segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Infância


Saudade sinto da infância, a magia de ser criança
em um mundo encantado.
Quando quedas eram lições, quando eu podia rir do tempo
quando as lágrimas eram palavras
não dolorosas, menos perdidas, apenas esquecidas ao tocar o chão.
O olhar inocente, 
o sabor do pirulito,
as brincadeiras que de mim tiravam sorrisos
a noção do eterno
dos dias tão certos, dos sorrisos sem máscaras.

Saudade da minha infância
aquele reino de esperança, onde ninguém morre, ninguém parte
saudade das tardes mornas
da vida que era rosquinha, em um prato de alegria
que a chuva era oportunidade
de celebrar a bondade, de criar uma nova forma de brincar
Saudade sinto do modo
como eu enxergava as pessoas, como eu sonhava em ser pequena
para o sempre dos meus dias.

E de que me resta sonhar?
São esses tempos passados, longe, perdidos no espaço
apenas nas lembranças
fazem doloroso lar...
A inocência fora morta, fecharam todas as portas
destruiram meu mundo de criança
e agora o sentido de amar
é um buquê de flores mortas
no que restou da bela infância.

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