sexta-feira, 22 de julho de 2016

Delta Goodrem - Wings of the Wild (2016)


Tracklist:

01. Feline
02. Wings
03. Dear Life
04. Just Call
05. In The Name of Love
06. Enough
07. Heavy
08. Only Human
09. The River
10. I'm Not giving up
11. Encore
12. Hold On
13. Believe in a Thing Called Love

E finalmente tem música nova pra resenhar aqui! \o/ esse CD de Delta, lançado esse mês, foi um verdadeiro presente de aniversário para mim! Cheio de energia e com letras que oscilam entre o selvagem desejo pela vida e as mais profundas reflexões da alma humana Wings of the Wild nos leva da mais intensa euforia dançante para o mais profundo descanso. É um CD ambicioso, cheio de uma energia renovada e que explora bem mais do potencial vocal da Delta, uma das minhas cantoras pop favoritas! Não curtia tanto um trabalho dela desde o Mistaken Identity, até mesmo as músicas mais calmas do CD são agradáveis e envolventes, o piano sempre presente, mas temos faixas em que a bateria e o violão são mais presentes, ficou um trabalho bem eclético pronto para agradar todos os gostos.
Feline é uma faixa que mistura momentos de entusiasmo com calmaria e usam um vocal elaborado que a Delta fez bonito! A já lançada Wings é uma faixa cheia de energia, pronta pra colocar a gente prestes a abrir as asas e abraçar o mundo. Dear Life é uma balada, já dá um toque mais tranquilo antes da entrada com tudo de Just Call e In The Name of Love que vão fazer você enlouquecer e querer dançar. A recém lançada Enough, cujo vídeo é muito bom por sinal, traz uma letra forte que combina com seus vocais elaborados e seu ritmo contagiante, uma das minhas favoritas no àlbum. Depois vem um novo momento de calmaria com as baladas Heavy e Only Human, então voltamos a um momento mais dançante e agitado com The River e I'm Not Giving Up que mesclam momentos de calma com um pop mais solto. Encore vem como um meio termo, tem uma batida tranquila, mas sem deixar de lado aquele toque mais pop que é típico da Delta e nos faz ficar com ela na cabeça durante todo dia. Hold On é outra balada, mais tranquila para antever Believe in a Thing Called Love que é cheia de uma energia brilhante que vai fazer a gente delirar novamente como no começo do CD, esse álbum novo da Delta veio para arrasar, é definitivamente o ponto alto da sua carreira! 

sábado, 16 de julho de 2016

REPENSANDO A AVALIAÇÃO: CRITÉRIOS E INDICADORES

Uma das disciplinas obrigatórias em todos os cursos da licenciatura é Avaliação. Eu passei por ela, três vezes ¬¬' as cadeiras pedagógicas não ocupam meu top 10 matérias favoritas. Mas escrevi um textinho que pode ajudar meus colegas de letras nos trabalhos dessa matéria. Vou compartilhar aqui.

Tida pela maioria dos alunos como um “bicho de sete cabeças” a avaliação tem sido alvo de discussão desde a queda do método tradicional de ensino tais quais seus meios retrógrados de enxergar o aluno e o processo de ensino-aprendizagem, e mesmo que para alguns professores ele ainda perdure, ficamos felizes ao perceber a evolução crescente nas metodologias empregadas pelos docentes que envolvem bem mais o aluno como construtor do seu próprio conhecimento.
            Visto dessa forma, a maneira de avaliar o aluno também tem sido evolutiva, embora muito ainda se discuta essa metodologia e haja controvérsias a respeito. Avaliar é acompanhar o desenvolvimento do aluno e fazer uma apuração do que ainda precisa ser melhorado na prática docente para que o conhecimento se torne efetivo. É necessário, portanto, acabar com essa imagem negativa que se tem de avaliação como um objeto de “diminuição” de um aluno ou turma, como uma forma de punição ou como comparativo de inteligência. Como diz a citação de Risopatron na revista eletrônica Nova Escola, publicada em 2009:
“A consciência da ambiguidade deste termo surge porque se espera que ele seja definido a partir de um único significado. Sem dúvida, o conceito de qualidade - assim como do belo, do bom e da morte - são significantes que podem adquirir muitos significados (...)" (RISOPATRON apud nova escola,1991, p.15 )
            O processo avaliativo envolve muito mais que a simples capacidade de avaliar o armazenamento de informações, mas compreende fatores internos e externos que precisam ser levados em consideração. Se compreendemos o aluno como um participante social precisamos levar em consideração que a vida fora da escola contribui significativamente no seu desempenho dentro de sala, dessa forma, a avaliação deve ser contínua e diversificada para que independente do estado emocional e/ou psicológico ele seja avaliado como um todo em diferentes meios e formas.
            De acordo com o Despacho normativo n.º 17-A/2015 de 22 de setembro e da Portaria n.º 243/2012, de 10 de agosto, as escolas têm como dever divulgar os critérios gerais de avaliação à comunidade escolar. Dentro desses critérios, faz-se necessário considerar as questões apontadas anteriormente e, mais ainda, por ser um particular de cada escola, deve-se ainda levar em conta a realidade dos alunos com que se trabalham para que a grade avaliativa seja justa.
            Segundo o livro Indicadores da qualidade na educação do MEC em parceria com o INEP, UNICEF e Ação Educativa:
Indicadores são sinais que revelam aspectos de determinada realidade e que podem qualificar algo. Por exemplo, para saber se uma pessoa está doente, usamos vários indicadores: febre, dor, desânimo. Para saber se a economia do país vai bem, utilizamos como indicadores a inflação e a taxa de juros. A variação dos indicadores nos possibilita constatar mudanças (a febre que baixou significa que a pessoa está melhor; a inflação mais baixa no último ano indica que a economia está melhorando). Aqui, os indicadores apresentam a qualidade da escola em relação a importantes elementos de sua realidade: as dimensões. (Ação Educativa, 2004, p. 5)
            Para que esses indicadores representem bons índices é necessário um trabalho conjunto com toda a comunidade escolar e a avaliação entra de forma a aprimorar esse trabalho e contribuir para que os indicadores permaneçam bons, não apenas a avaliação constante do aluno, mas também a autoavaliação do professor sobre sua prática docente. No que tange as atitudes e valores consideram-se como indicadores de avaliação:
Ø  Empenho na aprendizagem;
Ø  Participação nas tarefas;
Ø  Cumprimento das tarefas;
Ø  Participação nos espaços pedagógicos de forma construtiva e organizada;
Ø  Sentido de responsabilidade;
Ø  Respeito pelos outros;
Ø  Capacidade de autonomia;
Ø  Capacidade de auto e heteroavaliação;
Ø  Presença do material necessário;
Ø  Assiduidade e pontualidade.
Lembrando que esses indicadores contam para os dois lados, o aluno não é o único “objeto” no processo de ensino aprendizagem e, como tal, todos os envolvidos nesse processo devem ser submetidos a essa avaliação que, reforçando o dito anteriormente, deve ser continuada, diversificada e heterogênea de modo a contemplar o aluno e seu desempenho escolar como um todo.

