quarta-feira, 27 de maio de 2015

Anime-Se! - Boku wa imouto ni koi wo suru

Título Original: 僕 は 妹 に 恋 を する
Gênero: Drama, Romance, incesto
Autor: Kotomi Aoki
Nº de Episódios: OVA 1 Episódio. Live Action
Nota: ****

Yori e Iku são irmãos gêmeos e desde criança são muito próximos, Yori sempre foi apaixonado por Iku, que mesmo sem ter muita certeza retribuía os sentimentos do irmão. Para esquecê-la, Yori começa a tratá-la friamente passando até a namorar uma amiga de Iku. Quando descobre sobre o relacionamento, Iku sente ciumes admitindo por fim o que sente pelo irmão. Vendo as dificuldades para ficarem juntos e o problema que dará se descobrirem sobre o relacionamento proibido dos dois, Yori decide se transferir para outra cidade em uma escola de ensino médio e faz Iku prometer encontrá-lo, pois lá os dois não vão ser reconhecidos por ninguém e, assim, poderão viver como um casal. 
Inicialmente eu estranhei um pouco por se tratar de um anime de incesto, embora esse não tenha sido o primeiro, mas o mais inocente dos três que eu assisti e por isso gostei tanto dele, a Iku me lembrou muito a Kotoko de Itazura na Kiss, pelo traço mesmo e em alguns momentos de descontração, embora a história do anime seja muito rápida e, na minha opinião, o filme que fizeram ficou muito melhor.
O Live Action foi lançado no Japão em 20 de Janeiro de 2007 e conta com a brilhante participação de Jun Matsumoto, só por esse nome, se você é um fã de doramas e já assistiu Hana Yori Dango, que vou trazer em breve, já pode entender que não precisa de mais informação que isso, né?
No J-drama eles mudaram algumas coisas do anime, mesmo assim, achei de certa forma melhor. O entrosamento dos atores foi muito bom mesmo! Tornou o J-drama muito fofo de se ver, e confesso chegou uma hora que quase rolou uma lágrima. A história segue basicamente o anime, com algumas mudanças que eu achei positivas. Yori não vai embora como no anime, rola aquele conflito de “isso não é certo”, mas ele decide ficar com Iku, a relação dos dois é mais explorada no J-drama, inclusive a aproximação entre Yori e Iku é melhor que no anime, o que eu não curti em nenhum dos dois foi não mostrar o que acontece depois daquilo, a gente não sabe como ficaram os pais deles, as pessoas na escola e tals... Mas no geral, eu gostei muito. Esse foi o meu terceiro anime com temática de incesto.  Já assisti esse filme pelo menos umas doze vezes, valeu muito a pena, chega uma hora que você até esquece que os dois são irmãos! Se você ainda não viu, confira.

terça-feira, 26 de maio de 2015

The Moon That Embraces The Sun


Informações Técnicas:

Título Original: 해를 품은 달 (The Moon That Embraces The Sun)
País de Origem: Coréia do Sul
Ano de Lançamento: 2012
Número de Episódios:  20
Gênero: Romance, Fantasia, Medieval
Elenco:  Kim Soo-hyun, Han Ga-in, Jung Il-woo and Kim Min-seo
Escrito por: Jin Soo-wan

Sinopse: Lee Hwon é o Príncipe Coroado, mas acha esse título um fardo muito pesado. Ele gostaria que seu irmão mais velho, e talentoso, Yang Myung ocupasse seu lugar, mas como Yang Myung é um filho ilegítimo, ele não tem direito de herdar o trono. Quando Lee Hwon tenta escapar do palácio para ver seu irmão, ele encontra Heo Yeon Woo, uma menina muito inteligente e filha de um grande nobre. Foi amor a primeira vista, mas mal sabia o príncipe que Yang Myung já era apaixonado pela Yeon Woo.

Oi pessoal!

