domingo, 13 de outubro de 2013

Entenda a letra: Underneath - Tarja Turunen

Eae, voltando finalmente com o entenda a letra desta semana eu trago para vocês a música underneath da diva Tarja Turunen, que tem uma letra muito bonita com a qual eu me identifico muito!
Underneath – Tarja Turunen
Mesmo nos meus piores momentos
Supere com a preocupação
Encontre o conforto em meio à tempestade
Não há razão para se arrepender
Procure por dentro um lugar para se esconder
Em todo o infiel esperar cheios de expectativas
Eles nunca vão ver a beleza em suas imperfeições
Quanto mais eu mostro
Quanto menos eles sabem
Algumas músicas falam sozinhas, essa da Tarja é mais ou menos uma delas. Nos dois primeiros versos, vemos uma pessoa que está tentando se recuperar de alguma coisa, no terceiro, buscar encontrar um conforto no meio do seu sofrimento, e mesmo assim, sabe que valeu a pena tentar, sempre vale a pena, pois é melhor arriscar do que se arrepender de não ter feito. Nos dois penúltimos versos, um deles meu favorito, mostra as expectativas exageradas que colocamos nas pessoas, e que sempre acaba nos frustrando, e quando ela diz “eles nunca vão ver a beleza em suas imperfeições” é a realidade que vivemos de só priorizar o externo, amar qualidades quando a dualidade que existe entre nós de bom e ruim é o que realmente nos torna belos, completos. Os dois últimos versos também reforçam essa verdade,  nós tentamos nos mostrar verdadeiramente, mas as pessoas nos julgam a partir do que querem ver.

Fora do alcance
Por baixo
Aprendi a respirar
Por baixo
Algo dentro de mim
Invisível transformando-se no frágil
Inquebrável
Mas eles não podem tirar
Eles não podem tirar
O que eu acredito
Você não pode tirar
Não é possível tirar
O que está por baixo
Os dois primeiros versos se referem a verdade dita na estrofe anterior, nossa verdadeira personalidade, nosso verdadeiro eu está escondido sob nós, e aprendemos a viver tão forçosamente nesse mundo de aparências que, só encontramos ar quando podemos acessar o mundo paralelo onde nosso verdadeiro ser existe, dentro do nosso mundo particular. E no decorrer dos versos dessa estrofe ela se abre expressando seu desejo de se revelar, o eu forte que vive dentro de si e que se fortalece a cada dia nesse mundo de gente igual que não pode destruir o que você acredita, que não pode destruir o que você é de verdade, a não ser que você permita isso.
Cada pequeno corte é profundo
Mascarados no meu amanhã
Trazendo a sabedoria que preciso para o tempo me
emprestar. Meu outro lado é deixado para trás
Os pequenos cortes da letra são as mágoas, as feridas que nos lesionam todos os dias, mascaradas nos sorrisos amarelos que soltamos todos os dias depois de noites em claro a fio sofrendo calados as nossas dores, mas mesmo assim no terceiro verso ela afirma que essa dor é uma experiência, que ensina e sabemos que é verdade, o outro lado deixado para trás é essa ingenuidade e essa inocência que, aos poucos, a dor e o mundo frio vão destruindo... E acabamos nos tornando essas pessoas frias e vazias em busca de algo que consiga nos completar, nos aquecer.
Fora do alcance
Por baixo
Aprendi a respirar
Por baixo
Algo dentro de mim
Invisível transformando-se no frágil
Inquebrável
Mas eles não podem tirar
Eles não podem tirar
O que eu acredito
Você não pode tirar
Não é possível tirar
O que está por baixo


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Entenda a Letra: Die Alive - Tarja Turunen

O vídeo clipe de Die Alive é o considerado o mais sombrio da carreira de Tarja, mesmo com o Nightwish. Dirigido por Uwe Flade, teve seu lançamento no site oficial de Tarja no dia 28 de Janeiro de 2007 e foi gravado em uma antiga base soviética nas proximidades de Berlim, na Alemanha em dezembro de 2007 durante a turnê de aquecimento e promoção do álbum.

"Ela não é sobre fantasia, ela é sobre como eu tento viver minha vida. Eu tenho visto muitas pessoas que, apesar de ainda estarem vivas, estão mortas por dentro."
Tarja Turunen sobre a letra de Die Alive

"É uma canção sobre viver cada momento da sua vida intensamente. É um vídeo de luta, sem nenhuma espada ou sangue. Uma luta para fazer o que você quiser na sua vida, de modo que se você morrer amanhã, você vai morrer vivo[...]" 
Jim Dooley adicionou o sentimento de um trailer de filme no meio da canção.

Para mim, Die Alive passa a ideia de estar perdido em si mesmo. Ao contrário do que disse Jim Dooley, não senti que a letra fala sobre viver intensamente, para mim morrer vivo tem o sentido de não ver mais nenhuma chance na vida, olhar o horizonte e não ter esperança, é como se você morresse enquanto seu coração continua batendo.
Morrer Vivo
A noite se abre
Guiada apenas por um sentimento
Tudo em volta é luz
Tudo está cicatrizado
Noite... Provavelmente é um sentimento de paixão pela escuridão, porque é sempre a noite que as nossas dores se manifestam, no silencio do nosso quarto quando podemos ser vazios, estar vazios, chorar.
Os dois últimos versos expressam o alivio momentâneo de extravasar essa dor, de colocar para fora essa torrente que arde dentro de nós e que camuflamos o dia inteiro com um sorriso falso.