REFERÊNCIAS
HOMEPAGE. Aurélia de Souza, Critérios de Avaliação. http://ae-aureliadesousa.com/criterios.html acesso em 14/06/16 às 11:50
 HOMEPAGE. Nova Escola, A Avaliação deve orientar a aprendizagem. http://novaescola.org.br/formacao/avaliacao-aprendizagem-427861.shtml acesso em 14/06/16 às 12:00

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Essa Garota - Colleen Hoover

Informações:
Título Original: This Girl
Série: Slammed #3
País de Origem: EUA
páginas: 336
Editora: Galera Record
Ano: 2014

Sinopse: O último volume da série Slammed continua e revisita a história de Will e Layken, cujo amor venceu os mais árduos obstáculos: proibições, impedimentos, ciúme, tragédia. Mas, depois de tudo isso, os dois, agora casados, começam a se sentir seguros do incrível sentimento que os une. Quando em sua lua de mel, Lake quer saber tudo sobre o marido, Will, reticente, desembaraça os nós da própria história. Revisitamos os bons e maus momentos. E aprendemos alguns fatos chocantes... O futuro de Will e Lake agora depende de como os dois lidarão com essas revelações...

E finalmente chego ao fim desta trilogia. Quando comprei Métrica imaginei toda uma história por trás só pelo título, mas não li por mais curiosa que estivesse, queria ter os três para poder começar. Tudo era promessa, frase de cama diferente de tudo que se vê por aí, as recomendações no skoob, eu imaginava haver sido minha melhor aquisição, e em certa parte eu estava só um pouco equivocada. A história não é de nenhum modo ruim e as doses de humor bem empregadas são um alento, mas não me surpreendi em nenhum momento com nada. No entanto, revisitar os momentos de Métrica em Essa Garota através dos olhos de Will me deu uma perspectiva diferente da história e percebi que não era do livro que eu não gostava, era de Layken. Pausa e Essa Garota, ambos narrados por Will, tornaram a história um pouco mais amena, mais leve, de um jeito que soa mais gostoso de ler, que causa aquela afliçãozinha boa que você quer logo saber o que vem na outra página. Foi com Layken que eu não simpatizei e ainda não descobri exatamente qual aspecto dela eu desgosto tanto.
No livro que fecha a trilogia Slammed, Will e Lake estão em lua de mel, aproveitando cada minuto dela para fazer o que uma lua de mel pede para que se faça. Nove vezes depois, quando param para comer e recuperar a energia, Lake pede que ele comente sobre o passado e assim vamos revisitando cada momento do livro 1 através da perspectiva de Will, compreendendo os pensamentos e princípios que nortearam suas atitudes e o levaram a tomar as decisões que tornaram tão árduo o caminho dos dois, além de termos uma visão mais ampla de coisas que Lake não percebia e/ou sabia. Enquanto o livro oscila entre o passado e as reações que as revelações de Will vão surtindo na esposa no presente, vamos compreendendo melhor a relação dos dois.
Concluo que sim, eu gostei do livro, foi uma experiência muito positiva embora ele não seja nada diferente dos outros romances que já li, comparado com as temáticas de outros livros e série essa trilogia não é diferente, é apenas especial ao seu próprio modo. Will é um narrador mais espontâneo e a gente se apega aos seu problemas e fica imaginando o que faria no lugar dele, o que teria feito em uma ou outra situação do seu passado. Não consigo pensar em uma forma melhor de encerrar a história desse casal do que essa, o desfecho foi triunfal realmente embora eu meio que tivesse conseguido descobrir o que aconteceria no fim antes de lê-lo (porque, né? Nove vezes em menos de 24h não tinha como ser diferente). Se valeu a pena ler a trilogia, sim, valeu, foi uma experiência nova, vista sob um ângulo novo e contou situações que eu tinha visto antes em uma nova perspectiva. Foi um aprendizado.
Se você curte histórias meio tragicomédias que envolvem conflitos familiares e tem uma dose de humor negro, certamente vai adorar a série Slammed, em uma média geral, eu classifico os três livros com 8,5 se quer ter uma base de similaridade é mais ou menos o que eu disse da primeira vez, uma mistura básica de Pretty Little Liars (diz-se Aria e o professor) com uma dose de A Culpa é das estrelas e o toque Disney de amor à primeira vista. Mas a série vai um pouco além, trazendo o amadurecimento de dois jovens, tanto na vida amorosa quanto familiar, o modo como lidamos com a perda de uma forma até bem realista, e como nossas escolhas podem definir o resto de nossas vidas, para o bem ou para o mal.

Abandoned Chestnut Lodge Asylum

Eu havia parado de ver detonados no youtube por isso essa tag meio que sumiu do blog, e como eu não jogo nada não havia sentido falar sobre jogos. Mas, de uns tempos para cá, eu tenho dado uma chance a um novo hobby: hiding objects games. O site gametop.com disponibiliza muitos e eu tive a oportunidade de testar alguns junto com a minha irmã, vou falar sobre os que já joguei conforme for jogando de novo para me lembrar do que acontece. Esse foi o último que terminamos e o bacana desses jogos é que além de incrementar o nosso inglês, porque nenhum deles vem traduzido, aguça nossa percepção e capacidade de raciocínio. Abandoned Chestnut Lodge Asylum é um jogo de suspense que gira em torno de um homem, que não sabemos quem é, sonhando todas as noites com um lugar em que ele tem que correr pela própria vida. Ele vê então no noticiário a reportagem de um sanatório abandonado no qual fora encontrado um corpo de um garoto. Decidido a ir verificar e assim descobrir respostas para os seus sonhos sinistros, ele vai até o sanatório e se depara com uma série de pistas que levarão a um desfecho surpreendente.
A jogabilidade é boa, na maior parte do tempo você explora lugares e pega objetos ou procura objetos naquele velho jogo de localizar. Enquanto coleta itens a história do lugar e seus pacientes vai se formando aos poucos, os puzzels do jogo são muito bons, alguns inclusive que desafiam mesmo o raciocínio fazendo a gente levar muito tempo para conseguir resolver. 
Os cenários são bem construídos embora não em todos a gente possa explorar muito quanto gostaríamos, o clima dos cenários ajuda a manter aquele climinha de tensão e mesmo que a gente sempre espere aparecer um fantasma do nada, temos que nos contentar com vozes fantasmagóricas e um vento estranhamente anormal nos cômodos, além de pequenas cutscenes quando desbloqueamos os quartos dos pacientes. O jogo no geral é bem simples mesmo, apesar de os quebra-cabeças darem certo trabalho para um jogo grátis de internet, não tem muito segredo não, a gente se perde um pouco no início, mas depois se torna bem mais fácil. O que eu não curti muito foi que a história não terminou com uma explicação mais clara do que aconteceu com os pacientes encontrados no sanatório, embora a gente possa subtender o que houve, gostaria que tivesse mostrado o que aconteceu e não achei o final tão satisfatório.
SPOILER: No fim, descobrimos que o homem com o qual jogamos durante o jogo é o paciente que escapou do sanatório e denunciou o que acontecia lá dentro à polícia.

Nota do jogo: 9,5 pelos quebra-cabeças

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Tarja Turunen - The Brightest Void (2016)

Tracklist:
01. No Bitter End (videoclip version)
02. Your Heaven and Your Hell (com Michael Monroe)
03. Eagle Eye (com Chad Smith & Toni Turunen)
04. An Empty Dream
05. Witch Hunt
06. Shameless
07. House of Wax (Paul McCartney cover)
08. Goldfinger (Shirley Bassey cover)
09. Paradise (What About Us) (com Within Temptation)

Confesso a vocês que desde o último CD da Tarja eu não estava muito animada não, embora conte com faixas muito boas como Victim of Ritual e Lucid Dreamer, o Colours In The Dark não me surpreendeu muito como eu esperava. Esse ano, ela lançou este cd novo que pelo que li é a prévia de um CD que será lançado em breve e titulado The Shadow Self, antes disso, saiu o vídeo da música The Bitter End e, mais recentemente, de Innocence. Eu sinceramente não curti esse trabalho novo da faixa, a música de trabalho que abre o álbum começa prometendo uma coisa que não cumpre, o refrão dela foi o que mais detestei. A segunda faixa Your Heaven and Your hell tem certo peso, mas ainda assim não conseguiu convencer, para a Tarja, achei um trabalho fraco. As músicas tem uma sonoridade que prometem mais do que cumprem, algumas começam com riffs realmente bons, mas vão decaindo conforme avançam até desaparecer completamente. A terceira segue mais ou menos o padrão das outras músicas, Eagle Eye não desperta nenhuma vontade de repetir a música, começa com um certo peso que vai desaparecendo conforme a música avança. An Empty Dream é quase estática, lembra quase músicas como Boy and The Ghost, mas sem a delicadeza ou a surpresa sonora da música, embora a letra seja muito bonita, não me impressionou muito. Witch Hunt tem aquele começo sombrio e meio cercado de mistério, meio música de trailer de filme de suspense, mas no fim fica mais para música de A Noiva Cadáver ou qualquer outra animação do Tim Burton. Nem mesmo a aura melancólica do toque convenceu. Shameless vem quase com a mesma pegada das faixas dois e três, mas promete mais do que cumpre. Mesmo com os incríveis vocais de Tarja nessa música, não conseguiu empolgar. House of Wax é um cover do Paul MacCartney, eu não ouvi a faixa original, então não posso falar muito dela, só tem aquele toque meio dark e melancólico, mas soou estranho em um álbum da Tarja por algum motivo que não sei explicar. Como a anterior, Goldfinger também é um cover, mas não conheço nem a música original nem a cantora então não posso dizer nada sobre ela. Por fim, vemos um remix de Paradise que eu já havia não gostado no álbum Hydra do Within Temptation, pra mim, o álbum mais fraco da banda depois do The Unforgiven. Mas a introdução mais "alegrinha" e com cordas, tornou a música mais "ouvível" que a versão do Within. Resumindo, esse CD não me surpreendeu e sinceramente, não me convenceu nem um pouco. Como anunciado, “The Brightest Void” é um prenúncio do próximo álbum. Por isso talvez o repertório mediano, mas não deve empolgar os poucos familiarizados com o trabalho da Tarja, é um CD fraco que realmente eu não achei que valeu a pena. O que me leva a não criar expectativas com o The Shedow Self.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

[Tag #Escrita] Editoras I - O processo de publicação

E finalmente vamos responder a pergunta que não quer calar: Como faz para publicar um livro? Eu já fiz outros posts falando do assunto e vou retomar aqui de uma forma mais ampla, contemplando a minha experiência com publicação. Posso adiantar que o processo de publicar o livro é mais difícil que o processo de escrever! E aqui no Brasil é ainda pior, porque não interessa se a sua história é boa ou não, interessa se ela dará dinheiro para quem vai publicar. Há três meios de publicação: Tradicional, Demanda e Online eu tive experiência com dois deles, vou tentar explicar mais ou menos o processo de cada um e como foi a minha experiência com isso. Vamos lá!

1 TRADICIONAL

Na publicação tradicional é mais ou menos o sonho americano que vemos nos filmes, uma editora grande faz um contrato com você para publicar o seu livro. Você vai receber uma porcentagem sobre a venda de cada exemplar, normalmente algo em torno de 10% e ela vai fazer todo o marketing e arcar com as despesas de publicação, tudo que você vai fazer é acompanhar o processo. O lado bom é que o processo é tranquilo, o editor pode sugerir algumas mudanças, mas você não é o principal responsável pela edição e divulgação do livro, por serem editoras de renome, você tem a certeza que o seu livro vai ter uma visibilidade muito grande e ainda aumenta a possibilidade de você entrar na lista dos mais vendidos. O lado ruim é que esse tipo de editora não abre muito espaço para autores iniciantes, na verdade é algo bem raro, eles preferem apostar em nomes de peso que sabem que vão trazer um retorno seguro. Você também não tem controle sobre como vai ficar o seu livro, vai acompanhar o processo de publicação, mas não vai poder opinar no produto, salvo alguma cláusula contratual que lhe permita isso.

2 COMERCIAL OU SOB DEMANDA

Esse tipo de publicação é mais flexível que o anterior, a chance de você ser publicado por esse tipo de edição é maior. Na editora comercial, você envia seu trabalho para análise, a editora vai enviar um contrato para você, normalmente é de um a dois anos de exclusividade, seu livro vai ser publicado, mas você vai ficar responsável por divulgar o seu livro e o valor de publicação normalmente é bem alto, por que entra o valor de capa e o de edição.
O lado bom é que essas editoras, por serem novas no mercado (vem crescendo mais agora) apostam em autores novos, mesmo os que não tem nenhum trabalho publicado. O lado ruim é que você não tem controle sobre o processo editorial, os custos de publicação são, fazendo uma estimativa mínima, entre 1.900 e 4.000 reais, a revisão é por fora e todo o processo de marketing é por sua conta. Sem contar que o valor de direitos autorais pode diminuir para 5% dependendo do tamanho da obra.

3 PUBLICAÇÃO ONLINE 

Esse terceiro viés de publicação, apesar de muito simples, ainda é visto com certo receio pela maioria dos autores jovens. Você põe seu livro a venda em uma plataforma online, pelos meios impresso ou digital (ou os dois), com custos bem reduzidos - normalmente, só paga a revisão e a capa se você não souber fazer - nesse tipo de publicação, o autor é responsável por todo o processo, desde a preparação dos originais até a distribuição do livro, você também pode escolher o valor de custo da obra com base nos seus direitos autorais, no entanto, a distribuição dos livros também é por sua conta, o que pode ser um problema no processo. Apesar do receio de muitos autores, desde que seu livro esteja devidamente registrado, não há o que temer, o processo é seguro se você souber o que está fazendo.

COMO FOI COMIGO

Eu passei pelos processos 2 e 3, o contrato que assinei com a editora do meu primeiro livro foi de 10% de direito autoral, eu não pude opinar na capa, só tive direito a 15 concertos, os demais eu teria que pagar por fora. Meu livro estava impecável, o rapaz que o corrigiu era um perito no assunto e revisamos o livro juntos, não havia uma só virgula fora do lugar, blogueiros, eu asseguro. Meu professor doutor em linguística olhou tudo e não encontrou nada de errado, no entanto, quando o miolo veio para que eu aprovasse, surgiram vários erros que Deus é que sabe de onde saíram. A formatação também teve certo desleixo, apesar de que a diagramação ficou muito bonitinha. Eu tinha de vender uma quantidade de exemplares x para pagar a editora tirando do valor total apenas os 10%  que me pertenciam, mas no fim de tudo eu não tirei nada. Me pediram as fotos do lançamento, mas não publicaram na página da editora, e o valor final da obra ficou exorbitante para o tamanho de páginas e uma capa "plagiada" digamos assim. Enfim, foi um pesadelo. Eu não recebi nada por esse livro, não sei se ele foi no catálogo da editora, mas não vendeu.
No segundo caso, eu publiquei sozinha. O controle de todo o processo foi meu e utilizei a plataforma Clube de Autores, uma amiga minha corrigiu o livro e eu o diagramei, a capa ficou por conta da minha irmã e mesmo com todas as dificuldades por não saber diagramar direito e não entender muito bem como enviar a capa completa, o projeto deu certo e o resultado me agradou muito. Se eu for comparar os dois processos, gostei bem mais do segundo, apesar de ser um pouco mais difícil, para que o valor do livro não ficasse muito exacerbado eu coloquei os direitos autorais no valor de R$3,00 por livro vendido, e ainda assim não atingi a marca de 100 exemplares ainda. Mesmo assim, continuo tentando, meu sonho um dia é assinar um contrato com uma editora tradicional.

Como podem ver, o processo de publicação é um pouquinho complicado, tão difícil quanto o de escrever se não mais, porque tudo no Brasil é difícil. No próximo post eu vou falar sobre o Clube de Autores, o passo a passo de publicação por lá e como o site funciona. Ainda vou falar sobre a diagramação do original para as editoras e os nomes de algumas das editoras que conheço que valem a pena publicar mesmo apesar dos custos.

domingo, 26 de junho de 2016

O Caçador e a Rainha de Gelo [COM SPOILERS!]

Título Original: The Huntsman: Winter's War
Ano: 2016
Direção: Cedric Nicolas-Troyan
Elenco: Chris Hemsworth, Charlize Theron, Jessica Chastain mais
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia
País: EUA
Nota: 8,0

Sinopse: Freya é a irmã boa da toda poderosa Rainha Ravenna. Depois de passar por um trauma, no entanto, ela desperta para os poderes mágicos e se isola. Longe da irmã, ela constrói seu próprio reinado – se torna a Rainha do Gelo –, onde recruta crianças para compor seu exército, sob duas ordens: jurar obediência a ela e que os jovens abdiquem de qualquer forma de amor. Dois dos pequenos mais talentosos para o combate, Erik e Sara, crescem e se apaixonam. Quando Freya percebe que foi “traída”, no entanto, separa os dois. Paralelamente, o poderoso espelho mágico é dado como desaparecido. E será preciso impedir que o objeto caia nas mãos da nova rainha.

Eu estava mais que ansiosa para ver esse filme, pois vocês que acompanham o blog sabem quão maluca eu sou por Branca de Neve e o Caçador, para mim a melhor releitura já feita de um conto de fadas, mas, meus queridos, morar em uma cidade que não tem cinema é dureza. No entanto, O Caçador e a Rainha de Gelo, como eu temia, magoou um pouquinho as minhas fantasias de escritora. O que era para ser a sequencia de Branca de Neve e o Caçador acabou pecando em grande parte no enredo e destruindo fatos levantados no primeiro filme.
Começamos com Freya (amo esse nome) e mais um reino que cai nas mãos de Ravenna, ao contrário da irmã cruel, Freya é humana e boa, apaixonada por um rapaz da nobreza que está prometido para outra mulher e grávida dele. Numa noite, quando sua filhinha já tinha algumas semanas, o rapaz manda um bilhete para ela encontrá-lo no jardim, os dois vão se casar e criar sua filha longe do palácio, mas é tudo uma farsa e nessa mesma noite sua filhinha bebê é queimada viva no berço pelo próprio pai. Desesperada em sua dor, Freya desperta seu poder e mata o homem congelado. Cega pela dor ela decide abandonar Ravenna e ir para o norte onde conquista as terras e recruta todas as crianças para formar um exército do que ela chama de Caçadores, é então que conhecemos Eric e Sara, sua esposa. 
Eu tinha uma esposa, princesa. Sara era o nome dela. E quando eu voltei trazendo comigo o cheiro da morte e a revolta da perda, ela me salvou. 
Com certeza vocês lembram quando Eric disse isso a Branca antes de despertá-la com um beijo, né? Ok, até aí tudo bem, vemos como eles se conheceram ainda criança e como seguiram o preceito do reino de Freya, a única lei suprema do seu reinado: É proibido amar. Ainda assim, isso não impede que Eric e Sara se envolvam - tipo muito - e como era de se esperar a rainha de gelo descobre e separa os dois fazendo Eric acreditar que Freya foi assassinada e fazendo ela acreditar que ele fugiu deixando-a sozinha. Nessa parte, a história do primeiro filme já começa a ser desconstruída e a partir disso eu não gostei.
Lembro-me de todas elas. Principalmente daquelas que resistem... Ela gritou por você, mas não estava lá.
Finn diz isso ao caçador pouco antes de ele matá-lo no primeiro filme, o que nos leva a crer que Sara foi morta a mando de Ravenna e não por causa da rainha do gelo que os criou, esse furo na história me deixou muito chateada. Mas então, ele vai embora achando que Sara está morta - e nós também apesar da disparidade de acontecimentos - e acontece tudo do primeiro filme, aí vem outro soco no estômago: Branca de Neve se casou com Wilham! Sério?! Pensem comigo, o beijo que quebra o encanto só pode ser dado pela pessoa que está no coração da princesa, ou seja, se alguém que ela não ama a beijar não vai funcionar e o encanto não será quebrado. Ah, Katharynny, mas na hierarquia de verdade a rainha não pode se casar com um plebeu. Na hierarquia de verdade também não existem rainhas de gelo u.u e o rei Edward e a rainha Elizabeth I estão aí pra provar que essa coisa de plebeu não funciona porra nenhuma se o monarca quiser. Mas, enfim, Wilham beijou Branca de Neve quantas vezes quando ela mordeu a maça? Deixe-me contar... acho que foram três ou quatro se bem me lembro, quantas funcionou? Nenhuma! O que significa que ela gostava de ERIC e não dele! Então expliquem como cargas d'água ela casou com ele?! Eu fiquei putíssima com isso. 
Sei que depois que rolou aquela bosta toda com a estúpida da Kristen Stewart as coisas desandaram, mas eu além de achar uma completa idiotice tirar ela do filme por causa disso - trabalho é trabalho, idiotices da vida pessoal são idiotices da vida pessoal - achei o jeito que eles "taparam o buraco" da ausência dela no filme muito nada a ver. Esses furos de enredo desconstruíram basicamente toda a história do primeiro filme e eu fiquei muito chateada. Bom, agora que eu já reclamei o que queria, vamos voltar ao filme.
Quando descobriu sobre a morte da irmã, o objetivo de Freya agora é colocar as mãos no espelho. Branca de Neve, sentindo uma energia muito ruim saindo do objeto - que aparentemente estava deixando ela maluca - mandou que o levassem para o santuário, aquela floresta lá dos anões, lembram? Bem, mas algo dá errado no meio do caminho e o objeto some. Eric é convocado para recuperá-lo e levá-lo de volta para o santuário e é aí que o negócio começa a ficar mais puto ainda. Na companhia de um dos seis anões do filme anterior e o irmão dele, um anão irritante que a gente conhece nesse filme, eles embarcam em uma viagem para descobrir o paradeiro do espelho e eis que aparece, sim meus queridos, SARA! A DEFUNTA! Nesse momento eu joguei a bacia de pipoca no chão e dei pausa no filme pra beber uma água com açúcar porque minha revolta já estava level fuck.
Descobrimos que ela não havia morrido, mas assim como Branca, foi mantida refém em um calabouço por 7 anos. É piada, né? Eles partem juntos atrás do espelho, mas Sarah estava do lado de Freya porque achava que Eric a havia traído e descobriu tarde demais que era mentira, assim ela deixa que a rainha de gelo pegue o objeto com a esperança que Eric possa recuperá-lo. Até aí ok, a merda tava feita mesmo. Eles vão até o palácio e eis quem está de volta? Sim, a Evil Queen mais bem construída da história do cinema, Ravenna. Charlize Theron devia ter ganho o Oscar pela atuação nesses filmes, ela é absolutamente maravilhosa! Dessa vez, ela está conectada com o espelho, ou seja, ela é parte do objeto, destrua o objeto e você a destruirá. Quando Freya liberta a irmã - meio que por inocência - o objetivo de Ravenna é usar os caçadores da rainha do gelo para conquistar o reino de Branca de Neve de volta e, claro, arrancar o coração dela. 
Mas no último minuto - como já era de se esperar - Eric consegue convencer os caçadores a ficar do lado dele e de Sarah contra o par de irmãs do mal e Ravenna começa a tocar o terror no palácio de Elsa (piadinha infame), o que deixa Freya furiosa porque está matando os "filhos" dela. É aí que a rainha de gelo descobre tudo, Ravenna na verdade enfeitiçou o amor dela para matar a própria filha, pois a menininha de Freya cresceria e se tornaria mais bela do que ela. E como ela não pode permitir que viva alguém mais bonita que ela na face da terra, incitou o homem a matar a própria filha (a mulher é o satã ou não?). Quando descobre isso, Freya fica furiosa, aí começa a guerra entre as irmãs e o caçador e as irmãs. Mas Ravenna não está pra brincadeira, ela acaba assassinando Freya que, nos últimos momentos, congela o espelho para que ele possa ser quebrado, e Eric termina o trabalho dando uma machadada no objeto e fazendo com que ele - e Ravenna - se desfaçam em pedacinhos. Aí a rainha de gelo morre, e o amor dos caçadores triunfa.
UMA MERDA! Não me conformei com isso nem um pouco! Cadê todo aquele plot incrível do primeiro filme? Tudo pro ralo! Não aceito. As atuações do filme foram maravilhosas, os efeitos especiais fodásticos que nem deu pra sentir a troca de diretor, mas desfazer dessa forma o enredo do primeiro filme pra mim foi o pior. Chateou MUITO! Por isso, dei 8,0 pro filme, e ele ainda chegou nessa nota pelas atuações muito boas e os efeitos especiais, e pela Charlize maravilhosa que divou de novo no pouco tempo que apareceu. Mas se assim como eu você é um fã de Branca de Neve o Caçador, esse filme vai te revoltar muito com essa mudança feroz de enredo.
 

sábado, 25 de junho de 2016

Anime-Se! - Shinmai Maou no Testament


Informações:

Título Original: 新妹魔王の契約者
Gêneros: Ação , Ecchi , Fantasia , Romance , Shounen, Harem
Estúdio: Diomedea
Lançamento: 2015
Episódios: 22 + 2 OVAS
Temporadas: 2
Nota: ****

Sinopse: Ei, você disse que queria uma irmãzinha, né? O estudante do colegial do 1°ano, Toujo Basara, de repente foi questionado por seu pai e entrou em estado de pânico. Em cima disso, o pai excêntrico disse que ele vai se casar novamente. Então seu pai partiu para o exterior depois de levar para Basara as duas belas irmãzinhas. Mas Mio e Maria não são humanas normais, em suas verdadeiras formas são o novo Lorde Demônio e uma sucumbus! Basara quase foi preso em um contrato de senhor e servo com Mio, mas o contrato formado ficou "invertido" por engano e Basara agora é o mestre. Além disso, Basara está sendo atingido pelas situações eróticas uma após o outra, devido ao contrato, mas a vida de Mio está sendo visada por outras tribos demoníacas e tribos de heróis! Desejo, drama e ação com o mais poderoso contratante começa!

Sim, pessoas, eu estou aproveitando as minhas férias o máximo que posso, embora não tão bem quanto eu gostaria, afinal, quando você termina a faculdade as pressões sobre você só aumentam. Mas, deixando de lado as coisas chatas, vamos falar sobre animes, que é algo que sempre me anima depois de um bom dorama. Ultimamente, fora os livros, eu tenho me dedicado muito a animes, não finalizei nenhum dorama por isso não trouxe mais nenhum, mas já tenho uns baixos que ainda não assisti, então é só esperar. Shinmai Maou no Testament eu peguei em uma lista de animes do Intoxlist que falava sobre animes em que os personagens ficam juntos e chegam nos "finalmentes". Gostei do plot de Shinmau e decidi assistir, logo de cara o anime realmente prende, apesar de nos primeiros minutos você não dar muito nele.
A premissa é basicamente Toujou Basara um jovem com traumas de infância que faz parte de uma tribo de "exorcistas" por assim dizer, uma organização que tem como principal função manter a ordem na terra e controlar o reino dos demônios. Ele foi expulso do clã quando era criança por ter um poder muito forte que acabou desencadeando a morte de muitas pessoas na tentativa de salvá-las de um deus (uma entidade que tinha como objetivo subjugar os humanos e dominar uma poderosa espada demoníaca). Quando venceu, no processo, Basara matou muitos inocentes que queria, na verdade, proteger, assim seu pai Toujou Jin, foi embora do vilarejo com ele dando-lhe uma vida normal desvinculada do clã dos heróis, como é chamado.
Mas as coisas mudam quando Maria e Naruse Mio chegam na vida dele, sob o pretexto falso de que a mãe delas vai se casar com Jin, elas vão para a casa deles e ainda nesta noite o pai de Basara decide ir para uma inesperada viagem ao exterior deixando-o sozinho com as suas irmãs. O que ele não esperava era que as duas mostrassem sua verdadeira identidade, Maria de succubus e Mio de princesa herdeira do reino demoníaco que, por sinal, está sendo perseguida pelo clã dos heróis e pelos poderosos reis demônios que desejam tirar seu poder.
Dessa forma, Basara passa a protegê-la tendo Maria como aliada e também Yuki e Nurumi, duas heroínas do seu antigo clã. Conforme vão avançando os perigos do poder interno de Basara aumentam assim como o poder de Mio que pode tornar-se incontrolável. Shinmao é um ecchi meio pesado, apenas pela parte de que a succubus, como devem conhecer, é uma entidade movida pela luxúria por aí você já tira. No anime, Basara e Mio fazem um contrato de mestre e servo que era para submeter ele ao controle dela, mas a coisa acaba saindo do controle e ele passa a ser mestre de Mio, o que gera uma maldição, sempre que ela pensa mal dele, ele tem que... hum... aliviá-la digamos assim. Assim como acontece com as outras (incluindo Maria), rola uma masturbação coletiva (de Basara nelas) e, nos últimos episódios da segunda temporada, uma orgia subtendida. Apesar de não ser no estilo Yosuga no Sora, e, graças aos céus, nem no de Aki Sora, Shinmao Maou no Testament tem umas cenas bem interessantes então, para quem não curte animes mais quentes, não é uma boa opção. Peitos e gemidos a parte, o anime tem um plot muito bom, uma trilha sonora incrível e batalhas realmente dignas. Vale muito a pena assistir. Sem contar na comédia que também é muito boa. 
Os pontos negativos por parte dele são com relação a aceleração da história na segunda temporada. Ele basicamente deu uma freada busca na coisa e eu não gostei muito disso. Acabou meio que com um "final aberto" que eu detesto! Eu sei que é um ecchi de harém, mas ainda assim senti falta de um desenvolvimento melhor na relação de Basara e Mio que são o casal central apesar de tudo, e dava muita raiva quando eles iam perto e as outras interrompiam. Fora isso, o anime é realmente bem recomendado apesar da apelação sexual, típica do gênero. Recomendo!

Minha OP favorita (porque são 5 versões dessa música):

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Pausa - Colleen Hoover

Informações:
Ano: 2013
Título Original: Point of Retreat
Nº de Páginas: 301
Série: Slammed #2

Sinopse: Destinados um ao outro, Layken e Will superaram os obstáculos que ameaçavam seu amor. Mas estão prestes a aprender, no entanto, que aquilo que os uniu pode se transformar, justamente, na razão de sua separação. O amor pode não ser o bastante.

Depois de testado por tragédias, proibições e desencontros, o relacionamento de Layken e Will enfrenta novos desafios. Talvez a poesia desse casal acabe num verão solitário... Sem direito a rimas ou ritmo. A ex-namorada de Will retorna arrependida de ter deixado o rapaz. E está disposta a tudo para reconquistá-lo. Insegura, Layken começa a ler novas reações no comportamento do rapaz. E na insistência para adiar a "primeira vez" de ambos. 

Presos em uma ironia cruel do destino, eles precisam descobrir se o que sentem é verdadeiro ou fruto da extraordinária situação que os uniu. Será que é amor? Ou apenas compaixão? Layken passa a questionar a base de seu relacionamento com Will. E ele precisa provar seu amor para uma garota que parece não conseguir parar de "esculpir abóboras". Mas quando tudo parece resolvido, o casal se depara com um desafio ainda maior - e que talvez mude não só suas vidas, mas também as vidas de todos que dependem deles.

Tendo em vista o primeiro livro, não era de se esperar que eu  caísse de amores por Pausa, ainda que ele ganhe uns pontos sobre seu antecessor. Por ser narrado por Will temos uma ótica diferente das coisas, ainda que em certas horas Layken tire você do sério. Temos aqui meio que uma conclusão parcial dos eventos do primeiro livro, após a morte da mãe, Lake cuida agora de Kel, seu irmão mais novo e ela e Will estão finalmente a poucas semanas de ter a sua aguardada primeira noite juntos. Por recomendação da mãe de Lake, os dois teriam de esperar um ano antes de dormirem juntos e eles respeitaram esse tempo, mas não podem mais se conter. Will largou o emprego de professor e decidiu viver com o apoio estudantil enquanto voltava para a universidade, ele e Lake estavam levando tudo muito bem juntos e agora Eddie e Gavin eram parte de sua pequena família. Mas quando Vaughn, a ex namorada de Will aparece novamente na vida dele aparentemente arrependida de ter terminado com ele, as coisas começam a se complicar. 
Ela e Will estão na mesma sala, por mais que ele tenha certeza dos seus sentimentos por Lake, não quer ser rude com a ex namorada insistente. Para evitar uma situação ruim nos dias anteriores a sua primeira noite, ele decide não contar nada a Lake e quando Vaughn aparece em sua casa exatamente na noite que vão viajar tudo se complica. Furiosa, Lake se afasta de Will e começa a questionar os sentimentos dele por ela e toda a relação deles até aquele ponto. Aos poucos, ele vai ficando maluco sem saber o que fazer para ter a namorada de volta, Eddie descobre que está grávida e as coisas com Gavin passam a se complicar pela disparidade de opiniões sobre ter ou não a criança. Nesse entremeio, Will passa a inteirar-se de coisas do seu passado que lhe mostram quão cego fora em relação as pessoas que lhe cercavam e quando finalmente consegue demonstrar a Lake o que realmente sente por ela, o destino promete pôr novamente á prova o que sentem deixando sua relação por um fio.
Há algumas partes engraçadas no livro, o que ajuda um pouco a descontrair, ver as coisas pela ótica de Will também é um ponto interessante, pois assim conhecemos mais o personagem. A narração continua como sempre coerente e muito gostosa de ler, mas por algum motivo eu nao fiquei encantada com a história. Acho que tem livros que simplesmente não são para você. Apesar de eu ter curtido muito a leitura, não me cativou a ponto de dizer que leria tudo do começo.
Para fechar, uma das passagens do livro que eu acho que realmente merece destaque:
Escreva mal.
Seja um lixo
Escreva de maneira péssima
Terrível
Assustadora
Não se importe
Desligue seu editor interior
Permita-se escrever
Permita tudo fluir
Permita-se fracassar
Faça alguma coisa maluca
Escreva cinquenta mil palavras no mês de
novembro.
Foi o que fiz.
Foi divertido, foi ensandecedor, foram mil e seiscentas
e sessenta e sete palavras por dia.
Foi possível.
Mas você precisa desligar seu crítico interior.
Desligar completamente.
E apenas escrever.
Rapidamente.
Em surtos.
Com alegria.
Se não conseguir escrever, fuja por alguns instantes.
E volte.
Escreva novamente.
Escrever é igual a todas as outras coisas.
Você não vai ser bom imediatamente.
É uma habilidade, a pessoa precisa ir melhorando aos poucos.
Você só é aceito em Juilliard se praticar.
Se quiser chegar ao Carnegie Hall, pratique,
pratique, pratique.
... Ou dê um monte de dinheiro a eles.
Como todas as outras coisas, são necessárias dez mil horas para
atingir a excelência.
Assim como Malcolm Gladwell diz.
Então escreva.
Fracasse.
Coloque seus pensamentos no papel.
Deixe-os descansar.
Deixe-os marinar.
Depois edite.
Mas não edite enquanto digita,
isso só faz seu cérebro desacelerar.
Encontre uma prática diária.
Para mim, é escrever no meu blog todos os dias.
E é divertido.
Quando mais você escreve, mais fácil fica. Quanto mais o escrever flui,
menos preocupações. Não é para o colégio, não é para receber
nota, é só para você colocar seus pensamentos para fora.
Você sabe que eles querem sair.
Então persista. Pratique. E escreva mal,
escreva muito mal, escreva sem se preocupar com nada e assim
talvez o seu texto termine sendo
muito
muito
bom.
(Colleen Hoover - Pausa, p.97-98)

sábado, 18 de junho de 2016

Métrica - Colleen Hoover

Ano: 2013
Título Original: Slammed
Páginas: 299
Série: Trilogia Slammed #1

Sinopse: Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor.

Há uma grande chance de eu estar me tornando insensível, pois este livro - que haviam me dito, prometia grandes emoções - não me trouxe nenhuma lagriminha sequer.  Na verdade, quando comecei a ler tive a ligeira impressão de ser uma mistura de Disney com Pretty Little Liars. Lake se muda para uma nova cidade após a morte do pai, segundo a mãe as despesas da casa anterior se tornaram impossíveis de arcar. Mesmo muito contrariada, ela aceitou a ideia e logo ao chegar conheceu seu misterioso novo vizinho da frente, Will. Ele parecia ter sido moldado para ela, e logo de cara os dois se apaixonam e saem. Puf! Como a gente vê na Disney mesmo, se viram e se apaixonaram. Fim da história. Até aí tudo bem, e então quando eu acho que nada mais seria tão "clichê" eis que vem o PLL: ele é professor de inglês dela. Aí eu quase peguei o livro e devolvi para estante sem terminar. O que me fez continuar? Will. Por alguma razão, desde que ele apareceu no primeiro capítulo eu senti que aquele personagem tinha algo mais que o bonitão misterioso e é nessa parte que o livro não peca em nenhum momento: a profundidade das personagens.
Lake é uma guria de 18 anos meio "adulta demais" para sua idade e, ao mesmo tempo, uma pirralha de 8 anos gritando para que a mãe coloque chocolate no carrinho de compras. É ela que narra o livro, e enquanto ela é forçada a crescer somos forçados a acompanhar. O irmão mais novo dela, Kel, é uma figura esquipática (roubatilhando Drummond) inicialmente é só um garoto irritante de nove anos, aos poucos a gente vai entendendo a importância dele na trama, assim como de Caulder, irmão de Will, que a gente percebe bem no início.
O livro, de fato, não me surpreendeu como promete e, ainda mais, não foi metade do que imaginei quando comecei a ler. Lá pelo capítulo dez ele começa a virar meio que uma versão mais light de ACEDE. O que eu achei bacana é que ele levanta de uma maneira bem indireta várias reflexões sobre nossas ações diante das dificuldades, e isso também é um ponto a favor. A tradução das poesias, na minha opinião, deveriam ter sido feitas como das músicas, em nota de rodapé, porque elas não ficaram... como direi? "Poéticas". Talvez em inglês a rima e a métrica estejam mais casadas, na tradução ficou aquele misto de poesia moderna com verso branco e rap. Pelo menos foi a impressão que eu tive.
Ah, e tenho que falar ainda sobre a banda que os protagonistas curtem e que tem trechos o livro Te Avett Brothers, acho bacana quando os livros dão aquelas indicações bacanas de música. Conheci mais do Civil Wars graças a entre o agora e o nunca, mas ao contrário da minha paixão com o Civil Wars, o mesmo não aconteceu com essa banda. Eles tem aquela pegada um pouco country com uma mistura de pop e soul eu acho. Não curti muito não. Ouvi algumas músicas citadas no livro, mas não desceu mesmo. Ainda que as letras sejam realmente boas.
Bom, essa foi a minha opinião sobre Métrica. Ainda tem dois livros que vou ler logo, temo não gostar muito também, então vou adiantar.