segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

vontade de gritar!!!

Voltar pra faculdade foi ainda PIOR do que eu pensava. Colocaram a gente pra fazer aula de psicologia com a turma do quinto período de história, cara, de verdade eu devo ter sido amaldiçoada com a psicologia, só pode! Primeiro vem um professor tirano, agora isso. Definitivamente eu odeio psicologia, vai ser literalmente horrível ter que aguentar isso, a minha sala já suficientemente ruim sozinha imagina junto de outra sala! Eu fiz o que deu para passar a impressão: Não me notem, fiquem LONGE de mim. Mas acho que não deu muito certo, e de verdade eu estou me lixando para o que estão pensando de mim, tudo que eu quero é que esse período de inferno termine logo! Ou melhor, que essas aulas de inferno terminem logo, afinal esse é o último período que eu tenho linguística e eu quero aproveitar cada segundo do meu professor favorito, que é Gilberto. Eu admiro demais esse cara gente, não tem exemplificação que demonstre o quão incrível ele é. Ele não dá aula, ele dá show. O cara é um gênio da língua! Mas juro, essa ideia de fazer aula com o povo de história foi péssima, eu to odiando isso. Não gosto de gente, principalmente de gente que eu não conheço. E não estou nem um pouco interessada em conhecer nenhum deles. Eu queria sumir! Na quarta-feira eu já decidi, de jeito nenhum eu vou aparecer naquela aula, não quero nem chegar na porta! Se dependesse de mim eu juro que depois desse período - e eu só estou disposta a aguentar ele por causa de Gilberto - eu me mandava para qualquer outro lugar! E não, eu não estou fazendo tempestade em copo d'água vocês não tem noção do que é ficar naquela sala! Com todo mundo te olhando como se você fosse uma aberração - não que isso seja alguma mentira - e já dando as cartas de que apresentar um trabalho ali em paz vai ser impossível. Eu vou voltar pra terapia... Vou precisar. De verdade.
Eu não sou uma má aluna, juro. Eu me esforço como posso pra cumprir todos os meus deveres, para fazer tudo da melhor maneira possível, pra fazer as coisas direito... Mas tem certas pressões que eu simplesmente não sei e não quero ter de passar. Essa é uma delas. E se há algo que eu tenho é que não consigo fingir uma coisa que não sinto, não posso simplesmente fingir que estou adorando isso porque não estou, eu odeio a ideia! Odeio mesmo. Não gosto de outras pessoas, não gosto de novas pessoas, não sei lidar com elas. Elas literalmente me apavoram! No pior sentido da palavra apavorar. Eu saí da sala, depois de quase hiperventilar lá dentro, com uma vontade enorme de chorar e nunca mais ter que voltar naquele lugar. Odiei essa ideia de "inter textualização" todos sabem que isso, pelo menos nesse caso, não funciona. E que se dane se a faculdade precisa poupar verba nós não somos obrigados a isso, não temos culpa, cumprimos com a nossa mensalidade e temos direito a ter a aula na nossa sala com a nossa turma. E só. E já é bem difícil ter que lidar com ela, que é o que, uns 15 alunos no máximo. Imagine uma sala com 60 a 70 de uma vez, o seu e os outros, é a definição terrena de inferno.  Eu estou deprimida, amplamente deprimida, maldita hora que eu fui acreditar que depois do terceiro seria melhor. Não é. Esse vai ser pior que o passado e isso na melhor das hipóteses!
Todo mundo se dá bem quando passa por isso. Ok, mas eu não sou todo mundo. Eu sou eu esse eu odeia gente nova - pelo menos as que tem aqui onde eu sou obrigada a viver. Eu não preciso de mais ninguém fazendo eu me sentir o nada que eu já sei que eu sou, não preciso de ninguém tentando provar que é mais inteligente que eu, não preciso de gente mostrando que eu sou anormal ou demonstrando que me odeia, a minha sala já tá cheia deles! Eu não ligo, de verdade, só quero que me deixem em paz, que parem de interagir comigo. Falem o que quiserem, mas finjam que eu não estou ali. Fijam que eu não existo, respeite a p*** do meu espaço. Eu não quero fazer amigos não quero me enturmar, to me lixando pra inter disciplinaridade, sério que se exploda, eu quero ficar no meu cantinho, fazer o que tenho que fazer sem milhões de olhos em cima de mim como se tivesse um letreiro luminoso na minha testa dizendo: ME OLHE. Ai, pra terminar de piorar vem aquela parte do "Apresente-se". Eu odeio falar em público. Odeio MESMO. Minha resposta?: Meu nome é Katharynny e eu não sou nem um pouco interessante. Simples assim. Depois fui questionada do porque escolhi o curso. Respondi a verdade: Não achei nenhum curso de Escrita criativa. "Mas você pode adequar isso com esse curso." Estou tentando, ha TRÊS períodos. O resultado de tudo isso? A professora me detesta e todo o curso de história acha que eu sou uma maluca e sabe-se lá o que mais e o fato de eu estar toda de preto, com um capuz, ouvindo música, com os olhos marcados não ajudou em nada. A parte boa é que eu fui completamente sincera. A parte ruim é que quando nós somos nós mesmos, quando falamos o que pensamos, as pessoas tendem a te odiar o dobro do que te odiariam normalmente. O que, no caso da faculdade, implica dizer que eu vou comer o pão que o diabo amassou, engoliu, vomitou e c*** em cima para conseguir passar viva por essa maldita experiência. Mas se querem saber blogueiros, eu fui franca em minhas respostas e responderia a mesma coisa e do mesmo jeito se precisasse. Eu passei a impressão certa, a impressão de que não sou sociável, de que não estou interessada em nenhum tipo de aproximação e de que estou me lixando para o que eles vão pensar. Tudo que eu queria era sair daquela sala e não ter que voltar nunca mais. Não me interessa se outras turmas passaram por isso, não me interessa se todo mundo lidou bem com a coisa. Eu não sou todo mundo. Eu não lido bem com essas coisas e eu não quero passar por isso. Agora, eu quero e vou chorar litros até conseguir dormir. Então, boa noite...

Nenhum comentário:

Postar um comentário