segunda-feira, 12 de maio de 2014

O Morro dos Ventos Uivantes (+ Adaptações)

Título Original: Wuthering Heights
Autor: Emily Brontë 
Ano: 1847
País: Reino Unido
Gêneros: Romance, Ficção gótica, Romance de amor, Tragédia

Eae, pessoas!
Bom, como eu havia dito, estava fazendo um trabalho de literatura Inglesa, no qual eu tive o prazer de precisar reler esse maravilhoso livro, e só então dei por mim que não havia escrito para ele uma resenha e nem mesmo feito um vídeo depois que o li. Eu ganhei este livro do meu pai em 2010, mesma data que lembro ter lido e, para realizar o trabalho em questão, passei alguns dias maravilhosos na releitura e re-viagem desta fantástica história e trago agora, portanto, uma devida resenha para ele.
OBS: A resenha a seguir poderá conter spoilers do livro, pois trata da história de maneira cronológica e pormenorizada. Se você ainda não o leu é aconselhável não ler a resenha no caso de você não gostar de spoilers.


É narrada em primeira pessoa pelo senhor que aluga a Granja dos Tordos.

Um velho senhor, de nome Lockwood, fugindo de seus próprios fantasmas do passado, vem à isolada região do Morro dos Ventos Uivantes, onde aluga a casa, conhecida como Granja dos Tordos, de um estranho senhor chamado Heathcliff. Quando vai visita-lo, na esperança de conhecer seu locatário e até mesmo um pouco curioso, o senhor Lockwood percebe que o senhor Heathcliff, assim como todos que o rodeiam, não são pessoas assim tão comuns e muito menos cordiais e o clima de tensão dentro da casa de seu locatário, assim como sua estranha família despertam-lhe um especial interesse por sua história. Assim, de volta à Granja dos Tordos, ele pede a criada Ellen Dean, a mais velha de todos, para lhe contar a história de Heathcliff e da jovem menina que vira morando com ele no Morro dos Ventos Uivantes.

A história então passa a ser narrada por Nelly, apelido concedido a Ellen, que conta ao senhor Lockwood a história desde o começo quando fora levada à viver na casa dos Earnshaw. 

O patriarca da família planejava uma viagem e, antes de sair, pergunta aos filhos Catherine e Hindley o que desejariam que lhes trouxesse. Mas ao retornar à casa dias depois traz consigo um menino, descrito como tendo uma pele escura e com feições que dificultam a dedução de sua real origem, e é imediatamente rejeitado pelos demais membros da família, que chegam a chama-lo de filho do diabo. Isso acaba aumentando o afeto do patriarca Earnshaw que toma o menino como seu protegido e exige que ele seja tratado como um igual chegando a mandar seu filho Hindley para estudar fora e, assim, diminuindo os maus tratos que o garoto passara a sofrer por parte dele.

Mas após a morte do velho senhor, o filho mais velho da família retorna, agora casado, assumindo seu posto e passa a maltratar Heathcliff de maneira severa obrigando-o a trabalhar duramente e aplicando-lhe castigos rígidos. O menino aguenta tudo calado, pois tem como consolo a amizade de Catherine que lhe dedica um carinho afetuoso e tornara-se sua melhor amiga. Ambos conheciam um ao outro melhor que qualquer pessoa no mundo, eram almas gêmeas de espírito intrépido e selvagem. Certa noite, em uma de suas estripulias acabam indo parar na Granja dos Tordos a fim de espionar Edgar e Isabella Linton, mas são pegos e na pressa pela fuga Catherine é pega pelo cachorro dos Linton que morde seu tornozelo até sangrar e nem mesmo Heathcliff consegue salvá-la. A garota é ajudada pela família enquanto ele é expulso da casa depois de grande humilhação, que assim como tudo que tem lhe acontecido, não lhe atinge. 

Heathcliff volta então para casa, no Morro dos Ventos Uivantes e conta o ocorrido à Nelly que lhe passa um sermão. No dia seguinte, o senhor Linton vai ao Morro conversar com o irmão de Catherine, Hindley, sobre o acontecido e sobre a permanência de sua irmã na Granja dos Tordos até que a mesma esteja recuperada. Catherine passa lá cinco meses e volta para o Morro dos Ventos Uivantes transformada em uma dama; completamente diferente da menina selvagem e livre que outrora ali vivia. O Reencontro entre ela e Heathcliff não é muito bem sucedido embora a menina ainda nutra por ele um enorme carinho. Hindley perde a razão após a morte da esposa rejeitando inclusive o filho, Hareton, que fica aos cuidados de Nelly que acompanha dia após dia, o declínio do patrão e acaba afeiçoando-se demasiadamente ao menino. Catherine fica dividida entre sua amizade com Heathcliff e os Linton, dissimulando as personalidades quando está com ambos adequando-as a cada um. A amizade com Heathcliff é apenas afastada por Edgar que mostra profundo interesse amoroso por Catherine, mesmo que esta se recuse terminantemente a por de lado o primeiro.

Movida pelos seus sentimentos egoístas e seu espírito ambicioso e narcisista ela confessa a Nelly que ama Heathcliff, mas que se casará com Edgar Linton apenas por dinheiro, para manter uma vida de status e conforto que Heathcliff não pode lhe ofertar e crente de que sua estima por ele mudará com o tempo. Inconformado e furioso, Heathcliff vai embora com o desejo de vingar-se de todos por não poder ter Catherine para ele. Quando descobre a ida do amigo, a menina adoece de tristeza, mas não impede que, três anos mais tarde, ela se case com Edgar. Meses após o casamento, a vida de Catherine seguia tranquila, até a volta de Heathcliff agora um cavalheiro, rico e instruído, mas com um espírito possuído pela vingança e crueldade.

Exultante com a volta dele, Catherine exige do marido tolerar sua presença para que ambos possam se ver sempre em sua casa, Edgar, para manter o capricho da esposa, aceita-o muito a contragosto. Mas a presença do perverso homem acaba tornando-se um veneno na até então vida pacífica da família Linton. Heathcliff atrai a atenção de Isabella Linton, o que gera uma intensa discussão entre ela e Catherine que a alerta do perigo de envolver-se com Heathcliff dada é sua natureza vil, a discussão se agrava quando o mesmo chega a beijar Isabella e acaba gerando a fúria de Catherine que por mais que negue fica enciumada e acarretando entre os dois acalorada briga e também a ira de Edgar, proibindo assim as visitas de Heathcliff à granja. Catherine, mimada e explosiva, acaba adoentando-se de propósito na intenção de vingar-se do marido. Mas sua doença acaba por se agravar tornando-se séria. Nesse ponto, ignorando completamente o estado da amiga, Heathcliff persuade Isabella a fugir com ele para casar-se, no que a garota aceita para desgosto do irmão Edgar.

Alguns meses se passam e Catherine aparenta fraca melhora, o médico crê em sua recuperação, mas não com muita fé alertando Edgar de que ela poderá reter sequelas e que nunca mais voltará a ser a mesma. Ele vela por ela dia e noite incansavelmente, acompanhando cada melhora de perto e fazendo o possível para mantê-la confortável. Ellen recebe então uma carta de Isabella, agora casada com Heathcliff, a garota narra sua chegada ao Morro dos Ventos Uivantes e a recepção nada calorosa com a qual foi recebida; descreve a crueldade com que é tratada pelo marido e os demais na casa e implora para que Nelly vá visita-la e que não conte nada daquilo ao irmão. A mulher, compadecida, vai até o morro ver a menina depois de conversar com Edgar e pedir que este lhe escreva algo, o que se recusa terminantemente alegando que cortara de vez qualquer vínculo que viesse a ter com ela. Quando chega ao Morro, Nelly é recebida por Hareton e vê como o menino que ela cuidara ao nascer ser transformado em um “bicho”, não recebe educação, está mal cuidado e corrompido graças a negligência do pai e os péssimos exemplos que Heathcliff lhe ensinara. A mulher fica profundamente triste ao ver que o menino não se lembra dela, e sua tristeza é reforçada pelo estado deplorável no qual se encontra Isabella.

A garota pede-lhe notícias do irmão, que Nelly logo lhe explica não desejar manter nenhum contato com ela, ao ouvir isto, Heathcliff manda que Isabela saia e pede a Nelly notícias de Catherine, a mulher diz-lhe algumas coisas, garantindo-lhe que ela passa bem. Ele então a persuade a marcar um encontro com ela, ao que Nelly se recusa terminantemente, então Heathcliff insiste chegando até a ameaça-la até que Nelly concorda em entregar a Catherine um bilhete e informa-lo se ela vai ou não querer vê-lo. Heathcliff passa a ficar de guarda próximo a Granja dos Tordos, na esperança de um sinal da criada para que possa entrar e ver a amada sem ser flagrado por Edgar ou os outros criados. O encontro entre os dois acontece e é marcado por forte emoção que não faz nada bem a Catherine que piorara muito quando Heathcliff saiu em prol da chegada de Edgar. Naquela mesma noite, ao dar à luz a sua filha, Catherine esmoreceu e partiu.

Destruído pela dor da perda, Heathcliff volta para casa e entra em confronto com Hindley que vem à falecer alguns dias depois. Isabela foge de casa após a acalorada discussão e dá à luz a Linton, filho de Heathcliff.

