terça-feira, 11 de agosto de 2026

[Livro] O Iluminado

 Original: The Shining

Autor: Stephen King

Ano: 1977

Gênero: Terror, suspense, drama 

Sinopse:  Em O iluminado, quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador no velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeiras. Não mais o sofrimento da esposa, Wendy. Tranquilidade e ar puro para o pequeno Danny livrar-se das convulsões que assustam a família. Só que o Overlook não é um hotel comum. O tempo esqueceu-se de enterrar velhos ódios e de cicatrizar antigas feridas, e espíritos malignos ainda residem nos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança. É uma sentença de morte. E somente os poderes de Danny podem fazer frente à disseminação do mal.

 

Jack Torrance após algumas desventuras causadas tanto pelo seu gênio difícil, quanto pelo seu vício em álcool, consegue, com a ajuda de um amigo, um trabalho de zelador em um antigo hotel no alto do Colorado. Sua missão seria manter o hotel em perfeito estado durante os meses de inverno para que sua reabertura acontecesse sem problemas no início de Maio. Assim, Jack se mudaria para o hotel com a esposa e o filho pequeno durante esse período. O problema é que o próprio hotel testemunha contra si mesmo, o antigo zelador, que ficou hospedado com a família na última temporada, assassinou as próprias filhas e a esposa e depois se suicidou, além dos inúmeros assassinatos e mortes que ocorreram no hotel ao longo de sua extensa história.

Jack, por sua vez, não parece ver problema nisso. Ele garante ao gerente que ficará bem e, embora o contratante não esteja satisfeito com ele, o acordo de trabalho é firmado. No fim da temporada, Jack e a família se mudam para o hotel e recebem as últimas recomendações para passar o inverno com segurança. Tanto Wendy, a esposa, quando Danny, o filho, estão inseguros com aquele lugar, mas se mantêm firmes por saberem quão importante é aquele emprego para o pai desde que ele foi demitido de seu último trabalho em uma escola de elite por agredir um aluno.

O filho de cinco anos do casal, Danny, é o que se chama de iluminado. Pessoas com a capacidade de ver e prever coisas que pessoas normais não conseguem. O cozinheiro do hotel, Halloran, o adverte a não entrar em um certo quarto e a ficar longe da topiaria onde há arbustos em formato de animais. Ele não explica o exato motivo da advertência, mas faz o menino prometer que evitará esses lugares e o menino promete. 

O começo do inverno da família no hotel acontece normalmente. Jack cumpre suas funções e, no meio de caixas no porão, acaba encontrando registros antigos do hotel e sua história ao longo do tempo e quanto mais mergulha nessa história, mais ele começa a ser suado para o próprio passado com um pai abusivo e a ser dominado por uma devoção doentia ao hotel, fixado na ideia de escrever um livro sobre sua história. Os pensamentos de Jack começam a se misturar à história do hotel, a vontade de beber cresce mais ao longo do tempo e tanto Wendy quanto Danny começam a ter medo dele.

A atmosfera do lugar passa lentamente a corromper a mente do zelador que é envolvido em seu baile de máscaras acontecido muitos anos antes no hotel onde ele finalmente pode beber outra vez, mesmo que apenas na sua imaginação. E ele conhece Grandy, o antigo zelador que matou a família no ano anterior. Ele diz a Jack que o hotel quer o menino e ele precisa levá-lo para ele. Jack concorda, já enlouquecido pelo lugar e uma caçada começa onde Wendy e o filho precisarão lutar pela própria vida.

Olha, sendo bem franca, eu esperava mais. Não que o livro seja ruim, não é, mas sei lá, não foi exatamente o que eu imaginava. Tenho percebido que tenho certo problema com livros escritos por homens, em geral eu sempre gosto mais de livros escritos por mulheres. Não sei exatamente o motivo. Entendo que todo o contexto tanto acerca do passado de Jack quanto da sua infância com um pai abusivo e uma mãe omissa são importantes, mas eu achei tão enrolado. Ok, as informações ajudam a gente a ter uma visão mais profunda do personagem, mas isso podia ser feito de maneira mais "enxuta". Esse é meu terceiro livro de King e os personagens dele me irritam muito, eles são abominavelmente humanos no pior sentido da palavra. Jack é um babaca egoísta, Wendy é uma lerda idiota, Danny é a típica criança que só sabe se meter em problema.

