sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O Teorema Katherine - Jonh Green (Resenha)

Muito bem, eis que volto para vocês com a última leitura de fevereiro, este mês eu li apenas quatro livros - sem contar com Eu Sou o Número Quatro que eu apenas terminei de ler na primeira semana do mês. - isso por culpa da péssima série da Alyson Noël da qual ainda me restam três livros. As coisas na faculdade estão me impedindo de ler como eu gostaria, mas estou me esforçando ao máximo para avançar na minha meta antes que as coisas piorem... Inclusive, estou deixando de escrever para ler o que é ao mesmo tempo que um pouco "triste" muito benéfico. Por exemplo, graças a esse livro eu chamo a minha irmã de kafir toda vez que ela pisa na bola hehe. Bom, agora chega de enrolação e vamos para a resenha. Eu levei exatos seis dias para terminar o teorema Katherine, o livro se mostrou diferente do que eu pensava, mas foi uma surpresa boa. A resenha NÃO TEM SPOILER então pode ler sossegado ok?

O Teorema Katherine

Esse foi meu segundo livro do John Green – dinheiro não dá em árvore não u.u’ – e eu não pude deixar de perceber que ele tem um certo fascínio e, devo admitir, completa desenvoltura, em criar personagens com aversão completa ao anonimato. Assim como Augustus Waters, Colin Singleton tem medo de não ser importante, de não colocar uma marca no mundo e quando se sente fracassado por não ser “reconhecido” por algo ele se afunda completamente em uma depressão interna.
A história acompanha Colin levando um fora da sua décima nona namorada chamada Katherine – e creia em mim um dos motivos de eu ter comprado esse livro antes de A Culpa é das Estrelas foi exatamente pelo fato de o meu nome estar nele! –que tecnicamente é a primeira Katherine eu sei isso é meio confuso, mas você entenderá melhor depois de ler. Enfim, ele fica altamente deprimido, aliás como sempre, e recebe a visita de seu único e melhor amigo Hassan, um iraquiano não terrorista metido a engraçadinho e tão nerd quanto Colin. – tá, talvez um pouco menos. – Colin é um daqueles meninos prodígio que lê aos dois anos de idade e aos nove já sabe a raiz quadrada de pí e fala pelo menos cinco idiomas, no caso do Colin, onze. E ele tem a estranha preferência de se apaixonar e namorar apenas Katherines não sendo essa sua menor esquisitice. Ao ver o amigo deprimido e na tentativa de salvá-lo – e salvar também a si mesmo. – Hassan o carrega em uma viagem de carro em busca de esquecer um pouco da sua vida monótona e momentaneamente sem significado e apenas ver coisas diferentes.
Assim, temos dois nerds na estrada que acabam indo parar no Tennessee, em uma cidade, se é que pode-se chamar assim, conhecida como Gutshot (nome horrível, eu sei.) onde eles conhecem Lindsey e sua mãe Hollis duas adoráveis “caipiras”        que lhes oferece um emprego, moradia e refeições. Em meio aos trabalhos dados pela rica senhora dona de uma fábrica que produz os “cordões de tampão” Colin, Hassan e Lindsey tem que entrevistar e gravar histórias de todos os moradores da cidadela para compor um arquivo histórico no qual os futuros habitantes do lugar poderão conhecer a riqueza “cultural” de sua pequena cidade. Colin também se defronta com o namorado de Lindsey, O Outro Colin, carinhosamente apelidado de OOC por Hassan e a partir desse momento o nerd passa a desenvolver um teorema matemático que dirá quando um casal vai terminar o relacionamento e quem vai terminar com quem, ele aplica suas teorias baseados nas suas 19 Katherines, mas o que esse teorema acaba lhe mostrando, assim como a pequena cidadela e seus habitantes acalorados, é uma viagem emocionante ao centro de suas próprias convicções, verdades e desejos reais. Colin descobre que o passado não pode ser mudado, o futuro é algo desconhecido e que tudo que verdadeiramente importa é o presente e o que tem nele. Muitas vezes, para ser extraordinário basta apenas que você seja você.

O que eu achei do livro: Em primeiro lugar, não foi como eu imaginava. Nem de longe. Em segundo lugar eu não entendi bulhufas dos gráficos, das expressões matemáticas e tals. E, por fim, reforcei minha ideia de que o John Green é um nerd da mais alta patente! Nem mesmo o R. fica nessa categoria tão alta embora eu desconfie que ele é o nerd brasileiro numero um. A minha admiração pelo João Verde ficou maior quando ele postou no twitter em favor da Sthephanie Meyer, ele é um exemplo do que o fandom de HP deveria ser. Ele se redimiu com os fãs da saga de Meyer e com a própria por todas as vezes que ele se deixou ir nas idiotices de gente que não respeita o gosto e o trabalho dos outros. O Teorema Katherine é um livro ótimo, engraçado e romântico no ponto certo de ser altamente interessante. O final foi apenas levemente previsível, pelo menos para mim. Quando cheguei no capítulo dezoito eu meio que já sabia o que vinha depois e acho que essa foi a coisa que me fez marcar o livro como muito bom e não excelente no skoob. De fato, tirando a matemática – que nem mesmo o apêndice conseguiu me fazer entender – eu adorei cada página do livro. Mas eu definitivamente NÃO acredito no John quando ele diz o disparate de que não é bom em matemática ¬¬ isso é o cúmulo da mentira para um cara que escreveu um livro como esse.

Entenda a Letra: Animal I Have Become - Three Days Grace

Eeei pessoas o/

Bom, hoje é sexta feira (não, não é dia de cerveja ¬¬) e como a faculdade me deu férias de uma semana a partir de hoje, eis que eu decidi finalmente trazer a música da semana já que o jogo saiu na segunda. E acredite, só agora tive tempo. Enfim, depois conversamos mais um pouco. Antes de começar, o motivo pelo qual escolhi essa música do Three Days Grace (quando a banda ainda era boa) foi o fato de a letra dela ser muito interessante, não é a minha favorita da banda - para quem se interessar minhas favoritas são pain, Last To Know e Over and Over - mas tem uma letra com a qual me identifico parcialmente e afinal, quem não tem um "animal" indomável dentro de si?