Doze anos se passam e Cathy, a filha de Catherine e Edgar, tem treze anos. Isabela escreve ao irmão informando-lhe de que está gravemente doente e em seu final e pede-lhe que vá vê-la, pois tem coisas que precisa confiar-lhe inclusive a tutela de seu filho Linton a quem ela teme que o pai destrua. Edgar atende prontamente o pedido da irmã deixando Cathy aos cuidados de Nelly com instruções claras para que a menina fique longe do Morro dos Ventos Uivantes e de seus habitantes, fato esse que Nelly acaba não conseguindo evitar. Edgar voltou com o menino frágil e mimado para a Granja dos Tordos e o apresentou a Cathy, que imediatamente afeiçoou-se a ele, mas Heathcliff, ciente da vinda do filho em virtude da morte de Isabela, mandou busca-lo imediatamente, para tristeza de Edgar que ordenou a Nelly que o levasse para o pai no dia seguinte. Heathcliff mostrou-se complacente com o menino, prometendo trata-lo bem e fazer dele seu herdeiro, fato que deixou Nelly levemente aliviada. 

Disseram a Cathy que o pai mandara buscar o primo e que este morava muito longe. A menina ficara arrasada, mas com o tempo esquecera-se. Até o seu aniversário de dezesseis anos, quando por ser a mesma data de morte da mãe, Edgar trancava-se em sua profunda melancolia e permitira a menina, acompanhada por Ellen, passear pela propriedade. Mas, teimosa e mimada como era, Cathy acaba indo parar nas terras de Heathcliff que a vê e, já firme em seu propósito, a convida com falsa cordialidade a ir à sua casa conhecer o seu filho. A verdade é que, depois de vingar-se de Hindley tornando seu filho Hareton um bruto sem cultura alguma, revoltado com a vida e sem a mínima civilidade, agora também sem direitos sobre a própria propriedade que fora ganhada por Heathcliff em prol do vício de Hindley, ele planejava vingar-se também de Edgar Linton casando Cathy com seu filho Linton que, muito doente, viria logo a falecer tornando ele, Heathcliff, o herdeiro único e dono do Morro dos Ventos Uivantes e da Granja dos Tordos assim como do dinheiro de Edgar.

Surda a qualquer conselho de Nelly e sem medir as consequências de seus atos, Cathy aceita o convite de Heathcliff e, logo que reencontra Linton fica extasiada perante a descoberta de parte de sua família que até então ignorava a existência. Mentindo, o tio diz à menina que Edgar não lhe tem nenhuma estima, pois certa vez discutiram e ele ainda não o perdoou impedindo assim que Cathy soubesse de sua existência. Chocada diante de tal revelação a menina promete falar com o pai, ao passo que Heathcliff pede que não o faça, pois pode acarretar na proibição de sua visita ao Morro dos Ventos Uivantes, o vil homem então diz para Nelly de seus planos de casar os primos para assim apoderar-se de todas as propriedades e arruinar-lhes a felicidade completamente atingindo assim Edgar, o último alvo de sua vingança doentia. Heathcliff via na geração presente o seu passado, Hareton era a sua personificação, mas muito mais maltratado, Cathy mesmo muito diferente da mãe em espírito, assemelhava-se e ocupava bem seu lugar e Linton, apesar de ser seu filho era a personificação perfeita de Edgar mesmo que com menos saúde. Ele incitava então a discórdia entre o filho e Hareton pela atenção e apreço de Cathy que deliciava-se perante a situação.

Cathy queixa-se ao pai da desavença que há entre ele e o tio que ela nem conhece, mas estima por sua “cordialidade”. Vendo que não há como dissuadi-la a afastar-se do Morro dos Ventos Uivantes, Edgar conta então a filha a conduta de Heathcliff para com ele e com os que conhecera deixando a menina pasma diante de tal frieza de espírito, preocupada com Linton ela suplica a Nelly que lhe permita escrever a ele um bilhete, mas a mesma nega-se terminantemente fazendo com que Cathy aja por suas costas. Ao descobrir a troca de cartas e livros, Nelly preocupa-se e vê que a menina apaixonara-se pelo primo como era o plano de Heathcliff que ela tinha certeza ter influencia direta nas cartas do filho. Ameaçando contar a Edgar ela confronta Cathy que lhe suplica que não o faça e queime as cartas prometendo não mais escrevê-las, Nelly assim o faz.

Alguns meses se passam e Cathy põe-se melancólica ao ser afastada do primo pela promessa que fizera. Edgar, na tentativa de alegrá-la, passa a fazer longos passeios com ela todos os dias, mas acaba pegando uma forte gripe que torna-se cada vez pior, deixando a cabo de Nelly a distração de Cathy que agora sofre pela preocupação com o pai. Em um de seus passeios, a menina é interceptada por Heathcliff que mente dizendo que o filho piorara muito pelo desgosto do afastamento dela, e alertando que ele morrerá se ela não for em seu socorro, pois a desilusão deixara-o enfraquecido e debilitado. Nelly tenta de todas as formas convencer Cathy das más intenções de Heathcliff, mas a menina não sossega até que a mesma a leve ao Morro dos Ventos Uivantes para certificar-se de que o primo está bem. Sem saída, Nelly assim o faz e o reencontro com Linton beira o desastre, mas acaba fazendo com que o propósito de Heathcliff se torne efetivo, aproximando ainda mais os dois primos e fazendo com que a imatura Cathy burle as regras do pai para visitar o primo mais vezes, escondido dele e de Nelly que adoentara-se e aumentando ainda mais o vínculo entre eles.

Logo que fica melhor, Nelly passa a fazer companhia para Cathy percebendo sua inquietação e aumentando assim as suspeitas que já nutria antes de que a menina estava a visitar a residência de Heathcliff, suspeita essa que é reforçada pelas mentiras que Cathy inventava para recolher-se cedo e, provada quando Nelly fora atrás dela e percebeu que ela não estava em lugar algum ficando a espera no seu quarto até o regresso dela. Vendo que sua máscara caíra a garota confessa à Nelly o que fizera narrando com pormenores as suas visitas ao Morro dos Ventos Uivantes e implorando que a mesma não os relatasse ao pai. Mas Nelly, cumprindo o seu dever por estar ciente dos planos de Heathcliff conta na mesma noite a Edgar da desobediência da filha ao que o deixa muito alarmado, decepcionado e obriga-o a escrever para Linton autorizando suas visitas à Granja dos Tordos uma vez que Catherine está proibida de voltar lá.

Com o tempo a saúde de Edgar piora e este lamenta-se por deixar a filha desamparada, consente assim que a menina vá ver o primo nas imediações da Granja dos Tordos, sem nunca chegar a ir ao Morro dos Ventos Uivantes, mas Heathcliff arquiteta um plano para atraí-la e, a mesma vendo a saúde do primo cada vez pior consente em acompanha-lo até em casa seguida por Nelly, e logo as duas se dão conta da armadilha, pois Heathcliff as prende na casa alegando a Cathy que só poderá ver o pai se casar-se com Linton. Essa, movida pelo amor que sente pelo pai e também pelo carinho que nutre pelo primo aceita de bom grado, mas não sem antes implorar que ele lhe liberte para ficar ao lado do pai que está morrendo. Cruel, Heathcliff nega e a tranca no quarto do filho. Na manhã seguinte Cathy se casa e Nelly permanece presa no quarto da governanta. Após cinco dias, quando Edgar está quase morto, Nelly é permitida sair e voltar para a Granja ao que descobre que o patrão está morrendo e que Heathcliff enganou a todos dizendo ter-lhe salvo a vida e tratado de sua saúde perturbada no Morro enquanto ela se recuperava, assim como procedera com Cathy a quem ele manter prisioneira no quarto do filho. Indignada, a mulher recorre ao marido de Cathy para liberta-la e o mesmo, envenenado pelo pai, se faz contra ao que Nelly ralha-lhe um sermão grande e vai embora.

Linton então ajuda Cathy a fugir para ver o pai e a menina chega a tempo de vê-lo antes que ele parta o que acontece ainda no mesmo dia. Ela fica na Granja dos Tordos ainda para o funeral e é levada de volta por Heathcliff para o Morro dos Ventos Uivantes onde é tratada com violência por parte do sogro e maldade e indiferença por parte dos outros residentes, ao que se torna uma pessoa amarga e fria até o dia em que Linton morre, um mês depois do pai de Cathy ter partido.

O relato de Nelly termina e o senhor Lockwood (voltando ao seu posto de narrador) menciona a sua indignação e a decisão que tomara de regressar a Londres o mais brevemente possível e de passar antes na casa de seu locatário para avisar-lhe que procure um outro inquilino. Precipitou-se então ao Morro dos Ventos Uivantes no dia seguinte ao que foi recebido por Hareton Earnshaw, após o relato de Nelly Dean o homem não conseguia deixar de sentir-se próximo daquelas pessoas por quem nutria os mais diversificados sentimentos. Após o garoto informar-lhe que Heathcliff não estava em casa, Lockwood manifestou a Hareton o desejo de aguardar sua volta ao passo que o garoto acompanhou-o até a sala onde estava Cathy. O homem não teve como não observar os modos frios e nada cordiais da menina sem contrapor-se à imagem doce e angelical a que Nelly lhe atribuíra em seu relato.