Não sei se vocês sentiram saudade ou não, mas sei bem que eu andei desaparecida, não apenas pela faculdade e os problemas que já havia mencionado nos outros posts, mas também pela minha nova atividade favorita: Os K-Dramas. Desde que eu comecei a ver animes, passando para os doramas, por acaso acabei topando com meu primeiro K-Drama: Heartstrings que vou trazer pra vocês em outro post, a razão de eu estar trazendo esse drama coreano primeiro é porque fiquei encantada com ele de tal forma que tive a necessidade de escrever sobre ele. Foram quatro dias dormindo de três a seis da manhã sem conseguir parar de ver os capítulos que tem uma hora cada e, pela necessidade de querer compartilhar isso com vocês, decidi escrever sobre essa história belíssima! Espero que vocês gostem e se encantem como eu.
ATENÇÃO, PODE HAVER SPOILERS DA SÉRIE. Não diga que não avisei U.U'
Quem acompanha o blog sabe que eu gosto de histórias medievais, mesmo tendo um pouco de medo das histórias orientais pelo nível de violência que elas ostentam, e em se tratando de Japoneses e Coreanos os métodos eram tão ou mais cruéis que os ocidentais, e por ser uma pessoa muito fraca para ver sangue, vísceras e pessoas gritando, eu tenho um cuidado absurdo com tudo que vou ver... 
The Moon That Embraces The Sun (A Lua que Abraça o Sol) é uma série de televisão baseada no livro de mesmo nome escrito por  Jung Eun-gwol e se passa na dinastia Joseon, resumindo um pouquinho para vocês - porque esse post também é cultura U.U - vamos a uma pequena aulinha de história oriental agora, fique a vontade para pular para o resto quando quiser:
A Dinastia Joseon (1392 - 1897) (também Chosŏn, Choson, Chosun), foi um estado coreano fundado por Taejo Yi Seong-gye que durou cerca de cinco séculos. Foi fundado na sequência da derrubada da dinastia Goryeo, no que é atualmente a cidade de Kaesong. Logo no início, a Coreia foi renomeada e a capital foi transferida para a moderna e atual Seul. As fronteiras ao norte do reino foram expandidas para os limites naturais dos rios Amnok e Duman, através da submissão dos Jurchens. Joseon foi a última dinastia da história da Coreia e a mais longa dinastia confucionista - fundamentada nas ideias de Confúcio - no domínio. O Confucionismo é um sistema filosófico Chinês. A humanidade é o núcleo no confucionismo. Uma maneira simples de apreciar o pensamento de Confúcio é considerá-lo como sendo baseado em diferentes níveis de honestidade, e uma forma simples de entender o pensamento de Confúcio é examinar o mundo usando a lógica da humanidade. Na prática, os elementos do confucionismo acumularam-se ao longo do tempo. Existe o clássico Wuchang (五常), constituído por cinco elementos: Ren (仁, a Humanidade), Yi (义, justiça), Li (礼, ritual), Zhi (智, conhecimento) e Xin (信, integridade), e há também o Sizi clássico (四字), com quatro elementos: Zhong (忠, lealdade), Xiao (孝 , a piedade filial), Jie (节, continência) e Yi (义, justiça). Há ainda muitos outros elementos, tais como o Cheng (诚, honestidade), Shu (恕, bondade e perdão), Lian (廉, honestidade e pureza), Chi (耻, vergonha, juízo e senso de certo e errado), Yong (勇, bravura), Wen (温, amável e gentil), Liang (良, bom, bom coração), Gong (恭, respeitoso, reverente), Jian (俭, frugal) e Rang (让, modéstia, discrição). Entre todos os elementos, o Ren (Humanidade) e o Yi (Justiça) são fundamentais. Às vezes, a moralidade é interpretada como o fantasma da Humanidade e da Justiça.
Durante seu reinado, Joseon consolidou o seu domínio absoluto sobre a Coreia, incentivou o fortalecimento dos ideais confucionistas e doutrinas na sociedade coreana, importou e adaptou a cultura chinesa, e viu o tamanho da cultura coreana clássica, comércio, ciência, literatura e tecnologia. No entanto, a dinastia foi severamente enfraquecida durante o final do Século 16 e início do Século 17, quando as invasões pelos vizinhos Japão e Qing praticamente ultrapassaram a península, levando a uma política cada vez mais dura de isolamento, pelo qual o país se tornou conhecido como o Reino Eremita. Após as invasões da Manchúria, Joseon experimentou um período de aproximadamente 200 anos de paz. [FONTE: Wikipédia]
A Ri no momento de sua execução 
Bem, agora voltando ao K-Drama, ele se passa nesse período da dinastia Joseon, e tudo começa com essa mulher machucada aí do lado, chamada A Ri. Com a morte do príncipe regente por uma conspiração dos ministros, essa xamã presencia o assassinato e vira bode espiatório do ministro assassino, ela foge, e muito machucada é ajudada por uma rica e bondosa senhora grávida que lhe dá passagem segura para dentro da cidade, mas ela é capturada novamente e é brutalmente torturada para confessar um crime que não cometeu e condenada à morte. Mas ela não é boba e sabe muito bem onde está pisando, antes de morrer, ela confia à sua melhor amiga a vida da criança que a mulher que a ajudara carregava no ventre, era uma menina que estava no destino do príncipe herdeiro e iria protegê-lo. Assim, o ministro corrupto e a ex-rainha, que são os antagonistas da história, conseguem colocar no trono o príncipe de seus interesses e A Ri é condenada e executada, esquartejada por quatro bois (E graças a Deus que não mostra isso!) no momento que ela morre, a neném da nobre senhora nasce. 13 anos se passam e a nova xamã Jang ocupou o lugar de A Ri, sua melhor amiga, no salão celestial onde vivem as xamãs, ela ainda procura a criança que deve proteger enquanto o jovem príncipe herdeiro Lee Hwon vive sob a pressão de sua futura posição como rei, embora tudo que ele quisesse fosse uma vida normal. No dia da celebração dos novos magistrados do palácio, ele decide fugir do castelo para ir ao encontro do seu irmão mais novo, um filho ilegítimo do rei com uma concubina, e portanto impossibilitado de ser aceito no trono ou mesmo tratado do mesmo modo que o príncipe herdeiro que é filho da rainha, esse fato incomoda muito Lee Hwon que queria que o irmão fosse seu igual e, até mesmo, assumisse o trono em seu lugar. Acontece de, durante sua fuga, ele encontrar com a jovem Yeon-Woo, mais conhecida como Yeon U, e os dois se apaixonam a primeira vista, mesmo que a menina não reconheça o príncipe de imediato e esse é um momento muito fofo, pois vemos nascer um amor sincero baseado em sinceridade e um romantismo que não encontramos mais. Desde aquele momento, Lee Hwon não conseguiu parar de pensar em Yeon U, mas acreditava que nunca a encontraria novamente, mas o irmão recém-formado dela acaba de ser escalado para ser seu professor de literatura depois que o último desistiu. O jovem príncipe está decidido a fazer com que o irmão de Yeon U também desista, mas ao descobrir quem ele é por intermédio da ajuda da própria menina que ensina o irmão como cativar o príncipe os dois começam a trocar cartas.
Hee Yeon Woo e Bo-Kyung se apresentando
O príncipe tem 17 anos nessa época, é um rapaz espirituoso e virtuoso, que se encanta pela inteligência, beleza e delicadeza de Yeon U, uma jovem justa, verdadeira que se preocupa com todos à sua volta. Quando a jovem irmã do príncipe Lee se apaixona pelo irmão de Yeon U as coisas começam a se complicar, o ministro corrupto faz com que sua filha seja posta como acompanhante de estudos da princesa e o rei decide colocar também Yeon U para auxiliar, já que o pai dela também é ministro e, ao contrário dos outros, é um homem justo. A xamã Jang é chamada ao palácio para dar uma olhada nas duas meninas e ver se uma delas tem o destino de ser a próxima rainha, uma vez que o príncipe está na idade de casar. A xamã consegue ver o destino das duas meninas, a primeira Yeon U é a destinada a estar ao lado do príncipe, mas é a menina que deve ser protegida, enquanto a outra Bo-kyung está destinada a ser a rainha, mas não está destinada a ter o coração do príncipe, só que o príncipe Lee Hwon dá um jeito de que o casamento seja feito, pela primeira vez na história, através de uma seleção entre as garotas do reino, Yeon U acaba vencendo pela sua inteligencia e bondade, o que deixa Bo-kyung, seu pai, o ministro corrupto, e a ex-rainha furiosas. A mãe de Lee Hwon, assim como o rei, estão felizes com a escolha, principalmente por saberem o quanto o príncipe ama a menina e ela lhe é
Xamã Jang
igualmente apaixonada. Além de ser uma garota justa. Mas a ex-rainha que comanda a política por trás da cortina junto ao ministro corrupto (todos os ministros são corruptos, mas esse é o pior), tramam tirar Yeon U da jogada, fazendo com que a xamã Jang lhe mate com um feitiço. A mulher atende ao pedido da rainha, mas não mata a menina, pois agora sabe que deve protegê-la, assim, arma tudo para que ela pareça mesmo a beira da morte e o feitiço que lança realmente atinge a princesa herdeira. Assim, Yeon U fica muito doente e é expulsa do palácio junto de toda a sua família por traição, o príncipe fica inconsolável e impotente por não poder fazer nada, é, inclusive, impedido de sair para ir ao encontro dela, e gente... essa cena parte o coração em milhões de pedacinhos!
Momento em que o príncipe vê Yeon U ser expulsa do palácio (Lágrimas...)
Ele a vê saindo do palácio e tenta ir até ela, mas é impedido pelos guardas do palácio, enquanto ele fica gritando o nome dela o nosso coração vai se despedaçando com o dele, é muito triste. Em casa, na companhia da família e sendo atendida por médicos incapazes de dizer sua enfermidade, Yeon U vai piorando gradativamente, e o sofrimento da sua família nos faz cair em desespero também, Lee Hwon, inconformado por não poder estar ao lado dela, se disfarça e foge do castelo para visitar sua princesa herdeira e dá a ela um grampo de cabelo simbolizando A Lua que Abraça o Sol e é segurando isso que Yeon U recebe de seu pai um "remédio" dado pela xamã Jang e "morre" nos braços do seu pai. Ao saber da morte da princesa herdeira, o príncipe Lee fica inconsolável, ainda mais ao descobrir que não será feita uma nova seleção para a princesa, mas que ele será obrigado a se casar com Bo-kyung, a filha do ministro corrupto.
A Lua que Abraça o Sol, visita do príncipe a Yeon U antes de ela morrer
Oito anos se passam e Lee Hwon, agora rei, se recusa terminantemente a consumar o casamento com a rainha Bo-kyung, ele nunca conseguiu esquecer sua princesa herdeira Yeon U, a parte que mais curti nessa fase é que ele se tornou um rei rígido com os ministros, nunca deixando passar nenhuma imperfeição em seus atos e sempre de olho na realidade do seu povo, enquanto isso, Yeon U, ainda sem memória, acredita ser uma xamã e viveu criada pela xamã Jang em um povoado distante. De volta ao palácio, ela é usada como talismã para curar o rei Lee de uma "enfermidade" que o impede de consumar seu casamento, uma nova tentativa será feita em algumas semanas e ela vai ser usada para manter o rei saudável durante esse tempo, os dois não se encontram porque dão ao rei um remédio para dormir, Yeon U, ainda sem nome, fica ao lado dele, sendo capaz de acalmá-lo e fazer com que ele tenha uma noite tranquila, mas acontece de uma noite o rei não tomar o remédio e acordar justo no momento em que ela coloca a mão sobre a testa dele, sem reconhecê-la imediatamente uma grande confusão acontece, e mesmo assim, preso pela semelhança que ela tem com a sua Yeon U, ele decide mantê-la ao seu lado dando voz ao seu desejo de protegê-la, na verdade, ele tem a necessidade de acreditar que ela é de alguma forma a sua princesa herdeira. A rainha não gosta nada disso e enquanto Yeon U está no meio das cobras a xamã Jang faz o possível para protegê-la de ser vista por qualquer outra pessoa dentro do castelo. Lee salva a menina em diversas ocasiões e é salvo por ela em outras, assim, decide dar-lhe o nome de Wol, já que ela não tem nome. Wol significa "Lua". Quando finalmente chega o dia da consumação do casamento (de novo), o rei dá pretextos para não realizar o fato, mas acaba preso no jogo de seus ministros que dizem que, caso ele se recuse, Wol será executada, pois não cumpriu sua missão de mantê-lo sadio. Assim, ele aceita consumar o casamento, mesmo contrariado, mas não o faz de graça completamente, antes ele humilha a rainha de modo elegante, foi uma das cenas entre os dois que mais gostei.
"Minha rainha finalmente conseguiu o que queria, parabéns." Só com essa frase ele basicamente a matou. "Muito bem, então, especialmente para a rainha, vou desatar minhas vestes." Nessa parte quem morreu fui eu *------* não posso mentir, blogueiros, mesmo não querendo que ele fizesse nada com essa vaca, eu desejei ardentemente que ele desatasse aquelas vestes, me julguem U.U mas bem na hora que você está mordendo o travesseiro, o rei passa mal (e não vou dizer porque) e desmaia. Wol é imediatamente trazida ao palácio para restabelecer sua saúde e uma cena fofa acontece entre os dois, tipo dois mil suspiros, mas o suplício da garota está só começando. Ela acaba virando bode espiatório do infame do ministro de novo e é acusada de enfeitiçar o rei para impedir a consumação e também de seduzi-lo. Assim, ela é presa e brutalmente torturada com o intuito de admitir essa mentira para o ministro. O rei tenta impedir que ela seja machucada, mas mais uma vez o ministro o encurrala, assim ele tem que se sacrificar e pedir que a sua avó, a ex-rainha criminosa, interceda por Wol. Mas acaba ficando devendo um favor a ela e isso não é nada bom. Wol é condenada ao exílio e antes de partir, para protegê-la, Lee lhe diz palavras duras e a manda ficar longe dele. O irmão de Lee, que é apaixonado por Yeon U desde antes de ela conhecer Lee, tenta de todas as formas trazer Wol para si, mas a garota, novamente apaixonada por Lee, não consegue corresponder aos sentimentos dele, sequestrada pela ex-rainha, ela é trancada no pavilhão da lua afim de ser receptáculo de seu próprio espírito que tem atormentado Bo-kyung com um choro diário, que a rainha acredita ser o fantasma de Yeon U que seu pai assassinou que voltou para vingar-se, isso ocorre bem no dia de um eclipse solar onde uma cerimonia está sendo realizada, e nesse momento, quando a Lua abraça o Sol, Yeon U recupera todas as suas lembranças. Lee começa a investigar a morte de sua princesa herdeira, mas as testemunhas passam a ser eliminadas, dessa forma ele protege a xamã Jang que é sua última testemunha vida, Yeon U também passa a investigar as razões de sua suposta morte e descobre que, naquela noite, a princesa Min Hwa foi usada de efige no feitiço que lhe adoeceu, portanto, se o rei descobrir e for julgar, tanto ela quanto o irmão de Yeon U, que está casado com ela, serão mortos. O rei finalmente se dá conta que Wol é Yeon U e a salva de ser assassinada pelos capangas do ministro, escondendo-a em seu quarto no palácio. O desfecho da história é cheio de adrenalina e emoções à flor da pele e eu não vou spoilar porque, né?
Agora, uns comentários extras.
Eu realmente preciso falar da atuação perfeita dos astros mirins, a química foi incrível, e o ator que interpretou o Lee Hwon adolescente é lindo, muito parecido com o Kim Soo-hyung, quando ele sorria não tinha como você não sorrir junto, e quando chorava não tinha como você não chorar com ele. Assim como a garotinha que fez a Yeon U, uma figurinha meiga, inteligente e cheia de delicadeza que totalmente transparecia sinceridade. A cena que ela "morre" foi uma das mais tristes que eu já vi em todos os doramas que assisti até hoje. Normalmente, nos K-dramas é raro você achar esse tipo de sinceridade atuante nos interpretes, por mais que te convençam, foi a primeira vez que a interpretação pareceu tão real para mim. E esse foi um dos pontos mais fortes da trama. O ministro me deu mais nojo que a própria ex-rainha que era quem arquitetava metade dos planos.
A rainha Bo-kyung é uma nojenta desde criança, não havia cena mais feliz para mim do que quando eu a via chorando, frustrada ou com raiva porque algo que planejou deu errado. Ela se apaixonou pelo Lee a primeira vista e não suportava que ele amasse Yeon U, agiu sempre com falsidade, não ligava para as pessoas humildes, não se preocupava com nada que não fosse os seus próprios desejos não satisfeitos porque o príncipe não lhe retribuia o afeto. Com o tempo passa a transformar seus sentimentos em ódio dirigido não só a ele, mas também a Wol que ela acredita de cara ser Yeon U.
Quando criança, a princesa Min Hwa era mimada e impulsiva como qualquer princesinha que tem tudo o que quer na mão sem basicamente nenhum tipo de disciplina, mesmo que seu pai tentasse mantê-la na linha. Quando ela se apaixona pelo irmão da Yeon U a gente nem consegue odiá-la tanto, ela é fofa e não tem como não admitir. No entanto, quando descobrimos o que ela fez e sua conduta durante os oito anos em que viu seu irmão sofrendo a morte de Yeon U, assim como seu próprio marido, a personagem passa a se tornar intragável. Dá para entender o fato de ela amar o professor de maneira absoluta, mas não é o bastante para justificar seu egoísmo, mesmo que na época em que foi usada no feitiço ela fosse ingênua. Para mim, o joguete da ex-rainha foi de mestre realmente, ela sabia que usando a princesa, tornaria ao rei impossível condena-la.
A xamã Jang é uma mulher difícil de destacar, tem horas que você consegue compreender suas ações e tem horas que você a odeia. Entendemos que ela queria proteger Yeon U do seu passado e das consequencias de sua relação com Lee Hwon, mas tem uma hora que você perde a paciência por ver ela tentando afastar os dois quando sabe que estão destinados a ficar juntos, ela é ativa e ao mesmo tempo passiva durante a trama, não dando muito espaço para que você se afeiçoe a ela, uma vez que fica dividida entre a dívida que tem com A Ri por prometer proteger a criança e os sentimentos que nutre por Yeon U que não consegui sentir como verdadeiros.
Hee Yeon Woo é uma garota meiga, inteligentíssima, íntegra e cheia de bondade no coração, mas é também justa e forte, disposta a qualquer sacrifício pela coisa certa e pelo homem que ama. É impossível não ficar com o coração partido quando ela chora. A atriz fez um trabalho magnífico com a personagem, transmitindo um sentimento tão real durante a trama que você se torna parte da trajetória sofrida de Yeon U, mesmo sem memória ela se torna totalmente devota a Lee Hwon, um tipo de amor que é realmente ficcional (porque, sério, é difícil de acreditar.) sofrendo horrores por causa dele, com o intuito de protegê-lo antes e depois de recuperar a memória, independente da dor que isso lhe cause, o que só faz com que você sofra com ela e a ame ainda mais.
Kim Soo-hyung é inconfundivelmente LINDO. Não há nada no mundo que consiga provar o contrário. Assim como Jung Yong Hwa me ganhou à primeira vista em Heartstrings, ele entrou, definitivamente, para a lista de Coreanos que tomaram meu coração em atuação e beleza. Quando ele sorri você sente o mundo à sua volta brilhar, gente do céu, só essa foto dá vontade de você ficar sorrindo com ele como uma retarda! Como rei, Lee Hwon conseguiu superar seu pai em todos os sentidos, em inteligência, justiça e aproximação com seu povo. Ele não mede esforços para fazer a coisa certa mesmo quando está encurralado. O que mais encanta nele é sua devoção a Yeon U durante todos os anos desde que achou que ela havia morrido, se mantendo, inclusive, virgem para ela. Uma das cenas mais fofas do mundo quando eles conversam no esconderijo dela no quarto dele no palácio, um misto de comédia com fofura que temperou na medida a relação dos dois. Ele é um ator perfeito, não deixa nenhuma lacuna nos fazendo vibrar com suas conquistas e chorar suas dores, e, quando ele chora, o mundo definitivamente fica cinza. Mas até chorando o cara consegue ser lindo! Isso não pode ser normal. Acho que, assim como o outro dorama que ele fez, A Man from the stars, ele é um alien, moldado na perfeição.
Lee Hwon quando descobre que Wol é Yeon U
Todos os atores de The Moon That Embraces The Sun estão totalmente de parabéns, mas o meu destaque realmente fica por conta do Kim Soo-hyung, que além de ser um excelente ator, lindo, deu ao seu personagem uma vivacidade impossível de não sentir. Essa cena foi uma das que mais me marcou e fez chorar, o momento em que ele finalmente se dá conta que Wol é Yeon U e tudo que ele lhe disse e fez passar, chorei rios nesse momento.



