sábado, 25 de maio de 2019

[Livro] A Menina Mais Fria de Coldtown

Original: The Coldest Girl in Coldtown
Autor: Holly Black
Ano: 2013
Gêneros: Drama, Terror, Ficção juvenil

Sinopse: No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown.

Houve duas razões básicas para que eu selecionasse esse livro pra ler. A primeira foi o título e a capa azul, ambos me chamaram a atenção e formei um milhão de teorias na minha mente, a segunda foi a autora que é super amiga da minha musa da escrita Cassandra Clare. Contudo, talvez eu tenha ido com "muita sede ao pote".

A história começa com a personagem principal, Tana Bach, acordando de ressaca em uma banheira após uma festa na casa de fazenda de um dos colegas de escola, ela não se lembra de muita coisa até acordar ali, mas seu estado de alerta cresce quando vê uma das janelas da casa abertas em um lugar totalmente silencioso. Pensando que todos estavam dormindo, a garota descobre que seus amigos de escola estão mortos em uma confusão de corpos gélidos e azulados drenados até o fim e sangue por todos os lados. Tentando vencer o choque, Tana se obriga a ir até o quarto de hóspedes, pegar suas coisas e sair dali o mais rápido que puder, é nesse quarto que ela encontra Aidan, seu ex-namorado problemático, amarrado em uma cama e, ao seu lado, no chão, preso com grossas correntes está um menino  de aparência lânguida e olhos vermelhos. Um vampiro.

Tentando raciocinar e com o pôr do sol prestes a chegar, Tana trava uma batalha contra sua força e contra o tempo para libertar o ex infectado e o vampiro que, ao que parece, está prestes a entrar em uma encrenca séria. Quando está às portas (ou melhor, janelas) da liberdade, eis que dois vampiros quase a capturam e ela é parcialmente mordida dando-lhe o risco de ficar resfriada. Assim, sem saber se pode voltar pra casa a garota parte com o vampiro e Aidan para a Coldtown mais próxima. Coldtowns eram lugares de quarentena onde as pessoas infectadas eram colocadas, cidades inteiras dominadas por vampiros onde não haviam leis e onde pessoas que aspiravam a vida eterna iam para serem transformadas.

Tana nunca quis ser uma vampira. Em especial porque sua mãe morrera por causa daquela infecção e mesmo que não tenha sentido os horrores de passar pelo resfriado, ela era uma testemunha da agonia e da loucura que ele provocava. Ainda assim, com o risco de estar infectada, ela não podia voltar para casa e fazer o pai e a irmã mais nova passarem por todo aquele pesadelo novamente. Assim, seu plano é ir até Coldtown para levar Aidan, que também não pode voltar pra casa, e Gavriel, o misterioso vampiro que parece muito cortês e solícito mesmo que Tana possa ver a sede irradiando nos seus olhos. Eles encontram um casal de gêmeos de estilo alternativo que pede carona até a cidade vampírica com o sonho da vida eterna, ambos fugidos de casa e a garota mais inclinada a ser uma imortal que o irmão.

Ao chegarem na cidade, Gavriel se separa dos demais e Tana segue, meio a contragosto, os gêmeos e Aidan até a casa de um conhecido de Midnight, a estúpida adolescente blogueira controladora que está ávida por ser vampira e nunca mais envelhecer. Porém, como as aparências podem enganar, Tana logo percebe que estava muito errada em julgar a companhia que levara até Coldtown e, vendo-se traída e sozinha, ela precisará lutar pela sua humanidade na fria cidade de monstros se quiser ter a chance de voltar para casa.

Começo a pensar que a maioria dos livros usa adolescentes como protagonistas porque todas elas tem a desculpa dos hormônios para ser idiota. Meu Deus. Tana até tenta passar aquele tipo "girlpower", mas no fundo é só uma garota fadada a tomar decisões idiotas com uma frequência que devia lhe render um prêmio! Midnight foi outra que me tirou a paciência, toda vez que essa guria abria a boca eu queria dar na cara dela até ficar roxo. Aidan é um idiota e o fato de Tana dar tanta corda pra ele só me fazia detestá-la mais. Gavriel faz aquele estilo experiente, meio Edward Cullen, meio Stefan Salvatore, simpatizei com ele apesar de, em alguns momentos, querer dar-lhe uns cascudos também. Perl, a irmã mais nova de Tana, é o retrato típico do adolescente cabeça oca manipulado pela mídia, prova disso é a sua estupidez sem precedentes fugindo de casa e indo até Coldtown atrás da irmã.

Toda a mitologia envolvendo vampiros é uma mescla de alguns dos clássicos envolvendo a espécie, a criação das coldtowns e da própria epidemia que evoca Resident Evil e Meu Namorado é um Zumbi, onde os humanos convivem entre as feras ao mesmo tempo que lutam contra elas, embora no caso do livro isso não se aplique muito bem, foi interessante. Somos tragados para um mundo distópico cheio de um horror cru que nos leva a refletir sobre a própria "humanidade" em si, afinal, o que separa os humanos dos vampiros? São os vampiros ainda humanos ou bestas sedentas cegas e sem princípios? E os humanos, não agem como tal? Contudo, fora a única reflexão prática que tirei da leitura, além, é claro, da luta contra o tempo. Acho que o vampirismo tem essa carga sobre as pessoas justamente por isso, por oferecer uma saída para o tempo que tanto amedronta e inquieta o ser humano, a imortalidade é atraente e histórias com vampiros levam essa ideia aliada às consequências da escolha caso ela fosse possível.

Não digo que o livro é ruim. Não é. Ele fica ali naquela linha das histórias da Meg Cabot, dá para entreter, mas não é o suficiente para nos arrebatar, pelo menos não foi comigo. Inclusive, nunca nem me passou pela cabeça que ele mexesse com a mitologia vampírica de modo que isso me pegou de surpresa. Não foi ruim, uma vez que eu gosto do universo, mesmo que muita gente diga que está saturado e tudo mais, acho muito bacana e acredito sim que ainda dê para criar algo bacana em cima do gênero. Contudo, A Garota mais Fria de Coldtown não me cativou muito, serviu para um passatempo, mas suas personagens não são (talvez com exceção de Gavriel) amigos que eu gostaria de rever. O livro funciona no subgênero horror teen, com umas cenas bem grostescas, mas como romance adolescente e drama achei que deixou muito a desejar. Os backgrounds históricos foram muito legais e acho que eram as melhores partes do livro, na maior parte do tempo ele é narrado em terceira pessoa sob o ponto de vista de Tana o que, apesar de tudo, reduz um pouco a nossa visão dos demais personagens, mas nada que atrapalhe muito a sequencia.

Enfim, é isso. Recomendo o livro pra quem quer uma história de vampiros sem muita pretensão e com algumas surpresas, mas não pra quem procura algo no estilo Diários de um Vampiro ou Entrevista com um Vampiro. É mais no estilo A Mediadora (ainda que A menina mais fria de Coldtown seja melhor escrito).

domingo, 19 de maio de 2019

[Filme] Anesthesia | Sensei Kunshu | Anoko no Toriko

Ano: 2015
Direção  e Roteiro: Tim Blake Nelson
Gêneros: Drama, Suspense, Filosofia
Elenco: Corey Stoll
Glenn Close
Gretchen Mol
Kristen Stewart
Sam Waterston

Sinopse: Walter Zarrow (Sam Waterston) é um amado professor de filosofia. Após seu filho revelar uma temível notícia, ele decide que é hora de aposentar-se e passar mais tempo com sua esposa. O que ele não sabe, é que sua aposentadoria afetará diversas pessoas ao seu redor: uma estudante problemática, um marido infiel e um homem lutando contra o vício das drogas. 

Eu assisti AQUI
Eu quis assistir Anesthesia depois de ver essa cena no Youtube aleatoriamente enquanto navegava. Gente, não há como exprimir o quanto me identifiquei com essa personagem e seu pensamento acerca do mundo e da sociedade. Procurando o filme para ver, demorei até encontrar um legendado, é um filme curto (1h 30min) e, basicamente, fala sobre pessoas que tentam encontrar um sentido em existir nessa terra numa sociedade cada vez mais robotizada e desumanizada.
Um professor de filosofia chamado Walter tomou a decisão de se aposentar, ele tem um casamento sólido com sua esposa, Marcia, a quem ama incondicionalmente e seu filho está passando por um problema com a própria esposa que pode ter câncer. Os netos dele, enquanto isso, estão tentando se descobrir enquanto experimentam drogas, debatem a relação familiar e desvendam as relações sexuais em busca de um propósito além da satisfação. Uma das orientandas de Walter, Sophie, passa por problemas de socialização e aceitação, ela usa um modelador de cabelo para queimar o próprio corpo em busca de uma fuga da sua realidade, sentindo-se cansada da sociedade mecanizada e vazia que a cerca e odiando-se por sua incapacidade de mesclar-se a ela. Paralelo a isso acompanhamos uma mulher e suas duas filhas na esperada do marido voltar para casa, ela tem problemas com álcool que causa raiva na filha mais velha, pois sabe que a mãe se embebeda porque o pai não está em casa, o marido dela, Sam, está com a amante na mesma cidade e mentiu estar na China, mesmo sabendo que a esposa já passou uma temporada em Pequim. Jeoffrey está na luta para salvar seu melhor amigo Joe do vício em drogas, mas este se recusa a deixar a vida vazia que leva. 
Pessoas tentando entender a razão da existência, buscando um motivo para continuar vivos e sobreviver num mundo que se torna cada dia mais sombrio e vazio cheio de gente sem empatia conversando com telas presas na sua ilusão de interação e pseudo-existência. Um retrato das angústias que afligem a maioria das pessoas no mundo moderno, filme sensível e maravilhoso. O final, então, toda aquela metáfora de finalmente "não sentir nada" foi espetacular. Diálogos inteligentes e bem articulados, personagens vívidos que representam a sociedade deprimida na qual vivemos, simplesmente fantástico. Mais que recomendo pra todo mundo, vale muito a pena!
Título Original: センセイ君主
Direção: Sho Tsukikawa
Roteiro: Erika Yoshida
Ano: 2018
Gênero: Comédia, Escolar, Romance
Elenco: Ryoma Takeuchi
Minami Hamabe
Taiki Sato
Rina Kawaei
Baseado na série de mangá de Momoko Koda
Onde achar: Mahal Dramas Fansub
Sinopse: Ayuha Samarun (Minami Hamabe) é uma estudante do ensino médio. Ela é constantemente rejeitada pelas pessoas por quem declara seu amor. Um dia, ela tem problemas em um restaurante. Um homem no restaurante, Yoshitaka Hiromitsu (Ryoma Takeuchi), ajuda ela com seu problema. No dia seguinte, ela descobre que Yoshitaka Hiromitsu vai ser seu professor de matemática na sua escola e na sua sala de aula. Samarun agora acredita que Yoshitaka Hiromitsu é sua alma gêmea. Ela acaba se apaixonando loucamente pelo professor e vai fazer de tudo para conquistar o seu coração.
Esse filme tem a mesma pegada de Sensei, já resenhado por aqui, mas o foco aqui não é o drama, Sensei Kunshu é mais focado na comédia. Aqui acompanhamos Samarun, uma colegial que está em uma busca muito desesperada para encontraro primeiro amor. Ela quer um namorado mais do que tudo porque é a única que ainda não viveu as emoções de um encontro. Quando recebe seu oitavo fora, ela acaba indo afogar as mágoas como costuma fazer: comendo montes de comida. Acontece que nesse dia ela come demais e descobre que nao tem dinheiro para pagar, então um jovem adianta-se e paga a comida dela junto da sua. 
Esse jovem é Hiromitsu, um brilhante matemático que, no dia seguinte, aparece como professor responsável pela turma de Sumarun. Logo no início ela coloca na cabeça que ele é seu homem ideal, até conhecer a personalidade fria dele.  Então, inicia-se um jogo de determinação para tirar dele a última palavra, até que ela perceba que está apaixonada por seu professor. Logicamente ele a recusa, mas incapaz de desistir Samarun o desafia dizendo que vai fazer com que ele se apaixone por ela. De espírito otimista e sempre com astral alto, essa guerra pelo coração do professor vai ser disputada por Kotake, melhor amigo apaixonado secretamente por Sumarun e Shuka, a amiga de infância de Hiromitsu que está determinada a levá-lo de volta para a França.

O filme é muito engraçado e perfeito para quem procura um programa mais leve, é bem estilo aqueles filmes bobinhos como Heroine Shikkaku, mas não tem como não se apaixonar, gente, é muito fofo. A Minami Hanabe entrega uma Sumarun sonhadora e hilária com caras e bocas que evocam tanto a Kotoko de Itazura na Kiss quanto a própria Heroine Shikkaku (que eu esqueci o nome agora), mas ela vai além nos trazendo uma comédia mais "limpa" sem muito exagero o que deixa a coisa mais natural. Ryoma Takeuchi que eu não conhecia, consegue fazer um bom papel no professor meio "perdido" entre ir atrás do que abandonou e abraçar a carreira que assumiu. Uma excelente escolha para quem quer dar boas risadas e curtir um bom colegial.



Original: あのコの、トリコ。
Direção:  Ryo Miyawaki
Roteiro: Taeko Asano
Ano: 2018
Gênero: Romance
Elenco: Ryo Yoshizawa  Suzuki Yori
Sugino Yosuke  Tojo Subaru
Yuko Araki (I)  Tachibana Shizuku
Ohata Shieri  Saki
Baseado no mangá "Anoko no Toriko" de Shiraishi Yuki.
Onde achar: Movie Asian Fansub

Sinopse: Três amigos de infância fazem uma promessa: se tornarem estrelas quando crescerem. Separados, cada um segui o seu caminho. Agora, Suzuki Yori é apenas um estudante do ensino médio que usa óculos. Ele decide perseguir seu sonho e ainda nutre sentimentos pela sua amiga Tachibana Shizuku, que se tornou uma modelo. Já Tojo Subaru é um popular ator que também gosta de Shizuku. Os três acaba se reencontrando na escola.

O sonho de Shizuko sempre foi ser uma atriz famosa. E o sonho de Yori era igualmente ser ator, mas antes ele queria falar em um volume que as outras pessoas entendessem, mas, sobretudo, ver Shizuko feliz. A terceira parcela dessa soma era Subaru, o garoto bonito que tinha certeza não apenas que seria ator, mas que teria sucesso.

Conforme crescem, cada um segue seu próprio caminho, Subaru se torna um idol, Shizuko continua perseguindo seu sonho através da carreira de modelo e Yori esqueceu completamente seu sonho, focando apenas em sobreviver até o dia que vê sua melhor amiga em uma revista e decide ir atrás dela para se provar e ficar perto dela novamente. Quando o agende de Shizuko se demite, ela indica Yori como seu novo agente e vendo nisso a oportunidade de estar ao lado dela ele aceita.

A partir daí ele passa a dar tudo de si para que ela consiga alcançar seu sonho de se tornar uma atriz, coisa que acaba lhe revelando igualmente como ator, mas quando Subaru aparece de repente disposto a tirá-la dele, Yori vai precisar de mais que coragem para assumir seu sonho e não perder aquela que ama.

Se houve algo que não gostei nesse filme foi a falta de atitude da Shizuko, os dois caras estão lá, decidindo com quem ela vai ficar e ela não faz nada. Deixa eles falarem por ela como se não tivesse qualquer escolha, isso me irritou pra caramba, o modo como ela era passiva a maior parte do tempo quando o assunto era seu coração. Juro, houve momentos que eu queria dar na cara dela. Ryo Yoshizawa (Marmalade Boy, Bleach) é um ator maravilhoso, entrega para nós um Yori em busca da sua confiança que é doce e faz tudo ao seu alcance pela mulher que ama, acreditando nela acima de qualquer coisa. 

Deixo aberto para vocês tirarem suas conclusões, particularmente esperava um pouco mais.




sexta-feira, 17 de maio de 2019

[Aviso] Cancelamento do Projeto Hanadan

Então, pessoinhas, vim anunciar o cancelamento do projeto Hana Yori Dango. Quando comecei a procurar as versões do drama que ainda não tinha visto, acabei notando que os fansubs que legendaram na época já se foram e, desse modo, eu não teria acesso a eles. Inclusive, tentei começar a assistir o mais recente, Hana Nochi Hare, mas não consegui ir muito longe uma vez que as personagens não tem metade do carisma da versão original.

Como não gosto de deixar coisas inacabadas, optei por pôr um fim ao projeto. Provável que eu tente ver essa versão mais recente e, provavelmente, tente procurar as outras com legendas em inglês pelo menos (nem assim eu achei). No momento, além de completar os dramas que separei para ver esse ano, tentarei me dedicar ao Projeto Itazura na Kiss. Não é certeza, mas vou cogitar a ideia de ver a versão chinesa lançada ano passado embora tenha assistido ao primeiro episódio e achado muito sem sal. Mas como praticar o listening é importante, vou cogitar a ideia e trago pra vocês o que achei.

Também cancelei a leitura desse mês do clube do livro. O livro escolhido, Dias Perfeitos, além de não estar fluindo, pois eu estava achando a leitura bem maçante, começou a envolver temas que, no momento, dadas as minhas condições emocionais e psicológicas, eu não estou em condições de ler. Por isso achei melhor abandonar.

Então é isso. Vou atualizando o blog conforme for completando as coisas. Esse mês, apesar da cirurgia, acho que vou conseguir colocar as coisas nos eixos. Inclusive, assisti um filme incrível esses dias e comentarei sobre ele em breve.

Um super abraço! 

[Livro] Um Amor para Lady Johanna

Título Original: Saving Grace
Autor: Julie Garwood
Página: 400
Gênero: Histórico, Romance, Suspense
Ano: 2016

Sinopse: Uma jovem viúva. Um guerreiro escocês fascinante. Duas vidas transformadas pelo amor e por uma paixão avassaladora. 

Quando Lady Johanna soube que estava viúva, ela prometeu que jamais se casaria novamente. Com apenas dezesseis anos, ela já possuía uma força de vontade que impressionava a todos que enxergavam além de sua beleza avassaladora. Contudo, quando o Rei John ordenou que ela se casasse outra vez – e selecionou um noivo para ela – pareceu que a moça deveria se conformar com esse destino. Seu irmão, no entanto, sugere ao Rei um novo pretendente:o belo guerreiro escocês Gabriel MacBain. No início, Johanna estava tímida, mas, conforme Gabriel revelou com ternura os prazeres magníficos a serem compartilhados, ela começou a suspeitar que estava se apaixonando por seu novo e rude marido. Logo ficou claro para todo o clã das Terras Altas, portanto, que o ríspido e galante lorde rendera completamente seu coração. Porém, a iminência de uma intriga da realeza ameaça separar o casal e destruir o homem que ensinou a Johanna o significado do verdadeiro amor, que a transportou além de seus sonhos mais selvagens.

Oi, gente!

Finalmente minha recuperação da cirurgia está quase completa e pude finalizar hoje esse livro maravilhoso que me deixou apaixonada. Minha irmã o comprou na Avon porque sabe que amo romances históricos, mas confesso que não estava preparada para me apaixonar dessa forma pela história doce e cheia de surpresas de Johanna e Gabriel. 

