Original: The Lake House
Ano: 2006
Direção: Alejandro Agresti
Gênero: Drama, Romance
Sinopse: Uma médica solitária vai morar numa linda casa na beira de um lago, apaixona-se por um arquiteto frustrado, que troca de bilhetes com ela pela caixa de correio da casa onde ela mora. Quando eles descobrem que estão vivendo no mesmo dia, mas com dois anos de diferença, eles resolvem desafiar o tempo e tentam descobrir qual é o mistério atrás do incrível romance deles.
A primeira vez que vi esse filme era ainda época das locadoras. Devo ter revisto pelo menos umas dez vezes ou mais ao longo dos anos, mas é sempre bom voltar a esses filmes mais velhos, nenhum filme de hoje em dia consegue ter a mesma magia dos filmes dos anos 90 e início dos anos 2000. Só muitos anos depois, quando comecei a ver doramas, me inteirei que, na verdade, esse filme é o remake de um filme coreano chamado Il Mare e, embora tenha visto o original anos atrás, não vim aqui comentar sobre ele, então estou fazendo isso hoje.
A Casa do Lago é o romance entre Alex, um arquiteto cuja infância difícil marcou sua vida, e Kate, uma médica que vive para o trabalho por não ter um propósito certo na vida desde o falecimento do seu pai. A vida deles se cruza através da caixa de correio da casa do lago pertencente originalmente a Alex. O detalhe é que Kate e Alex vivem em épocas diferentes. Ela está em 2006 e ele em 2004.
O que começa como uma correspondência mágica entre anos diferentes acaba se tornando um sentimento intenso e sincero entre duas pessoas, Alex procura por Kate na época dele e os dois se conhecem, a cachorrinha que ambos compartilham tem um papel fundamental nesse entrelaçar de destinos. Mas há um mistério que impede os dois de se encontrarem na época de Kate e, decepcionada, ela acaba desistindo até descobrir o que não permitiu que Alex fosse vê-la em 2006 e, assim, tentar mudar o destino dos dois.
O remake americano foca muito no romance, a gente tem um personagem que cresceu em um lar disfuncional e isso deixou marcas profundas na maneira como ele se relaciona com o pai. E, por outro lado, uma personagem que não tem muito propósito além de trabalhar, ela vive em um relacionamento sem amor apenas para não ficar sozinha e, ao mesmo tempo que se preocupa com detalhes, ignora as próprias vontades. Conforme se conhecem e vão se aprofundando na vida um do outro, os dois começam a progredir e ter o tipo de entendimento mútuo que a gente só encontra em filmes e livros. É um filme muito bonito e com Keanu Reeves e Sandra Bullock no elenco a gente não precisa de mais nada. Química de milhões.
Original: 시월애
Ano: 2000
Direção: Lee Hyun-seung
Gênero: Romance
Sinopse: Eun-joo, ao mudar-se da casa conhecida como 'Il Mare', deixa um cartão de natal para o eventual novo morador, em 1999. Neste cartão ela pede para que este novo proprietário envie para a sua nova casa a correspondência recebida em seu nome. Em 1997, Sung-hyun, o primeiro proprietário de 'Il Mare', encontra o cartão de natal de Eun-joo. Pensando ser uma piada, Sung-hyun envia-lhe uma carta lembrando-a que estão em 1997 e não em 1999. Percebem então que estão separados por dois anos no tempo, mas que podem se comunicar através da caixa de correio.
O remake foi bem fiel à versão original, mantendo apenas a essência principal da história, mas dando um ritmo mais ágil e aproximando mais os personagens. A versão coreana é um pouco mais poética, bem como a própria cultura, ainda mais em um filme de 2000, não existe uma química fervorosa entre os personagens. A trama foca basicamente em Eun Joo, que na versão original é dubladora e não médica. Ela tem um relacionamento enrolado com o namorado que está estudando nos EUA, ela decidiu não ir com ele para dar início a sua carreira como dubladora, mas ele acabou parando de entrar em contato.
Assim como no remake, ela morou na casa do lago, que aqui se chama Il Mare, não é tão bonita quanto o design americano, parece mais um bunker. Essa casa, na verdade, é da tia de Sung Hyun que dois anos antes a oferece para ele morar. A correspondência começa, tal como no remake, no dia que ela está saindo da casa e ele está chegando. O filme não aprofunda muito essa proximidade dos dois, parece mais uma amizade mesmo, especialmente quando Sung Hyun fica apaixonado, mas Eun Joo ainda está apaixonada pelo ex. O acidente acontece nas mesmas circunstâncias, embora as relações entre os personagens seja diferente. O final é a parte mais gritante, enquanto no remake há um encontro bonito que culmina o romance construído ao longo de todo o longa, na versão original é uma verdadeira volta no tempo com os personagens se encontrando pela primeira vez. Achei um anticlímax? Achei.
O filme não é ruim, é bem lento, meio melancólico e não aprofunda em nada o romance entre eles, fica tudo nas entrelinhas, achei que saiu mais como um amor unilateral que propriamente um afeto mútuo. Mas fica aí a indicação, tem ele para ver no telegram.


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