domingo, 9 de outubro de 2016

Anna Vestida de Sangue - Kendare Blake

Autor: Kendare Blake
País: EUA
Gênero: Suspense, terror, romance
Ano: 2016
Série: Anna #1
páginas: 252

Sinopse: Cas Lowood herdou uma vocação incomum: ele caça e mata os mortos. Seu pai fazia o mesmo antes dele, até ser barbaramente assassinado por um dos fantasmas que perseguia. Agora, armado com o misterioso punhal de seu pai, Cas viaja pelo país com sua mãe bruxa e seu gato farejador de espíritos. Juntos eles vão atrás de lendas e folclores locais, tentando rastrear os sanguinários fantasmas e afastar distrações, como amigos e o futuro.
Quando eles chegam a uma nova cidade em busca do fantasma que os habitantes locais chamam de Anna Vestida de Sangue, Cas espera o de sempre: perseguir, caçar, matar. Mas o que ele encontra é uma garota envolta em maldições e fúria, um espírito fascinante, como ele nunca viu. Ela ainda usa o vestido com que estava no dia em que foi brutalmente assassinada, em 1958: branco, manchado de vermelho e pingando sangue. Desde então, Anna matou todas as pessoas que ousaram entrar na casa vitoriana que ela habita. Mas, por alguma razão, ela poupou a vida de Cas. 
Agora ele precisa desvendar diversos mistérios, entre eles: Por que Anna é tão diferente de todos os outros fantasmas que Cas já perseguiu? E o que o faz arriscar a própria vida para tentar falar com ela novamente?

Eu me atraí por esse livro pelo título e a capa, não sou a maior fã de histórias de terror, mas ultimamente tenho me sentido muito inclinada a esse gênero e sou uma leiga completa, admito. Ao que parece, não é só na música que os sul-coreanos estão ganhando o Brasil, a bela Kendare Blake, uma sul coreana criada na terra do tio San, veio com tudo com esse livro que combina suspense, terror, um pouco de gore e romance, tudo isso calibrado de tal forma que você não se sente puxado para nenhum dos lados. Theseus Cassio Lowood é filho de um caçador de fantasmas, seu pai foi morto por um fantasma (de uma forma nada bonita, eu asseguro) quando ele tinha sete anos. Desde então, o athame e o peso de ser um "despachador" de fantasmas violentos ficou para ele, que gosta de ser chamado de Cas, e ele tem treinado duramente para matar o fantasma que assassinou seu pai. No momento, enquanto viaja para a pacata cidade de Thunder Bay no Canadá, seu foco está no próximo fantasma que tem que matar. Anna. Anna vestida de Sangue. A história é horrenda, uma menina de dezesseis anos, em 1958, assassinada com a garganta cortada de um lado a outro no dia do baile da escola, o sangue escorreu cobrindo seu vestido que era branco e tornou-se vermelho, por isso Anna vestida de Sangue, um apelidozinho não muito criativo, mas que tem um efeito e tanto. 
Cas tem certeza que se conseguir matar Anna estará pronto para enfrentar o fantasma que assassinou seu pai. Quando ele e a mãe chegam à cidade ele começa a pôr a primeira parte do seu plano em prática: colher informações. Para isso conta com a ajuda de Carmel, a garota mais popular da escola onde vai estudar, mas as coisas saem um pouco do controle quando Mike entra em cena, além de capitão do time ele é ex de Carmel. Em uma festa, para sua sorte, Mike e seus amigos contam a Cas a história de Anna, pelo menos o que eles sabem a respeito, e Cas pede que eles lhe levem até a casa dela, claro que eles o fazem, pois já tem em mente um plano para ele, quando chegam à casa de Anna Cas consegue sentir a energia pulsando ali, mas sabe que não é a hora de matá-la, não com toda aquela platéia ali, o que acontece é que Mike tem outros planos, ele e Will batem na cabeça de Cas com uma tábua deixando-o inconsciente e o jogam dentro da casa.
Minutos mais tarde, quando acorda, Cas se vê com uma cabeça sangrando e uma bela concussão dentro da casa de Anna, e bem ali, pingando sangue no chão com os cabelos negros serpenteando, está o fantasma que ele deve matar. Mas por alguma razão, Anna não o toca, ela está de olho em Mike, sua mão estica-se puxando-o pela janela para dentro da casa e com um único golpe ela o parte ao meio. Literalmente. O horror de Cas não pode ser medido, era a primeira vez que ele tinha uma vítima humana no meio das suas caçadas, seu estômago embrulha, mas Anna vai embora sem tocá-lo, ele é tirado da casa por mãos invisíveis e tudo apaga. A certeza de que Mike estava morto não ajudava a fazer Cas se sentir melhor por estar vivo, seus problemas estavam só começando. Ele descobre que Thomas o tirou da casa a mando do avô, Morfram, e que Thomas é um telepata, o que não torna as coisas melhores do que já estavam. Além do fato de Carmel, Will e Chase estarem querendo vingança pelo que aconteceu com Mike.
Ainda assim, Cas sente uma estranha ligação com Anna, mesmo sabendo que precisa matá-la, quando vai atrás dela novamente ele sente dentro de si que não pode fazer aquilo e a guerra passa a ser tentar descobrir como ela foi morta e como conseguiu aquele extraordinário poder que ele nunca viu antes em um fantasma. Mas Anna não parece muito disposta a cooperar, levando Cas a precisar de medidas diferentes para descobrir a verdade, o que resultará na perda de seu athame, uma revelação chocante sobre a morte de Anna, do seu pai e de todo o futuro que ele achou ter pela frente.
Normalmente eu não gosto de ter altas expectativas quando leio um livro, há 99% de chance de elas serem frustradas (obrigada, Silêncio!), mas abri uma exceção para este livro e não me arrependi! Ele foi bem além das minhas expectativas, sangrento, misterioso, romântico ao seu modo... tudo numa mistura mágica que combina o melhor das profundezas escuras das lendas asiáticas (e seu gosto particular por sangue) e o humor e tradiiconal romantismo americano. Valeu muito a pena ler Anna Vestida de Sangue, e mesmo que me contrarie um pouco estou começando a me acostumar com os ebooks, ainda que seja porque o leitor do meu celular é confortável, mas vou fazer um esforço para conseguir o livro físico, porque vale muito a pena lê-lo novamente tendo o peso em minhas mãos e o terror exalando das páginas. Com esse já são 3 ebooks que leio este ano. E com as minhas condições como andam estão longe de ser os únicos. Nota 10,0 pode ler sem medo!

As Virgens Suicidas

Título Original: The Virgin Suicides
Ano: 1999
Direção:  Sofia Coppola
Gênero: Drama, suspense
País de Origem: EUA

Sinopse: Durante a década de 70, o filme enfoca os Lisbon, uma família saudável e próspera que vive num bairro de classe média de Michigan. O sr. Lisbon (James Woods) um professor de matemática e sua esposa uma rigorosa religiosa, mãe de cinco atraentes adolescentes, que atraem a atenção dos rapazes da região. Porém, quando Cecília (Hanna R. Hall), de apenas 13 anos, comete suicídio, as relações familiares se decompõem rumo a um crescente isolamento e superproteção das demais filhas, que não podem mais ter qualquer tipo de interação social com rapazes. Mas a proibição apenas atiça ainda mais as garotas a arranjarem meios de burlar as rígidas regras de sua mãe.

Esse filme é baseado no livro da autora  Jeffrey Eugenides de mesmo nome, eu ainda não li o livro, na verdade, achei esse filme meio que por acaso quando olhava uma lista de livros que falava abertamente sobre suicídio, não que eu esteja pensando nisso, pelo amor de Deus, pessoas!  Mas é um assunto complexo que me chamou a atenção e tem muito a ver com a personagem do livro no qual estou trabalhando. Vou procurar o livro depois, mas até onde percebi pelos excelentes comentários que o filme recebeu, ele é fiel ao livro. Mas ler é sempre diferente, né? O filme sempre deixa escapar alguns detalhes que o livro tem, por isso vou lê-lo também assim que encontrar, no geral achei o filme muito bom e até um pouco perturbador eu diria. Por alguma razão - meio óbvia talvez - ele me remetia sempre a obra de King Carrie, a estranha, me fazendo refletir sobre as atitudes de ambas as mães em relação às filhas e em como um mesmo comportamento pode gerar diferentes efeitos de acordo com a essência das pessoas 'vítimas' em questão. Em Carrie gerou uma raiva incontrolável que resultou em vingança pura e fria, nas meninas Lisbon a libertação através da morte, ainda que não possamos afirmar isso com total certeza, pois o filme - e imagino que o livro também - deixa muitas lacunas a esse respeito, é o que podemos supor depois de acompanhar todos os acontecimentos.
Mas vamos começar pelo enredo. O casal Lisbon tinha 5 filhas com diferença pequena de idade entre elas, coisa de um ano entre uma e outra, a mãe era uma religiosa fanática e mantinha regras rígidas como a mãe de Carrie, talvez um pouco menos lunática, ainda assim tão nociva quanto. Logo de início somos carregados pela tentativa de suicídio da menina mais nova, Cecília, de 13 anos. Ela corta os pulsos e é levada ao hospital com urgência, como o filme e o livro são narrados sob a perspectiva dos vizinhos delas a gente tem uma visão um pouco parcial das coisas, só sabemos o que eles sabem sobre elas e é isso que provavelmente torne a história tão fascinante, somos levados a um mundo com milhões de possibilidades acerca de cinco meninas cuja essência desconheçamos. Cecília é salva e atendida por um psicólogo, quando a observei pela primeira vez pensei em alguém indiferente, ela parecia muito alheia ao mundo que a cercava e eu não posso dizer se isso é influência da criação severa da mãe ou simplesmente parte de sua natureza. Por conselho do médico que sugere que ela tenha mais contato com garotos da idade dela, os pais de Cecília deixam as filhas darem a primeira e única festa de suas vidas, porque desde o começo do filme uma é a certeza que nós temos: todas elas vão morrer.
Na festa, que sinceramente falando nem parecia uma festa, Cecília pede permissão para ir para o quarto e, lá chegando, joga-se da janela caindo sobre uma cerca de ferro com lanças pontiagudas que a perfuram - e por sorte o filme não mostra isso explicitamente - sem nenhuma chance de salvação dessa vez. O que poderia te-la levado a fazer aquilo? Examinando o diário dela os meninos do bairro não tem uma certeza, ela gostava de observar árvores, a melancolia que passava lentamente por elas, falava das irmãs e eles sabiam de uma paixonite que ela tinha por um cara recém chegado na casa de uns tios que gostava de outra menina muito mais velha que ele. Nenhuma dessas coisas era motivo para Cecília tomar a atitude que tomou. A morte dela parece afetar as outras quatro irmãs de maneiras diferentes, elas parecem tão... como posso dizer? Alheias. É como se nada fosse capaz de atingi-las de verdade, elas não parecem apegadas a vida ao mesmo tempo que anseiam vivê-la e essa complexidade não nos ajuda a entendê-las melhor. De todas, a segunda que recebe maior atenção é Lux Lisbon (sabiam que tem uma banda indie com esse nome? Não sei se tem relação com o livro, mas foi interessante lembrar disso, eis o site deles: http://luxlisbon.com/bio) que das cinco meninas é a única que não se encaixa realmente na descrição "virgem", só na suicida. Lux é a que demonstra mais avidez por se libertar das garras fanáticas da mãe, ela é quase uma libertina eu posso dizer, e é com Trip Fontaine que ela dá asas à sua sede de liberdade no baile da escola. Mas depois da noite que passam juntos, Lux acorda sozinha no gramado do campo de futebol e quando volta para casa atrai a fúria da mãe (é de se esperar né?) que joga seu castigo sobre as outras três irmãs mesmo que elas não tivessem culpa de nada, tirando-as da escola e proibindo-as de sair de casa, nos anos 70 da lei americana eu não sei, mas acho que talvez isso contasse como cárcere privado, não? Elas começam então a contar com a ajuda por telefone dos garotos da vizinhança que as adoravam, marcam com eles de saírem à meia noite, como se pretendessem fugir, eles concordam e, como é de se esperar, o enredo da fuga não é como ninguém esperava.
A gente não pode dizer com certeza se a atitude delas foi motivada pelo cárcere devo dizer exagerado da mãe, se porque elas pensavam que era a única forma de serem realmente livres, como era a ideia de Platão, tudo que você fica pensando é na razão de cinco meninas que tinham tudo tirarem a própria vida mesmo em face das circunstâncias, se pergunta por que não se rebelaram contra a mãe, por que não fugiram? Por que, dentre tantas possibilidades, escolheram aquele caminho. E por mais que tentemos e tentemos entender, como os meninos que apesar de todos os anos e acontecimentos nunca se esqueceram delas, não conseguimos. Talvez seja justamente esse mistério que a autora queria quando colocou a história sob a perspectiva deles e não das próprias meninas ou de um narrador onisciente, deixar essas lacunas que nos levassem a refletir, a pensar, a buscar respostas que nunca vamos ter. O que senti quando terminei de ver? Não sei dizer com certeza, aquele peso no peito, como se a esperança fosse se esvaindo devagar, como se aquele destino que mesmo por outros meios virá para todos, fizesse todo o resto perder o sentido. Uma espécie de vazio que faz toda a existência ser desnecessária... em mim foi essa a sensação desse filme, e não estou, confesso, tão ansiosa para descobrir que espécie de vazio esse livro vai me deixar quando o ler.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Volúpia do Deserto - Marguerite Kaye