The Moon That Embraces The Sun foi o melhor K-Drama que já assisti até agora. De fato, a realidade das cenas, a fotografia, o figurino e o enredo são mesmo impressionantes. Me deu super vontade de ler o livro no qual ele foi baseado. Bem que podiam traduzir, né? As cenas de tortura são de revirar o estômago, mas felizmente a violência não é tão absurdamente exposta que alguém molenga como eu não consiga ver, embora a cena que torturam a Yeon U me fez passar mal, principalmente pelo fato de a atriz ser realmente boa em passar emoções, só torna tudo mais realista e faz você sentir um desespero muito veemente. Uma história de sacrifícios, amor verdadeiro, intrigas e tudo que um bom K-Drama tem, para ser meu primeiro drama de época, esse realmente me cativou, não tirou totalmente minha apreensão quanto aos doramas de época oriental, porque mesmo que leve, as cenas de tortura chegaram a me chocar um pouco, mas não consegui desprender da história até o final e recomendo mesmo essa série maravilhosa! Se você não conhece os dramas coreanos e quer uma dica para começar, eu indico esse! Amei cada segundo dessa história maravilhosa e já estou com saudade deles. Como ando assistindo muitas coisas e já finalizei outras, outros doramas vão aparecer por aqui e o Anime-Se! vai continuar também! Então aguardem. Vou deixar o link de um site válido onde ele está legendado em português e completo.

