sexta-feira, 2 de maio de 2014

A Maldição do Tigre - Resenha

Eae blogueiros! Como prometido aqui estou eu com a resenha de A Maldição do Tigre o/ eu terminei o livro hoje e vou contar um pouco sobre ele pra vocês e o que eu achei.

A Maldição do Tigre:

Após perder os pais e ser adotada por uma família do Oregon, Kelsey se fechou para as pessoas. O medo que sentia se afeiçoar a alguém e depois perder essa pessoa era maior que tudo, mesmo a sua família adotiva tinha apenas uma porção do seu carinho, completamente externa e desapegada, por isso não foi nenhum incômodo quando ela conseguiu o emprego de duas semanas no circo Maurizio onde tinha que residir em tempo integral. O trabalho de Kelsey era simples: vender ingressos e cuidar do tigre, a última parte incialmente foi a que mais lhe deixou apreensiva. Quando chega em seu destino, a garota é muito bem recebida pelos residentes do pequeno circo e logo inicia seu trabalho na venda de ingressos e na faxina da bagunça quando saem os expectadores, mas o ponto alto de sua estada é quando vê o magnífico tigre branco em ação no picadeiro pela primeira vez. Kelsey jamais vira algo como ele em toda sua vida, e havia algo naquele animal que a atraía profundamente.
Quando tem seu primeiro contato a sós com o Tigre, Kelsey rapidamente se afeiçoa ao animal, lê para ele todas as noites, dorme ao lado da jaula dele, conversa com o felino que não apenas parece prestar atenção, mas se mostra dócil com a garota. Até que um estranho chega no circo oferecendo-se para comprar o tigre e leva-lo de volta à Índia, Kelsey se vê no impasse de perder o animal por quem tinha se afeiçoado ou ir para Índia com ele, um convite feito gentilmente pelo estranho comprador que afirmava precisar de alguém para cuidar da segurança do tigre durante a viagem. Ao aceitar a proposta, Kelsey se vê mergulhando em um mundo de magia e possibilidades.
O seu anfitrião parece ser extremamente rico e não poupa nenhum tipo de capricho ou mimo para Kelsey que se vê deslumbrada e curiosa sobre tudo relacionado ao misterioso senhor Kadam, seu patrão e a Índia. Vez ou outra ela vai à jaula de Ren, o tigre, para certificar-se de que ele não precisa de nada ou levar-lhe um mimo. Quando é deixada pelo senhor Kadam para chegar sozinha com o tigre à reserva, Kelsey é misteriosamente abandonada na floresta com Ren, o animal a guia para o meio da mata levando-a até uma casa no meio da floresta que parece abandonada. Nesse momento, Ren transforma-se em homem e se apresenta para a garota pela primeira vez, que fica perplexa. Após uma conversa muito breve, pois Ren só pode permanecer como homem durante 24 minutos por dia, Kelsey descobre que se metera em algo muito além de sua compreensão e racionalidade. O dono da casinha, Phet, é um xamã indiano que diz a Kelsey que ela é a escolhida da deusa indiana Durga, para quebrar a maldição que transformara Ren e seu irmão Kishan em tigres. Para tal, eles precisam ir até um misterioso templo para descobrir a profecia da deusa.
Kelsey e Ren enfrentam perigos mortais dentro do templo antigo como besouros e lanças envenenadas, mas finalmente conseguem a profecia e retornam para o senhor Kadam que, após alguns dias tentando decifrar e traduzir o que diz nas fotos e rascunhos de Kelsey informa-os que eles tem de ir para o templo de um deus macaco em outra cidade há alguns dias de viagem, mas antes disso precisam visitar o templo de Durga e pedir sua benção. Kelsey se vê cada vez mais envolvida com Ren cada vez que os dois vão mais e mais fundo em busca da chave para libertá-lo da maldição e, no caminho para Hampi, onde os dois devem começar, Ren para com Kelsey em uma floresta afim de encontrar com Kishan, seu irmão. Kelsey por fim descobre que mesmo após 300 anos a rivalidade entre os dois apenas se acentuou e que Ren ainda nutre profunda mágoa do irmão. No acampamento, Ren e Kelsey se aproximam ainda mais, e a garota se dá conta de que a atração entre os dois caminha para algo muito maior e mais intenso.
No templo de Durga, Kelsey e Ren recebem da deusa uma gada e uma serpente que Kelsey vê com admiração tornar-se um bracelete em torno de seu braço. Quando chegam em Hampi, no reino do deus macaco, novamente a vida dos dois é posta em perigo e a aproximação torna-se ainda mais intensa, a ponto de que Kelsey começa a se questionar sobre o possível coração quebrado que terá futuramente e afasta Ren dela o máximo possível. Eles conseguem o fruto sagrado, mas estão brigados e Kelsey mantem o máximo de frieza com Ren. Depois de quase morrer após ser atacada por um kappa, Ren tenta de tudo para reaproximar os dois, mas Kelsey é inflexível quanto a distância entre os dois decidia a ir embora da Índia.
O livro definitivamente é ótimo! Eu tive vontade de ler depois que descobri que a autora é fã da saga crepúsculo, tendo inclusive a tia Steph como influencia. Fiquei muito animada com isso tendo em vista que a saga é sempre alvo de brincadeiras de mau gosto e críticas infundadas. Foi depois de Crepúsculo que eu voltei a ter prazer pela leitura novamente e eu tenho um carinho especial por ela. Mas voltando ao livro, eu gostei muito, a escrita é gostosa e fluente. A narrativa é em primeira pessoa sob o ponto de vista de Kelsey – que novidade! – altamente descritiva e muito bem equilibrada. O Texto vai alternando os acontecimentos entre humor, romance e ação, você fica completamente preso à história e sofre nos momentos de tensão imaginando o pior.

Uma coisa que eu não gostei de jeito nenhum no livro, e que até certo ponto (O capítulo 17 para ser mais exata) eu pensei estar livre, foi de mais uma personagem burra. Mas Kelsey se mostrou tão abestada quanto Luce, Nora ou Ever. Claro, não tão estúpida quanto Ever porque isso é até biológica e literariamente impossível! Mas chegou perto. Parece que para você escrever uma boa ficção na atualidade você precisa fazer um curso de idiotês avançado para personagens. Eu não curto isso, já ta ficando irritante já. Pelo que da pra ver, quando Kelsey encontra Krishan pela primeira vez, vamos ter por ai um triângulo amoroso like Diários de um Vampiro, típico dois irmãos altamente diferentes que exercem um efeito intenso sobre a protagonista, muito embora no caso desse livro Kelsey tenha por certo sentir apenas amizade por Krishan, mas do jeito que ela está agindo de maneira estúpida com Ren não duvido nada que isso mude. Mas foi tudo que não gostei no livro. Tudo é perfeito, a história é maravilhosa, recheada de magia e mitos hindus fascinantes, eu aprendi tantas palavras novas. Super recomendo a todos!
Então, agora eu tenho que ler A Eneida pra minha aula de Literatura Latina na faculdade, mas mesmo assim em contrapartida vou começar a ler o próximo livro da minha meta desse ano que é a série A Mediadora! Então, até a próxima resenha blogueiros!

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