Animal Que Me Tornei

Eu não consigo escapar desse inferno
Tantas vezes eu tentei
Mas eu continuo preso por dentro
Alguém poderia me tirar desse pesadelo?
Eu não consigo me controlar
Aparentemente, desde que eu ouvi essa música pela primeira vez, ela fala sobre conflitos internos.  Para quem não sabe, Adam escreveu as músicas desse cd (One X) quando estava em uma clínica psiquiátrica então em sua grande maioria as letras falam sobre ser rejeitado, sobre coisas que se passam dentro de você, revelam exatamente como ele se sentia lá dentro. O "inferno" ai não é a clínica onde ele estava, mas o inferno que ele carregava dentro da sua mente, que ele não conseguia controlar, é mais que a sensação de estar fisicamente preso, mas mentalmente preso, não conseguir controlar a si mesmo é agonizante.
E daí se você pode ver o lado negro em mim?
Ninguém mudaria esse animal que me tornei
Ajude-me a acreditar que isso não é realmente eu
Alguém me ajude a domar esse animal,
(esse animal, esse animal)
Nessa música, Adam tá meio que pedindo ajuda ele não se importava que as pessoas soubessem que ele tinha problema com Oxicodona não se importava que todos os seus defeitos estivessem a mostra, o que ele realmente queria era se livrar do conflito que pairava na sua mente. É como se ele sentisse que sua pessoa estava dividida em dois, dois Adams que conflitavam dentro de um mesmo corpo ele não conseguia controlar as ações do "outro Adam", como se vivesse em uma sucessão de momentos lucidez/insanidade.
Eu não consigo escapar de mim mesmo
(Eu não consigo escapar de mim mesmo)
Tantas vezes eu menti
(Tantas vezes eu menti)
Mas ainda há raiva por dentro
Alguém me tire desse pesadelo
Não consigo me controlar
A primeira frase dessa estrofe é tipica. Acredite quando eu digo: ninguém consegue! 
A gente pode mentir para si mesmo, mas no fim das contas a verdade sempre vem bater na nossa cara, é muito mais difícil lutar contra fantasmas, principalmente quando eles vivem dentro de você é uma briga que temos que encarar sozinhos e nem sempre se consegue sair vencedores.

[Refrão]

Alguém me ajude a sair desse pesadelo
Eu não consigo me controlar
Alguém me acorde desse pesadelo
Eu não consigo escapar desse inferno
Eu entendo essa parte, já passou por algo tão ruim que tentou se convencer de que era só um sonho ruim? (A Amy Lee escreveu Breathe No More com esse mesmo sentimento) como eu disse, nessa música o Adam só pede ajuda, uma ajuda que demorou um pouco pra chegar... E não apenas para quem sofre com problemas psicológicos ou dependências quando  há um "inferno" dentro de você é mais difícil sair do que parece ou do que pensam. Só quem sabe como é não ter controle sobre si mesmo ou mesmo tentar escapar da própria mente é que realmente entende o que Animal I Have Become fala, é uma guerra inenarrável, uma agonia indescritível.
Esse animal, esse animal, esse animal, esse animal, esse animal, esse animal, esse animal...

E daí se você pode ver o lado negro em mim?
Ninguém mudaria esse animal que me tornei
Ajude-me a acreditar que isso não é realmente eu
Alguém me ajude a domar esse animal que me tornei
Ajude-me a acreditar que isso não é realmente eu
Alguém me ajude a domar esse animal
(Esse animal que me tornei)

Então galera, espero que vocês tenham curtido a música da semana. Fiquem ai com o vídeo oficial :D

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Série Os Imortais: Terra de Sombras - Alyson Noël (Resenha)

Sinopse: Ever e Damen atravessaram diversas vidas e enfrentaram os mais terríveis inimigos com um só objetivo: ficar eternamente juntos. E quando esse sonho está ao alcance das mãos, um poderoso feitiço cai sobre Damen. Agora, para ele, simplesmente tocá-la ou encostar os lábios nos dela significaria a morte, o exílio definitivo em uma terra de sombras. Desesperada por livrá-lo da maldição, Ever mergulha de corpo e alma na magia e encontra uma ajuda inesperada: um surfista chamado Jude. Apesar da profunda lealdade a Damen, é inevitável que ela se sinta atraída por esse garoto estranhamente familiar, de olhos verdes, dons mágicos e passado misterioso. Ever sempre acreditou que Damen fosse seu destino - mas e se o futuro tiver reservado outros planos? Com Jude cada vez mais próximo, pela primeira vez em séculos esse amor é posto a prova.

Eu demorei bem mais do que deveria para ler esse livro, e tenho uma boa explicação para isso. Tenho vontade de pegar a pessoa que me indicou essa série e condená-la a uma eternidade em Shadowland! Eu estou literalmente odiando esses livros! Nunca pensei que isso ia acontecer, mas aconteceu. Para vocês terem noção eu detestei mais eles que Morte Súbita! Então, eis aqui meu comentário sobre ele:
Devo dizer, eu penei para ler esse livro! Sinceramente, essa série conseguiu superar Morte Súbita no quesito detestei! Eu pensava que depois do livro dois não podia ficar pior, mas já vi que pode e fica. Depois de cometer todas as idiotices que poderia cometer em Lua Azul, Ever, não satisfeita com as proezas estúpidas, resolve mexer com magia negra. As coisas entre ela e Damen ficam ainda piores do que já estavam e eu posso notar que todos os livros seguem a mesma ordem de acontecimento não dando espaço nem para que você se surpreenda, Ever é tão imbecil que você consegue prever os passos dela. Como sempre, ela continua fã de tudo que não pode fazer e não deve fazer o que a leva a cometer os mesmos erros imbecis e egoístas de sempre. Nesse livro conhecemos uma parte não revelada de seu passado com Damen, que envolve Jude. E mesmo assim, ela coloca TUDO a perder com seu senso ridículo de estupidez aguda. Ever não dá ouvidos a Damen, nem a ninguém que tenta ajuda-la, e graças a sua série de inconsequências ela agora coloca tudo a ficar ainda mais complicado com Roman. O livro é tão absurdamente decepcionante e chato que você sente até prazer em toda desgraça pela qual ela está passando. Não querendo desmerecer o trabalho dela que por sinal é muito bem feito, mas a Alysson Noël conseguiu criar os personagens mais irritantes de toda história literária que eu já vi até hoje! Por essa razão, eu estou abandonando a série por hora, vou ler outras coisas e deixar os demais três livros que faltam por último, pois não tenho a mínima paciência para continuar lendo no momento.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Entenda a Letra: I Want My Tears Back - Nightwish

Oi pessoas, eu realmente andei meio sumidinha essa semana, sabem como é a volta as aulas né? Bom, essa semana falaremos de saudade. Essa música do Imaginaerum é uma das letras que mais curti no album, só perde realmente para Song Of Myself que eu ainda preciso "estudar" melhor antes de trazer. Eu normalmente faço a análise da música por partes, eu vou aumentar um pouco essas partes e reunir mais de uma estrofe pra falar de uma vez, otimizando o meu curto tempo ta bom?

Eu Quero Minhas Lágrimas de Volta

Eu quero minhas lágrimas de volta!