Durante as horas que antecederam a volta de Heathcliff, o senhor Lockwood ficara em companhia de Hareton e Cathy, lembrando-se que Nelly lhe havia confiado um bilhete para a menina ao que tentou dar-lhe silenciosamente para que o outro não visse, mas a mesma tratou-o com rispidez perguntando-lhe em voz alta o que era, imaginando provavelmente ser uma carta do senhor, ao passo que lhe disse ser um bilhete de Nelly que Hareton fizera questão de interceptar sob o dever de mostrar antes a Heathcliff. Vendo a tristeza de Cathy diante da violação ele devolvera a ela o pequeno papel com aspereza e a menina pôs-se a ler apressadamente passando logo depois a engatar curta conversa com o emissário do bilhete que aconselhou-a a devolver a gentileza a Nelly, porém a menina lhe disse que não dispunha das ferramentas para escrever-lhe uma resposta. Começou então uma acalorada discussão entre Cathy e Hareton quando o senhor Lockwood inquiriu-a a respeito de seus livros, dos quais a garota queixou não poder sequer ter um para arrancar-lhe uma página e enviar a ama um bilhete. Ela confessou ter achado no quarto de Hareton seus exemplares favoritos, queixando-se de ele a ter furtado por pura maldade, ao passo que o senhor Lockwood ciente de todos os acontecimentos e dos sentimentos do menino por ela, tentou de todas as formas ajuda-lo com argumentos em sua defesa, mas Cathy não poupou suas humilhações, rebaixando-se ao ponto de ele enfurecer-se e aplicar-lhe um corretivo físico.

Heathcliff chegou alguns segundos depois do ocorrido dispersando assim o jovem casal de inimigos. Lockwood informou então ao locatário sua decisão e recebe dele um sarcástico comentário de advertência sobre os honorários do acordo de locação que devem ser devidamente cumpridos. Furioso, o homem propõe acertarem imediatamente os aluguéis dos meses futuros ao que o locatário dispensa e, numa falha tentativa de redimir-se convida-o para cear com eles. A permanência do homem no entanto é o mas curta que ele pode tornar, e já na manhã seguinte o senhor Lockwood retorna a Londres.

Alguns meses depois, Lockwood é convidado por um amigo a umas batidas em sua propriedade que ficava próxima à Gimmertom, o homem pensou então em pernoitar na Granja dos Tordos, uma vez que seu contrato de locação ainda valia e assim o faz aparecendo de surpresa e notando a nova criadagem que lhe avisa que Nelly voltara para o Morro dos Ventos Uivantes, quando o homem pergunta por ela. Intrigado, Lockwood deixa à criada instruções para que lhe arrumem a ceia e um quarto para pernoitar enquanto ele visita à casa de Heathcliff e parte imediatamente para o Morro. Qual não é sua surpresa ao chegar e ver Cathy e Hareton em completa paz, trocando beijos enquanto a primeira lhe ensina a ler sem muita paciência, mas com zelo e afinco. Levemente incomodado com a cena, ele caminha até os fundos onde encontra Nelly na cozinha a cantarolar uma música enquanto Joseph resmunga. Feliz em vê-lo, ela troca abraços e cumprimentos com o amigo para alarme do velho resmungão logo atrás, Nelly então lhe conta que Heathcliff havia falecido sob inexplicáveis circunstâncias e, após acomodar o amigo confortavelmente trata logo de voltar a contar-lhe os acontecimentos que sucederam sua volta ao Morro dos Ventos Uivantes.

Com a demissão de Zillah, a antiga governanta, Heathcliff manda chamar Nelly para ocupar seu lugar, ao passo que a velha senhora aceita alegremente para assim ficar perto de Cathy. Confidencia como ele estava cada vez mais cruel e transtornado e que a principal função que lhe confiara fora manter Cathy livre de suas vistas. Assim, como tinha sempre de estar perto de Nelly e muitas vezes se punha aborrecida pelo tédio, Cathy tenta ganhar o perdão de Hareton que se mostra inicialmente ríspido e relutante em aceitar-lhe a amizade, depois de ter sido duramente maltratado por ela. Certo dia, quando o garoto se fere gravemente na sua volta do trabalho, Cathy faz o possível para iniciar uma amizade com ele e promete ensina-lo a ler, movido pelos sentimentos que nutria pela prima ele acaba por aceitar e os dois passam a ser cada vez mais próximos. O modo estranho como Heathcliff passa a agir nos dias que se seguem, recusando-se a comer, falando sozinho, vendo coisas e saindo todas as noites para caminhar em meio a escuridão começam a preocupar Nelly que tenta diversas vezes conversar com o patrão temendo por sua sanidade. No ápice de sua morbidez, ele tranca-se no antigo quarto de Catherine e Nelly ouve os gemidos do homem, mandando Hareton buscar um médico que heathcliff recusa-se a ver, na manhã seguinte, estando a chuva a cair torrencialmente, a mulher sai para verificar se ele saíra pela janela, e vê que a mesma está aberta e molha tudo dentro do quarto, precipita-se então para cima encontrando-o sobre a cama, os olhos abertos e um sorriso assustador nos lábios. O médico não conseguiu atribuir uma causa à sua morte e Nelly cuidou para que seu sepultamento fosse feito como ele pedira a ela e combinara antes com o coveiro de ser enterrado ao lado de Catherine. Sem ocultar-lhe também dos boatos que se formaram sobre os espíritos dos amantes rondarem as estradas e as imediações do Morro dos Ventos Uivantes.

Comunica então ao senhor Lockwood os planos de Cathy e Hareton de casarem no início do ano novo e mudarem-se para a Granja dos Tordos e satisfeito com tal desfecho, mesmo ainda levemente chateado por ter perdido a oportunidade conquistar antes a senhora Linton, o homem despede-se sem despedir-se do jovem casal agora em sua devida posição como dono das terras que lhe pertencem por direito e mantendo a salvo duas gerações que por pouco não foram destruídas pela avassaladora cegueira de um amor intenso interrompido pelo orgulho, pela ganância, o egoísmo e o desejo de vingança.

O Morro dos Ventos Uivantes é um livro arrebatador, que transporta você em um universo das mais variadas sensações tendo como protagonista um personagem altamente imperfeito, como todos os outros, é um livro altamente realista que não prima a utopia, mas que mostra o tamanho do ódio que pode ser proporcional ao amor de um ser humano e quão logo ele pode ir em nome de ambos. E, parafraseando brilhantemente Cassandra Clare, como acho que cabe perfeitamente neste livro “Amar é destruir e ser amado é ser destruído.” 

Quando paramos para pensar que essa obra foi escrita por uma jovem introspecta, filha de um pastor de igreja, não é surpresa saber a razão pela qual a história causou horror e alvoroço em sua época. Vejo muito da repressão que Emily (tal como todas as mulheres de sua época) sofria, acredito que essa obra foi sua maneira de enxergar o mundo que lhe cercava e os desejos profundos do seu âmago, aquilo que a sociedade de seu tempo a impedia de falar e de sentir. Suas personagens são de uma complexidade singular e cheios de camadas, a história tórrida de Catherine e Heathcliff passeia nas camadas mais íntimas da psique e do desejo humano e, graças a isso, esse livro permanece atemporal.

A primeira vez que li fiquei bem dividida, talvez por ainda estar com 20 anos não tinha maturidade suficiente para desvendar todas as camadas da história, posteriormente, minhas cinco outras leituras me proporcionaram uma visão mais aprofundada pela experiência e pude desfrutar de verdade desse romance maravilhoso que, acredito, deveria ser lido por todas as pessoas que gostam de histórias de amor. A imperfeição criada por Emily torna o sentimento verossímil e acredito que este seja o maior trunfo do livro.
Frases de Efeito:

"Se o amor dela morresse, eu arrancaria seu coração do peito e beberia seu sangue." - Heathcliff
Assim está escrito na contracapa do exemplar da edição de 2009 da Lua de papel. E agora trago para vocês as frases mais marcantes desse magnifico livro:
"Os meus grandes desgostos nesse mundo foram os desgostos de Heathcliff, e eu o acompanhei e senti cada um deles desde o início; é ele que me mantem viva. Se tudo o mais perecesse e ele ficasse, eu continuaria, mesmo assim a existir." - Catherine Earnshaw
(Wuthering Heights página 74)



"O meu amor pelo Linton é como a folhagem dos bosques: irá se transformar com o tempo, sei disso, como as árvores se transformam com o inverno. Mas o meu amor por Heathcliff é como as penedias que nos sustentam: podem não ser um deleite para os olhos, mas são imprescindíveis. Nelly, eu sou Heathcliff. Ele está sempre, sempre no meu pensamento. Não por prazer, tal como eu não sou um prazer para mim própria, mas como parte de mim mesma, como eu própria." - Catherine Earnshaw
(Wuthering Heights página 75

"A minha vida depois de perdê-la seria um inferno. (...) Nem que ele a amasse com toda a força da sua vil existência, seria capaz de amá-la em oitenta anos como eu em um só dia. Catherine tem um coração tão profundo como o meu." - Heathcliff
(Wuthering Heights página 129)

"Beija-me e não me deixes ver teus olhos! Perdoo-te o mal que me fizeste. Eu amo quem me mata. Mas... Como poderei perdoar quem te mata?”
Heathcliff (Página 140)

“Catherine Earnshaw enquanto eu viver não descansarás em paz! Disseste que te matei. Pois então assombra-me a existência! [...] Toma a forma que quiseres, mas vem para junto de mim e me enlouquece! Não me deixes só, neste abismo onde não te encontro. Oh! Meu Deus! É indescritível a dor que sinto! Como posso eu viver sem a minha vida?!  Como posso eu viver sem a minha alma?!” - Heathcliff
(Wuthering Heights página 146)



Adaptações:
Versão de 1992

Eu tive a oportunidade de ver duas das adaptações feitas para esta obra prima da literatura Inglesa, a versão de 1992 e uma minissérie de duas partes feita pela Masterpiece Classic. A versão de 92 é bem parcialmente fiel ao livro, algumas coisas foram mudadas (como em toda adaptação de livro), mas não achei que o enredo se perdeu completamente. Já a versão feita pela Masterpiece eu achei um pouco estranha, por ter cenas que não estão inclusas e nem sequer implícitas no livro, como uma primeira vez entre Catherine e Heathcliff que não chegara a acontecer e eles colocarem na série. No demais a releitura trata mais para o lado da segunda geração do que, de fato, a primeira que é como prima a obra. Há outras adaptações as quais não tive acesso, mas listo aí embaixo:


  • A mais antiga adaptação de Wuthering Heights foi filmada na Inglaterra, em 1920, e dirigida por A. V. Bramble.
  • A mais famosa filmagem é a de 1939, estrelando Laurence Olivier e Merle Oberon, sob a direção de William Wyler. Essa adaptação elimina a segunda geração da história (jovem Cathy, Linton e Hareton). Em 1939, venceu o New York Film Critics Circle Award como melhor filme, e foi indicado ao Oscar de filme.
  • O filme de 1970, com Timothy Dalton como Heathcliff foi a primeira versão colorida do romance, e é interessante pois supõe que Heathcliff pode ser meio-irmão ilegítimo de Cathy. O caráter de Hindley é retratado de maneira mais simpática, e a história é alterada.
  • Em 1978 foi lançada pela BBC uma minissérie, estrelada por Ken Hutchison (como Heathcliff) e Kay Adshead (como Catherine).
  • O filme Wuthering Heights de 1992, estrelando Ralph Fiennes e Juliette Binoche é interessante por incluir a segunda geração, antes omitida, na história.
  • Em 1998 foi lançado mais um filme, dirigido por David Skynner, com Robert Cavanah e Orla Brady como protagonistas e ainda a participação de Matthew Macfadyen como Hareton Earnshaw. Versão muito interessante, em que o casal Cathy (Linton) e Hareton é destacado de maneira bela e doce.
  • Outras adaptações interessantes da história incluem a do espanhol Luis Buñuel em 1954, com Heathcliff e Cathy renomeados como Alejandro e Catalina. Em 2003, a MTV produziu uma versão na moderna Califórnia, com personagens como colegiais.

  • O romance tem sido popular em ópera e cinema, ressaltando as óperas escritas por Bernard Herrmann e Carlisle Floyd (ambos fixando a primeira metade do livro) e um musical de Bernard J. Taylor, com uma canção de Kate Bush.
  • No outono de 2008, Mark Ryan lançou uma dramatização musical narrada por Beowulf e Ray Winstone. Ele também dirigiu o video para a canção "Women", com Jennifer Korbee, Jessica Keenan Wynn e Katie Boeck.
Série da Masterpiece em 2009
  • Em agosto de 2009, ITV levou ao ar uma série em duas partes, estrelando Tom Hardy, Charlotte Riley, Sarah Lancashire, e Andrew Lincoln.
  • No ano de 2011, o diretor Andrea Arnold lançou uma adaptação de uma nova versão, estrelando Kaya Scodelario como Cathy.
  • No Brasil duas telenovelas foram feitas, em 1967 e 1973, respectivamente O Morro dos Ventos Uivantes e Vendaval.

E é isso, gente! Vale muito a pena ler esse livro! Se você ainda não leu eu recomendo mesmo, e mesmo que você não seja fã de romance eu garanto que deste você vai gostar! Super beijo e até a próxima! 



quarta-feira, 7 de maio de 2014

Série A MEDIADORA - Terra das Sombras Livro 1 (Meg Cabot): Resenha



Eae blogueiros!
Bem, eu disse que ia mandar a resenha do livro e eis aqui, eu pensei que nem ia conseguir terminar, mas acabei terminando hoje quando pensava que estava no meio, não sei se eu li depressa demais ou se ele tem poucas páginas mesmo. Mas bem, como ele é beeeem pequenininho eu vou fazer um texto curto pra não spoilar o livro pra vocês tá?
A Terra das Sombras - Livro Um
Suzannah Simon chega à Califórnia depois de passar um tempo na casa da avó. O pai morrera quando ela era menor, e agora sua mãe casara-se novamente. Suzannah, que até então morava em Nova Iorque, se vê com a vida totalmente transformada quando se muda para a Califórnia, com uma nova casa, uma nova escola, um padrasto e três meios-irmãos a quem ela carinhosamente apelidou de Soneca, Dunga e Mestre. Ao contrário do que acontece na maioria das sagas, onde o personagem principal não sabe o que ele é, Suzannah sabe desde o início que é uma mediadora, ela conta que viu seu primeiro fantasma aos dois anos e desde então não manifestou nenhum medo deles.
Seu “dom” é um segredo que ela mantêm à sete chaves, pois graças à alguns serviços prestados aos fantasmas por conta de suas mediações ela já foi levada para casa pela polícia e a mãe a fez fazer terapia, Suzannah tem medo de que, no caso de a mãe vir a descobrir seu dom, interne-a em uma clínica psiquiátrica (aliás como qualquer mãe normal faria né u.u’). Por conta disso, ela sempre procura evitar ao máximo prédios antigos, para com eles evitar também os fantasmas, mas para sua sorte – ou não – a casa que o padrasto e a mae escolheram para morar era um prédio histórico e a escola onde ela estudaria também era um prédio histórico. Sem ter o que fazer, a garota decide encarar de frente em nome da felicidade da mãe.
Já quando entra na casa, Suzannah se depara com Jesse, um fantasma (bonitão) que está confortavelmente alojado em seu quarto, o primeiro contato dos dois não é dos melhores e a menina já imagina quantos não vai encontrar em sua nova escola, já que além de um prédio histórico é um prédio histórico onde muitos índios foram assassinados. Mas isso não acontece, o único fantasma em seu primeiro dia na escola é o de Heather, uma garota que se suicidou há pouco tempo por causa do namorado, Bryce, que estuda na escola. Suzannah descobre assim que o padre Dominic, diretor da escola, também é um mediador e por isso não há fantasmas em grande número dentro da escola, ele já os havia ajudado, mas não conseguira convencer Heather a partir, uma vez que a garota está cheia de ressentimentos. O primeiro encontro entre a fantasma e Suzannah não poderia ter sido pior, elas brigam e a mediadora fica com muita raiva, que é altamente recíproca e só piora quando a fantasma tenta matar Bryce e Suzannah o salva, ficando assim não apenas popular, mas com toda a atenção do garoto.
Em casa, as coisas com Jesse ficam mais amenas e os dois arrumam meio que um “contrato de convivência” onde ele deixa a privacidade dela semi-intacta. Mas quando Suzannah decide ir à escola para “mediar” Heather, Jesse faz de tudo para impedi-la alertando que o fantasma da garota é quase um demônio porque foi possuído pelo ódio. A mediadora ignora o alerta e vai assim mesmo, quase conseguindo mediar a fantasma, que no último instante se volta completamente contra ela e tenta mata-la, ela é salva por Jesse que a seguiu até lá. No dia seguinte, Heather ainda mais furiosa, tenta matar Bryce novamente, dessa vez acertando não apenas ele, mas também o padre Dominic que fica gravemente ferido. Suzannah fica ainda mais furiosa com Heather e a coisa só piora quando ela ameaça a vida de David (Mestre) e dos outros alunos. Suzannah decide então que não adianta mais tentar “conversar” com a fantasma e é hora de tomar uma decisão mais drástica e exorcizá-la  colocando assim a própria vida em risco para salvar a vida das pessoas que gosta.

Como eu disse lá em cima foi muito rápido, quando eu pensei que estava no meio do livro ele já tinha terminado! Eu gostei muito da história, ela é muitíssimo bem equilibrada, tem um pouco de suspense, comédia, mistério, romance e ação inteligentemente coordenados para tornar a leitura ainda mais empolgante. Suzannah é uma personagem cheia de atitude, engraçada, sincera e direta. É meio difícil você não se apegar com ela. A narração é feita em primeira pessoa sob a perspectiva da mediadora, e vale muito a pena ler! Por sinal, para quem não sabe, a Meg Cabot avisou que lançará mais um livro da série, que atualmente conta com seis volumes sendo o último Crepúsculo.

E então blogueiros, gostaram da resenha? Super recomendo ;) Como sabem, agora eu vou entrar em processo de trabalhos não é? Então, até a volta o/

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A Maldição do Tigre - Resenha

Eae blogueiros! Como prometido aqui estou eu com a resenha de A Maldição do Tigre o/ eu terminei o livro hoje e vou contar um pouco sobre ele pra vocês e o que eu achei.

