quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Adaptações de A Bela Adormecida (Filmes e animações)

Oi, povo!

Bem, eu vi quando escrevi a resenha de A maldição da Bela Adormecida que não havia falado das outras adaptações que já tinha visto. E, acreditem, eu vi todas que soube que existiam, então, se faltou alguma na lista me avisem pra assistir. Até então, só o que me falta ler de adaptação é o livro Adormecida que foi a única versão do conto que ainda não li, ainda. Esse é meu clássico favorito, como sabem, por essa razão escrevi minha própria versão que, em breve, ganhará uma segunda edição (só estou esperando tempo pra isso!). Antes de falar das adaptações, quero falar um pouco sobre o conto. 
A versão mais conhecida é a dos Irmãos Grimm, publicada em 1812, na obra Contos de Grimm, sob o título A Bela Adormecida (título original Dornröschen, "A Rosa dos Espinhos"). Esta é considerada que tem como base tanto na versão Sol, Lua e Talia de Giambattista Basile, extraído de Pentamerone, a primeira versão a ser publicada na data de 1634, como na versão do escritor francês Charles Perrault publicada em 1697, no livro Contos da Mãe Ganso sob o título de A Bela Adormecida no Bosque, que por sua vez também se inspirou no conto de Basile.
No conto dos irmãos Grimm, na festa do batismo da tão desejada princesa de um reino, foram convidadas doze feiticeiras (na versão de Perrault, são sete fadas) para serem as madrinhas, presenteando a criança com dádivas como a beleza, a inteligência, a bondade, etc. No entanto, uma velha feiticeira do reino que fora negligenciada porque o rei tinha apenas doze pratos de ouro, interrompeu o evento e lançou-lhe como vingança uma maldição, cujo resultado seria a morte pelo picar do dedo num fuso quando a princesa atingisse a idade adulta. Porém, ainda restava o presente da décima segunda fada, que havia chegado atrasada. Assim sendo, esta suavizou o feitiço, transformando o maldição da fada malvada num sono profundo de cem anos, até ao dia em que seria despertada por um beijo proveniente de um amor verdadeiro.
O rei proibiu imediatamente qualquer tipo de fiação em todo o reino, mas em vão. Quando a princesa completou 16 anos, descobriu uma sala escondida numa torre do castelo onde encontrou uma velha a fiar. Curiosa com o fuso pediu-lhe para a deixar fiar, picando-se nesse mesmo instante. Sentiu então o grande sono que lhe foi destinado e, ao adormecer, todas as criaturas presentes no castelo adormeceram juntamente, sob o novo feitiço da 12ª fada que tinha voltado. Com o passar do tempo, cresceu uma floresta de urzes em torno do castelo, isolando-o do mundo exterior e dando uma morte dolorosa por uma picada em espinhos, a quem tentasse entrar. Assim, muitos príncipes morreram em busca da tal Bela Adormecida, cuja beleza era tão falada nas redondezas.
Após cem anos decorridos, um príncipe corajoso enfrentou a floresta de espinhos, mesmo sabendo da morte de outros tantos, e conseguiu entrar no castelo. Quando encontrou a torre onde a princesa dormia, achou tão grande a sua beleza que ficou apaixonado e, não resistindo à tentação, deu-lhe um beijo que a despertou para a vida e, seguindo-se ao dela, o despertar de todos os habitantes do reino que continuaram onde haviam parado há cem anos. Na versão de Grimm a história termina aqui, enquanto que na de Perrault segue com a continuação:
O príncipe e a bela princesa casaram-se secretamente e tiveram dois filhos: Aurora e Dia. Quando a mãe do príncipe (de descendência de ogres) soube disso ficou com vontade de comê-los, e ordenou a um caçador que os matasse e trouxesse, mas o caçador colocou animais no lugar onde deveria ter as crianças. A rainha, quando se apercebeu disso, enraivecida, mandou atirar as netas em um poço cheio de serpentes, cobras e víboras durante a ausência do príncipe, seu filho, que tinha ido caçar codornizes. Mas o príncipe chegou antes do tempo previsto, e a rainha, que já não podia fazer o planejado, cheia de ódio e medo ao filho, desequilibrou-se caindo dentro do poço onde morreu. A partir daí, a princesa e o príncipe "viveram felizes para sempre"! [Fonte: Wikipédia]