Sem mais destino e sem mais mistério
Mesmo que o tempo se parta, eu vivo meus dias
Cada momento e sua memória
Não apenas para sobreviver, para morrer vivo.
Os dois primeiros versos revelam que o eu lírico vive – ou sobrevive – sem crenças, desprendido de qualquer sinal de fé ele apenas vê a vida passando e tenta acompanha-la apesar de toda dor que lhe é infligida.
Esses dois últimos, mostram que é mais que apenas respirar, mas viver como alguém que simplesmente existe, sem expectativas, sem sonhos ou ambições. Gente que vive e morre por dentro, que é incompletamente completo.

Devastando o amor
O paraíso é apenas um sentimento
Cantando no meu sangue
Mantendo-me de joelhos
O primeiro verso é uma revolta. É o que se vê no mundo de hoje, ódio, desamor, desrespeito pela vida.
Os dois versos seguintes falam do despir da fé de um eu lírico que não consegue mais colocar suas esperanças em ninguém, nem mesmo no céu. E esse mantendo-me de joelhos representa as pessoas que ficam sempre dizendo para você confiar, para orar, para confiar mantendo você ajoelhado quando seu coração não consegue mais ver expectativa em nada, e quando essas próprias pessoas tem uma fé mais abalável que a sua.



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Entenda a Letra - Sleeping Sun (Nightwish)

Voltando ao marcador música. Era para eu ter feito ontem, mas realmente não deu. Bom, a música de hoje é bem complicadinha, porque sleeping sun tem uma letra que pode ser interpretada de pelo menos mil formas diferentes embora ela sempre tenha refletido em mim o mesmo significado,  o que me leva a dizer que é aquele tipo de música que fala particularmente com cada pessoa, por isso, a "análise" dessa semana vai ser um pouco pessoal, eu vou falar o que essa letra conversa comigo, e eu me identifico muito com ela. Então sem mais delongas, vamos lá.

Sol Adormecido
O sol está dormindo em silêncio
Era uma vez um século
Melancólicos oceanos calmos e vermelhos
Carícias ardentes ao dormir
O primeiro verso encaro o sol como a esperança, quieta, intocável, calada.
A partir do segundo eu já penso em uma era que eu gostaria de ter vivido, os oceanos melancólicos, calmos e vermelhos são as dores que assolam a minha alma, a tristeza e as “carícias ardentes” do último verso me remetem a um tempo do meu passado... A uma saudade que eu sinto e que não vai me abandonar nunca.

Por meus sonhos eu continuo minha vida
Por desejos eu contemplo a minha noite
A verdade no fim do tempo
Perder a fé se torna um crime
Os dois primeiros versos dessa estrofe refletem a passividade, os sonhos representam um ideal pelo qual eu não desisto de viver, mas os desejos pelo qual contemplo a noite são utopias que eu sei que nunca serão realizadas, a noite representa a escuridão dentro de mim, “a verdade no fim do tempo” é a admissão de que eu não estou bem, e o último verso representa as críticas de que eu não posso desistir, que eu tenho de ter fé na vida... Gente que não sabe o que você está vivendo e se acha no direito de pisar em você ou falar coisas pra você fazer como se fosse tudo simples.

Eu desejo que esta noite
Dure por uma vida
As trevas em volta de mim
Margens de um oceano solar
Oh, como eu desejo me por com o sol
Dormindo
Chorando
Com você
O refrão é o ponto alto da música. Os quatros primeiros versos, que passam a mesma informação, falam que eu não consigo me desprender da minha escuridão, dessa dor que eu trago comigo e de fato é verdade, as trevas em volta de mim são os reflexos do meu desespero, as pessoas que me machucam, a vida que me fere, e as margens do oceano solar representam as margens da minha esperança, do meu positivismo. Se você olhar o sol que parece ser engolido enquanto se põe no horizonte do oceano, remete a algo inalcançável, distante. Os últimos versos, “se por com o sol” reflete o desejo de dormir para sempre, de se libertar de todas as dores, das lágrimas, dormir e chorar com os últimos suspiros... E o “você” da letra sempre me representou o David.
Sofrimento, é o que tem em um coração humano
De meu Deus eu irei me despedir
Eu velejaria sob mil luas
Nunca achando para onde ir
O primeiro verso está claro como água não é? Tudo que povoa meu coração: Sofrimento. Já o segundo verso, “de meu Deus irei me despedir” é algo que, infelizmente, eu sou forçada a admitir, eu não tenho mais a fé que tinha antes... Eu não sou mais a garota religiosa e cheia de fé que eu fui um dia, mesmo apesar da dor... As vezes eu me pergunto em que momento eu cheguei a esse ponto. E os dois últimos versos falam sobre minhas duvidas, sobre as incertezas que eu tenho de não saber o que fazer, para onde ir, aonde chegar. Realmente eu continuo a esmo na estrada, a vida vai e eu fico à deriva no meio do nada.

