sábado, 10 de dezembro de 2016

[Chinês] E os números da sorte são...

Na China, ainda há um forte apego às superstições relacionadas aos números. O número quatro por exemplo, é considerado um número de muito azar porque 四 (Sì) soa semelhante a 死 (Sǐ, morte); ao dar um presente de casamento, por exemplo, nunca dê o valor de 400元 (yuán), pois atrai mau agouro, por outro lado 200元, 300元, 500元 são muito bem vindos. Oito e nove, ambos têm conotações positivas. 八(bā) soa semelhante a 发 (Fā) uma palavra associada a prosperidade.
            Em Chinês, nove, 九(jǐu), que traz a ideia de um longo período, para que ele possa representar a vida longa ou amor eterno.

            Algo muito curioso e que não poderia faltar nesse post é a forma como os chineses contam os números com as mãos. Quando você for ao mercado e perguntar sobre preços e quantidades dos produtos, perceberás o quão diferente é a forma como os chineses usam as mãos para contar. Diferente de nós ocidentais que usamos as duas mãos para contar até dez, os chineses preferem usar apenas uma das mãos, os sinais feitos com as mãos são tão peculiares que lembram até a língua de sinais (geralmente usada pelos surdos). Vejamos alguns exemplos:

O número três lembra um sinal de OK

o sinal para o número seis em chinês parece ter sido inspirado no hang loose (gesto tipicamente usado por surfistas), além de lembrar o sinal de fazer (um 21) uma chamada telefônica.

Essa pitadinha de sal é o sinal para o número sete em chinês.

O que para nós sugee o anúncio de um assalto a mão armada para os chineses é o sinal para o número oito.

O número nove é presentado por este sinal que mais parece um gancho


Você já ouviu falar na expressão mão de vaca referente a quem literalmente fecha a mão para os gastos? POis então, muito parecido com o sinal que representa o número dez em chinês.
O número dez ainda tem mais duas variações bem interessantes, uma delas é com os dedos cruzados como se você estivesse desejando boa sorte e outro sinal é feito com as duas mãos unindo os dedos em forma de cruz como se fosse um crucifixo para espantar demônios.

OBS: Os sinais para "um dois e quatro" são realizados de forma idêntica a nossa, por isso não constam nesse tópico.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Do Amor e outros demônios - Gabriel Garcia Marquéz

Título Original: Del amor y otros demonios
País de Origem: Colômbia
Ano de publicação: 1994
Gênero: romance
páginas: 185

Sinopse: Em 1949, o então jovem repórter Gabriel García Márquez acompanha a remoção das criptas do convento histórico de Santa Clara, e o túmulo de uma menina o faz lembrar as lendas contadas por sua avó. Segundo ela, no Caribe, havia uma marquesinha que tinha uma “cabeleira que se arrastava como a cauda de um vestido de noiva”. Venerada por seus milagres, ela foi mordida por um cachorro e morreu de raiva. Seria ela ali enterrada? García Márquez conta a história da filha única de um marquês, criada no convívio de escravos e orixás, e um padre incumbido de exorcizar os demônios que se acredita terem possuído a pequena, cujos cabelos só seriam cortados em seu casamento.

Um marques mestiço. Uma mulher libertina. Uma filha não amada. Esse livro nos leva às partes mais profundas da subversão humana. Estava eu no sétimo período terminando de ler Drácula quando me questionaram se eu o havia achado, como muitos diziam, assustador. Confessei que o livro não me impressionara em nada, que havia lido outras narrativas muito mais assustadoras e que, no que concebia àquela leitura em particular, nada encontrara de verdadeiramente horripilante. Uma menina, então no oitavo, ouviu minha resposta e recomendou-me este livro assegurando-me ser "verdadeiramente assustador e inquietante" e até mesmo me garantira que me tiraria o sono. Bem, ou eu me tornei surpreendentemente corajosa ou ela é facilmente impressionável. Creio que depois que se lê um livro como O Pianista, você se torna, não diria insensível, mas preparado para o pior do ser humano, ainda que ele sempre insista em surpreendê-lo com uma perversidade ainda mais chocante a cada vez que você acha que ele não é capaz de piorar.
Nas entranhas da escravidão, o filho de um marquês negro que conseguiu fortuna a duro custo, aproveitava uma vida sem preocupações e nenhuma inclinação para coisas úteis quando se apaixona por uma mulher cuja sanidade fora questionada e o pai, para prevenir um escândalo em sua família, manda o filho para ser senhor de uma propriedade distante. Passadas as dores iniciais do amor interrompido, casa-se o marques a escolha do pai, porém, por melhor que fosse sua refinada esposa, prometeu ele não amá-la em nome do seu antigo amor, apenas tardiamente permitiu-se sentir por ela algo para, logo em seguida, perdê-la. Houve para ele, desacreditado, uma chance de reaver seu amor do passado, mas declinou desta ideia e acaba caindo nas graças de uma mulher de origens duvidosas descendente de índios que acaba engravidando, ele é então forçado a contrair matrimônio com ela e a partir daí inicia-se seu inferno. Sete meses mais tarde nasce Sierva María, desde pequena odiada pela mãe e vítima da indiferença do pai, é deixada para viver na senzala no meio dos escravos que a educam à sua maneira, Apenas quando a menina foi mordida por um cão raivoso foi que o pai deu-se, tardiamente, conta de sua presença, recolocando-a dentro de casa e tentando a dura penas tirar os modos animalescos que ela aprendera em meio aos negros. 
Sierva María era uma menina rude, sem crenças definidas, encontrava-se em casa no meio daqueles que a criaram, falava suas línguas, seguia seus modos, fizera da mentira sua principal arma e de seus costumes uma veste. Era uma "branca" com sangue mulato. As notícias da mordida do cachorro chegou aos ouvidos do bispo depois que o marquês fez o possível para salvar a filha chamando de curandeiros exóticos à bruxas, foi então persuadido a mandar a menina para um convento na cidade, pois o "mal"que havia nela não era clínico, mas demoníaco. Frustrado e sem conhecimento, o homem cede e entrega a filha às clarissas, onde a menina é levada para uma espécie de cárcere e amarrada à cama. Um jovem padre (36 anos) é designado para uma sessão de exorcismos nela, inicialmente ao avaliar a garota ele conclui que ela não está possuída, mas assustada, compreende a negligência de seus pais e as raízes de sua criação, ao contrário da maioria das pessoas cegas e estúpidas da cidade ele insiste que a garota não tem nenhum tipo de mal, mas não é ouvido pelo bispo que insiste que a menina está usando de artifícios malignos para convencê-lo. Conforme ele vai se aproximando de Sierva María seus sentimentos se modificam (mano, eu achei isso meio pedófilo, a guria tinha 12 anos!) e, pasmem, eles ficam juntos, mas a relação é descoberta pelo bispo quando ele pega o padre se flagelando e a partir daí o destino dos dois estava selado.
O livro é um retrato do poder de uma sociedade alienada, dominada pelo fanatismo religioso e coagida pelo medo da igreja católica. 
- Não há muita diferença em relação - feitiçarias dos negros - disse. - É pior ainda, porque os negros não vão além de sacrificar galos, ao passo que o Santo Ofício se compraz em esquartejar inocentes no potro ou assá-los vivos num espetáculo público (...) E se perdeu numa enumeração erudita de antigos autos-de-fé contra doentes mentais executados como energúmenos hereges, - Acho que matá-la seria mais cristão do que enterrá-la viva - concluiu. (página 48 ebook)
O médico, de nome Abrenúcio, fala com o marquês sobre a internação de Sierva no convento, sabendo ele que ela estava em um lugar chamado pavimento das mortas vivas (ou algo assim, não lembro). não tinha dúvidas de que os exorcismos a matariam e nesse ponto trazemos a tona um período delicado da fé cristã em que a igreja dona do poder executava coisas horríveis na sociedade instaurando o constante medo de um Deus que não pregou nada além de amor e compaixão. Vemos homens "da fé" dominados pela ganância, mentira, soberba e total falta do conhecimento verdadeiro da fé que deveriam viver, não é muito diferente da nossa sociedade, não concordam? Pela lei, depois de toda mostra da interferência religiosa na história, o estado deveria ser laico, mas é isso que estamos presenciando atualmente? E, acreditem, não é desmerecendo a fé protestante (há igrejas e igrejas), mas mesmo a despeito de toda mancha no passado da igreja católica - corrompida por homens fracos de fé e conhecimento - não pensem que a "bancada evangélica" vai fazer algo bom por esse país, Marco Feliciano e Bolsolixo estão aí como prova do quão frágil é a distorção de "fé e bons costumes". Silenciosamente, o Brasil está entrando novamente na ditadura civil e religiosa que logo sobrepujará toda e qualquer forma de pensamento racional que possa existir. E me assusta ver que grande parte de uma massa como essa, do livro, compactua com isso acreditando que isso é bom.
O bispo não era homem de visões celestiais, nem de milagres e flagelações. Seu reino era deste mundo. (página 50 ebook)
Temos um monte de pessoas estúpidas, acuadas, sem qualquer expectativa ou chance, presas a um destino do qual não acreditam conseguir escapar. Vitimadas pelo ódio, o preconceito, a intolerância e sufocados com as próprias verdades distorcidas nas quais acreditam. Apesar de o livro se passar em uma época antiga, se encaixa com uma quase perfeição à atualidade. O livro não é assustador, vemos a face humana em sua miséria mais comum, é quase como um alerta para procurarmos usar o conhecimento para o bem comum e, antes de mais nada, a buscar esse conhecimento, o conhecimento que nos livra dos grilhões que nos cegam, Uma igreja que prega o amor e a compaixão, mas é cega aos leprosos que vivem arrodeando a casa do bispo que nenhuma assistência lhes preza, freiras vivendo em um convento em que uns poucos seletos desfrutam da melhor cozinha enquanto a maioria come ração... pequenas grandes coisas que vemos, ainda hoje, se transformando em rotina à nossa volta.
— Mesmo que não estivesse possuída por nenhum demônio — disse —,esta pobre criança tem aqui o ambiente mais propício para ficar possuída. (página 54 ebook)
Quantos hoje não permanecem possuídos pela ignorância? Esse é provavelmente o demônio maior que atrai todos os outros, como o demônio do preconceito, do ódio, da intolerância. Temos uma nação estúpida que acredita naquilo que querem que ela acredite, e acabamos convencidos que estamos possuídos por demônios que outros têm de arrancar de nós quando o poder de exorcizá-los está dentro de nós mesmos. Eu conheço e acredito que muitos de vocês conhecem, muitas Siervas marías por aí, vitimadas pelo abandono, a ignorância completa e vivendo à margem não da sociedade, mas do poder do conhecimento que as transformaria em pessoas capazes de lutar e encontrar objetivos pelos quais viver. 

