terça-feira, 10 de junho de 2014

Trilogia A Seleção- Kiera Cass: Livro 02 Resenha

Eu tinha separado uma semana para ler A Elite, li em três dias. O livro me despertou as mais diversas sensações possíveis, indignação, raiva, fúria (raiva²) e medo. MUITO MEDO. Normalmente em trilogias o primeiro livro é uma apresentação, o segundo é um intermediário para intensificação do conflito e o terceiro é a resolução. Nessa série isso meio que não acontece. Você SEMPRE está tenso, sempre tem alguma coisa que faz com que você duvide do final feliz mesmo já sabendo qual é. É o tipo de livro que faz você ficar pensando nele mesmo quando não está lendo ou quando termina e eu gosto muito dessa sensação. Então, eis para vocês, a resenha do segundo volume da série A Seleção.
A Elite – Série A Seleção Livro 2

No segundo livro da série A Seleção, acompanhamos America junto das outras cinco garotas restantes na seleção. A disputa está acirrada e a garota se sente cada vez mais próxima de Maxon e mais longe de Aspen.
De início, vemos como as coisas no palácio seguiram desde o final do primeiro livro, que não se passou mais que algumas semanas, as obrigações da Elite aumentaram e as provas das garotas se tornaram mais complexas, como os debates televisivos e as aulas mais intensas. Maxon, a fim de satisfazer America, organiza uma festa de Halloween no palácio e aproveita a oportunidade para conhecer os pais de America depois de descobrir que ela nutre por ele sentimentos mais fortes e convictos. A garota está decidida a entregar-se a Maxon para sempre e esquecer Aspen. Mas Maxon parece distanciar-se dela depois que America lhe revela seus sentimentos o que acaba por deixa-la magoada e, na festa de Halloween, ela se encontra com Aspen e seus sentimentos se confundem um pouco, mesmo assim ela ainda está enciumada e triste por Maxon não lhe dar atenção enquanto fica com as outras garotas da Elite. Mas no fim da noite, Maxon a tira para dançar e finalmente explica suas atitudes deixando America ainda mais convicta de seus sentimentos por ele, a garota emocionada e assustada pelo futuro como princesa, tenta concentrar-se apenas no amor que começa a crescer cada vez mais pelo príncipe.
Mas no dia seguinte, as coisas ficam estranhas. E America descobre que sua única e melhor amiga Marlee está no corredor da morte por ter sido pega com um dos soldados na festa de Halloween, tensa, America descobre que Maxon poupara a vida dos dois, mas eles serão açoitados no meio de todo mundo, o soldado nas costas e Marlee nas mãos além de serem rebaixados à casta oito, a mais baixa e ignorada de todas. Horrorizada, America se esquece de sua posição na elite e de qualquer outra coisa, seu senso de justiça fala mais alto e ela corre para implorar a Maxon que impeça a barbárie, chocada por ele não lhe responder ela é carregada de volta ao castelo por soldados e se entrega à agonia dos gritos de Marlee que ecoam em sua mente.
Maxon tenta resolver as coisas explicando a America que ele não tinha outra escolha por causa da lei, se Marlee não fosse punida com açoites teria de ser morta. America não consegue acreditar em Maxon e sente toda a sua paixão por ele fraquejar, sente que não poderá ser princesa e aguentar coisas como aquela calada. O príncipe lhe implora para reconsiderar e dar-lhe tempo para provar que a vida ao lado dele pode ser melhor que aquilo, mas a proximidade do consolo de Aspen coloca na mente de America que seu sentimento por Maxon foi uma ilusão e que ele não sentia por ela metade do que ela sentia por ele. Para piorar e defender Marlee, America briga com Celeste e por pouco não é expulsa da seleção, descobrindo que sua popularidade caiu e que a chance de um futuro ao lado de Maxon é impossível.
As garotas são incumbidas de preparar a recepção de visitantes diplomatas ao castelo, os alemães que já são aliados de Iléia e os Italianos que ainda não são. Kriss e America ficam responsáveis pelo grupo Italiano, mas antes mesmo de conseguir respirar, um ataque rebelde eclode no castelo. No abrigo, sob a tensão que já parece familiarizada, America nota a proximidade entre Kriss e Maxon e não consegue não sentir-se incomodada. No dia seguinte, ainda à luz do dia, outro ataque acontece e todos são pegos fora da possibilidade de ir para o abrigo subterrâneo, America consegue fugir para a floresta e fica perdida passando inclusive pela tensão de ser vista por uma das rebeldes. Ela é salva por Aspen e outros guardas e levada de volta ao castelo onde recebe horas mais tarde a visita de um Maxon preocupado.
Apesar dos contratempos, a recepção de America e Kriss é um sucesso, as italianas ficam impressionadas e a princesa mostra a America seu interesse em que ela seja a futura rainha de Iléia, oferecendo inclusive seu apoio. As dúvidas de America são cada vez mais fortes enquanto ela percebe que Maxon e Kriss estão mais íntimos e percebe que sua indecisão está afastando Maxon e ela o está perdendo, enquanto Aspen aproveita-se disso para aproximar-se ainda mais dela. As coisas na Ásia pioram e o príncipe tem que partir de última hora junto com o pai, America sente a tensão da situação que pode custar a vida de Maxon, seu coração enche-se de medo e dúvida, mas isso não a impede de se encontrar com Aspen. Maxon acaba voltando bem para casa, mas as coisas estão de longe piores entre ele e America que, indecisa e influenciada por Aspen, continua afastando-o dela. Ao flagrá-lo com Celeste, America decide que é o fim da seleção para ela, cega pela sua própria raiva e decepção, ela não consegue ver que Maxon a ama e não permitirá que ela vá embora então decide sabotar a si mesma na prova mais difícil que a Elite tem que passar.

Apesar de mexer com um tema considerado meio clichê, Kiera Cass sabe muito bem o que está fazendo. A série não é um livrinho água com açúcar sobre se apaixonar por um príncipe, mas mexe com questões políticas e sociais, tem cenas verdadeiramente inquietantes e deixa você sempre em constante tensão. É absolutamente notável que America e Maxon terminarão juntos, você consegue prever isso já no primeiro livro, não porque é esperado, mas porque se você ler levando em conta todas as circunstâncias e sentimentos dela vai perceber que é quase a coisa certa a se fazer. Mas até lá, a autora planeja nos deixar sem fôlego e imaginando sempre o pior, porque o clima de tensão provocado pelos encontros de America com Aspen (que eu estou torcendo para acabarem logo), a aproximação cada vez maior de Maxon com Kriss (que eu agradeço à burrice de America por acontecer) e os constantes ataques rebeldes cada vez mais violentos fazem um bolo de tensão que te permitem duvidar em alguns momentos, mas tenho esse final como certo. A série A Seleção se mostra não apenas uma sequência fascinante que te desperta todo o tipo de sensações, mas faz você refletir e repensar em muitas coisas. Sem dúvida, Maxon é o príncipe que todas nós sonhamos ter em nossas vidas, ele é imperfeito, doce, sincero, inteligente e luta por aquilo que ama colocando a felicidade dessa pessoa acima da sua, mas sem se anular em função disso. Vale a pena ler, sempre.

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