quinta-feira, 10 de maio de 2018

[Mangá] Sensei! Suki ni natte mo ii desu ka? (+Filme)

Título Original: 先生! 好きになってもいいですか.
Autor: Kawahara, Kazune (enredo e ilustração)
Volumes: 20
Status: finalizado
Gênero:  Drama, Romance, School, Shoujo, Slice of Life
Ano: 1996 - 2003
Onde ler: Mangakalot (em inglês)

Sinopse: Shimada Hibili é uma garota normal de 17 anos e está no colegial, até então não havia se apaixonado — apesar de estar rodeada de "especialistas" no amor —  até o dia em que percebe que se apaixonou pelo seu sexy e legal professor Itou Kosaku de 26 anos. Ela então segue a decisão de fazer seu professor entender como ela se sente por ele.

Eu realmente demorei muito pra fazer a resenha desse mangá porque eu levei um tempão pra finalizá-lo, ele é bem grande, até agora é o maior que eu li. Descobri o mangá por causa do filme, que eu vi antes, gostei tanto que queria ler o mangá, só encontrei no site que pus lá em cima em inglês, mas valeu. Inclusive, para quem estuda inglês eu recomendo muito, tá cheio de gírias.

Sensei conta a história de Hibiki, uma garota de 17 anos que se apaixona pelo seu professor de história, Itou, a partir do momento em que — a pedido de sua melhor amiga Chigusa — ela acaba colocando sem querer uma carta de amor da amiga para o professor de matemática, Sekya, no armário de sapatos de Itou. Na tentativa de desfazer seu engano, ela acaba se aproximando mais do professor quando começa a prestar atenção nele, até então Itou era apenas o jovem mestre inteligente, mas ele ganha uma outra imagem quando Hibiki descobre-se com o desejo de conhecer mais sobre ele. O problema é que Itou não está interessado em relacionamentos, ele não acredita nos sentimentos das mulheres principalmente em alunas colegiais cujos sentimentos são instáveis, disposta a provar a ele que ela é diferente.

Para dificultar as coisas, a professora de arte, Nakajima, também está interessada nele e faz de tudo para tirar a garota do seu caminho. Contudo, Hibiki insiste no seu sentimento pelo professor que acaba cedendo aos seus sentimentos. Mas uma relação professor-aluna é complicado, principalmente em uma sociedade conservadora como o Japão e apesar de a diferença de idade deles não ser tão absurda (quer dizer, pros japoneses 27 anos parece 97) eles precisam ser cuidadosos. Mais e mais pessoas vão entrando no seu caminho e pondo os sentimentos de ambos à prova, além de Nakajima surge uma ex-aluna de Itou que também era apaixonada por ele e é a principal razão de ele não acreditar nos sentimentos de Hibiki. Surge um aluno novo disposto a usar o segredo dela como uma forma de fazê-la sair com ele, aparece uma nova aluna que se apaixona por Itou e promete tirá-lo de Hibiki além de vários outros problemas.

Nesse entremeio, Chigusa e Kosuke são as únicas pessoas com quem ela pode realmente contar e é quem fica ao seu lado ajudando-a a vencer todas as dificuldades que o complicado relacionamento lhe impõe. Não apenas os problemas externos, mas eles próprios acabam se tornando um problema para si mesmos e vão precisar de muita coragem para encontrarem seus caminhos.

Eu gostei muito da história como um todo, ela é envolvente e mexe com a gente, por vezes a gente tem raiva das decisões tomadas por eles e em outras a gente se derrete com o quão amorzinho eles são. Há personagens bem chatos e outros adoráveis a história é bem slice of life então segue um ritmo bem lento, é muito bacana ver o dia a dia na escola japonesa, a pressão e a preocupação dos pais e professores sobre os alunos e, sobretudo, a visão deles mesmos sobre a própria vida e o futuro. O traço do mangá causou estranheza pra mim no começo, é bem diferente do traço que estou acostumada com os outros mangás, mas ainda assim com uns três volumes a gente acostuma e a história é boa independente disso. A razão principal de eu ter procurado o mangá é porque queria saber o que acontecia depois do final do filme (se mostrava), mas acabei percebendo que o tempo-espaço de ambos é muito diferente.

Ano: 2017
Direção: Takahiro Miki
Autora: Kazune Kawahara
Roteiro: Mari Okada
Elenco: Toma Ikuta, Suzu Hirose, Aoi Morikawa, Ryo Ryusei, Manami Higa

Ano passado foi anunciado o live action de Sensei, tendo Toma Ikuta (Bokura Ga Ita, Maijo Saiban) no papel de Itou Kosaku e Suzu Hirose como Shimada Hibiki. Esse ano o Mahal Dramas pegou o projeto para legendar e foi como eu conheci a história.

A primeira coisa a se ter em mente é que o filme é uma adaptação bem rasa da história, apesar de ser muito bom à sua própria maneira, muita coisa só fica realmente clara quando lemos o mangá, onde temos uma melhor visão sobre quem é Itou, seu passado e os motivos para ele agir como age. Além de ter tido várias personagens como relevância reduzida na adaptação, outras personagens foram simplesmente removidas, algo semelhante ao que aconteceu com Lovely Complex.

Também, combinemos, são 20 volumes de mangá para colocar em uma hora e meia de filme, logicamente não daria para fazer algo completo. O ideal seria um dorama ou um anime. Uma das mudanças que, ao meu ver, foi muito boa, é o fato de o Itou do filme não ser fumante, esse fato me incomodava um pouco no mangá, apesar de que a maioria da população japonesa, principalmente os homens, são fumantes. Outra mudança um pouco sutil, mas não tanto foi a personalidade da Hibiki, ela é um pouco mais passiva no filme que no mangá, combina com o tom da adaptação, mas ainda assim achei meio destoado.

Há algumas coisas que acontecem no filme que no mangá não acontecem ou ocorrem em momentos e maneiras diferentes. A personalidade do Kosaku foi outra coisa que mudou um pouco também e, apesar de não influenciar muito, eu sempre fico chateada quando fazem isso. O tempo do filme é bem diferente do mangá (até porque a duração é menor), de modo que acontece entre o primeiro e o terceiro ano e não nos dá muito plano de fundo. A relação de Hibiki com os pais não é muito explorada e muitas das informações ficam meio perdidas para quem não leu o mangá. Eu poderia dizer que esse filme foi feito para os leitores do mangá, porque eles podem, a partir do original, pegar as referências e juntar as peças soltas e desaparecidas dentro de uma história que adaptou os 20 volumes de maneira um pouco aleatória e muito pouco linear.

Mesmo assim é um filme muito bom, as atuações são bem legais principalmente da Suzu que eu não conhecia. Quando terminei o mangá e fui ver o filme de novo, muita coisa que eu não havia entendido antes e outras que ficaram em modo de questionamento na minha mente foram respondidas. Então, recomendo muito ambos!

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