Informações:
Ano: 2012
Páginas: 283
Editora: Harlequin Books

Sinopse: Sedução nas areias... Jamil al-Nazarri, um sheik de coração duro e mão de ferro, tem seu reino sob controle absoluto... menos sua filha, tão pequena e, ao mesmo tempo, tão teimosa! Já em desespero, ele contrata uma governanta inglesa, e deposita nela todas as suas esperanças de que alguém finalmente conseguirá incutir alguma boa disciplina na pequena... Só que Lady Cassandra Armstrong é a governanta mais excêntrica que já se viu! Apesar de ser dona de uma aparência voluptuosa que incita a paixão, ela é também inocente e proibida. Famoso por sua inabalável honra, a postura de Jamil em breve será testada... Pois seus sentimentos por Cassie estão muito longe de serem honráveis!

Esse livro veio de brinde junto de um outro que comprei da mesma editora. Não prestei atenção que era o segundo de uma série, vou procurar o primeiro para ler. Bem, como todos os livros desse tipo (voltado para o público feminino) é meio previsível, quem está acostumada desde cedo com as Sabrinas, Biancas e Julias da vida, não se surpreende muito quando consegue traçar quase todo o percurso das personagens e o ponto central é sempre o mesmo: a incapacidade de um dos lados (ou ambos) dizer o tão esperado "eu te amo" que guardam para si mesmos ou não conseguem enxergar. Nesse livro não é diferente, e a razão desse tipo de história que não importa a diversidade de autoras é sempre "igual, mas diferente" fazer tanto sucesso, é que nós adoramos suspirar sobre as páginas cheias de sonho e sensualidade vendo mulheres inocentes e virtuosas descobrindo a si mesmas e ao seu poder através de um encontro muitas vezes acidental e lascivo com um homem orgulhoso e severo. Comparado a outros que já li, esse é até bem fraquinho, ainda assim, a história é boa.
Aqui, o príncipe Jamil analisa um contrato de casamento, contrariado, apesar de toda vantagem que isso vai trazer para seu reino ele não quer se casar de novo. Sua última esposa era uma criatura frívola que passava os dias querendo ser mimada e entupindo-se de doces em um divã. Estava cansado das tradições, cansado de não sentir nada além de dever e mesmo que soubesse que precisava produzir um herdeiro para o trono, mal conseguia controlar sua própria filha de 8 anos que acabara de aterrorizar outra governanta. Sem saber o que fazer, ele pediu ajuda a lady Celia, esposa do príncipe Rassim do reino vizinho, ela era inglesa e oferecera sua irmã, lady Cassandra, como governanta para a filha. A jovem Cassandra, mais nova que Celia, estava visitando a irmã no castelo do novo cunhado tanto para conhecer a sobrinha, Bashira, que nascera ha pouco, quanto para fugir da confusão de um noivado escandaloso rompido na Inglaterra. Não acreditara que havia sido tão tola a ponto de deixar-se enganar daquela forma por Augustus, que a trocara por uma jovem bem mais rica. De bom grado, e vendo a chance de provar para o pai e para a odiosa madrasta Bella - além de para si mesma - que era útil e capaz, ela aceita o desafio de educar e disciplinar a pequena princesa Linah, então é levada ao encontro do príncipe Jamil, há cinco dias de viagem do reino onde a irmã mora. O calor escaldante do deserto, as paisagens desoladas, eram para a mente romântica de Cassie um brinde, a beleza selvagem das dunas e oásis fazia-a imaginar as mais diversificadas histórias românticas e já antever em sua mente como seria o príncipe Jamil.
As tradições - que a irmã ensinara e ela tentou seguir - a impediam de olhar o príncipe nos olhos, ela foi acompanhada até sua tenda por um criado com nítida má vontade. Sentiu-se magoada por não poder desfrutar do jantar na companhia do príncipe e do cunhado, mas era como mandavam as leis daquele país, não cabia a ela decidir.  Tomou um banho demorado feliz em tirar a areia da pele e, após deliciar-se com um jantar elaborado, adormeceu, porém seu sono foi interrompido por um homem que, não sabia ela, era o próprio príncipe. Ao contemplá-la com uma roupa tão fina que podia vislumbrar os contornos do seu corpo e os seios firmes, Jamil teve certeza de que ela não servia para ser governanta de sua filha, principalmente pelas sensações que causava nele. Mas Cassie o desafiou a aceitá-la e aos poucos ela mudou toda a sua vida, imersa em um ambiente desconhecido, ela tinha por missão disciplinar uma menina que só precisava de afeto, fazer um homem que nunca recebeu amor aproximar-se da filha e, além de tudo, deter seu próprio coração ferido de cair nas garras da paixão devastadora que Jamil conseguia despertar em cada célula do seu inocente corpo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

D.U.F.F. - Você Conhece, Tem ou É

Título Original: The Duff
Data de lançamento: 30 de julho de 2015 (Brasil)
Direção: Ari Sandel
Roteiro: Josh A. Cagan
Elenco: Mae Whitman, Robbie Amell, Bella Thorne, Bianca A. Santos, Skyler Samuels, Romany Malco
Gênero: Drama, romance, comédia

Sinopse: A jovem Bianca (Mae Whitman) descobre um dia que foi escolhidas pelas amigas de colégio como uma DUFF (Designated Ugly Fat Friend), ou seja uma amiga feia para que elas se pareçam ainda mais bonitas em comparação. Revoltada, Bianca pede a um atleta popular da escola para ajudá-la a melhorar o seu visual.

Estava procurando um filminho bacana para passar a tarde e acabei me lembrando que queria ver esse filme ano passado quando estava para ser lançado, mas esqueci completamente dele. Eu realmente amo esses filmes tipo High School Musical, e esse é o tipo que você começa a ver e já sabe como termina, mas ainda assim não deixa de ser bacana ver e rir, porque é muito engraçado. Basicamente, Bianca passa por aquela síndrome de patinho feio, entra no ardoroso trabalho de tentar ser outra pessoa para conquistar o cara que gosta e conta com a ajuda de Wes, que diz a ela que ela é um DUFF, em inglês Designated Ugly Fat Friend, em português algo equivalente a "amiga útil, feia, gorda e acessível", mas o tiro sai pela culatra quando Madison, ex de Wes, acha que o garoto está dando em cima de Bianca e começa a promover ciberbullying contra a menina. Então vemos a grande descoberta do "seja você mesmo". Tirando os estereótipos americanos de pegar uma garota bonita, colocar nela roupas feias e nenhuma aparente maquiagem tentando inutilmente fazer ela passar por feia, o filme tem momentos muito divertidos, pelo menos para quem curte o tema. É uma boa pedida para dar aquela injeçãozinha de ânimo na estima, ainda que dê para perceber as tentativas meio toscas de "troque de roupa e você ficará deslumbrante". Recomendo! O enredo é bem high school comédia mesmo, vamos lá.
Bianca Piper, uma adolescente inteligente nos subúrbios de Atlanta que se esforça para estar em conformidade com os padrões sociais de beleza e compatibilidade romântica. Bianca está desfrutando de seu último ano do ensino médio com duas amigas íntimas Jess e Casey, que são significativamente mais populares do que ela. Ela é também vizinha e amiga de infância de Wesley Rush "Wes", uma estrela no time de futebol da escola. Ela tem uma queda por Toby Tucker, que toca violão, e relutantemente vai a uma festa promovida por Madison Morgan, na esperança de falar com ele. 
A festa acaba por ser um desastre para ela, pois é lá que Wes revela a ela que ela é a "DUFF" de seu grupo de amigos. O DUFF não precisa ser realmente feio ou gordo, ele explica, é apenas a pessoa num grupo social que é menos popular e mais acessível do que os outros no grupo. Pessoas exploram o DUFF para chegar às pessoas populares. 
Bianca fica devastada, mas ela logo percebe que Wes está certo. Os estudantes em sua escola são apenas interessado nela como uma maneira de obter a Jess e Casey. Ela descarrega sua raiva em Jess e Casey e retira-as dos amigos em redes sociais e em pessoa. Bianca depois ouve Wes e seu professor de ciências falando que a menos que Wes passe a médio prazo, ele está fora do time de futebol, o que pode custar-lhe a bolsa de estudos. Desesperada para mudar sua posição social, e ir a um encontro com Toby, ela faz um acordo com Wes, ela irá ajudá-lo a passar a ciências se ele a aconselhar sobre como parar de ser um DUFF. Eles têm um tempo divertido em um shopping, e tentam uma reforma através da compra de roupas novas. Este sai pela culatra quando uma amiga de Madison grava Bianca brincando com as suas roupas novas e  fingindo que um manequim é Toby. Elas criam um vídeo ridicularizando Bianca e postam online para toda a escola gozar com ela. Também fica claro que Madison sente-se possessiva com Wes,  seu ex namorado e fica com ciúmes do relacionamento de Bianca com ele. Wes aconselha a não deixar que o vídeo a destrua. Em vez disso, ele aconselha que ela tenha orgulho e apenas seja aberta com Toby, falando diretamente com ele e pedindo para saírem juntos. Quando Bianca vê Toby na escola ela convida-o para sair e, para sua surpresa, ele aceita, mas o encontro acaba se tornando uma bagunça completa e ela percebe que nada do que acreditou todo aquele tempo era verdade.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Adormecida - Anna Sheehan

Título Original: A Long Long Sleep
Gênero: Distopia, mistério
Páginas: 272
Editora: Lua de Papel
Sinopse: Rose Fitzroy esteve dormindo profundamente por décadas. Imersa num sono induzido, esquecida em um porão por mais de 60 anos, a jovem foi tratada como desaparecida enquanto os anos sombrios pairavam sobre o mundo. Despertada como por encanto e descobrindo-se herdeira de uma corporação multimilionária, Rose vai entendendo pouco a pouco, tudo o que aconteceu em sua ausência.
Ela descobre que seus pais estão mortos. O rapaz por quem era apaixonada não é mais que uma mera lembrança. A Terra se tornou um lugar estranho e perigoso, especialmente para ela, que terá de assumir seu lugar à frente dos negócios.
Desejando adaptar-se à nova realidade, Rose só consegue confiar numa única pessoa estranhamente familiar. Rose até gostaria de deixar o passado para trás, no entanto, ao pressentir o perigo, percebe que precisa enfrentá-lo - ou não haverá futuro.

Acredito que, como muitas outras pessoas, fui atraída por esse livro achando que era uma releitura de A Bela Adormecida. Bem, não é. Apesar de usar o conto como uma certa analogia, o livro não é de forma alguma uma releitura do famoso conto dos Grimm. Anna Sheehan nos leva para um futuro distante e assustador onde a realidade que conhecemos basicamente não existe mais, pelo menos em parte. O livro é uma distopia e por ser o primeiro do gênero que eu leio levei um tempo para me acostumar e por bem pouco não desisti dele nas primeiras páginas. 
Rose Fitzroy é despertada de um sono de 62 anos em seu tubo de estase por acidente. Aos poucos, ela descobre-se herdeira de um império interplanetário e no meio de um joguete de poder, confusa em uma época a qual não pertence ela vai sendo introduzida aos poucos no universo dos supertablets, e do período sombrio tão falado que passou enquanto ela estava em estase e, aparentemente, época em que seus pais morreram. Eu demorei um século pra entender o que era estase, quem me ajudou foi o blog Luz da Madrugada que resenhou o livro: "Para a biologia, a estase significa os períodos, durante a evolução, em que as espécies se mantêm relativamente sem mudanças." então, é quase um coma induzido em uma capsula, basicamente isso. Esses primeiros capítulos do livro são meio monótonos, ela é internada em um hospital, um monte de jornalistas e papparazzi fica atrás dela, a herdeira da UniCorp. O garoto que a despertou é Bren, um jovem bonito que tem olhos parecidos com Xavier, o ex-namorado de Rose, que morreu assim como seus pais. A gente é levado a flashes do passado dela com Xavier que se conheceram desde que ele era um bebê, por Rose estar entrando em constantes estases, ela não envelhecia rápido, mas não explica de cara porque ela era submetida a isso. Inicialmente, quando vai para escola e tem que se adaptar ao mundo novo e assustador à sua volta, Rose encontra resistência por parte de todos, menos de Otto, um jovem geneticamente modificado com a mistura de uma raça alienígena produzido pela empresa do pai de Rose. Os dois se tornam amigos, descobrem uma empatia de pensamentos muito grande um pelo outro, mas Otto não toca em Rose, uma vez que ele não consegue falar, se comunica com as pessoas através do toque que o permite ler os pensamentos delas, mas quando faz com Rose pela primeira vez, algo na mente dela o assusta muito, mas ele não especifica exatamente o que é.
Como se todos os seus problemas já não fossem suficientes, há uma espécie de robô tentando matá-la. Para todos os lados que olha, Rose parece sentir-se rodeada de inimigos, é uma garota de quase oitenta anos em um mundo totalmente diferente do que ela conhece. A única pessoa em quem ela realmente sente que pode confiar é Otto e Bren, ainda assim, seus sentimentos confusos por Bren - que lhe lembra muito Xavier - começam a assombrá-la e no meio de toda a luta para salvar a própria vida e ajustar-se ao "novo mundo moderno" ela vai descobrir segredos do seu passado que vão mudar toda sua história.
Acabei terminando o livro antes do previsto, apesar de ele ser pequenininho e não ter sido o que eu esperava e mesmo tendo lido em ebook (a situação financeira aqui tá mesmo ruim, camaradas!) é meio que como A Noiva Fantasma, rola aquele suspense quase constante e você quer descobrir como a personagem vai sair daquela. Rose é uma garota que inicialmente te irrita um pouco, ela não "reage" entende? É do tipo passiva, controlada pelos pais como um fantoche, que não tem vontade própria, só assente e obedece, não expressa o que pensa e o que sente, mas então, ao longo da história a gente vê que ela foi criada pra ser daquele jeito e isso é até meio cruel. A relação dela com Otto e Bren vai desenvolvendo lentamente, confesso que torci pra ela ficar com o Otto, sei lá, só achei que eles combinavam mesmo ele sendo meio alienígena... mas o livro termina meio que aberto como se desse a chance para uma continuação, o que me faz ficar dividida, não sei se uma continuação seria uma boa ideia e, ao mesmo tempo, queria ver como o relacionamento dela ia se desenvolver com os dois, Otto e Bren, quem, no final, realmente terminaria com ela. Se é que um deles vai. Apesar da analogia com a Bela Adormecida (e é só a analogia mesmo), o livro ainda tem uma metáfora bem bacana da nossa sociedade atual, do muito provável rumo que tomará nossa ganância sem medidas. Bate aquela reflexãozinha sobre as coisas. Conseguiu um 4,0 apesar de tudo.

[#Chinês] Partícula de Posse 的

Só agora vim perceber que não tinha posto a aula de Chinês dessa semana! (É isso ou estou ficando doida!) Hoje, vamos aprender como expressar posse em Chinês.
Em inglês, usamos o caso genitivo para expressar posse, como por exemplo Susan's house. (A casa de Susan). No Japonês, há a partícula の (no) 私のほん。(Watashi no hon = meu livro.), a dinâmica do Chinês é parecida com ambas, para formar um sentido de posse em Chinês usa-se a partícula 的 (de). A estrutura é:
SUBSTANTIVO 1 + 的 + SUBSTANTIVO 2

Que indica que o SUBSTANTIVO 2 pertence ao SUBSTANTIVO 1. Exemplificando para que você entenda com mais facilicade; 我 significa "eu" 我 的 significa "meu". Fácil não é? Como colocar um 's ou simplesmente uma partícula junto ao sujeito possuidor. Vamos ver mais uns exemplos?

我的妈妈。
Wǒ de māmā.
Minha mãe.

他是我的弟弟。
Tā shì wǒ de dìdì.
Ele é meu irmão mais novo.

她不是我的姐姐。
Tā bù shì wǒ de jiějiě.
Ela não é minha irmã mais velha.

Curiosidade: 的 em Japonês se lê mato e significa alvo.

de

Dì


  1. 我的猫。(Wǒ de māo.)
  2. seu cachorro.
  3. 我的弟弟。(Wǒ de dìdì.)
  4. 他是我的弟弟。(Tā shì wǒ de dìdì.)
  5. 她不是我的姐姐。(Tā bùshì wǒ de jiějiě.)
  6. 你的哥哥有猫。(Nǐ dí gēgē yǒu māo)
  7. 他的妈妈没有姐姐。(tā de māmā méiyǒu jiějiě)
  8. 他的妹妹有狗。(tā de mèimei yǒu gǒu)
  9. 他的哥哥没有狗。(tā de gēgē méiyǒu gǒu)
  10. 我是他们的妈妈。(wǒ shì tāmen de māmā.)
  11. 我们都爱我们的爸爸。(Wǒmen dōu ài wǒmen de bàba.)
  12. Eles todos amavam sua irmã mais velha.
  13. Seu irmão mais novo tem um gato.
  14. 我的哥哥爱我们的爸爸。(Wǒ dí gēgē ài wǒmen de bàba)
  15. Ele é meu irmão mais novo.
  16. 我爱我的爸爸。(Wǒ ài wǒ de bàba.)

sábado, 1 de outubro de 2016

A História de O (Desisti!)

A História de O é um livro erótico de uma autora francesa chamada Pauline Réage e publicado post-mortem. Eu soube da existência deste livro por intermédio da Tatiana Feltrim do vlog tinny little things que eu acho que vocês devem conhecer. Ela o citou quando resenhou o famigerado 50 tons de cinza, enquanto eu procurava um livro na internet, eis que me surge este no lelivros.com disponível para baixar. Curiosa como sou e ciente do que se tratava e do que a Tatiana tinha falado dele, decidi dar uma chance. Vocês sabem que eu não costumo ler esse tipo de literatura, e hoje em dia parecem esquecer que entre o erotismo e a pornografia há uma lacuna sem tamanho. 
Para começar, temos um prefácio de outra autora (creio eu que também francesa) que tenta nos convencer acerca da submissão, do milhão de possibilidades a que somos abertos quando cedemos e abrimos mão das nossas vontades e pensamentos em prol da vontade de uma pessoa que ganha direito de nos tratar como nada. Achei o discurso meio ilógico e de uma filosofia deturpada. Mas há quem goste.
No primeiro capítulo, somos apresentadas a O, uma mulher cuja idade não é especificada, mas que tem um amante aparentemente fixo, ele a coloca dentro de um carro e tira-lhe partes específicas da roupa. Ela sempre assente, calada. A partir daí eu já fiquei meio assim... sabe? Mas okay, era um livro de sadomasoquismo, afinal. Ele a leva para uma casa estranha, ela é despida, prendem uma espécie de colar de couro - se é que eu entendi direito - e pulseiras do mesmo tipo, com espécies de anéis que eu vim a descobrir servirem para prender as mãos e o pescoço dela. Até aí, okay, então duas gurias vestidas com roupas do século XVIII levam ela para uma sala com 04 fulanos que do nada a estupram. Sim, meus queridos, é isso mesmo. E o que ela faz? Nada. Grita, fica desentendida. Mas não fala e nem faz NADA. Eles dão uma série de regras ridículas e machistas e ela fica calada, assentindo igual uma lagartixa. Depois ela é açoitada, presa, violentada de novo, e páginas pra frente ainda temos a audácia de ouvi-la dizer que se é um preço a pagar pelo "amor" do amante dela, que seja.
Ah, meus amigos, aí foi a gota d'água pra mim. 
Tudo bem que você tenha costumes estranhos, isso é um particular seu. Não reprovo quem tem essas manias bizarras de amarrar e apanhar, problema seu, de boas, mas a aceitação dessa personagem a tudo isso é absurda! Ela é mentalmente doente, na boa. E os quatro fulanos são tão ou mais doentes que ela! Cárcere privado, mutilação, estupro, danos psicológicos, físicos e morais. Isso é crime. Mas é tratado nesse livro como se fosse, sei lá, uma opção de vida. E a infame personagem não faz porra nenhuma além de chorar, gemer e gritar. A vá. Que mulher é essa? É como se ela fosse uma concha vazia, não tem força de vontade, não tem objetivos, não tem pensamentos próprios, nada. Como se a vida dela não valesse nada. Ela é posta na situação, entra na situação e se deixa submeter como se fosse natural. Aí, eu larguei. Não deu pra mim. É o tipo de personagem insípida que ia me fazer raiva o livro todo.
Mas uma coisa eu tenho a dizer de positivo nesse livro. Há a gritante diferença entre o EROTISMO e a PORNOGRAFIA que é o que vemos nos livros pós 50 tons de cinza. Não sei se viram na tag escrita em que eu falei sobre a diferença entre os dois, dei um exemplo usando um trecho do livro da James que achei em um blog, os termos utilizados, a linguagem, tudo leva a crer ser um livro pornô mal escrito. Mas esse não, apesar de ser minucioso e ter um narrador onisciente, a linguagem é totalmente diferente, velada, quase poética, realmente dada ao erotismo cuja característica principal é despertar emoções através da libido e não ensinar palavrões para partes do corpo que você só sabia a utilidade prática. Esse é um trecho do primeiro capítulo que ilustra bem o que eu digo:
comentou com seu companheiro que este tinha razão e agradeceu-lhea crescentando que era justo que a possuísse primeiro, se tivesse esse desejo. O desconhecido, a quem não ousava olhar, depois de passar-lhe a mão sobre seus seios e suas nádegas, pediulhe que abrisse as pernas. "Obedeça", disse René; e manteve-se de pé, apoiada de costas nele próprio, que também estava de pé, acariciando seu seio com uma mão enquanto com a outra sustentava seu ombro. O desconhecido tinha se sentado na beira da cama e, puxando-a pelos pêlos, segurava e abria lentamente os lábios que protegiam a cavidade do ventre. René, ao compreender o que se queria dela, empurrou-a para a frente, para que ficasse mais ao alcance, e com o braço direito rodeou sua cintura oferecendo uma maior firmeza. O percebeu imediatamente que não escaparia a esta carícia que nunca aceitara sem se debater e ficar coberta de vergonha, da qual sempre se esquivara o mais rápido possível, tão rápido que mal tinha tempo de ser atingida, e que lhe parecia sacrílega porque parecia-lhe sacrílego que seu amante estivesse a seus joelhos, quando ela é quem devia estar aos seus. Viu-se perdida; pois gemeu quando os lábios estranhos que se apoiavam sobre o monte de carne que sai da corola interior inflamaram-na subitamente, só a deixando para que a ponta quente da língua a inflamasse mais ainda; e gemeu mais forte quando os lábios recomeçaram. Sentiu que a ponta escondida se endurecia e se levantava entre os dentes e os lábios que a uma longa mordida aspirava e não mais largava, e sob a qual ofegava. Sentiu que ainda perdia o equilíbrio e encontrou-se deitada de costas com a boca de René sobre sua boca; suas mãos mantinham seus ombros pregados na cama, enquanto duas outras mãos, segurando-a sob os joelhos, abriam e levantavam suas pernas. Suas próprias mãos que se encontravam sob suas nádegas (pois no momento em que René a empurrara para o desconhecido tinha amarrado seus pulsos juntando os anéis dos braceletes), suas próprias mãos roçaram o sexo do homem que se acariciava no sulco de suas nádegas, subia e ia bater no fundo de seu ventre. Ao primeiro golpe, gritou como sob o chicote e novamente gritava a cada golpe até seu amante morder-lhe a boca. Arrancando-se bruscamente, o homem finalmente deixou-a, e projetado ao chão como um raio, também ele gritou. René desamarrou então as mãos de O, levantou-a e deitou- a sob a coberta.
Percebem como a linguagem utilizada é "limpa"? Para um livro desse tipo, essa parte me surpreendeu e agradou até, bem diferente do que se vê nos wattpads da vida e em alguns "best sellers" que vendem como água por aí. Em compensação, esse é o único ponto bom que achei no livro, a linguagem velada. De resto. Abandonei no primeiro capítulo, vi que não era o tipo de coisa que me agradaria ler e ninguém pode dizer que eu não tentei u.u
Pesquisando na wikipédia, vi que o enredo não melhora muito...

[ATENÇÃO, O TEXTO A SEGUIR CONTÊM SPOILERS]

Roissy é uma propriedade particular; no seu interior muitas mulheres são educadas para serem submissas à vontade dos homens. "O" deixa-se ensinar para ser uma perfeita submissa e aprende ser uma escrava. Como parte de seu treinamento, ela é amarrada, chicoteada e aprende a ser a qualquer momento e para todos sexualmente disponível.

Depois de completar sua formação, ela, como mais uma prova do amor, concorda com o pedido de René para viver temporariamente com um amigo paternal dele, Sir Stephen, e se submete incondicionalmente aos desejos dele. Sir Stephen revela-se ainda mais dominante que René, por isso O apaixona-se por ele. Como prova final de seu amor, ela passa por um treinamento ainda mais rigoroso, em um lugar habitado e gerenciado exclusivamente por mulheres, denominada Samois. Lá, ela concorda em obter uma marca de ferrete e um piercing em forma de anéis na vagina, como o sinal definitivo de sua submissão.

Tudo é descrito na perspectiva da heroína, cuja vida interior é retratado de uma maneira sutil, sem ser avaliada moralmente ou psicologicamente. É famosa uma cena de violação e tortura em que ela repara que os chinelos de seu amante são gastos e ela teria na próxima oportunidade adquirir novos. Na linguagem e estilo, a obra fica na tradição da literatura clássica francesa. Apesar da temática o livro é escrito sem palavras obscenas.

EPICA - The Holographic Principle (2016)


Tracklist:
1. "Eidola"   2:39
2. "Edge of the Blade" 4:34
3. "A Phantasmic Parade"   4:36
4. "Universal Death Squad" 6:38
5. "Divide and Conquer" 7:48
6. "Beyond the Matrix" 6:26
7. "Once Upon a Nightmare" 7:08
8. "The Cosmic Algorithm"  4:54
9. "Ascension - Dream State Armageddon" 5:16
10. "Dancing in a Hurricane"  5:26
11. "Tear Down Your Walls" 5:03
12. "The Holographic Principle - A Profound Understanding of Reality"  
13. Beyond the Good, The Bad and the Ugly
14. Dancing in a Gypsy Camp
15.  Immortal Melancholy (Acoustic Version)
16. The Funky Algorithm
17. Universal Love Squad

E lançado quentinho hoje, eis que vem com tudo esse puta cd do Epica, pelas letras é meio que uma continuação do seu antecessor, The Quantum Enigma, aqui, somos levados a refletir sobre as principais questões da vida cotidiana do homem (parece até um prato cheio para minha última leitura), como sempre, a banda nunca me decepciona com nenhum álbum, desde que ouvi o Will Take You With Us eles ainda não lançaram um só album que eu não tenha gostado. Senti um pouco de falta dos vocais líricos da Simone, ela apostou mais na sua voz "limpa" para esse álbum, ainda assim a qualidade é inegável, minhas já eleitas são as marcadas acima. Oficialmente, o álbum tem até a 12ª faixa, o meu veio com esse acréscimo de cinco faixas, elas diferem das outras 12 pelo estilo mais tranquilo, como se fossem baladas com uma pegada meio celta ainda assim, eu curti.

A História

Informações:
Autor: "Lucado, Max; Frazee,Randy"
Editora: Sextante
Ano: 2012
Páginas: 448

Sinopse: Quantas vezes você tentou ler a Bíblia, mas desistiu por achar a leitura cansativa e complicada? Mas, no fundo, continuou com vontade de conhecer esses textos por ter consciência de sua importância na história da humanidade. 
Agora você vai ter a oportunidade de conhecer o que há de essencial na Bíblia, pois A História é um livro que vai prender sua atenção do princípio ao fim. É de fato uma bela história. A Bíblia é uma narrativa repleta de amor, ódio, disputas, conquistas e milagres. Ela nos traz poesia, cultura, episódios históricos e teologia. É um verdadeiro romance de suspense, um livro de sociologia, uma lição de História – tudo isso em torno do conflito eterno entre o bem e o mal. 
O texto nos faz conhecer pessoas que, apesar de pertencerem a épocas e lugares muito diferentes, são extremamente parecidas conosco em nossas buscas e paixões. Para facilitar a compreensão, este livro utiliza trechos extraídos da Nova Versão Internacional da Bíblia e apresenta os fatos em ordem cronológica, da Criação ao Apocalipse, em 32 capítulos claros e concisos. A História traz ainda um prefácio de Max Lucado e Randy Frazee, além de perguntas para reflexão, uma lista dos personagens, mapas, linha do tempo, notas e comentários explicativos. Com seu comprovado poder de orientar vidas e fornecer respostas aos mais diversos questionamentos, este livro conta a emocionante jornada de um povo em busca de salvação e está repleto de ensinamentos profundos e poderosos.

Achei esse livro nas Americanas, foi um dos últimos livros que comprei lá, se não me engano, inclusive estava na promoção. A proposta de compreender melhor os metafóricos textos bíblicos me atraiu muito e como estava acessível o preço na hora, eu decidi trazer para casa. Bem, quando já estava na metade do livro descobri que Max Lucado, um dos compiladores do livro (porque ele não é o autor de fato) é um pastor. Não desmerecendo quem é evangélico, de forma alguma! Cada um tem a religião que acha que lhe completa melhor e Deus é um só para todos, entretanto, algumas coisas são discordantes na visão de um evangélico e um católico, há certos pontos em que divergimos e senti o ponto principal desta discordância no livro. Mas antes de falar sobre isso, quero trazer aqui minhas reflexões sobre o texto.
Deus criou o mundo, mas não queria habitá-lo sozinho, então, criou o homem. Mesmo tendo anjos que foram criados para adorá-lo noite e dia, Ele fez questão de criar um ser à sua imagem e semelhança, alguém a quem pudesse amar e que o amasse por livre vontade, alguém que fosse "governador" da sua criação, desse-lhe nome e cuidasse daquilo que com tanto amor Ele criara. Tudo que ele pediu para sua criatura foi: Não coma da árvore no centro do jardim. Era algo difícil de fazer? Não. Não era. A árvore do conhecimento... não é que Deus não queria que o homem permanecesse "burro", mas sim inocente, pois Ele sabia que a inocência a vida fluía de forma mais bela e os corações permaneciam puros sempre. Por que acha que Jesus disse que o reino de Deus é feito para quem é como uma criança? Mas o que ele fez? Exatamente, o que não era pra fazer. Ainda hoje, pode perceber, todo mundo tem a mania de fazer exatamente aquilo que dizem que não façam. Deve ser herança do casal 1.
Essa foi a primeira decepção do Senhor com sua criação. A partir daí a gente já tira que o homem, desde o início, foi induzido a ser um erro. Expulsos do paraíso e duramente castigados pelo criador, eles ainda tiveram a dádiva de receber uma segunda chance, e de sua descendência surgiu Abel, um ser puro e benevolente que ganhou graça aos olhos de Deus. Aí, o que acontece? Caim o mata. Porque o homem além de teimoso, curioso e desobediente, também tinha que ser invejoso. Ser ruim só não era suficiente. E de Caim, nasce um dos piores pecados que se podia cometer, posso até dizer, a "geração maldita". O mundo foi crescendo e a praga humana se disseminando e se afastando cada vez mais daquele que o criou, como se Ele não existisse. Então, veio Noé, Deus viu nele um bom coração, uma chance para aquele mundo perdido e, pela primeira vez destruiu tudo que criou, pois não havia sobre a terra algo que ele achasse valer a pena, mas favoreceu Noé e sua família e a partir dele criaria uma nova nação. Novamente, as coisas não saíram como planejado. Parece que desde que foram expulsos no paraíso por fazerem o que não deviam ter feito, junto do conhecimento que não deviam ter veio a péssima índole.
O mundo afundou na lama (de novo) e Deus escolheu Abraão pra liderar um povo que ele escolheu para ser seu. Dentre todas as nações do mundo, ele escolheu uma para favorecer, uma para, de livre e espontânea vontade segui-lo e amá-lo, para colocar acima de todas as outras nações que surgiam e o que esse povo fez? Sim, merda! Deus deu tudo a eles, mas no primeiro probleminha viraram as costas para ele. Do nada, Ele os alimentou, fez deles um povo forte, vencedor de todas as batalhas e superior aos seus inimigos, mas eles sempre viravam as costas como se Ele fosse um Deus cruel. Nunca paravam para agradecer, era só para reclamar, para exigir. E mesmo diante das maravilhas que Deus lhes mostrava, das graças que lhes concedia, da benevolência que tinha quando eles clamavam no meio do sofrimento (que é só quando lembravam dEle!) eles continuavam abrindo a boca para reclamar dele porque suas vidinhas infelizes não estavam confortáveis o bastante! Porque Deus não era suficiente para eles!
Atenda a tudo que o povo está pedindo; não foi a você que rejeitaram; foi a mim que rejeitaram como rei. Assim como fizeram comigo desde o dia em que os tirei do Egito até hoje, abandonando-me e prestando culto a outros deuses, também estão fazendo com você.
Mesmo assim, Ele continuou velando pelos ingratos, deu-lhes mandamentos, mandou profetas, castigou-os quando pecaram, fez TUDO que estava ao seu alcance por amor a um bando de vermes que sempre lhe insultavam e viravam as costas para sua bondade. Chegou ao extremo de sacrificar seu único filho em uma morte cruel e impiedosa pelo bem de um monte de criaturas cheias de maldade enraizadas em seu íntimo. Para salvar pessoas que o trocam por dinheiro, por qualquer coisa barata e passageira, que hoje nem se lembra que Ele existe e que fez tudo isso por amor a nós. Enquanto eu ia lendo, me colocava a essas questões, ia refletindo a trajetória do homem e vendo como ele era capaz de se superar e afundar cada vez mais. Hoje, inclusive, chegando a matar no nome de Deus, uma blasfêmia que eu sinceramente não quero ver a punição.
Pronto. Eu precisava fazer esse desabafo. Foram coisas que ficaram rondando a minha mente durante toda a leitura, me indignando, por mais que essa leitura tenha mais de 2.000 anos é absolutamente incrível como se encaixa na nossa sociedade atual, como somos reflexo do povo porco e ingrato que crucificou Jesus, que desonrou Deus, que o rejeitou impiedosamente. Como nós não valemos nada e, mesmo assim, Ele continua nos amando, querendo nos salvar. E isso me faz perguntar: Como? É impossível acreditar na capacidade de Deus de amar... mesmo apesar de todo mal que fazemos contra Ele, ainda assim Ele tenta nos salvar, nos ama, nos ouve. Consegue imaginar esse amor?
E há quem diga a insanidade de "Deus está morto"! Um ultraje! Deviam cortar a língua de um ser desse.
Bem, o livro é bem sucinto, mas reúne de fato todo o cerne da bíblia, diz que tem seleções da versão internacional da Bíblia, embora eu tenha achado pequenas divergências com a bíblia usada na minha igreja (católica), é basicamente a mesma coisa, são detalhes bem pequenos mesmo. O ponto que falei lá em cima foi no que se refere a Nossa Senhora, como eu disse, Max Lucado é um pastor e, como todos sabemos, há esta divergência entre as religiões católica e evangélica no que tange a Maria. Ele fala sobre ela no nascimento de Cristo, conforme está na bíblia - e com respeito, ao contrário de outras "bíblias" evangélicas que já vi por aí -, mas é somente aí que é citada e no milagre do vinho. Maria estava presente  quando os anjos receberam o Espírito Santo em pentecostes, mas ele não disse isso. Maria está no céu como rainha dos anjos, foi coroada e elevada aos céus, mas ele omitiu essa parte também. Depois da crucifixão do Senhor Jesus, é como se ela deixasse de existir. Isso me chateou sim, por mais que eles não aceitem isso, Nossa Senhora é uma figura importante da história, graças a ela o pecado de Eva foi apagado. Ela sofreu uma dor inominável ao ver seu filho pregado em uma cruz, agonizando por TRÊS HORAS, permaneceu com os apóstolos, sofreu aquela dor e ele a tratou como uma reprodutora só citando-a quando foi meramente conveniente. Isso é muito errado. Ela não é uma qualquer, é a MÃE DE JESUS! ESCOLHIDA POR DEUS. E digam o que disserem, ela é SANTA, virgem, puríssima e imaculada. Aceitem. É o único ponto negativo que eu tenho a relatar sobre o livro.
Para finalizar esse desabafo-resenha, quero deixar uma música que eu acho que combina muito com tudo que eu disse aqui e que traduz bem a mensagem central desse livro: amor. E é isso que falta para o mundo tomar jeito, queridos leitores, amor.Pura e simplesmente.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

GOT7 - FLIGHT LOG TURBULENCE


Tracklist:

01. skyway
02.하드캐리 (Hard Carry)
03.Boom x3
04.Prove It
05.노잼
06.HEY
07.Mayday
08.My Home
09.Who`s That
10.만약에
11.아파
12.니꿈꿔
13.Let Me

E quem pensava que só o BTS andava dando tiros por aí, no dia 27 desse mês o GOT 7 decidiu arrebentar o coração das fãs lançando simultaneamente seu mais novo álbum Fligh: log turbulence e o vídeo da música Hard Carry a aposta do álbum. Desde o Mori Gatteyo pensei que eles demorariam para lançar outro álbum, mas a espera valeu muito a pena, o FLT é cheio de uma energia gostosa que é impossível ficar parado! A música de trabalho, hard carry, além de ter um vídeo incrível e dançante tem um som que faz você se mover mesmo sem querer! Ainda se destacam Mayday, My Home e Skyway. Esse ao que parece é o ano da música! E que venha mais!

A Noiva Fantasma - Yangsze Choo

Autor: Yangsze Choo
Ano: 2015
Páginas: 360
Editora: DarkSide® Books

Sinopse: “Certa noite, meu pai me perguntou se eu gostaria de me tornar uma noiva fantasma...”
1893. Li Lan é uma jovem que recebeu educação e cultura, mas que vive sem grandes perspectivas depois da falência de seus pais. Até surgir uma proposta capaz de mudar sua vida para sempre: casar-se com o herdeiro de uma família rica e poderosa. Há apenas um detalhe: seu noivo está morto.

Oi, povo lindo! Desculpem a demora, mas a escritora e blogueira que vos fala está passando por momentos difíceis essas semanas. Bem, eu havia ouvido falar por alto deste livro, mas de início não me despertou muito interesse não, até que a algumas semanas achei-o postado no wattpad (muito mal postado, por sinal) e comecei a ler por mera curiosidade, depois disso não pude me controlar mais, como o dinheiro em casa está cada dia mais curto e eu ainda não tenho um emprego, tive que ir de ebook que é mais em conta e me senti orgulhosa quando consegui terminar o livro todo nesse formato, porque vocês me conhecem e sabem que eu odeio ebooks, basicamente é um contato muito frio entre o leitor e a obra na minha opinião. Assim que as condições melhorarem comprarei a edição física dele. O livro é bom de uma maneira que mesmo com o cansaço que dá ler pelo celular eu me vi devorando-o com cada vez mais avidez.
A Noiva Fantasma é dividido em quatro partes e conta a história de Li Lan, uma jovem de família abastada que, após a morte da mãe em decorrência de um surto de varíola que assolou a casa viu seu pai definhar moralmente pela depressão entregando-se ao vício do ópio e tendo seus negócios comprometidos pela indiferença com tudo, inclusive com o próprio futuro da filha. Atolado em dívidas, ele cogita a ideia de tornar a filha uma noiva fantasma, através de um pedido feito pela família mais poderosa da cidade de Malaca. Mas Li Lan se recusa terminantemente a se casar com um morto, principalmente um que ela sequer chegou a conhecer. Diante disso, na possibilidade de fazê-la mudar de ideia, a matriarca da família Lim, a qual seu "noivo" pertencia, manda chamá-la para uma conversa, mesmo encantada com todo luxo e requinte da família, a menina ainda reluta em aceitar a oferta da mulher, principalmente pela crença de que se tornar uma noiva fantasma - condenada a ser uma viúva em período longo de luto por alguém que sequer chegou a amar - traz muita má sorte. Agouros de morte.
Nessa visita, ela acaba conhecendo Tian Bai, o belo jovem primo de Lim Tian Ching, seu noivo arranjado e o encanto com ele é imediato. Os dois se apaixonam à primeira vista na breve conversa que travam na salinha, aquilo só dá mais uma razão para que Li Lan recuse ainda mais se casar com Lim Tian Ching. As coisas começam a ficar diferentes quando o jovem defunto mimado e voluntarioso começa a invadir seus sonhos com propostas de casamento como se ambos estivessem prometidos desde sempre, mesmo lutando para fugir dele, Li Lan acaba ficando debilitada pelo medo de dormir principalmente depois que o odioso rapaz lhe revela que foi assassinado e que seu primo Tian Bai era o responsável por sua precoce morte.  Desesperada para se livrar dele, ela pede a sua ama que a leve para uma médium que lhe passa um estranho remédio que impedirá Lim Tian Ching de entrar novamente em seus sonhos, além disso, manda que pendure vários amuletos contra espíritos em sua casa e, o pior de tudo: que queime dinheiro para ela.
Nas crenças chinesas, queimar dinheiro era um agouro de morte, pois se queimava dinheiro e bens funerários para os mortos e se a médium havia dito aquilo era porque previa que Li Lan ia morrer. Ainda assim, a menina sentia-se incomodada com a constante presença de Lim Tian Ching em seus sonhos e, sob efeito do desespero, tomou mais que a quantidade devida de remédio, foi apenas quando acordou que descobriu-se fora do corpo, naquele momento Li Lan pensou que estava morta. Por mais que tentasse, não conseguia voltar ao seu corpo, a sensação de estranheza e medo rondavam-na a todo instante, estando ali, vendo o desespero do seu pai e de sua amah, sem poder fazer ver sua presença. Ela sabia que precisava arrumar uma forma de voltar ao seu corpo, mas não sabia como.
Ela vaga por algum tempo pela cidade até conhecer um espírito chamado Fan, que se alimentava da energia vital de seu amor em vida esperando que ele morresse para juntos atravessarem as cortes do inferno. Fan é descrita por Li Lan como insuportável, tagarela e superficial e essa impressão só vai piorando conforme o livro avança, ainda assim é uma das pessoas que a ajuda a estabelecer uma comunicação em sonho com Tian Bai e a chegar a planicie dos mortos, onde, instruída por Er Lang, ela deve buscar informações sobre quem está por trás de Lim Tian Ching. Er Lang é um homem misterioso e, mesmo que Li Lan não saiba nada sobre ele aceita seu acordo por ele ser a única esperança que ela tem de retornar ao seu corpo. A jornada até a planície dos mortos é muito perigosa e ela corre o risco de - no caso de não conseguir voltar - desaparecer. Fan a leva até lá e dá dez dias para que ela volte até ela e assim as duas retornem para Malaca. 
Em meio a uma réplica fantasma de sua cidade, Li Lan descobre verdades sombrias sobre a sua família e a família de Lim Tian Ching, acaba ficando presa na casa fantasma dos Lim como uma peça em um jogo de interesses e corrupção, Er Lang é sua única chance de conseguir viver e, talvez isso mude completamente a sua vida e os seus sentimentos... para sempre.
O livro inteiro é um caos de sensações, você vira cada página em constante suspense sem conseguir prever o que vem a seguir, embora algumas coisas eu tenha conseguido adivinhar, mas acho que é normal quando você lê muito, a maior parte da história foi um mistério constante. Houve momentos de tirar o fôlego e como o livro é escrito sob o ponto de vista apenas da Li Lan a gente tem uma ideia muito unilateral do que acontece à volta, isso ajuda para que o clima de tensão seja ainda maior. O final me surpreendeu um pouco e, confesso, teve uma pontada de decepção. Não achei que o desenrolar levaria aquele desfecho e não achei que a escolha de Li Lan foi desenvolvida o bastante para aquela decisão. Ainda assim, achei o livro fantástico, valeu muito a pena lê-lo e recomendo! 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

没有 a forma negativa de 有

O verbo ter, em Chinês, 有(Yǒu) tem uma forma negativa bastante particular. Não é admitida em mandarim a combinação com 不 (bù). Neste caso, este verbo é negado com o auxílio do caractere 没 (méi), logo a forma negativa do verbo ter é 没有.

我 没有 弟弟。
Wǒ méiyǒu dìdì
Eu não tenho irmão mais novo.
我们没有哥哥。
Wǒ men méiyǒu gēgē.
Nós não temos irmão mais velho.
他们没有姐姐。
Tā men méiyǒu jiějiě.
Eles não têm irmã mais velha.

Novas palavras

哥哥 (gēge) - irmão mais velho
姐姐 (jiějie) - irmã mais velha
弟弟 (dìdì) - irmão mais novo
妹妹 (Mèimei) - irmã mais nova
有(Yǒu) - ter
没 有(méiyǒu) - não ter

yǒu 

méi

Exercício

  1. 她是姐姐。(Tā shì jiějiě.)
  2. 我有哥哥。(Wǒ yǒu gēgē.)
  3. 他有姐姐。(Tā yǒu jiějiě.)
  4. 我有妹妹。(Wǒ yǒu mèime)
  5. 我没有弟弟。(Wǒ méiyǒu dìdì.)
  6. irmão mais velho.
  7. 我们没有哥哥。(Wǒmen méiyǒu gēgē.)
  8. Eles não têm irmã mais nova.
  9. Ter
  10. Eu tenho irmã mais nova.
  11. Ela não tem irmã mais velha.
  12. 姐姐
  13. O irmão mais velho não tem gatos.


Fácil, não? Nos vemos na próxima aula! 
Zaijian!

Sussurro do Coração - Dica de filme *-*

Informações:
Título Original: 耳をすませば Mimi wo sumaseba
Título mundial de lançamento: Whisper of the Heart
Roteiro: Hayao Miyazaki
Direção: Yoshifumi Kondo
Ano: 1995
Gênero: Animação, Drama, Romance, Fantasia
País de Origem: Japão

Sinopse: conta a história de Shizuku, uma adolescente que gosta de pegar livros na biblioteca e descobre que existe um garoto, Amasawa Seiji, que já leu os mesmo livros que ela, só que antes dela, o que faz com que Shizuku se interesse pelo rapaz.

Uma diquinha bem bacaninha de filme essa semana (pra não ficar tanta aula de Chinês seguida!) vi esse filme em uma lista do blog de japonês que eu sigo, curti o título e o trailer e decidi ver, afinal as animações do tio Hayao são indispensáveis, né? A história começa com a jovem Shizuku, seu pai trabalha em uma biblioteca pública e ela é aficionada por livros, poucas semanas antes de voltarem as aulas ela está no fim de uma lista de trinta livros que quer ler nas férias, o filme começa quando ela encontra uma amiga para mostrar a versão em japonês da música country road, ela havia escrito duas versões para a música, mas no meio da conversa com a amiga, acaba deixando no banco da escola o livro que tinha acabado de alugar na biblioteca da escola. Quando volta para buscá-lo encontra um garoto segurando-o e lendo despreocupadamente, Shizuku fica inicialmente encantada com a beleza dele, mas o encontro não é dos mais agradáveis quando ele sugere que ela retire uma palavra da música que escrevera e ela se sente envergonhada por ele ter lido.
Quando chega em casa, furiosa ainda pelo que aconteceu, Shizuku percebe que há um Amasawa Seiji que já leu todos os livros que ela aluga e fica fantasiando-o em sua mente. No dia seguinte, a irmã mais velha dela pede que leve o almoço para o pai na biblioteca e, mesmo contrariada, ela aceita ir. No metrô ela encontra um estranho gatinho e decide segui-lo, corre atrás dele por várias ruas até parar em frente a uma loja onde uma estatueta de gato a atrai. ela conhece o dono da loja e reencontra o estranho e irritante menino que vem a saber era da mesma escola que ela. O envolvimento dos dois é inevitável e acompanhamos o desenrolar da história com muitas expectativas. Uma das coisas que mais gostei foi a determinação de Shizuku em perseguir seu sonho de escrever um livro foi muito interessante acompanhar a passagem dela por esse processo criativo e de pesquisa e meio que me identifiquei um pouco com ela. 
Esse filme é muito amozinho! Além da história principal, somos apresentados a sua amiga Yuuku que está apaixona por um colega de sala que é muito amigo de Shizuku e descobrimos depois ser apaixonado por ela, e também conhecemos a família de Shizuru, uma família simples que mora em um minúsculo apartamento. Os pais dela não são como costumamos ver nos animes e doramas que sempre pressionam os filhos nos estudos, eles a deixam bem a vontade para seguir o próprio caminho, inclusive, a mãe dela é uma estudante tardia por ter largado a escola na juventude, é algo bem diferente do que somos acostumados a ver e o enredo é muito fofo. Super recomendo!

Aqui, deixo a versão em japonês de Country Road para vocês!


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

[#Chinês] "Todos" 都

大家好!

Como o conteúdo de Chinês está um pouco atrasado, decidi postar mais uma aula essa semana. Hoje, vamos ver como expressar a ideia de "todos" ou de "ambos", para isso, é usado 都 (Dōu) ele é colocado antes de um verbo ou um adjetivo, desse modo, a estrutura é: sujeito + 都 + verbo + objeto.

Por exemplo:

我 们 都 爱 爸爸。(Wǒ men dōu ài bàba.)
Nós todos amamos o papai.

他 们 都 爱 猫。(Tā men dōu ài māo.)
Eles todos amam gatos.

我 们 都 是 美国 人。(Wǒ men dōu shì měiguó rén.)
Nós todos somos americanos.

Fácil, não é? Percebem como a dinâmica do Chinês é bem simples? Ainda que os ideogramas assustem um pouco, em meus estudos o foco tem sido o pin yin, é mais fácil associar um pin yin que você já domina a um ideograma do que o contrário. Tenho certeza que, dominando pelo menos o básico do Chinês, aprender Japonês não será tão assustador.

 阝Quando este radical estiver localizado no lado direito de um ideograma, o mesmo terá seu sentido relacionado a lugares. No caso de estar do lado esquerdo, este por sua vez terá seu significado relacionado à montanhas.
Novamente tentei livrá-los dos meus dons artísticos, mas não deu. Não consegui encontrar a ordem dos traços desse ideograma. O azul escuro é o radical.
Esse componente (o radical) se original do ideograma 犬 (Quǎn) que significa cachorro. Está relacionado com o animal ou com atividades respectivas aos animais deste gênero. É possível notar que os caracteres com este radical são relacionados com uma classe de animal (mamíferos).

再见!

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

[Chinês] "Todos" 都

都 (dōu) é usado para expressar "todos (as)" ou "ambos (as)". Deve ser usado antes de um verbo ou de um adjetivo. Sua estrutura é:

SUJEITO + 都 + VERBO + OBJETO

我们都爱猫。
nós todos amamos gatos.

Vocabulário:
都 (dōu) - ambos, todos.

Ideogramas da Lição


Componentes do ideograma:
耂 (lǎo) - velho
日(rì) - sol
阝(fù) monte, pilha - quando este radical estiver localizado no lado direito de um ideograma, o mesmo terá seu sentido relacionado a lugares. No caso de estar do lado esquerdo este por sua vez terá o significado relacionado a montanhas.

Componentes do ideograma:
犭(quǎn) - animal com garras, cahorro - esse componente se origina do ideograma 犬 (quǎn) que significa cachorro. Está relacionado com o animal ou com atividades respectivas aos animais desse gênero. É possível notar que os caracteres com este radical estão relacionados com uma classe de animais (mamíferos).

Atividade

  • 我们都爱爸爸。(Wǒmen dōu ài bàba.)
  • 你们都爱狗。(Nǐmen dōu ài gǒu.)
  • 他们都是中国人。(Tāmen dōu shì zhōngguó rén.)
  • Nós amamos o pai.
  • Elas não são chinesas.
  • Eles todos são americanos.
  • Nós todos amamos gatos.
  • Vocês todos amam cachorros.
  • Selecione a posição correta do ideograma 都 em um dos espaços da frase abaixo:

_____ 我们 ____ 爱 ____ 妈妈。

  • Todos.



Adaptações de A Bela Adormecida (Filmes e animações)

Oi, povo!

Bem, eu vi quando escrevi a resenha de A maldição da Bela Adormecida que não havia falado das outras adaptações que já tinha visto. E, acreditem, eu vi todas que soube que existiam, então, se faltou alguma na lista me avisem pra assistir. Até então, só o que me falta ler de adaptação é o livro Adormecida que foi a única versão do conto que ainda não li, ainda. Esse é meu clássico favorito, como sabem, por essa razão escrevi minha própria versão que, em breve, ganhará uma segunda edição (só estou esperando tempo pra isso!). Antes de falar das adaptações, quero falar um pouco sobre o conto. 
A versão mais conhecida é a dos Irmãos Grimm, publicada em 1812, na obra Contos de Grimm, sob o título A Bela Adormecida (título original Dornröschen, "A Rosa dos Espinhos"). Esta é considerada que tem como base tanto na versão Sol, Lua e Talia de Giambattista Basile, extraído de Pentamerone, a primeira versão a ser publicada na data de 1634, como na versão do escritor francês Charles Perrault publicada em 1697, no livro Contos da Mãe Ganso sob o título de A Bela Adormecida no Bosque, que por sua vez também se inspirou no conto de Basile.
No conto dos irmãos Grimm, na festa do batismo da tão desejada princesa de um reino, foram convidadas doze feiticeiras (na versão de Perrault, são sete fadas) para serem as madrinhas, presenteando a criança com dádivas como a beleza, a inteligência, a bondade, etc. No entanto, uma velha feiticeira do reino que fora negligenciada porque o rei tinha apenas doze pratos de ouro, interrompeu o evento e lançou-lhe como vingança uma maldição, cujo resultado seria a morte pelo picar do dedo num fuso quando a princesa atingisse a idade adulta. Porém, ainda restava o presente da décima segunda fada, que havia chegado atrasada. Assim sendo, esta suavizou o feitiço, transformando o maldição da fada malvada num sono profundo de cem anos, até ao dia em que seria despertada por um beijo proveniente de um amor verdadeiro.
O rei proibiu imediatamente qualquer tipo de fiação em todo o reino, mas em vão. Quando a princesa completou 16 anos, descobriu uma sala escondida numa torre do castelo onde encontrou uma velha a fiar. Curiosa com o fuso pediu-lhe para a deixar fiar, picando-se nesse mesmo instante. Sentiu então o grande sono que lhe foi destinado e, ao adormecer, todas as criaturas presentes no castelo adormeceram juntamente, sob o novo feitiço da 12ª fada que tinha voltado. Com o passar do tempo, cresceu uma floresta de urzes em torno do castelo, isolando-o do mundo exterior e dando uma morte dolorosa por uma picada em espinhos, a quem tentasse entrar. Assim, muitos príncipes morreram em busca da tal Bela Adormecida, cuja beleza era tão falada nas redondezas.
Após cem anos decorridos, um príncipe corajoso enfrentou a floresta de espinhos, mesmo sabendo da morte de outros tantos, e conseguiu entrar no castelo. Quando encontrou a torre onde a princesa dormia, achou tão grande a sua beleza que ficou apaixonado e, não resistindo à tentação, deu-lhe um beijo que a despertou para a vida e, seguindo-se ao dela, o despertar de todos os habitantes do reino que continuaram onde haviam parado há cem anos. Na versão de Grimm a história termina aqui, enquanto que na de Perrault segue com a continuação:
O príncipe e a bela princesa casaram-se secretamente e tiveram dois filhos: Aurora e Dia. Quando a mãe do príncipe (de descendência de ogres) soube disso ficou com vontade de comê-los, e ordenou a um caçador que os matasse e trouxesse, mas o caçador colocou animais no lugar onde deveria ter as crianças. A rainha, quando se apercebeu disso, enraivecida, mandou atirar as netas em um poço cheio de serpentes, cobras e víboras durante a ausência do príncipe, seu filho, que tinha ido caçar codornizes. Mas o príncipe chegou antes do tempo previsto, e a rainha, que já não podia fazer o planejado, cheia de ódio e medo ao filho, desequilibrou-se caindo dentro do poço onde morreu. A partir daí, a princesa e o príncipe "viveram felizes para sempre"! [Fonte: Wikipédia]

A versão da Disney, de 1959 foi o primeiro que vi, o príncipe Felipe era meu amor de infância. Foi o clássico da Disney que mais assisti. Ele segue quase a risca a história dos Grimm, apenas adaptando o conto para três fadas, Fauna, Flora e Primavera, o príncipe era prometido da princesa desde criança e, com medo da profecia, a menina foi criada como plebeia na floresta pelas fadas onde conhece o príncipe e se apaixonam. Mas ele não sabe que ela é a princesa Aurora, sua noiva, então conta ao pai que desistirá da coroa para casar-se com a bela camponesa que conheceu. Quando ele volta ao chalé do lenhador onde prometeram se encontrar, é emboscado pela bruxa Malévola, enquanto isso, Aurora é levada de volta ao castelo, desolada pela certeza de nunca mais ver seu misterioso jovem outra vez. Enquanto Felipe é trancado por Malévola em uma masmorra, a princesa é atraída por um feitiço e toca o dedo no fuso de uma roca, caindo em sono. Felipe foge com a ajuda das fadas e luta contra a feiticeira, transmutada em dragão, vencendo e acordando a amada com um beijo após descobrir que ela e a camponesa que ele ama são a mesma pessoa.

Em 1987, surge o primeiro Live-action do conto, intitulado Sleeping Beauty, eu tive a sorte de achar esse no youtube, dividido em 7 partes! É um pouco mais fiel ao conto dos Grimm, tem aqueles efeitos toscos dos anos 80, é meio musical e envolve até elfos que não tem na história original. Uma rainha vivia triste porque não tinha filhos, as fiandeiras do reino - que costuravam as roupas reais -, compartilhavam de sua tristeza. Até que um elfo, conhecido por fazer travessuras e perto de ser banido se não fizesse nenhuma boa ação, decide ajudá-la com um feitiço. Ele tem de recolher ingredientes levemente difíceis para fazer uma poção que, com uma rosa vermelha sob o travesseiro da rainha, depois da poção tomada, fariam com que gerasse um filho. A poção funciona e nasce uma menininha a quem a rainha nomeia de Rosebud (botão de rosa! Nome horrível!), iniciam-se os preparativos da festa de comemoração e o rei descobre que só tem 8 pratos de ouro, mas há 9 fadas na lista. Como fadas só podem comer em pratos de ouro, ele decide riscar a fada vermelha da lista, mas ela acaba invadindo a festa e quebrando todos os pratos, amaldiçoa a princesa e vai embora. A fada branca, que chegou atrasada, remedia a maldade como pode e, assim, a princesa cresce, todas as rocas são queimadas - com exceção de uma que foi esquecida - e ninguém no reino produz mais tecido então, todas as pessoas vivem com roupas velhas. Intrigada com aquilo, Rosebud (eita nome feio viu?) questiona sua ama do motivo de ninguém fazer tecido no reino, a mulher explica com evasivas, sem revelar a maldição. Quando a menina pergunta se há algum lugar em que criem tecido, a mulher diz que há um príncipe que procura uma princesa, e a garota fica feliz com a ideia de casar-se para trazer tecidos para os pais e a ama terem roupas novas. Os súditos começam a reclamar com o rei porque todos estão em farrapos, mal podem se mexer e as roupas rasgam. Para acalmar o reino, o rei e a rainha saem em uma expedição para comprar tecidos, mas nesse meio tempo Rosebud é atraída pela fada vermelha que faz com que ela fure o dedo em um fuso e caia em sono profundo. Cem anos se passam até que um príncipe em uma busca encontra o castelo e a desperta. Esse filme é uma mistura de High School Musical com balé. Ainda assim, é bonzinho.

Em 1995, a Goodtimes lança Sleeping Beauty, uma animação em 2D (saudades desse tempo!) que também segue a lógica dos Grimm com pequenas alterações. Em um reino distante o rei e a rainha tinham desejado um filho ,quando finalmente o seu desejo se tornou realidade, eles anunciaram uma grande festa no palácio. Todas as fadas do reino foram convidados e imediatamente nomeado como madrinhas de seu novo filha, cujo nome era Felicidade.Cada uma das fadas abençoou o bebé recém-nascido com um dom especial.A última das fadas, estava prestes a dar à criança o seu dom, Odelia, uma fada má aparece para lhe dar de presente para a criança, o dom da morte.A ultima fada nao pode remover a praga e, portanto, declara que Felicidade vai realmente picar o dedo em um fuso, mas ela não irá morrer e sim cair em um sono de cem anos e será despertada por um beijo de amor verdadeiro. É um filme curtíssimo (48 min.) e tem aquele sabor de infância. Lembro que dessa mesma série eu vi A Bela e a Fera, Branca de Neve e A pequena Sereia. Tem também A Polegarzinha.

Em 2010  foi lançado na França  uma versão do conto. Pelo conteúdo aparentemente adulto, não vi, pois só há disponível no Brasil em DVD na língua original com legendas em inglês. Segundo informações do blog maniacosporfilme.wordpress.com, "La belle endormie”, ou “Sleeping Beauty” , da diretora francesa Catherine Breillat, é um filme cansativo com um roteiro confuso em uma versão adulta e sombria do clássico conto de fadas." Ainda segundo o mesmo blog, o filme segue um roteiro sem pé nem cabeça com todo o erotismo e extravagância que os franceses parecem adorar. 
A princesa Anastasia é amaldiçoada pela bruxa Carabosse para morrer, mas três fadas adolescentes mudam a maldição para fazer a menina de seis anos adormecer por cem anos para acordar como uma adolescente de dezesseis anos. Ao longo de seu longo sonho, Anastasia pega um trem fantasma e é adotada por uma mulher que vive na floresta com seu filho Peter, que se torna seu irmão adotivo. Logo Peter é seduzido pela Snow Queen (Rainha da Neve) e deixa seu lar com ela.  Anastasia procura Peter e viaja através do reino de um rei e uma rainha albinos, e eles oferecem uma carruagem para ajudá-la em sua viagem. Entretanto Anastasia é atacada por ladrões ciganos que a sequestram, mas ela faz amizade com uma garota cigana que oferece um animal veloz para transportá-la. Inesperadamente, Anastasia, agora com dezesseis anos, é acordada pelo neto de Peter, Johan. [ Fonte: Maníacos Por Filme] 