Quando Raulf, seu marido, morreu misteriosamente ao cair de um precipício, Johanna sentiu-se aliviada por estar livre daquelas garras tenebrosas e jurou que nunca se casaria outra vez, mas o rei John, atual governante da Inglaterra, não deixaria sua serva mais "perigosa" livre por muito tempo e tinha o perverso plano de casá-la com o Barão Williams, porém, seu irmão Nicholas impediu o arranjo fazendo um acordo com o rei e, após obter a anulação de seu casamento com o falecido Raulf, Johanna é levada por Nicholas até a Escócia para um arranjo matrimonial com o guerreiro Gabriel McBain, embora cheia de dúvidas, Johanna acaba concedendo com o casamento ao descobrir que seu futuro marido não era assustador como parecera à primeira vista.

Porém, apesar de Gabriel demonstrar que a aceita, o mesmo não pode ser dito de Nicholas a quem seu novo marido não quer ver de nenhuma forma por uma razão que ela não entende. Johanna está satisfeita com o fato de seu marido saber que ela é infértil e, dessa forma, deixá-la em paz, mas não contava que ele fosse lhe ensinar não apenas a intensa arte do amor, mas que nem todos os homens são cruéis e sem honra como seu falecido marido Raulf. Ela se descobre como mulher forte e apaixonada ao receber a liberdade e o carinho de Gabriel que se torna servo da docilidade e força da sua esposa.

Contudo, não apenas com o desenrolar de um matrimônio onde impera o amor, Johanna precisará aprender a viver com a divisão entre os clãs que seu marido controla, em especial porque a rivalidade entre eles gera sempre conflitos que, direta ou indiretamente a envolvem, ela não é aceita pelo segundo clã, os Maclaurim que não a respeitam e a tratam com indiferença. Decidida a conquistar não apenas a aceitação, mas a confiança de seu clã, ela inicia uma dura batalha na unificação de todos ao mesmo tempo que tenta driblar a superproteção de seu marido e vencer os fantasmas do seu passado que parecem prontos para alcançá-la.

Quando a situação da Inglaterra chega em um ponto crítico e Raulf volta dos mortos determinado a tê-la de volta, Johanna vai precisar de toda a sua coragem, confiança e controle para enfrentar e vencer o seu passado levando justiça não apenas para a tormenta que sofreu ao longo dos três anos que fora casada com o cruel Barão Raulf, mas a todas as mulheres que sofreram com a crueldade do bispo Hawllick, um homem corrupto e sem escrúpulos a quem a brava mulher está mais que disposta a ensinar uma bela lição. Pelo bem do seu clã e para impedir que uma guerra chegue à sua casa, ela enfrentará perigos mortais confiando que seu Arcanjo Gabriel a protegerá do demônio que lhe persegue.

Gente eu amei esse livro! Logo no começo dá pra prever um monte de coisas, mas isso não atrapalha em nada a leitura, a gente fica imerso em um mundo novo imaginando os cenários e os acontecimentos, sofre junto com a Johanna e compartilha suas dúvidas e temores. Em alguns momentos eu bem queria dar uns cascudos nela, mas para uma guria de 16 anos ela até que era bem madura, pensei que me daria bem mais raiva. Outra coisa que amei nisso foi que não houve muita enrolação, uma coisa que sempre me dá nos nervos nos romances desse tipo é que o casal nunca se resolve porque não há diálogo, aqui eles podem não dizer na cara que um ama o outro, mas eles demonstram isso de forma que ambos sabem que são amados pelo parceiro, não há muita enrolação nisso e eu amei. 

Johanna não é uma donzela indefesa. Apesar de viver em uma sociedade que lhe dá pouca voz, ela sabe se impor e se fazer ouvir independente de quem precise enfrentar e acompanhar ela ganhar essa confiança e essa força é muito incrível. De igual modo, sabe usar com habilidade algo muito difícil: o silêncio. Johanna sabe quando não vale a pena discutir, pois gastar saliva e argumento algumas vezes é inútil. A cena que ela enfrenta os lobos me fez vibrar de emoção e adrenalina. Da mesma forma, conhece Gabriel e entender suas razões para ser o como é, tanto quanto sua evolução ao longo do relacionamento com a esposa, foi tão fascinante quanto. A forma como ele se apaixonou por Johanna e venceu, com paciência e dedicação, cada um dos seus medos até conquistar sua confiança foi uma das coisas mais doces e lindas que já li. Sem dúvida vou procurar mais livros dessa autora, ela acabou de ganhar uma fã!

quinta-feira, 9 de maio de 2019

[Anime] Tsuki Ga Kirei

Original: 月がきれい
AKA: As the moon So Beautiful
Gênero: Romance
Direção:  Seiji Kishi
Roteiro: Yūko Kakihara
Episódios: 12

Sinopse: A série foca nas personagens Akane Mizuno e Kotarō Azumi, alunos do nono ano que se tornam colegas de classe pela primeira vez. A série irá retratar o crescimento de cada personagem e a sua ligação às pessoas que as rodeiam, como colegas de turma e de clube, professores, e pais. O anime vai, ainda, centrar-se no romance adolescente das personagens, que são perseguidas pela mudança e incerteza, à medida que as estações, inevitavelmente, passam.

Gente, que anime mais fofo dessa vida, não to sabendo lidar com isso! Sério! O final deu até aquele calorzinho no coração, nossa! Nem sei como falar dele. Peguei esse anime por indicação do Intoxi Anime quando eu ainda acompanhava o canal, gosto muito de animes de romance e quem me acompanha aqui no blog sabe disso.

Como ele é bem curtindo, vou falar de modo breve pra não dar spoiler da história. A gente acompanha Azumi Kotarou, um adolescente que sonha em ser escritor e Mizuno Akane uma adolescente que ama atletismo e tem excelentes notas. É a primeira vez dos dois estudando na mesma sala e à primeira vista, não pareciam que ambos se encantariam um pelo outro ainda que sentissem curiosidade em se conhecer.

Começou timidamente, com um evento envolvendo a classe no qual os dois precisaram trocar IDs no LINE (uma espécie de rede social), começam a conversar e a interação entre eles se torna muito promissora conforme se conhecem, uma admiração que se transforma em interesse e eles mantêm isso para si, enquanto isso, Chinatsu uma das amigas de Akane, também se apaixona por Azumi enquanto Hira, um dos veteranos do clube de atletismo, está a fim de Akane.

Após encarar seus sentimentos, Azumi pede Akane em namoro e ela aceita, mas eles não contam para ninguém na escola. Contudo, os ciumes que sentem um do outro - porque Hira está tentando conquistá-la e Chinatsu está flertando com ele - então, num passeio que fazem juntos ao parque quando Hira faz questão de tentar se declarar para a menina, Azumi assume que os dois estão namorando e, assim a escola inteira fica sabendo.

Contudo, com a proximidade do fim do ensino fundamental e a mudança de Akane para outra cidade qual poderá ser o futuro dessa relação? Pessoal, que anime mais fofo e história mais doce. Acompanhar o progresso desses dois tanto em sua relação quanto ao seu futuro e é um panorama muito bom das relações no Japão, mas claro que a ficção não condiz tanto com a realidade, principalmente atualmente. Mas, sério, eu fiquei surtando horrores no último capítulo, quase chorei e o final, ai, pessoal, deu aquele calorzinho no coração, sabe? Muito lindo! Me identifiquei super com a timidez deles hahaha. Sério, recomendo demais, se você gosta de um bom romance vai se derreter com esse! E a trilha sonora então, só amor!

segunda-feira, 6 de maio de 2019

[Livro] Scarlet

Autora: Marissa Meyer
Gênero: Distopia, suspense, romance, terror, contos de fadas
Série: Crônicas Lunares #2
Páginas: 480

Sinopse: Ela não sabia que o lobo era um tipo de animal perverso e não teve medo dele.
Cinder, a ciborgue mecânica, retorna nesta segunda parte da emocionante série Crônicas Lunares. Ela está tentando a todo custo escapar da prisão - embora, se seu plano der certo, possa acabar se tornando a fugitiva mais procurada do mundo.
Quase do outro lado do globo, a avó de Scarlet Benoit desapareceu. Enquanto investiga seu paradeiro, Scarlet descobre que há muitas coisas que não sabe sobre a avó e que durante toda a sua vida correu grande perigo. E então, Scarlet conhece Lobo, um lutador de rua que pode ter informações sobre o paradeiro de sua avó. Apesar de sua relutância em confiar no estranho, de um jeito inexplicável, ela acaba se sentindo atraída por ele. E Lobo por ela. Entre as pistas para desvendar esse mistério, Scarlet e Lobo descobrem um enigma ainda maior ao conhecerem Cinder.
Agora, todos eles precisam estar um passo à frente da perversa rainha Lunar Levana, que vai fazer de tudo para que o príncipe Kai se torne seu marido, seu rei, seu prisioneiro.


Confesso que, ainda mais que Cinder, esse livro foi uma bela surpresa. Em Scarlet seguimos a jovem cujo nome dá título ao livro, ela é a chapeuzinho vermelho, sua avó desapareceu e a polícia pareceu pouco inclinada a continuar as buscas, o país está em polvorosa com a fuga de Cinder e de um outro preso político no país, o capítão Thorne um galanteador falsário e dissimulado que desertou da união americana. Scarlet está cansada de todo mundo julgando e condenando Cinder sem entender suas razoes, ainda que a mesma não saiba o que levou a ciborgue àquela humilhação pública, não a julga e se compadece de sua situação, a falta de empatia das pessoas lhe enoja. Numa confusão em um bar, ela é ajudada por Lobo, um lutador clandestino que parece perdido em Rieux e tem a clara intenção de trabalhar na fazenda da avó de Scarlet, Michelle Benoit.

