sábado, 11 de janeiro de 2014

O Lado bom da vida - Matthew Quick (Resenha)

Sinopse:
Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.

A gente só consegue apreciar a luz depois de viver muito tempo nas trevas. E lendo esse livro eu consegui distinguir com nitidez essa verdade irrefutável. Li o livro em dois dias (porque tive que sair ontem) e sinceramente mesmo que eu não entenda a necessidade que os escritores modernos tenham de colocar as palavras "trepar" e encher os livros de palavrões - não é uma crítica só uma observação - eu achei a leitura fantástica, realmente maravilhosa e encantadora, e estou trazendo agora para vocês a minha resenha:
Acompanhar Pat Peoples nessa otimista e comovente viagem foi um dos melhores acontecimentos do meu mês de Janeiro. Muitas vezes as pessoas são resistentes e até um pouco cruéis com os que sofrem de depressão, a maioria delas não entende o que é isso, não sabe o mal que essa doença causa a quem a tem. É a alma que está doente, e não há remédio para isso, por mais que tentemos manter a mente sã, a alma é mais difícil de fazer parar de doer. Enquanto eu passava pelas páginas desse livro (que levei apenas dois dias lendo) eu me senti Pat Peoples, não pelo fato de tentar “me consertar” para recuperar alguém, mas pelo fato de falar coisas que ninguém entende, de ter a mesma realidade de pessoas que tentam te ajudar sem saber como você se sente, e por um lado isso é muito bom. Senti até a motivação para voltar a fazer terapia, embora aqui seja bem mais difícil (como tudo no Brasil!). Mas sobretudo, me identifiquei com a batalha constante de Pat em se reinventar, de encontrar a si mesmo. O seu otimismo com relação à tudo e a sua revolta com o pessimismo são não apenas comoventes, mas admiráveis. E eu o admirei demais na sua determinação em se reinventar, em se reerguer, em tentar ser melhor e transformar tudo a sua volta, muitas vezes eu via Pat como uma criança de trinta e cinco anos.
O enredo do livro segue Pat Peoples, um ex - professor de história que acaba de sair de uma clínica psiquiátrica e volta para casa depois de quatro anos. Sua memória foi bloqueada por ele que acredita ter passado apenas alguns meses no que ele chama de lugar ruim e ao voltar para casa encara um pai indiferente que não fala com ele, e pouco a pouco as mudanças que ele perdeu vem a tona desencadeando uma onda de frustração e superproteção por parte das pessoas que o cercam. Pat está em constantes altos e baixos, gosta do seu novo terapeuta e tenta incansavelmente reestabelecer a relação com seu pai que define sua relação familiar com base nas vitórias e derrotas do seu time de futebol americano. O maior objetivo de Pat é tornar-se alguém melhor para que assim possa recuperar a sua esposa Nikki, e no meio de sua reintegração à vida social, Tiffany entra em sua vida e as coisas passam a ter um ritmo suave e de certa forma estranho até que Pat descubra que está vivendo parcialmente em seu próprio mundo imaginário.

O livro é fantástico, nos ensina como é importante ser otimista, acreditar em nós mesmos, fazer o bem a quem nos rodeia e, acima de tudo, lutar por aquilo em que acreditamos. Pat é um exemplo de que por mais que a vida te derrube você é sempre capaz de se erguer, que encarar a realidade não é fácil e nem simples, mas é preciso. Que a dor faz parte da vida e que só alcançaremos um futuro feliz se conseguirmos nos desfazer do passado triste e começar a construir um presente diferente. E que a chave para mudar é começar a mudar a si mesmo não importando o que as pessoas digam, pensem ou falem. O livro mostra um lado de pessoas deprimidas e com problemas psiquiátricos que muita gente não enxerga, não conhece. De fato, só se entende um depressivo quem já teve depressão. Eu amei de verdade o livro e recomendo a quem quiser experimentar algo completamente épico, espontâneo, otimista, engraçado, comovente e encantador. Pat nos mostra que mesmo nas horas mais sombrias e tristes a vida sempre tem um lado verdadeiramente bom.

Adaptação Cinematográfica:
Assisti ao filme assim que terminei a leitura (e escrevi a resenha rs) e sabem como é né? NUNCA tem a ver com o livro! Os acontecimentos, a cronologia enfim. Assim como aconteceu com diário de uma paixão parece que tem o livro e o filme, ambos são coisas distintas, mas realmente admito que tem um pouco a ver. Teve alguns pontos que eu gostei mais no filme do que no livro:
1. A relação com o pai dele não é definida pelos jogos dos EAGLES.
2. O final do filme é mais bonito que o do livro embora não seja surpreendente ou emocionante.
Enfim, recomendo ambos, embora eu tenha ficado como sempre P da vida com a adaptação tão sem haver com o livro! É de dar nos nervos pra quem leu o livro. Mas ambos são muito bons, cada um do seu jeito. A atuação é boa, a expressividade de emoções é legal também, a dublagem é boa embora eu não tenha visto o original e tenha estranhado a dublê da Jen, a voz dela parece que ela está bêbada a maior parte do filme ou coisa assim...O filme foi lançado em 2012 e tem como protagonistas Bradley Cooper e Jennifer Lawrence.

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