mas, ainda assim, não foi uma vingança direta, foi mais um ataque preventivo. E isso já acendeu as suspeitas de Villefort, claro, que ainda não sabe se Monte Cristo é amigo ou inimigo e começou a investigá-lo. E, devo dizer, Edmond aprendeu muito mais que ciência e literatura com o abade Faria, o homem é um gênio dos disfarces e um mentiroso de primeira categoria.

Embora não tenha sido um arco de grandes avanços, confesso que foi bem instigante. Estou amando muito essa história. 

sábado, 11 de abril de 2026

[Filme] Uma Mulher Diferente

 Título original: Différente

Direção: Lola Doillon

Roteiro: Lola Doillon 

Ano: 2025

Gênero: Comédia Romântica

Sinopse:  Acompanha uma brilhante documentarista chamada Katia que, aos 35 anos, trabalha numa produtora de documentários. Quando o assunto é amor, porém, a jovem ainda parece perdida, marcada por um histórico de relacionamentos caóticos. Um novo trabalho, entretanto, abre um mundo inédito para ela, que descobre que seu jeito diferente tem um nome. O diagnóstico de autismo liberta a pesquisadora, despertando-a para uma nova parte de si mesma. Ao dar forma aos seus sentimentos, Katia passa a navegar seu namoro com Fred e as relações ao redor de outra maneira.

O filme acompanha a documentarista Katia, ela trabalha em uma produtora como pesquisadora e quando um colega lhe confia para a entrevista de um documentário sobre o autismo na França ela fica desconfortável, mas não consegue recusar, quando faz a entrevista e começa a descobrir mais sobre o tema ela começa a ter identificações. Fazendo a pesquisa para a matéria ela passa a ter ainda mais dúvidas sobre ter algo diferente nela. Seu relacionamento com Fred, seu namorado, também anda caótico. Curiosa, ela acaba indo fazer uma avaliação com uma psicóloga especialista em autismo e, para seu alívio, acaba sendo diagnosticada como autista, mas é só o começo da jornada, agora ela precisa enfrentar o julgamento do namorado que não entende a sua condição além da própria mãe que não aceita o diagnóstico. 

Confesso que não foi nada do que eu esperava, mas, ainda assim consegui perceber muitas semelhanças com a protagonista, eu também fui diagnosticada aos 35 e foi uma mistura de medo e alívio. O desconforto com empregos, com pessoas, com ambientes sociais, a necessidade de ficar em casa no meu quarto, a falta de trato social, a recusa em atender telefone e tantas outras coisas. A única parte que não me identifiquei foi no relacionamento porque até eu só tentei uma vez e vi que não dou pra isso. As dificuldades enfrentadas pela protagonista são muito reais, um turbilhão acontece quando você tenta se entender e vive num mundo em que ninguém te entende. Graças a Deus eu não tive familiares que invalidaram meu diagnóstico (eu mesma fiz isso comigo mesma no começo), mas viver nesse mundo ainda é muito difícil e o esforço que a protagonista faz todo dia só pra existir eu me identifico porque sinto o mesmo. Em tempos que "todo mundo é autista" acho um filme muito válido, ele não estereotipa o autismo, pelo menos não achei, e trata do assunto de forma crua como deve ser.  

[Livro] O Claustro

 Autor: Pri Kerche

Ano: 2022    

Gênero: Drama

Sinopse: Ludovico é um jovem imigrante alemão que fugiu do pai violento e veio construir uma vida nova no Brasil do Séc. XIX.

Décadas mais tarde, Maurício é um professor de literatura que tem sua vida virada de cabeça para baixo após um assalto. Tímido e sistemático, ele está a envelhecer sozinho no antigo casarão da família, sem dar ouvidos aos amigos que tentam resgatá-lo da melancolia.

Enquanto isso, o porão daquela casa esconde um segredo que mexerá com a vida de todos. E um garoto ruivo, nascido sem família e sem chance alguma na vida, receberá um legado inesperado do qual não conseguirá fugir.

O que essas três histórias têm em comum? E como elas vão se entrelaçar?

Entre neste Claustro e veja com seus próprios olhos.

 A história acompanha quatro gerações de uma família entre os anos 1800 e 1900, as reviravoltas, destinos marcados pelas mudanças históricas e de coração iniciando com o patriarca Ludovico vindo da Alemanha para o Brasil em meados de 1800 fugindo de um destino imposto pelo rigido pai militar. Passando por seu filho Lauro que se apaixonou por uma negra cuja liberdade ele comprou, e se viu vítima do mesmo destino que o pai de Ludovico lhe impôs anos antes. De Lauro seu legado segue para seu filho, Pedro que ao contrário dos outros dois não foi um bom administrador dos bens da família e por fim, caindo em Maurício cujo destino trágico é onde inicia a história. Acompanhando tramas secundárias que se interligam à ramificação da família germano-brasileira, cada um com seus dilemas e traumas próprios, elas tornam a trama do romance ainda mais complexa e rica criando uma teia de acontecimentos que se interligam em um desfecho inesperado.