Em 2012, eis que surge Beleza Adormecida! Esse filme é mais ou menos uma metáfora, literalmente uma analogia. Conta a história de Lucy, uma estudante universitária sem expectativas e objetivos na vida, ela voluntária-se como um assunto de teste no laboratório de investigação médica da universidade, trabalha em uma loja de café e faz fotocópias em um escritório. Ela também atende a um bar de alta classe, oferecendo-se como uma parceira de sexo. Seu senhorio não gosta dela, e ela gasta seu tempo visitando um homem distante, Birdmann, que está atraído por ela e de quem ela nada sabe. Embora ela não retorna seu afeto, ela parece estar mais feliz quando com ele do que em qualquer outro momento. As coisas começam a mudar quando ela aceita o convite de uma mulher chamada Clara para ser uma garçonete de lingerie, com a promessa de que ela não será objeto sexual "ativo" por parte dos clientes. Como o dinheiro era bom, ela aceita e o anfitrião do evento fica fascinado por ela, pedindo a Clara que "promova-a" para algo mais. Então, Lucy é convidada para oferecer conforto aos homens, garantem que ela não será penetrada, tudo que ela precisa fazer é tomar um chá que a deixará dopada enquanto os homens já de idade podem acariciá-la e abraçá-la, mas nada além disso. Ela acorda sempre no dia seguinte sem saber o que aconteceu no "quarto da bela adormecida" e vai embora. É despejada de seu quarto por seus proprietários. Ela aluga um apartamento muito mais caro. Depois de mais duas sessões de dormir na casa de Clara, Birdmann a chama; ele teve uma overdose de drogas e ela o visita enquanto ele morre. Ela tira sua camisa e fica na cama com ele, soluçando, mas não fazendo nenhum esforço para ajudá-lo. Em seu funeral, Lucy brandamente pede um antigo conhecido se ele quer se casar com ela. Pasmo, ele se recusa, citando seu novo relacionamento e vários falhas do caráter em Lucy. Ela acaba sendo despedida de seu trabalho de escritório e compra uma pequena câmera já com o intuito de descobrir o que acontece na casa de Clara, Logo após ser colocado sobre a cama para a sessão, no entanto, Lucy acorda e remove a pequena câmera que ela tinha escondido em sua boca. Ela é capaz de definir a câmara e voltar para a cama antes de ser descoberta. O cliente é mais uma vez o primeiro homem, mas desta vez, ele também bebe o chá com uma dose muito maior da droga. Na manhã seguinte, Clara entra e verifica o pulso do homem, mostrando-se surpresa quando ele não pode ser despertado. Ela então tenta acordar Lucy, mas é a primeira vez que é incapaz de fazê-lo, eventualmente, tem que usar respiração boca-a-boca. Lucy acorda e descobrindo que o homem nu deitado ao lado dela está morto, grita. Ao longo de todo o filme, Lucy foi tranqüila, passiva e estóica, agora, quando ela vê a situação, ela finalmente libera emoções - a bela adormecida, agora acordada. Creio que seja essa a mensagem do filme, quando a jovem moça sem expectativas depara-se com a morte e liberta sua alma para a vida. Pelo menos foi o que eu entendi. Ainda assim, achei uma droga.

Em 2013 surge o tão aguardado Malévola, que promete uma releitura do conto dos Grimm na versão da bruxa da Disney. Confesso que esse filme me decepcionou, não atingiu nenhuma das expectativas que eu criei, achei o enredo fraco e basicamente um monte de efeitos especiais que não seguraram a história. Uma bela e ingênua jovem com atordoantes asas negras, Malévola leva uma vida idílica, crescendo em um pacífico reino em uma floresta, até que o dia em que um exército invasor de humanos ameaça a harmonia da região. Malévola surge como a mais feroz protetora da região, mas acaba sendo vítima de uma impiedosa traição - um acontecimento que começa a transformar seu coração outrora repleto de pureza em pedra. Determinada a se vingar, Malévola enfrenta uma batalha épica contra o rei dos humanos e, como consequência, amaldiçoa sua filha recém-nascida, Aurora. Conforme a menina cresce, Malévola percebe que Aurora é a peça essencial para estabelecer a paz no reino - e para a verdadeira felicidade de Malévola também. A irmã de Dakota Fanning foi muito sem sal como Aurora, o trailer do filme vendeu mais que o enredo. A Disney decepcionou dessa vez.

Aí, em 2014, me vem esse famigerado Sleeping Beuty, se meu cérebro tivesse a opção "desver" eu apagaria ele do meu banco de dados. Dá pra entender porque não ouvi ninguém falando dele, é tosco pra dizer o mínimo! Eu pensei que não veria uma adaptação tão péssima desde A Bela e a Fera de 2010 que, sinceramente, é um lixo total. Parece que esse filme foi feito por amadores ou propositalmente escrito para ser ruim. Para cortar custos, o anúncio do nascimento de Dawn foi ao ar livre, a mercê de qualquer ataque dos inimigos. A opositora, Rainha Tambria (Olivia d’Abo), se ofende por não ter sido convidada e ataca as mulheres que seriam as fadas madrinhas. As tais mulheres evaporam (Sim, as fadas madrinhas morrem como insetos pegos pelo SBP!). A criatura cresce até a adolescencia, vivida por uma menina que não parece ter mais que 14 anos, os pais dão um baile para celebrar seu aniversário e ela está toda feliz, um jovem menino pede para dançar com a princesa e os felizes pais a deixam ir, sem qualquer reprimenda, e como todos os signos óbvios demonstram, ela é engodada pela feiticeira maligna, que além de fazer a mocinha dormir, ainda consegue fazer toda a corte cair em sono profundo. Após tentar assassinar seus desafetos, ela é impedida, pelo contra-feitiço que as fadas mortas deixaram. Então, nós conhecemos o príncipe, que é realmente uma gracinha! O pai manda puni-lo e o que ele faz? Chama seu criado das surras! Sim, meus amigos. Barrow, um camponês maltrapilho é mostrado como um homem sempre humilhado por sua majestade, até que tropeça em um mentor, que lhe conta a lenda da princesa adormecida e do seu reino, largado às traças e à maldição das fadas e das rainhas. Então, o príncipezinho de meia tigela descobre e junto com seus homens eles vão para o castelo atrás da princesa e da riqueza dela. A sucessão de bizarrices se inicia, o grupo, ao tentar passar por uma lagoa, cujas bordas estão pavimentadas, é atacado por um monstro reptiliano marinho gigante, feito com o melhor CGI que poderiam construir. A cena de combate é tão ruim que se torna o melhor momento do filme. A partir daqui, vou dar uma resumida, os caras vão morrendo um a um, até que sobram o principe, uns dois homens e Barrow, eles conseguem chegar até a câmara da princesa que arranca a cabeça de um dos caras junto com a espinha dorsal ao estilo fatality do Mortal Kombat. A batalha final ocupa tanta a atenção da Rainha má, que ela sequer percebe o rapto da princesa enfeitiçada Mais zumbis são levantados, e o dragão queimado e maneta volta a atacar, sem queimaduras e com seus braços de volta. Em um minuto, Barrow tem de enfrentar os monstros e até seus parceiros de jornada. Nenhum deles é capaz de enganá-lo, somente Tambria o faz, e depois de toda a luta, a malvada mulher ainda consegue arruinar seu próprio plano falho, ao não ficar de olho no seu opositor e ao abordar um inimigo, armado com uma espada, pelas costas. Após todo o aparato do final feliz, o reino inteiro ressuscita, os zumbis tornam-se homens, a família real, tudo volta aos conformes, como se não houvesse passado um dia sequer. O tempo avança em um ano, com o nascimento de mais uma criança, fruto do “amor” de Dawn - que continua uma criança de 14 anos - e Barrow, para mais uma vez ter a entrada de uma intrusa que dá a entender é Tambria. Se você não entendeu até agora que é uma das maiores porcarias já feitas com esse conto, vá assistir. [Tem trechos da crítica do blog Vórtex Cultural]

E como não fosse suficiente, ainda em 2014, temos outra "merdação" chamada A Bela Adormecida no Reino da Magia (só pelo título idiota você já tira). A bela princesa Aurora é amaldiçoada por uma bruxa má para o sono eterno, por um crime que ela não cometeu. O bravo Comandante da Guarda, William, embarca em uma missão inspirado por tanto amor e lealdade para libertar a princesa condenada. Ele viaja para a floresta escura, onde encontra um elfo amigável que o ajuda em sua busca, uma assistente perigosa que não gosta da realeza, um assassino mortal, e uma criatura voraz que ataca carne humana antes do confronto final, que determinará o destino de Aurora. Gente, o que é esse filme? Eu vou dizer, se eu tivesse metade da criatividade desse povo com certeza eu faria sucesso a essa altura do campeonato. Vamos por parte, a gente começa com uma "princesa" vestida como uma camponesa com um decote que, me perdoe, tá mais pra uma meretriz de boteco medieval, indo em busca  de ninguém menos que a bruxa que a amaldiçoou para "levar uma mensagem de paz" (WTF?), ela entra no castelo e é magicamente atraída para a roca de fiar que está solitária em uma sala que mais parece uma capela. E quando seu dedinho nervoso toca o fuso, ela sofre um choque e cai adormecida. A vá, irmão! Pula pra elfo fugindo de um cara que quer arrancar o coração dela, ela é salva por William bem na hora que o malvadão está praticamente despindo ela, os dois lutam no 'mano a mano' e o príncipe bonzinho salva a donzela élfica em perigo. Ela acaba se declarando, dizendo que esperou ele a vida toda e blá blá blá, mas ele acaba dizendo que ela o confundiu com outra pessoa e que ele está em uma busca, pela amaldiçoada princesa Aurora a quem precisa salvar. Apaixonada a primeira vista (jura?) a elfo decide ajudá-lo e os dois vão até um mago capaz de ver através da magia negra da bruxa, mas para isso eles tem que capturar um octlus, cujo o olho o mago precisa. E, adivinha só, o octlus come elfos! Então, o mago faz uma poção para deixar a elfinha ainda mais atraente pro bicho feio lá e os dois vão atrás dele, aí, essa fofa tira a roupa (sim, produção, ela põe as mamas pra fora), e pede ao principe pra passar a poção no corpo dela (o quêeee? '-') aí ele joga no chão e deixa ela lá com as mamas no frio enquanto espera pelo monstrengo. Luta vai, luta vem, eles conseguem o olho e a magia dá certo, encontram Aurora e vão atrás dela, tem a batalha com a bruxa que mais parece paintball com efeitos especiais e William desperta sua irmã. Sim, camaradas, irmã! Véio, a essa altura do filme eu já tava meio piora? Aí a elfinha tá lá, morrendo com o coração partido, desaparecendo sem saber que a princesa burra e o comandante insensível eram irmãos (genética boa, hein?). Quando ela tá nas últimas ele aparece, beija ela e tudo se resolve. Aí, a princesa ainda vai lá na bruxa moribunda dar a sua grande mensagem "O amor sempre vence". Manos, espero que não façam mais nenhuma adaptação desse conto. Sério. A mais recente The Curse of The Sleeping Beauty eu já resenhei aqui, então, vocês podem conferir.

E aí, gostaram da matéria? Já viu algum desses? Tem algum que eu não vi ainda? Estou pensando em fazer dos livros também, mas só quando eu ler os que faltam. Beijos povo! Até a próxima!