sábado, 29 de setembro de 2018

[Anime] Usagi Drop

Título Original: うさぎドロップ Usagi Doroppu lit. gota de coelho
Ano: 2011
Direção: Kanta Kamei
Episódios: 11

Sinopse: Daikichi, um homem de 30 anos, tinha uma vida relaxada de solteiro até que um dia recebe a notícia de que seu avô morreu. Durante o velório, Daikichi conhece Rin, uma garota de 6 anos que era filha escondida do avô e que agora irá para orfanato por não ser desejada pela família. Ao saber disso, Daikichi reage contra essa decisão e acaba preferindo adotar a menina. Assim, começa a nova vida do homem desorganizado com a menina bem educada.

Eu conheci esse anime por meio do filme live action que já resenhei aqui no blog. Minha irmã havia baixo pra gente assistir e me prometeu que era uma comédia fofa, mas acabei chorando horrores de tão lindo que é. Gente, quando vi que tinha o anime não podia deixar de ver e logo de cara caí de amores.

A história gira em torno de Daikichi, um homem de trinta anos, solteiro, chefe de equipe de uma empresa. Mal imaginava que sua vida ia dar uma reviravolta quando seu avô falece deixando para trás uma garotinha de seis anos. Toda a família está reunida nas cerimônias fúnebres e discutindo o futuro da menininha que, em um primeiro momento, parece retraída e triste, mas algo nela chama a atenção dele, assim como, por se parecer muito com o avô falecido, a menininha também se sente próxima do estranho de quem é tia. Apesar do anime deixar essa impressão de parentesco, enquanto assistia percebi que ficou meio ambíguo se ela realmente era filha do avô dele ou se a mãe dela engravidou de outro homem e o avô assumiu a paternidade.

Bem, a família decide deixar a menina em um orfanato uma vez que ninguém está disposto a cuidar dela, coisa que revolta Daikichi. Ele pergunta a garotinha, de nome Rin, se ela não quer ir morar com ele, ela acaba aceitando e, sem pestanejar, ele a leva para casa. No início, apesar da estranheza dos dois e das dificuldades que uma criança representa na vida de um homem que, até então, só cuidava de si mesmo, ele se afeiçoa a companhia dela e ao seu espírito educado e fofo. Conforme a fragilidade infantil de Rin vai aflorando, o carinho e o instinto protetor de Daikichi começa a crescer, tomando proporções cada vez maiores. E é isso que deixa o anime ainda mais adorável, essa relação única que eles tem.

Daikichi procura Masako, a mãe de Rin, na tentativa de descobrir o motivo para ela ter abandonado a filha. Ele descobre que ela engravidou muito jovem e, por causa do trabalho como mangaká, preferiu abandonar a criança e seguir sua carreira do que dividir-se em cuidar dela e cumprir com as obrigações que sua tarefa exigia, algo muito difícil. Ele percebe que a mulher não tem qualquer intenção de conhecer a menina ou interesse genuíno por ela, de modo que decide não apresentar as duas nem contar a Rin que a empregada do seu avô, que lhe metia medo quando criança, era na verdade sua mãe. 

Logo, a presença de Rin na vida dele, mostra a Daikichi que para atender bem a uma criança, alguns sacrifícios precisam ser feitos e ele se mostra mais que disposto a aceitá-los pelo bem estar da menina, como passar tempo com ela, cuidar da sua saúde física e emocional, incentivá-la nos estudos e estar presente em todos os momentos de seu desenvolvimento. Ele muda sua vida completamente e, com a ajuda de outros pais e mães, vai  descobrindo um mundo no qual nunca imaginou entrar. Acompanhar tudo isso é muito adorável e rende de nós boas risadas e grandes ataques de fofura.

Polêmica do mangá

Fiquei sabendo que havia o mangá do anime, mas envolvido em uma controvérsia quanto ao final. Li em alguns sites e vi algumas resenhas sobre isso que me desmotivaram a conhecer o material original. Diz-se que, no último volume, Daikichi e Rin desenvolvem um outro tipo de relacionamento, mais voltado para o amoroso, que destoa totalmente da construção apresentada no início da obra onde a relação dos dois estava mais para pai e filha, pelo menos no que foi adaptado, não vi qualquer sentido em se tornar um interesse romântico. Faria mais lógica se ela se interessasse por Kouki, o garotinho que estuda com ela e é filho da mulher divorciada com quem eu shippo muito o Daikichi.

Isso acabou tirando meu interesse em ler o mangá, não apenas por achar a relação sem sentido, mas porque, no meu ver, quebrou um pouquinho a magia do que é construído no início da obra. Acredito que ninguém que viu essa primeira parte conseguiu entender esse desfecho ou pescar, em algum momento, um indício de que isso poderia acontecer.

Diferenças do filme

Tem um tempinho já que eu resenhei aqui no blog o filme desse anime, inclusive, na postagem se bem lembro, tem outro filme que vi na mesma semana. Logicamente o enredo mudou um pouco do anime para o filme, principalmente porque seria impossível colocar tudo em uma hora; pode-se dizer que o enredo foi comprimido e tirou-se apenas os principais eventos.

Houveram algumas mudanças que não acontecem no anime, como a fuga de Kouki e Rin para o cemitério. Mas no geral, essas pequenas mudanças de enredo foram positivas, pois mesmo que destoem do anime, quebram um pouco a previsibilidade e deixam a gente sem saber o que vem depois.

Gostei muito das atuações. Tanto o Daikichi (Kenichi Matsuyama) quanto a Rin (Mana Ashida) tiveram suas personalidades preservadas dentro do novo contexto, mesmo as pequenas mudanças foram muito sutis no que diz respeito ao comportamento de ambos. O filme conta ainda com Mirei Kiritani (Heroine Shikakku) e Karina Nose (Summer Nude).

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