Autor: Uketsu
Páginas: 336
Gênero: Suspense
Sinopse: Após finalizar uma investigação sobre uma casa repleta de detalhes bizarros, um autor fascinado por ocultismo passa a receber inúmeros relatos acerca de outras construções ''incomuns''. Em pouco tempo, ele se dá conta não apenas de que existe um enorme número de imóveis do tipo no país, mas também de que, embora a princípio não fique claro que exista qualquer relação entre eles, alguns parecem compartilhar uma estranha ligação. Ele reúne, então, onze histórias em que certas características se repetem e se completam, todas envolvendo propriedades com descrições misteriosas - desde quartos que desaparecem e corredores sem destino a apartamentos de onde é impossível fugir e casas projetadas para matar. Munido desses documentos, o escritor se junta com o projetista Kurihara, que o ajudou a resolver mistérios anteriores, para tentar descobrir a verdade por trás desses locais. Enquanto os dois personagens analisam plantas baixas, entradas de diário, entrevistas e registros jornalísticos e literários, uma alarmante sensação de desconforto vai se insinuando pelas páginas de Casas estranhas 2.
Vamos lá, é muita coisa pra contar...
Planta 1: Naguesi procura o escritor com a planta da casa de seus pais. Havia nela um corredor que não levava a lugar nenhum, estudando a planta, eles tiraram algumas conclusões, mas nada que faça sentido real. O escritor fica cismado com isso e decide procurar matérias da época em que a casa foi construída. Nagueshi conta que a mãe nunca gostou dela e ela nunca soube a razão, com a descoberta do autor as coisas parecem tomar um outro rumo e eles vão até a construtora da casa, lá eles descobrem que alguns meses antes de morrer a mãe de Nageshi foi até lá pedir que eles demolissem o quarto da filha. Apenas ele. Mas por que ela faria isso?
Planta 2: O escritor vai conversar com um limpador de cenas de crime acerca da planta de uma casa onde um adolescente assassinou a facadas a mãe, a vó e o irmão mais novo. Ele tinha varios ferimentos no torso quando foi preso e, perguntado do motivo, disse apenas que não tinha expectativas na vida e não se dava bem com a mãe e a avó. Analisando a planta da casa com esse homem, que era carpinteiro, eles encontram diversos problemas na construção ligados principalmente a construtora responsável, observando melhor a planta com as informações do crime o autor cogita que talvez nem tudo seja como parece.
Planta 3: É um relato de um livro de memórias de uma mulher que, quando criança, visitando a casa dos tios, encontrou um moinho de água em um local inusitado onde não havia água por perto, no meio da floresta. Desbravando o lugar, ela tenta entender a finalidade da construção até um pequeno acidente revelar um segredo macabro sobre o lugar que a faz criar teorias sobre sua real finalidade.
Planta 4: O autor vai entrevistar Hayasaka, a CEO de uma empresa de tecnologia, ela lhe conta de um indicente da sua adolescência em que ela foi convidada por uma das meninas mais ricas do colégio onde estudava para dormir na casa dela. Na manhã seguinte, a avó da menina faleceu em um acidente muito suspeito na casa. Analisando a planta do imóvel, o autor vê algumas falhas que poderiam facilitar o "acidente" e Hayasaka se pergunta se não foi apenas usada para encobrir um assassinato.
Planta 5: Um homem compra uma casa em uma região erma e descobre por um aplicativo que essa casa, no passado, foi encontrada um cadáver feminino. O autor viaja com o novo proprietário para investigar e descobre uma possível ligação com o relato do moinho de água, a casa em questão pode ter sido apenas uma ampliação do moinho onde a mulher encontrou não uma garça, mas o cadáver de uma mulher.
Planta 6: Um repórter se infiltra em uma seita religiosa que funciona em uma casa de formato muito peculiar. O homem que apresenta as reuniões é o dono da construtora que fez a planta 2.
Planta 7: Diário de um garoto chamado Naruki cujo pai fazia parte da seita da planta 6; mãe abusiva, o pai tentar ficar com ele, a mão não deixa e o leva para a casa do novo namorado que também é abusivo. O menino apanha com frequência e acaba morrendo de desnutrição.
Planta 8: Filha conta sua história com um pai disfuncional que, após a morte do casal da casa vizinha, vai embora de casa. Ela acha que ele é o assassino do casal. Ele se suicidou dois anos depois, é o mesmo homem da planta 7, o suposto "pai" do garoto.
Planta 9: O autor vai entrevistar o sobrevivente do incêndio da planta 8 e tem uma nova perspectiva sobre o casal que morava na casa e sua morte.
Planta 10: Conta a história da "santa" da seita do renascimento da planta 6 e como ela perdeu os membros. Ela também pode ser a pessoa deixada no moinho de água ou que fugiu da mansão onde era amante do senhor.
Planta 11: Um homem relata uma história estranha envolvendo a casa dos pais quando ele era criança. Em um episódio de medo ele acabou encontrando um "quarto secreto" na casa que depois provou-se impossível de achar. Ele pede ao escritor que vá com ele até a casa dos pais para ver o que descobrem.
Conforme eu ia lendo histórias tão diferentes, ficava me perguntando como ele ia fazer para ligar tudo isso de uma forma que fizesse sentido, até consegui fazer algumas ligações conforme as pistas apareciam, mas não tinha material suficiente para levantar provas. E, sendo bem sincera, por mais que a teoria de Kurihara tenha ligado alguns eventos, ao meu ver não foi convincente, primeiro porque ele não tinha pistas suficientes, segundo porque o método de inferência dele não é seguro baseado apenas naquele material limitado. A única coisa que ficou realmente concreto ali foi o caso da mulher deficiente. Como eu disse no livro um, se a gente não pedir muito, consegue imergir, eu me distraí por um tempo, não achei um livro ruim, mas pra mim o primeiro foi mais interessante.

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