terça-feira, 31 de julho de 2018

28 anos...

Oi, gente!

Quero começar dizendo que não esqueci vocês, é que essas últimas semanas foram meio corridas pra mim e bem difíceis, mas estou quase finalizando o livro da vez, apenas o dorama vai demorar um pouco mais.

Bom, quem me conhece sabe que não gosto de comemorar aniversários, desativo a data nas redes sociais, não apenas por não me sentir confortável com isso, mas porque para mim a passagem de tempo implica sempre muitas tristezas e dores causadas pela ansiedade. Veja, quando você sofre de ansiedade, pensar no futuro é como puxar o gatilho de uma arma apontada para sua cabeça, do mesmo modo o presente é uma guerra e o passado um suplício que carregamos diariamente.

Todos os anos, no meu aniversário, minha irmã ressignifica para mim o sentido de vencer mais um inverno, ela me lembra que a celebração do aniversário de alguém não é para essa pessoa, mas para aqueles que a estimam. Pode parecer uma comparação infeliz, mas, a título de analogia, vou usar assim mesmo: é o mesmo para os velórios, não é para quem vai, é para os que ficam.

Eu completei 28 anos ontem, na minha cabeça isso é metade de uma vida e esse pensamento implica muitas coisas tristes sobre as quais não cabe falar neste post. Meus planos eram dormir o dia todo (ou pelo menos a maior parte dele) e passar o resto assistindo animes com a minha irmã. Contudo, esse ano ela foi além, me convenceu a sair com nossos dois melhores amigos uma vez que um deles, que mora fora, está passando férias aqui. Disse a ela que aceitava ir se não tivesse comemoração, fosse apenas um reencontro entre amigos para rir, bater fotos e jogar como sempre fazemos.


Ela insistiu em comprar um bolo, mesmo que não fosse nada convencional, compramos algumas besteiras para um "lanche entre amigos", marcamos na pracinha de sempre e durante todo o tempo eu olhava aquelas pessoas e pensava que aquele sim era meu presente, minha celebração, era por eles que continuava respirando todos os dias e, mesmo no meio da tempestade, a vida era boa. Eu cheguei aos 28 contrariando muitas, muitas coisas, por causa deles, por saber que eles existem.

Antes de dormir de madrugada hoje, ficava pensando apenas "nossa, 28... um passo dos 30", isso meio que estava me deprimindo por uma série de fatores que não convém explicar. Mas quando cheguei em casa, tomei banho e fui ver com a minha irmã os filmes de InuYasha, comecei a sorrir lembrando das risadas e brincadeiras que compartilhamos, das fotos que registraram esse momento, sobretudo, da amizade que nos une a mais tempo do que sou capaz de contar.

Aos 28 anos, pela primeira vez em meu aniversário, compreendi o verdadeiro sentido de celebrar a vida, por mais que isso vá de encontro a todos os pensamentos ruins e complicados que rondam sua mente. A gente celebra não os anos que foram vencidos e ficaram no passado, mas a gente celebra as pessoas que ficaram, que continuam ao nosso lado a despeito da distância, das desavenças, de tudo. Essas pessoas que nunca te esquecem e que você sabe, sempre pode correr para seu abraço quando o mundo fica sombrio.

Pela primeira vez, em 28 anos de vida, fiquei feliz de coração por comemorar meu aniversário, por passá-lo ao lado dessas pessoas que amo mais que a mim mesma, por cada segundinho do dia que veio com a idade nova e com todos os desafios e dores que ela traz consigo. Mas apesar de estar assustada pelo menos tenho a certeza que não estou sozinha...


2 comentários:

  1. Que lindo, aproveite sua vida maravilhosa

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Mari! Super bem vinda ao meu cantinho ^^ obrigada pelo comentário, é um pouco assustador, mas estou tentando aproveitar como posso! Super abraço e volte sempre :D

      Excluir