Beijos blogueiros e não deixem de conferir!

http://doramasmusicas.wix.com/inicio#!1-the-moon-that-embraces-the-sun-legend/cvec

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Anime-Se! - Another

Título Original: アナザー (Anazā)
Gênero: Horror, mistério
Autor: Yukito Ayatsuji
Nº de Episódios: 12 + OVA
Nota: *****

Eu comecei a ver Another por pura curiosidade e, depois de assistir ao primeiro episódio, não consegui parar mais. Gente, esse anime é de dar gelo na alma! A violência é absurda, tem partes que chocam mesmo para um "desenho", mas o clima de mistério constante na trama faz com que você não consiga largar até o último episódio! Eu assisti duas vezes, uma sozinha e outra com a minha irmã. A trama gira em torno de Sakakibara, um jovem que se muda temporariamente para uma cidadezinha onde a mãe nasceu e estudou e passa para a escola pública de lá, onde um estranho fenômeno acontece, ele nota que uma garota é completamente excluída, como se não existisse na sala, a mesma garota que, semanas antes, ele avistou no hospital dentro de um elevador onde estava atendendo o celular. O nome dela é Misaki Mei. Obstinado, Sakakibara começa a investigar o estranho comportamento da turma e descobre a bizarra maldição da classe em que estuda, fazendo assim o possível para aproximar-se de Misaki e descobrir uma forma de parar os estranhos acontecimentos envoltos na morte dos estudantes e seus familiares, enquanto confronta a garota que acha que está morta, Sakakibara tem de enfrentar um pesadelo real do qual talvez não consiga sair vivo. Cinco estrelinhas!!!! Se você gosta de um bom mistério e uma boa dose de tensão Another é o anime para você, mas caso você tenha estômago fraco (mesmo em animação) não veja esse anime, as mortes não tem cortes e em algumas delas você possivelmente vai ficar traumatizado ou com uma grande propensão a vomitar! O final do anime vai te deixar de queixo caído, mas vai valer super apena! Passei uns bons três dias dormindo com a luz acesa rsrsrs e recomendo demais esse anime! Top.

Enredo: Em 1972, havia uma estudante chamada Misaki Yomiyama na escola Yomiyama sala 3 (ao ver a história,o bibliotecário explica se era menina ou menino EP 6). A estudante honorária, também era boa em esportes, Misaki era muito popular entre seus colegas e até os professores tinham afeição por ela. Quando Misaki morre inesperadamente, a classe 3-3 decide continuar agindo como se ela ainda estivesse viva. Contudo, quando a foto da graduação da sala foi tirada, eles viram na foto alguém que não deveria estar lá: Misaki, a estudante “extra”.
O novo estudante do nono ano, Sakakibara Kouichi, 15 anos, se muda de Tokyo para Yomiyama, a cidade natal de sua mãe, devido a seu pai ter ido trabalhar na Índia. Sua transferência foi para a escola Yomiyama classe 3-3. Por causa de umPneumotórax Kouichi teve que ser hospitalizado bem quando as aulas iriam começar. Durante sua hospitalização os representantes de sala Kazami Tomohiko, Akazawa Izumi e Sakuragi Yukari o visitam. Antes que ele fosse liberado, Kouichi conhece no elevador uma garota vestida com o mesmo uniforme de sua escola e um tapa-olho. Ela vai até o subsolo do hospital, onde é localizado o necrotério. Seu nome: Misaki Mei.
Sakakibara finalmente começa a frequentar as aulas e tenta se adaptar, mas não consegue deixar de notar o comportamento estranho de seus colegas. Misaki Mei, a garota que conheceu no elevador do hospital, pertence à mesma classe mas sua mesa parece velha e diferente do resto. Ela está sempre sozinha e ninguém parece se importar com sua presença ou tentar falar com ela. Inicialmente Kouichi imagina que seria um caso de Bullying, mas percebe que até os funcionários e professores da escola agem da mesma forma. Ele também nota que a sua classe é a única que pratica educação física separada (no Japão normalmente se praticam várias classes misturadas). Sakakibara questiona sua tia Reiko e seus novos amigos Tomohiko e Teshigawara sobre Misaki Mei, no entanto, eles simplesmente o avisam para que "pare de andar por aí com alguém que não existe". Sua tia também o introduz as lendas urbanas e às "regras" da sala 3-3. Sakakibara-kun se torna amigo de Misaki Mei apesar das advertências contra fazê-lo, e trabalha com seus colegas para descobrir a verdade por trás da maldição da classe 3-3. Ele tem dúvidas a respeito de sua conexão com a maldição, indo tão longe a ponto de acreditar que ele pode ser o "morto". Enquanto isso, misteriosas mortes acontecem.
Com o clima ficando sombrio ao seu redor, Sakakibara Kouichi e seus amigos tentam descobrir a história por trás do incidente de 1972 e a "calamidade" que assombra a classe 3-3 desde então, procurando um meio para reverter a maldição da classe 3-3.
(Fonte: Wikipédia)

terça-feira, 21 de abril de 2015

Anime-Se! - Kimmi ni Todoki (Alcançar você)

Título Original:  君に届け
Gênero: comédia, drama, romance
Autor: Karuho Shiina
Nº de Episódios: 37 +  Episódios especiais
Temporadas: 2
Nota: *****

O que eu achei: Nunca assisti um anime tão frustante quanto esse! É um soujo e eu, como uma boa garota, amo animes desse gênero. Kimi ni Todoki conta a história de Sawako, uma garota introvertida e solitária que sofre bullying na escola e é cruelmente confundida com a garota do filme O Chamado, até que um dia, Shouta Kazehaya se aproxima dela e, aos poucos, faz com que as pessoas passem a enxergá-la de maneira diferente, Sawako gosta dele e, conforme vai conhecendo-o seus sentimentos tornam-se cada vez mais nítidos, ela descobre o primeiro amor. O que ela não sabe — e é o que torna as coisas ainda mais frustrantes — é que Shouta também é apaixonado por ela. E a confusão está armada!
Quem também está apaixonada por Kazehaya (o que é basicamente toda a população feminina da escola, e eu não posso culpá-las) é Kurumizawa que desde o colegial faz de tudo para que Kazehaya nunca se apaixone, o que ela não contava é que ele ficaria completamente caído por Sawako, assim, ela vai usar de artimanhas cruéis para afasar os dois se aproveitando da ingenuidade e inocência de Sawako e dando a entender a Kazehaya que ela não lhe retribui os sentimentos. Mas ele está disposto a tudo para salvar a meiga e pura Sawako das barreiras que ela impôs entre eles e ensiná-la todos os passos do primeiro amor, ao mesmo tempo em que aprende com ela.
Gente esse anime é pura fofura! Você fica morta de pena da Sawako, mas tem horas que quer matá-la (kkk). É um tipo de ingenuidade que a gente não vê mais nem nas crianças de hoje em dia, e é essa uma das coisas que eu mais gosto nesses animes shoujo, rolou uma empatia ENORME com a Sawako, eu me vi nela em muitos momentos e ver ela descobrindo esses sentimentos avassaladores foi uma experiência única! 
A live-action do anime eu não curti tanto, muitas das cenas que eu queria ver entre os personagens não aconteceu, mas o carinha que interpretou o Kazehaya é lindo demais, e para um filme adaptado de um anime que por sua vez é adaptado de um mangá, acho que fizeram no geral um bom trabalho. Há algumas coisas que eles mudaram, mas nada que influencie muito tendo em vista que é um filme. Uma das partes que eles mudaram e eu não curti de jeito nenhum foi a declaração de Sawako, ficou uma coisa muito... sem sal. No anime eu quase infartei e chorei ao mesmo tempo e acho que no dorama eles podiam ter feito melhor. Mas tanto um quanto outro são muito bons, só que digamos que o anime é melhor, seria o "livro" da relação rsrsrs. Minha única reclamação para com tudo é que NÃO TEM BEIJO! Revolta da minha vida! Não rolou nem um só beijinho entre eles e você passa o anime todo esperando por isso, magoou. Mas os fãs de romance não podem deixar de ver Kimi ni Todoki é absolutamente perfeito!


domingo, 19 de abril de 2015

Teardrop - Lauren Kate

Informações:

Título Original: Teardrop
Título no Brasil: Lágrima
Ano de Lançamento: 22 de outubro de 2013
Autor: Lauren Kate
Série: Teardrop #1

Sinopse: Depois de perder a mãe em um acidente no mar, Eureka acha que nunca mais voltará a sorrir. E a promessa que fez à mãe – a de nunca mais chorar – se torna quase impossível… até conhecer Ander. Louro, alto e de pele muito branca, o rapaz parece estar em todos os lugares e saber coisas que não deveria sobre Eureka. Inclusive um estranho segredo relacionado às suas lágrimas e aos três artefatos que herdou da mãe: uma carta, uma pedra e um misterioso livro que conta a história de uma menina com o coração partido. Ela chorou tanto que deixou debaixo d´água um continente inteiro. Logo Eureka vai descobrir que a antiga lenda é mais que uma história, que Ander pode estar dizendo a verdade e que sua vida pode ter um curso mais sombrio do que ela imaginou.