Outros destaques:
Sim, Delaura havia estudado a fundo as atas, e achava que eram mais úteis para conhecer a mentalidade da abadessa que o estado de Sierva María. (página 60)
Atravessamos o mar oceano para impor a lei de Cristo, e o conseguimos nas missas, nas procissões, nas festas dos patronos, mas não nas almas. (página 67)
— Se o senhor conhece as fraquezas destes reinos, há de saber que as leis só são cumpridas durante uns três dias — disse. (página 79)
Disse que o amor era um sentimento contra a natureza, que condenava dois desconhecidos a uma dependência mesquinha e malsã, tanto mais efêmera quanto mais intensa. (página 94)
— Sempre acreditei que ele (Deus) leva em conta mais o amor do que a fé. (página 94)

Adaptação cinematográfica.

Data de lançamento: 9 de outubro de 2009 (mundial)
Direção: Hilda Hidalgo
Música composta por: Fidel Gamboa
Roteiro: Hilda Hidalgo

Como a maioria das adaptações de livro, essa não seria diferente e muita coisa foi cortada. Se você assistir o filme sem ler o livro vai ficar com algumas perguntas sem resposta. O foco do livro ficou no amor proibido entre o casal, claro que eles pareceram aumentar um pouco a idade da menina, embora ainda tenha ficado meio pedófilo de todo jeito. Não achei o filme legendado em canto nenhum, então assisti em espanhol mesmo, o cerne da relação deles é representada de forma razoável, mas muita coisa e muitos acontecimentos ainda assim foram omitidos, o início do filme, para quem não conhece o livro, pode parecer meio wtf? e bem pouco da vida de Sierva é mostrada antes do convento dando apenas uma noção beem leve do que acontecia com ela antes. Algumas personagens foram omitidas da narrativa, muitas cenas foram alteradas o que torna a adaptação bem aquém do livro, como normalmente acontece com todo filme baseado em livro. Achei as atuações bem fracas, não sei se é porque não estou acostumada com o cinema espanhol ou se é porque foi ruim mesmo, o final foi similar ao livro em parte apenas e teve aquela ultima cena que ficou meio no sense. Resumindo, para quem tem curiosidade sobre a obra pode ser uma apresentação bem parcial, mas o livro é muito mais completo e traz mensagens bem mais fortes que simplesmente um padre dividido entre o desejo e a fé ou uma garota indisciplinada que vive as emoções à flor da pele. Além do que, a relação de Sierva com o pai foi bem negligenciada nesse filme, no livro ocorre de uma forma um pouco melhor, do mesmo modo aconteceu com o padre, no livro a gente percebe alguma evolução da parte dela, no filme não é possível observar. Também não tenho ideia de porque cargas d'água vi em mais de um site esse filme como +18. Minha nota pra ele seria um 5,5.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Em Nome do Amor - Cara Colter

Instinto Natural - Daniel Riverton é lindo e um solteiro convicto! Para ele, só uma coisa é mais assustadora do que se comprometer com alguém: crianças! Por isso, quando sua vizinha Trixie Marsh pede ajuda para cuidar das sobrinhas, seu instinto é fugir. Mas, para a surpresa de todos, ele se mostrou ótimo com as meninas e, sem perceber, estava roubando o coração de Trixie. Seria Daniel justamente o que ela precisava?