As copas das árvores, as chaminés,
As histórias para dormir, um inverno cinzento
Flores silvestres, os prados
do paraíso, vento no trigo

A ferrovia cruzando as águas,
O cheiro do amor de um avô
Igarapés azuis, dezembros,
A lua através de asas de uma libélula
Como dito, a música fala de saudade, essas coisas citadas nas duas estrofes são nostalgias das memórias do eu lírico que deseja retornar a um ponto da sua vida onde essas coisas aparentemente tão simples, tão suaves faziam o seu mundo melhor, faziam seu ser melhor. Com o tempo você aprende que certas coisas não voltam e, por mais que voltem, nunca mais são as mesmas.
Onde está a maravilha? Onde está o temor?
Onde está a querida Alice batendo na porta?
Onde está o alçapão que me leva lá?
Onde é que a realidade é desmantelada pela lebre louca do pântano?

Onde está a maravilha? Onde está o temor?
Onde estão as noites sem sono que eu costumava viver em sentido?
Antes dos anos me levarem
Eu gostaria de ver o que está perdido em mim

Eu quero as minhas lágrimas de volta!
Eu quero as minhas lágrimas de volta agora!
Um ponto importante ai é a Alice, ela representa, assim como a porta, o "wonderland"  que nós éramos capazes de criar quando éramos crianças, esse mesmo país de maravilhas que acessamos de tantas formas quando podiamos e queríamos e que se perde para sempre com a nossa inocência. Quando a gente é pequeno tem a habilidade e a capacidade de tornar e de ver tudo melhor, e isso é perdido uma vez que a inocência nos deixa. Nos dois últimos versos da segunda estrofe dessa parte nós vemos "Antes dos anos me levarem eu gostaria de ver o que está perdido em mim", é um desejo de querer encontrar novamente a criança que foi arrancada de dentro de você, a chance de ter de volta aquela inocencia doce. Querer as lágrimas de volta é desejar ter tudo aquilo que era bom, tudo aquilo que se vai quando a inocência e a esperança te abandonam e o tempo te consome com a realidade.
Um balé em um bosque, ainda rejuvelhecendo sozinho
A boneca de pano, um melhor amigo, a voz de Mary Costa

Onde está a maravilha? Onde está o temor?
Onde está querida Alice batendo na porta?
Onde está o alçapão que me leva lá?
Onde é que a realidade é desmantelada pela lebre louca do pântano?

Onde está a maravilha? Onde está o temor?
Onde estão as noites sem sono que eu costumava viver em sentido?
Antes dos anos me levarem
Eu gostaria de ver o que está perdido em mim

Eu quero as minhas lágrimas de volta!
Eu quero as minhas lágrimas de volta agora!
Esse "balé em um bosque" me lembrou o lago dos cisnes (sim, eu assisti, me julgue U_U') ainda são lembranças que parecem tão longe e tão vivas. Só para constar, a "Mary Costa" foi uma cantora americana que dublou a voz da Aurora na animação da Disney A Bela Adormecida, só pra quem não sabia ;) No geral, a música fala de saudade, como eu disse antes, fala sobre sentimentos e coisas perdidas, sobre vontade de voltar a ser o que éramos antes. Eu escolhi essa música porque também me sinto assim, me sinto assim todo dia.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Série Os Imortais: Lua Azul - Alyson Noël (Resenha)

Sinopse: Justamente quando Ever está aprendendo tudo que ela pode sobre suas novas habilidades
como uma imortal, iniciada no obscuro mundo e seduzida por seu amado Damen, alguma
coisa terrível está acontecendo com ele. Assim como os poderes de Ever começam a
aumentar, os de Damen estão desaparecendo, atingido por uma misteriosa doença que
ameaça a sua memória, sua identidade, sua vida.
Desesperada para salvá-lo, Ever viaja para a mística dimensão de Summerland, descobrindo
não só os segredos do passado de Damen – a brutal, torturante história que ele mantém escondida – mas também um antigo texto revelando o funcionamento do tempo. Com a
aproximação da Lua Azul anunciando sua única janela para a viajem, Ever é forçada a decidir entre voltar o relógio e salvar sua família de um acidente que custou suas vidas ou permanecer no presente e salvar Damen, que se torna cada dia mais fraco...

Me pergunto porque as autoras gostam tanto de criar personagens visivelmente estúpidas! U_U' acho que, porque nós que estamos lendo sabemos que como as coisas são e quem as pessoas são ficamos furiosos quando os personagens fazem o oposto do que tem que fazer, como acontece com quem assiste novela. Comecei a ler Lua Azul no sábado e terminei no domingo à noite, mas confesso que a história não está me agradando de um todo. Fiquei um pouco animada quando conheci Damen no primeiro livro, mas ao que parece a trama promete ser um pouco massante e quase típica de toda novela: Casal apaixonado, separado por circunstâncias e pessoas, que só fica junto no final depois do clímax. Isso é muito deprimente. Vou começar o terceiro livro amanhã, já aproveitando que vou odiar eternamente as primeiras aulas. E vou tentar ler o mais rápido que puder. Enfim, eis aqui a minha resenha e as minhas impressões do livro pra vocês.


Na sequência de Para Sempre acompanhamos a caminhada de Ever no caminho da imortalidade, ela e Damen praticam seus novos “poderes” e acompanham sua evolução enquanto imortal. Mas as coisas estão ficando estranhas aos poucos, Damen parece mais fraco, tem dificuldades em fazer coisas que antes eram simples, e o pior de tudo: Está tendo lapsos de memória, esquecendo de Ever. A garota está convencida de que Roman, o novo garoto da escola, tem algo a ver com isso, mas não consegue reunir provas disso. Desesperada para entender a situação, Ever vê sua vida virar de cabeça para baixo enquanto Damen parece estar se tornando humano, está visivelmente flertando com sua arqui-inimiga e não lembra de quem ela é e de tudo que viveram. Desnorteada, Ever vai ao encontro de Ava na tentativa de que a vidente lhe ajude, levando-a para Summerland e indo em busca de respostas sobre o passado de Damen e algo que possa reverter a situação antes que ele morra. Mas Ever coloca tudo a perder quando permite que seu ciúme a cegue, assim, tudo que lhe resta é fazer um ritual na lua azul e escolher entre salvar Damen e a história que eles tem ou reverter o passado e ter sua antiga vida de volta, decidida a ter sua família de volta ela descobre que certas coisas não podem ser revertidas e que confiança é uma coisa que não se distribui.

A história tem aspectos muito parecidos com a série Fallen da Lauren Kate e com a série Hush Hush da Becca Fitzpatrick, embora não se trate de anjos. O fato das reencarnações é algo que me remeteu imediatamente à história de Kate, mas não como um plágio porque não tem nada a ver, e ambas as séries foram lançadas no mesmo ano, 2009. O clima de tensão e até mesmo suspense em determinados pontos lembra a trama de Fitzpatrick, mas se há algo que todas essas sagas tem em comum é o fato de terem como protagonistas garotas adolescentes completamente idiotas. Que fazem exatamente tudo que não deveriam fazer depois que lhes é dito para não fazerem. Assim como Nora e Luce, Ever é tão estúpida as vezes, que você fica furioso! Enquanto eu lia Lua Azul eu não podia deixar de traçar uma linha comparativa com a maneira como as sagas se desenvolvem, é muito semelhante em todas elas, e novamente reforço que isso não tem nada a ver com plágio. No primeiro livro ocorre a apresentação dos personagens e o início dos primeiros conflitos, normalmente acaba “tudo bem”, no segundo livro algo acontece para que toda a história se perca, ou em outras palavras dê merda – com o perdão da palavra. – e estou percebendo que a trama de Noël não foge à regra. Embora sejam surpreendentes 06 livros! Quero muito imaginar que vai ter algo novo, mas pela leitura de Lua Azul eu tenho minhas sérias dúvidas. Não que o livro seja ruim, não é, mas quem já leu as outras sagas começa a achar as coisas meio previsíveis e fica irritado com as idiotices de Ever, quando ela sempre faz o oposto do que devia, e por mais que você tente olhar o ponto de vista dela, eu pelo menos não consigo compreender. Enfim, ainda é o segundo  livro e a história de Damen e Ever é muito bonita e, a maneira como ambos se amam também, esse é o trunfo de Noël para tornar a saga tão saborosa.

Bom, por enquanto é isso. Assim que eu concluir a leitura de Terra das Sombras, que é o próximo, eu volto com outra resenha. Até lá, beijos blogfriends!

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Entenda a Letra: Wanted You More - Lady Antebellum


Lady Antebellum é um dos vícios da minha irmã Karynny. Raramente isso acontece, mas algumas vezes ela consegue me tornar uma viciada por associação e foi o que aconteceu com essa música e algumas outras da banda de country pop. Essa música é não apenas linda, mas completamente viciante e grudenta! Por essa razão, ela é (ou deveria ter sido) a música da semana o/

Queria Mais de Você

Eu fiquei esperando um motivo
Em uma ligação que nunca chegou
Não, eu nunca vi isso acontecendo
Algo em que você deve ter mudado

Todas as palavras não ditas
Promessas quebradas
Eu chorei por tanto tempo
Perdi tempo demais
Deveria ter visto os sinais
Agora eu sei o que deu errado

Eu acho que eu queria mais de você
E olhando para trás agora, eu tenho certeza
Eu queria mais de você
Eu acho que eu queria mais de você

Todas as noites que passamos só conversando
Sobre as coisas que queríamos na vida
Fazendo planos e sonhos juntos
Queria ter visto, eu estava tão cego

Meu coração estava aberto
Exposto e esperando por você
Para você colocá-lo na linha
No final pareceu
Que não havia lugar para mim
Mesmo assim, tentei te fazer mudar de ideia

Eu acho que eu queria mais de você
E olhando para trás agora, eu tenho certeza
Eu queria mais de você
Eu acho que eu queria mais de você

Ohhh, eu não preciso de você
Eu não preciso mais de você

Eu acho que eu queria mais de você
E olhando para trás agora, eu tenho certeza
Eu queria mais de você
Eu acho que eu queria mais de você

Eu não preciso de você
Eu não preciso mais de você

Está claro como água que essa música fala de uma relação que desgastou com o tempo. Infelizmente para apenas uma das partes, o eu lírico da música tenta superar o fim do relacionamento, a música gira em torno do passado ao presente mostrando a relação com os primeiro sinais de fracasso. Mas não é a famosa "música da dor de cotovelo", na ponte "Eu não preciso mais de você" é refletido nitidamente a superação do eu lírico com relação ao seu parceiro, e um dos principais problemas dessa relação é descrita no belíssimo refrão da música, o que ocorre na maior parte dos casos com todos os tipos de relação e não apenas a amorosa, o "querer mais", nós sempre colocamos expectativas demais nas pessoas, a gente sempre "espera mais", "quer mais" e isso acaba nos magoando, porque as pessoas são falhas, nós somos falhos. Wanted You More é uma música maravilhosa, fala sobre não criar expectativas demais com a pessoa que amamos - ou achamos amar - fala que nenhuma relação é perfeita e principalmente que nós somos capazes de nos desprender de uma pessoa, de dar a volta por cima.

Série Os Imortais: Para Sempre - Alyson Noël (Resenha)

Sinopse: Ever, de 17 anos, sobreviveu a um acidente de carro que matou seus pais, sua irmã mais nova e seu cachorro. Agora ela vive com sua tia na Carolina do Sul, atormentada não só pela culpa de ter sobrevivido, mas também por uma nova habilidade de ouvir os pensamentos de todos ao seu redor. Ela tenta diminuir essas distrações ao colocar seu capuz e deixar seu iPod bem alto, até Damen, o bonitinho garoto novo da escola, a convencer de que precisa sair de sua zona de conforto. Damen, contudo, é assustadoramente esperto – e tem a estranha habilidade de produzir tulipas do nada e desaparecer em momentos críticos.

Eu demorei mais do que deveria para ler esse livro, novamente envolta naquela maldita mania de escrever mais do que lê, mas decididamente ontem eu finquei um pé e declarei guerra! Ou eu terminava ou eu terminava. E enfim terminei às onze da noite. Cara, o livro é tipo MUITO bom, quem leu a saga Hush Hush vai se familiarizar com o gênero de narração, até mesmo de certa forma com a montagem do enredo, fazendo sempre você desconfiar das pessoas erradas e das coisas erradas.

O enredo gira em torno de Ever, uma garota de 17 anos que tinha a vida inteira pela frente, era popular, tinha o “namorado perfeito”, era absolutamente linda, até morrer. Ever tem certeza de que morreu, lembra do seu corpo, lembra-se de ver os espíritos da sua família caminhando em direção da luz e, sobretudo, lembra-se dos lindos olhos que lhe trouxeram de volta à vida. Ela se culpa pela morte da sua família, não consegue aceitar que ela esta ali e eles não, imagina que ela causara o acidente de carro que ceifara friamente a vida dos pais, da irmã mais nova e do cachorro. Agora, Ever se vê na mansão da tia, cercada por todos os luxos que uma adolescente pode querer, mas completamente vazia, esconde-se por meio de seu moletom e das calças largas, priva o mundo completamente da sua beleza e da sua vivacidade oferecendo-lhe apenas morbidez e tristeza. A agonia de respirar involuntariamente todos os dias, mas há algo que Ever também esconde de todos: Muito mais que o fato de ter sobrevivido ao acidente, mas o fato de ver as auras das pessoas e de ouvir seus pensamentos, além de ver sua irmã morta. Lutando bravamente para conter o ritmo frenético de pensamentos que lhe invadem, ela usa a música para isso, até que Damen aparece na sua vida. Ele é o tipo perfeito de garoto – esqueça qualquer Peeta Melark, Edward Cullen ou Patch Cipriano que você já conheceu – com exceção merecida apenas do perfeito Augustus Waters u.u’ e quando Damen está perto a mente de Ever simplesmente “volta ao normal”, ele consegue acalmar seus pensamentos de todo o turbilhão de pensamentos, mas embaralha completamente seus sentimentos, Ever se sente completamente envolvida e atraída por ele, mas Damen parece estar envolvido em tudo que dá errado em sua vida, mesmo demonstrando nítido interesse nela, ele está nitidamente envolvido com a perfeita Drina e o que Ever mais quer é que tudo na sua vida volte à estaca zero, onde ela era a garota esquisita que todos odiavam, com exceção de Miles e Haven, mas Damen traz consigo a certeza de que sua vida nunca mais será a mesma.


A narrativa é em primeira pessoa, o livro é impecavelmente bem escrito, a leitura prende completamente a sua atenção, o clima de suspense é quase constante, mas como eu disse antes, se você leu sussurro e foi um bom observador consegue matar a maior parte das “charadas” antes de chegar ao final do livro. Estou muito curiosa quanto a sequencia, e vou começar a ler imediatamente, tentando dessa vez levar menos tempo! Somos divididos entre a relação de Ever com a irmã morta, com Miles e Haven - seu amigo gay e sua amiga neurótica. - Com Damen, o misterioso, com Sabine, sua tia e por fim com Ava, com quem ela tem um contato bem frágil nesse primeiro livro. Com o passar dos capítulos nós vamos tendo noção de como a vida de Ever foi e de como é, compreendemos melhor a personalidade dela. Todos os personagens são muito bem construidos, a narrativa e o enredo são impecáveis e o livro é bem equilibrado. Damen - que é muito óbvio foi meu personagem favorito - não é nada do que parece ser, é romântico e doce no ponto certo *U* ou, traduzindo: apaixonante. 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Entenda a Letra: Imaginary - Evanescence

O entenda a letra de hoje volta com o Evanescence, e há um motivo para aparecer tanto essa banda por aqui, o fato inegável de que Evanescence me define. As letras de Amy Lee são verdadeiras traduções dos meus sentimentos e pensamentos, por essa razão eu tenha a afinidade tão grande com ela desde ouvir Lithium, que foi a música com que conheci a Banda.
Imaginary é a minha música favorita, pelo simples fato de ser uma descrição aberta do meu "eu interior", por isso esse entenda a letra será um pouco - se não muito - pessoal.



Imaginária 
Oh, flores de papel
Entre os muitos significados que essa frase pode ter, no que tange à mim, flores de papel refletem os livros que leio e que escrevo, são as flores formadas por palavras nas quais me escondo, o único refúgio seguro que tenho.
Eu permaneço no vão da porta
Do despertador gritando
Monstros chamando meu nome
Deixe-me ficar
Onde o vento irá sussurrar pra mim
Onde as gotas de chuva
Enquanto caem, contam uma estória
Imaginária é uma letra altamente interpretativa, funciona de um jeito para cada pessoa. É uma pessoa que cria um mundo e tenta desesperadamente fugir da realidade. Nos dois primeiros versos a gente vê ela no vão da porta sendo acordada pelo despertador, a porta representa a transição entre sonho e realidade e o despertador as coisas que a puxam de volta para a realidade, tentando aprisioná-la no vazio e frio mundo. Ela clama para ficar, e descreve as belezas do mundo de sua mente, ela quer permanecer no seu mundo seguro, onde tudo tem vida e cor, onde ela pode sorrir e chorar sem ser julgada por isso. O lugar criado para nunca envelhecer, para ser sempre criança;
No meu campo de flores de papel
E doces nuvens de canções de ninar
Eu repouso dentro de mim mesma por horas
E assisto meu céu roxo voar sobre mim.
Essa é uma descrição plausível do mundo citado na estrofe anterior. É um refúgio criado dentro de nossa mente, ou mesmo encontrado e alimentado nos livros. Um lugar onde temos o controle de tudo. Mas nessa estrofe vale ressaltar o 'céu roxo', fazendo umas pesquisas encontrei o significado da cor roxa e o motivo pelo qual essa fora a cor escolhida na letra: roxo deriva do Latim russeus, “vermelho-escuro” e transmite a sensação de prosperidade, nobreza e respeito. Roxo equivale a um pensamento reflexivo e místico. O profundo mistério que a cor evoca pode promover sensações de tristeza e melancolia. Assim como o preto, o roxo remete a nobreza e poder. Roxo simboliza respeito, dignidade, devoção, piedade, sinceridade, espiritualidade, purificação e transformação, representa o mistério, expressa sensação de individualidade e de personalidade, associada à intuição e ao contato com o todo espiritual. Bem, acho que isso já explica bastante coisa não é mesmo? 
Não diga que sou inalcansável
Neste galopante caos, a sua realidade
Eu sei bem o que existe
Além do meu refúgio adormecido
O pesadelo que eu construí
Meu próprio mundo para escapar
Essa estrofe reforça o pensamento dito nas anteriores, aqui é o típico diálogo que normalmente pessoas como eu (tidas problemáticas) tem com as pessoas que se consideram "normais" e com os especialistas que acham que nos entendem. Nós não somos inalcançáveis, nós temos consciência do mundo à nossa volta, o mundo além do que nós mesmos criamos, a diferença é a escolha de viver longe de um mundo frio, falso, cruel, difícil e sem cor. Nós criamos esses refúgios dentro de nós, porque somos incapazes de lidar com a realidade, e é ai que entra o penúltimo verso 'o pesadelo que eu construí', a realidade do mundo de soma das nossas consequências que resulta no mundo individual tido como um pesadelo que voluntariamente criamos e torna-se um pesadelo pelo fato de não conseguirmos mais nos desprender dele. É, como na letra, 'Meu próprio mundo para escapar.'

[Refrão]

Engolida pelo som do meu grito
Sem conseguir parar pelo medo de noites silenciosas
Oh, como eu anseio pelos sonhos do sono profundo
A deusa da luz imaginária
É algo que eu costumo escrever e citar sempre, não existe pesadelo pior do que você ser sufocada pelos seus próprios gritos silenciosos, aqueles que vivem apenas dentro de você. Nessa estrofe o eu lírico da música manifesta um desejo que pode ser interpretado de muitas maneiras por causa das palavras sono profundo noventa por cento das pessoas acha que ela deseja a morte. Pode ser, mas há um outro lado de ver, o sonho do sono profundo é o imergir no seu mundo imaginário, o próprio eu lírico é a deusa da luz imaginária a dona e comandante daquele universo fantástico no qual ela quer viver para sempre. O ' medo das noites silenciosas' é o momento em que vivemos no mundo real, no fundo é exatamente o que acontece, temos medo da realidade.

[Refrão]

Oh, flores de papel
Oh, flores de papel

E é isso gente, espero que vocês tenham curtido o Entenda a Letra dessa semana. Foi muito bom e muito especial para mim fazer também. Super beijo e até a próxima!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Eu sou o Número Quatro: Pittacus Lore - Resenha

Sinopse:
"Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes que vocês apenas sonham ter. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes e nos quadrinhos — mas somos reais. Nosso plano era crescer, treinar, ser mais poderosos e nos tornar apenas um, e então combatê-los. Mas eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, todos nós estamos fugindo. O Número Um foi capturado na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Eu sou o Número Quatro. Eu sou o próximo."

E assim começa a narrativa alucinante do primeiro livro dos Legados de Lorien. Eu havia visto o filme desse livro ainda em 2011 quando fora lançado, o livro mesmo eu vim conseguir no ano seguinte por intermédio de uma troca da minha irmã. Minha best já havia lido ele quando eu ainda estudava com ela no normal médio, mas eu nunca dei muita bola para o livro não ele ficou aguardando ser lido até que finalmente o pus na minha meta deste ano e, como previ, acabei de ler ainda esse mês, o que faz dele minha oitava leitura de Janeiro, ma como eu não imaginava lê-lo tão depressa, o que realmente demorou bem mais do que esperado, ele não entrou no vídeo de leituras do mês de Janeiro, mas colocarei nas leituras do mês que vem. Eis então minha resenha para EU SOU O NÚMERO QUATRO:
Acompanhamos o desenvolvimento do número quatro, que após um incidente ao sentir a morte do número três, se vê obrigado a mudar-se às pressas com seu protetor para outra cidade. Atribuindo-se o nome de John Smith, ele chega à Paradise em Ohio e a partir desse momento sua vida muda para sempre.
Jonh é apenas um garoto cansado das mudanças constantes e da luta por uma sobrevivência que ele não consegue compreender completamente, quando chega à Paradise ele imagina que irá encontrar em breve mais um motivo para sair às pressas na eterna fuga contra os mogadorianos, mas então Sarah Hart entra em sua vida assim como Sam e tudo finalmente muda. John tem agora um amigo e uma namorada e não está disposto a abrir mão disso por nada. Em meio aos típicos obstáculos do colegial, o ex- namorado de Sarah, Mark James e a luta para manter sua identidade em segredo, nós acompanhamos o desenvolvimento de John, os treinamentos para desenvolver seus legados, que são poderes que ele trouxe de seu planeta, Lorien, e vemos aos poucos o menino tornar-se homem.

Quando os mogadorianos finalmente encontram sua localização, Henri, Sarah, Sam e os demais moradores da cidade estão em perigo, inclusive o próprio Jonh a quem os monstros procuram. Agora, ele precisará colocar em prática tudo que treinou durante o desenvolvimento de seus legados ainda em formação, e mais do que superar a si mesmo, John precisará enfrentar a perda e a renúncia para salvar a todos que ama. A narração do livro é muito bem trabalhada, capaz de prender você do início ao fim deixando sempre as suspeitas e a tensão todo o tempo.

Adaptação Cinematográfica:

Em 2011 foi lançada a adaptação cinematográfica de Eu Sou o Número Quatro com Alex Pettyfer (Beastly), Dianna Agron (Glee) e Teresa Palmer (Meu Namorado é um Zumbi). O filme no geral segue a linha do livro, NO GERAL, mas depois de ler o livro e rever o filme eu até meio que entendi o motivo de a adaptação ter TANTA coisa diferente do livro. Eu julgo como sendo uma boa adaptação, o filme foi muito bem feito, os efeitos são muito legais e eu gostei muito desde o primeiro dia que vi. Algumas coisas que acontecem no livro seriam realmente inviáveis de adaptar no filme até mesmo por questões de segurança e tals, mas outras coisas como o fato de Jonh saber dos seus poderes, o fato de ele e Henri conseguir abrir a arca juntos, até mesmo as lembranças de Jonh sobre Lorien podiam mesmo ter sido colocadas no filme e, uma das cenas mais legais do livro, o sistema solar de Henri, eu queria muito que tivessem colocado no filme. A batalha no final do filme na minha opinião ficou melhor que no livro, embora bem mais resumida eu gostei do Jonh seguro dos seus poderes e todo poderoso lá, além do que ficou bem menos violenta do que no livro.
Minha nota para o filme é 9,0
Minha nota para o filme em relação ao livro como adaptação é 7,0

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Entenda a Letra: My Heart Is Broken - Evanescence

Meu Coração Está Partido

Vagarei até o fim dos tempos
Arrancada de você


Eu me afastei para enfrentar a dor
Fecho meus olhos e me afasto
Do medo que nunca encontrarei uma maneira de curar minha alma
E eu vagarei até o fim dos tempos
Arrancada de você


Meu coração está partido
Durma docemente meu anjo negro
Livra-nos do abraço da tristeza (sobre meu coração)


Não posso continuar vivendo dessa maneira
Mas não posso voltar pelo caminho que vim
Acorrentada a este medo que nunca encontrarei uma maneira de curar minha alma
E eu vagarei até o fim dos tempos
Meio viva sem você


Meu coração está partido
Durma docemente meu anjo negro
Livra-nos


Mude
Abra seus olhos para a luz
Eu neguei por tanto tempo, oh tanto tempo
Dizer adeus
Adeus


Meu coração está partido
Me liberte, eu não posso suportar
Livra-nos
Meu coração está partido
Durma docemente, meu anjo negro
Livra-nos
Meu coração está partido
Durma docemente, meu anjo negro
Livra-nos do abraço da tristeza

Assim como eu fiz com a outra, vamos dar uma pincelada geral na letra:
My Heart is Broken fala sobre medo e perda principalmente. Ela claramente perdeu a pessoa que amava, não se sabe ao certo como, mas a letra dá indícios de morte explícita na parte /Durma docemente meu anjo negro/ e após essa perda ela se sente perdida, sem rumo, não sabe o que fazer e sobretudo tem medo de seguir em frente, medo de se desprender daquilo que ela não quer esquecer. Assim, ela acaba afastando as pessoas à sua volta, tranca-se dentro de si numa tentativa frustrada de conter a dor dentro dela e conter o medo de ter que viver sozinha, implorando por uma libertação que ela não enxerga estar dentro de si. Não é uma sensação nada boa, sentir seu coração partido tentando sobreviver dentro de você, tentar lutar contra um medo invisível que controla cada parte do seu corpo, como se você só tivesse "meia vida", como disseram uma vez: A pior das mortes é quando algo morre dentro de você enquanto você ainda está vivo.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Branca dos Mortos e os 7 Zumbis - Fábio Yabu (Resenha)