Ainda assim, não posso dizer que odiei a história, não, até curti, embora ela tenha me causado mais repulsa que medo propriamente dito. Ainda não li um livro do King que me causasse realmente medo. Em geral até agora minhas experiências foram de raiva dos personagens e repulsa mesmo. Mas é inegável que ele consegue envolver a gente na história e com certeza pretendo ler outros livros dele. Ele criou aquele hotel amaldiçoado de forma tão perfeita que a gente chega a acreditar que ele existe de verdade. O final me pegou um pouco de surpresa, não esperava aquele desfecho, mas acho que naquelas circunstâncias foi o melhor. Não vou ter coragem de ver o filme que fizeram desse livro por motivos de ser covarde demais para ver sangue hahahaha. Se tem algo que eu posso realmente elogiar no King é sua capacidade de criar personagens que representam o pior da espécie humana.

domingo, 2 de agosto de 2026

[Drama] Komi Can't Communicate

Original: 古見さんは、コミュ症です。

Ano: 2021

Direção: Ruto Toichiro, Ishii Koji

Roteiro: Mizuhashi Fumie

Gênero: Comédia, Vida, Juventude

País: Japão

Episódios: 8 

Sinopse:  Hitohito Tadano (Takahisa Masuda) tornou-se agora um estudante do ensino médio. Em seu primeiro dia como estudante do ensino médio, ele conhece sua linda colega de classe Shoko Komi (Elaiza Ikeda) e diz oi para ela, mas ela não responde a ele. Hitohito Tadano se pergunta se ele fez algo errado com ela e, em seguida, percebe algo sobre ela. A razão pela qual Shoko Komi não respondeu a ele é que ela tem dificuldade em se comunicar com as pessoas. 

Como eu já resenhei o anime, vou me ater a falar apenas o que não funcionou nesse drama.

Pra começar, eles adaptaram o enredo todo então não tem nada a ver com o material original, criaram novos personagens, mudaram a personalidade de outros e mexeram em todo o esqueleto que faz a história de Komi ser o que ela é. Enquanto o anime consegue dosar de forma equilibrada o drama da personagem com a comédia, o drama fica exclusivamente com a carga dramática. Najimi, que além da própria Komi era o centro de diversão da história aqui passa a ser uma simples personagem secundária sem quase nenhum peso narrativo. E, enquanto no anime a gente nunca sabe de verdade se ela é um menino ou uma menina (e desconfia que é menino pelas memórias da infância e por algumas situações) aqui ela é apenas um garoto de saia. Ponto.

O drama pendeu mais pro lado de Kimi Ni Todoke, e falando francamente, um anime como Komi que tem uma comédia baseada em coisas que não dá pra adaptar num Live Action obviamente não foi feito para ser adaptado. Grande parte da fofura do anime funciona pelas expressões da Komi, e aquilo é impossível de reproduzir com atores de verdade, o tempo todo a atriz só parecia travada ou indiferente, a gente não conseguia ver que ela estava com medo ou nervosa. Os outros personagens do anime praticamente sumiram, restando apenas o Naruse, a Najimi e o Tadano além da própria Komi, os personagens novos do drama são o típico clichê colegial de dramas japoneses que não agregam muito na narrativa. 

O drama não tem nem um quarto do brilho do anime, não é divertido, não é fofo, e mesmo que tente aprofundar um pouco mais a Komi isso fica tão superficial que quase não faz diferença. Além do mais, o tempo foi curto demais para desenvolver a história direito. Achei fraco demais se comparado com o anime. Não recomendo.