A Maldição do Tigre:

Após perder os pais e ser adotada por uma família do Oregon, Kelsey se fechou para as pessoas. O medo que sentia se afeiçoar a alguém e depois perder essa pessoa era maior que tudo, mesmo a sua família adotiva tinha apenas uma porção do seu carinho, completamente externa e desapegada, por isso não foi nenhum incômodo quando ela conseguiu o emprego de duas semanas no circo Maurizio onde tinha que residir em tempo integral. O trabalho de Kelsey era simples: vender ingressos e cuidar do tigre, a última parte incialmente foi a que mais lhe deixou apreensiva. Quando chega em seu destino, a garota é muito bem recebida pelos residentes do pequeno circo e logo inicia seu trabalho na venda de ingressos e na faxina da bagunça quando saem os expectadores, mas o ponto alto de sua estada é quando vê o magnífico tigre branco em ação no picadeiro pela primeira vez. Kelsey jamais vira algo como ele em toda sua vida, e havia algo naquele animal que a atraía profundamente.
Quando tem seu primeiro contato a sós com o Tigre, Kelsey rapidamente se afeiçoa ao animal, lê para ele todas as noites, dorme ao lado da jaula dele, conversa com o felino que não apenas parece prestar atenção, mas se mostra dócil com a garota. Até que um estranho chega no circo oferecendo-se para comprar o tigre e leva-lo de volta à Índia, Kelsey se vê no impasse de perder o animal por quem tinha se afeiçoado ou ir para Índia com ele, um convite feito gentilmente pelo estranho comprador que afirmava precisar de alguém para cuidar da segurança do tigre durante a viagem. Ao aceitar a proposta, Kelsey se vê mergulhando em um mundo de magia e possibilidades.
O seu anfitrião parece ser extremamente rico e não poupa nenhum tipo de capricho ou mimo para Kelsey que se vê deslumbrada e curiosa sobre tudo relacionado ao misterioso senhor Kadam, seu patrão e a Índia. Vez ou outra ela vai à jaula de Ren, o tigre, para certificar-se de que ele não precisa de nada ou levar-lhe um mimo. Quando é deixada pelo senhor Kadam para chegar sozinha com o tigre à reserva, Kelsey é misteriosamente abandonada na floresta com Ren, o animal a guia para o meio da mata levando-a até uma casa no meio da floresta que parece abandonada. Nesse momento, Ren transforma-se em homem e se apresenta para a garota pela primeira vez, que fica perplexa. Após uma conversa muito breve, pois Ren só pode permanecer como homem durante 24 minutos por dia, Kelsey descobre que se metera em algo muito além de sua compreensão e racionalidade. O dono da casinha, Phet, é um xamã indiano que diz a Kelsey que ela é a escolhida da deusa indiana Durga, para quebrar a maldição que transformara Ren e seu irmão Kishan em tigres. Para tal, eles precisam ir até um misterioso templo para descobrir a profecia da deusa.
Kelsey e Ren enfrentam perigos mortais dentro do templo antigo como besouros e lanças envenenadas, mas finalmente conseguem a profecia e retornam para o senhor Kadam que, após alguns dias tentando decifrar e traduzir o que diz nas fotos e rascunhos de Kelsey informa-os que eles tem de ir para o templo de um deus macaco em outra cidade há alguns dias de viagem, mas antes disso precisam visitar o templo de Durga e pedir sua benção. Kelsey se vê cada vez mais envolvida com Ren cada vez que os dois vão mais e mais fundo em busca da chave para libertá-lo da maldição e, no caminho para Hampi, onde os dois devem começar, Ren para com Kelsey em uma floresta afim de encontrar com Kishan, seu irmão. Kelsey por fim descobre que mesmo após 300 anos a rivalidade entre os dois apenas se acentuou e que Ren ainda nutre profunda mágoa do irmão. No acampamento, Ren e Kelsey se aproximam ainda mais, e a garota se dá conta de que a atração entre os dois caminha para algo muito maior e mais intenso.
No templo de Durga, Kelsey e Ren recebem da deusa uma gada e uma serpente que Kelsey vê com admiração tornar-se um bracelete em torno de seu braço. Quando chegam em Hampi, no reino do deus macaco, novamente a vida dos dois é posta em perigo e a aproximação torna-se ainda mais intensa, a ponto de que Kelsey começa a se questionar sobre o possível coração quebrado que terá futuramente e afasta Ren dela o máximo possível. Eles conseguem o fruto sagrado, mas estão brigados e Kelsey mantem o máximo de frieza com Ren. Depois de quase morrer após ser atacada por um kappa, Ren tenta de tudo para reaproximar os dois, mas Kelsey é inflexível quanto a distância entre os dois decidia a ir embora da Índia.
O livro definitivamente é ótimo! Eu tive vontade de ler depois que descobri que a autora é fã da saga crepúsculo, tendo inclusive a tia Steph como influencia. Fiquei muito animada com isso tendo em vista que a saga é sempre alvo de brincadeiras de mau gosto e críticas infundadas. Foi depois de Crepúsculo que eu voltei a ter prazer pela leitura novamente e eu tenho um carinho especial por ela. Mas voltando ao livro, eu gostei muito, a escrita é gostosa e fluente. A narrativa é em primeira pessoa sob o ponto de vista de Kelsey – que novidade! – altamente descritiva e muito bem equilibrada. O Texto vai alternando os acontecimentos entre humor, romance e ação, você fica completamente preso à história e sofre nos momentos de tensão imaginando o pior.

Uma coisa que eu não gostei de jeito nenhum no livro, e que até certo ponto (O capítulo 17 para ser mais exata) eu pensei estar livre, foi de mais uma personagem burra. Mas Kelsey se mostrou tão abestada quanto Luce, Nora ou Ever. Claro, não tão estúpida quanto Ever porque isso é até biológica e literariamente impossível! Mas chegou perto. Parece que para você escrever uma boa ficção na atualidade você precisa fazer um curso de idiotês avançado para personagens. Eu não curto isso, já ta ficando irritante já. Pelo que da pra ver, quando Kelsey encontra Krishan pela primeira vez, vamos ter por ai um triângulo amoroso like Diários de um Vampiro, típico dois irmãos altamente diferentes que exercem um efeito intenso sobre a protagonista, muito embora no caso desse livro Kelsey tenha por certo sentir apenas amizade por Krishan, mas do jeito que ela está agindo de maneira estúpida com Ren não duvido nada que isso mude. Mas foi tudo que não gostei no livro. Tudo é perfeito, a história é maravilhosa, recheada de magia e mitos hindus fascinantes, eu aprendi tantas palavras novas. Super recomendo a todos!
Então, agora eu tenho que ler A Eneida pra minha aula de Literatura Latina na faculdade, mas mesmo assim em contrapartida vou começar a ler o próximo livro da minha meta desse ano que é a série A Mediadora! Então, até a próxima resenha blogueiros!

terça-feira, 29 de abril de 2014

Entenda a Letra: Mistaken Identity - Delta Goodrem



Eae blogueiros!

Bom, com o retorno do entenda a letra na tag música, eu estou trazendo para vocês essa música incrível da Delta Goodrem, uma das minhas cantoras favoritas. Assim como a análise de Imaginary provavelmente essa letra também vai ser um pouco "pessoal", mas espero que fique bacana, porque eu gosto e me identifico muito com essa música.
Vale lembrar que esse álbum da Delta, intitulado com o mesmo nome da música, foi escrito enquanto ela lutava contra o câncer então essa letra não é apenas uma representação de pensamentos, mas uma descrição artística de uma fase difícil na vida dessa guerreira. Vamos nessa?

Identidade Errada

A garota na cadeira
Com o longo cabelo loiro
Bem, costumava ser eu
Um sorrido de flerte, selvagem de um jeito imprevisível
Sempre tentando agradar
Durante a quimioterapia os cabelinhos da Delta caíram, embora isso não tenha diminuído em nada sua beleza, nessa primeira estrofe é como se ela estivesse relembrando os seus dias de "saúde", ela lembra dela mesma como se agora ela fosse outra pessoa.
Quando eu ouvi essa música a primeira vez eu tinha uns 20 anos, então eu me lembrava de quem eu costumava ser aos 07 ou mesmo aos 15 e de quem eu era naquele minuto, quando eu a ouço hoje sinto a mesma coisa, porque ha muito tempo é como se eu não fosse mais eu.
Eu estava sempre andando
um passo a frente
ou foi o que eu pensei
até o monstro rastejar debaixo da minha cama
Volte e apague
Aquele olhar chocado do seu rosto
Porque a sua mona lisa está morta
Um milhão de palavras
Mil dias
Sabe aquela falta de preocupação? Quando você vai vivendo os dias com tal certeza de que esquece que eles não são eternos? Pois é, a Delta também pensava assim e na verdade quem nunca pensou não é mesmo? O "monstro" da letra é a doença, que de início é sempre um choque, só quem já passou (ou quem viveu de perto com quem sofre com isso) é que sabe o que é. Quando ela diz que a Monalisa está morta é como se ela falasse que a alegria dela esvaiu-se no minuto da descoberta ai ela percebeu que suas convicções talvez não fossem assim tão intactas e os mil dias poderiam ser apenas minutos.
Fazendo um paralelo a isso nós temos a nossa constante alegria momentânea que é sempre abalada por um problema, as vezes grave outras não e é nesses momentos que percebemos o quão imperfeita é a felicidade. As vezes eu penso que nós precisamos de dificuldades não só para crescer, mas para nos lembrar de que a realidade é rápida, fria e que essa felicidade não é inabalável, é um conceito de utopia. Que, ao contrário dos livros e filmes, não existe o para sempre. Nós não temos a eternidade inteira pela frente.
(refrão)
A garota que eu costumava ser
Tem um caso terrível
De identidade errada
E a garota de ontem
Não é o que você vê
É um caso terrível
De identidade errada
O refrão é minha parte favorita! É como se ela comparasse a si mesma antes e depois da doença. Quando alguém passa por uma experiência assim muda completamente, o seu jeito de ver a vida se transforma. A gente só vive de verdade quando percebe que não tem todo o tempo do mundo, quando acontece algo que nos mostra que somos breves como um respirar. Não quer dizer que a garota que ela era antes era só defeitos, mas que a garota que ela era agora era uma versão melhor e o caso de "identidade errada" é que a partir do momento que ela passou por tudo aquilo e conseguiu vencer, ela superou a si mesma, se redescobriu, conheceu-se tão profundamente e completamente que agora é de fato quem ela é e quem tem que ser.
Eu fico pensando em mim mesma ha vinte e quatro anos... E pergunto quem delas sou eu. Acredito que eu ainda sofro de identidade errada.  Sabe a sensação de estar perdido em você mesmo? Se sabe então você entende o que eu digo.

