sábado, 1 de outubro de 2016

A História

Informações:
Autor: "Lucado, Max; Frazee,Randy"
Editora: Sextante
Ano: 2012
Páginas: 448

Sinopse: Quantas vezes você tentou ler a Bíblia, mas desistiu por achar a leitura cansativa e complicada? Mas, no fundo, continuou com vontade de conhecer esses textos por ter consciência de sua importância na história da humanidade. 
Agora você vai ter a oportunidade de conhecer o que há de essencial na Bíblia, pois A História é um livro que vai prender sua atenção do princípio ao fim. É de fato uma bela história. A Bíblia é uma narrativa repleta de amor, ódio, disputas, conquistas e milagres. Ela nos traz poesia, cultura, episódios históricos e teologia. É um verdadeiro romance de suspense, um livro de sociologia, uma lição de História – tudo isso em torno do conflito eterno entre o bem e o mal. 
O texto nos faz conhecer pessoas que, apesar de pertencerem a épocas e lugares muito diferentes, são extremamente parecidas conosco em nossas buscas e paixões. Para facilitar a compreensão, este livro utiliza trechos extraídos da Nova Versão Internacional da Bíblia e apresenta os fatos em ordem cronológica, da Criação ao Apocalipse, em 32 capítulos claros e concisos. A História traz ainda um prefácio de Max Lucado e Randy Frazee, além de perguntas para reflexão, uma lista dos personagens, mapas, linha do tempo, notas e comentários explicativos. Com seu comprovado poder de orientar vidas e fornecer respostas aos mais diversos questionamentos, este livro conta a emocionante jornada de um povo em busca de salvação e está repleto de ensinamentos profundos e poderosos.

