Autor: Kerri Maniscalco
Ano: 2018
Gênero: Suspense, mistério, crime
Sinopse: Audrey Rose não é a típica donzela inglesa do século XIX. Quando ninguém está vendo, a jovem realiza autópsias no laboratório de seu tio, contrariando a vontade de seu pai e todas as expectativas da sociedade. Ela pode não saber fazer um penteado elaborado, mas faz uma incisão em Y num cadáver como ninguém.Seus estudos em medicina forense a levam na trilha do misterioso Jack, cujos assassinatos brutais derivados de uma terrível sede de sangue amedrontam a cidade. E Audrey Rose, empoderada desde o berço, quer fazer justiça às vítimas - mulheres sem voz e marginalizadas por uma sociedade extremamente sexista.Na companhia de Tomas Cresswell, o aprendiz convencido e irritante de seu tio, ela decide seguir seus instintos e os rastros de sangue do notório assassino. Afinal, nenhum homem foi capaz de descobrir sua identidade. Esse é um trabalho para uma mulher.
Audrey Rose é a filha de um nobre inglês que, desde a morte da esposa, tem como passatempo se afundar no ópio e superproteger a filha de todas as doenças existentes na humanidade. E o que ela quer fazer? Ser legista. Seu tio, Jonathan, é um médico que se especializou na área forense embora, para a época, isso ainda fosse impensável e ele fosse visto como um profanador de cadáveres. Audrey é sua pupila assim como Thomas a quem ela conhece quando vai vestida de homem para uma das aulas do tio na universidade.
Quando a primeira vítima de Jack, o estripador, conhecido no início como avental de couro, aparece a brutalidade do crime choca todos e Audrey e o tio tem a chance de examinar o cadáver. Ela passa a ter que sair escondida de casa com a ajuda do irmão, Nathaniel, que inventa desculpas para ela ou de mentiras ditas ao pai sobre tomar chá na casa do tio. Por causa da morte da mãe de Audrey, o pai dela e o tio não se falam e nem se dão bem, além do fato do pai dela não concordar em nada com o trabalho do tio.
Não há nenhuma pista sobre o assassino e quando a segunda vítima aparece, morta de forma ainda mais brutal, Audrey e Thomas tentam traçar um perfil do assassino, mas não chegam muito longe. Então ela descobre que algumas vítimas tinham alguma ligação com seu pai e começa a desconfiar dele, mas conforme os corpos vão surgindo, seu tio é acusado de ser o criminoso e o cerco se fecha à sua volta, Audrey e Thomas vão descobrir que Jack está mais perto do que eles poderiam imaginar.
O que eu posso dizer? Não gostei. O livro não era nada do que eu estava esperando, imaginei a gênese da ciência forense, as investigações da época, até um pouco de fantasia era aceitável, mas o que eu recebi foi uma protagonista irritante que quer ser a frente do seu tempo flertando com um guri egocêntrico no meio do caos enquanto tenta bancar a detetive com o raciocínio de um rato. Porque quem faz todo o trabalho dedutivo é ele e mesmo assim só acontece quando é conveniente pra trama. Pra ficar pior, aquela revelação de Jack não colou nem um pouco comigo. Antes ela tivesse deixado ele sem identidade mesmo! Eu dei três estrelas porque tanto a parte da "autópsia" das vítimas quanto a parte da construção narrativa foi legal. Não estou dizendo que o livro é ruim, estou dizendo que para mim, enquanto leitora, ele não funcionou. Demorei horrores pra terminar porque eu simplesmente não tinha vontade de ler, e essa ideia de deixar a protagonista feminista me soou bem forçada. Mas é isso. Zero pretensão de ler os outros dois.

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