Sinopse:
Branca dos Mortos e os sete zumbis, clássico underground do escritor e roteirista Fábio Yabu é reeditado pela Globo Livros e ganha um conto inédito “Você acredita em contos de fadas?” Pergunta Eduardo Spohr no prefácio. E continua, “Alguma coisa me diz que até o final deste livro você passará a acreditar”. Para que o feitiço Yabu dê certo, é necessário que esqueça tudo o que você sabe sobre contos de fadas. Branca de Neve não é apenas uma jovem ingênua, mas também uma implacável caçadora de zumbis. Cinderela guarda um terrível segredo, que selará seu destino para sempre. Rapunzel está longe de ser uma reles menina isolada numa torre. E a morte da Pequena Vendedora de Fósforos revela uma tradição macabra de morte e psicopatia que vai muito além de uma inocente história infantil. Em Branca dos Mortos e os sete zumbis, Fábio Yabu resgata a tradição clássica dos contos de fadas dos irmãos Grimm e de Hans Christian Andersen, onde as histórias, mais que um simples entretenimento, servem como lições para moldar o caráter das crianças, na maior parte das vezes por meio do medo. Aqui, não há meias-palavras nem eufemismos. O mundo encantado de Yabu é atormentado, sombrio e com altas doses de tensão sexual. Os contos seguem o mote de sucessos da televisão atual, como as séries Grimm e Once Upon a Time. Protagonizadas por personagens dos contos de fadas, revelam facetas nunca antes imaginadas de suas personalidades. Além disso, os doze contos que compõem Branca dos Mortos e os sete zumbis formam uma narrativa não-linear que culmina num desfecho aterrorizante. A obra ainda conta com as ilustrações de Michel Borges, que acompanha o autor desde seus primeiros projetos. As ilustrações de Michel homenageiam os desenhos clássicos dos contos de fadas, com toques sombrios, e complementam a atmosfera sinistra e misteriosa criada por Yabu. Branca dos Mortos e os sete zumbis foi lançado pela primeira vez sob o pseudônimo Abu Fobiya numa edição limitada com venda apenas pela Internet pelo selo NerdBooks, responsável pelo lançamento de autores como Eduardo Spohr e seu best-seller A batalha do apocalipse, e logo se tornou uma obra cult entre os fãs de literatura de terror. Agora, a Globo Livros revela os sortilégios contidos nesta coletânea para o grande público e o brinda com um conto inédito. Um livro para ler com as luzes acesas. Bons sonhos. 

Conheci o livro através do R., quando a gente ainda se falava, minha irmã ficou muito louca por ele, mas a gente não conseguiu comprar porque ele estava esgotado em todo lugar. Por fim, esse ano a gente encontrou um saraiva e comprou. Ele chegou na segunda semana de Janeiro. Então adicionei na minha meta e já li e eis aqui minhas poucas impressões dele, poucas porque ele é bem curto.

Os contos de fadas vistos de um ótica sombria, é basicamente do que se trata o livro. Alguns contos, como Samarapunzel mistura o filme o chamado com a história de Rapunzel. O livro traz histórias que, hora se fundem, ou são referidas em contos posteriores. Não é o livrinho de contos para colocar crianças para dormir, há insinuações eróticas em alguns contos, violência, descrições de tortura e seres mutilados. Senti durante a leitura algumas questões sociais, fortes questões religiosas e filosóficas implícitas das histórias. No geral o livro é muito bom para os apreciadores do gênero dark, principalmente para garotos que costumam não curtir a versão açucarada dos contos de fada e, normalmente, recorrem aos contos originais onde a realidade não é tão mágica. Nesse livro elas são colocadas sob um ponto de vista sombrio e, como diz na capa, literalmente macabro.

Confesso que não foi bem o que eu pensei que seria, acho que criei expectativas demasiadas com relação ao livro, talvez até pelo fato de, na época que eu descobri, eu desse muito peso a opinião do R. Mas como isso já acabou realmente não foi o que eu esperava, embora eu diga, o livro é mesmo muito bom viu? Você mergulha na história. A narrativa é fluente e, tirando um pouco de alguns diálogos que eu considerei um pouco fora de contexto com o tempo verbal da narração como um todo, as histórias são divinamente escritas e algumas mais envolventes que outras. Vale a pena ler. Eu comecei hoje e terminei hoje mesmo.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A Culpa é das Estrelas - John Green (Resenha)

Sinopse:
Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Eu terminei de ler o livro hoje, tecnicamente levei três dias, comecei a ler dia 18, não li no dia 19 e terminei dia 21. Confesso que tive um ataque de choro gigante quando cheguei no capítulo 23 e aqui está a minha resenha para vocês:


Fora a sensação de não conseguir parar de chorar e quase ter sido incapaz de terminar de ler o livro, ainda estou tentando encontrar palavras que definam A culpa é das Estrelas, inutilmente. Elas não existem. Posso dizer que, literalmente, a culpa não é das estrelas, é do John Green. Esse não é um “livro sobre câncer” ou um “livro sobre alguém com câncer” embora a doença seja uma constante durante todo o percurso, esse é um livro sobre viver. Poucas vezes na nossa vida vamos nos deparar com uma história de amor tão real e tão sincera. São pessoas comuns, com sentimentos comuns que se tornam únicos, submersas em uma vertente de correntes filosóficas tentando encontrar o próprio sentido de existir e continuar existindo. A última vez que me lembro de ter chorado dessa forma com um livro, foi quando concluí O Pianista e me senti enojada da minha espécie. Quando você abrir A Culpa é das Estrelas esteja certo de encontrar e se envolver com o amor na sua forma mais real e intensa. De uma maneira que as pessoas de hoje em dia não compreendem mais, de uma maneira que as pessoas “reais” não conseguem mais sentir, de uma maneira que somos quase incapazes de demonstrar no mundo no qual eu sou obrigada a viver. Uma vez, uma amiga me disse que “ter pena de alguém é a pior coisa do mundo”, eu concordo com ela de uma maneira mais concreta a partir de agora, tenho um primo doente, com leucemia, e mesmo que seja um primo distante eu entendo melhor a sensação que ele deve passar quando pessoas se compadecem dele de maneira tão... “condescendente” como a Hazel diz, é algo desnecessário uma vez que tudo que ele quer é viver. O Augustus queria viver, a Hazel quer viver. No fim das contas todo mundo quer viver e estar doente não faz ninguém diferente de ninguém, são pessoas vítimas de um universo igual ao nosso, mas de uma maneira mais física. 
Confesso que eu não sou a fã numero um do “amor na realidade”, ou como costumo dizer, no amor fora dos livros... Mas gosto de acreditar que, se ele existir de verdade, que seja como o de Augustus e Hazel. No fim do livro o Augustus diz uma das frases mais reais que eu já ouvi: “Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo.” essa é uma verdade irrefutável, a maneira como lidamos com a dor é o que nos torna diferentes das outras pessoas e, como alguém me disse uma vez, as pessoas não tem o poder de nos machucar, nós escolhemos sofrer. O que posso dizer do livro é que, o final de Augustus Waters foi a maior hamartia que a história da literatura já viu.