A versão da Disney, de 1959 foi o primeiro que vi, o príncipe Felipe era meu amor de infância. Foi o clássico da Disney que mais assisti. Ele segue quase a risca a história dos Grimm, apenas adaptando o conto para três fadas, Fauna, Flora e Primavera, o príncipe era prometido da princesa desde criança e, com medo da profecia, a menina foi criada como plebeia na floresta pelas fadas onde conhece o príncipe e se apaixonam. Mas ele não sabe que ela é a princesa Aurora, sua noiva, então conta ao pai que desistirá da coroa para casar-se com a bela camponesa que conheceu. Quando ele volta ao chalé do lenhador onde prometeram se encontrar, é emboscado pela bruxa Malévola, enquanto isso, Aurora é levada de volta ao castelo, desolada pela certeza de nunca mais ver seu misterioso jovem outra vez. Enquanto Felipe é trancado por Malévola em uma masmorra, a princesa é atraída por um feitiço e toca o dedo no fuso de uma roca, caindo em sono. Felipe foge com a ajuda das fadas e luta contra a feiticeira, transmutada em dragão, vencendo e acordando a amada com um beijo após descobrir que ela e a camponesa que ele ama são a mesma pessoa.

Em 1987, surge o primeiro Live-action do conto, intitulado Sleeping Beauty, eu tive a sorte de achar esse no youtube, dividido em 7 partes! É um pouco mais fiel ao conto dos Grimm, tem aqueles efeitos toscos dos anos 80, é meio musical e envolve até elfos que não tem na história original. Uma rainha vivia triste porque não tinha filhos, as fiandeiras do reino - que costuravam as roupas reais -, compartilhavam de sua tristeza. Até que um elfo, conhecido por fazer travessuras e perto de ser banido se não fizesse nenhuma boa ação, decide ajudá-la com um feitiço. Ele tem de recolher ingredientes levemente difíceis para fazer uma poção que, com uma rosa vermelha sob o travesseiro da rainha, depois da poção tomada, fariam com que gerasse um filho. A poção funciona e nasce uma menininha a quem a rainha nomeia de Rosebud (botão de rosa! Nome horrível!), iniciam-se os preparativos da festa de comemoração e o rei descobre que só tem 8 pratos de ouro, mas há 9 fadas na lista. Como fadas só podem comer em pratos de ouro, ele decide riscar a fada vermelha da lista, mas ela acaba invadindo a festa e quebrando todos os pratos, amaldiçoa a princesa e vai embora. A fada branca, que chegou atrasada, remedia a maldade como pode e, assim, a princesa cresce, todas as rocas são queimadas - com exceção de uma que foi esquecida - e ninguém no reino produz mais tecido então, todas as pessoas vivem com roupas velhas. Intrigada com aquilo, Rosebud (eita nome feio viu?) questiona sua ama do motivo de ninguém fazer tecido no reino, a mulher explica com evasivas, sem revelar a maldição. Quando a menina pergunta se há algum lugar em que criem tecido, a mulher diz que há um príncipe que procura uma princesa, e a garota fica feliz com a ideia de casar-se para trazer tecidos para os pais e a ama terem roupas novas. Os súditos começam a reclamar com o rei porque todos estão em farrapos, mal podem se mexer e as roupas rasgam. Para acalmar o reino, o rei e a rainha saem em uma expedição para comprar tecidos, mas nesse meio tempo Rosebud é atraída pela fada vermelha que faz com que ela fure o dedo em um fuso e caia em sono profundo. Cem anos se passam até que um príncipe em uma busca encontra o castelo e a desperta. Esse filme é uma mistura de High School Musical com balé. Ainda assim, é bonzinho.

Em 1995, a Goodtimes lança Sleeping Beauty, uma animação em 2D (saudades desse tempo!) que também segue a lógica dos Grimm com pequenas alterações. Em um reino distante o rei e a rainha tinham desejado um filho ,quando finalmente o seu desejo se tornou realidade, eles anunciaram uma grande festa no palácio. Todas as fadas do reino foram convidados e imediatamente nomeado como madrinhas de seu novo filha, cujo nome era Felicidade.Cada uma das fadas abençoou o bebé recém-nascido com um dom especial.A última das fadas, estava prestes a dar à criança o seu dom, Odelia, uma fada má aparece para lhe dar de presente para a criança, o dom da morte.A ultima fada nao pode remover a praga e, portanto, declara que Felicidade vai realmente picar o dedo em um fuso, mas ela não irá morrer e sim cair em um sono de cem anos e será despertada por um beijo de amor verdadeiro. É um filme curtíssimo (48 min.) e tem aquele sabor de infância. Lembro que dessa mesma série eu vi A Bela e a Fera, Branca de Neve e A pequena Sereia. Tem também A Polegarzinha.

