Original: 変な地図
Autor: Uketsu
Ano: 2026
Gênero: Mistério, suspense, investigação
Sinopse: Quando o universitário Fuminobu Kurihara visita a antiga casa da família materna para decidir se ela será vendida, algo não parece certo. O pai evita certos cômodos, há sinais estranhos de descuido — especialmente no banheiro — e algo suspeito paira sobre o lugar. A partir desses detalhes, Kurihara chega a uma conclusão inquietante: sua avó morreu ali, em circunstâncias que nunca foram plenamente explicadas, segurando um antigo mapa cuja origem ninguém consegue determinar.
O desenho retrata um vilarejo, um lago, uma montanha e figuras enigmáticas que lembram criaturas sobrenaturais. O que seria aquilo? E por que sua avó manteve esse mapa consigo até o último instante de vida?
Alternando registros do passado e a investigação no presente, Mapas estranhos conduz o leitor por uma trama que se constrói peça a peça: mapas, anotações, vestígios e relatos se conectam aos poucos, revelando como eventos do passado podem reverberar por muitos anos.
Após descobrir que sua avó se suicidou, Fuminobo Kurihara decide descobrir o segredo por trás de um estranho mapa que ela estava segurando. Aquele segredo consumiu a vida de sua mãe e ele queria descobrir por ela. Assim, ele viaja para o interior onde conhece a policial Akari cujos pais tem uma pousada. Enquanto se hospeda lá e começa sua investigação de um antigo vilarejo próximo a um monte, um estranho “acidente” acontece em um túnel onde um homem se choca contra o trem.
Junto com Akari, eles descobrem que o incidente está ligado a uma poderosa família da região e a obras relacionadas à ferrovia dentro do monte, tudo isso associado a uma sombria história de um passado remoto que esconde um segredo também ligado à avó dele e a mãe de Akari.
Dos quatro livros dessa série esse foi o que eu achei mais fraquinho. Inclusive, Uketsu deve ter algo com os Kurihara porque em todo livro dele tem um e em todos eles o guri é um gênio da dedução. Nem Sherlock era tão perspicaz (sarcasmo). A linha é a mesma dos outros livros, a partir de detalhes mínimos o personagem tece uma teia de acontecimentos que, na prática, seria quase impossível de prever.
Não posso dizer ainda que o estilo está saturado, sabe, mas a sensação que dá é que a gente está vendo a mesma coisa de um jeito menos interessante, inclusive, dos quatro, achei que Imagens Estranhas foi o melhor. A história do livro se fecha, sim, achei algumas explicações meio viajadas? Achei, mas não compete a mim julgar. De todo modo, apesar de não ser ruim, e a parte do vilarejo ser bem crível dado a sociedade japonesa, não pude deixar de ficar um pouco desapontada com o final, para o suspense que o primeiro capítulo gerou, me soou como um anticlímax.
Não desgostei, mas os anteriores são melhores.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Ao comentar seja sempre respeitoso à opinião do outro. Nem todo mundo pensa como você e a diversidade existe para isso. Exponha suas ideias sem ofender a crença ou a opinião de ninguém. Comentários com insultos ou discriminação de qualquer natureza serão excluídos.