domingo, 28 de maio de 2017

Assassin's Creed: Renascença - Oliver Bowden

Título Original: Assassin's Creed: Renaissance
País: Reino Unido
Gênero: Fantasia, fição histórica
Lançamento: 2009
ISBN: 9780141046303

Sinopse: O livro conta a história de Ezio Auditore, um jovem em busca de vingança pelo precoce assassinato de sua família. Nessa sua missão de vingança ele descobre verdades sobre seu pai e sua história. Guiado pelos Assassinos,a sua habilidade como um Assassino é aperfeiçoada até que ele se torne um deles.
Ezio, então,envolve-se numa guerra entre a Ordem dos Assassinos e os Cavaleiros Templários, cujo ambos procuram por uma cripta antiga, escondida na Itália, que contém uma tecnologia avançada que pode alterar o modo como a humanidade pensa.
Passado completamente na Itália do século XV, a história acrescenta vários personagens reais, como Rodrigo Bórgia, que é retratado como o antagonista. Diferentemente do jogo Assassin's Creed II, não se expande por um vasto período de tempo (a história do jogo também se passa no final de 2012) e toma próprias liberdades em prol da criatividade. Não há nenhuma menção sobre os eventos dos dias modernos do universo de Assassin's Creed, incluindo Desmond Miles experienciando as memórias de seus ancestrais. Algumas partes do livro, incluindo o extenso relacionamento de Ezio com Christina, foram deixados de fora do jogo e foram incluídos como "memórias reprimidas" no jogo Assassin's Creed Brotherhood.