Quando seu pai volta para casa ensadecido após ter sido torturado por algum grupo criminoso, Scarlet começa a descobrir que talvez tudo que sabe sobre a avó não é tão certo quanto pensava. Lobo lhe conta sobre a Ordem da Matilha da qual vem fugindo e que está com a sua avó, prometendo ajudá-la a encontrá-la. Enquanto isso, Cinder e Thorne conseguem escapar da prisão e vão atrás da nave que ele roubou da América, quando são perseguidos por policiais e ela descobre que, na verdade, o capitão não sabe pilotar a nave sem o modo automático. Após quase serem mortos, Cinder se conecta com a nave e consegue tirar os dois dali para o espaço. Levana, furiosa com a fuga da ciborgue, diz a Kai que ele tem dias para encontrá-la ou ela iniciaria um ataque à terra.

O pai de Scarlet começa a procurar alguma coisa como um desesperado por todos os lados, mesmo a menina garantindo que a avó não esconde nada. Eles acabam discutindo e o homem vai embora. Lobo e Scarlet partem para Paris em busca da Ordem, o plano da menina é se trocar pela avó, mas ela acaba se envolvendo em um contratempo no trem em que viaja e precisa saltar, os dois acabam embrenhando-se em uma floresta e sendo seguidos por um estranho que ela vem a descobrir ser irmão de Lobo. Enquanto isso, Cinder usa o chip de Iko na Rampion, a nave roubada de Thorne, a androide não gosta nem um pouco do novo corpo, mas acaba aceitando sua nova condição, eles decidem usar o dom de Cinder para ir até Rieux procurar Michelle Benoit e obter informações sobre o passado da ciborgue como princesa Selene.

Scarlet e Lobo chegam a Paris e adentram A Ordem da Matilha que tinha como base um teatro de ópera abandonado. A garota se vê traída pelo companheiro de viagem e descobre que, na verdade, quem está com a sua avó são capachos de Levana, uma vez que a ordem é liderada por um taumaturgo e todos os integrantes são geneticamente modificados. Scarlet é presa sem ver a avó e Lobo retoma sua posição de alfa com o intuito de obter informações e conseguir tirá-la dali em segurança. Cinder e Thorne conseguem chegar à fazenda de Michele, mas encontram tudo revirado e sem qualquer sinal da mulher ou da neta. Em um compartimento escondido na garagem, Cinder encontra a nave que lhe transportou para a terra quando era criança e a mesa de operações que lhe transformou no que é, descobrindo um pouco mais sobre seu passado e sobre o projeto de seu falecido pai adotivo que concluiu na avó de Scarlet uma cirurgia que lhe impede de ser manipulada pelo dom lunar.

Levana dá ordens para as matilhas atacarem a terra uma vez que Cinder não foi encontrada. Cinder e Thorne são atacados em um bar de Rieux ao serem abordados pela polícia, mas atacados por um dos membros da matilha que mata todos os policiais e, por bem pouco, não acaba com ela e Thorne. Os dois conseguem fugir antes que mais policiais cheguem. Enquanto isso o caos desce por todas as capitais do mundo, presa em uma cela sem ver a avó, Scarlet recebe uma visita de Lobo que, ao beijá-la a força, passa um chip para ela que, mais tarde, ela descobre ser de um dos guardas permitindo que ela saia da cela. Enquanto as matilhas levam terror por Paris, Cinder precisa encontrar a mulher que lhe transportou para a terra e Scarlet precisa encontrar uma maneira de escapar viva com a avó daquele pequeno inferno, além de preservar o próprio coração do que sente por Lobo. Kai, em contrapartida, parece prestes a selar o seu futuro e o do mundo inteiro.

Achei muito legal não apenas intercalar a continuação do livro passado com a história de Scarlet, mas a maneira como as histórias se encaixam e se ligam. O ponto alto, sem dúvida, é o romance entre Scarlet e Lobo, achei esse livre um pouco gore, tiveram umas cenas que foram de revirar o estômago. A escrita continua seguindo o mesmo padrão anterior, com descrição e intercalando os pontos de vista de maneira eficiente. Os pontos de tensão são distribuídos de modo inteligente e você se envolve com as personagens, essa nova visao moderna dos contos de fada, apesar de trazer os elementos básicos das histórias originais, deixa um gosto agridoce no leitor, somos sempre surpreendidos e acho que é isso que mais gosto nessa série, não dá pra prever o que vem depois mesmo que você saiba o conto original de cor.  Mais que recomendado!

terça-feira, 30 de abril de 2019

[Relendo&Resenhando] Aventuras Inéditas de Sherlock Holmes

Título Original: THE FINAL ADVENTURES OF SHERLOCK HOLMES
Autor: Arthur Conan Doyle
Gênero: Horror e mistério, Policial Contos

Sinopse: Os fãs do maior detetive da literatura mundial encontrarão neste livro doze histórias de Sherlock Holmes que normalmente não constam da obra de Arthur Conan Doyle com o seu mais famoso personagem. Peter Hanning, especialista em Sherlock Holmes, defende que Conan Doyle (1859-1930) nos legou, além de quatro novelas protagonizadas por Holmes, não apenas cinqüenta e seis contos, mas sessenta e oito contos no total. São essas doze histórias "extras" que o sherlockiano compilou, organizou e que compõem Aventuras inéditas de Sherlock Holmes. Os contos são verdadeiras histórias de aplicação da lógica dedutiva à solução de crimes e mistérios, à la Sherlock. São eles: A verdade sobre Sherlock Holmes, O mistério da casa do tio Jeremy, Bazar no campus, O caso do homem dos relógios, O caso do trem desaparecido, O caso do homem alto, Os apuros de Sherlock Holmes, O caso do homem procurado, Alguns dados pessoais sobre Shelock Holmes, O caso do detetive medíocre e O aprendizado de Watson. As histórias são acompanhadas pela peça em um ato O diamante da coroa, que nos mostra Holmes e Watson no inusitado formato teatral.

Hanning, o organizador, lançou mão do mesmo espírito investigativo do protagonista para, em uma deliciosa introdução, esmiuçar cada uma das histórias, contextualizando-as dentro da obra do autor e justificando a sua pertinência no total de títulos com o célebre detetive, trazendo à tona informações e curiosidades sobre aquele que é um dos três personagens mais conhecidos da literatura inglesa, junto a Hamlet, de Shakespeare, e Robinson Crusoé, de Daniel Defoe.

Saindo aos 42 do segundo tempo, eis que vos trago o livro de Abril do projeto Relento e Resenhando, como mencionei nos últimos posts, esse mês foi bem complicado pra mim, de modo que acabei atropelando um monte de coisas e não consegui cumprir minhas metas, então, precisei abandonar o livro que estava lendo para não atrasar o projeto.

Quando li este livro pela primeira vez não gostei. Acho que já estava na faculdade quando minha irmã o comprou para mim e tudo que tinha lido de Sherlock Holmes (Um Estudo em Vermelho e O Signo dos Quatro) fora no normal médio, pelo menos dois ou três anos antes. Então, meu contato com essa obra não foi muito bom de modo que, ao pegar para ler, vi que havia colocado um não gostei bem veemente no skoob. Porém, essa releitura, à luz das obras que li recentemente e do contato um pouco mais profundo com o autor, me levou a um novo patamar. Eu realmente percebi nesse livrinho o que não consegui notar na primeira vez que o li. Para qualquer fã de Sherlock, esse livro é quase obrigatório na coleção.

Ao longo das páginas o próprio autor vai nos contando não somente acerca da concepção de Sherlock Holmes (que, pasmem, partiu de um professor de faculdade dele hahahaha), mas de todo o processo criativo em si, inclusive, dando uma pequena aula sobre o método dedutivo e sobre a criação de histórias de detetive. Seguimos sua trajetória como autor e as principais dificuldades que ele encontrou no caminho para levar Sherlock Holmes ao mundo. Inclusive, o motivo pelo qual ele decidiu pôr fim à vida do personagem. Quando li essas partes comecei a pensar não apenas sobre o processo criativo em si, mas sobre o peso que algo criado pode ter sobre o seu criador, diante das coisas pelas quais Doyle passou ao criar um personagem tão icônico que se tornou real na mente das pessoas ao ponto de ele mesmo ser confundido com a sua cria, me fez pensar sobre o peso que um livro tem sobre seu autor a partir da perspectiva do público. É uma senhora responsabilidade.

 Atrelado a isso, acompanhamos alguns contos inéditos envolvendo o detetive mais amado de todos os tempos, alguns deles nem parecem fazer parte do universo Sherlockiano, mas não deixam de ser tão sagazes e envolventes quanto. Peguei-me divertindo-me com essas aventuras curtas, mas bastante distrativas e seus enigmas que, num primeiro momento, parecem impossíveis de se acreditar como um trem inteiro que desaparece ou um homem que some sem deixar vestígios. E a forma como Holmes ou Doyle na pele de outra personagem, desenrola o nó nos deixa sentindo-se tolos desatentos hahaha. Foi uma revisita muito válida e estou amando esse projeto. Se você é um fã de Sherlock e quer conhecer um pouco mais da sua vida, criação e morte, esse livro é certamente um prato cheio para você.

Mais que recomendado!

domingo, 28 de abril de 2019

[Dorama] Love Rerun

Título Original: ラブリラン (Rabu Riran)
Direção: Kyohei Fujimura
Roteiro: Yuko Nagata, Rieko Obayashi
Ano: 2018
País: Japão
Gênero: Romance
Episódios: 10
Elenco: Anne Nakamura, Yuki Furukawa, Aimi Satsukawa, Nana Katase, Ryohei Otani e Aya Omasal

COmpleto no Mahal Dramas e Céu Asiático


Sinopse: Minami Sayaka (Nakamura Anne) é uma designer e trabalha para uma empresa. Ela tem 30 anos, é solteira e não teve nenhuma experiência amorosa por nutrir um amor não correspondido por 15 anos pelo amigo de infância Sagisawa Ryosuke (Otani Ryohei). Uma manhã, Sayaka acorda e dá de cara com Machida Shohei (Furukawa Yuki), um colega de trabalho que ela mal conhece. Ela entra em pânico e Shohei revela que eles estão em um relacionamento e morando juntos. Aparentemente, Sayaka perdeu a memória dos últimos 3 meses. Ela se pergunta como isso aconteceu...

