Direção: Lola Doillon
Roteiro: Lola Doillon
Ano: 2025
Gênero: Comédia Romântica
Sinopse: Acompanha uma brilhante documentarista chamada Katia que, aos 35 anos, trabalha numa produtora de documentários. Quando o assunto é amor, porém, a jovem ainda parece perdida, marcada por um histórico de relacionamentos caóticos. Um novo trabalho, entretanto, abre um mundo inédito para ela, que descobre que seu jeito diferente tem um nome. O diagnóstico de autismo liberta a pesquisadora, despertando-a para uma nova parte de si mesma. Ao dar forma aos seus sentimentos, Katia passa a navegar seu namoro com Fred e as relações ao redor de outra maneira.
O filme acompanha a documentarista Katia, ela trabalha em uma produtora como pesquisadora e quando um colega lhe confia para a entrevista de um documentário sobre o autismo na França ela fica desconfortável, mas não consegue recusar, quando faz a entrevista e começa a descobrir mais sobre o tema ela começa a ter identificações. Fazendo a pesquisa para a matéria ela passa a ter ainda mais dúvidas sobre ter algo diferente nela. Seu relacionamento com Fred, seu namorado, também anda caótico. Curiosa, ela acaba indo fazer uma avaliação com uma psicóloga especialista em autismo e, para seu alívio, acaba sendo diagnosticada como autista, mas é só o começo da jornada, agora ela precisa enfrentar o julgamento do namorado que não entende a sua condição além da própria mãe que não aceita o diagnóstico.
Confesso que não foi nada do que eu esperava, mas, ainda assim consegui perceber muitas semelhanças com a protagonista, eu também fui diagnosticada aos 35 e foi uma mistura de medo e alívio. O desconforto com empregos, com pessoas, com ambientes sociais, a necessidade de ficar em casa no meu quarto, a falta de trato social, a recusa em atender telefone e tantas outras coisas. A única parte que não me identifiquei foi no relacionamento porque até eu só tentei uma vez e vi que não dou pra isso. As dificuldades enfrentadas pela protagonista são muito reais, um turbilhão acontece quando você tenta se entender e vive num mundo em que ninguém te entende. Graças a Deus eu não tive familiares que invalidaram meu diagnóstico (eu mesma fiz isso comigo mesma no começo), mas viver nesse mundo ainda é muito difícil e o esforço que a protagonista faz todo dia só pra existir eu me identifico porque sinto o mesmo. Em tempos que "todo mundo é autista" acho um filme muito válido, ele não estereotipa o autismo, pelo menos não achei, e trata do assunto de forma crua como deve ser.

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