O sol gosta de nascer
E a lua gosta de cair
E isso é como a minha vida
Eu tenho feito o papel
Da garota legal da porta do lado
Que é cortada como uma faca
Agora não estou procurando
Por olhos que se desculpam
E eu não quero passar
Uma noite em uma cama
De mentiras bonitas
Apague e volte
Deixe aquela garota doente para trás
E avance, avance
Mil dias...
Aqui nós vemos que ela fala de superação, ela quer deixar o passado para trás e erguer-se novamente, não apenas não se arrepender de nada que fez ou do que aconteceu antes, mas começar de novo encarar as coisas de frente, avançar, erguer. Os primeiros versos contam como era, levemente, a rotina dela não apenas fisicamente, mas interiormente e quando ela diz para deixar a garota doente para trás ela já traz consigo a vontade de começar de novo e fazer tudo muito melhor.
(refrão)

Essa não sou eu
Só não sou eu

(refrão)

Essa é a garota que eu costumava ser
 É um caso terrível de identidade errada...
Mistaken Identity é uma das músicas mais pessoais da Delta, senão a mais pessoal. Acredito que todo o álbum o seja, mas essa música especialmente, na minha opinião, marca não apenas o retorno dela das cinzas como uma fênix majestosa, mas nos transmite uma sensação de querer recomeçar, repensar, reinventar, viver de novo e de fato VIVER. E vocês, blogueiros, também tem um caso de identidade errada?

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Cidade dos Ossos - Cassandra Clare: RESENHA

Dessa vez sim, é uma resenha mesmo rsrsrs.
Cidade dos Ossos - Resenha
O Livro:
Clary Fray tem uma vida comum, vive às voltas com seu melhor amigo Simon e acredita que é uma garota como outra qualquer. Sua grande paixão é o desenho, coisa que ela passa grande parte do tempo fazendo. Iniciamos a jornada com uma fila enorme de uma boate livre, na qual Clary e Simon esperam ansiosamente para entrar (tá, mais Clary que Simon). Já dentro, a garota presencia um jovem de estilo meio punk e uma garota estonteante que, aparentemente, estão se seduzindo. É nesse momento que ela os vê entrar em uma espécie de depósito e logo atrás deles dois outros garotos armados. Alarmada, Clary manda Simon chamar os seguranças e vai até o depósito onde presencia a morte do garoto e sua vida muda completamente. Esse é o seu primeiro contato com Jace Wayland.
Quando sai da boate com Simon tudo que Clary quer é esquecer que aquilo aconteceu, esquecer que apenas ela via os garotos estranhos e “assassinos”. Mas, quando decide sair após brigar com a mãe que decidiu repentinamente se mudar destruindo todos os planos dela, Clary se depara novamente com Jace que lhe revela por alto que ela não é uma mundana comum. Impaciente, Assim, quando a mãe dela telefona avisando para que ela não vá para casa, impaciente ela deixa o telefone cair quebrando e pega de Jace um sensor achando que é um telefone. Ele tenta explicar a ela que aquilo não é um celular, mas ela o ignora e sai correndo em busca da mãe contrariando a ordem. Quando chega em casa encontra tudo revirado, e é atacada por um Ravener. Uma espécie de demônio. Clary luta com o ser e consegue mata-lo enfiando o sensor de Jace na garganta da coisa, mas é contaminada com o veneno do demônio e sua vida fica em risco. Ela é salva por Jace que a leva para o Instituto. Lá ela se recupera e conhece Hodge, Isabelle e Alec.
Hodge pede que um dos Irmãos do Silêncio, Jeremiah, descubra porque Clary consegue ver o mundo das sombras, assim acompanhada por Jace ela é levada para a Cidade dos Ossos onde passa por uma sessão que a fere profundamente descobrindo assim que sua mente tem uma espécie de bloqueio colocada por um feiticeiro chamado Magnus Bane. Indo assim, com a ajuda de Isabelle, para uma festa oferecida por esse feiticeiro na busca de respostas. Lá, Clary descobre a verdade sobre sua mãe e as tentativas de Magnus de retirar o bloqueio de sua mente são inúteis. Durante a festa, Simon é transformado em um rato após ingerir uma das bebidas das fadas, ao tentar tirá-lo de lá, Clary descobre que ele foi roubado por um vampiro e vai atrás dele junto com Jace para um hotel onde os vampiros se escondem. Quando chegam, são ajudados por um garoto chamado Raphaell que os ajuda a entrar, mas logo descobrem que ele é o líder do clã de vampiros. Eles tentam fazer uma troca para recuperar Simon e Clary finalmente consegue o amigo de volta, mas os três acabam entrando em uma luta furiosa por suas vidas, até que um bando de lobisomens aparece dizendo estarem atrás de Clary. Enquanto a batalha entre vampiros e lobisomens acontece, uma vez que ambos são inimigos, com a ajuda de Simon, Clary e Jace conseguem chegar ao topo do hotel e Jace rouba uma das motos voadoras dos vampiros para conseguir sair de lá, mas acabam caindo no asfalto quando amanhece, pois a moto é movida com poder demoníaco que se esgota na luz do sol. Simon retorna a forma humana e os três voltam para o Instituto. Hodge fica furioso com eles e Clary ainda tem que aguentar a fúria de Alec que manda que ela vá embora e os dois tem uma discussão acalorada quando ela menciona o fato de que ele está apaixonado por Jace e por isso a odeia.
Clary cuida de Simon em seu quarto e os dois conversam até que ele dorme. Ela vai caminhar pelo instituto quando escuta Jace tocando. Os dois conversam e ele a convida para comemorar o aniversário dela na estufa. Jace e Clary tem um momento especial lá enquanto comemoram o aniversário dela, mas quando voltam para o quarto de Clary e se beijam novamente, Simon abre a porta e surpreende os dois. Chateado, Jace briga com Clary e vai embora. Simon e Clary também discutem e ele revela que está apaixonado por ela, furioso por tudo que aconteceu ele também vai embora. Confusa e magoada, Clary se tranca no quarto e acaba descobrindo uma maneira muito “interessante” de suas habilidades como caçadora de sombras, assim descobre onde está o cálice mortal e vai avisar a Jace. Junto com Isabelle, Simon e Alec eles vão atrás de Madame Dorothea com quem está a carta que a mãe de Clary pintou para esconder o instrumento mortal. Mas eles são surpreendidos pelo fato de a mulher estar possuída por um demônio dos grandes e a batalha entre eles se torna quase insustentável depois que Clary tira o cálice da carta. Alec, para salvar Jace, é fatalmente atingido pelo demônio e quando ele está prestes a matar Jace, Simon surge e quebra a claraboia matando o demônio com a luz do sol. Todos voltam com Alec para o Instituto na tentativa de que Hodge possa ajudar.
Mas Hodge os trai quando Clary lhe entrega o cálice mortal, ele fere Jace e ordena que o pássaro dele, Hugo, a machuque trancando-a em uma prisão invisível. Nesse momento surge Valentim através de um portal e liberta Hodge de sua maldição, que lhe entrega o cálice e deixa que ele desapareça levando também Jace com ele. Desesperada, Clary consegue quebrar a prisão invisível com a ajuda da estela de Jace e vai atrás de Hodge para saber onde Valentim se esconde, mas é atacada por ele e salva por Luke que ela descobre mais tarde ser um lobisomem. Ele conta para ela toda a história verdadeira de sua vida e de como Valentim tornou-se a ameaça que é, explica o que aconteceu com Jocelyn, sua mãe, e sobre a razão de ela ter mentido. Quando se recupera, Clary pede novamente a ajuda de Simon para encontrar o lugar onde Valentim está escondido, um antigo sanatório em uma ilha perto dali, e vai com Luke e seu bando até lá. Ao chegar, eles são atacados por renegados, mas Luke e Clary conseguem entrar no hospital e encontram a mãe dela. Luke então briga contra os homens que mataram o pai de Jace enquanto ordena que Clary fuja dali. Ela acaba encontrando Jace e Valentim que lhe contam a mentira de que ela e Jace são irmãos. Jace acredita piamente na história e logo ela também acaba acreditando, quando Luke chega e confirma a história. Uma luta se inicia primeiro entre Clary e Valentim depois entre Luke e Valentim, Jace fica ao lado do “pai” para ódio de Clary. Valentim quase consegue matar Luke que é salvo por Alaric, e, impedido de atravessar o portal, Valentim é quase morto por Jace, que reluta em golpeá-lo deixando que ele fuja com o cálice em um portal para Idris.
Jocelyn é levada para um hospital e Clary e Luke ficam com ela. Clary não vai mais para o Instituto há duas semanas depois do ocorrido, quando finalmente decide voltar e é levada até lá por Simon. Lá, ela descobre que Magnus salvou a vida de Alec que é mais cordial com ela quando se reencontram, assim como Isabelle. Alec a leva até a estufa onde Jace está, e Clary o reencontra vendo-o agora como irmão e tentando reprimir os sentimentos que tem por ele.
De fato, eu gostei MUITO do livro, era realmente tudo que disseram e mais um pouco. Como eu já havia visto algumas coisas a respeito, inclusive spoilers, eu não fiquei muito surpresa com o final porque eu sei que é mentira. A leitura é envolvente e prende realmente você, tanto é que eu li oito capítulos de uma vez só no primeiro dia. A narração é em terceira pessoa e em alguns momentos assume diferentes pontos de vista. Há algumas passagens religiosas implícitas no livro, mas não encarei de maneira ofensiva ou mesmo crítica por parte da autora. Os personagens são muito bem desenvolvidos e você consegue se apegar a eles, Jace é sem dúvida o favorito e melhor desenvolvido na história, que também é bastante equilibrada de uma maneira que deixa a leitura gostosa. Eu posso dizer com todas as letras que VALE MUITO A PENA LER.
O Filme: A adaptação do primeiro livro da série Instrumentos mortais saiu em 23 de Agosto de 2013 trazendo Lily Collins e Jamie Campbel Bower nos papéis de Clary Fray e Jace Wayland. Eu vi o filme bem antes de começar o livro, ainda no ano que foi lançado, mas em Setembro. Quando você lê o livro tem uma visão completamente diferente do filme que, sinceramente, tem quase nada do livro. Eu achei a adaptação tão mal feita quanto a da Hospedeira, a ordem de acontecimentos foi mudada, algumas das coisas importantes da trama foram bruscamente alteradas, como na parte final do filme, outras cenas do filme não estão no livro – como a cena do portal do Instituto quando Jace acaricia o rosto de Clary. Mas, como eu já mencionei antes aqui no blog, as adaptações de livro normalmente são muito infiéis mesmo, não adianta nem se iludir com isso, de cada 10, 2 são mais ou menos bem feitas. De qualquer maneira, apesar de a história ser bem mudada no filme, eu gostei da adaptação enquanto filme – não enquanto adaptação – o trabalho dos atores foi excelente e a produção ficou ótima. Mas enquanto adaptação achei que não ficou em quase nada – isso para não dizer nada – parecida com o livro.