Eu tinha começado esse drama ano passado porque estava como revisora das legendas, mas a tradutora do japonês acabou sumindo e então, esse ano, o Mahal colocou os dez episódios de uma vez de modo que decidi trocar o que eu ia assistir (Hanadan next season) que não estava fluindo para finalizá-lo. As coisas nesse mês de Abril foram bem complicadas, acabei me atrapalhando inteira e não consegui cumprir as metas que havia estabelecido para o mês, então vou tentar recuperar o tempo perdido em Maio. Mas vamos ao drama.

A história gira em torno de Sayaka, uma designer de 30 anos sem qualquer autoestima e experiência no amor. Um dia, ela acorda no chão de um apartamento que não reconhece e descobre que perdeu a memória dos três últimos meses da sua vida. Mais que isso, está morando junto de Machida Shouhei, seu colega de trabalho mais novo, e teve sua primeira vez com ele, mas os dois haviam terminado a relação e ele queria que ela deixasse seu apartamento. Para piorar, o apartamento que era de Sayaka foi cedido à sua melhor amiga grávida e, por isso, ela não podia voltar para casa.

Ela acaba fazendo um acordo com Machida. Ele a deixa ficar no apartamento até que ela recupere a memória e, depois, ela vai embora. Sayaka não consegue se lembrar de como se apaixonou por Machida quando seu amor da vida sempre foi Ryo, seu melhor amigo desde a infância. Ela o procura uma vez que ele é a única coisa constante da qual sua mente recorda, mas seu amor de longa data está noivo de Mizuki com quem mora junto. Ainda assim, Sayaka se declara pra ele, mas recebe em troca uma recusa carinhosa.

Na sua luta para recuperar a memória, ela começa, aos poucos, a se recordar da sua vida com Machida enquanto convive com ele e percebe que seus sentimentos por Ryo podem não ser tão fortes quanto ela pensava, porém além do seu melhor amigo de infância, a ex namorada de Machida aparece disposta a reconquistá-lo, os fragmentos de memória de Sayaka surgem aos poucos e ela se vê encurralada ao se descobrir apaixonada por Machida.

Confesso que eu fiquei um pouco frustrada com o final desse drama, as coisas aconteceram de modo atropelado como os dramas coreanos as vezes costumam fazer e isso me irrita. Não apenas as escolhas de Machida e Sayaka que por vezes me davam nos nervos, mas a enrolação mesmo, além de achar que podiam ter esticado o final um pouquinho. Contudo, no geral, é um drama muito bom e o mistério em torno da memória de Sayaka deixa a gente ávido pra descobrir o próximo capítulo. Num cômputo geral, eu gostei.

[Livro] No Coração da Floresta

Original: If You Find Me
Autor: Emily Murdoch
Páginas: 272

Sinopse:  se tudo o que você soubesse fosse uma mentira? E se a pessoa que deveria te proteger não tivesse condições nem mesmo de cuidar de si mesma? Carey é uma jovem de 15 anos com uma história de vida difícil. Levada às escondidas pela mãe para um parque nacional quando ainda era uma criança, tudo o que ela e a irmã menor conhecem é a floresta. Elas só têm uma a outra, considerando que a mãe, viciada em drogas e mentalmente instável, muitas vezes desaparece por dias sem fim. É durante um desses sumiços que repentinamente as meninas se vêem diante de dois estranhos, que as tiram da floresta e as levam para um mundo novo e surpreendente de roupas, meninos e aulas. Agora Carey precisa enfrentar a verdade por trás do seu passado e decidir se vale a pena revelar um terrível segredo, que, caso descoberto, pode colocar em risco a segurança e a nova vida das duas irmãs.

Então, gente, esse livro não está na minha meta desse ano, mas eu fui convidada por uma amiga a participar de um Clube do Livro e acabei entrando por experiência, esse era o livro de Abril. Esse mês as coisas desandaram feio aqui, não consegui cumprir meu cronograma esperando uma cirurgia que não aconteceu e tudo ficou a maior confusão. Por sorte o concurso para o qual estou estudando foi um pouco mais adiado e vou poder recuperar o tempo.

Mas bem, o livro conta a história de Carey e Jenessa, duas irmãs que vivem em um trailer sob as privações de uma floresta densa. A mãe das duas, Joelle, é uma viciada em drogas que aparece vez ou outra para dar-lhes suprimentos. Em um primeiro momento temos uma visão bem parcial da vida delas e da razão de estarem ali, mas já fica bastante claro que algo muito ruim aconteceu com as duas uma vez que a irmã menor, Jenessa, não fala por ocasião de um mutismo seletivo (condição psicológica caracterizado pela recusa em falar em determinadas situações, mas em que o indivíduo consegue falar em outras. Frequentemente está associado com um elevado nível de ansiedade, mas também pode estar ligado a um trauma psicológico.) e Carey, que narra a história, deixa claro que a menina não era assim antes da "noite da estrela branca".

É o mistério envolvendo essa noite que nos prende ao livro. Quando o pai de Carey aparece na floresta com uma assistente social, munido de uma carta escrita por Joelle em que dizia expressamente ter abandonado as filhas, a adolescente vê seu mundo desmoronar nesse momento, primeiro porque não confia no pai que supostamente batia nela e na mãe, segundo porque sabe que caso vá embora possa ser separada de Jenessa que é praticamente sua filha. Ela só aceita ir embora com os dois quando tem a garantia que não será separada da irmã e assim a história segue a adaptação das duas ao mundo "civilizado" e tudo do qual Carey ficou longe por tanto tempo e Jenessa nunca conheceu.

A esposa atual do seu pai, Melissa, acolhe as meninas com doçura e sincero afeto, ao contrário da filha dela, Delaney, cujo desprezo por Carey é imediato apesar de gostar de Jenessa. A adaptação não é fácil, em especial porque Delaney dificulta as coisas para Carey que se vê sobrecarregada com o peso das mudanças e o segredo que esconde consigo. Mesmo com todo o cuidado de Melissa que as trata como se fossem suas próprias filhas e o pai, agindo de modo carinhoso e paciente como Carey não conseguia se lembrar, seu passado aos poucos vai se descortinando na sua mente conforme os desafios aumentam, os sentimentos afloram e o dia de contar a verdade que tirou as palavras da sua irma se aproximam.

Confesso que no início o livro não me prendeu muito, não consegui me apegar às personagens apesar de entender suas condições, fiz algumas apostas já no início da leitura e elas se mostraram corretas no desfecho, acertei praticamente todo o mistério antes de ele ser revelado. Mesmo o livro tendo seus pontos positivos, achei que a história foi muito "enxuta", houveram várias coisas que ficaram a cargo da nossa imaginação porque não foram contadas, sei lá, a brevidade de tudo que hora parecia arrastado e hora parecia rápido demais acabou tornando minha experiência e leitura um pouco frustrante. Mas no geral gostei da história e do desenrolar, o capítulo final chegou a me revirar o estômago e quase chorei (quase!). É uma leitura rápida, mas sei lá, acho que poderia ter sido desenvolvida de modo mais amplo. 


sexta-feira, 12 de abril de 2019

[Anime] Childrem of the Whales

Título Original: クジラの子らは砂上に歌う RR: Kujira no Kora wa Sajō ni Utau Lit: Crias da baleia cantam na areia.
Direção: Kyōhei Ishiguro
Roteiro: Michiko Yokote
Ano: 2017
Episódios: 12
Gênero: Fantasia, distopia, suspense, drama, mistério

Sinopse: Chakuro é o arquivista de 14 anos da Mud Whale, uma ilha quase utópica que flutua na superfície de um infinito mar de areia. Nove em dez dos habitantes de Mud Whale foram abençoados e amaldiçoados com a habilidade de usar saimia, poderes especiais que os condenam a uma morte precoce. 
Chakuro e seus amigos já chegaram a explorar outras ilhas, mas nunca conheceram, viram ou até ouviram falar de um ser humano fora de Mud Whale. Até que um dia Chakuro visita uma ilha tão grande quanto a Mud Whale e encontra uma menina que mudará seu destino por completo.

Dizer a vocês que mesmo com as analogias muito pertinentes desse anime, além das excelentes críticas mostradas de modo sutil e inteligente, nem assim eu consegui gostar dele. Se você já viu alguma resenha de Made in Abyss (acho que é assim o nome) percebeu que apesar do gráfico lindo e da história "chibi" que parece inocente, aquele não é um anime para crianças. Bem, o mesmo se aplica a Children of the Whales, quem vai assistir pensando que é um lindo anime inocente sobre crianças em uma ilha está muito errado.

Estamos na era da areia. Os oceanos, tal como o deserto, se converteram em um mar de areia onde os poucos animais que se adaptaram agora vive e embarcações gigantescas e flutuantes movidas por nous (espécies de criaturas mágicas que se alimentam de emoções humanas). Pelo que pude entender, antes de iniciar a era da areia, o mundo passou pelo "apocalipse" onde os pecadores foram exterminados e a fase da empatia foi extinta quando os humanos perceberam que emoções eram cargas desnecessárias que apenas consumiam-nos e os impedia de viver da "forma correta". Contudo, a humanidade após esse apocalipse foi dividida em dois, os que tinham Thymia, uma espécie de magia concedida a eles em troca das emoções que "libertavam" para os nous e os chamados desmarcados, seres humanos normais que não tinham thymia.