O problema com essas histórias é que já estão ficando tão previsíveis que perdem a graça. Patrícia Marsh é aquela mulher adulta bem besta - no melhor estilo Anastácia Steele - que só beijou um cara, só teve um namorado e esqueceu como é a vida que não depende de um homem. Exatamente o estilo que me dá nos nervos. É aquele tipo de mulher irritante que acha que precisa de um macho para sobreviver, caaaaaaaaaaaaaaaaaaaaansa demais. Daniel Riverton é o milionário estonteante que não quer nem saber de relacionamentos pelo trauma do passado. Nas primeiras páginas desse livro eu já estava tão AAAAAAARGH! que por bem pouco não larguei. Só por essa descrição aí você sabe exatamente o que vai acontecer na história toda. As sobrinhas gêmeas de Patrícia estão ficando com ela, foram literalmente jogadas ali para que a mãe delas (irmã gêmea de Patrícia) viajasse para se aventurar com um cara que (pasmem) ela conheceu pela internet! Isso, excetuando o fato de que ela ainda é casada e o marido acha que ela fugiu pra África do Sul! Agora, me diga como uma mãe de gêmeas de 4 anos larga as filhas com a irmã solteira para viajar atrás de outro macho? Mano, pelamor. Ok, o livro começa com as pestinhas fazendo o maior alvoroço no apartamento - porque a inútil da tia é incapaz de colocar disciplina nelas - e acabam amarrando ela numa cadeira com papel higiênico. Patrícia cai da cadeira parecendo uma múmia e machuca feio o braço. Aí, surge Daniel para "salvá-la" e começa aquelas sete páginas de comparação entre o deus grego e o idiota do ex.  Ele fica subitamente tocado pela situação dela e acaba querendo ajudar, Patrícia - a pobre idiota largada e sonhadora - se deixa ser salva e o óbvio, Daniel acaba se apegando às pestinhas e descobrindo-se apaixonado por Patrícia, mas foge com medo dos seus sentimentos, querendo se convencer que o amor não existe e blá blá blá até que sua mãe abre seus olhos. Olhe, vou lhe dizer, irritante até os ossos.

Entre o amor e o dever - A princesa Shoshauna de B'Ranasha seguiu os protocolos reais por toda a sua vida, mas seu maior desejo era ser livre e casar por amor, não por obrigação. Quando sua vida corre perigo, Shoshauna é levada para uma ilha exótica pelo soldado Jake Ronan. Ele jurou protegê-la e leva sua missão muito a sério, mas precisa lutar contra a forte atração que sente por ela. Ao lado de Jake, Shoshauna se sente livre e feliz pela primeira vez. Será que o amor falará mais alto do que o dever?

Jake Ronan odeia casamentos. Por mais que não fosse o noivo e estivesse lá com a única intenção de proteger a princesa, ele odiava casamentos e estava sobrepujado por um mau pressentimento que envolvia aquele casamento em particular. Seus pensamentos estavam corretos, um homem armado invadiu o casamento e Ronan teve que fugir com uma princesa levemente maluca que parecia muito feliz em escapar do próprio casamento. A primeira coisa que ele percebeu é que Shoshauna não queria ser uma princesa, não queria se casar, não era feliz, mas não era de seu departamento saber sobre a vida dela, ele estava ali com a função de protegê-la, o que ela sentia e quem era ela não importava.
Alguém queria matá-la e o amigo de Ronan lhe pediu que ele escondesse a princesa por uma semana. Ele se perguntava como sobreviveria com uma garota mimada em uma ilha que não conhecia por sete dias! Sem contar que teve que aturar besteiras que ela fazia pelo caminho como atirar o véu pela janela, cortar o cabelo sozinha em um banheiro qualquer, comprar roupas espalhafatosas em uma loja e - ainda mais - fingir ser namorada dele. No entanto, algo em Ronan não conseguia enfurecer-se com ela. Em contrapartida, Shoshauna não podia estar mais feliz, aquela era uma oportunidade de quebrar os grilhões que a prendiam e fazer tudo que sempre quisera fazer, mas seus planos estavam ameaçados de frustração pela rigidez e indiferença de Ronan, embora ela pudesse perceber pequenas aberturas em seu caráter fechado.
Conforme a convivência avança, Ronan vai descobrindo o que se esconde por trás da princesa que anseia se rebelar, enquanto Shoshauna vai desvendando o que há por trás da armadura do soldado, parece impossível não se apaixonarem embora ele vá lutar com todas as forças contra isso. Ela é uma princesa, ele é um soldado, nunca aconteceria.
Apesar de ser altamente previsível, esse é um pouco melhor que o anterior, a história tem umas partes engraçadas, mostra um lado bem cru da realeza tão fantasiada e exaltada, e o que eu mais gostei é que mostra a evolução de uma garota que não sabia fazer nada em uma mulher atrás de sua independência. Me lembrou um pouco doce refúgio, um livro que gosto muito e que já resenhei por aqui.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

[Chinês] TUDO FARINHA DO MESMO SACO

TUDO FARINHA DO MESMO SACO

Em chinês existe um grande número de palavras de uso comum como é o caso de 酒 (jiǔ), 羊 (yáng), 笔 (bǐ) (respectivamente: Vinho, ovelhas, caneta), estas palavras são usadas para referir-se a uma classe de animal, bebida, objetos etc. Por exemplo, 酒 refere-se a classe das bebidas alcoólicas sendo assim, a seguinte frase我 想喝 酒。(Wǒ xiǎng hējiǔ.) que significa eu quero beber álcool dentro de um determinado contexto pode estar sendo usada para referir-se à bebidas alcoólicas de um modo geral (vinho, vodka, cerveja etc.).


COMEÇANDO PELA ÁGUA QUENTE

O 茶 (chá) é considerada uma bebida chinesa por excelência, mas há um orte argumento a ser feito a respeito da água quente 热水 (Rè shuǐ). Em casa, no trabalho e até mesmo em restaurantes você terá dificuldades para encontrar água gelada ou até mesmo fria. Ao contrário do que nós ocidentais estamos acostumados, a água é geralmente servida quente. Parte disso é por uma questão prática: a água da torneira na china não é muito segura para beber, a menos que tenha sido filtrada ou fervida. No entanto, muitos chineses também acreditam que beber água fria não faz bem à saúde. Já imaginou?

PERGUNTAS PRIVADAS OU NÃO?


Salário e idade podem ser tópicos “tabu” para muitas pessoas, mas não é regra na China. Não se surpreenda caso um chinês lhe faça a pergunta “Quantos anos você tem?” ou “Quanto você ganha?” ou até “Você já se casou?” Estas perguntas estão sendo cada vez menos comuns entre os mais jovens, mas o tema ainda está muito presente nas conversas das gerações de mais idade. Nesse cenário, fazer perguntas como estas não é considerado rude, muito pelo contrário, é uma forma de mostrar que você se importa.

Amanhã eu volto com algumas curiosidades sobre os números!

domingo, 4 de dezembro de 2016

Viagem para Agartha (星を追う子ども)

Título Original: 星を追う子ども (Hoshi wo ou Kodomo / lit. Criança perseguindo estrelas)
Título de Lançamento: Journey to Agartha - The Girl Who Chase Lost Voices (PT: Viagem para Agartha - A garota que busca vozes perdidas)
Ano: 2011
Direção:  Makoto Shinkai
País: Japão

Sinopse: Asuna é uma menina solitária. Ela tem o hábito de passar seus dias escutando uma música misteriosa em um rádio especial que ganhou de seu pai. Certo dia ela conhece um rapaz chamado Shun, e parte numa viagem de aventuras para entender as belezas e crueldades do mundo.

Quando vi a sinopse desse filme criei muitas expectativas, não apenas pelo fato de amar animações japonesas, mas pelo número de recomendações dele, todas as listas que apresentam as melhores animações japonesas tem ele no meio, entendi assim que ele era realmente perfeito, mas não levei em consideração que Princesa Mononoke também estava no meio das listas. Não entendam mal, não estou dizendo que o filme é uma porcaria, se você olhar as analogias é de fato muito inteligente e colocada de uma maneira que pede uma percepção aguçada para compreender, mas o desfecho da história e até mesmo alguns pontos do seu desenrolar pecam e nos deixam frustrados. A temática desse filme é a perda, algo para o qual não interessa sua nacionalidade, idade, sexo ou crença, ninguém está preparado. Ninguém é programado para dar adeus a alguém que ama, isso porque nossos sentimentos para com as pessoas são moldados a partir de egoísmo e dependência, de modo que quando elas se vão, uma parte de nós morre com elas.
No filme conhecemos Asuna, uma jovem que perdeu o pai quando era muito pequena e desde então precisou ser precoce para lidar com o trabalho da mãe em um hospital cujos turnos mal deixam as duas se verem, ela é estudiosa e dedicada, mas muito solitária, Todos os dias, depois da escola, ela vai até o topo de uma montanha e com a ajuda de um rádio improvisado e um cristal que era herança do seu pai, ela tenta ouvir uma música misteriosa que captara uma vez. Até que um dia, quando está a caminho da montanha pela linha férrea, ela se depara com um estranho monstro que está prestes a atacá-la quando um misterioso jovem aparece e a salva. Asuna percebe que ele fere o braço no processo, mas tudo que lhe diz é para que ela não volte mais à montanha.
No dia seguinte, determinada a ignorar a "ordem" ela vai atrás dele. Enquanto faz um curativo em seu braço o garoto lhe diz que seu nome é Shun e que ele vem de uma terra distante chamada Agartha. A princípio, Asuna não dá muita importância àquilo, tampouco faz a ele todas as perguntas que quer fazer, ela acredita que o encontrará no dia seguinte e antes de ir embora, Shun lhe dá um beijo na testa dizendo-lhe que aquilo é uma benção. Depois daquele dia, Asuna descobre que Shun está morto, ele havia "caído" (se jogado) da montanha e caído no rio. Sem conseguir acreditar, Asuna volta à montanha na certeza de que vai encontrá-lo, mas acaba encontrando um rapaz que, apesar de ser igualzinho a Shun, afirma que não o é. Os dois são atacados por uma espécie de organização chamada "Arcanjo" e tem de fugir, é quando o estranho rapaz diz se chamar Shin, irmão de Shun e afirma que Shun morreu.
Muito triste, Asuna não tem escolha a não ser segui-lo na fuga e os dois se embrenham pelo subsolo em passagens antigas sendo seguidos por soldados da organização. Quando Asuna descobre a verdade sobre Agartha, lá é possível trazer uma pessoa de volta dos mortos. É por isso que seu professor substituto - que revela ser um membro do Arcanjo - perseguiu-os para encontrar a entrada da estranha cidade na desesperada tentativa de reviver sua esposa. Shin deixa os dois por conta própria e volta para sua aldeia, uma vez que sua missão era recuperar o cristal que o irmão deixou na terra. Conforme vão avançando, Asuna tem em mente que quer a chance de rever Shun por quem está apaixonada, sua bondade  ajuda o professor a prosseguir e eles descobrem o que se esconde por trás daquela cidade em ruínas, mas quanto mais perto está de atingir seu objetivo mais Asuna se pergunta se é certo impedir que os mortos permanecem descansando.
O filme traz muitas analogias à história da humanidade, mostra como a guerra pelo poder arruinou nossa civilização e nos trouxe ao caos que vivemos hoje, como a crueldade humana em nome do benefício próprio pode ser letal e, sobretudo, como o egoísmo é uma arma mortal. A mensagem principal do filme é "lide com a perda, pois ela é inevitável". Shin e Asuna não conseguiam lidar com a perda de Shun, mas aprenderam a chorar sua dor e deixá-la livre, pois mais importava as pessoas que estavam vivas e eram elas que mereciam atenção, as pessoas mortas têm nossa saudade e permanecem em nossa lembrança, mas são as vivas que precisam ser amadas e cuidadas. Ainda assim, achei o final decepcionante SPOILER * o professor acaba usando o corpo de Asuna para trazer a esposa de volta, mas Shin quebra o cristal pra libertar Asuna que está em algum canto do limbo com Shun, ela escolhe voltar e a esposa do professor vai embora. Aí, o filme acaba com Shin expulso de Agartha e Asuna e o professor saindo de Agartha, mas não diz nada além disso, não se sabe se vai acontecer algo entre Shin e Asuna ou o que eles vão fazer. E não diz nada sobre Shun, mesmo sabendo que ele tá morto e tals. * FIM DO SPOILER Achei muito frustrante, mas é inegável a beleza da animação e a mensagem central da história. Ainda assim, o desenrolar me frustrou.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

[Chinês] Palavra interrogativa 几 (Última aula de Chinês do ano!)

大家好!你们好吗?

Então, essa aula encerra a primeira unidade do curso de Chinês. No próximo post eu vou trazer as últimas curiosidades da primeira unidade da língua chinesa e o teste de revisão dessa primeira unidade! Espero que tenham gostado dessa primeira unidade e aprendido alguma coisa, tentei explicar da melhor maneira que pude, mas, como disse, estou estudando ainda. Então, sem mais delongas, vamos lá!

PALAVRA INTERROGATIVA 几

Em Chinês mandarim 几 (jǐ) geralmente é usado para representar uma quantidade pequena (menor que 10). Todos os pronomes interrogativos são usados no lugar da informação que está sendo perguntada. Basta situar o pronome interrogativo no lugar da informação que queira perguntar; não sendo necessário trocar a ordem da oração.
你几岁? (nǐ jǐ suì?)
Quantos anos você tem?
我十岁? (wǒ shí suì)
Eu tenho 10 anos.

Pelo que observei, a dinâmica de formar números grandes em mandarim é bastante simples, uma lógica de fácil acesso.
Quando o número maior está atrás do menor soma-se em dezenas, por exemplo: 十六 10+6 = 16. Porém, quando o número menor vem antes do maior multiplica pelo da frente, por exemplo: 四十 4.10= 40. Logo 四十 é quarenta e não 14 que seria 十四. Então, a lógica é.

NÚMERO GRANDE + NÚMERO MENOR — SOMA

十+八 = 18 lê-se shíbā

NÚMERO MENOR + NÚMERO GRANDE — MULTIPLICA

八.十= 80 lê-se bāshí

Na mesma lógica contamos os números compostos, por exemplo:

六十五

6.10+5 = 65 lê-se liùshíwǔ

Palavras Novas:

只(zhī) — classificador usado para quantificar determinados animais como cães, gatos, etc.
几(jǐ)  — quanto (s)
岁 (suì) — anos de idade

jī
quantos

suì
anos de idade

山 shān - a maioria dos caracterres compostos por este radical estão ligados a acidentes geográficos como montanha.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

[Chinês] SERÁ QUE ELE É?

SERÁ QUE ELE É?

Já observamos que em chinês não ocorrem flexões de gênero, porém existe uma maneira de especificar o gênero de um substantivo. No caso de 老师 (Lǎoshī) que significa professor, o sexo do sujeito não está definido, o contexto da frase permite entender se 老师 é do sexo masculino ou feminino. Para expressar de forma clara o sexo do sujeito basta adicionar a palavra 男 (nán) que significa masculino ou女 (nǚ) que significa feminino, antes do substantivo. Estas formas nominais de “masculino e feminino” só admitem substantivos relacionados à pessoas. Vejamos o exemplo a seguir:

Gênero Neutro
Sexo Feminino
Sexo Masculino
老师
女老师
男老师
Professor (a)
Professora
Professor
忠统
女忠统
男忠统
Presidente
Presidenta
Presidente


Neutro
Feminino
Masculino
兔子
母兔子
公兔子
Tùzǐ
mǔ tùzǐ
gōng tùzǐ
Coelho
Coelha
coelho

Em português muitos adjetivos como “bonito—bonita”, “rápido—rápida” sofrem flexão de gênero, em chinês isso não ocorre, o contexto é o que definirá se o sujeito é “rápido” ou “rápida”. Por outro lado existem alguns adjetivos em chinês que no uso formal se adequam melhor a um dos gêneros como é o caso de漂亮 (Piàoliang) que representa a ideia de “linda, bonita” e  帅 (Shuài) que significa “lindo, bonito”.

PANDAS SÃO CONSIDERADOS PATRIMÔNIO NACIONAL DA CHINA


Os 熊猫 (Xióngmāo) devido a sua “fofura” são amados em todo lugar do mundo, mas eles têm um lugar especial no coração dos chineses. Não só são considerados uma espécie de “tesouro nacional”, mas também são destacados como uma das atrações em todo o país, do zoológico de Pequim ao Chendu Research Base of Giant Panda Breeding onde você pode até abraçar um banda caso esteja disposto a pagar o valor aproximado de $300. Na verdade, os pandas espalhados por zoológicos de todo o mundo pertencem para o governo chinês, bem como os seus descendentes, tecnicamente eles estão lá expostos simplesmente a título de empréstimo por tempo indefinido.

Let's Fight Ghost!


Título Original: 싸우자 귀신아 (Ssawooja Gwishina)
Título Mundial: Let's Fight Ghost (Tradução literal)
Diretor: Park Joon-Hwa
Autor: Im In-Seu (original comic), Lee Dae-II
Emissora: tvN
Episodios: 16
Período: 11 de Julho  - 30 de Agosto de 2016

Park Bong Pal vivia uma vida reclusa dentro do seu universo onde não permitia a entrada de ninguém. Sua ocupação: exorcizar fantasmas. Ele podia vê-los desde sempre, sua mãe fora morta por um e, desde que presenciara a morte dela, o garoto nunca mais fora o mesmo, vivendo constantemente assombrado e com medo, descuidado pelo pai afundado em dor que aparentemente vivia de caçar a entidade que tirara a vida da sua esposa. Assim, agora na faculdade, o garoto mora sozinho e recebe constantemente a visita de um monge que é amigo de seu pai, mas Bong Pal não quer saber nada sobre o pai, sequer lê as cartas que ele lhe manda. Na faculdade, não tem amigos, prefere fazer todos os trabalhos sozinho, não se aproxima de ninguém e tem uma fama de arrogante e presunçoso embora não o seja, por causa de suas altas notas.
Tudo muda quando ele é chamado a exorcizar o fantasma de uma escola feminina. A ligação oferece 10 milhões de won (cerca de 29.100,00 reais) para acabar com o fantasma, ele costuma cobrar 1 milhão de won para fazer o trabalho (cerca de 2.910,00 reais). Ao chegar na escola o que ele encontra é uma garota adolescente muito desaforada que o derrota em uma briga como se ele fosse um soldadinho de brinquedo. Furioso com a derrota, Bong Pal volta à escola e acaba encontrando um par de atrapalhados que, dias antes, estava no seu pé para convencê-lo a entrar em um clube de caça-fantasmas, dessa vez ele encontra um fantasma perverso de verdade que estava atrás da menina, os dois brigam juntos e conseguem derrotar o fantasma, mas depois disso, a fantasma, chamada Kim Hyun Ji, fica no pé de Bong Pal. 
Ele só queria se livrar dela, mas se sente incapaz de deixá-la sozinha por mais irritante que ela seja e quando se mostra útil na luta contra os fantasmas, eles decidem fazer uma parceria. Conforme a convivência avança, os dois vão se aproximando, mas um dos professores de Bong Pal, aparentemente bondoso e gentil, pode ser uma ameaça real à permanência de Hyun Ji na terra e a vida de Bong Pal. Semelhante ao que aconteceu com o oficial Choi em Oh My Ghost. Parece que tem sempre que ter um possuído fdp no meio. Conforme a relação dos dois avança para algo mais sério, Hyun Ji precisa encarar o fato de que é um fantasma e, dessa forma, não vai poder ficar com Bong Pal para sempre, pois uma hora precisa fazer a passagem, o monge Chul ainda ajuda mais dizendo a verdade sobre o passado do rapaz para convencer Hyun Ji a ir embora é quando descobrimos o que aconteceu com Bong Pal quando era criança e o motivo pelo qual o espírito ruim está atrás dele.
Depois de ir embora, Hyun Ji descobre que não está morta, mas é quase assassinada pelo espírito maligno que vai ficar cercando a ela e a Bong Pal colocando em risco a vida de todas as pessoas à sua volta, mortes, comédia, romance e mistério cercam esse drama que se desenrola numa trama cheia de reviravoltas que vale muito a pena conferir! Tanto que eu fui dormir às 5 da matina '-' o final do drama é bem amarrado de modo que a gente não fica muito "puto" com aquela passagem de tempo enoooome que eles colocam entre as personagens e dão aquele final sem açúcar, nesse você tem uma visão bem bacana do futuro do casal e fica mesmo satisfeito.