Sobre o livro, é narrado por Hazel uma garota com câncer no pulmão que sobrevive graças a uma cânula ligada a um cilindro de oxigênio e a uma descoberta da ciência, o filanxifor (criado pelo John Green) que estacionou seus tumores. Em uma de suas sessões de terapia de grupo ela conhece Augustus Waters, amigo de seu colega de terapia Isaac, e os dois engatam em uma amizade divertida, emocionante e que gradativamente, se transforma em um amor sincero e lindo. Com todas as limitações que as doenças de ambos impõem, eles tem uma vida normal e se amam da forma mais completa e linda já expressa em um livro. Hazel é uma garota ultra inteligente, apaixonada por leitura e que espera a morte como alguém que espera a sexta feira ou o feriado da semana que vem, sem exageros e com o medo comum de quem sente a morte rondando, mas ao lado de Gus a morte parece uma inimiga distante, desconhecida. Augustus é engraçado, otimista e cheio de sonhos e ideais, impossível completamente ao leitor não se apaixonar por ele. ACEDE, como chamam os fãs, é engraçado, otimista, filosófico e muito, MUITO comovente. O tipo de livro que é impossível tirar da cabeça e do coração.

Adaptação Cinematográfica:
Com estréia prevista para 06 de Junho nos Estados Unidos, conta com Shailene Woodley (Divergente) e Ansel Elgort (Carrie 2013). Quando eu tiver a oportunidade de ver farei como fiz com A menina que rooubava livros, volto para dizer o que achei. O.K.?

Beijos pessoal! Até a próxima.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Água Para Elefantes - Sara Gruen (Resenha)

Sinopse:
Desde que perdeu sua esposa, Jacob Jankowski vive numa casa de repouso, cercado por senhoras simpáticas, enfermeiras solícitas e fantasmas do passado. Por 70 anos Jacob guardou um segredo. Ele nunca falou a ninguém sobre os anos de sua juventude em que trabalhou no circo. Até agora.

Aos 23 anos, Jacob era um estudante de veterinária. Mas sua sorte muda quando seus pais morrem num acidente de carro. Órfão, sem dinheiro e sem ter para onde ir, ele deixa a faculdade antes de prestar os exames finais e acaba pulando em um trem em movimento - o Esquadrão Voador do circo Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra.

Admitido para cuidar dos animais, Jacob sofrerá nas mãos do Tio Al, o empresário tirano do circo, e de August, o ora encantador, ora intratável chefe do setor dos animais.

É também sob as lonas dos Irmãos Benzini que Jacob vai se apaixonar duas vezes: primeiro por Marlena, a bela estrela do número dos cavalos e esposa de August, e depois por Rosie, a elefanta aparentemente estúpida que deveria ser a salvação do circo.

"Água para Elefantes" é tão envolvente que seus personagens continuam vivos muito depois de termos virado a última página. Sara Gruen nos transporta a um mundo misterioso e encantador, construído com tamanha riqueza de detalhes que é quase possível respirar sua atmosfera.

Terminei a leitura hoje e eis aqui minhas impressões do livro:
O livro não me agradou. Embora o final compense eu não gostei da forma como os acontecimentos foram desenvolvidos e achei a narrativa um pouco cansativa. Mas de uma forma geral o livro é bom.
Acompanhamos Jacob Jankownski em sua jornada no circo dos irmãos Benzini.  Depois de perder os pais em um acidente de carro o quase recém formado aluno de veterinária descobre que os pais hipotecaram tudo para pagar a faculdade dele, atordoado e se sentindo revoltado, Jacob sai sem rumo por uma estrada de ferro quando o trem dos irmãos benzini se aproxima, sem ter o que perder ele salta no trem e confronta o ambicioso Tio Al e o intempestivo August, mas o que o prende de verdade é a bela Marlena, esposa de August e a esperta elefanta Rosie. Logo, Jacob vai perceber que a vida em um circo é muito mais complexa do que aparenta e que o brilho se designa apenas diante do público. Enquanto em uma casa de repouso suas amargas lembranças voltam para tortura-lo, Jacob tenta em vão proteger o segredo que guardou por mais de noventa anos.
Eu admito que o livro é maravilhosamente escrito, as descrições são bem feitas – até demais eu diria. – e os personagens realmente te prendem, alguns te intrigam. A passagem entre presente e passado lembra um pouco Diário de Uma Paixão. Mesmo assim, o livro não funcionou comigo, o final é relativamente surpreendente embora um pouco previsível, mas eu não gostei. Não foi nada do que eu esperava que fosse. Não sei o que me chamou tanto para esse livro, eu o desejava a muito tempo, devo admitir que possivelmente fora o fato de ter Robert Pattison e Reese Witherspoon, que são dois atores que eu amo, na capa já que eu descobri o livro a partir do trailer do filme, mas só consegui comprá-lo ano passado. E por falar em filme...
Em 2011 foi feita a adaptação do livro tendo como protagonistas Robert Pattison, Christoph Waltz e Reese Witherspoon. Como em toda adaptação de livros para o cinema eles mudaram demais o enredo, tiraram personagens, trocaram alguns nomes, alteraram detalhes, enfim... Mas o filme é muito bom, as atuações são fantásticas inclusive a da elefanta que é maravilhosa roubando a cena mesmo. O livro sempre é melhor do que o filme, mas nesse caso (como extraordinariamente em Orgulho e preconceito) eu preferi o filme. 
E é isso gente, decidi não me estender muito porque de fato a minha opinião não foi muito positiva e a minha mãe sempre diz: se não tem nada de bom para falar sobre alguém, não fale nada. Eu recomendo o filme, e o livro também principalmente para pessoas que gostam de animais e que desejam aprender umas palavrinhas em polonês :/ - acho que a guerra nazista ta me perseguindo! - ambos tem seu lado bom e muitas vezes as palavras tem efeitos diferentes sobre cada pessoa (exceto é claro o incômodo de ler pênis e trepar mais de duas vezes :p). Até a próxima!!!