A história é contada por Chakuro, um dos marcados que vive na chamada Baleia, uma embarcação que está há anos à deriva . Nesse anime, embarcações são verdadeiras ilhas flutuantes habitadas por pessoas. Particularmente nesta, os marcados tem uma vida curta e desconhecem por completo a existência do nous. Todos vivem suas vidas de maneira pacífica até o dia em que uma nova embarcação surge à vista. Ansiosos por explorar, eles formam um grupo para ir até a embarcação entre eles está Chakuro que é o arquivista da ilha. Quando chegam ao local ele acaba encontrando uma garota inconsciente, ela está aparentemente ferida, mas quando ele tenta ajudá-la acaba sendo atacado por ela e quase morto. Ainda assim, por causa do estado dela, ferida e sozinha, ele decide levá-la consigo para a baleia. A menina recebe o nome de Lykos, ainda que afirme que esse não é seu nome verdadeiro e nenhum deles poderia imaginar que, com ela, viria também o caos.

Apenas dias após a chegada de Lykos, a ilha é atacada por enormes embarcações de homens mascarados munidos de espadas e armas de fogo. Um verdadeiro massacre se inicia com mortes por toda o lugar, de marcados e desmarcados que simplesmente são assassinados sem saber a razão e sem poder oferecer qualquer resistência além de fugir. Seus agressores, cruéis e sem sentimentos, os chamam de pecadores e dizem que todos precisam ser exterminados. Contudo, a presença de Lykos detém o massacre antes que todos na ilha morram e sua identidade é descoberta como um soldado enviado junto com os outros - por ordem do irmão mais velho dela - para exterminar os pecadores. Então, os moradores de baleia se deparam com os mistérios que cercam seu "exílio" que, até então, era tido como a vida que conheciam, eles foram exilados pelo império porque, ao contrário dos demais, se recusavam a abrir mão dos seus sentimentos e viver sem empatia.

Lykos então começa a dar instruções acerca do que precisam fazer e, com a guerra batendo em sua porta, tudo que os moradores de baleia podem fazer é aprender a se defender de um inimigo que os odeia pelo simples fato de escolherem ser diferentes, serem eles mesmos. No meio da batalha cheia de perdas de ambos os lados, mais segredos se revelam e a possibilidade de um mundo fora do mar de areia é a esperança que mantêm os habitantes da embarcação exilada crentes em um futuro onde possam ser aceitos como são.

Não apenas a crítica ao regime teocrático, mas a brilhante crítica à alienação foram as coisas que mais me chamaram a atenção nesse anime e me fizeram seguir firme até o último episódio. Obviamente um anime de 12 capítulos não cobre nem metade de um mangá de 13 volumes, por isso o final é aberto e dá a entender que vem muito sangue por aí. Fique realmente chocada quando aconteceu o massacre na ilha, acho que qualquer pessoa que vai assistir o anime sem conhecer a obra fica em choque, porque o capítulo inicial não dá a entender que vá se desenrolar tal banho de sangue. Ele levanta reflexões muito pertinentes ao mundo que vivemos, ao modo como agimos e, imagino, a ilha a deriva pode ser exatamente uma analogia ao modo como nos isolamos em nossas bolhas sociais dentro da ilusão que tomamos por realidade. Além disso, o modo como o conselho mantêm os habitantes de baleia no escuro, não apenas omitindo fatos, mas escondendo em si a própria corrupção, tal qual o império para o qual seus ancestrais serviram e que acha-se ainda no direito de decidir quem vive e quem morre.

A parte dos sentimentos também achei interessante. Se por um lado exemplifica o que a sede de poder pode fazer e exigir de alguém, uma vez que em troca do thymia, os marcados abdicam do seus sentimentos, mostra quão enlouquecedor é ter sentimentos em um mundo que não vê cor, beleza ou tem qualquer sensação além do vazio e da apatia. Em contrapartida, mostra quão assustador seria o mundo com esse bando de psicopatas a solta governando (se bem que agora sabemos como é) e decidindo quem vive e quem morre sem levar nada em consideração apenas as próprias provas e crenças, provocando anarquia e terror naqueles que não se adequam ao seu regime. Ainda assim, a história do anime não conseguiu me imprimir nada além do choque das cenas horríveis de morte gratuita. Mesmo com essas e mais críticas analógicas brilhantes, não recomendo para pessoas que se impactem com facilidade.  

domingo, 31 de março de 2019

[Relendo&Resenhando] A Lenda dos Cinco Povos: A Terra de Almar

Autor: Raul G.M. Silva
Páginas: 495
Ano: 2013
Gênero: Fantasia

Sinopse: Arthur Ghridff é um menino magro e louro que mora com a avó na pequena cidade de Flores. Certo dia ao voltar da escola ele e seus amigos se deparam com um estranho acontecimento, ao passarem em frente a uma velha casa abandonada. Eles então resolvem investigar e ao fazer isso descobrem que existe muito mais entre o céu e a terra do que nós meros mortais podemos imaginar. Juntos os quatro mergulham numa aventura onde a amizade e a coragem podem significar a mesma diferença entre a vida e a morte, nessa aventura cheia de perigos e magia, Arthur, Tom, Gui e Hally irão descobrir muito mais sobre si mesmos e suas reais origens e também a verdadeira história deste e daquele mundo, a história que nunca nos foi revelada.

Com a morte em seu encalço e poderes inimagináveis brincando com seus destinos Arthur e seus amigos descobriram que possuem um papel de destaque nos acontecimentos vindouros e que o destino de muitos está sobre seus ombros.

Li a primeira versão desse livro quando ainda estava na faculdade. Como eu, o Raul também caiu na ansiedade de publicar logo, acho que acontece com todos. Ano passado, em um evento na faculdade, ele apresentou a segunda edição da história e minha irmã acabou trazendo para casa, então, como eu estava planejando o projeto, acabei por colocá-lo na lista já que não tinha escrito resenha para ele na época, e, claro, lê-lo com um olhar desprovido de emoções desnecessárias.

Bem, a história acompanha um grupo de quatro amigos vivendo sua vidinha normal numa cidade pequena e fictícia chamada Flores. Arthur poderia ser tido como o líder do grupinho, a maior parte da narrativa é contada sob o ponto de vista dele. Gui seria o entremeio do inteligente e problemático, mas sem dúvida dos quatro é o mais corajoso (perdoa, Art, mas justiça seja feita), Hally é praticamente uma Hermione da vida (se não foi homenagem não sei o que eu diga) e Tom, bem, Tom é a prescrição de Rony, medroso como ele só. Então, os quatro viviam uma vida comum até uma noite que tem a genial ideia de seguir uma luz estranha dentro de uma casa abandonada numa rua que dá arrepios (tinha tudo pra dar certo, né?) e, com isso, acabam caindo em uma terra medieval de dois sóis (misericórdia, um só já tá quase nos matando, imagina dois!).

Explorando essa terra, eles acabam se deparando com uma mulher que lhes conta mais sobre aquela terra e sobre o papel deles no futuro daquele o do nosso mundo (nada demais, eles só precisam salvar a humanidade, coisa normal!). Incapazes de voltar para casa antes de completar sua missão, que é deter o temível Hoo Woov, os amigos partem em uma jornada cheia de perigos que porá a prova sua lealdade uns aos outros, além de testar toda a sua coragem e habilidades, uma vez que precisarão passar por um rígido treinamento enquanto buscam sobreviver naquela terra selvagem que os está caçando, sendo suscetíveis a jogos de poder e tendo de lidar com as perdas dolorosas no meio do caminho. Até alcançar o seu destino, Arthur vai descobrir não apenas a força da sua amizade com Tom, Gui e Hally, mas vai se deparar com sentimentos nunca antes imaginados e descobrir que a história que conheceu até então pode não ser tão verdadeira quanto ele pensava.

Então, se comparado a primeira versão (que eu já tinha achado muito boa) essa está nitidamente superior. Ele se atentou mais não apenas a lógica temporal, mas as próprias atitudes dos personagens na situação em que se encontravam e isso fez uma diferença enorme no enredo. É um livro bom, tem uma história interessante, personagens simpáticos que despertam certa empatia na gente, cada qual oferece um certo conflito interno que acrescenta na trama, a criação de mundo é boa, mas acho que pode melhorar mais. São poucos aspectos, claro, mas dá sim. Alguns diálogos ficaram um pouco incoerentes, mas nada que atrapalhe o enredo.

Por alguma razão, as cenas de magia desse livro me lembraram os animes de ação com magos do tipo Zero no Tsukaima, e também um pouco Fullmetal Alchemist, a magia aqui não é exatamente uma ciência, mas por algum motivo me remeti a isso. As cenas de batalha eu não conseguia imaginar de outro modo que não dos jogos de MMORPG e de filmes como O Senhor dos Anéis ou o próprio Harry Potter que parece ser uma referência clara na história ainda que de modo sutil até certo ponto. Boa parte da história se foca no treinamento de Arthur e na adaptação deles em Almar, mas como ele usa o recurso de alternar pontos de vista (ainda que o livro seja narrado em terceira pessoa no mesmo estilo Harry Potter), fiquei meio desapontada por não ter aparecido o treinamento de Hally e Tom de modo mais explícito. Esse último a gente nem vê resquícios na verdade. O envolvimento de certos personagens também ficou meio que como uma incógnita de "como aconteceu? Quando?".

Num cômputo geral achei o livro muito bom, houve algumas perguntas que ficaram sem resposta, mas acho que isso será resolvido no segundo livro. Há algumas coisas que gostei mais do que outras, mas essa é uma impressão totalmente pessoal que prefiro não expor nesta resenha. É um bom livro, vale a pena ser lido. Quem gostou de Harry Potter e gosta de fantasia, recomendo.

sábado, 30 de março de 2019

[Dorama] Okitegami Kyoko no Biboroku

Título Original: 掟上今日子の備忘録
Gênero: suspense, romance, comédia romântica
Escrito por: Akiko Nogi
Direção: Tōya Satō
Yoshinori Shigeyama
Naoko Komuro
Ano: 2015
Episódios: 10
Elenco: 
Yui Aragaki
Masaki Okada
Daiki Arioka
Rio Uchida

Sinopse: Kakushidate Yakusuke é super azarado (do ponto de vista dele) então vive precisando de ajuda de detetives particulares para limpar o nome dele (uma vez que ele atrai problemas com um imã atrai ferro) e quem aparece para ajudar ele é Okitegami Kyoko uma detetive que sempre se apresenta para ele pois sua memória é deletada todas as noites e no dia seguinte ela nunca se lembra dele.