Em 2010  foi lançado na França  uma versão do conto. Pelo conteúdo aparentemente adulto, não vi, pois só há disponível no Brasil em DVD na língua original com legendas em inglês. Segundo informações do blog maniacosporfilme.wordpress.com, "La belle endormie”, ou “Sleeping Beauty” , da diretora francesa Catherine Breillat, é um filme cansativo com um roteiro confuso em uma versão adulta e sombria do clássico conto de fadas." Ainda segundo o mesmo blog, o filme segue um roteiro sem pé nem cabeça com todo o erotismo e extravagância que os franceses parecem adorar. 
A princesa Anastasia é amaldiçoada pela bruxa Carabosse para morrer, mas três fadas adolescentes mudam a maldição para fazer a menina de seis anos adormecer por cem anos para acordar como uma adolescente de dezesseis anos. Ao longo de seu longo sonho, Anastasia pega um trem fantasma e é adotada por uma mulher que vive na floresta com seu filho Peter, que se torna seu irmão adotivo. Logo Peter é seduzido pela Snow Queen (Rainha da Neve) e deixa seu lar com ela.  Anastasia procura Peter e viaja através do reino de um rei e uma rainha albinos, e eles oferecem uma carruagem para ajudá-la em sua viagem. Entretanto Anastasia é atacada por ladrões ciganos que a sequestram, mas ela faz amizade com uma garota cigana que oferece um animal veloz para transportá-la. Inesperadamente, Anastasia, agora com dezesseis anos, é acordada pelo neto de Peter, Johan. [ Fonte: Maníacos Por Filme] 

Em 2012, eis que surge Beleza Adormecida! Esse filme é mais ou menos uma metáfora, literalmente uma analogia. Conta a história de Lucy, uma estudante universitária sem expectativas e objetivos na vida, ela voluntária-se como um assunto de teste no laboratório de investigação médica da universidade, trabalha em uma loja de café e faz fotocópias em um escritório. Ela também atende a um bar de alta classe, oferecendo-se como uma parceira de sexo. Seu senhorio não gosta dela, e ela gasta seu tempo visitando um homem distante, Birdmann, que está atraído por ela e de quem ela nada sabe. Embora ela não retorna seu afeto, ela parece estar mais feliz quando com ele do que em qualquer outro momento. As coisas começam a mudar quando ela aceita o convite de uma mulher chamada Clara para ser uma garçonete de lingerie, com a promessa de que ela não será objeto sexual "ativo" por parte dos clientes. Como o dinheiro era bom, ela aceita e o anfitrião do evento fica fascinado por ela, pedindo a Clara que "promova-a" para algo mais. Então, Lucy é convidada para oferecer conforto aos homens, garantem que ela não será penetrada, tudo que ela precisa fazer é tomar um chá que a deixará dopada enquanto os homens já de idade podem acariciá-la e abraçá-la, mas nada além disso. Ela acorda sempre no dia seguinte sem saber o que aconteceu no "quarto da bela adormecida" e vai embora. É despejada de seu quarto por seus proprietários. Ela aluga um apartamento muito mais caro. Depois de mais duas sessões de dormir na casa de Clara, Birdmann a chama; ele teve uma overdose de drogas e ela o visita enquanto ele morre. Ela tira sua camisa e fica na cama com ele, soluçando, mas não fazendo nenhum esforço para ajudá-lo. Em seu funeral, Lucy brandamente pede um antigo conhecido se ele quer se casar com ela. Pasmo, ele se recusa, citando seu novo relacionamento e vários falhas do caráter em Lucy. Ela acaba sendo despedida de seu trabalho de escritório e compra uma pequena câmera já com o intuito de descobrir o que acontece na casa de Clara, Logo após ser colocado sobre a cama para a sessão, no entanto, Lucy acorda e remove a pequena câmera que ela tinha escondido em sua boca. Ela é capaz de definir a câmara e voltar para a cama antes de ser descoberta. O cliente é mais uma vez o primeiro homem, mas desta vez, ele também bebe o chá com uma dose muito maior da droga. Na manhã seguinte, Clara entra e verifica o pulso do homem, mostrando-se surpresa quando ele não pode ser despertado. Ela então tenta acordar Lucy, mas é a primeira vez que é incapaz de fazê-lo, eventualmente, tem que usar respiração boca-a-boca. Lucy acorda e descobrindo que o homem nu deitado ao lado dela está morto, grita. Ao longo de todo o filme, Lucy foi tranqüila, passiva e estóica, agora, quando ela vê a situação, ela finalmente libera emoções - a bela adormecida, agora acordada. Creio que seja essa a mensagem do filme, quando a jovem moça sem expectativas depara-se com a morte e liberta sua alma para a vida. Pelo menos foi o que eu entendi. Ainda assim, achei uma droga.

