sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Desafio 365 Dia #5 Escreva no estilo do seu autor favorito

Dia #5 Escreva no estilo do seu autor favorito

Esse vai ser um pouquinho difícil de cumprir, minha autora favorita por razões óbvias é a Cassandra Clare, eu vou seguir (ou tentar) um estilo de narrativa em terceira pessoa que foca o ponto de vista de personagens alternadamente. Vou tentar, pelo menos kkkk. Essa é uma cena que pensei agora e vai entrar em Queimando, segundo livro da duologia Fogo e Gelo. Espero que gostem!


— O que falar da pessoa que solta de forma despretensiosa que escreveu um livro de 600 páginas como se dissesse que fez uma lição de escola? — Cass sorria de forma despojada, sentindo-se à vontade com sua amiga Sarah como se não precisasse usar de subterfúgios para ter uma conversa divertida.
— Alguns chamariam de “maluca” talvez. — Sorriu ela, divertida. — Aceita algo para beber? Minha adega é abastecida com qualquer bebida que queira. Sabe, tenho amigos de muitas espécies.
— Uma vodca seria ótimo! — Piscou.
— Saindo uma vodca!
            A conjuradora espalmou a mão no ar em direção a adega e uma garra de vodca veio flutuando no ar velozmente até sua mão. Cass olhava aquilo admirado, ainda não havia se acostumado com os poderes da amiga, ela não era uma bruxa, também não era uma fada, a espécie dela era algo totalmente novo, algo que ele nunca vira antes em suas andanças pelo mundo. Sarah era, para ele, alguém fascinante. Agradeceu pela bebida sorvendo o líquido quase de imediato. Talvez fosse a sede ou o costume adquiro nos bares que frequentava, mas então, ao pensar no que a amiga disse, decidiu testá-la.
— Vem cá, me diz , tem sangue de unicórnio? — Na tentativa de não rir pela pergunta Cass apenas de dedicou a preparar outra dose de vodca, mas realmente era movido pela curiosidade sobre o peculiar liquido carmim. — Ah, eu ando por muitos lugares.  Um pouco aqui e outro ali.  Curto ler bastante, então pretendo aumentar a quantidade de livros na estante e, em minhas leituras, recentemente fui pego por esse líquido peculiar, fiquei imaginando se você teria algo do tipo em sua adega.
            Cass deslizava o dedo na borda do copo, parecia organizar bem o que falava ou quem sabe apenas pensava em sua coleção abarrotada na estante velha do quarto alugado.

Sarah deu uma risada ao ouvir a pergunta. Erguendo a mão ela girou o pulso delicadamente fazendo a geladeira abrir e levitando a garrafa de vidro no ar até sua mão. Pelo vidro via-se um líquido rubro brilhante e acetinado, a garrafa era tampada com uma espécie de cortiça de vidro vermelha que parecia uma pedra preciosa. Ela piscou para Cassel apontando a garrafa.
— Fresquinho. Importado da Normândia, mas não me diga que quer uma dose!
            Ela prestava atenção enquanto ele falava. A sensação de proximidade e naturalidade lhe trouxeram à mente as agradáveis conversas que tivera com o amigo antes de ele partir. Estava sinceramente feliz de revê-lo. A reação de Cass foi realmente curiosa ao ver a garrafa pela primeira vez, Sarah podia perceber que ele estava perplexo, inicialmente levou um tempo até que ele recuperasse a voz.
— E se eu disse que sim?  Vai me dar? — Inquiriu ele e a conjuradora ergueu uma sobrancelha, desafiadora.
            Sarah observava Cass menear a cabeça para o lado, seu riso invadia o pequeno espaço da sala preenchendo-a de vida.  A aguçada curiosidade do caído estava em evidência, por um lado achava infantil o ímpeto por experimentar, por outro, dizia para si mesma que poderia ser divertido observá-lo naquela empreitada. Apesar de já ter passado por aquilo diversas vezes com seus convidados, ela sabia, nunca se cansava da experiência.
— Claro que sim. — Deu de ombros com uma risada baixa. — Mas advirto, o gosto pode te deixar um pouco "enjoado". E os efeitos eu não posso prever, geralmente essa bebida é pedida por demônios do caos e seguidores de asmodeus... não sei que tipo de efeito colateral poderá causar em anjos caídos.
— Deixe que eu descubra por mim mesmo! — Piscou ele.
            Ela se lembrava do gosto. O sangue de unicórnio era mais denso que o sangue comum de humanos e animais, engoli-lo era quase como colocar o dedo na garganta. O sabor era ácido e agridoce com um fundo amargo e algumas nuances apimentadas. Da primeira vez que provou se perguntou como os demônios conseguiam beber aquilo. Nela, os efeitos colaterais se reduziram a vômito e alucinações. Não sabia que efeitos teria no amigo, ainda assim, deixá-lo-ia experimentar, afinal, por bem ou por mal o sangue de unicórnio só era mortal para hospedeiros. Assim, pousou a mão espalmada sobre a mesa de centro e concentrou-se, erguendo-a delicadamente e bem devagar enquanto uma taça de cristal se materializava como que saindo da sua mão. Sarah dispôs uns dois dedos da bebida dentro da taça e entregou-a a Cass.


Não está completa, é claro, mas eu já terminei ela toda e ficou muito divertida a reação do Cass ao sangue. O efeito que eu dei à cena, de usar a terceira pessoa para as duas personagens, é mais ou menos o da tia Cassie, mas, meus queridos, eu estou longe do patamar dela. Ainda assim, fica valendo eu acho. Os sábados geralmente são ruins para escrever porque é meu dia de faxina, ainda assim vou tentar pôr em dia, então até amanha!


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