O que eu achei: Lauren Kate é uma diva, ninguém pode negar este fato. Confesso que a primeira vez que me deparei com Teardrop, pensei que após seu sucesso com os anjos ela decidira apostar em sereias. Mas não, ela foi muito além de qualquer expectativa que eu pudesse ter e buscou a lenda de altântida. Até então eu não havia lido nada com esse mito, conhecia a história muito por alto e, já no começo do livro ela me arrebatou com uma simples frase:
"Ela era a vida dele. Ele tinha de matá-la."
Eu sou uma completa apaixonada pela narração da Lauren, é algo tão gostoso de ler que você viaja pelas páginas sem sequer perceber e, inclusive, amaldiçoei a faculdade por atrapalhar minha leitura que acabou durando mais do que eu poderia se estivesse livre. Neste livro acompanhamos Eureka, uma jovem que perde a mãe em um estranho acidente de carro e, desde então, não encontra motivos para seguir em frente. Desde que o pai se casara novamente com Rhoda, a quem Eureka detesta, seu único mínimo consolo são os gêmeos Claire e William, a quem ela realmente ama e que lhe dão um pouco de consolo, ainda que mínimo. Tudo em sua vida muda bruscamente quando, após sair do consultório de sua psiquiatra, a qual ela é obrigada pela madrasta a ver todas as terças, um estranho bate em seu carro. Ou melhor, no carro da madrasta má. Assustada, Eureka se depara com Ander, uma versão tão sexy quanto Daniel, mas com particularidades nem um pouco "angelicais". E com uma personalidade muito mais agressiva e protetora. Desde o início, ela sente uma estranha conexão com aquele garoto lindo que, com um simples toque, é capaz de despertar coisas que ela nem sabia ser capaz de sentir. Desde esse dia, parece que Ander está sempre lá quando Eureka não quer vê-lo, mas desaparece quando ela quer. Tudo que ela sabe até então é que a mãe lhe legou um livro escrito em uma língua intraduzível, um colar que ela sempre usava, um baú contendo uma estranha pedra envolta em gase e uma carta. Ander afirma que ela corre perigo, mas como acreditar nele? Ela não sabe nada sobre ele. Seu único consolo é a amizade de Cat, sua melhor amiga namoradeira, e Brooks, seu melhor amigo de infância que, após um estranho acidente, parece ter se revelado alguém que Eureka nunca conheceu. Quando todo seu mundo vira do avesso, a única pessoa que podia traduzir o livro de sua mãe está morta e os gêmeos são sequestrados pelo que Ander chama de família, Eureka descobre a razão de sua mãe ter lhe dito para nunca, jamais, chorar.
Lauren Kate criou um universo mágico e misterioso ao nos presentar com essa nova saga, Lágrima é tão bom quanto Fallen, mesmo muitas pessoas tendo alegado que o livro era chato, achei que Eureka dentro de suas possibilidades, foi uma excelente companhia e bem menos idiota que Luce. Só tive raiva real dela uma vez durante todo o livro e, Ander, muito embora nesse livro tenha se tido muito pouco dele, é absurdamente fascinante e apaixonante. #SimGamei. Ele é uma versão marinha de Daniel, odiei de coração a madrasta de Eureka, ela faz juiz às madrastas de livros infantis. SPOILER: Impossível se comover quando ela morre. Por mais que as intenções tenham sido nobres, não senti a morte dela nem um pouco.  LEIA DAQUI: O pai de Eureka é um homem covarde e submisso que parece sentir-se incapaz de cuidar e apoiar a própria filha e que era incapaz de lidar com a falecida esposa de quem se divorciara. Achei Eureka particularmente muito bem construída, a pesada sensação de melancolia e apatia que ela tem após a morte de Diana fazem a trama ficar intensa, mas ao mesmo tempo dão uma sensação de empatia com a personagem. Qualquer um que já perdeu alguém importante na vida, e no caso dela foi a mãe, sabe que a sensação é daquilo a pior. Para mim, foi muito fácil me colocar no lugar dela e acompanhar sua jornada foi uma experiência única que só podia ser proporcionada pela diva da Lauren Kate! Valeu muito, muito apena! Estou louca para pegar em Dilúvio (Que ainda não entendi o motivo de levar esse nome, porque waterfall = cachoeira, mas tudo bem, traduções brasileiras, né?) Se você ainda não conferiu o trabalho novo da Lauren e é tão apaixonado por Fallen e sua narrativa maravilhosa quanto eu, não deixe de ler Teardrop, você vai se apaixonar!

domingo, 12 de abril de 2015

Perdida - Carina Rissi

Título: Perdida (Livro 1)
Autor: Carina Rissi
Ano: 2013
Páginas: 364
Editora: Verus

Sinopse: Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...

O que eu achei: Depois de tanto me recomendarem esse livro, eu confesso que estava um pouco apreensiva em lê-lo, normalmente quando me recomendam muito um livro, tem noventa e nove por cento de chance de eu não gostar (Sim, sou do contra), mas felizmente isso não aconteceu com Perdida. Como vocês sabem, esse ano eu decidi abrir espaço para a literatura nacional, o problema como eu também já disse é o preço exacerbado dos livros no Brasil! Estou louca pra comprar Cazy Mary do Tiago Assoni, mas no momento é caro demais pra mim, sem falar no meu próprio livro que é R$ 44.00! Apoiar a literatura nacional é super válido, mas bem que as editoras nacionais podiam ajudar também, né? Mas, voltando ao foco do post, minha viagem por Perdida foi tão conturbada quando a vida de Sofia, personagem principal do livro, já que eu tive uma semana difícil... como eu disse a vocês no meu último post no blog, eu passei por um momento grave de apatia, em decorrencia a estar sobrecarregada com a faculdade e outras coisas, resumindo, tive uma semana nada produtiva. Mas hoje eu finalmente terminei de ler e mesmo em meio a toda a minha apatia, esse livro foi uma viagem fascinante.
Nós acompanhamos a personagem Sofia, uma garota de vinte e quatro anos que vive em uma metrópole rodeada de tecnologia, da qual ela é totalmente dependente. Uma das coisas que eu tive em comum com ela foi nossa total aversão à casamento, embora, diferente de mim, a personagem já tenha se envolvido com alguns rapazes. Sofia é a melhor amiga de Nina, que namora Rafa. Ela perdeu os pais em um acidente fatal de carro e trabalha em um escritório com um chefe nada fácil. Depois de um dia de cão, ela encontra com Nina e seu namorado em um bar e, para comemorar o novo passo no relacionamento da amiga ela acaba bebendo demais e deixando seu tão precioso celular cair dentro da privada. No outro dia, ela vai até uma loja para comprar outro e é nesse momento que tudo muda. Para começar, ela achou estranho ser a única na loja, depois a funcionária parecia meio... louca. E finalmente ela comprou um aparelho indicado pela mulher sob a promessa de que ele tinha tudo que ela precisava. Empolgada para testar seu novo "monstrinho", Sofia abre a embalagem do celular em meio a uma praça e de repente uma luz cegante sai do aparelho, ela tropeça em uma pedra e... BUM! A cidade inteira desapareceu. Ela está em um lugar diferente e avista um jovem lindo de tirar o fôlego usando roupas que parecem ter acabado de sair de uma loja de fantasias e andando a cavalo! Atordoada, a garota reluta em ser ajudada por ele que, além das roupas, também tem um modo estranho de se expressar e a mania irritante de chamá-la de senhorita sempre. Quando ele lhe diz que ambos estão em 1830, Sofia acha que está louca, mas perdida e sozinha acaba aceitando a ajuda do estranho que descobre chamar-se Ian Clarke. Quando tem a certeza de que está presa naquela realidade bizarra do século XIX, Sofia recebe a missão de descobrir o que precisa encontrar para poder finalmente voltar para casa, mas acaba ficando dividida entre seu coração e seu desejo por uma vida que ela achava que lhe pertencia.
O livro é contado de maneira muito divertida e gostosa de ler, de uma maneira que você voa pelas páginas e nem percebe, Ian é um personagem fascinante e, a melhor parte, com defeitos que o deixam ainda mais fofo! Sofia é a tradução quase literal da palavra maluca. Também conhecemos Elisa, a doce irmã de Ian, e Teodora que, inicialmente, é totalmente insuportável! Contado de forma divertidíssima com direito a gargalhadas e suspiros, Perdida é não só uma ótima comédia romântica sobre uma garota cética que finalmente encontra o amor verdadeiro, mas uma reflexão sobre nossa conduta diante dos nossos sentimentos, o individualismo de uma sociedade que é dependente das máquinas e da tecnologia e a perda de valores que deveriam continuar regendo nossa sociedade. Sem contar na total "desmitificação pomposa" dos séculos passados que é mostrada normalmente em livros e filmes, mas vemos aqui as reais dificuldades de viver em um século com tantas privações, como a ausência de banheiros, papel higiênico, energia elétrica entre outros, mas também conseguimos perceber as coisas que perdemos como a natureza, o ar límpido, a vida saudável e os afazeres "mentalmente bons" como ler, passear ao ar livre, conversar de verdade... Perdida foi o primeiro livro de Carina Rissi que eu li, e me encantei, gostei muito de conhecer essa história incrível e esses personagens tão intensos... fiquei com o coração na mão em diversas partes dele, ri que chorei em outras e rolou até aquela espiadela no final por tamanha apreensão com o rumo das coisas. Infelizmente, eu ainda não tenho Encontrada, o segundo da série, mas estou curiosa sobre o que vai acontecer no segundo episódio das aventuras dessa maluca em um século totalmente diferente dos seus costumes "modernos".