Em 2013 surge o tão aguardado Malévola, que promete uma releitura do conto dos Grimm na versão da bruxa da Disney. Confesso que esse filme me decepcionou, não atingiu nenhuma das expectativas que eu criei, achei o enredo fraco e basicamente um monte de efeitos especiais que não seguraram a história. Uma bela e ingênua jovem com atordoantes asas negras, Malévola leva uma vida idílica, crescendo em um pacífico reino em uma floresta, até que o dia em que um exército invasor de humanos ameaça a harmonia da região. Malévola surge como a mais feroz protetora da região, mas acaba sendo vítima de uma impiedosa traição - um acontecimento que começa a transformar seu coração outrora repleto de pureza em pedra. Determinada a se vingar, Malévola enfrenta uma batalha épica contra o rei dos humanos e, como consequência, amaldiçoa sua filha recém-nascida, Aurora. Conforme a menina cresce, Malévola percebe que Aurora é a peça essencial para estabelecer a paz no reino - e para a verdadeira felicidade de Malévola também. A irmã de Dakota Fanning foi muito sem sal como Aurora, o trailer do filme vendeu mais que o enredo. A Disney decepcionou dessa vez.

Aí, em 2014, me vem esse famigerado Sleeping Beuty, se meu cérebro tivesse a opção "desver" eu apagaria ele do meu banco de dados. Dá pra entender porque não ouvi ninguém falando dele, é tosco pra dizer o mínimo! Eu pensei que não veria uma adaptação tão péssima desde A Bela e a Fera de 2010 que, sinceramente, é um lixo total. Parece que esse filme foi feito por amadores ou propositalmente escrito para ser ruim. Para cortar custos, o anúncio do nascimento de Dawn foi ao ar livre, a mercê de qualquer ataque dos inimigos. A opositora, Rainha Tambria (Olivia d’Abo), se ofende por não ter sido convidada e ataca as mulheres que seriam as fadas madrinhas. As tais mulheres evaporam (Sim, as fadas madrinhas morrem como insetos pegos pelo SBP!). A criatura cresce até a adolescencia, vivida por uma menina que não parece ter mais que 14 anos, os pais dão um baile para celebrar seu aniversário e ela está toda feliz, um jovem menino pede para dançar com a princesa e os felizes pais a deixam ir, sem qualquer reprimenda, e como todos os signos óbvios demonstram, ela é engodada pela feiticeira maligna, que além de fazer a mocinha dormir, ainda consegue fazer toda a corte cair em sono profundo. Após tentar assassinar seus desafetos, ela é impedida, pelo contra-feitiço que as fadas mortas deixaram. Então, nós conhecemos o príncipe, que é realmente uma gracinha! O pai manda puni-lo e o que ele faz? Chama seu criado das surras! Sim, meus amigos. Barrow, um camponês maltrapilho é mostrado como um homem sempre humilhado por sua majestade, até que tropeça em um mentor, que lhe conta a lenda da princesa adormecida e do seu reino, largado às traças e à maldição das fadas e das rainhas. Então, o príncipezinho de meia tigela descobre e junto com seus homens eles vão para o castelo atrás da princesa e da riqueza dela. A sucessão de bizarrices se inicia, o grupo, ao tentar passar por uma lagoa, cujas bordas estão pavimentadas, é atacado por um monstro reptiliano marinho gigante, feito com o melhor CGI que poderiam construir. A cena de combate é tão ruim que se torna o melhor momento do filme. A partir daqui, vou dar uma resumida, os caras vão morrendo um a um, até que sobram o principe, uns dois homens e Barrow, eles conseguem chegar até a câmara da princesa que arranca a cabeça de um dos caras junto com a espinha dorsal ao estilo fatality do Mortal Kombat. A batalha final ocupa tanta a atenção da Rainha má, que ela sequer percebe o rapto da princesa enfeitiçada Mais zumbis são levantados, e o dragão queimado e maneta volta a atacar, sem queimaduras e com seus braços de volta. Em um minuto, Barrow tem de enfrentar os monstros e até seus parceiros de jornada. Nenhum deles é capaz de enganá-lo, somente Tambria o faz, e depois de toda a luta, a malvada mulher ainda consegue arruinar seu próprio plano falho, ao não ficar de olho no seu opositor e ao abordar um inimigo, armado com uma espada, pelas costas. Após todo o aparato do final feliz, o reino inteiro ressuscita, os zumbis tornam-se homens, a família real, tudo volta aos conformes, como se não houvesse passado um dia sequer. O tempo avança em um ano, com o nascimento de mais uma criança, fruto do “amor” de Dawn - que continua uma criança de 14 anos - e Barrow, para mais uma vez ter a entrada de uma intrusa que dá a entender é Tambria. Se você não entendeu até agora que é uma das maiores porcarias já feitas com esse conto, vá assistir. [Tem trechos da crítica do blog Vórtex Cultural]

