terça-feira, 29 de outubro de 2013

Falling Apart

Tenho sido atormentada por violenta angústia há vários dias. Há tamanho nó em meu coração que sinto como se minha alma se partisse em milhões de pedaços, meu coração bate em ritmo inconstante, quase sem vontade de funcionar e assim segue-se a vida à qual pareço insensivelmente destinada. Tenho sido constantemente assombrada pelos fantasmas de minha vida, fantasmas que não consigo deixar partir, que meu remorso frustrante se recusa a dar o devido descanso. Os sonhos se perderam no vazio da minha obscura dor, não consigo  mais vislumbrar sequer um mísero destino nos dias que me esperam e que agora nem mesmo um alvorecer me direcionam. Tudo está opaco, apático, sem vida, tal qual minhas forças e expectativas. E que posso eu ter? Vivo nesse mundo frio e estranho, enquanto meu coração de outro tempo no silêncio tortuoso pede retorno a casa que lhe é direita? E que máquina do tempo pode transportar-me para a cidade de luzes radiantes e tremeluzentes, onde meu sofrimento justo seria? Onde o consolo das lágrimas não necessitaria ser recluso? Sinto abandonar-me a fé, a vontade, eleva-se a ira e a profunda tristeza, assola-me o medo e não encontro nessa era desvirtuada qualquer consolo para meu perdido coração moribundo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário