quinta-feira, 12 de abril de 2018

[Livro] Quando a Bela Domou A Fera - Eloisa James

Título original: When Beauty Tamed The Beast
Tradução: Thalita Uba
páginas: 320 (físico) 476 (ebook)
Série: Contos de Fadas #2

Sinopse: Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.

Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.

No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?

Do mesmo modo que aconteceu com o livro Adormecida eu peguei esse livro pensando que era uma releitura de A Bela e a Fera e, no fim das contas, não é exatamente isso. A impressão que tive em boa parte dele é que era uma versão mais simples de um livro da Julia Quinn, não sei se foi a minha versão que veio ruim ou se foi a tradução que teve problemas mesmo, mas esse livro me fez passar boas raivas durante a leitura.

Bem, a história segue Linnet, uma jovem do século XIX (acho, se não for é o XVIII) que está envolvida em um escândalo social, escândalo esse que pode impedi-la de se casar para sempre. A última coisa que Linnet quer é ser como a mãe, durante todo o tempo fez o impossível para ser uma jovem recatada e andar de acordo com as "sacras" regras puritanas da sociedade, mas o problema é que ela era bonita. Bonita demais para o seu próprio bem e fora essa a razão de estar então metida nesse problema para o qual, aparentemente, não havia solução.

A mãe havia falecido anos antes, o pai era um completo "banana" verdade seja dita, nunca vi um homem tão cabeça oca feito esse pai dela, parece que ele respira porque isso não exige esforço, mas ele é daquele tipo de pessoa que enfeita o mundo e apenas. Com o escândalo, a irmã da mãe dela vem para a casa de ambos na tentativa de ver por si mesma se os fatos que circulavam eram ou não verdade e, por mais que Linnet negue veementemente, eles não dão ouvidos para ela.

É então arranjado um casamento entre Linnet e Piers, o filho de um conde. Ele tem a fama de ser cruel e frio, é chamado de monstro por todos que o conhecem por causa da sua personalidade, potencializada pelo fato de ele ter um problema insolúvel na perna e andar mancando com a ajuda de uma bengala. Linnet, contudo, não se importa com isso, àquela altura não está se importando com mais nada, contudo, ao conhecer o impiedoso conde de Marchant, ela fica presa entre a indignação e o fascínio. Piers é quase desumano, fala as coisas sem qualquer tipo de eufemismo e sem pesar o efeito de suas palavras, é mau humorado e mordaz.

Uma coisa fica bem clara entre os dois: eles nunca vão se casar. Piers deixa isso bem claro para ela, ainda que Linnet perceba que ambos são muito parecidos mesmo evocando o pior um do outro. Conforme a convivência os força a se aproximar, uma atração inevitável entre eles começa a crescer de modo avassalador e, incapaz de resistir não apenas aos encantos, mas a inteligência e caráter de Linnet, Piers se vê completamente rendido ao desejo de possuí-la e mantê-la junto a si para sempre, desejo esse que o apavora.

Paralelamente, o drama familiar da familia do conde se desenvolve lentamente, os desafios de uma relação que parece fadada ao fracasso crescem conforme o destino insiste em aproximar irremediavelmente Piers e Linnet, se unem ao conflito do coração do conde que teme destruir a vida daquela que ama inegavelmente, portanto, ela terá que ter o pulso firme se quiser levar adiante o amor que sente pelo conde e ter a chance do felizes para sempre.

O livro no geral é bonzinho, há sim poucas referências à Bela e a Fera, mas são bem poucas mesmo, eu diria que é um romance histórico como qualquer outro. Inclusive, no final, tem uma nota da autora em que a mesma diz ter se inspirado em Dr. House para escrever e não no conto original. Meu ebook veio com uma tradução horrível para dizer o mínimo, não tenho certeza, contudo, se realmente foi a tradução do livro ou foi erro da autora mesmo. Coisas do tipo:

Recordou ele a você próprio - no lugar de recordou ele a si próprio
Aqui até você casares - no lugar de até tu casares.
Estás você - estás tu
Mais uma vez prometeu a você própria - mesma coisa do primeiro, o você no lugar do pronome oblíquo si.
Brilhe - no lugar de brilho e isso foi mais de uma vez.
Você não vais - outra vez o você no lugar do tu.

Isso no livro todo. Foi bem irritante. A impressão que dá é que a autora ou a tradutora não sabe usar os pronomes. Em certos pontos a história dá umas reviravoltas que eu achei bem legais, ainda assim não foi suficiente para me despertar um desejo por mais páginas. Gostei dos conflitos familiares e da realidade crua e nada pomposa da idade média e da nobreza, ainda assim os personagens não foram de nenhum modo marcantes pra mim.


quarta-feira, 11 de abril de 2018

[Filme] Big Fish and Begonia, I am Virgo e Sensei

Título Original: 大鱼海棠 (Dà Yú Hǎi Táng)
Direção e Roteiro: Liang Xuan, Zhang Chun
Ano: 2016
País: China
Sinopse: Há uma terra mística onde nenhum forasteiro já pisou. Os espíritos que lá habitam, no entanto, conhecem nós mortais bem. Eles são responsáveis pelas emoções e desejos humanos, por estações, tempo, o passar do tempo... Nossa protagonista, uma menina espírito chamada Chun, acabou de completar 16 anos e vai, em forma de golfinho, explorar a parte terrestre do mar, para ver como o mundo humano é. Enquanto cruza o mar, Chun acaba entrando numa tempestade e se vê presa numa rede de pesca. Um garoto humano a encontra e vai resgatá-la, tentando libertar Chun dessa situação. Por acidente, o garoto se afoga levando Chun a ficar angustiada.

A galeria do M.A.F, para minha imensa surpresa e alegria, pegou esse filme para legendar. Se você me acompanha sabe que eu gravei um cover da música tema desse filme (e já fui incumbida de gravar outra) e estava muito louca para assisti-lo, porém, não havia em canto nenhum para ver. Logo que elas legendaram e puseram no fórum corri para baixar e juntei-me com minha irmã para assistir.

Por um momento eu quase esqueci que o filme era chinês e, consequentemente, o final seria bem triste porque parece que esses lindos da China não curtem muito um felizes para sempre. Ainda assim nada tira a beleza desse filme que, mesmo tendo me decepcionado um pouquinho de certa forma, foi uma mágica experiência. Posso comparar a sensação do seu final com o final de A Viagem de Chihiro, aquela sensação de incompletude e algumas perguntas sem resposta.

Falando um pouquinho do enredo, a trama segue uma menina chamada Chun, ela vive em um mundo paralelo ao nosso onde o nosso mar é o céu deles, quando os adolescentes completam 16 anos, eles vêm para o nosso mundo (humano) em forma de golfinhos vermelhos com o intuito de conhecer nosso mundo e adquirir experiência para se tornarem adultos. Chun está para ir nessa jornada, despede-se de seu melhor amigo, Qiu, e de seus pais. Chegando ao mundo humano, todos os jovens estão proibidos de se aproximar dos humanos, contudo, Chun fica encantada com uma música tocada em uma flauta por um jovem num barco com sua irmãzinha mais nova.

Um acidente acaba envolvendo os dois, o garoto salva a vida de Chun, mas acaba morrendo. De volta ao seu mundo, ela vai embarcar em uma jornada para salvar a alma dele e devolvê-lo para o seu mundo, com a ajuda de Qiu. Mas suas ações acabam acarretando o caos em seu mundo, tosdos os moradores do mundo dela estão atrás do golfinho vermelho que cada vez mais fica maior e Chun vai precisar de toda a sua força e amor para protegê-lo.

A animação é realmente linda, a história é cheia de influências do taoísmo e das lendas que permeiam a cultura chinesa, com diálogos com diálogos cheios de explicações da mitologia do país e personagens inspirados nas divindades da milenar cultura da China. É, como Goblin, um filme sobre morte, seu significado e sua conexão com a vida, acho que é a mensagem mais marcante e clara do filme. Como falei, o final é um pouco triste e deixa algumas perguntas em aberto foi por isso que me decepcionei um pouco, mesmo assim recomendo muito, principalmente se, como eu, você é um amante da cultura e mitologia chinesa! 
Vale lembrar que o filme inteiro é um pouco complexo então é preciso ter um pouco de conhecimento da mitologia chinesa para poder entender.

Onde baixar: Movie Asian Fansub

Título Original: 我是处女座剧照 (Wo Shi Chu Nu Zuo)
Direção: Chen Bing
Ano: 2016
País: China
Elenco:  Ady An
Ahn Jae-hyun
Sinopse: A história de duas pessoas totalmente opostas que são regidas pelo mesmo signo, Virgem. Um é extremamente perfeccionista, o outro um pouco egoísta e desmazelado. Ambos enfrentam problemas na vida amorosa e profissional, seu principal desafio é encontrar o equilíbrio através do amor. (Via: vida de dorameiro)

Eu baixei esse filme porque minha irmã é virginiana e eu pensei que ela ia gostar de assistir. No trailer ele parecia ser engraçado, ainda assim não fui, ao contrário do filme anterior, com muita sede ao pote.

A história gira em torno de Xiaomeng, uma virginiana muito virginiana: organizada, com TOC, mania de limpeza e altamente controladora. Ela é chef de cozinha e tem um restaurante. Do outro lado está Leng An, um crítico culinário com um super paladar, mas que só é virginiano no signo mesmo, é bagunceiro, relaxado, sedutor e despreocupado.

A vida desses dois se cruza quando Leng faz um péssimo comentário (sem querer) nos pratos do restaurante  de Xiaomeng, os dois eventualmente acabam se encontrando e tendo uma séria discussão, mas no meio da conversa entre eles, algo nela desperta a atenção de Leng, principalmente ao descobrir que ela também é virginiana. A atração inexplicável entre eles é impedida por David, um taurino que ainda está preso ao fantasma da noiva morta, mas que acaba dando uma chance para um recomeço com Xiaomeng.

No meio de vários desentendimentos e as passagens de tempo que todos nós amamos (sqn), o nosso casal complicado vai tentar ficar junto.

A ideia desse filme, baseada no que creio ser um mito chinês, é bem legal, mas na minha opinião não foi desenvolvida direito nem explorada ao máximo. Achei as atuações boas, mas não impressionaram muito ainda que a atriz principal saiba chorar muito bem. o Ahn Jae Hyun está muito bem no papel de crítico culinário que acaba perdendo o paladar e não encontra muito sentido na vida e por incrível que pareça não achei que a dublagem dele foi um problema, principalmente porque a voz combinou com ele de alguma forma o que não acontece com muita frequência (que o diga o dublador do Jung Min em Fondant Garden!).

O filme tem partes bem humoradas e apesar da trama se desenvolver de uma maneira um pouco apressada, não é de todo ruim, mas não consegui sinceramente me satisfazer com ele. Principalmente pelo final aberto e totalmente seco.

Onde baixar: Movie Asian Fansub

Título Original: 先生!...好きになってもいいですか? (Sensei! ...Suki ni Natte mo ii Desuka?) lit. professor, estou permitida amar você?
Direção Takahiro Miki
Roteiro:  Mari Okada
Ano: 2017
País: Japão
Elenco: 
Toma Ikuta
Suzu Hirose

Sinopse: A história é centrada na estudante do segundo ano colegial Hibiki Shimada que é apaixonada pelo seu professor Kousaku Ito, um homem frio, que parece odiar as meninas, mas na verdade é uma pessoa amável. A história começa quando ela se acidentalmente coloca uma cara de amor que lhe foi confiada por um amigo, no armário de sapatos do Kosaku.

Estavam fazendo tanta propaganda desse filme nos grupos de dorama que participo no facebook que decidi baixar pra assistir.

A trama lembra um pouco kinkyori Renai, mas onde este falha, Sensei consegue fazer acertos. Achei o filme bem bonitinho, mas não foi pra mim digno de toda a propaganda que fizeram, minhas expectativas ficaram altas demais e fui meio que frustrada de algum modo.

Então, a história acompanhada Shimada, uma aluna do ensino médio que nunca tinha se apaixonado por ninguém, na abertura da cerimônia do primeiro ano ela viu pela primeira vez o professor Ito, ele lhe chamou a atenção por, aparentemente, estar achando o discurso do diretor tão enfadonho quanto ela, mas, até aí, nada de especial moveu seu coração. 

No segundo ano, por engano, ela acaba colocando uma carta de amor da sua amiga Chigusa para o professor Sekya no armário de sapatos de Ito, desesperada pelo seu engano ela vai até ele recuperar a carta e, apesar do jeito frio que ele a trata, ela de algum modo presta atenção nele. Ito ensina história na classe dela e é melhor amigo de Sekya, o professor de matemática, que está interessado em Nakajima, a professora de arte que, por sinal, é o interesse amoroso de Kousuke, o melhor amigo de Shimada e Chigusa.

As atitudes de Ito para com Shimada, a atenção que ele dá a ela ao vê-la se esforçando, começam a mexer com os sentimentos dela até que se veja apaixonada por ele, mas em sua condição de aluna ela sabe que é impossível. Ainda assim, arrisca confessar seus sentimentos e, mesmo diante da rejeição, faz um acordo com o professor de que, caso ela tire 90 pontos na sua matéria ele lhe permita ficar apaixonada por ele mesmo que não possa retribuir seus sentimentos.

A partir daí, ela passa a se esforçar nos estudos de história e acaba conseguindo uma boa pontuação nas provas, mas ao perceber o perigo que está sofrendo não apenas pela sua posição como professor, mas pelo seu coração balançado, Ito acaba rejeitando-a. Contudo, Shimana não pode desistir do seu primeiro amor, haverá, então, alguma saída para que a história de amor dos dois tenha um final feliz?

O filme segue aquela linha proibida de Aluna X Professor, como é em Kinkyori Renai, mas as coisas aqui são um pouco mais suaves, apesar de Ito ser um personagem frio até certo ponto como Sakurai, os sentimentos dele são menos visivelmente afetados do que o outro quando passa a gostar de Shimada. A atuação de ambos, Yamapi e Toma são notáveis, inclusive, esse não é meu primeiro trabalho com o Toma, acho ele realmente um ator excelente. Tiro o meu chapéu para a Suzu Hirose, como disse antes, eu realmente respeito atores que sabem chorar e essa guria fez um trabalho excelente nas cenas dramáticas.

Sensei é um filme suave sobre as mudanças e as aventuras adolescentes, a pressa e a efervescência de sentimentos à flor da pele, um filme realmente tocante e fofo para quem curte o gênero. O final é aberto de certa forma, mas nos deixa satisfeitos (coisa que não acontece com Kinkyori renai). Recomendo!


Onde baixar: Mahal Dramas

[Dorama] Summer Nude

Título Original: Summer Nude
País: Japão
Ano: 2013
Episódios: 11
Gênero: Romance, slice of life, Drama
Direção: Yusuke Ishii
Shogo Miyaki
Hiro Kanai
Elenco:
Tomohisa Yamashita as Asahi Mikuriya
Erika Toda as Hanae Taniyama
Karina Nose as Natsuki Chiyohara
Masami Nagasawa as Kasumi Ichikura
Ryo Katsuji as Takashi Yaino
Masataka Kubota as Hikaru Kirihata

Sinopse: Asahi Mikuri trabalha em um estúdio de fotografia, localizado perto do mar. No passado, ele sonhava em se tornar um fotógrafo famoso, mas atualmente ele trabalha como cinegrafista para casamentos e eventos da escola. Também estava apaixonado por uma mulher, mas de repente ela o deixou. Após essa perda Natsuki Chiyohara aparece na vida de Asahi. Natsuki trabalha como gerente em um restaurante italiano popular em Tóquio. Durante o pior momento de sua vida, quando seu namorado termina o romance, Asahi aparece e ainda tira uma foto daquele momento. Natsuki começa a trabalhar como chef no "House of Sea", localizado na mesma cidade à beira-mar onde vive Asahi. Natsuki e Asahi tem seu passado em comum e eles começam a se aproximar. Enquanto isso, Taniyama é ex-colega do Asahi que tem sentimentos por ele.


Gente, como fazia tempo que eu não via um draminha japonês! Que saudade! Filmes vi muitos, mas dramas fazia um tempo já, eu não dava muito nesse doraminha não, só me animei para ver e pus na lista por causa do Yamapi, eu realmente gosto do trabalho dele como ator, mas acabei me surpreendendo muito em vários pontos durante a experiência.

A história começa com Asahi, um fotógrafo profissional, documentando o casamento de uma prestigiada chef de cozinha de Tóquio, mas acaba registrando o momento que o noivo foge abandonando-a sozinha na recepção do casamento sem qualquer tipo de explicação (inclusive, o dorama não explica o que deu nele). O primeiro encontro de Asahi com essa chef, Natsuki, não é dos melhores, assim, ele volta para Aoyama, sua cidadezinha litorânea, deixando para trás a ex-noiva deprimida.

Erika Toda e Karina Nose
Só que, por alguma razão, ele não conseguia esquecer ela e o chefe dele assume que ela terá que pagar a taxa das fotos mesmo que não as queira. Assim, ele escreve uma carta pedindo desculpas e envia para ela uma única foto do seu casamento em que ela está sorrindo. Diante daquilo, Natsuki decide encontrá-lo e acaba se vendo no meio de pedidos incessantes para que gerencie, durante um tempo um restaurante praiano muito famoso na cidadezinha uma vez que a dona do lugar está de licença maternidade. Após recusar várias vezes, Natsuki acaba aceitando gerenciar o lugar até que a licença da dona, Setsuko, termine.

Nessa cidadezinha, além de Asahi, ela se torna muito próxima de Hanae, uma amiga de longa data do fotógrafo que nutre sentimentos por ele há dez anos. Interessada na história dos dois, ela se propõe a ajudar Hanae a conquistar de vez Asahi e, ainda mais, libertá-lo do fantasma da ex-namorada, Kasumi, que sumiu sem explicações há três anos. Conforme vai descobrindo mais sobre o fotógrafo e encorajando mais a amiga a conquistá-lo, mais a própria Natsuki começa a alimentar sentimentos por ele e sufoca-os em nome da sua amizade.

Por sua vez, Asahi acaba lentamente conseguindo superar Kasumi e olhar para Hanae a quem só via como irmã, ainda que sinta uma atração inexplicável por Natsuki, ele silencia e tenta arduamente retribuir os sentimentos da melhor amiga. Enquanto isso, histórias paralelas vão se formando como os sentimentos de Hikaru por Hanae e a história de amor de dois adolescentes que parece muito fadada ao fracasso.

Yamapi
O doraminha é realmente muito bom, os episódios são um pouco grandes, coisa que estranhei um pouco porque em média os capítulos de drama japonês tem meia hora, esse tem uma, ainda assim vale muito a pena, acompanhar as histórias que envolvem os amigos e sua evolução, as provas que testam sua amizade e, gente, tem um episódio de um garotinho que, meu, eu chorei! Ele não é exatamente aqueles doraminhas convencionais, mas não escapa de alguns clichês, contudo todos nós amamos um bom clichê, verdade seja dita.

Atuações realmente muito boas, principalmente pela Erika Toda que faz a Hanae, gente eu amo quando os atores sabem chorar de verdade nas cenas! Isso é dificílimo. A Natsuki é uma personagem cheia de marra, um pouco máscula as vezes, mas sem perder a sua feminilidade. E a Karina Nose soube expressar muito bem essa força e fragilidade díspares da personagem, dando um toque um pouco cômico nela às vezes. O Yamapi está maravilhoso como sempre na pele de um fotógrafo preso ao primeiro amor, honrando suas promessas e sofrendo por uma mulher que o abandonou, ainda assim lutando para conquistar seu espaço.

Um dorama que trata das dificuldades de enfrentar mudanças, sobre crescimento e o poder das escolhas. Além de fatos como superação, esperança e bom humor diante da vida. Super recomendado, no início parece meio paradinho como aqueles animes slice of life, mas ainda assim vale muito a pena conferir!

terça-feira, 10 de abril de 2018

#BookTag: Failed

Olá, pessoas!

Então, esse post é, seguindo a ideia da tag nananão que eu postei antes, vou falar de alguns livros que foram muito hypados e eu não gostei, mas, claro, vou dizer porque não gostei. Então, a exigência é que não podem ser mais que 10 livros e menos que 5. Quando eu digo que não gostei do livro é porque ele não funcionou pra mim, tá? Isso não quer dizer que o livro seja ruim ou mal escrito, é simplesmente por alguma razão eu não gostei nada dele. Então, vamos nessa!

1. The Girl on the Train - Paula Hawkins

Eu não poderia começar a lista com outro que não esse livro que, na época que lançou, foi super indicado e, quando comprei nas americanas, acho que por 30 dinheiros na época, estava com as expectativas lá em cima, principalmente porque o filme ia sair logo e eu queria ler antes disso.

Esse livro me lembrou a razão pela qual eu não devo ir na ondinha dos outros quando o assunto é livro e música, eu sou chata com tudo na vida, mas nesses dois assuntos eu sou chatan, depois desse, vou pensar doze vezes antes quando alguém me recomendar muito um livro. 

Já tem resenha desse livro aqui no blog, então não vou me ater muito ao enredo, apenas saiba que ele é narrado por 3 protagonistas e as 3 são insuportáveis. Uma alcóolatra stalker e obcecada pelo ex-marido, uma libertina cansada da vida de casada e uma mulher que é tão ativa quando um pudim quente! É cansativo você acompanhar as narrações dela e mesmo que o mistério que envolve o livro seja relativamente bom, as personagens pessimamente construídas não deixam que a leitura seja aproveitada e quando eu digo pessimamente eu digo pelo fato de que nenhuma delas têm qualidades gente, essas três gurias são um amontoado de defeitos e falta de viço. Por Deus! É insuportável e foi uma das leituras mais penosas que eu já fiz!

2. Bird Box - Josh Malerman

A propaganda da editora em cima desse livro foi tanta que eu não consegui sossegar até pegar para ler, então pus na minha meta de leitura e apesar de não ter tido as expectativas mais altas com o que esperar dele, porque tudo que eu tinha eram as incansáveis recomendações de todo mundo,não pesquisei nada do enredo então fui meio que às cegas.

No decorrer da leitura a gente fica com tipo doze zilhões de perguntas que não são respondidas no final. Você termina esse livro, meus caros, sem entender nada! Que são aquelas coisas? Por que aquele homem pode vê-las e não morre? Por que aquelas coisas fazem o que fazem? Como? De onde vieram? Nada disso é respondido, a gente fica com as perguntas na cabeça e não tem mais páginas, não tem explicação, não tem, não é só a frustração que faz você odiar o livro, é o final inconcluso também. Não tem enredo bom no mundo que mude isso. Pelo menos pra mim.

3. A Menina Submersa - Caitilin Kiernan

Esse foi outro livro que eu acho que o povo haypou mais pela capa que pela história em si. Okay, temos os pontos a favor de ser um livro que fala de uma menina esquizofrênica que, de certa forma, é viciada em arte, okay, tudo bem. Só que eu achei o livro muito arrastado, pode ter sido proposital fazer esse enredo confuso que se envereda por assuntos que se desencontram e não combinam, mas que parece que na cabeça da autora e da personagem fazem todo o sentido.

É um livro bom, certo. Mas não conseguiu me conquistar totalmente, o enredo confuso e a personagem que não despertou qualquer empatia ou simpatia não ajudou também. Foi um livro muito indicado que não funcionou comigo.




4. Coraline - Neil Gailman

Sim. Por incrível que pareça, Coraline está nessa lista. Tem toda uma aura em volta do Neil Gailman como o grande escritor, mas sinceramente ou meu erro foi ter visto o filme antes (muitas vezes, por sinal) ou foi a história que me decepcionou mesmo.

Entenda, eu gostei do livro, achei bom e é bem escrito, mas me prometeram uma versão bilhões de anos luz mais assustadora que o filme e não surtiu efeito. Provavelmente eu devo estar ficando apática ou insensível porque não consegui me envolver com a leitura. Em certas partes, inclusive, achei massante.

Não supriu minhas expectativas, essa é a verdade.





5. Miss Peregrine's Home for Peculiar Children - Ramson Riggs

O que me conforta nessa trilogia é que não fui eu quem comprou. Essa foi outra modinha que todo mundo tava falando desse livro e ela decidiu comprar pra saber se era bom, mas o negócio da minha irmã é que ela compra livros e me usa de teste de qualidade. Como nós temos um gosto muito parecido com quase tudo, se eu gostar a probabilidade de ela gostar é maior.

Então, ela comprou os três livrinhos na Avon e eu comecei a ler, se não me engano coloquei em três metas de leitura diferentes. Gente, esse livro não foi nada do que eu esperava. Acontece muito isso comigo, foi a mesma coisa com o próximo livro dessa lista. 

Eu também não tinha muita informação sobre ele antes de começar a ler, fui meio que no embalo da história mesmo, não vou dizer que a série é ruim, não é, mas não me cativou, sabe? Não prendeu, não despertou emoção, não me fez apaixonar. Não funcionou comigo. Achei os personagens sem força, a trama de alguns, principalmente do terceiro, é bem arrastada e simplesmente não me marcou. 

6. O reino das vozes que não se calam - Carolina Minhóz e Sophia Abrahão

Não podia faltar um livro brasileiro, eu não leio muitos, confesso, mas não porque não goste, é porque eles são muito caros mesmo. E, pior, a maior parte das experiências nacionais que tive não foram nada boas.

Eu comprei esse livro por causa de um colega, ele me falou tanto da Carolina Munhóz e sua escrita "maravilhosa" que resolvi pegar o rico dinheirinho da minha irmã e comprar esse livro prevendo, só pela capa, uma história de fantasia de outro mundo.

Mas não foi nada disso. Gente, eu tentei ler a Paula Pimenta 3 vezes, juro, mas eu não gosto da escrita dela, não gosto do modo como ela desenvolve as histórias e não gosto das personagens dela, com a Carolina Munhóz foi a mesma coisa. Foi muita propaganda desse livro antes de eu comprar e quando eu comecei a ler, mas sinceramente, não funcionou comigo. E olha que, em certos pontos, eu até me identificava com alguns pensamentos da protagonista, mas além do livro não ser nada do que eu esperava entrou pra listinha básica de decepções da meta do ano em que li.

E vocês? Quais livros foram muito haypados e vocês não gostaram?

sábado, 7 de abril de 2018

[Livro] A Bela e a Adormecida - Neil Gailman

Título Original: The Sleeper and the Spindle
Ano: 2015
Páginas: 72
Sinopse: Era o reino mais próximo ao da rainha, em linha reta, como voa o corvo, mas nem os corvos voavam até lá. Você pode achar que conhece esta história. Uma jovem rainha está prestes a se casar. Há anões bons, corajosos e valentes, um castelo envolto em espinhos e uma princesa enfeitiçada por uma bruxa, segundo dizem os boatos, em um sono eterno. Mas aqui não há ninguém esperando que apareça um nobre príncipe em seu fiel cavalo. Este conto de fadas é tecido com um fio de magia negra, que vira e revira, brilha e reflete. Uma rainha pode acabar se revelando uma heroína, se uma princesa precisar ser salva.

Essa não é minha leitura atual como vocês podem ver na marcação, mas a leitura do momento não estava fluindo então decidi me enveredar neste conto do  Gailman que estava no tablet ha um tempão esperando ser lido. Eu sequer sabia que ele era tão curtinho! Como vocês bem sabem, o que me atraiu para ler isso foi por ser uma versão da Bela Adormecida, tanto é que eu peguei esse livro sabendo pouco ou quase nada além disso, porque queria aproveitar a leitura sem qualquer outra influência e ter todas as surpresas e, bem, eu tive surpresas demais por assim dizer, mas calma, a história é muito boa haha. 

Não posso falar muita coisa porque é um conto muito curtinho e posso acabar dando spoilers e ninguém quer isso não é? Então, embora aqui e ali eu possa soltar algo que considere um spoiler, vou sinalizar com a letra clara, okay? Bem, então, a história vai contar sobre uma rainha prestes a se casar e fazendo ponderações a respeito do seu futuro, coisas do tipo: será que é isso que eu quero? Que futuro lastimável me aguarda. Que vida sem emoções, etc. Então, como seu casamento está próximo, três anões estão cruzando o reino, que é dividido por uma muralha enorme e intransponível do reino vizinho, para comprar o mais belo tecido do mundo para presenteá-la pelo acontecimento, mas, chegando ao reino vizinho (através de uma longa passagem subterrânea), eles acabam descobrindo que há uma espécie de maldição se disseminando pelo lugar e colocando todas as pessoas para dormir.

Intrigada com o fato, a rainha adia o casamento e ordena que lhe tragam sua espada, sua armadura e selem seu cavalo, partindo junto com seus amigos anões em uma jornada na busca da garota adormecida que, possivelmente causa tudo aquilo. Quando entram no reino vizinho coisas estranhas começam a acontecer na cidade, as pessoas que estavam em sono profundo se mostram como que conscientes das presenças deles. Com determinação e inteligência, a rainha consegue resistir ao sono amaldiçoado e ultrapassar a barreira de espinhos, mas as revelações que lhe aguardam atrás dos muros do misterioso castelo são inusitadas.

Bom, para começo de conversa, não há príncipes. Segundo o site huffpostbrasil: Em entrevista ao Telegraph, o escritor disse: "Não tenho paciência com histórias em que mulheres são resgatadas por homens. Você não precisa ser salvo por um príncipe". A matéria contêm spoilers. Ficamos sabendo que a rainha no começo do livro é, também, uma velha conhecida nossa, mas não vou dizer quem é, contudo, meus queridos, este spoiler abaixo eu vou ter que dar:
Não que eu considere um spoiler, eu disse antes que não tinha príncipes nessa história e a citação do Gailman aí em cima, assim como o conto em si, deixa claro o que vai acontecer. Maaas, não deixa de ser... como direi? Uma bela surpresa do mesmo modo. Apesar de parecer o apoio claro à classe homossexual, o conto não envereda por esse caminho, acho que, como em sua declaração na entrevista, ele só queria mesmo fazer uma coisa diferente do que tem por aí, sem exatamente envolver sentimentos entre as personagens. A rainha beija a adormecida apenas para despertá-la da maldição e nada mais. Ah, mas não é só o amor verdadeiro que funciona? É, meus caros, a coisa aqui é outra. Porém, a real surpresa é o que acontece depois que a adormecida acorda e, gente, que reviravolta: PASMEM! Sério. Eu realmente não esperava por aquilo, mesmo com minhas parcas desconfianças. 

No geral o conto é muito bom, tem a escrita fantástica e detalhista característica do Gailman, as ilustrações são lindas, apesar do traço bem ocidental, não tive como não me lembrar dos meus amados mangás. O conto de Gailman carrega um pouco das raízes da história da Bela Adormecida e mescla-a com um espírito mais sombrio e carregado, uma adição interessante ao conto e, de certo modo, mantém fiel ao clima sinistro da versão contada pelos irmãos Grimm. Gostei muito da experiência, agora, com esse lido, acho que há apenas uma adaptação da Bela Adormecida que ainda não li, mas que resolverei em breve.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

[Chinês] Forma Negativa da Descrição do Verbo com 得

Forma Negativa da Descrição do Verbo com 得

Para a forma negativa da descrição de um verbo, o advérbio de negação 不 (bù) deve estar entre 得 e o adjetivo depois do verbo. A estrutura da oração é a seguinte:

SUJEITO + VERBO + OBJETO + VERBO (duplicado) + + + ADJETIVO

Ex.: 汉语
        Eu não falo Chinês bem.

Uso de 得 para perguntas de resposta sim ou não

Quando se quer realizar uma pergunta em que a resposta seja sim ou não, com uma descrição do verbo, o advérbio de intensidade 很 antes do adjetivo pode ser omitido. A partícula 吗 dever ser agregada no final da oração. Sua estrutura, então, é a seguinte:

SUJEITO + VERBO + OBJETO + VERBO (duplicado) + ADJETIVO + ?

Ex.:汉语?
        Você fala chinês bem?

Ideogramas da Lição:

shuō - falar; dizer

yǔ - idioma; língua

chà - mal

Pratique!

1. 我说汉语说得很差。(Wǒ shuō hànyǔ shuō de hěn chà.)

2. 你说汉语说得很吗? (Nǐ shuō hànyǔ shuō dé hěn ma?)

3. 他说英语说得不好。(ā shuō yīngyǔ shuō dé bù hǎo.)

4. você joga tênis mal?

5. 你学汉语学得快吗? (Nǐ xué hànyǔ xué dé kuài ma?)

6. 我学汉语学得不快。(Wǒ xué hànyǔ xué dé bùkuài.)

7. 他打排球打得不差。(Tā dǎ páiqiú dǎ dé bù chā.)

8. 他唱歌唱得好吗? (Tā chànggē chàng dé hǎo ma?)

9. 他唱歌唱得不好。(Tā chànggē chàng dé bù hǎo.)

10. Eu falo Chinês muito bem.

11. A: 他唱歌唱得好吗? ( Tā chànggē chàng dé hǎo ma?)
B:(不)

12. A:他打乒乓球打的差吗? (Tā dǎ pīngpāng qiú dǎ di chà ma?)
B:(不)

13. Eu não falo Inglês rápido.

14. A: ______________________________
B: 我们踢足球踢得很好。 (Wǒmen tī zúqiú tī dé hěn hǎo.)

a) 你们踢足球的好吗? (nǐmen tī zúqiú de hǎo ma?)
b) 你们踢足球踢的好吗? (nǐmen tī zúqiú tī de hǎo ma?)
c) 你们踢足球踢好吗? (nǐmen tī zúqiú tī hǎo ma?)

15.Ele joga basquetebol bem?

quinta-feira, 5 de abril de 2018

[Música] BTS, Monsta X, B.A.P e Got7

Olá, pessoas! Faz tempo que a gente não tem um post de música, né? Realmente eu deixei passar alguns discos por aí porque, com a correria das coisas, não tenho ficado muito atenta aos lançamentos, ultimamente, graças ao novo sistema do youtube, pude ver alguns cd's novos de bandas que eu curto e decidi fazer aquele comentariozinho básico que costumo fazer de vez em quando.

Got7 - Eyes on You
Lançamento: 12.03.18
Tracklist:
1.너 하나만 (One and Only You) (Ft. Hyolyn) 
2. LOOK
3. The Reason 
4. 망설이다 (Hesitate)
5. 우리 (Us)
6. 고마워 (Thank You)

Então, começando com o mini album do Got7, de todos falados hoje esse foi o que gostei um pouco menos, não que o álbum esteja ruim, gente, não estou dizendo isso! Quando saiu o vídeo de Look eu fiquei empolgada com o comeback porque gosto muito das músicas deles, embora não consiga gostas dos vídeos por alguma razão ainda não explicada pelas psi's da vida. Achei o álbum um pouco "calmo" demais, entendem? Ainda assim, eles mantiveram fielmente o estilo que é identidade da banda e isso foi muito bom. É aquele cd pra quando se está numa vibe mais calma.



BTS: Face Yourself
Lançamento: 04.04.18
Tracklist:
  1. Intro: Ringwanderung
  2. Best of Me (Japanese Ver.)
  3. Blood Sweat & Tears (Japanese Ver.) (血、汗、涙)
  4. DNA (Japanese Ver.)
  5. Not Today (Japanese Ver.)
  6. MIC Drop (Japanese Ver.)
  7. Don't Leave Me
  8. Go Go (Japanese Ver.)
  9. Crystal Snow
  10. Spring Day (Japanese Ver.)'
  11. Let Go
  12. Outro: Crack

E saiu o 4º álbum japonês do BTS trazendo versões japonesas de músicas já previamente lançadas em coreano como DNA e Mic Drop e outras que já tinham saído como single como foi com Blood Sweat and tears, que por sinal eu gosto muito mais em japonês. Gostei muito da versão japonesa de Spring Day, o álbum traz poucas novidades, mas foi legal ter esse "choque" entre o antigo e o novo BTS por assim dizer. A banda caiu um pouco no meu gosto desde o Wings, é um fato, eu gostava mais do estilo antigo "à prova de balas", ainda assim é inegável que a qualidade sonora deles continua a mesma e as músicas, agora mais voltadas para o autoconhecimento e a reflexão, tem uma coisa muito bacana. Estava realmente com saudade de ouvir um trabalho japonês deles e esse cd veio a calhar.

B.A.P - Massive
Lançamento: 28.03.18
Tracklist:
01. YOUNG, WILD & FREE
02. DYSTOPIA
03. HONEYMOON
04. MOONDANCE
05. DO WHAT I FEEL
06. ALBATROSS
07. REWIND
08. DIAMOND 4 YA
09. ALL THE WAY UP
10. HANDS UP
11. WALK

Outros que nos presentearam com seu álbum japonês para nossa alegria, foi o Best Absolute Perfect, os divos do nosso coração e da maravilhosa Wake Me Up, obrigada! O Massive conta com versões em japonês de músicas já previamente lançadas em coreano, gostei muito de ouvir a versão japonesa de Honeymoon e Hands up, uma vez que a versão japonesa de Wake me up é minha favorita.

MONSTA X - THE CONNECT  DEJAVU
Lançamento: 23.03.18
Tracklist:

01. Jealousy
02. Destroyer
03. 폭우
04. 미쳤으니까
05. Lost in the Dream
06. If Only
07. Special

Fechando essa listinha com chave de ouro, vem a minha banda do coração, que nunca decepciona, Monsta X! Depois de mitar com o Deja Vu que eu simplesmente amei de paixão louca, eles lançam esse outro EP maravilhoso de sequência intitulado The Connect! Sem contar o vídeo extremamente maravilhoso de Jealousy. Pessoas, tudo que eu queria na vida eram esses homens com ciúmes de mim! Meu Deus! Não há o que falar sobre Monsta X, povo, só fato de eles serem o Monsta X é o suficiente. Mesmo as baladinhas pelo meio e final, não quebram o ritmo maravilhoso de mais esse prêmio que a banda nos entrega.


segunda-feira, 2 de abril de 2018

[Livro] O Diário de Anne Frank (Livro + adaptação 2009)

Título Original: The Diary of Anne Frank
Publicação original: 1947
Publicação em Inglês: 1952
Gênero: Autobiografia
Páginas: 373 (bestbolso)

Sinopse: Em 9 de julho de 1942, Anne, seus pais, sua irmã e outros judeus (Albert Dussel e a família van Daan) se esconderam em um Anexo secreto junto ao escritório de Otto H. Frank (pai de Anne), em Amsterdã, durante a ocupação nazista dos Países Baixos. Inicialmente, Anne Frank usa seu diário para contar sobre sua vida antes do confinamento e depois narra momentos vivenciados pelo grupo de pessoas confinadas no Anexo. Em 4 de agosto de 1944, agentes da Gestapo detiveram todos os ocupantes que estavam escondidos em Amsterdã. Separaram Anne de seus pais e levaram-nos para os campos de concentração. O diário de Anne Frank foi entregue por Miep Gies a Otto H. Frank, seu pai, após a morte de Anne Frank ser confirmada. Anne Frank faleceu no campo de concentração Bergen-Belsen em março de 1945, quando tinha 15 anos.

Por causa da semana santa, a leitura do livro atrasou, mas estou muito satisfeita por isso minha fé foi fortalecida nesses dias, eu sou a filha de um Deus maravilhoso. Hoje, apesar de ter acordado tarde me propus a terminar, não faltavam mais de cento e trinta páginas e passei o dia inteiro preso nele, eu não vou fazer um detalhamento do enredo como costume porque todos nós sabemos como essa história termina, por isso me ater às minhas impressões e pensamentos durante a leitura, nem vou me preocupar com spoilers uma vez que não acho necessidade já que esse é um dos livros mais lidos do mundo.

Esse é o terceiro livro sobre a segunda guerra que eu leio, contudo de todos foi o que me impactou menos, na verdade houve momentos que me vi rindo, outros fiquei um pouco chocada e triste, mas não me causou aquele sentimento de impotência que aconteceu, por exemplo, na leitura de O Pianista, mesmo sabendo que tudo relatado nesse livro aconteceu de verdade. Apesar da situação entre os dois livros (Frank e o pianista) ser a mesma, elas acontecem sob óticas diferentes, O pianista (cujo nome não consigo escrever, sério) estava sozinho, fugindo constantemente e se submetendo aos mais sérios graus de privação, se por um lado a situação de Anne e as oito pessoas do anexo na Holanda era parecida, pelo menos eles tinham quem lhes ajudasse, recebiam comida e tinham como sobreviver mesmo em face às dificuldades, é um relato mais intimista e menos difícil de ler que O Pianista que, para mim, foi muito pesado e me fez parar várias vezes envergonhada da minha espécie.

A primeira coisa a se saber sobre Anne Frank é que ela não é, de modo algum, o tipo de adolescente que conhecemos, insegura, retraída e em busca do constante "autoconhecimento". Ela é bem segura de si, as vezes até um pouco egocêntrica posso dizer, tem uma maturidade bem desenvolvida para sua idade e a língua afiada demais. Quando sua irmã é convocada pelo exército alemão, a família Frank precisa adiantar sua fuga para o esconderijo previamente ajeitado por um amigo na empresa em que Otto, pai de Anne, trabalhava. Eles são a primeira família no que Anne vem chamar de Anexo Secreto, ela começa a escrever, a partir daí, o seu diário, presente que escolheu no aniversário daquele ano. Pouco depois a família Van Daan se une a eles, esposa, marido e filho, a convivência, inicialmente é pacífica, apesar dos evidentes defeitos de Petronella, a última adição ao anexo é o dentista Dussel, um homem instável e de gênio difícil.

Uma das primeiras coisas que prestei atenção durante a leitura foi como as pessoas, mesmo diante das piores situações, conseguem ser egoístas, mesquinhas e intransigentes, por exemplo, o senhor Dussel esconde comida dos demais, os Van Daan que além de esconder comida numa situação ruim para todo mundo, percebi também como é difícil a convivência com pessoas da nossa própria família, pensa comigo: você mora com seus pais, seus irmãos se tiver e vocês se conhecem até certo ponto porque nunca estão o tempo todo juntos de verdade. Vou me dar como exemplo: encontro meus pais nas refeições quando temos a sorte de comer todos juntos, normalmente almoço sozinha ou com apenas um deles, estou lendo, no meu quarto escrevendo ou estudando, a pessoa com quem passo mais tempo é a minha irmã.

Agora imagine se fôssemos forçados a conviver todo o tempo juntos no mesmo cômodo. Todos os defeitos mínimos antes despercebidos ou levemente ignorados vêm à tona com força total. É o que vemos acontecer com Anne, principalmente no relacionamento com a sua mãe, por diversas vezes ela ressalta que não gosta da mãe, uma vez chegando a dizer que a odeia. Nessas passagens eu ficava pensando no meu próprio relacionamento com a minha mãe, é difícil, mas nunca na minha vida, por mais raiva que tivesse, disse que odiava minha mãe. Contudo, a gente tem que levar em consideração não apenas a idade dela - adolescente, com os hormônios à flor da pele, numa situação de confinamento onde, de repente, toda a sua vida virou de cabeça para baixo. 

Durante quase todo o tempo, Anne relata que é incompreendida e relata as injustiças que sofre por sua personalidade forte. Nesses pontos, apesar de ela parecer muito impertinente ás vezes, a gente consegue se solidarizar com ela. Um outro ponto muito interessante é a descoberta da sexualidade dela, eu já tinha uma ideia bem rasa de como os judeus tratam esse assunto, mas ver isso pelo ponto de vista de Anne, uma judia real, foi muito interessante, reforçou o pouco que eu já sabia e acrescentou algumas coisas. O modo como ela vai descobrindo sobre o próprio corpo e as relações entre casais é realmente inusitada, inclusive, ela chega a dizer que sentiu desejo por mulheres em determinada parte. O pensamento dela a respeito do sexo também é muito contrário ao que prega sua religião e eu achei isso bem... interessante na falta de uma palavra melhor.

Mas o que eu acho mais forte nesse livro, além de todas as maneiras muitas vezes contraditórias e maduras de pensar da Anne, é o modo como ela busca a fé e o ânimo mesmo no meio da situação mais triste. Ela é uma pessoa real, reconhece seus defeitos, tem esperanças de uma vida melhor depois da guerra, constrói sonhos, encara seus sentimentos e a si mesma com a cabeça erguida, sempre acreditando numa vida melhor. Isso é uma baita lição para nós que choramos e fazemos tempestade em copo d'água muitas vezes com dificuldades tão pequenas. Quando leio livros assim começo a pensar na minha liberdade, na fartura de ter comida na mesa mesmo durante os piores períodos e eu sei muito bem o que é comer batata frita por não ter mais nada na geladeira, penso na dádiva que é poder pensar, sentir, sonhar e acreditar que o futuro é sim uma possibilidade.

Contudo, a sensação principal que eu tive lendo o diário de Anne foi a de que é preciso viver cada dia como se tudo fosse acabar no minuto seguinte. Dizer sempre as pessoas que as amamos e, se possível, dizer porque também, pois não sabemos quando vamos perder essa oportunidade. Acompanhar as esperanças de Anne e da sua família por um futuro melhor me causava uma profunda tristeza porque eu sabia que o futuro deles estava selado, que o amanhã que esperavam não chegaria e quando você chega no final do livro você vê o quanto a vida é efêmera e o quanto o ser humano pode ser baixo.

Quotes favoritas:

"Excelentes espécimes da humanidade, esses alemães, e pensar que na verdade sou um deles! Não, isso não é verdade, Hitler retirou nossa nacionalidade há muito tempo."
"A gente pode estar sozinha mesmo quando é amada por muitas pessoas, quando não é o "único amor" de ninguém."
"Por que se gastam milhões com a guerra a cada dia, enquanto não existe um centavo para a ciência médica, para os artistas e para os pobres? Por que milhões de pessoas têm de passar fome, quando montanhas de comida apodrecem em outras partes do mundo? Ah, por que as pessoas são tão malucas? (Até hoje continuamos nos perguntando isso, Anne)."
(...) somos tratadas como crianças quando se trata de questões externas, e por dentro somos muito mais velhas que garotas da nossa idade. 
Quero ser útil ou trazer alegria a todas as pessoas, mesmo àquelas que jamais conheci. Quero continuar vivendo depois da morte! E é por isso que agradeço tanto a Deus por ter me dado esse dom, que posso usar para me desenvolver e para expressar tudo o que existe dentro de mim. Quando escrevo, consigo afastar todas as preocupações. Minha tristeza desaparece, meu ânimo renasce!  (Anne Frank descrevendo minha sensação com relação à escrita)
Não acredito que a guerra seja apenas obra política e capitalista. Ah, não, o homem comum é igualmente culpado; caso contrário, pos povos e nações teriam se rebelado ha muito tempo! Há uma necessidade destrutiva nas pessoas, a necessidade de demonstrar fúria, de assassinar e matar. E até que toda a humanidade, sem exceção, passe por uma metamorfose, as guerras continuarão a ser declaradas e tudo que foi cuidadosamente construído, cultivado e criado será cortado e destruído só para começar outra vez. 
Acho, inclusive, muito injusto que só haja reconhecimento para as pessoas depois que elas se vão. Vamos reconhecer as pessoas quando estão vivas, deem flores aos vivos para não murchá-las de remorso após suas mortes.


 Adaptação de 2009: O Diário de Anne Frank

Título: The Diary of Anne Frank (Original)
Ano produção: 2009
Dirigido por Jon Jones
Estreia: 5 de Janeiro de 2009 ( Mundial )
Duração: 150 minutos
País: Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte
Elenco:
• Ellie Kendrick como  Anne Frank

• Iain Glen como Otto Frank

• Tamsin Greig como Edith Frank

• Felicity Jones como Margot Frank

• Geoff Breton como Peter Van Daan

• Lesley Sharp como Petronella Van Daan

• Ron Cook como Hermann Van Daan

• Nicholas Farrell como Albert Dussell

• Kate Ashfield como Miep Gies

• Mariah Gale como Beb Voskuijl

• Tim Dantay como Sr. Kugler

• Roger Frost como Sr. Kleiman

Eu escolhi ver o filme de 2009 sabendo das outras adaptações simplesmente pelo fato de ele ter uma hora a menos que a versão de 2016 e por eu não ser muito fã de filmes antigos. 

Num cômputo geral, a história é bem retratada abraçando os principais eventos descritos no diário com uma fidelidade muito boa. Vi alguns comentários dizendo que era a melhor adaptação do diário, não posso afirmar porque não cheguei a ver outras, mas concordo que foi realmente muito bem feita e conta com boas atuações. Algumas partes foram cortadas como já era de se esperar, mas achei o filme bem feito e fiel ao livro ao ponto de não causar ira. Não foi realmente comovente, pelo menos eu não chorei, mas dá sim a mesma sensação de angústia que sente-se lendo o livro.

Sempre acho bacana em adaptações bem feitas uma ampliação da minha imaginação limitada com o passar do tempo, consigo visualizar melhor os cenários e figurinos, como se o filme que passava na minha cabeça durante a leitura ganhasse uma vida real e é por isso que super recomendo esse filme, vi depois que era uma produção da BBC que eu sou muito apaixonada por terem feito adaptações maravilhosas de obras de Jane Austen, principalmente a brilhante minissérie de Razão e Sensibilidade, meu livro favorito da Jane. Então, está super recomendada essa adaptação do diário!




domingo, 1 de abril de 2018

[Reflexão] Feriado?

Bem, vocês viram que essa semana o blog ficou totalmente sem atualização, não é? Muito provavelmente se você acompanha o meu blog ou as minhas redes sociais deve saber que eu sou católica e, como tal, a semana santa não é de nenhuma maneira feriado como muita gente gosta de pensar e fazer.

Muita gente se pergunta e alguns chegam mesmo a dizer que nós adoramos um Deus morto uma vez que rememoramos a paixão de Cristo, mas a verdade é que essa semana é um período de reflexão para nós, um momento de relembrar tudo que Jesus sofreu por nossa causa, para que ao repensar essa atitude repensemos também o que nós estamos fazendo para merecer esse sacrifício. Gente, se você parar um segundo para pensar no sofrimento que Cristo passou antes e durante a sua paixão vai ver como é inconcebível e inacreditável não somente o que um ser humano é capaz de causar a outro, mas o quanto alguém é capaz de amar para suportar tal humilhação e sofrimento.

Paixão... normalmente associamos essa palavra ao sentimento cego e entusiasmante que nos domina quando somos altamente atraídos por alguém. É cientificamente comprovado que perdemos nossa capacidade racional quando estamos apaixonados, nossa percepção de certo e errado, nossa habilidade de tomar decisões, tudo isso é cegado pela luz da outra pessoa, em outras palavras nos tornamos idiotas. Mas é aí que a coisa muda, Jesus, durante todo o tempo, estava pleno de suas faculdades, ele sabia cada passo, cada dor, cada coisa pela qual passaria e entregou-se consciente e de livre vontade por nós, mesmo tendo ouvido sobre isso desde muito pequena não consigo imaginar o tamanho e a intensidade de um amor assim, capaz de se esvaziar completamente, de desfazer-se de si mesmo por amor a outro, pela salvação e a vida daqueles que lhe feriam.

Sabe, durante esses dias, especialmente a quinta e a sexta feira, fiquei em uma reflexão muito profunda acerca do mundo, das pessoas, do passado e do presente, da vida como um todo. Em 2015 eu fiz esse post falando um pouco sobre fatos científicos a respeito do sofrimento de Cristo na crucifixão, é algo realmente além da capacidade humana de imaginar e não é atoa que é a segunda morte mais cruel da história, perdendo apenas para o escafismo. Por isso, nesse dia em que relembramos todo esse suplício de Jesus por nós, rezamos pelas pessoas que sofrem no mundo, pelas pessoas que o negam, pelas pessoas que diariamente hoje, continuam crucificando-o. E esse silêncio nos leva a reaprender as noções de perdão, de entrega, de amor. 

Contudo, a morte não é a base da nossa religião. Nós adoramos o Deus que vive, que venceu a morte para que nós, que cremos nele, também vivêssemos mesmo após nossa jornada terrena ter chegado ao fim. É na ressurreição, celebrada hoje, que encontramos o sentido de continuar vivendo apesar de todas as dificuldades que constantemente somos impostos, a compreender a dimensão do amor de um Deus que se fez homem e sofreu as piores dores e humilhações calado para nos trazer vida, nos dar a salvação. E é por isso que me entristece tanto quando vejo as pessoas tratando esse dia tão importante como um feriado qualquer como o dia do comerciário, o dia dos namorados, só um dia que não se precisa trabalhar, um dia que não tem aula, um dia para ficar em casa.

Com isso não quero dizer que as demais religiões estão erradas ou que todo mundo deveria "se dobrar" ao que eu acredito, mas pelo menos respeitar a memória desse Jesus que se sacrificou de tal modo por amor e, a nós, que cremos nele. Não é feriado. Feriado é um dia instituído pelo estado, pelo governo. É um dia santo, escolhido pela igreja em combinação com o calendário judaico, para rememorar a dimensão do amor do nosso Deus por nós. Um Deus que é capaz de amar até mesmo aqueles que o negam e escarnecem dele. Um Deus capaz de se transformar num homem como nós e suportar coisas que nenhum de nós seria capaz. 

Eu vejo as barbáries que essa humanidade sem humanização está cometendo diariamente, somos escravos do medo, cativos da insegurança, não  há um único lugar no mundo que possa ser julgado seguro o suficiente, que esteja livre da crueldade e da sede de poder do homem. Isso porque as pessoas estão sendo criadas numa cultura da adoração do ter e da "coisalização" do ser. Lastimável. Pessoas sendo tratadas como coisas, coisas sendo tratadas como pessoas, o mundo do "eu", do ter. Eu já li isso em algum lugar, embora eu saiba como a história termina, espero não estar aqui para testemunhar o final desse livro. Só digo uma coisa, não importa em que você acredite, cada ação sua faz toda a diferença e será levada em conta, o que se faz a outros, o que se constrói aqui. Ignorar Deus, ignorar tudo que ele fez por nós desde o início da humanidade vai ter um preço caro porque, dessa vez, a misericórdia de Jesus é a única coisa que pode nos salvar da destruição completa.

Essa semana agora, vou terminar a leitura da vez e o dorama. Não me incomodo nem um pouco de ter atrasado tudo isso, há coisas na minha vida mais importantes que livros e séries, nada disso pode ser comparado com o precioso tempo que dedico a adorar aquele que me deu a vida, que me livrou do mal e, se quer uma pequena demonstração disso, eu dou. No sábado, há a missa da vigília pascal, ela termina meia noite com o início do domingo de Páscoa que marca a ressurreição de Cristo e sua vitória contra a morte. Quando voltávamos para casa, minha mãe, irmã, eu e duas vizinhas nossas, uma moto cujo motorista provavelmente vinha meio alto, veio para cima de nós e teria nos atropelado a todas, mas bem quando ele avançou sobre nós minha mãe disse "O sangue de Cristo tem poder!" e a moto parou. Sério, ela simplesmente parou e não pegou mais. O motorista e a mulher que vinha com ele tiveram que descer e empurrar porque ela não ligou mais e nós viemos para casa em paz e sem nem um mínimo arranhão.

segunda-feira, 26 de março de 2018

[Anime] Toradora (E porque não gostei)

Título Original: とらドラ!
Gênero: Comédia romântica, drama
Autor: Yuyuko Takemiya (Light Novel)
Direção: Tatsuyuki Nagai
Roteiro: Mari Okada
Ano: 2008-2009
Episódios: 25 +  1 OVA
Nota: **

Sinopse: Takasu Ryūji, um jovem maníaco por limpeza, se sente frustrado por sempre o julgarem como delinquente devido ao seu olhar intimidador que herdou do pai. Após ir à escola, Ryūji descobre que ficará na mesma turma que Kushieda Minori, uma garota energética e bastante otimista por quem tem uma paixonite, junto com seu melhor amigo Kitamura Yūsaku, um garoto muito inteligente que faz sucesso com as garotas. Na escola ele acaba esbarrando com Aisaka Taiga — apelidada como "mini-tigresa" ou "tigresa de bolso" pelos demais colegas por causa de sua personalidade rude e intimidadora — que no mesmo dia acaba colocando acidentalmente uma carta de amor em sua bolsa pensando ser a de Kitamura. Logo mais à noite, Taiga invade a casa de Ryūji e tenta acertá-lo com uma espada de madeira a fim de fazê-lo esquecer do pequeno incidente. Após uma longa conversa eles acabam confessando suas paixonites um para o outro, fazendo juntos uma promessa de ajudar um ao outro a conquistarem suas respectivas paixões.


Eu cheguei a pensar que nunca ia conseguir terminar esse anime! A razão de eu ter demorado tão horrivelmente para postar foi que, simplesmente, estava me custando a alma para terminar. Acho que tiveram poucas vezes na vida que eu empaquei com um anime desse jeito, foi sofrido terminar, galera e, sinceramente, não importa o quanto tenham me recomendado, panfletado, "vendido" como um anime engraçadíssimo e super incrível, sinceramente não gostei, não recomendo e não achei que ele merecia todo o clamor que fazem quando falam dele. E olha que eu recebi pelo menos cinco indicações para ver Toradora, ou eu sou muito chata ou realmente o que todo mundo gosta não bate com o que eu gosto. Mas vamos por partes, né?

Indo para o enredo, a gente acompanha as desventuras de Taiga e Ryuuji, os dois estudam na mesma sala e, inicialmente, não são amigos. Taiga é conhecida como tigresa de bolso e Riuuji é tido como "assustador" e alguns até dizem que ele é delinquente. Taiga é apaixonada por Kitamura, o melhor amigo de Riuuji que se declarou para ela e, sabe-se Deus por que razão, ela o rejeitou! Já Riuuji é apaixonado pela melhor amiga de Taiga, Minorin. Os dois são incrivelmente vizinhos, Ruiiji acaba descobrindo que Taiga vive sozinha e não tem a menor condição de cuidar de si mesma, além de ter péssimos hábitos de higiene (e ele é o maníaco da limpeza), ela é negligenciada pelos pais que são divorciados e têm novas famílias. Assim, ele meio que passa a se aproximar dela para ajudar, fazendo as refeições dela e limpando o apartamento.

A amizade dos dois se torna uma aliança para ambos se ajudarem com seus melhores amigos, e é só isso povo, amizade, na maior parte do tempo Ruiiji parece irmão mais velho quando não pai da Taiga, pelo jeito que ele age, pelo jeito que ele fala com ela e tals. Conforme a história avança e as desventuras deles na frustrada tentativa de conquistar seus pares vão dando muito errado, a amizade dos dois se torna mais forte. E apesar do apelo de comédia do anime, não fui mesmo pega pelo embalo da coisa, pra ter noção eu só ri quando a Taiga apelidou a Ami de baka chiuaua. Inclusive, vou levar esse apelido para vida, super aprovei! Hahaha. Mas perto do final do anime, a coisa começa a querer empurrar que durante tudo aquilo, o Riuuji e a Taiga se apaixonaram e eu fiquei tipo: Quando?

Os dois construíram uma amizade boa, de fato, se aproximaram muito ao longo do anime, foi só isso. De repente, do nada, a Taiga percebe que a Minorin tava gostando do Ruiiji e percebe que se ele começasse a namorar com a amiga, ela não poderia mais ficar ao lado dele como estava, aí ela se dá conta que gosta dele (oi?). O Riuuji, por outro lado, em uma reunião de estudo, vê a aproximação da Taiga com o Kitamura e acha que sente ciúmes. Na boa, eu fiquei com vontade de rir nessa hora. Foi uma mudança tão nada a ver que, sinceramente, não me convenceu mesmo. E o tempo todo eu só pedia que acabasse logo. Não fez sentido pra mim, sabe? Esse amor súbito deles, não fez sentido, acho que o anime não soube desenvolver ou demonstrar isso direito.

E agora, isso pode ser considerado um puta Spoiler, então vou marcar: Que final foi aquele?? Do nada quando eles estão juntos ela decide que não pode mais fugir e simplesmente vai embora! (WTF?) nessa hora eu queria jogar o PC na parede. Parece aqueles doramas coreanos que tem aquela odiosa passagem de tempo! Eu DETESTO quando eles fazem isso, quebra a magia da história, e Toradora já não tem magia nenhuma pra constar! Então foi meio que O que houve? Desnecessário, só acho, aquela dose de drama onde cabia. Lembrando que essa é Minha Opinião! Você pode amar Toradora e tem o direito disso, do mesmo jeito que tenho o direito de não gostar.

PERSONAGENS


Riuuji - No começo ele é tido como um delinquente só porque sua expressão é um pouco séria demais. É apaixonado por Kushieda desde sempre, mas nunca teve coragem de se declarar para ela permanecendo ao seu lado como amigo, embora basicamente todo mundo saiba que ele gosta dela.
Riuuji nunca conheceu o pai, ele mora sozinho com a mãe que trabalha a noite e dorme de dia, por isso ele faz as vezes de dona de casa, louco por cozinha e limpeza. E, sério, ele é neurótico com limpeza e organização, ao ponto de enlouquecer se vir uma combinação errada de meias ou a menor ranhura num azulejo.
A personalidade dele é bem quieta, é muito forte e geralmente guarda suas opiniões para si mesmo. Sincero e um tanto quanto sensível, Riuuji preza a família principalmente por nunca ter conhecido o pai.






Taiga - Apesar de ter dezessete anos, Taiga passa facilmente por uma criança de doze ou menos por causa do seu tamanho, contudo, apesar de ser pequena é uma espadachim competente e muito forte. Tão forte que coloca medo na escola em peso, ninguém se atreve a contrariá-la ou mesmo entrar em seu caminho a menos que queira levar uma belíssima surra.
Os pais de Taiga se divorciaram e acabaram criando novas famílias, ela, por conseguinte, foi deixada sozinha em um apartamento e se ressente muito dos pais, principalmente do pai que foi com quem ficou até ele resolver casar-se de novo. Por causa disso, talvez, ela tem uma dificuldade grande em demonstrar sentimentos e resolve tudo usando a violência.
É apaixonada por Kitamura, coisa que aconteceu depois que deu um fora nele (pelo menos é o que dá a entender) coisa que não faz sentido nenhum. Tem em Minorim mais ou menos uma figura materna, uma vez que a melhor amiga sempre a protege.


Kitamura - É o vice presidente do conselho estudantil da escola, muito querido por todos os alunos, conforme o anime passava ele me dava a impressão de ter alguns parafusos a menos, ainda que fosse muito responsável na maior parte do tempo e dotado de uma inteligência notável.
No início é apaixonado por Taiga, mas após ser rejeitado por ela acaba transferindo seus sentimentos para a presidente do conselho estudantil que está prestes a ir para a faculdade.
Kitamura é extrovertido, descontraído, inteligente, preza muito suas amizades e tem o péssimo hábito de guardar seus sentimentos para si mesmo (como todo mundo nesse anime por sinal).




Minorin - Ta aí, essa foi a única personagem que eu realmente gostei nessa série. Minorin, apesar de ter o péssimo defeito de nunca demonstrar o que realmente sente, é uma menina muito ativa e super esforçada. Ela tem mais empregos do que um ser humano normal seria capaz de aguentar, é capitã do time de baseball e softball, boa corredora, super animada e alto astral.
O jeito como ela se esforça por si mesmo e pelas pessoas que ama é muito fofo, além de ser dotada de muita coragem (uma coragem que eu admiro, por sinal) para buscar aquilo que deseja, para se testar, ela é muito criativa também.
É apaixonada por Riuuji, mas por causa de Taiga renuncia ao que sente. Sinceramente, em determinado ponto desse anime eu achei que ela ia ficar com o Kitamura kkkk viajei.






Ami -Não há muito que falar sobre ela. É amiga de infância do Kitamura, trabalha como modelo e é meio tsundere também, como a Taiga. A diferença é que a Ami finge uma personalidade que não tem para outras pessoas, a única que bate de frente com ela é a Taiga.
Contudo, apesar disso, Ami é a única com bom senso entre todos eles, ela enxerga a verdade a partir das suas observações e mesmo que tente ajudar como pode, sem se envolver mais do que o devido, só acaba tendo raiva e metendo os pés pelas mãos. Ela se apaixona por Riuuji, mas nunca chega a admitir isso verbalmente (e das vezes que tenta ele não entende ¬¬).








Yasaka - (Acho que é esse mesmo o nome dela), é a mãe de Riuuji. Ela criou o filho sozinha e a gente só entende a história toda no finzinho do anime, então nem vou me estender pra não spoilar.
Ela é uma das personagens que contribuem pra comédia do anime, trabalha a noite toda aparentemente como garçonete e, por isso, dorme durante o dia. Apesar de parecer ser meio cabeça oca, ela é muito responsável como mãe.

Yuri Sensei - é a professora dos meninos. Yuri é a encarnação da mulher japonesa (a maioria pelo menos) que tem casamento e relacionamento como prioridade na vida e, por chegar aos 30 anos solteira, acredita piamente que nunca vai se casar.
Apesar de ser uma boa professora que se preocupa com seus alunos, ela sempre acha que eles estão zombando dela por não ser mais jovem (como assim?) e ser uma solteirona.

E é isso. Acabei atrasando tudo, mas vou pôr em dia ainda essa semana. Já vou começar um doraminha e o livro da vez já tá em leitura! Logo vem mais resenhas e mais aula de mandarim!

Até a próxima!