E como esse livro foi tão divertido, quero destacar aqui os melhores quotes na minha opinião:

Joguei a pilha pesada de roupas sobre a cama. Tentei reconhecer algumas peças.
Vestido: OK.
Meias: OK.
Um treco de metal que parecia uma gaiola: Nada OK.
(...) Pra dizer a verdade, fiquei um pouco intrigada com aquela gaiola. Era pra ser usado embaixo do vestido? De verdade?"

A casinha era exatamente isso, uma casinha de madeira, há quase um quilômetro da casa imensa. Era tão baixa que alguém precisaria se abaixar para entrar nela, até tinha uma pequena janela. Dentro, havia algo parecido com um caixote de madeira com tampa e dois buracos lado a lado na tampa. Pensei um pouco sobre os buracos. Pra que dois? Seria buraco para líquidos e buraco para sólidos? Ou seria para interação social. Você convida alguém para ir até a casinha e bate um papinho enquanto faz... a oferenda?

 Essas foram as duas partes no livro que eu mais ri. Valeu super a pena ler Perdida e se você ainda não leu não perca tempo em adquirir o seu, vale muito a pena mesmo! Infelizmente, com meus compromissos no momento, não vou conseguir pegar no próximo livro da minha meta deste ano, ainda faltam dois... Então, pode ser que o blog fique meio "desativado" por uns dias, até que eu consiga voltar a ler e me estabilizar principalmente psicologicamente. Vou ver se consigo folga dos meus trabalhos e vai começar minha semana de provas também... então até a volta, blogueiros!

The Lost Girl. 

sábado, 4 de abril de 2015

Série Mortal #2 - Glória Mortal - Nora Roberts

Título Original: Glory in Death
Título no Brasil: Glória Mortal
Série: Mortal #2
Autor: J. D. Robb (Nora Roberts)
Gênero: Romance, Ficção Futurística, Policial
Ano de Lançamento (Original): 1996
Ano de Lançamento (No Brasil): 2004
País de Origem: EUA
Série publicada no Brasil pela editora Bertrand Brasil

Sinopse: A primeira vítima foi encontrada caída na calçada, na chuva. A segunda foi morta no próprio prédio onde morava. A tenente Eve Dallas, da Polícia de Nova York, não teve dificuldades para encontrar uma ligação entre os dois crimes. As duas vítimas eram mulheres lindas e muito bem-sucedidas, mas que mantinham relações que poderiam provocar suas mortes. Suas vidas glamourosas e seus casos amorosos eram assunto na cidade, assim como suas relações íntimas com homens poderosos e riquíssimos.

O que eu achei: Três mulheres. Todas brutalmente assassinadas com a garganta cortada de um lado a outro, Eve não consegue achar nenhuma conexão entre elas além de Roarke. Mas ela sabe que é impossível que ele esteja envolvido nas mortes. Enquanto o cerco começa a se fechar à sua volta, pois Cicely Towers era amiga de seu comandante e, assim, ele e sua família precisam ser interrogados, Roarke começa a pressioná-la a respeito do relacionamento dos dois quando dá a ela um diamante em forma de lágrima preso a um belo colar de ouro. Sem saber como reagir, Eve sente-se constrangida quando tudo que ele quer é um compromisso que ela, mesmo querendo, sente-se incapaz de ceder. Um banho de sangue toma a cidade de Nova Iorque, um repórter que ela odeia está fazendo o possível para atrapalhá-la e Eve se vê cada vez mais confusa e furiosa por não conseguir capturar o assassino doente, e quando Nadine Furst, uma amiga jornalista, é levada por ele, Eve e Roarke novamente terão suas vistas postas em risco na tentativa de salvar um ao outro.
Glória Mortal é ainda mais fascinante que Nudez Mortal! Uma combinação poderosa de mistério, romance, superação, reflexão social e psicológica. Nora Roberts faz juiz ao título que leva. Ela é, definitivamente, a rainha. Ficamos vidrados em cada detalhe do caso, torcendo para que o cara de quem você suspeita seja o assassino e, um dos grandes diferenciais dessa série, é que você não consegue suspeitar de ninguém de fato, e o assassino é sempre a última pessoa que você achou que seria, no caso de Glória Mortal, o meu ódio por um dos personagens me fez desejar que fosse ele só para vê-lo preso ou morto. Roarke e Eve estão em um momento importante de seu relacionamento em que pingos devem ser postos nos "I's" e é muito legal ver esse envolvimento e essa maturidade deles para um sentimento ao qual ambos ainda estão se adaptando, duas pessoas com gênios altamente difíceis o que só dá um tom a mais na história que já é fodástica. O jeito como ele cuida dela e a ama é muito sincero de uma forma linda sem ser perfeita e esse é, pra mim, outro ponto forte da trama. Uma pena que seja um número tão exagerado de livros, mas vou tentar conseguir, devagar, pelo menos os 22 primeiros nessa série vira vira. Valeu a pena ler, dei nota cinco com muita satisfação!

Bem, agora eu vou estudar pra minha regência de inglês, então não tenho certeza se vou mesmo começar a ler o próximo livro da meta. Vamos ver.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Paixão.

19ª Dor: Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial. Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem". Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés: Tortura inimaginável!

Essa é a penas uma das vinte citações biológicas em uma página no facebook que conta, passo a passo, o que aconteceu ao corpo de Jesus de sua flagelação até a morte. É sexta feira santa. Para muitas pessoas, com o passar dos anos, este virou apenas um feriado qualquer, o sentido real por trás do silêncio, da angústia, do respeito que mantemos hoje foi esquecido. Você consegue imaginar a dimensão desse sofrimento? Eu não. São três horas, três horas asfixiado, com o corpo perfurado por pregos, espinhos enfiados no crânio, o corpo completamente dilacerado, os olhos inchados mal conseguindo ficar abertos, a boca cheia de sangue... Deus... eu me pergunto como... como ele conseguiu suportar aquilo? É algo que não dá pra imaginar nem de longe! E foi por nós. Por nossa causa. Nós fizemos isso a ele, nós que fomos feitos pelo mesmo pai. Nós a quem ele amou a ponto de passar três horas em agonia para nos livrar da morte definitiva. E me pergunto: como alguém ainda não acredita nele?
Quando eu era criança, eu ia sempre a caminhada da madrugada para o cruzeiro da cidade, que fica no topo de uma colina aqui (é, acho que é uma colina), dá pra ver a cidade toda lá de cima, e eu me lembro que eu ficava morrendo de medo na hora de voltar porque é muito alto e o solo é íngreme. Mas eu ia com a minha mãe ou com as minhas madrinhas todos os anos, inicialmente eu não entendia muito bem, mas sempre que imaginava que estávamos refazendo os passos de Jesus, me lembrava dos mistérios dolorosos do terço e aquilo me causava uma angústia profunda. Faz anos que não vou mais... mal consigo me lembrar da última vez que fui e vi o sol nascer no sábado de aleluia, no sábado da espera. Eu sempre fui intolerante a dor, desde sempre... Mesmo criança, eu não conseguia compreender nem de perto a dimensão do sofrimento de Jesus, mesmo quando tentei fazer a crisma pela quarta vez e a minha formadora falou: "Ele estava tão machucado, lá em cima, pregado na cruz, que sua aparência era de um verme, a carne viva, as mãos perfuradas por pregos... foi o amor que o manteve lá, ele era filho de Deus, poderia ter saído se quisesse. Mas ele sofreu. Aguentou por nós." nunca esqueci essas palavras, nem poderia. E, nesta sexta feira santa, depois de tantos anos sem rumo, eu comecei a refletir sobre tudo isso... não consegui ler todas as dores de Cristo nessa página do facebook, dói na minha alma e eu sequer consigo imaginar minimamente o tamanho de sua agonia, é algo tão bárbaro, tão cruel em um nível indizível, tão... monstruoso, que eu não consigo colocar em palavras. Ele é filho de Deus, gente, mas se fez homem como nós. Sofreu de uma forma que nós nunca vamos conseguir medir e eu olho para o mundo de hoje e vejo o quanto nós estamos fazendo a mesma coisa com ele... crucificando-o de novo.
O mundo esqueceu de Deus. E eu generalizo sim, pois por mais que nós nos digamos "cristãos", temos nossa parcela no buraco negro que chamamos de mundo. Destruímos a criação dele, estamos destruindo a nós mesmos, e é assim desde os primórdios, desde antes dele vir em forma de homem nos redimir. Mata-se por fanatismo religioso, por crueldade que, depois, é justificada de desequilíbrio, por cegueira de sentimentos que nunca existiram e, mata-se pelo cúmulo de um celular. O mundo esqueceu do sacrifício dele, esqueceu que, se estamos vivos hoje, aqui, é por causa desse sacrifício. Deus já ficou triste com o mundo uma vez e mandou o dilúvio, prometeu que nunca mais faria aquilo novamente e, da segunda vez, mandou seu próprio filho para salvar uma humanidade que hoje vira as costas pra ele, rouba em nome dele, cospe na sua face, mata em seu nome. Eu não sou perfeita, blogueiros. Sou tão pecadora quanto todos eles, mas mesmo assim isso me revolta, me indigna, me enfurece. Caramba! Esse mundo não tem noção do que é isso:
16ª Dor: Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos, todos se curvam. É como acontece a alguém ferido de tétano. A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis. Em seguida também aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. 17ª Dor: A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim fica quase preto, em estado cianítico. 
VOCÊ FAZ IDEIA DO QUE É ISSO? CONSEGUE IMAGINAR UMA DOR PERTO DESSA? UM SUPLÍCIO QUE CHEGUE A TAL PONTO?
Como o ser humano consegue ser, em seu âmago, tão cruel? Tão... diabólico? Monstruoso? Inominável? Como consegue causar sofrimento em outra pessoa a esse ponto? E como consegue esquecer isso tão rápido a ponto de continuar fazendo isso todos os dias?
Sabe, blogueiros, eu sempre tive medo do fim do mundo. Diz-se que o fim dos tempos será em fogo e, muitas pessoas imaginam que vao cair bombas do céu... mas não. O mundo já está acabando e quem vai nos matar não é a ira de Deus, ele nem vai precisar fazer isso. Damos conta sozinhos. Já estamos fazendo. Mas, se quer saber de uma coisa, mesmo que no fundo meu coração ache que o mundo merece uma segunda chance... Não consigo acreditar que a gente mereça. O ser humano é uma raça podre.
Paixão, para muita gente, é uma atração física incontrolável por outra pessoa que, depois, pode se converter em "amor". Ridículo. O que as pessoas sabem sobre amor? Jesus sabe. Ele nos amou tanto, de uma forma tão completa, que sofreu isso tudo para nos salvar e nos ver crucificá-lo de novo como estamos fazendo. Deus, nos amou tanto que mandou seu filho único para passar por tudo isso por nós. Usa-se "amor" como uma coisa tão banal, tão... miseravel. E ainda querem que eu acredite nisso. Não existe amor. Nunca vai existir um amor sincero e verdadeiro como o de Deus, não hoje, não mais. As pessoas estão corrompidas demais para carregar dentro de si um sentimento tão verdadeiro, tão puro, tão cheio de luz. Do contrário, o mundo não seria esse vortex sombrio no qual vivemos.

