Ano: 2007
Direção: Mikael Håfström
Gênero: Terror, Suspense, Terror psicológico, Drama, Fantasia, Mistério
Roteiro: Matt Greenberg, Larry Karaszewski, Scott Alexander
Sinopse: Mike é um famoso escritor de livros sobre lugares mal-assombrados. Ele resolve explorar o quarto 1408 do hotel Dolphin, local em que ninguém coloca os pés há muito tempo. Sem dar atenção às advertências do gerente, ele descobre o verdadeiro significado do terror quando passa uma noite no misterioso recinto.
Mike é um escritor desiludido tentando lidar com a perda de sua filha Kate, falecida por um câncer. Ele larga sua carreira como escritor de romances inspiradores e mergulha no mundo da escrita paranormal visitando lugares com fama de assombrados para tentar documentar em tempo real e provar a existência de fantasmas como um intuito de, talvez, conseguir um contato com a sua filha. Porém, não importa por quantos lugares passe não encontra evidências reais de vida após a morte ou assombrações. Como bom cético que é, Mike afunda cada vez mais em desilusão, descrença e começa a sentir tédio.
Sua carreira não anda muito bem, seus livros vendem muito mal, ninguém comparece as suas noites de autógrafo, ele está, lentamente, chegando ao fundo do poço. Enquanto checa sua correspondência ele recebe um cartão postal do hotel Dolphin dizendo para não se hospedar no quarto 1408. Em suas pesquisas, ele descobre que várias mortes aconteceram dentro do quarto considerado muito mal assombrado, ele tenta fazer uma reserva no hotel, mas não consegue, dizem a ele que o quarto está indisponível. Ele liga então para seu editor no jornal de Nova York e finalmente consegue reservar o quarto.
Quando chega ao hotel, o gerente tenta convencê-lo a não ficar no quarto usando todos os argumentos possíveis, mas Mike se mostra irredutível e é enfim colocado no quarto junto ao arquivo de todas as pessoas que morreram lá. De início parece tudo bem, mas ele logo vai descobrindo que se não há fantasmas dentro daquele quarto, aquela força obscura que se esconde naquelas paredes tampouco pretende deixá-lo sair.
Eu devo ter visto esse filme pela primeira vez em meados de 2008 a 2010, não lembro bem, mas marcou na época e, agora que revi, marcou de novo. Ele tem aquele tipo de terror psicológico que não precisa apelar para dar medo, o terror está nos detalhes, na atmosfera sufocante do quarto, na maneira como o lugar mexe na mente de Mike a ponto dele esquecer completamente quem é. E talvez o terror mais eficiente seja exatamente esse, o mental. Nossa mente é frágil e não precisa de muito para quebrá-la em fragmentos. Mike entrou no quarto como um cético e saiu de lá com a certeza que o mal existe e não precisa ter uma forma.
Acho que o ponto forte da produção não é nem o terror, mas a maneira como o personagem vai evoluindo devagar, começando a acreditar de novo porque, pela primeira vez, ele se deparou com algo que não pode explicar e que, ao mesmo tempo, lhe mostra que a dor, independente da intensidade e da compreensão, passa quando é entendida, permitida, vivida. O luto não é pra sempre e a filha dele permanecia viva para sempre dentro dele, o quarto usou sua maior dor para trazer sua maior libertação. Ele foi o único que saiu vivo do 1408, mas não saiu como entrou. Recomendo demais, filmão. Sei que é um conto do Stephen King e com certeza planejo ler.

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