sexta-feira, 22 de abril de 2016

Kama Sutra: A tale of love

Informações:

Título Original:
Título Mundial: Kama Sutra: A Tale Of Love
País de Origem: Alemanha, Estados Unidos da América, Índia, Japão, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte
Direção: Mira Nair
Ano de Lançamento: 1996
Classificação: 18, mas eu acho um exagero então 16
Gênero: Romance, drama

Sinopse: Maya é ajudante de Tara, princesa indiana. Maya foi criada com ela na corte, e embora convivessem como irmãs, sempre foi muito humilhada por ela. Para se vingar, Maya seduz o noivo de Tara, o Rajá Singh, na noite do casamento dela. O irmão de Tara, apaixonado por Maya, descobre tudo e a expulsa da corte. Ela parte sem destino certo, mas no caminho encontra Jai Kumar, escultor do reino governado pelo Rajá Singh.Os dois iniciam uma relação de amor e cumplicidade que inspira o trabalho de Jai. Ele esculpe uma estátua com o rosto de Maya. Essa estátua ganha fama no reino.

O que eu achei: Se você assistiu O preço da traição, True Lies, Striptease, Brokeback mountain, Sin City, Alexandre, The Outsider, Corpo em evidência entre tantos outros sabe que nude e aquelas ceninhas hot não fazem um filme +18. Pelo nome, Kama Sutra parece ser um pornô dos anos 90, mas foi indicação de uma amiga autora que me garantiu que apesar de ter algumas cenas meio hot não era desse gênero, encaixa-se como um erótico assim como todos os filmes anteriormente citados, há cenas meio fortes no filme, ainda que não sejam absurdas e podem ser tranquilamente comparadas com esses filmes, então acho um exagero classificá-lo como +18.
A trama conta a história de Maya, uma jovem serva órfã que cresceu juntamente com a princesa Tara de quem se considerava amiga, mas ao mesmo tempo em que era grata sentia-se profundamente magoada por ser constantemente humilhada pela princesa, recebendo sempre seus restos e ouvindo-a colocá-la abaixo dela. Maya sempre se destacou mais que Tara, não apenas por sua beleza, mas por sua habilidade na dança, os modos graciosos e a personalidade. Quando jovens, furiosa pelo péssimo tratamento de Tara no dia do noivado dela - que cuspiu no rosto de Maya ao ver que o rei estava olhando para ela - a garota decide se vingar, tomada de imensa fúria, e seduz o rei dormindo com ele no dia do casamento.
O irmão de Tara vê tudo e, como era apaixonado por Maya, decide dar a chance de ela casar-se com ele, mas quando a mesma recusa ele acaba expondo o que ela fez e a mãe de Tara a expulsa do palácio com a roupa do corpo. Maya então sai a esmo e acaba passando a noite em um acampamento onde conhece Jai Kumar, um escultor que se oferece para ajudá-la e a leva para casa de Rasa Deva, os dois apaixonam-se profundamente, mas Jai com medo do que sente acaba se afastando dela e magoando Maya profundamente. Ela então começa a treinar com Rasa Deva a arte do Kama Sutra e se torna a cortesã do rei que a reencontra através de uma estátua que Kumar esculpiu dela.
Obcecado por Maya, o rei que já era inescrupuloso, irresponsável e ninfomaníaco fica totalmente submisso à beleza dela e deseja mais do que qualquer coisa conquistar o coração dela, mas seu amor por Jai é maior e ela nunca correspondeu aos sentimentos do rei, dormira com ele apenas para magoar Tara. Com a sua chegada ao palácio, Tara se vê ameaçada e começa a ficar ainda mais deprimida. Maya torna-se uma excelente cortesã, mas é infeliz por sentir saudade de Jai, o rei chama o escultor porque quer uma escultura de Maya no teto do seu quarto, assim os dois se reencontram.
A paixão renasce e eles começam a se encontrar as escondidas desafiando o perigo de morte que sofrem caso o rei descubra. Cansada daquela situação, Maya recusa-se a dormir com o rei quando ele a procura e, furioso e confuso, ele desafia Jai para uma nova briga, dessa vez armada, os dois se enfrentam e ficam com graves ferimentos, Maya cuida de Jai e acaba sendo surpreendida pelo rei que já desconfiava da relação dos dois, ele condena então Jai à morte. Maya implora pela vida do amado, mas o homem torna-se inflexível, pois não aceita que outro tenha o coração dela.
O final do filme foi bem decepcionante, pelo menos para mim. Em tempos de ninfomaníaca e 50 tons de cinza, não creio que possa dizer que kama sutra é classificação +18, a única cena realmente desconfortável é a noite de núpcias de Tara quando o rei praticamente a violenta, pois não foi um ato consensual, ele a chama de Maya e ela fica furiosa. Mas foi a única cena meio desconfortável e, ainda assim, não é forte. O filme conta com nu frontal das atrizes (e talvez o +18 seja por isso) e o nu frontal masculino não é mostrado e quando quase mostrado é muito rápido, ou seja, não dá pra ver nada (graças por isso). As cenas de sexo são como as dos outros filmes citados no começo, embora de todos eu só tenha visto true lies e O preço da traição. A história de amor até é válida no filme, mas o final não compensa assistir duas horas. Ainda temos um pouco da cultura indiana machista que tem as mulheres como meros objetos subservientes aos homens, inclusive, meninas de menos de 18 anos já sendo treinadas como prostitutas, ainda que, graças ao pai, não apareça nenhuma cena de pedofilia no filme. É isso. Até a próxima!

Nenhum comentário:

Postar um comentário