Primeiramente, desculpem pela minha atual negligência com tudo. Eu admito que tenho demorado a vida para terminar os livros, os dramas, tudo. Meu tempo tá mesmo muito louco e eu ando meio tensa por causa da viajem daqui duas semanas (viajem essa a qual não me sinto inclinada a ir, mas paguei a passagem e não tem reembolso!) e esse em especial eu demorei mais que o previsto.
A história segue Ezio Auditore o filho de um banqueiro influente em Florença na época da "igreja do dinheiro". Vou começar dizendo que a maior treta desse livro é real. Absurdo, mas é. Para começar, é preciso entender que Assassin's Creed mexe com fatos históricos verídicos e apesar de toda fantasia por trás da história, estar situado nesse pano de fundo histórico é importante para o compreender da história com totalidade. Eu consegui me situar por causa da História do mundo para quem tem pressa que li recentemente (e que foi uma das razões para o atraso desse livro) emprestado de uma amiga.
Mas voltando, Ezio desfruta de uma boa vida como um filho abastado de uma família amorosa, ele herdará a liderança do banco do pai já que seu irmão mais velho não leva o menor jeito para tal. Há também seu irmão mais novo, no início da adolescência e sua linda irmã Cláudia prometida em noivado para um homem inescrupuloso - que Ezio faz questão de desmascarar. Nesse mesmo dia ele recebe do pai a incumbência de fazer algumas entregas e encontrar algumas pessoas, entre elas Lorenzo de Médice (só me lembrei de Reing) um dos maiores aliados de sua família na cidade.
Quando seu pai e seus irmãos são presos acusados de traição, a casa de Ezio é saqueada, sua mãe violentada e sua irmã salva por pouco. Totalmente desnorteado, o garoto invade secretamente a fortaleza onde são mantidos e consegue falar brevemente com seu pai que lhe dá instruções precisas para procurar o gonfaloneiro (uma espécie de administrador e magistrado) e entregar-lhe certos documentos sigilosos que tratarão de sua inocência, contudo, o homem traiu a confiança do pai de Ezio condenando ele e seus irmãos à forca. Por estar foragido, Ezio fora o único sobrevivente, caçado como um criminoso, precisou fugir com a irmã e a mãe para pedir asilo a Mario, o irmão de seu pai.
Lá ele descobre que seu pai era mais que um simples banqueiro, mas pertencia ao credo dos assassinos e que os Pazzi não eram apenas inimigos da sua família por razões de domínio estatal, mas por serem parte dos templários, inimigos mortais dos assassinos e conspiradores da ordem mundial. Ezio então é treinado pelo seu tio nas habilidades principais para se tornar um assassino e enviado de volta a Florença com uma lista dos conspiradores para a morte do seu pai e dos principais inimigos do credo. 
Começa então uma verdadeira caçada por vingança e justiça. Enquanto vai atrás dos templários um a um, Ezio conhece novas pessoas que contribuem para seu treinamento e oferecem apoio à sua causa, mas os mistérios envolvendo o credo e seu passado continuam circundando a história através das páginas codificadas de um códex que os templários também querem montar. Com a ajuda de Leonardo da Vinci (sim, isso mesmo!) um cientista secreto e artista em ascensão, Ezio desenvolve as armas do códex dos assassinos que são sua arma principal na luta contra os inimigos da sua família. Ele percebe que pertencer a ordem é algo muito solitário, o grande amor da sua vida, Cristina Calfuci, é prometida em casamento a outro homem e, mais tarde, assassinada por um dos inimigos do credo. O principal responsável por toda desgraça caída sobre Ezio é Rodrigo Bórgia e abor aqui uma pequena pausa para uma explicação histórica sobre quem foi esse fulano que, assim como da Vinci, realmente existiu:
Alexandre VI, nascido Rodrigo Bórgia, ou Roderico de Borja; (Xàtiva, 1 de janeiro de 1431 – Roma, 18 de agosto de 1503) foi o 214.º papa da Igreja Católica, de 11 de agosto de 1492 até a data da sua morte. Adotou o nome de Rodrigo Borgia ao chegar à Itália.
Natural de Valência, após estudar em Roma, acompanhou seu primo Luis Juan de Milà y Borja à Universidade de Bolonha, onde se graduou em Leis.
O nome de sua família foi elevado à cátedra do Vaticano com a eleição do seu tio materno, Afonso Bórgia, como Papa Calisto III, por quem foi feito cardeal. Foi sucessivamente elevado a cargos de mais qualidade: bispo, cardeal e vice-chanceler da Igreja. Tornou-se um grande diplomata após servir à Cúria Romana durante cinco pontificados; adquiriu experiência administrativa, influência e riqueza, mas não grande poder.
Teve várias amantes: em particular Vanozza Catarei e Giulia Farnese, mulher de seu primo Orsino Orsini Migliorati. Rodrigo Bórgia usou sua fortuna e promessas para comprar a maior parte dos votos dos vinte e três cardeais quando se realizou o conclave para definir a sucessão do papa Inocêncio VIII. No conclave houve três candidatos: ele próprio, Ascanio Sforza e Giuliano della Rovere. Reuniram-se em agosto de 1492, na capela apelidada Capela Sistina, por ter sido construída pelo papa Sisto IV, adornada com obras-primas de Botticelli, Pinturicchio, Ghirlandaio e Michelangelo. A eleição foi definida na madrugada de 10 para 11 de agosto. Deu-se a coroação ao 26 de agosto. Rodrigo Bórgia tinha então 60 anos, e adotou o nome de Alexandre VI (em latim, Alexander VI). Notoriamente, recebeu a infeliz distinção de ser considerado, por muitos, o pior de todos os papas. 
Sua trajetória é representada na série The Borgias. Ele representou uma igreja católica afundada em corrupção, luxúria e sede de poder. Infelizmente há esse passado escuro na igreja católica, afinal, é formada por homens e não preciso dizer muito sobre isso, uma vez que o mundo está como está por culpa de homens tão ruins ou piores que ele. Ele planejou o assassinato do pai de Ézio e o caçou incansavelmente a fim de impedir que ele conseguisse as demais partes do códex, atrapalhasse seus planos de controlar toda penísula itálica e, sobretudo, colocasse as mãos no poderoso artefato que, segundo foi descrito, era um pedaço do édem. Contudo, Ezio Auditore não está nem um pouco inclinado a desistir do seu caminho como assassino e justiceiro da sua família mesmo que seu inimigo seja mais forte que ele.
O livro abrange um período histórico de 1476 a 1503 e conta com a presença, quase no finalzinho, de Nicolau Maquiavel (sim, o próprio) que era um assassino! Depois de ver Bach como um caçador de sombras nada mais me surpreende, né? Gente, acontece muita coisa nesse livro, sério! O que eu falei aí não é nem uma graminha! Todo o tempo está havendo uma batalha ou sendo planejada uma, em certos pontos eu senti que a coisa ia meio que para o lado game quando Ezio recebia missões de alguém para resgate ou coisa assim, essas partes ficavam tão mecânicas que me lembravam o jogo (que eu não joguei, tá? Só pra constar). O final foi um pouco... não sei... é difícil pôr em palavras, não foi ruim, mas não foi o que eu esperava que fosse. Na verdade o livro como um todo foi bem diferente do que eu esperava. Ainda assim, achei a leitura bem interessante, principalmente pela história ser inserida em acontecimentos reais, o que torna o livro quase uma aula de história com movimentação interessante. Acho sim uma leitura válida, mesmo apesar do final meio como assim? 

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