Human - Three Days Grace (2015)

Human é o quinto álbum da banda de rock alternativo Three Days Grace e primeiro trabalho para apresentar Matt Walst, substituto de Adam Gontier.
Traklist:
1. "Human Race"  
2. "Painkiller"  
3. "Fallen Angel"  
4. "Landmine"  
5. "Tell Me Why"  
6. "I Am Machine"  
7. "So What"  
8. "Car Crash"  
9. "Nothing's Fair In Love and War"  
10. "One Too Many"  
11. "The End Is Not the Answer"   12. "The Real You"  

A minha irmã é fanática por essa banda, e, por causa dela, eu acompanhei o TDG  desde que ela conheceu (no filme Raise Your Voice) e baixou a discografia completa deles, ou melhor dizendo, me obrigou a baixar. É uma banda boa, admito, Adam dava um tom a mais nas composições e tinha aquela voz com um timbre meio rouco que oscilava divinamente entre a suavidade de sua voz e alguns "scream" que faziam a diferença nas músicas. Quando lançaram Painkiller mostrando o trabalho do novo vocalista, eu fiquei um pouco receosa com o futuro da banda, mas curti a música, embora não tanto quanto I Am Machine, para mim, melhor single do álbum. Matt tem uma potencia vocal razoavel (apesar de, me desculpem a sinceridade, mas que cara bizarro da gota, viu?! Um filhote de cruz credo '-') outras faixas como Fallen Angel, One Too Many e Tell me Why também se destacaram, mas o outro single cujo vídeo foi lançado pra prover o álbum, Human Race, mesmo apesar de ter uma letra muito boa, não me convenceu. achei o toque muito morto. Em comparação ao One X, Human traz uma proposta diferente, não que o TDG tenha ficado mais maduro, mas que uma nova etapa realmente se inicia, melodicamente falando e vocalmente também (já ouviram esse carinha cantando home?). Dou nota 3,0

segunda-feira, 30 de março de 2015

Série Mortal #1:Nudez Mortal - Nora Roberts

Título Original: Naked in Death
Título no Brasil: Nudez Mortal
Série: Mortal #1
Autor: J. D. Robb (Nora Roberts)
Gênero: Romance, Ficção Futurística, Policial
Ano de Lançamento (Original): 28 de julho de 1995
Ano de Lançamento (No Brasil): 2004
País de Origem: EUA
Série publicada no Brasil pela editora Bertrand Brasil

Sinopse: Eve Dallas é tenente da polícia de Nova York e está caçando um assassino cruel. Em mais de dez anos na força policial ela já viu de tudo e sabe que a própria sobrevivência depende de seus instintos. Eve avança contra todos os avisos que lhe dão para não se envolver com Roarke, bilionário irlandês, o principal suspeito de um dos casos de assassinato que ela está investigando. A paixão e a sedução, porém, possuem regras próprias, e depende de Eve assumir um risco nos braços de um homem sobre o qual ela nada sabe, a não ser a necessidade de sentir o toque dele, que se transformou em um vício para ela.

O QUE EU ACHEI:

"Aquele era o maior problema em ficar-se acostumado a alguém, pensou. A pessoa acabava se sentindo sozinha quando esse alguém não estava perto."

Um futuro onde prostituição é um comércio legal. Onde as pessoas chegam aos 150 anos com sinais mínimos de envelhecimento. Onde armas de fogo são proibidas nas mãos de civis comuns, e só são adquiridas por aqueles colecionadores com uma abastada fortuna pessoal. Um lugar onde um quilo de açúcar de verdade é tão caro quanto uma casa na praia, e onde há habitações fora da terra. É esse universo que Nora Roberts nos apresenta, um mundo futurístico, não muito distante, ela escreveu o livro em 95 imaginando 2026, ou seja, quem sabe, daqui a 11 anos não vivamos assim, não é rsrsrs, onde a tenente Eve Dallas está sob pressão psicológica por ter matado um homem que assassinara a filha de três anos. Enquanto é perseguida por sua consciência que queria ter salvo a menina, Eve se depara imediatamente com um serial killer que está matando prostitutas licenciadas com armas de fogo que deixaram de ser fabricadas desde a guerra urbana (aparentemente entre 2010 e 2016), a primeira vítima, Sharon DeBlass, é neta de um senador, o que coloca todo o  trabalho da polícia em um campo minado, com um homem aparentemente corrupto que não quer cooperar muito com o trabalho, além de exigir cópias dos relatórios da tenente. Eve recebe do assassino uma cópia em vídeo do assassinato da vítima e uma pequena inscrição: UMA DE SEIS, começa então uma batalha contra o tempo para evitar que os demais assassinatos ocorram, mas logo a segunda vítima, Lola Starr, é encontrada morta sob as mesmas circunstâncias: um tiro na testa, um no peito e um na vagina (que parte a mulher em dois por dentro), nua, com as pernas abertas em uma cama empapada de sangue. Enquanto investiga, Eve acaba se envolvendo com Roarke, um bilionário que é suspeito no caso de Sharon, e acaba se vendo, ao mesmo tempo, na mira do assassino que parece fazer de tudo para atingí-la. Se metendo em um jogo cada vez mais perigoso, a vida de Eve, seu passado embaçado e traumático e sua ética profissional vão ser postos a uma prova de fogo da qual ela talvez não consiga escapar com vida.
Esse foi o meu primeiro romance de Nora Roberts. E, ufa, quase pensei que não conseguiria terminar de ler! As coisas na faculdade estão sendo difíceis... Bem, mas voltando ao assunto, eu já havia ouvido falar muito bem dela, mas ainda não tinha lido nada que ela havia escrito, minha irmã me presenteou com os dois primeiros livros dessa série (que são 22 ao todo!) ha alguns anos, 2012 ou 2013 se não estou enganada, mas só agora eu os peguei para ler e não me arrependi! Com um misto de suspense, mistério, romance e ficção, Nora Roberts nos envolve em um mundo temeroso e fascinante com personagens surpreendentes e fortes, nos fazendo também refletir que, mesmo num mundo cheio de possibilidades como o que ela criou, com avanços inimagináveis e coisas desejadas como o banimento de armas, a longevidade e as possibilidades médicas, nada funcionará bem enquanto o ser humano for corrupto, enquanto a alma dele for corrompida pelo ódio, a ganância e o egoísmo. E fascinante como somos levados por Eve e Roarke a repensar o relacionamento, os pequenos prazeres que muitas vezes deixamos de lado por serem tão rotineiros e nos ver em um universo paralelo e ao mesmo tempo tão próximo da nossa realidade. Um livro que se mostrou tão bom para ser digno de amenizar minha ressaca da serie Instrumentos Mortais e já me deixou triste por serem tantos livros ainda a completar (faltam só 20!). Valeu muito a pena ter lido e eu super indico para os fãs de Agatha Christie que curtem um bom mistério policial e para os românticos de plantão que gostam de um adicional picante e tenso em suas viagens. 

domingo, 22 de março de 2015

Anime-Se! Angel Beats!