E como não fosse suficiente, ainda em 2014, temos outra "merdação" chamada A Bela Adormecida no Reino da Magia (só pelo título idiota você já tira). A bela princesa Aurora é amaldiçoada por uma bruxa má para o sono eterno, por um crime que ela não cometeu. O bravo Comandante da Guarda, William, embarca em uma missão inspirado por tanto amor e lealdade para libertar a princesa condenada. Ele viaja para a floresta escura, onde encontra um elfo amigável que o ajuda em sua busca, uma assistente perigosa que não gosta da realeza, um assassino mortal, e uma criatura voraz que ataca carne humana antes do confronto final, que determinará o destino de Aurora. Gente, o que é esse filme? Eu vou dizer, se eu tivesse metade da criatividade desse povo com certeza eu faria sucesso a essa altura do campeonato. Vamos por parte, a gente começa com uma "princesa" vestida como uma camponesa com um decote que, me perdoe, tá mais pra uma meretriz de boteco medieval, indo em busca  de ninguém menos que a bruxa que a amaldiçoou para "levar uma mensagem de paz" (WTF?), ela entra no castelo e é magicamente atraída para a roca de fiar que está solitária em uma sala que mais parece uma capela. E quando seu dedinho nervoso toca o fuso, ela sofre um choque e cai adormecida. A vá, irmão! Pula pra elfo fugindo de um cara que quer arrancar o coração dela, ela é salva por William bem na hora que o malvadão está praticamente despindo ela, os dois lutam no 'mano a mano' e o príncipe bonzinho salva a donzela élfica em perigo. Ela acaba se declarando, dizendo que esperou ele a vida toda e blá blá blá, mas ele acaba dizendo que ela o confundiu com outra pessoa e que ele está em uma busca, pela amaldiçoada princesa Aurora a quem precisa salvar. Apaixonada a primeira vista (jura?) a elfo decide ajudá-lo e os dois vão até um mago capaz de ver através da magia negra da bruxa, mas para isso eles tem que capturar um octlus, cujo o olho o mago precisa. E, adivinha só, o octlus come elfos! Então, o mago faz uma poção para deixar a elfinha ainda mais atraente pro bicho feio lá e os dois vão atrás dele, aí, essa fofa tira a roupa (sim, produção, ela põe as mamas pra fora), e pede ao principe pra passar a poção no corpo dela (o quêeee? '-') aí ele joga no chão e deixa ela lá com as mamas no frio enquanto espera pelo monstrengo. Luta vai, luta vem, eles conseguem o olho e a magia dá certo, encontram Aurora e vão atrás dela, tem a batalha com a bruxa que mais parece paintball com efeitos especiais e William desperta sua irmã. Sim, camaradas, irmã! Véio, a essa altura do filme eu já tava meio piora? Aí a elfinha tá lá, morrendo com o coração partido, desaparecendo sem saber que a princesa burra e o comandante insensível eram irmãos (genética boa, hein?). Quando ela tá nas últimas ele aparece, beija ela e tudo se resolve. Aí, a princesa ainda vai lá na bruxa moribunda dar a sua grande mensagem "O amor sempre vence". Manos, espero que não façam mais nenhuma adaptação desse conto. Sério. A mais recente The Curse of The Sleeping Beauty eu já resenhei aqui, então, vocês podem conferir.

E aí, gostaram da matéria? Já viu algum desses? Tem algum que eu não vi ainda? Estou pensando em fazer dos livros também, mas só quando eu ler os que faltam. Beijos povo! Até a próxima!

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