sábado, 12 de abril de 2014

O Beijo das Sombras - Richelle Mead :Comentário

Finalmente terminei o maravilhoso Beijo das Sombras, primeiro volume da série Academia de Vampiros e estou mortalmente triste por não ter o resto da série. Então, sem mais delongas, eis aqui minha "resenha":
Esse livro me surpreendeu muito, no início eu não entendi nada dele, com o passar das páginas eu ia submergindo na história e ficando completamente envolvida com os personagens. A narrativa é contada por Rosemary Hathaway, chamada carinhosamente de Rose, uma garota dampira (metade humana e metade vampira) que protege a sua melhor amiga Lissa, Vasilisa Dragomir, princesa de uma casta moroi (vampiros vivos por nascimento) das constantes investidas da escola St. Vladimir em captura-las. De início não se sabe a razão de elas terem fugido a trama é envolta em vários mistérios que vão sendo revelados com o passar dos capítulos.
No início do livro, Rose ‘sente’ a aflição do pesadelo que Lissa está tendo e a acorda, a dampira é capaz de saber como a moroi se sente e ver o que está em sua mente como se entrasse em seu corpo. As duas são perseguidas e capturadas por guardiões da academia de vampiros St. Vladmir, um dele é Dimitri Belikov que está designado a ser guardião de Lissa para fúria de Rose. De volta à escola elas enfrentam novamente os alunos curiosos e pessoas que elas deixaram para trás e agora eram liderados pela sociopata Mia Rinaldi, uma moroi que as odeia por motivos inicialmente desconhecidos. Enquanto Rose tenta retomar as aulas e o tempo perdido, agora sendo assessorada por Dimitri, que vira seu mentor. No início da história a Rose tem um pequeno caso com Jesse, sua paixonite desde antes dela fugir da escola, mas Dimitri os interrompe, o que não impede Jesse de espalhar pela escola, a mando de Mia, que dormiu com a Rose e bebeu sangue dela durante o ato, dando a garota inocente a horrível fama de prostituta de sangue. Os treinamentos de Rose estão sendo mais produtivos do que ela poderia imaginar, e aos poucos um romance começa a existir entre ela e o Dimitri, por mais que ele passe o livro inteiro negando isso. Lissa consegue reatar com o seu ex-namorado, Aaron para se vingar de Mia, mas a verdade é que a última dos Dragomir está tendo encontros no sótão da igreja com Christian, talvez o garoto mais temido da escola pelo seu passado, seus pais viraram strigois (vampiros imortais e malvados) por vontade própria, e todos apostam que é questão de tempo até que ele mesmo se torne um strigoi.
Perto do meio do livro, quase no fim, se descobre que Lissa se especializou em um quinto elemento: o espírito. Os moroi são dotados de magia, assim dominam os elementos no qual se especializam: Terra, água, ar, fogo. O elemento do espírito é raro e antigo e poucas pessoas conseguem se especializar nele, além de tudo é levemente perigoso para o moroi que o possui. Foi com os poderes do espírito que Lissa trouxe a Rose de volta a vida quando esta tinha morrido no mesmo acidente que matou os pais e o irmão da Lissa, alguns anos atrás. Por conta disso as duas têm uma ligação especial, Rose pode ler os pensamentos de Lissa, e ás vezes consegue entrar na mente dela e ver o que ela vê e sentir o que ela sente. Por essa razão também entendemos o que significa o título do livro, Rose foi ‘Beijada pelas Sombras’, porque atravessou a morte e foi trazida de volta á vida pela melhor amiga. Infelizmente usar os poderes do espírito tem efeito colateral, Lissa fica depressiva e chega a se cortar, e não ajuda que ela esteja recebendo mensagens misteriosas acompanhadas de animais mortos, que mais tarde descobrimos ser um plano de Victor, juntamente com a filha Natalie, para obriga-la a fazer uso dos seus dons e observa-la.
No dia do baile da escola, Rose decide não ir por estar brigada com Lissa, é onde ocorre o clímax do livro. Mason, seu amigo apaixonado, a convence a ir a festa prometendo uma surpresa para ela. Mas Rose acaba se desentendendo com Mia ao ver que a garota está perturbando Lissa e quebra o nariz dela causando um grande alvoroço no baile. Ela sai escoltada por guardiões e Lissa acaba correndo sozinha para igreja. Rose ordena que Christian vá ficar com ela, pois sabe que ele a mantem calma. Mas quando chega no quarto, Rose vê através do laço que a une a Lissa que guardiões de Victor invadem o sótão da igreja e nocauteiam Christian sequestrando Lissa logo em seguida. Desesperada, Rose vai atrás de Dimitri para pedir ajuda, mas é vítima de um feitiço de luxúria posto em seu colar por Victor e quase dorme com Dimitri ao invés de ir salvar Lissa. Quando finalmente se dão conta do que aconteceu ela explica para ele que a melhor amiga está em perigo e eles reúnem uma equipe para ir atrás dela. A caminho de onde Lissa está sendo aprisionada por Victor, Rose descobre Christian escondido dentro do carro, este queria ajudar no resgate. Conseguem prender Victor, mas quando a Rose vai visitá-lo na prisão da St.Vladimit ela é atacada por Natalie, que virou um strigoi para ajudar o pai na sua fuga da prisão. Felizmente Dimitri aparece a tempo e consegue matar Natalie antes que ela mate Rose.
A nova visão apresentada de seres sobrenaturais me agradou bastante, o livro é muito inteligente e maravilhosamente bem arquitetado nos dando uma visão ampla da história, uma vez que mesmo pelos olhos de Rose nós podemos ver através de Lissa também. Gostei de como a trama foi amarrada e é definitivamente daqueles livros que você não consegue parar de ler e fica curioso para levantar milhões de hipóteses para os acontecimentos, mas acaba sendo surpreendido. Estou determinada a comprar os próximos livros da série e realmente recomendo a leitura. Vale muito a pena.

Começarei a ler o famoso e comentado Cidade dos Ossos e essa será a próxima resenha do blog. Até lá!

sábado, 5 de abril de 2014

A Breve Segunda Vida de Bree Tanner - Comentário

Foi absolutamente fascinante acompanhar a visão de Bree e descobrir o que aconteceu por trás dos olhos de Bella em Eclipse. Acompanhamos Bree, uma vampira de dezesseis anos que é componente do exército de Victória para vingar-se de Edward pela morte de Jacob. Ela relata a vida curta que teve nas semanas antes do ataque na clareira que resultou na morte de Victória, Riley e todo o seu mini exército. Descobrimos que, a mando de Victória, Riley engana os recém-criados afirmando que eles queimam ao sol, assim os mantêm em um porão durante todo o dia, liberando-os para caçar em grupos apenas durante a noite. Os recém-criados eram absolutamente desgovernados e instáveis, matavam uns aos outros com muita rapidez e não tinham nenhum tipo de controle na hora de matar, o que causou todos os problemas em Seattle que acompanhamos em Eclipse. Bree tinha como amigo Diego, um jovem de família pobre, que morava na favela e cujo o irmão fora morto por um traficante. Riley o salvara de ser morto pelos traficantes no dia que ele fora vingar a morte do irmão. Descobrimos também que Bree era uma garota de rua, que fugiu de casa pelos maus tratos do pai, ela e Diego se envolvem em um relacionamento breve, mas intenso como todos os amores curtos – Hazel e Augustus que o digam! – e juntos descobrem as mentiras de Riley e boa parte do plano que se esconde por trás do famoso ataque aos “inimigos”. Perto da grande batalha, os dois seguem Riley até o esconderijo de Victória e ouvem fragmentos do suposto plano de ataque aos Cullen descobrindo também que os dois são amantes. Nesse mesmo dia, Victória recebe a visita dos Volturi que lhes dá um prazo de cinco dias para atacar clã olympic. Assim, Diego decide falar com Riley e manda Bree de volta para a casa onde o séquito de Victória se esconde durante o dia. Mas Riley acaba voltando sozinho e contando à garota que Diego ficara com Victória em vigilância de seus “inimigos”. Mesmo desconfiada, um alívio surge dentro de Bree imaginando que Diego ainda está vivo e que, em quatro dias, irão se reencontrar e fugir para longe.
 Dentro dessa trama também está Fred, um vampiro que é descrito por ela como altamente lindo, mas com um poder completamente instigante: Causar repulsão em quem ele quer, a ponto de enjoar e até fazer a pessoa vomitar se pensar ou olhar para ele. Além da habilidade de manter-se invisível quando quer. É ele que protege Bree de ser atacada pelos outros vampiros e ambos planejam fugir do exército de Riley e seguir suas vidas sozinhos, mas Bree decide ir avisar a Diego com a esperança de que ele ainda está vivo, Fred avisa que esperará por eles em Vancouver pelas próximas vinte e quatro horas e que irá protege-los, mas não pretende se juntar a Riley na batalha. Bree lhe conta as coisas que descobriu com Diego e lhe promete que quando encontrar o amigo irá para o local combinado. Ela segue com o grupo de recém-criados para a clareira onde deveriam encontrar os Cullen, e nota quando Riley abandona o grupo para ir atrás de Victória, por mais que tente rastrear Diego ela não consegue encontra-lo em nenhuma parte e é nesse momento que descobrimos que Riley e Victória o mataram cruelmente, presa no meio da batalha, Bree é acuada por Carlisle, mas está tão devastada pela morte de Diego que tudo que deseja é morrer também. Vemos por outro ângulo as descrições dos Cullen e também a de Bella, descobrimos o motivo de ela ser tão absurdamente tentadora para os vampiros e porque seu sangue é tão cobiçado. No confronto com os Volturi, percebemos que ela passa para Edward toda a verdade sobre o conhecimento deles sobre os atos de Victória e temos uma visão mais vívida sobre o poder de Jane.
A breve segunda vida de Bree Tanner foi  o último livro da saga que eu ganhei e o único que ainda não havia lido. Como faz mais de dois anos que eu li Amanhecer e, consequentemente, bem mais tempo que li os outros, demorei um pouco a me familiarizar com algumas coisas, mas achei excelente e muito instigante acompanhar essa visão de Eclipse que é, depois de Amanhecer, meu livro favorito da saga.


