sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Poder - Saga Encantadas #3 - Sarah Pinborough + Considerações gerais

Informações:

Título Original: Beauty
Título no Brasil: Poder
Série: Encantadas #3
Autor: Sarah Pinborough
Ano de Lançamento Original: 2013
Ano de lançamento no Brasil: 2014
País de Origem: Inglaterra
Editoras: Gollancz (Original)
                  Única (Brasil)

Sinopse: Quando um príncipe mimado é enviado pelo seu pai para tentar desvendar os mistérios de um reino perdido, ninguém imagina os perigos que ele encontrará pela frente! Acompanhado da figura sóbria e sagaz do Caçador e de Petra, uma jovem valente que possui uma ligação muito forte com a floresta, o príncipe acaba encontrando um reino adormecido por uma estranha magia. Todos os seres vivos foram cercados pela densa mata e estão dormindo, em um sono pesado demais, que só poderia vir da magia. Mas que tipo de bruxaria assolaria uma cidade inteira e seus habitantes? E, principalmente, quem faria mal a uma jovem rainha tão boa e tão bela? A não ser, claro, que os olhos não percebam o que um coração cruel pode esconder...
Poder é o terceiro volume da trilogia Encantadas, e traz como história principal o conto da Bela Adormecida. Porém, esqueça os clichês tradicionais e se entregue a uma nova visão dos contos de fadas, em que heróis e anti-heróis precisam se unir para não perecerem à beleza superficial de princesas e rainhas egocêntricas e aos príncipes em busca de aventuras.

O que eu achei: Ao contrário dos outros dois livros, que não caíram muito bem no meu gosto, Poder foi absurdamente interessante de ler. Mais ou menos como Veneno, mas de uma maneira mais ampla, com isso, quero dizer que o livro todo é bom e não apenas uma parte dele. Se analisarmos a ordem cronológica lógica dos três, veremos que Poder é o livro 1 e que a história dos três livros é, na verdade, contada de trás para frente. Mesmo que seja dito que é uma versão moderna de A Bela Adormecida, eu não diria isso, na verdade é uma mescla de A Bela Adormecida com A Bela e a Fera, além de abordar outros contos como Chapeuzinho Vermelho e Rapunzel. O misto de mistério, ação e até mesmo as doses de safadeza - que parecem ser obrigatórias na trilogia - além da engenhosa criatividade da autora, tornaram Poder uma leitura instigante, vemos como o príncipe idiota de Branca de neve E de Cinderella, se tornou o que é, além de quem é o misterioso homem do fuso, embora não façamos ideia de como ele pegou o fuso de volta ¬¬'  de todos da trilogia, esse foi o único que eu gostei do início ao fim e não vou falar mais para não acabar spoilando, até porque o livro é muito pequeno.

A SAGA ENCANTADAS: CONSIDERAÇÕES GERAIS
Eu não diria que a trilogia Encantadas - e continuo achando que esse nome é irônico - são livros de terror. Também acho de certa forma um exagero dizer que são "livros para adultos", há, realmente, uma grande "apelação sexual" nos três livros, principalmente o terceiro que tem até uma cena de "sexo grupal", mas a maneira como é descrita torna a leitura apimentada, mas não "enjoativa". Quer dizer, não é um livro para adolescentes de doze anos (mesmo que hoje elas já leiam 50 tons de cinza), mas também não é um livro +18! As histórias foram realmente bem construídas quanto a isso não há a menos dúvida, muitas delas - senão todas - foram bruscamente modificadas, até mesmo mescladas umas nas outras,  o que faz com que você se  surpreenda de uma forma ou de outra. SPOILER DE FEITIÇO: Convenhamos, encontrar uma princesa lésbica não é pra todo mundo. Principalmente uma princesa lésbica que nada nua, dorme com o caçador e termina a história com a madrasta! LEIA DE NOVO A PARTIR DAQUI: Senti um pouco de falta do "quê" do tratamento medieval, achei a linguagem do livro um pouco "livre demais" para histórias passadas em reinos distantes. Uma coisa indiscutível para qual dou sinceros parabéns e me curvo perante a autora é o realismo com que a época é tratada. Reis escrotos e de aparência desgastada, príncipes libertinos e fúteis, falso moralismo, criadas insinuantes, essa é uma realidade muito pouco abordada nos livros de época, embora, na minha opinião, tenha sido um pouco irreal ignorar o poder opressor do clero na época, afinal, as princesas eram regadas de rigorosas restrições quanto a sexualidade principalmente. Mas não sou nenhuma estudante de história para reclamar disso. O primeiro livro foi, em parte, meio chato, na outra foi apenas chocante. O segundo foi altamente irritante e o terceiro foi, para mim, o de leitura mais fluida. Numa nota geral de 0 a 5 eu dou a esta trilogia 3,0.

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