Já tinha um tempo que eu queria ver esse drama, em especial pela Yui Aragaki que é uma atriz japonesa que gosto muito, a premissa do drama também é muito interessante e me despertou, inclusive, a vontade de ler o mangá. Nós acompanhamos Yakusuke, um homem jovem que tem um azar que já começa no seu nome (no Japão, há uma crença que um nome que atrai infortúnio a pessoa terá má sorte o resto da vida. A mesma coisa na China).

Quando ele é acusado de um roubo que pode pôr abaixo todo o departamento onde ele trabalha, sua única saída foi chamar um detetive particular. É assim que Kyoko entra em sua vida, uma bela detetive de cabelos prateados que tem a singularidade de ter a memória reiniciada quando dorme. Ela não lembra de nada do que aconteceu ou das pessoas que conheceu desde que acordou. Assim, Yakusuke, com sua onda de azar interminável, se impressiona com a bela e sagaz detetive que salvou sua pele da cadeia e roubou seu coração.

Logo, ele consegue outro emprego, mas o destino coloca Kyoko na sua vida mais uma vez para salvá-lo de um mal entendido e, em meio a essas idas e vindas que para ela é sempre a primeira vez, um laço se forma entre os dois e mesmo que ela não se lembre dele no dia seguinte, começa a ver o homem lindo que ele é por dentro e por fora. Quando menos se dá conta, um amor improvável começa a nascer entre eles. Mas como vencer a memória de Kyoko? Sobretudo, como saber quem ela é de verdade quando seu passado é uma incógnita que pode esconder um lado sombrio?

Eu amei esse drama! Foi tudo que eu imaginei e mais um pouco, não apenas pela sagacidade dos casos que ela resolve como se fossem fáceis por assim dizer, mas pela relação deles, que, gente, é muito amorzinho. Quando ela começa a ver a pessoa doce que o Yakusuke é, as resenhas que ele passa tentando conquistar ela, nossa gente, tinha hora que eu morria de rir e hora que meu coração se despedaçava.

Fiquei meio mal com o final, admito. Apesar de tudo que aconteceu, o pobre Yakusuke sempre volta a estaca zero e as chances se tornam menores. Também não explicou algumas coisas a respeito da Kyoko que a gente fica curioso. Mas no geral é um draminha ótimo, engraçado, intrigante e muito fofo. Além de ser pequeno. Mais que recomendo! Eu baixei esse de um site de anime, mas não lembro qual, gente. Não sei se algum fansub pegou esse projeto, mas pelo que lembro não.

domingo, 17 de março de 2019

[Livro] Rainha de Copas

Autora: Colleen Oakes
Ano: 2014
Gênero: Literatura fantástica
Série: Queen of Hearts #1

Sinopse: Como princesa do País das Maravilhas e futura Rainha de Copas, os dias de Dinah são uma monotonia sem fim. São muitos chás, tortas e uma série de humilhações causadas pelo Rei de Copas, seu pai. O momento mais esperado de seus dias é quando é visitada por Wardley, seu melhor amigo de infância, e futuro Cavaleiro de Copas - e o amor de sua vida.
Quando a coroação de Dinah se aproxima, uma sequência de eventos sangrentos sugere que algo errado está acontecendo nos extravagantes salões do palácio. A princesa terá de desvendar esses mistérios antes que ela perca a cabeça para um inimigo sagaz.
Personagens conhecidos como o Gato de Cheshire, o Coelho Branco e o Chapeleiro Maluco fazem parte da narrativa que encantará os leitores com uma nova perspectiva do País das Maravilhas, criado por Lewis Carroll.


Começo dizendo que se eu soubesse que esse livro era uma trilogia nem teria começado. Não gosto de ler séries a menos que estejam completas. Contudo, quando compramos esse livro não vinha especificado que era uma série, algo que achei muito errado. Minha irmã é muito fã de Alice no País das Maravilhas, particularmente prefiro o primeiro livro, Através do Espelho não me causou grande impacto. 

Em Rainha de Copas somos convidados a adentrar em um novo universo de Alice e olhar o país da mente da criação de Carrol sob uma ótica não tão maravilhosa assim. Acompanhamos a história de Dinah, a princesa herdeira do trono de copas, perdeu a mãe muito jovem e é desprezada pelo pai sem saber a razão. Solitária no palácio, seu único consolo é o irmão Charles, o chapeleiro maluco e magnífico, Harris (o coelho) seu tutor e Emily, sua dama pessoal. Além de Wardley (Valete) seu melhor amigo e por quem é apaixonada desde sempre.

Dinah sonha com o dia que será coroada e finalmente levará mudança e justiça ao País das Maravilhas que está em guerra com os Yurkeis, que desejam assassinar a família real e assumir tudo. O rei de Copas, um homem cruel e astucioso, tem como conselheiro Chershire, um homem de caráter duvidoso de quem Dinah nunca gostou. E se tudo ia mal, a sina da princesa promete piorar quando seu pai traz ao castelo Vittiore, sua filha bastarda perfeita (a rainha branca) com passado duvidoso.

Agora, Dinah vê seu trono ameaçado quando seu pai passa a favoritar nitidamente a jovem duquesa e começa a tratá-la de modo ainda pior que antes. Segredos sombrios circundam Dinah e ela começa a perceber que o lugar que chamou de lar é um território que nunca conheceu de fato. Um misterioso bilhete vai levá-la até as prisões do país das maravilhas em busca de Faina Baker e respostas, mas isso só fará com que a cabeça da princesa se torne um troféu para aquele que quer destruí-la: seu pai.

Quando seu amado irmão Charles é assassinado, Dinah recebe ordens de um misterioso homem para fugir do castelo se quiser conservar sua vida e sua coroa. Mas de início ela não lhe dá ouvidos e agora tudo que lhe resta é fugir para a escuridão da floresta retorcida e descobrir como vingará seu irmão e recuperará a coroa que seu pai usurpou e pôs na cabeça da filha bastarda.

Eu admito que o livro foi muito bem montado, não apenas toda o mundo do país das maravilhas que ganhou um cenário novo e sombrio, mas a "humanização" dos personagens fabulescos foi muito bem feita. Contudo, o livro não conseguiu me prender muito. Não aconteceu de eu ficar devorando as páginas e ávida para saber o que vinha a seguir. E com isso não quero dizer que o livro é ruim, obviamente, apenas não funcionou comigo. Achei Dinah uma personagem chata, teimosa e tola, surda ao bom senso ela podia ter evitado muitas das coisas que aconteceram. O jeito que a história foi conduzida também não me cativou, embora esse quê sombrio na trama (que dá muita abertura pra isso) ficou algo digno de nota.

A desconstrução da personagem e sua reconstrução pela ótica de Oakes foi muito bem produzida e montada, ainda que não tenha me cativado, indico o livro não apenas para os fãs de Alice, mas para aqueles que gostam de um romance mais sombrio e cheio de mistérios.

quinta-feira, 14 de março de 2019

[Livro] Contos de Fadas

Contos de Fadas era o livro desse box que eu estava com mais vontade de ler. Alguns dos contos eu já conhecia, mas relê-los foi fantástico. Outros me deixaram muito surpresa, pois não conhecia essas versões. 

Perrault, cujos contos abrem o livro, mexe mais com o fantástico simbólico, seus contos tem resquícios de analogias da realidade e são cheios de moral, ainda que os outros tenham morais do mesmo modo, Perrault torna isso mais óbvio, inclusive, com versinhos no final de cada conto ilustrando isso. O modo como ele contou Cinderella, o Pequeno Polegar e Barba Azul, contos que já conhecia em outras versões, me deixou realmente surpresa, em especial pelas cenas de certa barbárie que aconteciam. Pele de Asno ainda não tinha lido, e o Gato de Botas eu tinha ouvido essa mesma versão em Conte Outra Vez.

Seguindo para A Bela e a Fera, esse eu pulei porque tenho um livro a parte com as duas versões originais desse conto, então deixei para aproveitá-lo nele. 

Chega então os famosos irmãos Grimm, dessas versões deles eu só conhecia mesmo Rapunzel. Achei o modo deles de contar histórias um pouco mais descontraído, ainda que tenham certas coisas nas entrelinhas que tenha me deixado um pouco "chocada" na falta de uma palavra melhor. O que eu mais pensava enquanto lia esse livro era em como é uma besteira amenizar as histórias para criança como se elas fossem seres de cristal. A magia crua dos contos me deixou fascinada e fiquei triste por não ter mais a inocência pueril para apreciá-los sob a ótica de minha infância tão aconchegante.

Vem então Andersen. A impressão que tive dele é que era um pessimista nato. Todos os seus contos envolviam forte drama ou tragédia e dos cinco apresentados no livro apenas 2 tinham de fato um final que se pode ser considerado "feliz". A versão dele de A Pequena Sereia foi pra mim não somente fascinante, mas um pouco chocante por causa do contraste com a história vulgarmente conhecida graças à Disney. E mesmo já tendo visto um curta russo de A Pequena Vendedora de Fósforos, ainda senti um aperto no peito e uma angústia muito forte lendo esse conto. Ao meu ver, ele é praticamente um retrato do descaso e da falta de humanidade da sociedade hipócrita. Quando a menina morre eles finalmente se dão conta de que ela existia fingindo uma tristeza e empatia que me enojam.