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Série Os Imortais: Infinito - Comentário

\o/ terminei! Gente, nem acredito que finalmente consegui finalizar essa série! Sério! Estou assim, com aquela sensação de dever cumprido, parece que fiquei "presa" nela muito tempo e creio que pelo fato de não ter curtido muito. Ultimamente são raros os livros que me "pegam". Mas enfim, eis aqui o último comentário da série e eu vou tratar agora de trabalhar no meu primeiro ensaio. Estou animada com a ideia!

Comentário sobre Infinito – Série Os Imortais.

Como em todo o desfecho de livro, a série os Imortais não traz tanta inovação, basta ter lido sagas como Fallen, Crepúsculo, Harry Potter ou Sussurro para ter uma noção mínima previsível sobre o desenrolar dos fatos. Depois de perceber que havia algo errado com seu carma, uma vez que o destino sempre se encarregava de separá-la de Damen de alguma forma, Ever acredita que encontrará as respostas na parte sombria de Summerland, que ela acredita ter surgido por sua causa. Lá, ela encontra com uma das órfãs transformada por Damen seiscentos anos atrás que lhe diz que somente Ever pode liberta-la e aos outros de seu sombrio destino. Determinada a descobrir a origem de sua reencarnação, Ever mergulha em uma jornada de autoconhecimento que a leva a um passado desconhecido por Damen, a primeira vida real de ambos, e finalmente se depara com a razão pela qual o universo sempre conspira em separá-los.
Decidia a mudar o rumo das coisas, Ever arrisca a vida e a relação com Damen para consertar os erros do passado e uma nova encruzilhada aparece: Deixar de lado a vida imortal e possivelmente desistir de Damen ou aceitar um destino imortal que contraria as regras e correr o risco de ser separada dele novamente.
Em linhas gerais o texto segue o mesmo padrão, há algumas informações ‘extras’ a respeito da história que nos permite entender melhor a sequencia de idiotices da protagonista e a razão real dos acontecimentos e é apenas por isso que o livro não se torna tão cansativo como os quatro anteriores. O final é completamente previsível e sem nenhum tipo de surpresa alarmante ou considerável embora eu admita que a ordem dos acontecimentos tenha me interessado muito. Depois do primeiro livro, Para Sempre, este é o mais razoável da série. Devo considerar que são sim necessários os outros acontecimentos, mas poderiam ter sido melhor compilados na minha opinião, a história é de fato boa e tentarei explorá-la melhor no ensaio que pretendo escrever.

Recomendo a série para os leitores pacientes e corajosos. Você precisa de real paciência e equilíbrio para superar esses seis livros e retirar o mínimo de interessante deles.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Entenda a Letra: Lithium - Evanescence


Recentemente, descobri uma leitora que curte essa tag do blog com as músicas do Evanescence. Então essa vai especialmente pra ela. Foi a primeira música da banda que eu ouvi e é uma letra que curto demais! Eu estou realmente afastada do blog por questões de tempo, virei sempre que der para vir, por exemplo, esta postagem está saindo às 01h42min da manhã. Realmente estou sem tempo viável para postar, por isso desculpem.

Lítio

Lítio, não quero me trancar por dentro
Lítio, não quero esquecer como é a sensação de estar sem
Lítio, quero permanecer apaixonada pela minha tristeza
Oh, mas, Deus, eu quero deixá-la
Não se engane, nada com Amy Lee é por acaso. Tudo sempre tem uma razão e, no caso do lítio escolhido como nome da música não é apenas porque o nome fica eufônico com a melodia! Para quem não sabe, os sais de lítio são usados para tratamento de transtorno bipolar, daí você tira a razão para uma letra que parece ser tão simples, mas que fala mais do que parece. A gente nota, nessa primeira estrofe, que os sentimentos ai são conflitantes, ao mesmo tempo em que o eu lírico quer continuar submerso em sua dor ela sente-se sufocada por ela. E é sobre esse conflito interno que Lítio trata.
Venha para a cama, não me faça dormir sozinha
Não poderia esconder o vazio que você deixou à mostra
Nunca quis que fosse tão frio
Apenas não bebeu o suficiente para dizer que me ama
Bom, as letras da Amy normalmente expressam as coisas que ela sente ou são dirigidas à alguém, como Call me When You're Sober que ela escreveu para seu ex companheiro Shaun Morgan. Eu posso estar enganada, mas essa passagem na letra expressa no último verso dessa estrofe faz novamente uma menção a ele principalmente considerando que ambas as músicas são do mesmo álbum. Só quem já viveu presa em um relacionamento assim, dividido entre o real e o imaginado (sóbrio e são) sabe como é. Eu posso imaginar pelo que já vi, mas nem de longe desejo descobrir como é.
- Ponte -
Não consigo me segurar
Pergunto-me o que há de errado comigo?
Ela se questiona a razão pela qual ela não faz nada para mudar o que está acontecendo, o motivo pelo qual fica oscilando entre a felicidade e a tristeza, sendo nesse caso a tristeza mais constante.
[refrão]

Não quero deixar isso me abater desta vez
Afogar minha vontade de voar
Aqui na escuridão eu conheço a mim mesma
Não posso me libertar até largar isso, me deixe ir

Querido, eu perdoo você depois de tudo
Qualquer coisa é melhor do que ficar só
E no final eu acho que eu tinha que cair
Sempre encontro o meu lugar entre as cinzas
Lítio fala da luta entre a tristeza e a felicidade, que é basicamente o que acontece com a pessoa que sofre desse distúrbio, mas seu sentido é muito mais "profundo" que isso. É um desabafo de Lee acerca dela mesma, é uma letra que reflete seu conflito interno na luta para vencer a tristeza e perder o medo de alcançar a própria felicidade. Ela busca superar a si mesma na tentativa de construir algo sólido que lhe permita sentir segura e ao mesmo tempo alçar voo nas asas dos seus sonhos.
- Ponte -

[refrão]

Informações extras:
A vocalista e compositora Amy Lee descreveu a canção como "algo que abraça sentindo mais dormência". Durante uma entrevista à VH1, ela disse:
Cquote1.svgEu escrevi o refrão no violão quando eu tinha uns 16 anos. Eu sempre pensei que era um coro legal, mas eu nunca usei para nada. Eu comecei a tocar no piano e os versos vieram. Eu tenho uma pilha de peças arrumadas em minha mente de que talvez eu use algum dia. De certa forma, é uma música antiga, mas não realmente. Ela cresceu.1Cquote2.svg
Em uma outra entrevista à MTV, Lee disse:
Cquote1.svgNão é literal. Não é sobre a droga, eu nunca havia ingerido lítio anteriormente. É uma espécie de metáfora sobre dormência, felicidade e sorte como, ele está olhando para a felicidade de uma forma negativa, porque você sabe, eu sempre tive medo de ser feliz. Como com a banda, a arte e tudo mais, é como se eu nunca mais vou me deixar romper na felicidade, porque não é legal ou algo assim. O lítio é a felicidade, como dizer 'isso é dormente, eu não irei ser capaz de ser um artista quando estiver feliz', o que é hilário, porque eu estou feliz. Então é como essa luta dentro da música, 'eu faço isso ir ser feliz ou eu devo chafurdar ela como sempre faço?' e isso é legal, porque no final da canção eu digo 'eu vou deixá-lo ir', como eu vou ser feliz.Cquote2.svg
— Lee sobre a canção "Lithium".2
A droga em si, carbonato de lítio, é normalmente utilizada como um estabilizador de humor para prevenir o comportamente maníaco agudo em pacientes com transtorno bipolar.
[FONTE: Wikipédia]