Duzentos e vinte e dois dias de luz
Serão trocados por uma noite
Um momento para o poeta tocar
Até que não haja mais nada a se dizer
Os dois primeiros versos dessa estrofe fala que todas as alegrias são suprimidas pela tristeza, toda a luz por maior que seja, fora convertida em escuridão, e isso quer dizer que não importa o quão brilhante sejam os dias, a felicidade nunca vai me alcançar, a esperança vai se por no fim do dia e eu vou mergulhar em trevas e sofrimento. Os dois últimos versos falam do meu “trabalho”, refletem o sentimento que coloco ao escrever, é o meu refúgio, a minha saída, o meu desabafo. Criar é a maneira que eu tenho de externar meu sofrimento de uma maneira a levar as pessoas a verem uma beleza que eu já não consigo mais enxergar. Até que as minhas palavras se calem...

Sleeping Sun representa essa alma entorpecida, essa pessoa que vive trancada dentro de si mesma, tentando inutilmente se privar da dor que a corrói, é um desejo implícito de adormecer para sempre, de cessar de uma vez todo o sofrimento. É uma prece de ajuda, um desabafo, um prelúdio de morte.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Luz Entre Sombras

A minha professora de prática nos levou para biblioteca hoje, tínhamos de procurar um poema para abrir o nosso projeto, Aricélia achou esse e me mostrou, eu gostei tanto que decidi postar aqui, é do grande Machado de Assis.

É noite medonha e escura,
Muda como o pensamento,
Uma só no firmamento
Trêmula estrela fulgura.

Fala aos ecos da espessura
A chorosa harpa do vento,
E num canto sonolento
Entre as árvores murmura.

Noite que assombra a memória,
Noite que os medos convida,
Erma, triste, merencória.

No entanto... Minh'alma olvida
Dor que se transforma em glória,
Morte que se rompe em vida.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Entendendo a Letra - Blood On My Hands (Xandria)

Só o Título da Música - Sangue em minhas mãos - já deve dizer que essa vai ser uma análise difícil, assim como todas as músicas de metal, pode haver inúmeras interpretações diferentes para uma mesma letra. É até interessante trazer algo deste gênero para cá, e esta será uma análise bem difícil por se tratar de uma música de metal sinfônico, que normalmente tratam de críticas religiosas, problemas políticos e sociais, ou mesmo são puro poema sobre amor, ódio, destino e superação. Descobriremos agora - ou eu pelo menos vou tentar - o que há por trás de Blood On My Hands.
Let's Start!

Estrelas de prata em minha noite escura
Fria como o gelo, mas bela
Errante através de sombras quebradas
O rio da vida está todo cheio de pecados
A água que bebo é o sangue em minhas mãos
Como eu disse, é uma análise complicada, mas Blood on my hands parece tratar-se de uma pessoa profundamente perdida e em conflito consigo mesma, pelo menos é isso que passa para mim. As estrelas de prata no primeiro verso representam a esperança em uma noite escura, mas no segundo verso, percebemos que é uma esperança fria, quase morta, porém bela ao se fazer persistente mesmo que fraca. Os dois últimos versos parecem ter um 'quê' de crítica ao falar que o rio da vida está cheio de pecados e a água que bebe é o sangue em suas mãos, isso me remeteu às cruzadas e as 'guerras santas' que aconteceram e acontecem, o extremismo religioso e o fanatismo que ainda assola a humanidade. Pode ser que eu esteja delirando hehe, mas também pode ser interpretado como uma pessoa que se martiriza por suas culpas, e esse sangue que ela "bebe" e que está em suas mãos pode ser o remorso que ela carrega dentro de si e se renova a cada dia, é até uma ideia mais coerente com o resto da letra, alguém que vive preso nos próprios erros, que se julga desmerecer qualquer perdão.
Ninguém vê como eu estou queimando
Ninguém sente este anseio
Então venha provar este escuro veneno - você nunca alcançará este coração
E perdoe minha obsessão - alguma coisa me separa
De mim mesmo
Aqui nós temos claro no primeiro verso que o eu lírico dessa música é uma pessoa solitária, que cala a sua dor e a remói constantemente sozinho dentro de si, revivendo o mesmo pesadelo como algo automático. Ninguém sente o que ele sente, ninguém pode saber o que é aquela dor que ele carrega, e nos versos que seguem é como se ele estivesse tentando se abrir, convidar alguém para adentrar no seu mundo sombrio e fechado, ao mesmo tempo que o mantém longe de si, quando diz que 'alguma coisa me separa de mim mesmo' podemos ter a ideia de alguém que deseja se libertar do suplício no qual se prende, mas é impedido talvez pelo seu próprio medo, talvez pelo remorso que faça com que sua culpa pareça não ter perdão. A contradição tida no terceiro verso da estrofe deixa claro que mesmo que alguém consiga aproximar-se dele, nunca o conhecerá de verdade, nunca será capaz de "salva-lo" de si mesmo.
Esperando pelo minha condenação - seu promotor está aqui
Em minha própria acusação - você não pode correr de si mesmo
Oh, nós estamos vivendo essas mentiras sozinhos
Então venha e atire a pedra
Nas estrofes anteriores nós entendemos como o eu lírico se sente culpado por algo, aqui vemos que ele mesmo se condena pelo possível - ou possíveis - "pecado" cometido, ele é o único que se acusa e ao afirmar que 'você não pode correr de si mesmo' ele afirma que não pode fugir desse remorso que carrega dentro de si, a dor eterna de estar atado à corrente da dor do arrependimento. Nos últimos versos ele fala o que eu entendi como a hipocrisia das pessoas em ignorar muitas vezes, friamente, as coisas erradas que carregam dentro de si, que não sentem remorso em magoar ou até mesmo acusar e atirar pedras nos outros por seus crimes quando na verdade sua própria alma está corrompida.
Ore aos deuses que eu abandonei... neste jogo de viver e deixar morrer
Ore por minha alma neste mundo... para livrar-me de meus pecados
Ore...
Tudo o que tem sido e tudo o que vejo agora
Apenas um fantasma do que eu chamei de ...
Eu encarei o primeiro verso dessa estrofe como mais que alguém sem fé, mas alguém que depositou muita fé nas pessoas - que seriam os 'deuses abandonados' - e que foi pisoteada por suas imperfeições e traída por sua ingenuidade. Na segunda estrofe, é como se a ordem para orar por sua alma fosse mais uma prece pessoal para conseguir perdoar aqueles que o feriram, mas antes de tudo perdoar a si mesmo da dor que carrega. Nessas estrofes finais, que fazem parte da ponte, eu vejo como se as esperanças dele tivessem se esvaído, a fé em si mesmo e tudo que lhe resta é o fantasma da dor e da culpa que ele leva consigo, nesse caso, me pergunto se as estrelas de prata do primeiro verso, frias como gelo, não seriam então as pessoas, revelando no caso um eu lírico que não consegue lidar com as pessoas (encaro assim porque sou desse jeito!)