Esse Jacobs eu não conhecia, inclusive, nem fazia ideia que Os três porquinhos e João e o Pé de Feijão eram dele. Conhecia versão das duas histórias, mas fiquei surpresa ao lê-las porque são muito diferentes das que conhecia, Os três porquinhos mais que João, mas gostei muito de ambas. Além de mexer com o fantástico elas flertam um pouco com a ironia e, eu diria, até mesmo a anarquia.

Fechando o livro tem a história dos três ursos que eu conhecia (e acredito que a maioria das pessoas) por Cachinhos Dourados. Essa versão do livro é bem diferente da que eu tinha visto, mais resumida e com um final quase inconcluso.

Amei esse livro, supriu todas as minhas expectativas e agora estou mais que curiosa para saber o que vou encontrar nos três volumes do Box dos Grimm que tenho em casa. 

sábado, 9 de março de 2019

[Livro] Filme Noturno

Título Original: Night Film
Autor: Marisha Pessl
Ano: 2013
Páginas: 622
Gêneros: Suspense, Mistério, Terror, Roman noir, Romance psicológico, Literatura experimental

Sinopse: Em uma noite fria de outono, Ashley Cordova é encontrada morta em um armazém abandonado em Manhattan. Embora a polícia suspeite de suicídio, o jornalista Scott McGrath acredita que exista algo mais por trás dessa história. Seu interesse pelo caso não é gratuito - Ashley é filha do famoso e recluso diretor de filmes de terror Stanislas Cordova, um homem que não é visto em público há mais de trinta anos e que, no passado, teve um papel trágico na vida de McGrath. Impulsionado por vingança, curiosidade e necessidade de descobrir a verdade, o jornalista é atraído para o horripilante e hipnótico mundo de Stanislas. Da última vez que chegou perto do cineasta, McGrath perdeu o casamento e a carreira. Dessa vez, pode acabar perdendo muito mais.

"O fato de as pessoas atualmente não aprenderem, serem fracas, medíocres, tão apáticas quanto a esse presente da vida como se tudo não passasse de um mero comercial da Pepsi; não o culpo por se recolher. Você tem visto o mundo atualmente, McGrath? A crueldade, a falta de vínculos? Se você é artista, estou certo de que não pode deixar de pensar para que serve tudo isso. Estamos vivendo mais, estabelecendo laços sociais com as nossas telas, e nosso poço de sentimento fica mais raso. Logo não passaremos de uma piscina formada pela maré, depois um dedal de água e então uma microgota." (Filme Noturno, p. 71)

Me interessei para ler Filme Noturno por causa da chuva de recomendações que o livro tem e não é nada atoa. Na história nós conhecemos o jornalista investigativo Scott McGrath, um homem cujo trabalho está praticamente acabado por causa de um comentário infame sobre um prestigiado diretor de cinema chamado Stanislas Cordova. Isso não lhe rendeu apenas a perda do emprego, mas do casamento e da sua filha Sam que ele só vê em fins de semana programados.

Contudo, a vida está prestes a presentear Scott com uma oportunidade quando a filha de Cordova, Ashley, aparece morta em um galpão aparentemente suicídio embora o jornalista se recuse a acreditar nisso e suspeita que a jovem foi assassinada. Em especial porque, noites antes, Ashley apareceu para ele como um fantasma. Descobrir a verdade sobre a morte da garota prodígio lhe daria a chance de cavar o passado de Cordova e obter de volta a confiança do público que perdeu.

Enquanto usa todos os meios para descobrir os últimos passos de Ashley Cordova, entram no seu caminho Nora, uma garota praticamente sem teto que sonha ser atriz, e Hoper, um garoto problemático que, aparentemente, tem alguma relação com ela, mas se recusa a dar detalhes. Porém, quanto mais avança na investigação com os dois jovens à tiracolo, mais a corda de Stanislas aperta em volta do seu pescoço. Como um carrasco fantasma, o misterioso diretor de filmes de terror parece perseguir e assombrar o jornalista.

Viajando pelos últimos dias da garota, as possibilidades a respeito de Ashley enveredam por caminhos sombrios, envolvendo ocultismo, cultos satânicos, maldições e até mesmo sacrifício humano. Seria possível? O mundo obscuro de Cordova leva Scott a mergulhar em seus filmes e, aos poucos, deixar para trás sua sanidade. O jornalista fica de tal modo obcecado com sua matéria que atravessa o mundo da ficção criada pelo diretor, o ceticismo que outrora guiava seus passos e a realidade que conhecia. Mas em meio a essa jornada, Scott corre o risco de perder muito mais que apenas a razão para conseguir respostas à matéria da sua vida e mesmo apesar disso ele está mais que disposto a ir até o fim.

Eu juro que não sei como falar desse livro. Nada do que eu diga vai chegar nos pés da experiência de lê-lo. Tudo é montado de uma forma tão real que a gente chega a esquecer que é um livro e começa a imergir no filme noturno de Cordova no qual Scott é preso pelas ruas sombrias e sujas de Nova Iorque. A diagramação também é um aditivo que corrobora com tudo isso, foi magistral a concepção da arte desse livro, os documentos e os detalhes tão minimamente planejados influenciam nossa mente a crer que aquela história é real e, vez ou outra, você se pega no google pesquisando coisas que não existem na realidade. O mérito também vai para o poder criativo de Pessl, Cordova foi concebido de tla modo que é impossível não acreditar que ele era apenas fictício, li poucos livros que me puxaram dessa forma para dentro da história.

Se posso dizer algo sobre Filme Noturno é: leia. Apenas adentrando o mundo real de Pessl você vai conseguir entender os limites da criação e a manipulação da realidade de forma tão magistral. Está, com certeza, na lista dos melhores livros que já li. Mais que recomendado. 


quinta-feira, 7 de março de 2019

[Anime] Amnesia

Título Original: アムネシア RR: Amuneshia
Gênero: Romance, Bishönen
Direção: Yoshimitsu Ohashi
Ano: 2013
Episódios: 12

Sinopse: Em um fatídico 1 de Agosto, a Heroína perdeu todas as suas memórias. A fim de obtê-las de volta e aliviar a sua dor em não recordar de nada, ela tenta interagir com 'ele' na esperança de viver cada dia feliz como ela pode, e para um futuro brilhante com 'ele'...

Então, eu terminei esse anime e não sei o que dizer sobre ele hahaha. É um daqueles animes no estilo Yosuga no Sora, baseado em uma visual novel, que é aqueles jogos de otome, sabe? 

No jogo, a personagem não tem nome, mas se me lembro bem ela foi chamada de Kaori em algum momento dos primeiros episódios do anime, mas foi a única vez, ninguém fala o nome dela. E como um anime baseado em um jogo ele segue todas as rotas que ela poderia ter mostrando como seria a relação dela com cada um dos protagonistas masculinos que são representados em cartas de baralho (sim, isso mesmo).

O que nos prende na história é realmente o que aconteceu com ela, a heroína não tem qualquer memória do que aconteceu no passado e sempre volta no dia 1 de agosto sem lembrar de nada. Nisso o tempo sempre reinicia e ela está aparentemente namorando uma pessoa diferente. Apesar da garota não ser um pastel quente como a de Diabolic Lovers, confesso que achei ela meio lerda em alguns momentos. De todas as interações as que gostei mais foram com Shin e Ikki. 

Como era de se esperar, o final é aberto. Dá a entender que a personagem ficará com personagem X, mas não dá certeza e nem mostra o que acontece com ela. Fiquei bem surpresa com o final, foi bom e ao mesmo tempo não foi. É um anime um pouco confuso em especial se você não conhece o jogo, como eu, mas valeu a pena ter assistido.

quarta-feira, 6 de março de 2019

[Escrita] Colocando Travessão no Word

Olá, pessoas!

Faz tempo que não posto nada na tag escrita, acabou que as coisas não estão andando muito bem, sabe? Mas a dica de hoje é muito útil principalmente pra quem posta em plataformas. Vejo muita gente usando o tracinho no lugar do travessão, até mesmo underline já vi usando. Gostaria de começar dizendo que, na literatura que conheço são usados apenas três sinais para assinalar diálogos:

"" geralmente em livros americanos e ingleses.

— em livros nacionais e em algumas outras partes do mundo.

└ ┘ (não tenho certeza se são esses ou ┌ ┐) em livros japoneses.

Então, não use o hífen para assinalar diálogos. E é o que vim passar pra vocês hoje, como colocar travessão no word. Por muito tempo também usei tracinho nas minhas histórias pelo simples fato de não saber colocar travessão no word! Que, pra mim, é o melhor editor de texto. Um amigo e leitor meu chamado Lucas me ensinou uma maneira bem prática de usar esse sinal no teclado com um comando bem simples e vou repassar para vocês em passos ilustrados! 

1. Abra o Word

dependendo da versão que você use, logicamente o processo vai ser diferente. Não sei se isso funciona para outros editores como o Libre Office ou o Open Office então não posso dizer. Não sei também que versão é essa minha, mas eu uso o windows 8.1
[Clique nas imagens pra ampliar!]

2. Vá em Inserir > Símbolo

clique para ampliar.

3. Selecione "Mais Símbolos"


4. Procure o travessão > Clique em Autocorreção

Certifique-se que os símbolos estão no subconjunto pontuação geral, há outros traços que parecem o travessão!

5. Escolha uma tecla!

Nessa caixa de diálogo, escolha uma tecla que facilite o uso do travessão, no meu caso eu uso o sinal de igualdade, sempre que você digitar essa tecla, o word vai corrigir automaticamente para o travessão, por isso não use uma letra ou um símbolo recorrente, procure uma tecla ou combinação que você não use muito. Lembrando que se que você apertar backspace (a tecla de apagar) o sinal escolhido volta para o original. Outra coisa a se prestar atenção é a deixar marcado texto formatado senão sempre que você digitar o travessão ele volta pra formatação padrão do word e não a que você estiver usando.



E pronto! Você está usando o travessão!