PERSONAGENS:

Park Bong Pal - Nosso heroi teve uma vida muito difícil desde criança, não apenas por ter sido possuído por um espírito maligno, mas por esse mesmo espírito ter sido a causa da morte da sua mãe que ele foi obrigado a presenciar. Bong Pal é recluso, não gosta de interagir com outras pessoas, sempre prefere fazer as coisas sozinho, inicialmente parece um pouco insensível e ganancioso, mas não é. Sente falta do pai que não o procura desde a morte da mãe, mas não admite isso para os outros e nem para si mesmo tratando o assunto com indiferença, sem dar atenção às cartas que ele manda e considerando como única família um monge que o ajudou quando pequeno.
Exorciza espíritos em troca de dinheiro porque quer fazer uma espécie de operação para não poder mais ver fantasmas. É inteligente, dedicado, honesto, engraçado e um pouco carente. De resto, é o TaecYeon né gente, sem comentários.

Kim Hyun Ji - Nossa fantasma é só energia. Hyun Ji é forte, engraçada, espontânea e corajosa. Não tem nenhuma espécie de lembrança do seu passado ou de como morreu, apenas a partir do momento que começa a interagir com Bong Pal vê a chance de recuperar seu passado e desvendar o quebra cabeça que lhe prende à terra. Acaba criando sentimentos por Bong Pal mesmo sabendo dos impedimentos por ser um espírito e ele um humano, apesar disso ela anseia viver seus sentimentos e, quando descobre que está viva, pensa que vai poder viver aquele sentimento.  Infelizmente, como é recorrente, ela acorda sem memórias (de novo) e não o reconhece.

Joo Hye-Sung - é o belo vilão da história, ele remete muito ao oficial Choi de Oh My Ghost como eu já disse, quando criança, seu pai batia muito nele e na mãe, além de sofrer a violência doméstica, ainda sofria com os meninos do bairro o que o levou a deixar-se ser possuído pelo espírito maligno e matar o próprio pai. O professor Joo, como é chamado, aparenta ser gentil, é veterinário e não há nada que o denuncie como vilão até ser pego por uma aluna matando uma gata no campus da faculdade, ao descobrir o que ela viu, ele a assassina, matando também aleatoriamente um rapaz que era apaixonado por essa aluna. Sem contar que sua lista de psicopata inclui os pais de Bong Pal, Hyun Ji e dois seguranças. A diferença entre ele e o oficial Choi é que quando o espírito deixou o corpo dele, Joo não perdeu a memória, ele lembrava exatamente o que havia feito.

Monk Myung-Chul - Inicialmente ele te tira do sério. Parece um cara charlatão, folgado e intrometido, mas com o decorrer da trama você vai se apegando um pouco mais a ele e entendendo as razões de ele ser como é. Mesmo nas partes em que ele faz "merda", você entende que é pelo bem do Bong Pal. Uma parte da comédia do drama fica por conta dele, que tem Bong Pal como um filho desde que ele começara a ver fantasmas após o exorcismo que o monge fez nele. Chul se sente culpado por não ter acabado com o espírito da primeira vez, por isso tenta proteger Bong Pal.

Choi Chun-Sang e Kim In-Rang - Eles são a comédia do dorama. Quando eu vi a cara do Kang Ki-Young eu já presumi que a leseira principal do drama seria ele. Depois de ter visto seu papel em Oh My Ghost, devo dizer que ele é bem menos cretino nesse dorama, aqui ele é só um covarde hilário que quer enriquecer com fantasmas ao lado de seu melhor amigo In Rang que é quase como sua mãe.Os dois tem um clube de fantasmas que quer recrutar Bong Pal a todo custo para formar uma empresa de "exorcismos 24h" que acaba acontecendo no fim de tudo e nos dando casos dos mais tristes aos mais engraçados.

O drama é quase uma mistura de Master's Sun com Oh My Ghost, dá pra ver umas poucas semelhanças entre eles e vale muito a pena assistir, a gente vai do riso ao choro fácil facil, tem um final muito bom, os efeitos especiais são dignos de nota e a maquiagem dos fantasmas devo dizer, é sinistra! Confere só:



Os casos que o Bong Pal e Hyun Ji investigam vão de os mais tristes aos mais sinistros e as cenas de luta também são dignas de nota! A atuação eu não preciso nem dizer, né? TaecYeon e Kim So Hyun no elenco não precisa dizer mais nada. Amei a história do drama, o desenrolar e o final, valeu a pena virar a noite!
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