O motivo de ter escolhido Blood On My Hands para a música dessa semana, é o fato de que muito nessa letra fala de mim - quase tudo na verdade - revela a dor de alguém que vive trancado no seu suplício pessoal, alguém que tem medo das pessoas porque já foi infinitamente ferido, uma pessoa que vive preso na cela da própria culpa, que vive na busca do perdão de si mesmo e ainda assim se condena mais do que se perdoa, uma pessoa sozinha e preenchida somente com amargura e desespero, sem esperanças, sem expectativas, sem mais nenhum sonho (Uma pessoa como eu).

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Entendendo: Breathe No More (Evanescence)

E então galera, vou tentar começar a trabalhar com tags agora, e essa tag é música, eu tinha dito no post de ontem que ia tentar interpretar umas músicas ai e trazer para vocês o que eu entendi da letra, vai ser meio que um exercício para mim no quesito interpretação de texto. Bem, vamos nessa.
Antes de tudo, vale lembrar que por mais que os textos tenham uma intenção quando são escritos, independente do seu estilo, cada leitor interpreta-o de maneira própria, adequando-o à sua realidade pessoal e ao seu estado de espírito no momento em que degusta a leitura.
A música que escolhi para começar, foi Breathe No More.

Estive olhando no espelho por tanto tempo
Que tenho vindo a acreditar que minha alma está do outro lado
Todos os pequenos pedaços caindo, quebrados
Pedaços de mim, afiados de mais para serem colocados de volta
Pequenos de mais para importar
Mas grandes o suficiente para me cortar em
Tantos pequenos pedaços
Se eu tentar tocá-la
Quem conhece um pouco da história da Amy, sabe que ela passou por uma etapa difícil depois da morte da irmã, Breathe no more é uma letra que reflete o sentimento de alguém que deseja enganar-se, uma pessoa que está presa em uma letargia intensa, alguém que deseja acreditar que toda dor que sente é um pesadelo. Nos primeiros versos, há a dúvida sobre a própria identidade, sobre quem ela realmente é. Nos versos seguintes, ela expressa a ideia de dor, de estar despedaçada, incapaz de qualquer ajuda, tão flagelada pelo próprio suplício que é incapaz de ser refeita, de salvar-se.
E eu sangro
Eu sangro
E eu respiro
Eu não respiro mais
Sangrar, na letra, é uma metáfora. Como o eu lírico tem a sensação de estar despedaçado, mutilado pela dor, o sangrar significa o esvaecer das esperanças, aos poucos ela vai desistindo e quando pensa que está conseguindo progredir ela cai novamente e desiste de uma vez, daí o 'eu não respiro mais'.
Respiro fundo e eu tento retirar dos meus espíritos do poço
Mais uma vez você se recusa a beber como uma criança teimosa
Minta para mim, me convença que estive doente para sempre
E tudo isso fará sentido quando eu melhorar
Mas eu sei a diferença
Entre mim e o meu reflexo
E eu simplesmente não consigo deixar
De querer saber qual de nós você ama
Aqui fica bem claro que ela está se dirigindo à outra pessoa, assim como Call Me When You're Sober, Breathe No More também expressa um período difícil da vida de Amy, provavelmente esses versos tenham sido escritos para um de seus ex-maridos. Há um desejo implícito de querer acreditar que a dor é passageira, que não passa de um pesadelo, No terceiro e quarto verso ela explicita esse desejo de se enganar, e nos quatro versos finais ela coloca a questão de quem ela realmente é e de quem as pessoas -ou a pessoa em questão - a veem. Ela não sabe se é amada pelo que é ou se é amada pela fachada, por aquilo que deixa transparecer, pela mentira supérflua que ela mostra quando está diante das pessoas.

Breathe No More passa uma ideia de profunda solidão, de alguém que se sente perdido e sem expectativas, que desviou-se de tal forma de si mesmo que não sabe mais nem sua própria identidade. Alguém que é constantemente flagelado por uma dor intensa e profunda, que vive trancado em um suplício particular e tenta criar um mundo paralelo na sua mente para fugir da realidade fria na qual vive. Eu me identifico com muitas músicas da banda e essa é uma delas.
Espero que vocês tenham gostado galera, qualquer equívoco que eu tenha cometido diga -educadamente - nos comentários! Mil beijos e até semana que vem :D

segunda-feira, 8 de julho de 2013

8 DICAS DE NEIL GAIMAN

Depois de trazer pra vocês, Nicholas Sparks e Cassandra Clare agora eu venho com Neil Gaiman, autor de Coraline que eu nunca li, mas amei o filme, e seu mais novo trabalho O Oceano no fim do caminho que, ao que parece, é um romance adulto. Eu nunca li nada do cara, mas já recebi ótimas recomendações e ele ta na minha lista. Então, como toda dica é válida, ai vão os oito mandamentos dele pra nós amantes da escrita:

Inspirado pelas 10 regras de escrita de Elmore Leonard publicadas no The New York Times, o jornal britânico The Guardian pediu a alguns dos autores mais célebres da atualidade que compartilhassem com o público seus mandamentos de redação. Traduzimos as oito dicas de Neil Gaiman, o premiado autor de O oceano no fim do caminho. Vale tomar nota!
#1. Escreva.
#2 Escreva uma palavra depois da outra. Encontre a palavra certa, escreva-a.
#3. Termine o que você está escrevendo. Faça o que for preciso para terminar, e termine.
#4. Coloque o texto de lado. Leia fingindo que você nunca leu antes. Mostre-o a amigos cuja opinião você respeita e que gostem daquele tipo de coisa.
#5. Lembre-se: quando as pessoas dizem que algo está errado ou não funciona para elas, estão quase sempre certas. Quando dizem exatamente o que você está fazendo de errado e como corrigir, estão quase sempre erradas.
#6. Corrija. Lembre que, mais cedo ou mais tarde, antes que o texto fique perfeito, você precisa seguir em frente e começar a escrever a próxima coisa. Perfeição é como perseguir o horizonte. Continue escrevendo.
#7. Ria de suas próprias piadas.
#8. A principal regra da escrita é que, se escrever com segurança e confiança suficientes, você pode fazer o que quiser. (Essa pode ser uma regra para a vida, assim como para a escrita.) Então, escreva a sua história como ela precisa ser escrita. Escreva-a com honestidade e conte-a da melhor forma que você puder. Eu não sei com certeza se existem outras regras. Pelo menos, não as que importem…

terça-feira, 18 de junho de 2013

Redação do ENEM

Minha irmã imprimiu a redação do ENEM do ano passado dela para que eu fizesse uma análise - fala sério como se eu tivesse competência pra isso! - e desse uns toques pra ela. Ok, eu o farei, mas despertei a curiosidade sobre a minha própria redação e vi que alcancei 660 pontos - '0' - e que eles realmente analisam as competências do texto. Particularmente, eu achei aquele texto uma merda, e a análise fica clara que eu ainda tenho um longo caminho a percorrer. Mas, vamos aos dados:

Prezado participante,
Apresentamos o seu desempenho na prova de Redação do Enem 2012.
Nosso objetivo é fornecer subsídios pedagógicos quanto à sua atuação em cada uma das competências.
Sua pontuação em cada competência pode variar de 0 a 200 pontos.


COMPETÊNCIA 1
Demonstrar domínio da norma da língua escrita.
Sua nota nessa competência foi: 160.0
Você atingiu 80% da Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da norma padrão, apresentando poucos desvios gramaticais leves e de convenções da escrita. Assim, o mesmo desvio não ocorre em várias partes do texto, o que revela que as exigências da norma padrão foram incorporadas aos seus hábitos linguísticos, e os desvios foram eventuais. Desvios mais graves não impedem que a redação receba essa pontuação, desde que não se repitam regularmente no texto. Assim, o participante que realiza poucos desvios leves ou raros desvios graves receberá essa pontuação.


COMPETÊNCIA 2
Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
Sua nota nessa competência foi: 120.0
Você atingiu 60% da Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve de forma adequada o tema. Desenvolve uma argumentação previsível e apresenta domínio adequado do tipo textual dissertativo-argumentativo, embora se detenha mais no caráter dissertativo do que nos aspectos da estruturação argumentativa. Desenvolve ideias com pouco avanço em relação ao senso comum.


COMPETÊNCIA 3
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
Sua nota nessa competência foi: 120.0
Você atingiu 60% da Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante apresenta informações, fatos, opiniões e argumentos pertinentes ao tema proposto, porém os organiza e os relaciona de forma pouco consistente, em defesa de seu ponto de vista. As informações são aleatórias e desconectadas entre si, embora relacionadas ao tema. O texto revela pouca articulação entre os argumentos.


COMPETÊNCIA 4
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
Sua nota nessa competência foi: 140.0
Você atingiu 70% da Competência 4, atendendo parcialmente aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto, com poucas inadequações, o que faz demonstrar domínio dos recursos coesivos. O texto poderá, no entanto, conter alguns desvios nos recursos coesivos.


COMPETÊNCIA 5
Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
Sua nota nessa competência foi: 120.0
Você atingiu 60% da Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora proposta de intervenção relacionada ao tema, mas pouco articulada à discussão desenvolvida no texto.

Nota Final
Situação: Presente
Sua nota final foi: 660.0
No gráfico abaixo está destacado o grupo em que você se encontra.
Assim, você poderá visualizar o seu desempenho em comparação aos demais participantes do Enem.
Gráfico da nota final.
 Se você também quer ver a sua análise e ainda não viu é só acessar http://sistemasenem2.inep.gov.br/resultadosenem/

terça-feira, 4 de junho de 2013

Conselhos de Nocholas Sparks para escritores

Lembram que eu trouxe pra vocês uma vez uma matéria da IDRIS com a Cassandra Clare dando conselhos para jovens escritores? Bem, hoje eu trago um fenômeno da literatura estrangeira atual dando seus preciosos conselhos pra nós que somos amantes da caneta e do papel! Este é Nicholas Sparks, tirado do seu website official em inglês e traduzido pra vocês ^.^' - Não posso ter traduzido assim muito bem porque meu inglês não é lá isso tudo, mas deem um desconto ta ;)

CONSELHOS PARA ESCRITORES

Como aprender o Ofício
Aprender a escrever é como aprender qualquer outra coisa, e pode ser dividido em três partes gerais.

PESQUISE
Em primeiro lugar, há livros inteiros escritos sobre este assunto, e é importante perceber que qualquer informação fornecida aqui será em forma muito abreviada. Com isso em mente, o primeiro passo seria ler uma variedade de livros sobre o ofício da escrita. Em Reportagem de Stephen King, The Elements of Style por William Strunk e EB Branco, Criação de Ficção editado por Julie Checkoway, e uma profissão perigosa por Frederico Busch, são apenas alguns que eu recomendo. Eu também gosto Roteiro de Sid Field, que não se trata de escrever o romance, mas tem um monte de informações úteis. Estes títulos são o suficiente para você começar e há inúmeros outros livros sobre o tema que vai ajudar também, para tudo, desde a criação de personagens para chegar com parcelas.

LEIA
Em segundo lugar, você deve ler, e ler muito. Eu disse muito? Eu li mais de cem livros por ano e têm feito isso desde que eu tinha 15 anos de idade, e todos os livros que eu li me ensinou alguma coisa. Aprendi que alguns autores são incríveis no edifício suspense (ver The Firm por John Grisham), eu li os outros que assustam os Jeepers fora de mim (ver O Iluminado, de Stephen King). Alguns autores podem tecer um número incrível de linhas da história em um único romance, coerente com todas as partes que se unem no final que torna impossível parar de virar as páginas (ver A Soma de Todos os Medos por Tom Clancy), enquanto outros autores fazem me rir em voz alta (ver Bloodsucking Demônios por Christopher Moore). Eu também aprendi que muitos, muitos autores falhar ao tentar fazer essas coisas. Ao ler um monte de livros em uma variedade de gêneros, e fazendo perguntas, é possível aprender como as coisas são feitas, a mecânica da escrita, por assim dizer, e que os gêneros e autores destacam em diversas áreas.

Em seguida, se concentrar em o gênero que você quer escrever, e ler livros nesse gênero. Um monte de livros por uma variedade de autores. E leia com perguntas em sua mente. Em um filme de suspense, por exemplo, você pode perguntar: quantos personagens estavam lá? Muitos ou poucos? Quanto tempo durou a novela? Quantos capítulos estavam lá? Isso foi muito poucos, muitos ou apenas para a direita? Como o autor construir suspense? Será que o autor saiu do nada com uma surpresa? Ou será que a queda autor sugere mais cedo? Se sim, quantos palpites? Onde na novela ele colocá-los? Foi a cena de suspense, principalmente narrativa ou diálogo? Ou uma combinação de ambos? Será que isso funciona? Teria sido melhor de outra maneira? Onde é que os bandidos entrar? No começo? O meio? Quando eles encontram pela primeira vez o mocinho? O que aconteceu? Será que o leitor sabe que eles eram ruins? Eles fizeram algo de ruim com o pé direito, ou foi algo que parecia bom no momento?

Então, leia um outro filme e pergunte a si mesmo essas perguntas novamente. Então leia o outro e outro e outro e fazer essas mesmas perguntas. E continue lendo toda a sua vida e fazer perguntas.

Pouco a pouco, você vai aprender o processo.

ESCREVA
O passo final é escrever. Você não pode ser um escritor, se você não escrever, é simples assim. Eu escrevi dois romances completos e outro livro antes mesmo que eu tentei escrever The Notebook. Esses dois romances são inéditos, mas que me ensinou que eu não só gostava de escrever, mas que eu tinha em mim para terminar um romance, uma vez que eu comecei. Essas lições foram importantes quando me sentei para escrever The Notebook.

Eu escrevo cinco ou seis dias por semana, geralmente um mínimo de 2.000 palavras, às vezes mais. Esta seção do site, por exemplo, que levou cerca de quatro dias para escrever, é de cerca de 20.000 palavras. Quando terminar, eu vou começar a escrever outra coisa. Todas as pessoas que consideram a escrita como profissão escrever de forma consistente. Aqueles que consideram como um hobby normalmente não.

2000 palavras pode demorar de três a oito horas. (Eu adoro esses dias de três horas, pelo caminho, mas a minha média é provavelmente mais perto de cinco horas.) O tempo gasto escrevendo depende de uma série de fatores, incluindo o que estou escrevendo, se a cena é difícil ou fácil , etc Não importa o que, eu tento manter a consistência nos meus hábitos de trabalho. E eu estou sempre tentando melhorar, de tentar coisas novas, escrever uma nova história que é melhor do que qualquer outra coisa que eu escrevi.

E então? O que acharam das dicas do Mestre? Para mais detalhes visite: nicholassparks.com (em inglês)

domingo, 26 de maio de 2013

Resenha de Filme: O Castelo Animado

O Castelo Animado
Novamente temos na resenha de filme, um anime. Eu sou leiga para falar de animes, mas simplesmente amo tanto os filmes quanto os seriados desse gênero fantástico! O Filme que eu trouxe para vocês hoje amigos é um clássico maravilhoso! O castelo animado conta mais que uma história de amor, nos transmite, como todo bom anime oriental, lições de vida.
O Castelo Animado é uma adaptação do livro da autora Diana Wynne Jones que é uma inglesa, porém quem adaptou seu livro foi o diretor japonês Hayao Miyazaki por isso temos esse anime maravilhoso para ver e rever quantas vezes quisermos, e convenhamos não consigo imaginar outro tipo de estilo para esse filme. Eu descobri O Castelo animado por acaso enquanto via alguns filmes no CineDica, estava procurando desenhos românticos que são em geral o que me dão inspiração para escrever e achei esse em um dos filmes relacionados ao Mundo Dos Pequeninos (que em breve também será resenhado aqui *-*).
O livro foi escrito em 1986, e é uma série de três seguido de O Castelo no Ar em 1990 e A Casa dos Muitos Caminhos em 2008. Graças a uma maldição, a jovem Sophie transforma-se numa velha senhora. Incapaz de continuar trabalhando na loja de chapéus de sua mãe, ela passa a morar no castelo do notável bruxo Howl e faz amizade com o demônio de fogo Calcifer, que está ligado a Howl por meio de um contrato. Calcifer e Sophie, então, prometem ajudar-se mutuamente – ele quebrará a maldição, e ela o ajudará a fugir do castelo. Entretanto, Howl percebe que Sophie está amaldiçoada e apaixona-se por ela. Sophie trava então uma batalha para ajudar Howl não apenas a se livrar da maldição que o condenará a se transformar em um monstro, mas também a ensiná-lo valores e sem perceber acaba dando a ele um sentido para viver: Seu amor por ela.

É um filme lindo galera, - E convenhamos que Howl (Foto) é o desenho mais lindo que você já viu! Esses olhos azuis ain ain... -  Sophie nos ensina que a bondade, a coragem e o amor podem vencer qualquer coisa, apenas quando aprendemos a amar, perdoar e servir a nossa vida ganha sentido e sem coragem para enfrentar nossos medos nós nunca vamos progredir e quebrar nossas maldições internas. A autora do livro faleceu em 2011 vítima de câncer L. Se você ainda não teve a oportunidade de ver O Castelo Animado não perca mais tempo! É um filme inesquecível que com certeza vai tocar o seu coração não importa a sua idade! Para ver Online Acesse anitube.com.br
Espero que tenham gostado da resenha de hoje! Breve eu volto com mais!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Resenha de Filme: A Arte da Conquista

Sinopse: George Zinavoy (Freddie Highmore) é um jovem que acredita que o ser humano nasce e morre sozinho. Para ele, de nada adianta viver de ilusão. Com a mente totalmente ocupada por esta linha de pensamento, ir à escola, participar das tarefas ou fazer os deveres de casa tornam-se algo a ser desprezado. Mergulhado em sua amargura, ele acaba conhecendo a bela Sally Howe (Emma Roberts) e algo de diferente acontece. Com ela, ele faz novas amizades e começa a sentir novas sensações, sem saber ainda ao certo o significado. No meio do caminho, os dois conhecem Dustin (Michael Angarano), um artista de sucesso apresentado pelo professor de arte, dando início a um inesperado triângulo amoroso.


Achei o filme fantástico, a visão de mundo de George é fascinante assim como sua inteligência invejável ele nos transporta para uma linha de pensamento lógica e oposta a tudo com o qual estamos acostumados, eu me identifiquei muito com ele, a maneira como ele enxerga as coisas e em certas partes a forma como ele lida com as situações.

George vivia no seu mundo, e desacreditava no propósito das coisas, achava que a vida era nada mais que uma ilusão passageira até encontrar Sally e finalmente começar a desfrutar de um lado do mundo que até então desconhecia, sensações novas que ele ainda não sabia serem possíveis e assim sentir a vida além de suas próprias percepções. Nessa parte o filme mostra como é importante a gente demonstrar o que sente, muitas vezes acabamos perdendo as pessoas que amamos sem ter falado tudo aquilo que sentíamos. E acho que o filme ainda vai além disso, é uma procura por si mesmo, George busca em Sally algo que ele desconhece sentimentalmente, mas muito mais que isso, ele acaba achando a si mesmo, o filme tem uma passagem principal que eu acho que é o que costura toda a trama, mostra que tudo é possível, quando você realmente se propõe a alguma coisa os obstáculos minimalizam-se, e é isso que ele faz quando consegue executar todas as tarefas do ano que na minha concepção representam tudo o que ele estava escondendo dentro de si mesmo por medo da vida, e quem nao tem? Essa acho que foi a parte que mais me identifiquei no filme:

Isso nos leva a pensar que coisas sobre o qual temos controle assustam mais, há muito mais na vida a se temer com toda a pressão a que somos submetidos constantemente e o mundo cada vez mais cruel no qual vivemos não é da morte que temos que ter medo, é da vida. A gente na verdade nunca sabe ao certo como agir ou o que fazer com a nossa vida e essa questão é clara na hora que George descobre a si mesmo, é o primeiro passo para se chegar ao nosso caminho: Encontrar-se ao mesmo tempo em que se perde.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Resenha de Filme: Os Miseráveis

inspirado em clássica obra do escritor Victor Hugo. A história se passa em plena Revolução Francesa do século XIX. Jean Valjean (Hugh Jackman) rouba um pão para alimentar a irmã mais nova e acaba sendo preso por isso. Solto tempos depois, ele tentará recomeçar sua vida e se redimir. Ao mesmo tempo em que tenta fugir da perseguição do inspetor Javert (Russell Crowe).

Isso é o que eu chamo de verdadeira Obra de Arte. O filme não é apenas bem feito, ele tem um elenco fantástico, é completamente bem encenado e com inúmeras lições verdadeiras. Anne Hataway e Amanda Seyfried cantam extraordinariamente! A Anne eu tinha ouvido cantar em Ella's Enchanted, mas a Amanda superou todas as minhas expectativas, fantástica! Hugh Jackman me fez tirar o chapéu, tenor fantástico! Até Russell Crowe me fez ficar de queixo caído. O filme é de fato emocionante, durante todo o percurso de Jean Valjean você aprende que bondade, caridade, esperança e ideiais é que formam o caráter, é lindo quando ele aprende a amar no momento em que passa a cuidar de Cossete, isso sem contar no momento em que o inspetor Javert volta atrás no que diz respeito ao "crime" de Jean e passa a olhar ele mesmo seus próprios "crimes". É uma obra fantástica, chorei LITROS quando Jean morreu e foi levado por Fantine para o céu, o amor de Eponine por Marius capaz de dar sua vida pela dele, e o momento em que se despedem completamente lindo! Musicalmente maravilhoso,impecável e bem executado é um filme que vale a pena ver várias e várias vezes. Sem dúvida eu recomendo.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Resenha de Filme: As vantagens de ser invisível

Sinopse:

No início dos anos 90, adolescente tímido e impopular, que se sente deslocado na nova escola, muda sua percepção quando desenvolve uma amizade com dois veteranos. Eles lhe apresentam um outro mundo em que questões como sexo e drogas começam a surgir.

Ok, eu não li o livro então não sei exatamente o que pensar a respeito disso, mas posso falar que o filme é incrível. Ambientado na minha época né rsrsrs anos 90 e mesmo que eu tenha nascido exatamente, eu vivi muita coisa do filme, como as fitas K7... Cara, que saudade. É absolutamente insano! Conta a história de Charllie, um garoto que foi abusado quando criança e que tem problemas de se relacionar com outras pessoas, de início você fica meio perdido tentando entender o que aconteceu, e aos poucos é que as peças do quebra cabeça vão se encaixando. Ele fala sobre sexo, drogas, relacionamentos, mas vai além disso. Fala sobre como somos inaceitados por nós mesmos e tentamos nos tornar o que as pessoas esperam que sejamos na tentativa falha de ser aceitos... 
Quando na realidade nós temos que nos aceitar, fala sobre como é importante superarmos os medos que achamos que nos controlam e que, por mais que o mundo que criamos em nossa mente seja perfeito, a realidade em que vivemos é diferente e é a ela que temos que nos submeter, ou melhor dizendo: Nos sobrepor. Eu gostei ainda mais quando ele fala sobre relacionamentos, é algo tão real, as pessoas realmente tendem a escolher relacionamentos destrutivos porque de alguma forma acham que é aquilo que merecem quando na realidade elas não conseguem enxergar o que está bem na sua frente, não conseguem ver a si mesmas. E como ele diz "cada um tem aquilo que acha que merece" a dimensão como as coisas são mostradas é intensa e envolvente, em certas horas você se sente parte daquela realidade, se sente submerso naquilo que na realidade é uma exemplificação do nosso mundo, uma externação do que sentimos, vivemos, do mundo que ainda hoje conhecemos.
Charllie sofre muito antes de encontrar o que finalmente estava buscando, o que todos nós buscamos todos os dias: Nos encontrar. Essa é a mensagem central do filme no meu ver, pelo menos foi a mensagem central pra mim, no meio de tantas lições, nós precisamos parar de nos buscar fora de nós mesmos, temos que aceitar as coisas que nos aconteceram e nos abrir para realidades novas, soltar os grilhões que nos atam ao chão, os grilhões dos medos, dos traumas, dos segredos, abrir a nossa realidade para a entrada de outras pessoas, começar a enxergar o mundo no agora, a viver, sentir, não ter medo de ser quem somos e assim quando passarmos a mergulhar dentro de nós e enxergar nosso verdadeiro ser, vamos ser como Charllie e Sam... Vamos nos sentir infinitos.