sábado, 15 de setembro de 2012

Escrevendo de novo...


A que não pertenço, palavras profiro, que sonhos perdidos correm pelo longe, e no horizonte abraçam o infinito.
Palavras perdidas tal qual minha alma, alento na calma do lado sombrio, no pardo detido que é iluminado, por longe na calma da luz do pensante. E mesmo distante, meu sonho sofrido caminha no brilho obscuro do medo. Sentimentos que vejo, e não apenas sinto, que em meu pensamento se fazem concreto no imenso deserto dos olhos tão tristes que fitam o longe a buscar no horizonte o amor esquecido.
Apenas palavras que em minha mente ecoam, algumas magoam, assombram meus dias, tornando agonia feridas quietantes que antes pulsantes meu peito sangravam...
Ninguem detem de todo as palavras, são asas de pássaro que ganham o céu, são sopros de vento que agitam o mar, são sonhos de utopia que vagam em nossa mente, e agora sentindo como me sinto, palavras escrevo sem rumo, sem nexo. Não preciso de rimas, tampouco me atenho a razão, são apenas desabafos saídos do coração este ja muito frágil, flagelado pelo tempo... Açoitado pela vida, renegado da verdade, e sem filosofia, se poe a própria sorte esperando apenas a morte em sua única certeza, nos demais dias deleita do involuntário respirar. Abrir os olhos para ver a vida, relembrar momentos marcantes, sentindo saudade inconstante que nada me pode trazer. Assim sigo meu destino e mesmo sem rumo certo, só preciso de uma certeza, a de que sou a minha verdade e que me basta em todo caso ter somente a mim e a tristeza...

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