Peguei esse livro no kindle ano passado e estava curiosa sobre ele por ver a indicação de uma professora de storytelling que sigo no instagram. De início eu pensei que ia ler um romance super complexo daqueles no melhor estilo Isabel Allende e foi mais ou menos o que eu encontrei mesmo, embora não fosse o romance romântico que eu estava esperando. A teia costurada pela autora se assemelha bastante com a prosa de Allende e de Garcia Marquez embora, deste último, eu tenha notado apenas a elegância estilística e não a complicação desnecessária de fatos que vi em Cem Anos de Solidão (que, inclusive, ainda não consegui terminar por falta de paciência).

A maneira como temos acesso ao plano de fundo dos personagens envolvidos, conhecemos suas histórias e o que culminou no seu estado atual durante a narrativa desperta, ao mesmo tempo, a empatia e a revolta porque suas histórias não são meramente ficcionais, mas muito reais. Dolorosamente reais, eu diria. A maneira como o Brasil do século XIX é retratado tem uma fidelidade louvável, são histórias que saltam das páginas e nos convidam a uma viagem no tempo. Quero acreditar que no meio dos horrores da escravidão pela qual o Brasil, um dos últimos países a abolir, passou existiu um Ludovico e um Lauro que viam seres humanos e não peças.

 Fiquei triste pelo rumo trágico da vida de Maurício e que ironia o seu desfecho. A gente acaba refletindo sobre como a vida é breve e não adianta perder tempo ajuntando tanto se vamos embora sem nada além de terra na cara. O legado de Ludovico acabou quase desaparecendo não fosse pelos negros que tinham carinho por ele, seu nome teria desaparecido e permanecido apenas na mente daquele indigente cheio de culpa que deu uma guinada no próprio destino. A história é realista, bem amarrada e imersiva. Gostei bastante e mesmo não tendo sido nada do que eu estava esperando me surpreendeu de um jeito bom, apesar do final quase agridoce. Não acho, contudo, que é um romance para qualquer pessoa. No meio de um mundo de livros de entretenimento, esse aqui tem alma particular que só vai agradar leitores com sensibilidade aguçada e fãs de tramas inteligentes.

Recomendo muito. Foi um dos melhores nacionais que eu já li. Como os movimentos de uma sinfonia tal e qual são divididos seus capítulos, ele se descortina para nós com suavidade, força e a pura arte da vida.

terça-feira, 7 de abril de 2026

[Livro] A Inexplicável Livraria da Cerejeira

 Original: 桜待つ, あの本屋で

Autor: Takuya Asakura

Ano: 2025

Gênero: realismo mágico                                                                                                                                                 

Minha irmã e eu compramos esse livro pela capa (sim, a gente julga o livro pela capa) e quando comecei a ler ele me lembrou bastante A Doceria Mágica da Rua do Anoitecer. A diferença crucial é que aqui são  histórias que tratam, de diferentes formas, do luto. E ao invés de doces o desejo que abre o portal aqui é feito em condições especiais conectados com um livro. Na primeira história, Mio luta com o luto após a morte da mãe. Ela descobre coisas que fazem mudar a visão que tinha da mãe e despertam a culpa por ter se afastado dela. Desejando poder ver a mãe mais uma vez, Mio lê O Pequeno Príncipe, livro que a mãe lia para ela quando criança e abre o portal para a livraria Sakura, uma livraria café que fica em lugar nenhum entre o tempo e o espaço. Ali, Mio tem a chance de descobrir o que realmente aconteceu no passado e preencher as lacunas da sua memória.

A segunda história acompanha as gêmeas Shiho e Kaho que lutam contra a perda do melhor amigo de infância Shoma. A perda do amigo causou um desentendimento entre elas que as afastou. E é enquanto leem Peter Pan, recordando do passado, que acabam na livraria Sakura e têm a chance de resolver os maus entendidos que as assombraram durante anos. A terceira história fala sobre Shingo, um maquinista aposentado que lida com a perda da memória após um derrame. Ele não lembra que a esposa Yuriko, faleceu há cinco anos e ainda a espera. Vivendo numa casa de idosos, Shingo tenta se lembrar do que havia prometido a esposa quando a pediu em casamento e enquanto lê o livro favorito da esposa, acaba indo parar na livraria Sakura e tem a chance de revê-la.

Por fim, na ultima história, Sanae lida com o desaparecimento da sua mãe quando ela tinha cinco anos e assiste o pai se recusando a lidar com o luto. Ela vai parar na livraria Sakura não por um desejo específico, mas ao ler o autor favorito da mãe e acaba sendo transportada. Lá ela conhece Sakura, a habitante da livraria que se parece muito com a sua mãe, e essa jovem mulher lhe dá dicas para lidar com o luto tardio do pai e incentivá-lo a seguir em frente publicando seu próximo romance parado desde o desaparecimento da esposa.

É um livro muito bonito, as histórias são intensas ao seu modo bem naquele estilo japonês de criar. Tinha horas que eu visualizava tudo como um anime.  O título do livro se dá porque o autor tenta explicar a origem da livraria e falha miseravelmente, nem a Sanae entendeu e nem eu. Ainda assim, foi um jeito muito delicado de tratar o luto e fico só pensando como seria bom poder receber um milagre como esse no decorrer do processo de luto por uma pessoa amada. É um período tão difícil, só quem já passou sabe. As histórias são bem construídas, os personagens, embora não tão marcantes, são bem feitos e apesar de não ter achado a linha central da história tão intrigante a maneira como ela lida com o tema sensível me tocou.