Achei esse livro nas Americanas, foi um dos últimos livros que comprei lá, se não me engano, inclusive estava na promoção. A proposta de compreender melhor os metafóricos textos bíblicos me atraiu muito e como estava acessível o preço na hora, eu decidi trazer para casa. Bem, quando já estava na metade do livro descobri que Max Lucado, um dos compiladores do livro (porque ele não é o autor de fato) é um pastor. Não desmerecendo quem é evangélico, de forma alguma! Cada um tem a religião que acha que lhe completa melhor e Deus é um só para todos, entretanto, algumas coisas são discordantes na visão de um evangélico e um católico, há certos pontos em que divergimos e senti o ponto principal desta discordância no livro. Mas antes de falar sobre isso, quero trazer aqui minhas reflexões sobre o texto.
Deus criou o mundo, mas não queria habitá-lo sozinho, então, criou o homem. Mesmo tendo anjos que foram criados para adorá-lo noite e dia, Ele fez questão de criar um ser à sua imagem e semelhança, alguém a quem pudesse amar e que o amasse por livre vontade, alguém que fosse "governador" da sua criação, desse-lhe nome e cuidasse daquilo que com tanto amor Ele criara. Tudo que ele pediu para sua criatura foi: Não coma da árvore no centro do jardim. Era algo difícil de fazer? Não. Não era. A árvore do conhecimento... não é que Deus não queria que o homem permanecesse "burro", mas sim inocente, pois Ele sabia que a inocência a vida fluía de forma mais bela e os corações permaneciam puros sempre. Por que acha que Jesus disse que o reino de Deus é feito para quem é como uma criança? Mas o que ele fez? Exatamente, o que não era pra fazer. Ainda hoje, pode perceber, todo mundo tem a mania de fazer exatamente aquilo que dizem que não façam. Deve ser herança do casal 1.
Essa foi a primeira decepção do Senhor com sua criação. A partir daí a gente já tira que o homem, desde o início, foi induzido a ser um erro. Expulsos do paraíso e duramente castigados pelo criador, eles ainda tiveram a dádiva de receber uma segunda chance, e de sua descendência surgiu Abel, um ser puro e benevolente que ganhou graça aos olhos de Deus. Aí, o que acontece? Caim o mata. Porque o homem além de teimoso, curioso e desobediente, também tinha que ser invejoso. Ser ruim só não era suficiente. E de Caim, nasce um dos piores pecados que se podia cometer, posso até dizer, a "geração maldita". O mundo foi crescendo e a praga humana se disseminando e se afastando cada vez mais daquele que o criou, como se Ele não existisse. Então, veio Noé, Deus viu nele um bom coração, uma chance para aquele mundo perdido e, pela primeira vez destruiu tudo que criou, pois não havia sobre a terra algo que ele achasse valer a pena, mas favoreceu Noé e sua família e a partir dele criaria uma nova nação. Novamente, as coisas não saíram como planejado. Parece que desde que foram expulsos no paraíso por fazerem o que não deviam ter feito, junto do conhecimento que não deviam ter veio a péssima índole.
O mundo afundou na lama (de novo) e Deus escolheu Abraão pra liderar um povo que ele escolheu para ser seu. Dentre todas as nações do mundo, ele escolheu uma para favorecer, uma para, de livre e espontânea vontade segui-lo e amá-lo, para colocar acima de todas as outras nações que surgiam e o que esse povo fez? Sim, merda! Deus deu tudo a eles, mas no primeiro probleminha viraram as costas para ele. Do nada, Ele os alimentou, fez deles um povo forte, vencedor de todas as batalhas e superior aos seus inimigos, mas eles sempre viravam as costas como se Ele fosse um Deus cruel. Nunca paravam para agradecer, era só para reclamar, para exigir. E mesmo diante das maravilhas que Deus lhes mostrava, das graças que lhes concedia, da benevolência que tinha quando eles clamavam no meio do sofrimento (que é só quando lembravam dEle!) eles continuavam abrindo a boca para reclamar dele porque suas vidinhas infelizes não estavam confortáveis o bastante! Porque Deus não era suficiente para eles!
Atenda a tudo que o povo está pedindo; não foi a você que rejeitaram; foi a mim que rejeitaram como rei. Assim como fizeram comigo desde o dia em que os tirei do Egito até hoje, abandonando-me e prestando culto a outros deuses, também estão fazendo com você.
Mesmo assim, Ele continuou velando pelos ingratos, deu-lhes mandamentos, mandou profetas, castigou-os quando pecaram, fez TUDO que estava ao seu alcance por amor a um bando de vermes que sempre lhe insultavam e viravam as costas para sua bondade. Chegou ao extremo de sacrificar seu único filho em uma morte cruel e impiedosa pelo bem de um monte de criaturas cheias de maldade enraizadas em seu íntimo. Para salvar pessoas que o trocam por dinheiro, por qualquer coisa barata e passageira, que hoje nem se lembra que Ele existe e que fez tudo isso por amor a nós. Enquanto eu ia lendo, me colocava a essas questões, ia refletindo a trajetória do homem e vendo como ele era capaz de se superar e afundar cada vez mais. Hoje, inclusive, chegando a matar no nome de Deus, uma blasfêmia que eu sinceramente não quero ver a punição.
Pronto. Eu precisava fazer esse desabafo. Foram coisas que ficaram rondando a minha mente durante toda a leitura, me indignando, por mais que essa leitura tenha mais de 2.000 anos é absolutamente incrível como se encaixa na nossa sociedade atual, como somos reflexo do povo porco e ingrato que crucificou Jesus, que desonrou Deus, que o rejeitou impiedosamente. Como nós não valemos nada e, mesmo assim, Ele continua nos amando, querendo nos salvar. E isso me faz perguntar: Como? É impossível acreditar na capacidade de Deus de amar... mesmo apesar de todo mal que fazemos contra Ele, ainda assim Ele tenta nos salvar, nos ama, nos ouve. Consegue imaginar esse amor?
E há quem diga a insanidade de "Deus está morto"! Um ultraje! Deviam cortar a língua de um ser desse.
Bem, o livro é bem sucinto, mas reúne de fato todo o cerne da bíblia, diz que tem seleções da versão internacional da Bíblia, embora eu tenha achado pequenas divergências com a bíblia usada na minha igreja (católica), é basicamente a mesma coisa, são detalhes bem pequenos mesmo. O ponto que falei lá em cima foi no que se refere a Nossa Senhora, como eu disse, Max Lucado é um pastor e, como todos sabemos, há esta divergência entre as religiões católica e evangélica no que tange a Maria. Ele fala sobre ela no nascimento de Cristo, conforme está na bíblia - e com respeito, ao contrário de outras "bíblias" evangélicas que já vi por aí -, mas é somente aí que é citada e no milagre do vinho. Maria estava presente  quando os anjos receberam o Espírito Santo em pentecostes, mas ele não disse isso. Maria está no céu como rainha dos anjos, foi coroada e elevada aos céus, mas ele omitiu essa parte também. Depois da crucifixão do Senhor Jesus, é como se ela deixasse de existir. Isso me chateou sim, por mais que eles não aceitem isso, Nossa Senhora é uma figura importante da história, graças a ela o pecado de Eva foi apagado. Ela sofreu uma dor inominável ao ver seu filho pregado em uma cruz, agonizando por TRÊS HORAS, permaneceu com os apóstolos, sofreu aquela dor e ele a tratou como uma reprodutora só citando-a quando foi meramente conveniente. Isso é muito errado. Ela não é uma qualquer, é a MÃE DE JESUS! ESCOLHIDA POR DEUS. E digam o que disserem, ela é SANTA, virgem, puríssima e imaculada. Aceitem. É o único ponto negativo que eu tenho a relatar sobre o livro.
Para finalizar esse desabafo-resenha, quero deixar uma música que eu acho que combina muito com tudo que eu disse aqui e que traduz bem a mensagem central desse livro: amor. E é isso que falta para o mundo tomar jeito, queridos leitores, amor.Pura e simplesmente.

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