Título Original:  エンジェルビーツ (Enjeru Bītsu!)
Gênero: Ação, comédia, drama, fantasia, romance
Autor: Jun Maeda
Nº de Episódios: 13 + OVA + Ep especial
Nota: ****

Quando eu comecei a assistir Angel Beats (Também por indicação da Roberta) eu não dei muito no anime não, estranhei um pouco a temática, uma escola de mortos que não tem nada a ver com zumbis, em que estudantes lutam contra Deus e os anjos. Inicialmente, somos levados ao personagem principal, Otonashi, que chega a esse mundo paralelo e descobre-se morto, mas não tem nenhuma lembrança do seu passado ou de como chegou ali. Lá ele conhece Yuri, a líder do grupo rebelde anti anjos, e também Tashibana, a presidente do conselho estudantil e o anjo que os rebeldes combatem. Assim, enquanto tenta encarar sua condição e recobrar suas memórias perdidas, Otanashi vai enfrentar perigos e desafios nesse mundo paralelo e ser o estopim de uma revolução que poderá mudar a vida de todos para sempre. Quatro estrelinhas!!! O anime realmente me surpreendeu muito, a relação de Otonashi com Tashibana é altamente fofa e te pega completamente de surpresa, o que impediu ele de ser completamente perfeito foi o final, que, assim como Guilty Crown, me revoltou um pouco, embora o de Angel Beats tenha terminado em certo ponto em uma condição muito melhor (Se você esperar pelos créditos) O anime dá um gancho para uma continuação, no episódio especial, que é o epílogo alternativo, a gente tem uma noção do que aconteceu e, romântica como sou, não me conformei muito. Mas valeu muito a pena assistir, é engraçado, fofo e encantador! Há momentos em que não consegui conter as lágrimas e o anime ainda te leva a boas reflexões acerca da vida. Vale a pena conferir!

Segue o enredo (Pode conter SPOILERS): Angel Beats! ocorre em uma escola de "vida após a morte", em algum lugar entre o Céu e a Terra, onde os alunos aprendem a abandonar todas as tristezas e arrependimentos que vieram a acontecer em suas vidas, antes de reencarnar em uma nova vida, desaparecendo deste mundo. Quando é provocada uma ferida ou qualquer outra causa de morte, os alunos ainda podem sentir dor e qualquer outra sensação, de quando eles estavam vivos, inclusive a de morrer, mas depois de um tempo eles acordam sem nenhum ferimento.
A história segue a vida do protagonista, Otonashi, um rapaz que perdeu suas memórias sobre sua vida na Terra (que é comum em casos de morte traumática). Depois de acordar da morte, ele conhece uma garota chamada Yuri, que o convidou para se juntar ao Shinda Sekai Sensen abreviatura "SSS"(死んだ 世界 戦線 "Frente de Batalha pós vida") ou "Class 3S" como também é chamado. O SSS, cujo nome muda frequentemente. É uma organização fundada com o propósito de lutar contraDeus, pelo cruel destino que os membros do SSS sofreram em vida.
Neste mundo estranho são enviados as pessoas que não eram felizes ou não conseguiram o que queriam fazer na vida: têm, portanto, uma espécie de segunda chance, e quando finalmente percebem o que fazer para reparar podem desaparecer e reencarnar. Nesse mundo também são encontrados os personagens chamados "NPCs" (Non-player characters) que se comportam como alunos-modelo. Assim todos os alunos e professores são, na verdade NPC sem uma alma. O único inimigodo grupo nesse mundo é uma menina chamada de "Tenshi"(Anjo), que acaba por ser a presidente do Conselho Estudantil. Um ser com poderes sobrenaturais que luta contra o SSS. Yuri acredita que quem segue as ordens do anjo e se comporta como um aluno normal da escola acabará por desaparecer. No entanto, aqueles que preencham os seus sonhos nesse mundo também desaparecem. Na SSS, há duas sub-divisões que ajudam nas operações do SSS contra o anjo: a primeira é uma banda de quatro meninas chamada Girls Dead Monster, também conhecida como GirlDeMo, cujo objetivo no SSS é distrair o anjo, com uma grande quantidade de estudantes e professores da escola para o SSS realizar operações de distração. Outra organização, do SSS é a Guild, localizada muito abaixo da superfície do mundo pós-vida, que serve para fornecer armas para a SSS usar contra o anjo. Qualquer pessoa em vida após a morte é capaz de criar qualquer coisa que eles tinham na sua memória em vida, e a SSS usa esta habilidade para produzir armas em massa.
O anjo usa uma capacidade similar para criar seus poderes sobrenaturais conhecidos como “guard skills”, com o auxílio de um programa de computador chamado Angel Player. O primeiro que ela usa é chamado de "hand sonic", uma lâmina capaz de tomar cinco formas diferentes. Outras habilidades são: "distortion", uma barreira invisível que desvia balas ou projéteis; "delay", que cria uma imagem para desorientar o inimigo (eficaz em ataques corpo a corpo, confundindo o inimigo para atacar em outro lugar), "harmonics", que cria um clone com uma consciência própria que é formada a partir da original; além de outros poderes. Essas habilidades são ativadas ao dizer o seu nome. No entanto, outras como "overdrive", que lhe dá grande força física, está sempre presente sem ter a necessidade de ativá-la.
A Guild é propositadamente destruída após o anjo ter se infiltrado no complexo, mas os membros da Guild deslocaram-se para a velha Guild, que o anjo não conhece. Otonashi começa a se acostumar com a vida após a morte. Ele conversa com a líder e vocalista do Dead Girls Monster, Iwasawa, que revela para ele o seu passado, e sua paixão pela música. Em uma operação do SSS ela desaparece na frente de uma multidão de pessoas depois de uma performance musical solo. Yui então se torna a vocalista da banda. O SSS descobre que o nome real do "Tenshi"(Anjo) é Kanade Tachibana, e após uma operação bem sucedida, Kanade perde sua posição como presidente do conselho estudantil e o vice-presidente Naoi sucede ela. Ao contrário de Kanade, Naoi tem um temperamento maléfico e vira o novo inimigo do SSS e usa os seus poderes de hipnose para controlar os NPCs para lutar por ele. Otonashi é capaz de detê-lo depois de reconhecer a existência de Naoi. Então Naoi posteriormente se junta ao SSS. Otonashi recupera suas memórias com a ajuda da hipnose de Naoi e concorda em prosseguir com o SSS. Com Kanade uma estudante normal agora, Otonashi faz amizade com ela e convida-a para participar das atividades do SSS. Kanade usa um dos seus poderes para clonar a si mesmo, resultando em umclone violento. O clone replica-se, muitas vezes, mas os clones mais tarde são absorvidos de volta para Kanade após Yuri reescrever o programaAngel Player. Como efeito por Kanade ter absorvido todos os clones, ela tem de lutar para que ela consiga voltar ao corpo com a sua alma original. Mas Depois de um tempo lutando em seu consciente Kanade consegue superar as personalidades dos clones violentos.
Otonashi começa a cooperar com Kanade para ajudar os outros membros do SSS a seguir em frente, depois de plenamente se lembrar dos detalhes de sua vida e da morte. Kanade é reintegrada a posição de presidente do conselho estudantil, de acordo com seu plano. Otonashi e Kanade cooperam para que Yui cumpra seus desejos e então passar adiante, mas é Hinata, no final, que cumpre seu último desejo que é o de se casar, que lhe permite passar. Sombras misteriosamente aparecem e começam a atacar os membros do SSS. Takamatsu é devorado, mas reaparece como um NPC. Otonashi com os outros membros do SSS concordam em passar adiante ao invés de se tornar um NPC, incluindo o resto das Dead Girls Monster, e vários membros não identificados. Yuri anúncia que os NPCs estão se transformando em sombras, e sua investigação sobre quem está por trás dessa leva de volta para a guild. Depois de receber a ajuda de Otonashi, Kanade, Hinata e Naoi, Yuri encontra um garoto que lhe diz que ele foi programado para ativar o programa quando o amor for detectado no mundo pós-vida. O programador se transformou em um NPC muito antes. Yuri destrói os computadores responsáveis pelo programa da sombra. Três dias depois do incidente, Otonashi, Yuri, Kanade, Hinata e Naoi são os únicos ainda que não passaram adiante. Eles realizam uma cerimônia de formatura, onde um a um agradecem o seu apoio. Após Naoi, Yuri e Hinata passarem, Otonashi descobre e lamenta que Kanade não era capaz de lhe agradecer por ter recebido o seu coração após sua morte. Otonashi está inconsolável depois que ela agradece e passa como ele estava apaixonado por ela, mas ele também passa pouco tempo depois. No final do último episódio, após os créditos, Otonashi encontra Kanade novamente após sua reencarnação.
(Fonte: Wikipédia)